Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

12 Junho 2018 | 03h00

PERSPECTIVAS POLÍTICAS

‘Os avestruzes’

Providencial o editorial sob o título acima (10/6, A3). Nós, eleitores, temo-nos comportado, sim, como avestruzes na hora de exercer o direito de voto. Não analisamos corretamente os candidatos e acabamos votando sem nenhum critério, muitas vezes por indicação de um conhecido ou, pior, por alguma promessa enganosa. Fizemos isso em 2014, estamos pagando caro e vamos pagar ainda por muito tempo. A então candidata à reeleição jamais deveria ter sido reeleita, pelo simples fato de ter sido uma péssima presidente no primeiro mandato. Ao indicá-la, com Michel Temer como vice, Lula cometeu seu maior erro. E ao defender a reeleição de ambos, com o apoio de um marqueteiro desonesto, hoje preso, cometeu um crime contra o povo brasileiro. Derrubaram com falsas notícias a candidatura de Marina Silva, que, na ocasião, representava real perigo às suas pretensões. Foi uma situação tão absurda que ficou claro que a reeleita não terminaria o mandato, pois caberia ao PMDB escolher mantê-la ou impor-lhe o impeachment. Mais uma vez o eleitorado, segundo as pesquisas, não está analisando corretamente a situação, como diz o editorial.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Tempestade perfeita

Talvez eu possa ajudar um pouco na identificação de nossos avestruzes. Aproximadamente 50% da população brasileira é composta por analfabetos funcionais; destes, a maioria depende das bolsas a fundo perdido que o governo distribui politicamente. Há cerca de 20 milhões de funcionários públicos no Brasil, federais, estaduais e municipais. Bem sabemos que hoje eles representam uma casta de poder absoluto ante os Poderes que os mantêm, além de receberem os melhores salários da República. Está montado o quadro que explica por que a maioria não quer mudar nada neste país. Por que mudar, se estão se locupletando à custa dos idiotas que trabalham e pagam impostos? Quem não quer a reforma da Previdência? Ora, os funcionários públicos! O rombo da Previdência pública é 30 vezes maior que o da Previdência privada! Acontece que o lobby dos funcionários públicos é de longe o mais poderoso do Brasil, buzinando a toda hora em deputados, senadores, vereadores, ministros, etc. Assim estão postas as condições da tempestade perfeita que nos vai levar à ruína a partir de 2019. Para não dizerem que só critico, apresento as principais saídas: Guarulhos, Congonhas, Galeão, Porto de Santos.

JORGE ED. GONELLA ZAMBRA

jorgegonella@hotmail.com

São Paulo

O fulcro da questão

Avestruz é quem ainda insiste em não querer enxergar que sem combate à corrupção, em primeiríssimo lugar, nada terá apoio popular neste país.

MIGUEL ÂNGELO NAPOLITANO

mnapolit@gmail.com

Bauru

Conto da carochinha

O mais trágico da pesquisa Ipsos que mostra que grande parte dos brasileiros não votaria em candidatos a presidente favoráveis à privatização da Petrobrás e Banco do Brasil, tampouco nos partidários da tão necessária reforma da Previdência, é que esses mesmos cidadãos entendem perfeitamente que, na sua economia doméstica, se os gastos forem sistematicamente superiores aos ganhos, o endividamento é fatal. Porém, por vício cultural, recusam-se a acreditar que o mesmo acontece com qualquer governo e ainda creem no conto da carochinha de que governos são galinhas de ovos de ouro e, portanto, os candidatos é que são sumamente mentirosos. Amadurecimento cultural é fator preponderante no aprendizado do voto. Há um longo caminho pela frente.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Reformas

A meu ver, as pesquisas deviam procurar respostas da sociedade sobre as reformas que são fundamentais para o nosso crescimento econômico: previdenciária, fiscal, política (recall?), burocrática (com tanta nova tecnologia não conseguimos mover o paquiderme?), etc. Os candidatos terão de adequar seus discursos, programas e comprometimentos às respostas da sociedade, sem blá-blá-blá.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

O brasileiro sabe que para reduzir este Estado jurássico tem de cortar na própria carne. Mas quer ganhar sempre e levar vantagem em tudo, certo?

