Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

08 Junho 2018 | 03h00

ESTADO DA NAÇÃO

Nova paralisação?

Segundo reportagem do Estadão, os caminhoneiros acompanham as possíveis alterações que o governo fará na nova tabela mínima de frete. Resultado da negociação entre governo e caminhoneiros, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a tabela mínima de preços, o que, na prática, ajuda a categoria. Acontece que setores empresariais têm pressionado o governo Temer para extinguir a iniciativa, alegando que eleva seus custos e, consequentemente, os preços. Diante disso, um dos sindicalistas envolvidos na paralisação diz que, se derrubada, haverá nova e mais intensa paralisação. Esperemos que as coisas não sejam iguais ou piores do que no final do mês passado. O País perdeu bilhões, as pessoas enfrentaram um verdadeiro caos para chegar ao trabalho, serviços essenciais operaram no limite e, no fim de tudo, o preço dos combustíveis aumentou. Acho que uma nova paralisação trará resultados ainda mais amargos para o contribuinte que, no final das contas, é que pagará por todo e qualquer tipo de acordo firmado pelo poder público.

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

Controle de preços

Magistral o editorial A sedução do controle de preços (7/6, A3). Sarney, Lula e Dilma foram citados como irresponsáveis e populistas ignorantes cuja política de controle de preços foi fragorosamente derrotada e nos legou o atraso e o desmonte da economia, que nos asfixia no presente. Na verdade, nossa sina do atraso e da ignorância vem de longe. Desde o governo Vargas, da década de 1930, lá se vão mais de 80 anos, só tivemos breves hiatos de racionalidade na condução de nossa economia e ao povo foi impingida a ideia do controle de preços e do desastroso e ineficiente mito esquerdista da empresa estatal. Enquanto o povo não tiver abandonado o mito do Estado gigante, aquele que não lhe cabe no bolso, o País não encontrará o caminho da prosperidade. Para que se concretize tal mudança não podemos contar com políticos e demagogos, precisamos de estadistas, que estão em falta ou escondidos aos olhos da Nação.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Manicômio tributário

Oportuno o artigo Tributação dos combustíveis, a marcha da insensatez (7/6, B9), de Everardo Maciel, ao relatar o caótico processo de tributação sobre os combustíveis. Trata-se de uma amostra do que acontece no universo tributário brasileiro, declaratório e artesanal. Mostra o manicômio tributário existente no Brasil, característica essa sempre ressaltada pelo ex-senador Roberto Campos.

ANDERSON DE SOUSA BRITO

ilmar_09@hotmail.com

Osasco

À beira do precipício

Vários fatores contribuem para o receio do investidor de colocar aqui o seu capital, como o déficit fiscal do governo federal, o tabelamento do frete, a saída de Pedro Parente, um dos melhores gestores da Petrobrás, o que leva à incerteza sobre as intervenções na política de preços dos combustíveis, e as eleições presidenciais, que contaminam o mercado, elevando o dólar a quase R$ 4 e também provocando a queda do Ibovespa em quase 6%, considerando as ocorrências externas como fatores secundários. Isso é extremamente preocupante, cabendo-nos perguntar: o Congresso Nacional, o Palácio Planalto ou o Supremo Tribunal Federal se manifestaram? Quais medidas os Poderes da República pretendem adotar para tirar o Brasil da beira do precipício, já que todos eles deram o seu empurrão? Ou vamos continuar no eterno blá-blá-blá até que o País se acabe e nem precise mais de eleições?

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Anomia 

A situação de desrespeito ao direito de mobilidade que vivemos com a greve dos caminhoneiros, mobilizados em articulação com os interesses dos empresários de transporte de cargas; as manifestações difusas, intensas e crescentes por uma intervenção militar; a declaração política por respeito às regras democráticas feitas por iniciativa da presidente do Poder Judiciário, e não do Poder Legislativo, a casa política; tudo isso demonstra que, se não houver maturidade de nossas lideranças para buscar uma agenda mínima de consenso, capaz de mobilizar parte importante da sociedade em torno de projetos factíveis e necessários ao nosso desenvolvimento econômico, político e social, podemos cair em estado de anomia, que, onde se manifestou, deixou marcas profundas de dor, violência e mortes. As pessoas e os grupos de interesse estão se mobilizando horizontalmente, sem respeitar como antes a hierarquia, tanto em ambientes privados como públicos. 

