Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

17 Junho 2018 | 03h00

COPA DO MUNDO

Vamos torcer

Esperar que os gladiadores importados que representarão o futebol brasileiro na Copa do Mundo de Futebol na Rússia refresquem o clima de baixa autoestima da sociedade – atormentada pela corrupção de autoridades públicas, pela falta de segurança, pela economia claudicante, pelo desemprego e pela apreensão decorrente da má qualidade dos candidatos nas próximas eleições, que prometem o novo, mas, na verdade, continuam carregados de ranço velho – é pôr em xeque a inteligência do povo. Embora o futebol continue a ser paixão, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. A torcida pelo sucesso da seleção brasileira deve se manifestar, sim. Mas as reais mazelas do País têm de ser enfrentadas com escolhas e atitudes que explicitem a participação efetiva da população, não só, por exemplo, ao votar, como ao seguir o desempenho dos eleitos, sem esperar a vinda de um salvador da Pátria.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Apenas um grande negócio

A Copa não entusiasma mais pela simples razão de que as seleções deixaram de ser nacionais e passaram a ser seleções de jogadores que perambulam pelo mundo dos negócios bilionários da bola. O maior jogador brasileiro atua na França, o maior jogador do mundo é um português que brilha na Espanha, o grande craque egípcio joga na Inglaterra, e por aí vai. O futebol nacional já era. Agora é um grande negócio internacional e apátrida. O mundo é uma bola que gira em torno do dinheiro!

PAULO SÉRGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

‘As time goes by’

Então, o Brasil votou contra o México, os EUA e o Canadá para serem sedes da Copa do Mundo de 2026?! É, o nosso representante na Fifa votou no Marrocos. Naturalmente, achando que temos grandes vínculos culturais com esse país – afinal, o filme Casablanca fez um grande sucesso no Brasil nos idos de 1943 e 1944... 

RONALDO GABEIRA FERREIRA

rgabeira@terra.com.br

Rio de Janeiro

Arbitrariedade

Sandro Meira Ricci é analista de comércio exterior do governo federal. O servidor público estará ausente do Brasil no período de 2 de junho a 17 de julho, trabalhando como juiz na Copa da Rússia. Durante esses 45 dias continuará recebendo o seu salário no Brasil, sem nenhum desconto e religiosamente em dia. O País está falido e mesmo assim se continua gastando dinheiro como se estivesse com os cofres cheios. Afinal, os contribuintes sempre pagam a conta mesmo.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

CAMINHONEIROS

A greve que não terminou

Pensar que a greve dos caminhoneiros é um problema liquidado pode ser um sério engano. O governo tem à sua frente a disputa entre transportadores e donos de cargas. Os tomadores do serviço dizem não poder pagar a nova tabela feita a pedido dos caminhoneiros. E os importadores de diesel (que respondem por 27% do abastecimento da frota) ameaçam sair do negócio porque com o desconto oferecido à atividade afeta a lucratividade. Toda vez que o governo interfere nesse segmento econômico, acaba criando problemas subjacentes. Nesse caso, a greve pode voltar. O que o presidente Michel Temer e sua equipe estão fazendo é paliativo. A questão dos transportes é uma das que o futuro presidente encontrará em sua mesa com pedido de solução urgente. O País vive um grave momento. Precisa de reformas na matriz de transporte, na Previdência, na voraz máquina pública, na política e numa série de outros setores. Temos recursos e potencial, mas precisamos de organização, método e sustentabilidade. Sem isso, o caos é inevitável.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

Pega na mentira...

Os importadores podem deixar o mercado de óleo diesel? Estou perplexo! Quer dizer, então, que o demiurgo de Garanhuns e sua pupila nos enganaram, mais uma vez, quando alardearam que haviam deixado o Brasil autossuficiente em extração e refino de petróleo?

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

Análogo à escravidão

Em passado recente, em pesquisas para elaboração de projetos de viabilidade econômica deparei-me com situações deploráveis de trabalho escravo em atividades rurais e de pesca, envolvendo empregados e pequenos pescadores comerciais. No primeiro caso, trabalhadores recrutados passavam a ser escravos pelas dívidas contraídas com as fazendas. No segundo, pescadores autônomos desprovidos de recursos (capital de giro) ficavam devedores das indústrias de pescado ou intermediários por gastos na compra de combustível. Observando a greve dos caminhoneiros, aparentemente autônomos, afigurou-se que a maioria se tornara escrava de empresários usuários de transportes de carga por dívidas de combustível e manutenção dos veículos e, portanto, são facilmente manipuláveis. Gostaria de estar errado.

CARLOS GONÇALVES DE FARIA

sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

Segmentação de mercado

O recente recuo do governo em relação à definição autônoma do preço praticado do óleo diesel mostra o quanto, como sociedade, carecemos de criatividade na solução dos nossos problemas. Sem precisar romper, como foi feito, com a lógica capitalista, sobre a qual nossa sociedade está alicerçada – e distribuindo distorções ao longo da cadeia –, pergunto-me: por que motivo não se usam técnicas modernas de gestão para lidar com o problema dos caminhoneiros? Dentre as tantas existentes, com a segmentação de mercado se permitiria acomodar nichos distintos desse mercado a empresas grandes, médias e a caminhoneiros autônomos. Poder-se-ia segmentar o mercado, por exemplo, em se definindo distâncias mínimas de frete para cada uma dessas três categorias, com inúmeras vantagens: mais segurança nas estradas, pois o autônomo, menos protegido da intensa competição e exposto a jornadas desumanas, acabaria se apropriando de fretes mais altos, de menores distâncias; competição equilibrada – os nichos de maior poder de fogo, como o das grandes empresas, não competiriam com os nichos mais vulneráveis, levando a uma definição de preços mais realista e à ausência da necessidade de tabelar tanto o combustível como o frete.