ANDREA METNE ARNAUT

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

Democracia cambaleante

A democracia brasileira encontra-se estressada e cambaleante. A falta de ética enredada e oculta em nossa cultura centenária brotou violentamente no corpo político, principalmente associado a empreiteiros de obras públicas; o tráfico de drogas já atingiu o nível do uso de metralhadoras nas disputas de traficantes entre si e com a polícia na defesa de seus territórios; a ignorância do brasileiro, antes contida em ambientes fechados, hoje circula incontrolável e deletéria com imagens e vozes pipocando em celulares, nova fonte de vício. Nesse quadro assustador, surgem os chamados “caminhoneiros” insatisfeitos com os fretes que recebem e a oscilação dos preços internacionais do petróleo e seus derivados. Focados no diesel que consomem, paralisaram criminosamente o transporte de mercadorias no País. Na qualidade de reféns assustados e despreparados, membros do Gabinete da Presidência aceitaram inocular no Brasil, de novo, o veneno do controle de preços que destrói a principal base da democracia: a economia de mercado. E, pasmem os que ainda se surpreendem, a Presidência da República transformou-se agora em negociadora de fretes entre transportadores de mercadorias e seus clientes em todo o nosso território de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e população de 207 milhões; bem como do preço do diesel na bomba de centenas de milhares de postos de gasolina. Além disso, em fiscal dos fretes e preços fixados. Que Deus nos acuda! Os economistas com curso em universidades confiáveis manifestem-se, pois, repito, nossa democracia está cambaleante. 

EDUARDO JOSÉ DAROS

daros@transporte.org.br

São Paulo

NO PAIÇANDU

Necessitados

Com a devida vênia dos leitores srs. Papa Jr. e Pellegrini di Pietro (11/6), os poderes públicos ofereceram os recursos por eles sugeridos, mas os acampados disseram que só sairiam de lá se lhes fossem dadas moradias de pelo menos dois aposentos. No atual estágio do Brasil, a fila chegaria a milhões de necessitados.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

APOIA AO CORRUPTO LULA

Este nosso Brasil, em que, 30% dos eleitores preferem apoiar e eleger em outubro próximo um ex-presidente corrupto e formador de quadrilha, condenado e preso, como Lula, não pode almejar desenvolvimento econômico e social. Como demonstra pesquisa do Datafolha, em que o Lula, venceria todos os seus concorrentes no primeiro e segundo turno. É lamentável e preocupante, que, boa parte da população se lixa para ética e os bons costumes nas nossas instituições. Com que direito este povo vai exigir qualidade na educação, saúde, transporte urbano, saneamento básico, etc., se deseja ver novamente no Planalto um partido como o PT e Lula, que quebraram e roubaram esse país?! É um quadro enojador...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

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PESQUISA ELEITORAL

Em priscas eras, 80 por cento de votos nulos e brancos eram sinais de subdesenvolvimento. Hoje, com esses candidatos nada mais é senão sinônimo de consciência desconfiada. 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo 

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HISÓTESE

Se Lula hipoteticamente for eleito presidente, o Supremo Tribunal Federal (STF), mais cedo ou mais tarde, provavelmente lhe vai conceder o benefício de prisão domiciliar. Isto acontecendo, cruz credo - o Palácio da Alvorada mudará seu nome para "Complexo Prisional Alvorada".

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 

São Paulo

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BRASIL, MOTIVO PARA PIADA

Os petistas querem obrigar a Justiça a liberar o registro para Lula poder disputar as eleições, mesmo condenado a mais de 12 anos de cadeia, afora outros processos que aumentariam essa pena. Além do registro, querem liberdade para ele gravar programas para a TV, mas onde? No apart-hotel onde mora? Não duvido que no STF via Gilmar Mendes, Toffoli ou Lewandowski, ele consiga autorização para tais imbecilidades. Caso ocorra tamanho absurdo, o Brasil seria motivo de piada até mesmo na Coreia do Norte!