Um governo absolutamente enfraquecido, candidatos à Presidência pusilânimes e aos cargos legislativos piores ainda – salvo raras exceções – não apontam para um futuro de esperança. Muito preocupante.

MARCELO KAWATOKO

marcelo.kawatoko@outlook.com

São Paulo

MINAS GERAIS

Em chamas

Quase cem ônibus incendiados em quatro dias provocam caos e medo em dezenas de cidades mineiras. O sentimento de insegurança se alastra pelas ruas. A perda do controle da segurança pública é preocupante. Restabelecer a ordem pública é fundamental. Entretanto, a invasão do Palácio da Liberdade por manifestantes do setor público, que não recebem seus salários em dia, agrava a situação política. O descontrole social piora a busca de alguma solução por quem teria a legitimidade para fazer alguma proposta ou conciliação.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

CORRUPÇÃO E ELEIÇÃO

Finalmente

Até que enfim o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou operações financeiras suspeitas do presidiário Lula da Silva, de seu instituto e de sua empresa de palestras. Mesmo tendo acumulado fortuna, os incautos petistas estão contribuindo virtualmente para a campanha presidencial do mais honesto, para ver o Brasil sorrir outra vez... Existe trouxa pra tudo!

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Bons augúrios

Bastou Lula da Silva e Gleisi “Lula” Hoffmann apoiarem Kátia Abreu no pleito do Tocantins para a ex-ministra de Dilma Rousseff despencar de primeiro para o quarto lugar e perder uma eleição que parecia ganha. Bons augúrios para outubro.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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QUEBRA DE SIGILO 

A Polícia Federal (PF) pediu a quebra de sigilo telefônico de Temer, Moreira e Padilha. Um cidadão encontrar cotidianamente notícias sobre seu presidente nas páginas de Política é algo normal. Mas nas páginas policiais, é um privilégio que só os brasileiros têm e que torna o acompanhamento de sua gestão muito mais emocionante. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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SIGILO DE TEMER 

Observando a oportuna foto de Dida Sampaio (7/6, A4), que ilustra a matéria sobre investigação do presidente Temer, temos a nítida impressão de algo não está cheirando bem neste governo.

Celso Francisco Alvares Leite celso@celsoleite.com.br 

Limeira

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GOVERNO TEMER

"Cada povo tem o governo que merece", disse o francês Joseph-Marie Maistre. Será que somos tão incompetentes, oportunistas e corruptos assim?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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STATUS

Governo inoperante. Sociedade desamparada. No Brasil a administração pública é risível e ridícula, exercitada por criminosos ladrões, corruptos e bandidos, muitos eleitos pelo povo.

Pedro Armellini paarmellini08@gmail.com

Amparo

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TRAPALHADAS SEM FIM

A novela do desconto de R$ 0,46 no litro do diesel e do tabelamento do frete não tem fim. Todos torcem que logo terminem com a prisão dos bandidos (no caso o governo).

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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ACORDO

Manchete do "Estadão": "Acordo Ameaçado" (7/6, capa). Pergunto singelamente: alguém acreditou que o acordo feito por um governo fraco e comprometido com as forças do mercado brasileiro, para se manter no poder seria levado a frente? 

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo 

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NOVA GREVE

Pelo jeito, começou a contagem regressiva para uma nova paralisação dos caminhões Brasil afora: 10,9,8,7...

J.S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo 

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O ACORDO DOS CAMINHONEIROS

O pacto celebrado entre o governo e os caminhoneiros, além de ser altamente prejudicial à população deste país, encerra ilegalidades e falhas econômicas gritantes. Assim, o tabelamento de óleo diesel, na verdade, deve ficar a cargo do governo a quem incumbirá repassar todas as vantagens à iniciativa privada. Eis que as multas do Procon serão ilegais na maioria, porque ofenderão o princípio da liberdade de empresariar, se não houver aquiescência nos repasses para atender custos. Os representantes dos postos de combustíveis, seja ressaltado, não integraram o acordo. De outro lado, absurdo foi o tabelamento de fretes, porque ofende a livre iniciativa, impedindo até o escoamento da produção agrícola e pecuária. O resultado é: 1) demandas aos montes na Justiça; e 2) nova greve e novos protestos. Será que desejam atingir o caos?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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TEMER, O CONGELADOR DE PREÇOS?