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

São Paulo

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DIREITOS IGUAIS

Com a cara de pau sem tamanho dos políticos do Partido dos Trabalhadores (PT) em forçar a candidatura do condenado a 12 anos de cadeia e prisioneiro, "Lulla" da Silva, para presidente nas eleições de 2018, será que os também presidiários Beira Mar e Marcola poderão ter o mesmo direito a concorrer nas mesmas eleições? Deve ser devido a este fato que alguns ministros do STF demonstram medo de que o crime organizado poderá eleger vários candidatos nas próximas eleições? Pobre de nós, povo brasileiro.

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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'PINGOS NOS IS'

A desfaçatez com que novamente a propaganda do PT, o manifesto e outras ridículas manifestações se apresentam para enganar novamente os mais pobres e leigos, que ignoram sobre como eles deixaram o País nestes 13 anos de poder. Querem retornar para acabar com a Lava Jato, regular a mídia, corromper novamente as estatais e empresários, etc. Os marqueteiros de candidatos de oposição não podem ser condescendentes e devem usar aquele premonitório e famoso vídeo "Xô corrupção do PT - 2002", em que um rato sai do buraco e começa a roer toda a bandeira brasileira, e termina com os dizeres "ou nós acabamos com a corrupção ou a corrupção acaba com o Brasil". Pois é, eles nos avisaram, só que o marqueteiro Duda não nos disse que os corruptos eram eles e acabariam com o País. Querem agora jogar a culpa no atual governo, nos poupe. Não caiam nesta!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo 

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O ESTADO SOU EU

A sempre alardeada mentira de "inocente" por Lula, presidiário condenado em duas instâncias, para muitos é assumida como verdade. A lei brasileira e a Justiça são lixos, ignoradas por Gleisi Hoffmann, o ex-presidente e todos os seus asseclas; para "elles" ficha limpa é letra morta, lembra a célebre frase de Luiz XIV nos idos de 1600/1700: "L'État c'est moi". Daí a persistente candidatura do apenado à Presidência.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES)

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MANIFESTO DE LULA

Em um manifesto lido pela "querida" Dilma Rousseff, Lula, preso e réu em outros seis processos, declarou que "aceita mais uma vez a missão" de ser pré-candidato à Presidência, pois a época do PT no comando foi "tempo de paz e prosperidade como nunca antes tivemos na história". O campo nunca teve paz nos governos de PT que estimulavam as invasões dos integrantes do MST, Via Campesina, etc. De fato, ele e sua turma ficaram prósperos como nuca, a custa de 13 milhões de brasileiro desempregados. O Brasil está passando por momento complicado e eleições tumultuadas não precisaram da mais ingerência "lulopetista"!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com 

São Paulo

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BOLSONARO E PT

Se as pesquisas para presidente continuarem assim, na próxima eleição "vai dar PT" (Bolsonaro no primeiro turno). 

Sérgio A. Monteiro samvilar@uol.com.br

São Paulo

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BOLSONARO E CIRO

Em um debate entre Ciro e Bolsonaro é melhor tirar as crianças da sala.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo 

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VOO SABOTADO

Dizer que o movimento que busca candidatura única de centro para a eleição presidencial, apoiado por FHC, tenta se aproximar de Marina Silva como alternativa a Geraldo Alckmin parece piada. O maior problema de Alckmin é o próprio partido. Com um partido desses, ele nem precisa de inimigos. O PSDB sabota o próprio candidato. E isso não é de agora. Em todas as eleições acontece isso. Alckmin está sendo completamente abandonado pelos que mais poderiam alavancar sua candidatura, entre eles, por FHC. Acho que, no PSDB, que as vaidades sempre superam os objetivos. Cogitar apoiar Marina Silva é mais um sinal disso.