O presidente Temer e seus ministros parecem "galinha desnorteada à beira da estrada". Demoraram séculos para resolver a paralisação dos caminhoneiros. Depois do imbróglio desastroso convocam os "fiscais do diesel". Agora propõe congelar os preços do frete, atitudes que já vimos nos anos 1980, porque daqui a pouco será como num tabuleiro de dominó. Cada categoria parando de trabalhar derrubando outra por se julgar mais importante. Temer deve estar ouvindo muito o ex-presidente Sarney, que nos anos 1980 destruiu o País em pouco tempo tabelando tudo, porque agora o problema será fechar as contas que estão na estratosfera. Infelizmente para quem assumiu o comando para nos livrar da "ex-gerentona Dillma", Temer mostra o motivo de ter sido vice dela. Dois incompetentes nunca se bicam, se aliam. Enquanto isso, nós brasileiros sonhamos com o apagar das luzes de 2018. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

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NÃO ENTENDO!

Ate agora não consegui entender a política de preços atrelada à variação internacional do dólar pela Petrobrás. Pois se vivemos no Brasil, onde a moeda corrente é o real, efetuamos nossos recebimentos e pagamentos em real, por que tenho que pagar a gasolina reajustada em dólar?

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho oliveira arluolf@hotmail.com

Itapeva

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RESERVAS

Muito oportuno o artigo de Monica de Bolle (6/6, B2) sobre o limite ideal de nossas reservas. Há tempos pensava neste assunto, mas temia cometer alguma heresia técnica ao expor meu pensamento. O artigo da competente profissional me incentivou a fazê-lo e é o que segue. Assim como vemos a China utilizar seus saldos comerciais para adquirir ativos de outras nações, inclusive Brasil, por que não poderíamos transformar a parte que supera os limites de segurança em ativos no próprio país? A crise recente mostrou-nos uma grande carência de meios alternativos de transporte, principalmente ferrovias. O País poderia fazer uma concorrência internacional e pagar em dólares, de tal forma que não teria de emitir papel moeda, evitando a emissão de títulos da dívida pública. Sobre a entrada de empresas internacionais no fechado mercado das empreiteiras brasileiras, lembro que a primeira vez, no passado recente, que ocorreu isso foi na construção da hidrelétrica São Simão, pela Impregilo S.p.A. As empresas construtoras brasileiras na época certamente não gostaram, mas aquela empreiteira mostrou excelente produtividade e equipamentos de uso corrente no mercado mundial, mas desconhecidos por aqui e serviu de exemplo para nossas empreiteiras. Seria um bom momento também para balizamento de preços justos, que uma ampla concorrência internacional teria o dom de nos mostrar.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br 

Atibaia

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'RESERVAS, PARA QUE TE QUERO'

Excelente a matéria publicada pela economista Monica de Bolle sobre o melhor uso do excedente de 140 bilhões de dólares das reservas externas - o País tem um total de 380 bilhões de dólares. Nem precisava fazer a ressalva e o alerta sobre o que escreveu, pois suas reflexões expressam muito bem o sentimento de grande parte do sofrido povo desta nação. Parabéns, Monica!

Hermann Grinfeld hermann.grinfeld@yahoo.com.br 

São Paulo 

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COMPETÊNCIA COMO PROBLEMA

Em se tratando de estatais, especialmente a Petrobrás, pergunto: apesar da reconhecida competência do sr. Parente, teria sido ele tão eficiente em reequilibrar a empresa caso ela não detivesse o monopólio do mercado? Uma empresa de verdade deve atender anseios de diversos interessados, acionistas, clientes, consumidores, funcionários, fornecedores e sociedade. E basta lembrar como era o setor de telefonia quando nas mãos do Estado para concluir que o melhor caminho para todos os honestamente interessados na Petrobrás é a privatização e quebra do monopólio.

Celso Francisco Alvares Leite celso@celsoleite.com.br 

Limeira

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A ORIGEM DO DESEQUILÍBRIO

É uma falácia querer tratar o petróleo como uma commodity qualquer quando o mercado brasileiro é cheio de restrições. A Petrobrás atua de forma monopolista, é a dona do mercado, faz o que bem entende sem se preocupar com a ação de concorrentes, que simplesmente não existem. Está na hora do Brasil abrir seu mercado de petróleo, retirar toda e qualquer restrição para que as grandes empresas mundiais venham explorar, refinar e distribuir petróleo e seus derivados no Brasil. Essa abertura do mercado iria possibilitar um aumento de produção num ritmo que a Petrobrás sozinha jamais seria capaz, trazendo bilhões em novos investimentos, novos empregos, etc. Não tem sentido o Brasil continuar protegendo a Petrobrás com o fechamento do mercado e essa empresa agir como uma multinacional predadora dos recursos do povo brasileiro, visando apenas o lucro e o enriquecimento de seus acionistas e dirigentes. 