Elisabete Darim Parisotto beteparisotto@gmail.com

Perus

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A AMEAÇA DE VESTIDO

FHC articula uma candidatura de centro, envolvendo Geraldo Alckmin, Álvaro Dias e Marina Silva, para enfrentar dois radicais: Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. A alternativa é válida, desde que Marina Silva seja excluída, lembrando que representante da Rede é o "Lula de saia" com as mesmas ideias estapafúrdias do cidadão mais honesto que originou a maior crise da história brasileira.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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RUMO AO ABISMO

Duas notícias veiculadas em 11/6, e envolvendo uma única figura carimbada e candidata à presidente, tornaram-me ainda mais cético (se é que em algum dia acreditei neles) quanto à seriedade de nossos políticos e o discernimento de nosso povo quanto aos seus desejos cívicos e aspirações futuras advindas de tais desejos. Numa delas, o destaque é de que articulação ligada a FHC veem a "deusa vermelha da floresta", como opção em eventual disputa contra Jair Bolsonaro e um candidato da esquerda (?). FHC transforma agora, em mais um de seus devaneios oníricos, a oportunista nascida em ventre vermelho e "petralha", em "social-democrata-centro-rosé" e nos oferece em sua bandeja de prata essa indigesta refeição. Na outra, o "Datafalha", pródigo em pesquisas carentes de veracidade, diz que a mesma quadrienal figura, sem a presença do "presodenciável" molusco boquirroto e ladravaz, vencerá a eleição em 2.º turno. Assim, e diante de tal hecatombe prevista, parece-me que 13 anos de (des) governos de esquerda não foram suficientes para calejarem nossos eleitores. Mais uma vez daremos o passo que nos levará definitivamente ao abismo? A conferir, em outubro, ambas as insanidades contidas nas notícias. 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com 

São Paulo 

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ARTICULAÇÃO LIGADA A FHC VÊ MARINA COMO ALTERNATIVA

Mais um exemplo claríssimo de que todo e qualquer político, independentemente da pseudo-ideologia, pensa, age e "trabalha" única e exclusivamente em benefício próprio, enquanto o povo e o País que se danem!

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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FHC E MARINA

Um movimento apoiado por FHC tenta aproximar-se de Marina Silva como a candidata contra as extremas (esquerda/direita). Isto é a cabal demonstração do desvairamento e mediocridade de nosso meio político. Para qualquer país, uma candidata como Marina seria uma aberração. Para um país em grave crise como o nosso, uma candidata destituída de atributos e medíocre como Marina, "sonhática", que é como a ignorante exprime seus pendores oníricos e fantasiosos, seria, no mínimo, uma verdadeira e inimaginável catástrofe. Deixemos as pajelanças para nossos aborígines e sejamos civilizados e sérios, ao menos para as eleições de 2018. O carnaval aguardemos para 2019. Em 2018, se conseguirmos, comemoremos a vitória da Copa 2018 e o resultado das eleições.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 

Campinas

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MARINA COMO ALTERNATIVA

FHC sempre foi vermelho por dentro, mas aprendeu que as mensagens das esquerdas são irreais e quando presidente não as seguiu. Dificilmente Marina Silva a pior ministra do meio ambiente que já houve, pela incompetência e demora ao formar a sua Rede, além da lentidão de resposta, a ponto de ser considerada a "tartaruga amazônica" entre outros, fazem ela talvez ser pior do que foi desastrada Dilma. A promoção da muito devagar política, que fala muito e não diz nada, é apenas uma tentativa de promover alguém da esquerda à falta de algo melhor. Sua única "qualidade" é ser considerada uma exótica filha das selvas amazônicas.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC) 

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FHC DESFRALDADO

FHC propõe aliança com Marina Silva, aquela que saiu do PT sem nunca ter saído. Alguém se surpreende?

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba 

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FHC EXPULSO

FHC deveria ser expulso do seu partido: principal responsável pela primeira eleição de Lula, FHC nunca apoia os candidatos do PSDB. Ignorar o candidato Geraldo Alckmin e apoiar a candidatura de Marina Silva, a candidata melancia verde por fora e vermelha por dentro, deveria ser o último gesto de Fernando Henrique Cardoso no seu partido. 

Mário Barilá mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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BOLAS-FORA 

O tempo passa rápido, enquanto nós, eleitores, ficamos cada vez mais atônitos com os movimentos dos políticos com vistas às eleições de outubro. Tentativas de alianças à parte, o cenário pré-eleitoral para a Presidência da República é um misto de indefinição e mostra a falência do sistema político existente. O fato de o ex-presidente Lula estar preso e ser ficha-suja tornou-se, na prática, um paliativo diante do que se vislumbra para 2019. Apareceram candidatos lunáticos, como Ciro Gomes e Jair Bolsonaro, cujo eventual destaque nas pesquisas já assombra. Geraldo Alckmin, aposta do PSDB, não decola mesmo, enquanto FHC e Roberto Freire acenam para Marina Silva, que continua cheia de advérbios. Por sua vez, Henrique Meirelles deixou o governo em meio a um delicado período de início de recuperação econômica. É ou não o caos? 

Maria Lúcia R. Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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DISPUTA ELEITORAL

Muito pode ainda acontecer até o dia das eleições, mas uma coisa me parece certa. Álvaro Dias, Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles, se ganharem, não vão consertar o Brasil, mas também não devem piorar as coisas. Já os demais candidatos que estão aí, além de não consertar, poderão levar-nos a dias ainda mais tenebrosos. 

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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BINGO!

Com tantos candidatos, a cédula eleitoral mais parecerá "volante de loteria". Tal qual, dificílimo será marcar os "números certos". E tomara que o sorteio não seja fraudado...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O PROGRESSO

Este ano teremos eleições gerais, o apelo que todos os "não corruptos" fazem é simples: "não vote em ficha suja". Procure conhecer melhor o candidato, investigue o passado para prever qual será o futuro. Tentem dar uma oportunidade aos novatos, talvez assim o Congresso possa melhorar sua imagem e pensar no país e no povo. Tudo depende do voto, a responsabilidade é nossa.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com 

Rio de Janeiro

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OS MILITARES NAS ELEIÇÕES

Oportuno o artigo "A volta dos militares", do professor Denis Lerrer Rosenfield (11/6, A2). O Brasil de hoje vive um momento crítico. O princípio de autoridade foi abandonado, o governo é fraco e impopular e as instituições são permanentemente confrontadas. A Lava Jato prende notórias figuras e, mesmo assim, os ditos movimentos sociais pregam e praticam a desobediência civil. As facções criminosas comandam, de dentro das prisões, uma poderosa e devastadora indústria do crime alastrada por todo o território nacional. E as eleições se avizinham num clima de grande desconfiança na classe política. Grupos pedem a intervenção militar e, lucidamente, os militares se preparam para também concorrer a presidente, governador, senador e deputado. A atual democracia brasileira precisa de reparos. Os recentes acontecimentos da vida nacional - intervenção no Rio de Janeiro e a greve dos caminhoneiros - são demonstrações inequívocas de que os militares, homens e mulheres que passam a vida toda estudando e se aperfeiçoando, estão aptos a contribuir para recolocar o País nos trilhos. Ainda bem que têm a disposição de fazê-lo pelo democrático caminho das eleições. Pelas armas, nunca!