Mário Barilá mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo 

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O RETORNO

Depois de quase dois meses encarcerado em Curitiba, Lula da Silva reapareceu como testemunha de defesa de Sérgio Cabral e, como sempre, se auto elogiando, falando pelos cotovelos e negando quaisquer irregularidades. É a volta do "Lulinha paz e amor" que nunca sabe de nada que o desabone ou aos seus companheiros. Quem muito fala, morre pela boca!

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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'LULLA' TESTEMUNHA DE CABRAL

Nesta primeira aparição pública de "Lulla" testemunhando em uma das inúmeras falcatruas do sr. Sérgio Cabral, apareceu tão sorridente e contente que tenho certeza que está adorando seu novo lar lá em Curitiba. Espero que continue por lá por pelo menos os 12 anos incialmente a que foi condenado.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 

São Bernardo do Campo

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NÃO PRECISAVA

Precisava o juiz Marcelo Bretas fazer palanque para o Lula? Uma vergonha!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo 

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LULA QUER VAQUINHA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sem dinheiro para a campanha. Lula está pedindo dinheiro por meio do site de arrecadação da pré-candidatura. É um comportamento totalmente absurdo, pois um presidiário, condenado em segunda instância, não pode se candidatar a nada no Brasil. É lei. O Partido dos Trabalhadores está totalmente combalido, pois os amigos empreiteiros estão fora do jogo da corrupção dos contratos superfaturados. As palestras de Lula acabaram há anos. O PT ganhou a prefeitura de apenas uma capital nas eleições de 2016. Os principais caciques do partido estão na cadeia, assim como o cachorro morto do Lula.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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SUSPEIÇÃO E IMPEDIMENTO

Corretamente, os procuradores da força-tarefa e do Núcleo Criminal de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal na 2.ª Região (RJ/ES), oficiaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que analisem a possibilidade de pedir a suspeição ou impedimento do ministro do STF, Gilmar Mendes, só por que mandou soltar, a toque de caixa o amigo corrupto Orlando Diniz, que é "colaborador e investidor" na sua escola jurídica. Aliás, "pai Gilmar" também já soltou, por três vezes, o amigo corrupto Jacob Barata Filho, de quem foi padrinho de casamento da filha. Ou seja, se isso não é suspeição ou impedimento, o que será então? Impeachment no "pai Gilmar"!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

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VERGONHA

"O poder emana do povo" (sic), diz o primeiro capitulo da nossa Constituição. Sugiro ao STF, que proceda a uma pesquisa, a nível, nacional sobre o que o povo prefere: que continuem essas urnas, vergonhosamente violáveis, ou a volta do voto impresso. Na eleição que elegeu Dilma, alguém postou uma mensagem mostrando que aquela determinada urna, já estava carregada com 600 votos. Como de costume, nunca mais se falou nisso. A fragilidade da informática não é novidade pra ninguém, por isso, só o Brasil insista na urna eletrônica. Retrocesso, imagino eu, é perder essa oportunidade que a Procuradoria-Geral da União (PGU) nos deu de sanitizar um pouco mais esse câncer, chamado corrupção, que nos assola e nos envergonha perante toda a humanidade. Parabéns à dr. Raquel Dodge e mais uma vez, pêsames ao tão desacreditado STF. 

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo 

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GUARDIÕES

Mais uma vez aqueles que deveriam ser os guardiões da Constituição pisam na democracia.

Helcio Silveira heldiasilveira@gmail.com

São Paulo

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VOTO

A decisão da maioria dos ministros do STF suspendendo o voto impresso nas próximas eleições atende a um pedido de liminar da procuradora-geral da República. Ou seja, no máximo 12 pessoas decidem por mais de 100 milhões de eleitores. Sem entrar no mérito da questão, fica a impressão de que o Brasil está sob controle de pequenos grupos. Por que o Congresso Nacional não adota medidas neste caso, levando em consideração pelo menos o eleitorado de mais de 100 milhões de votantes? Até quando vamos ficar indiferentes a uma questão tão importante.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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URNAS ELETRÔNICAS