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br São Paulo

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COMPARAÇÃO

Não sou (ainda) a favor de uma intervenção miliar no Brasil, mas tenho uma pergunta que não pode ser respondida por cerca de 60% da população do País, ou seja, cerca de 125 milhões de pessoas que tem menos de 40 anos. E assim peço ajuda dos outros 40% que viveram aquela época. Qual era a situação e a perspectiva do Brasil em 1985 com a saída do general Figueiredo, após cinco governos militares? Qual a situação e perspectiva do Brasil, hoje, após 32 anos de democracia e sete eleições "livres e diretas"? Minha resposta é que hoje estamos muito pior. E em minha opinião, trocamos a ditadura militar pela ditadura da corrupção. Houve excessos na época militar? Sim. E depois? Também. A união dos partidos de esquerda PMDB/PSDB/PT foi uma verdadeira bomba atômica que destruiu nosso país do ponto de vista econômico, ético e moral. Como vamos recuperar 32 anos de roubalheira, serviço público corrupto e parasita (em que ocorrem as maiores injustiças sociais)? Se no governo militar havia prisão, perseguição de opositores, jornalistas e artistas, hoje, essa turma é comprada com dinheiro do trabalhador. Se antes não havia ONGs e sindicatos, hoje temos entidades cãezinhos amestrados. Nossas altas cortes (STF, STJ e TSE) são abrigo do crime organizado. Se antes não tínhamos eleições, hoje temos urnas suspeitas de fraudes. Será que os eleitores mudam o quadro político nas eleições de outubro?

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br 

Campinas

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UM DILEMA

Tudo leva a crer que o ministro Gilmar Mendes do STF está engajado numa espécie de brincadeira de mau gosto com a sociedade brasileira. Por insondáveis razões, manda soltar perigosos corruptos - embora ele negue a letalidade, pois eles não executam ações violentas - durante interregnos nos quais a população está focada em assuntos mais imediatos e midiáticos que afetam momentaneamente o dia a dia. Foi o que ocorreu no período da greve dos caminhoneiros, aproveitado pelo ilustre magistrado para liberar mais de 20 presos com detenção determinada por um juiz da Lava Jato. Às vésperas da Copa do Mundo, fica a interrogação sobre os próximos lances do esconde-esconde por ele promovido para viabilizar a sua versão da Bastilha. Neste sentido, talvez seja preferível, embora não desejável, que o time de Tite seja eliminado o mais rápido possível. Um dilema. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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SUPREMA CORTE DE UM PAÍS ATRASADO

Eu fico imaginando o que pensam os ministros do STF quando leem uma notícia como a do juiz da Suprema Corte sueca que vai de bicicleta para o trabalho. Por óbvio que não sugiro a eles fazerem o mesmo, mas deixo claro que não faria mal conduzirem-se ao trabalho dirigindo os próprios carros. A questão é que assim se aproximariam da classe média, o que - para os membros da Suprema Corte de um país atrasado - seria inconcebível.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com 

Goiânia 

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O CENÁRIO DO INVESTIDOR

Sejam brasileiros, ou sejam de outras plagas, na verdade, os investidores procuram terreno propício para aplicar seu capital. Desejam ambiente tranquilo, regras jurídicas estáveis e prontas a proteger os investimentos, além de um ambiente político previsível e acolhedor em que prevaleçam a ordem e a disciplina. Olham o Brasil e não veem o quadro desejável, rumando, então, para outros locais do planeta. O progresso é sobrestado e o desemprego aumenta, até que novos dias se apresentem. Quando será

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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FUGA DE CAPITAL

"Investidor estrangeiro tira R$ 8,4 bi da Bolsa em maio" (9/6, capa). É investidor ou especulador? O significa esse dinheiro fugaz - que com algumas tecladas muda de país - para o desenvolvimento do País? Nada!

Tibor Rabóczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo 

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MAIS CONCENTRAÇÃO ABSURDA NO CRÉDITO BANCÁRIO

Parabéns à conselheira do Cade, Cristiane Alkmin, que foi contra a aquisição da XP Investimentos pelo Banco Itaú, inacreditavelmente aprovada. O caso está agora, pelo que informa o "Broadcast do Estadão", com o Banco Central. Não faz o menor sentido para o consumidor mais essa concentração no setor financeiro. Atende, é claro, aos interesses de banqueiros que já dominam praticamente todo o setor com apenas cinco bancos. Na onda de desgoverno que tomou conta do Brasil, não há seriedade em mais nada e cada ente com poder procura unicamente seu interesse pessoal. Vamos ver como se manifesta o BC, lembrando que seu presidente é sócio do grupo Itaú.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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DISPUTA ACIRRADA