A Constituição determina que o voto seja secreto. Por isso o STF cancelou por 8x2 a instalação de impressoras nas urnas alegando que se a impressora quebrar haverá o risco, que é mínimo, de perder-se o segredo de um dos votos. Pasmem, cidadãos brasileiros! Com isso, o STF manteve o risco, que é máximo, de fraude nas eleições já que, por perícia realizada após as eleições de 2014, foi provado que sem as impressoras o sistema eleitoral brasileiro é, simplesmente, "inauditável", ou seja, impossível de ser auditado. A fraude não acontece nas urnas, mas na totalização dos votos! Sem a impressora não se pode verificar absolutamente nada! Onde está a lógica que mantém a estrutura desta República? Com essa decisão surreal as eleições de outubro serão certamente fraudadas como foram em 2014, e têm de ser colocadas sub judice, até uma decisão competente.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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ROJÃO ELEITOREIRO

Festas juninas já são animadas, e em período eleitoral muito mais. Tanto que o número de quadrilhas cresce ano a ano...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DECIFRA-ME!

Tento sempre me manter informado à respeito dos fatos políticos. Isto não impediu que na última eleição presidencial tivesse, votando conscientemente, me enganado ao escolher Aécio! Não escolhi o "menos ruim". Achei que estava acertando e escolhendo o bom... Devemos tentar, mas é evidente que não temos como saber todo o passado e como será o comportamento dos nossos escolhidos! Pagar para essa turma toda com o dinheiro que nos falta para o essencial é uma piada de mau gosto! Com financiamento público, privado, ou misto, algum inocente e ingênuo acredita que não haverá mais corrupção e venda de privilégios? Alguma coisa tem de ser feita... Mas, o quê? Sem apelar para a violência, é claro, se for possível! 

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br 

São Paulo 

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O BRASIL TOMOU CHÁ DE LÍRIO DE TROMBETA

O Brasil é muito louco, lei trabalhista destrói quem dá emprego; governo de esquerda é chamado de progressista e os de centro direita de conservadores; o partido comunista diz que lutou e luta contra ditadura, e eu que sou "biruta"?

Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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ALCKMIN NO SENADO

Esta eleição é uma incógnita, os gurus estão perdidos e os eleitores estão confusos. Dos candidatos, nota-se que Geraldo Alckmin não conta com o apoio do seu partido e dificilmente chegará à Presidência, porém com o muito que fez pelo Estado de São Paulo, ele poderia candidatar-se para o Senado, caso contrário ficaremos com Marta ou Suplicy.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo 

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OS TRÊS ERROS DE FHC:

1) Convencer o Congresso de que no Brasil precisava haver reeleição. Assim, Lula não teria ficado oito anos como presidente; 2) Não ter solicitado ao Ministério Público Federal que investigasse se eram verdadeiras as afirmações do grande patriota Paulo Francis, quando denunciou, em NY, os desvios de dinheiro na Petrobrás (há mais de 15 anos); e 3) Não ter providenciado a construção de estradas de ferro, quando, em seu governo, os caminhoneiros, entraram em greve. Tenho certeza que a pobreza e miséria do Brasil não teriam chegado onde estamos!

Viviana Gemma Toni gianna.toni@gmail.com

São Paulo 

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TEM SAÍDA?

Vamos mal neste país. De um lado a corrupção campeia, tendo ao lado dos corruptos um ministro que solta-os ao primeiro suspiro. Do lado do governo medidas macroeconômicas, juntamente com a corrupção destroem os empregos. Nas câmaras municipais vereadores e assembleias legislativas aumentam salários. Todos só olham para o próprio umbigo. É de se perguntar esse país tem saída? 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo 

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SUJEITO DETERMINADO

"Em projeto 'escondido', no auge da greve dos caminhoneiros, a Câmara de São Paulo aprova bônus de R$ 16 mil à elite do funcionalismo". Não há um sujeito oculto nesta frase... Houve quem idealizasse, buscasse comparsas e perpetrasse esse ato criminoso contra a população. Busquem e o denunciem. A população precisa saber.

Jatiacy Silva jatiacy@hotmail.com

Guarulhos 

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INTERVENÇÃO MILITAR

Quem pede a intervenção militar não conhece o espírito democrático das nossas Forças Armadas, que não têm o poder moderador e só agem por ordem expressa do chefe de Estado. Em 1964 não assumiram o Poder, apenas participaram de um movimento cívico-militar desencadeado pelo governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto, com o apoio de outros governadores, tendo Congresso considerado vaga a Presidência e convocado eleição indireta, na qual foi eleito o general de exército Castello Branco. O regime, dito militar, foi consequência de movimentos antidemocráticos, em que as Forças Armadas agiram sob o comando supremo do presidente da República, como manda a Carta Magna.

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com 

Rio de Janeiro 

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DOIS ASSUNTOS

Nas opiniões de leitores que os jornais publicam há dois assuntos que eu analiso: críticas aos militares e sindicalismo. 1) Governos militares: não havia "pixulecos" e nenhum presidente enriqueceu no mandato. Atualmente só os políticos estão sendo julgados e apenados, mas nenhum militar é citado; e 2) A contribuição obrigatória a sindicatos faz lembrar a época da escravatura, em que os escravos não podiam opinar, só obedecer. 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com 

São Paulo

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DITADURAS

Não é possível mencionar a palavra "ditador" sem que o imaginário nos traga à mente a figura de um "general", com sua farda garbosa, cinturões de couro polido, coldre com ou sem arma e até mesmo uma espada. No entanto, a palavra "ditadura" refere-se a um regime governamental em que todos os poderes estão concentrados num indivíduo (como o general imaginado), um partido ou "a um grupo". Se observarmos bem, hoje no Brasil vivemos sob-regime de várias "ditaduras" (grupos) que impõe suas decisões a nós, pobres cidadãos, sem consultar ninguém. Dou exemplos. Há dias, foi noticiado que os funcionários dos antigos territórios nacionais foram incluídos na folha de pagamento da união acarretando uma despesa anual de aproximadamente R$ 1 bilhão a mais. Quem tomou essa decisão se diz respaldado pela legislação, aí incluída a Constituição, que não são nada mais nada menos do que instrumentos criados para legitimar abusos e privilégios e que validam essa decisão ditatorial (poder concentrado num grupo ou grupelho). Da mesma forma, o "Estadão" de (6/6, A12) noticia que a Alesp "decidiu" aumentar o teto de remuneração dos seus funcionários de R$ 21mil ("salário" do governador) para R$3 0mil. "Punto y basta!", como dizem os povos de língua hispânica. Outro "ministreco" do Supremo (melhor seria usar o termo ínfimo) Tribunal Federal, monocraticamente libertou da prisão mais um dos 19 meliantes, notórios bandidos que já soltou só neste mês. Trata-se de um "ditador de toga". Se questionados, todos eles vão dizer que fazem isso porque foram ungidos pelo povo, com o voto ou nomeações consequentes, para cargos nos quais podem tomar essas decisões. Podem? O povo concorda com elas? Por que a mídia, tão ciosa das pesquisas eleitorais que buscam saber antecipadamente quais serão os nossos próximos "ditadores", não promove outra pesquisa ou propõe um plebiscito para verificar se há mesmo essa concordância propalada? O estranho é que quando se fala em "ditadura militar" o "status quo" (midiático, político, jurídico, etc.) se levanta e protesta veementemente e às vezes violentamente contra tal "sacrilégio". Mas as "ditaduras" que garantem os seus privilégios são aceitas docemente e naturalmente. É revoltante!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br 

São Paulo 

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MURILLO DE ARAGÃO

Murillo de Aragão tem toda razão em seu artigo (5/6, A2). Se o próximo presidente da Câmara dos Deputados fizer acordos de bastidores no teatro das sombras da política fisiológica do presidencialismo de coalizão, o próximo presidente da República ficará refém do parlamento. 

Luiz Roberto da Costa Jr lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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O BRASIL PRECISA DE UMA INOVAÇÃO

Na edição de novembro de 2009 da "The Economist", que trazia a famosa capa do Cristo Redentor decolando em alusão à economia brasileira, a matéria principal dava conta de que o Brasil deveria "em algum momento da década após 2014", tornar-se a quinta maior economia do mundo. À época eu registrei que isso não aconteceria em razão de uma barreira intransponível: educação. Três anos antes a plataforma da candidatura de Cristovam Buarque à Presidência baseava-se na "revolução pela educação" (certo periódico de circulação nacional teve a infeliz ideia de denominá-lo "candidato de uma nota só"). Já nesta quarta-feira li a coluna de Silvio Meira propondo "a" inovação de que o Brasil precisa: "cuidar da educação no longo prazo, como um desafio nacional, do Estado". O que eu sei é que precisamos começar rápido. Caso contrário, teremos em 2038 a grande maioria da população repetindo 2018 e declarando voto a populistas e salvadores da Pátria.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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