Petrobrás e União travam disputa de R$ 6,5 bilhões. Espera aí, a Petrobrás pertence à União ou não? A conferir...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PREÇO DO DIESEL

Com referência à assertiva expressa pelo professor Luís Eduardo Assis, no artigo "Sobre ir para o céu (sem precisar morrer)" (11/6, B2), relativamente ao juízo "é tolice imaginar que a Petrobrás devesse definir preços com base nos custos de produção", expresso a seguir meu ponto de vista sobre o assunto. Desconheço qual o custo de produção do petróleo extraído pela Petrobrás. Contudo, creio que conheço um fator de significância relacionado com o método adotado por aquela empresa para determinar o custo dos vários subprodutos decorrentes do processo de refinação, quais sejam, entre outros, o da gasolina, o do diesel e o do querosene. Como em todo processo de apuração do custo contábil dos produtos obtidos a partir de uma única matéria prima, ele considera o valor de mercado (preço de venda) de cada um dos subprodutos. Em outras palavras, a soma dos custos individuais dos subprodutos, cada um deles diretamente relacionado com o correspondente preço de venda, é igual ao custo total do petróleo. Por decorrência dessa metodologia, uma significativa alteração no preço do diesel determinaria um proporcional acréscimo no preço de custo dos demais subprodutos. Para especular qual teoricamente é o preço internacional dos principais subprodutos decorrentes da refinação do petróleo, poder-se-ia utilizar esses preços, proporcionalmente utilizados pela Petrobrás, para apurar o custo de produção de cada um deles, e assim racionalmente determinar, com base no preço internacional, como eles se comparam com os preços de venda por ela praticados e, por decorrência, apurar se eles estão em linha com os preços internacionais, e proceder ao correspondente ajuste, para mais ou para menos, se algum deles efetivamente está fora do parâmetro. Neste processo seria apurado se os preços praticados pela Petrobrás concedem qualquer tipo de subsidio. De qualquer forma, uma concessão racional teria seria simplesmente reduzir o preço do diesel, com ou sem ajuste do preço de venda dos demais subprodutos, cuja redução nos lucros da empresa, se o caso, estaria absolutamente de conformidade com as finalidades sociais do monopólio.

Paulo A. Santi pasanti@terra.com.br

Vinhedo 

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'SOBRE IR PARA O CÉU (SEM PRECISAR MORRER)'

"Sobre ir para o céu (sem precisar morrer)" traz uma análise cirúrgica e didática sobre a encruzilhada econômica em que nos meteram! Infelizmente, como frisa o autor "a conta vai chegar". E acrescento: vai pesar desproporcionalmente nos bolsos de brasileiros "protegidos" x "não protegidos" pelas corporações que estão dando as cartas do jogo!

Francisco Soares soares.fe@uol.com.br

Campinas

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ISSO É JUSTIÇA?

Realmente vivemos num País no qual a vida humana, o respeito e o bom senso são desconsiderados até pela própria Justiça ridicularizada, banalizada e desacreditada. Basta ver o exemplo recente, de Vinícius Rodrigues de Sousa, 24 anos de idade, que agredia constantemente sua mulher Tauane Morais dos Santos, 23 anos, por ciúmes e fez com que ela fosse à 26.ª Delegacia de Polícia de Samambaia (DF), prestando queixa, alegando que Vi temperamental e ciumento, porém até aquele momento ela nunca havia registrado ocorrência. Em face de tal declaração o jovem foi preso no último domingo (3/6). Contudo, Vinícius foi solto na segunda (4/6), ou seja, no dia seguinte, após audiência de custódia com o juiz Aragonê Nunes Fernandes, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Samambaia, entendendo ele que, as medidas protetivas para ela e os filhos, eram suficientes para acautelar o processo e manter o suspeito a ele vinculado, e sequer estipulou fiança. Porém, o juiz errou feio na sua decisão, pois na noite de quarta feira (6/6) o agressor voltou ao apartamento onde moravam, agrediu verbalmente a moça e quebrando tudo o que fosse dela. Em seguida a estrangulou e, de posse de um punhal a esfaqueou até a morte, tudo isso presenciado pelo filho do casal de dois anos. Em função do barulho e gritaria que eles provocado que vinha do apartamento, os vizinhos chamaram a Polícia Militar, que lá chegando presenciou o fato, prendendo Vinícius. O homem ainda tentou se suicidar sem êxito. Porém não se pode duvidar que ele tenha encenado a ação, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo 

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LIÇÃO DE CASA

Concordo em partes com a matéria "Alunos têm muita lição de casa, mas pouca prova" (9/6, A15), pois apesar dos estudos contribuírem com a formação das crianças, estas perdem um tempo valioso de sua infância a partir das brincadeiras.

Marcela Rauter Curi marcela.curi@clq.g12.br

Limeira

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LGBTQ+ VÃO AO BANHEIRO

Perdoe-me a turma LGBTQ+, sigla infindável a que se acrescenta cada dia mais uma letra. Fui criado por um gay que, naquele tempo (tenho 72 anos), se chamava, em respeito às senhoras, pederasta. A alternativa ofensiva existe até hoje. Engraçado, isto, já que meus velhos pais eram austeros, mas extremamente tolerantes com quaisquer situações distintas das suas convicções. Achavam que o homem nos trabalhos domésticos é mais aplicado que as mulheres e pronto. Este senhor foi para a nossa casa nos meus 12 anos, ele com 22. Nunca nos molestou, a mim e meu irmão, sempre nos cuidou e a sua proximidade não nos fez gays. Não temam os que pensarem que isto é doença, e se assim pensarem, não pega, gente! Agora virou moda e orgulho. Não há orgulho em ser gay ou machão. Orgulho é lutar contra o preconceito. Pois bem, agora se discute o direito de uso do banheiro segundo a identidade de gênero. Se o banheiro é individual, tudo bem. Mas se o banheiro é coletivo, não se constrangerão as mulheres com uma pessoa do sexo masculino se ajeitando após sair do espaço privado. Não se constrangerão as mulheres de ajeitar-se - puxar sutiã, levantar saia - diante de pessoa sabidamente distinta? E as lésbicas, irão ao banheiro masculino, onde o mictório é comum (e, mesmo se forem ao privado, depararão com um homem, perdoem-me, "se ajeitando")? Ah! Este senhorzinho alegre, hoje com 82 anos, mora e cuida de minha mãe. E eu cuido dele.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br 

Niterói (RJ)

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SÓ FALTO O MEIO PARA COMPLETAR O INTEIRO

A seleção jogou bem melhor. O principal gargalo no momento é a falta de um meio armador, apesar do esforço do Coutinho em assumir esta posição que não é a dele. Votamos a ter bons pontas direita e esquerda com na época do Pelé. No domingo, por exemplo, o Brasil se concentrou totalmente no lado esquerdo. No lado direito, quase não se criou jogadas. Assim, para os outros, bloquear o nosso jogo será elementar. É raro uma seleção hoje em dia que tenha este tipo de jogador. A única que no momento, tem um bom armador é a da Espanha em que o Iniesta faz este papel com maestria, apesar da idade. O reserva dele é o Tiago Alcântara que deveria estar na nossa seleção, mas isto é outra história. Renato Augusto é a única alternativa entre os foram convocados para assumir esta tarefa.

Jorge e Mendel Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo 

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A CRISE PERDE PARA A COPA

A paranoia que domina o brasileiro no que diz respeito ao futebol e o carnaval dará uma trégua á vexatória situação do país, principalmente se houver, como parece, um sucesso na Copa da Rússia (ser hexacampeão). Todos os caminhos da nossa programação de televisão (menção especial à Rede Globo) estarão sintonizados na terra dos czares. Temer terá praticamente um mês de tranquilidade das más notícias sobre a nossa economia e do saco de gatos da política. "Pra frente Brasil, salve a seleção".

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras 

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COPA 2018

Mais triste do que o 7 X 1 é ouvir Galvão gritando gol do Brasil...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 

São Paulo

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