BRUNO HANNUD

hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo

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“Tradicionalmente o Brasil é um país em transe durante as Copas. Até nesse aspecto a imoralidade pública transformou a euforia em indiferença?”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE O DESÂNIMO GERAL

fransidoti@gmail.com

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“Silenciado o apito final da Copa da Rússia, começa o campeonato político no Brasil. Precisamos nos preparar, vai ser jogo duro”

VRGÍLIO MELHADO PASSONI / JANDAIA DO SUL (PR), IDEM

mmpassoni@gmail.com

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COPA NA RÚSSIA

O esporte é o congraçamento entre os povos. Onde a disputa segue regras com punição ao transgressor e, o mais importante, embora só um seja o vencedor prevalece o fair-play entre vencidos e vencedores. Veja o exemplo: no jogo Irã x Marrocos, de relações diplomáticas rompidas, alheios às adversidades entre seus países, jogaram como adversários e não inimigos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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ENTUSIASMO PELA COPA

Nas copas anteriores, os brasileiros demonstraram um entusiasmo contagiante, inclusive para outros países do planeta. Mas, na atual, em razão de nossa crítica situação econômica e política, os brasileiros estão calmos e desentusiasmados. Mas quem sabe, no decorrer dos jogos, venha brotar entusiasmo e manifestações das torcidas que poderão formar-se nos diversos recantos do País. Com efeito, um pouco de alegria serviria para espantar os males!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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COBERTURA DA COPA

Parabéns ao “Caderno Copa” (15/6, G1) pela matéria sobre os técnicos das seleções, seus históricos e longevidade. O infográfico estava primoroso.

Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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CONCORRENTES?

Com uma cobertura deste quilate fica difícil buscar informações da Copa do Mundo que não no “Estado”. Cobertura fantástica e que afasta até mesmo o nosso desânimo presente, pela maestria da cobertura. Eclipsou totalmente a concorrência. Posso até não ligar a TV para acompanhar a Copa, agora, não me ligar no “Caderno Copa” seria impossível. Uma seleção de profissionais. Valeu!

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

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VÍTIMA DO ESPORTE

Não entendo a razão de asas pessoas ofendem tanto o atleta Felipe Melo, que não tem culpa de ter sido contratado para jogar futebol quando deveria ser uma das mais bem pagas estrelas do UFC. Perdoe essa gente ignorante, Felipe!

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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COMENTARISTA?

Os petistas merecem um prêmio pela criatividade e para fazer valer o jeitinho brasileiro. A manchete do momento é que o presidiário e, agora comentarista da TVT, Lula da Silva, por meio de cartas endereçadas ao jornalista José Trajano, destilará suas impressões sobre a Copa da Rússia. Vai aproveitar o momento para auto elogia-se, para criticar a Justiça e a mídia conservadora e mostrar que está na dianteira na preferência do eleitorado. A Justiça, como é cega, nada fará a respeito. Vai Lula, continue encarcerado e de preferência de boca fechada!

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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MÊS DA COPA: FOCO NA POLÍTICA E LAVA JATO

O desinteresse do torcedor brasileiro pela Copa da Rússia não vem somente pela humilhante goleada que sofreu o Brasil, em 2014, da Alemanha por 7X1, mas, também pela baixa qualidade praticada pelo nosso futebol nos campeonatos nacionais, apesar dos talentos que surgem! Porém, o que mudou foi o comportamento de boa parte dos brasileiros graças às redes sociais! E, que, em função da indignação com a corrupção que permeia a nossa classe política, a partir do advento do mensalão, e dos protestos que se seguiram contra o Planalto, pelas ruas e avenidas do País, resultando no impeachment de Dilma Rousseff, e vindo à tona o esgoto da corrupção petista, pelas investigações da Lava Jato, parece que o povo acordou! E, fez com que a nossa sociedade prestasse mais atenção no varejo da política. Porque, até então, o silêncio da população, fez com que, parte dos políticos executassem suas orgias institucionais, sem se importar como os interesses do povo. E como diz o jornalista Fernão Lara Mesquita, em artigo publicado no “Estadão” (15/6, A2) cabe muito bem no contexto deste meu texto: “Somos o País, que morre de fome por não saber pedir”. Perfeito! Pecamos por não saber pedir, ou exigir dos nossos governantes avanços prometidos na qualidade da educação, da saúde, da melhora do saneamento básico que até hoje mais de 50 milhões de brasileiros não são servidos por água potável, esgoto tratado, etc. Mandando as favas o bem estar social. Porém, lentamente acordamos! Seja pelas manifestações nas redes sociais, ou cobranças diretas a políticos vis em restaurantes, aeroportos e até dentro dos aviões! Lógico que a paixão do brasileiro pelo futebol se renova dependendo do espetáculo apresentado! E se durante a Copa da Rússia, a nossa seleção obtiver sucesso e até o esperado título mundial, o povo tupiniquim vai festejar! Mas, não vai mais, como ocorreu em outras conquistas, fazer com que o povo esqueça-se das prioridades não atendidas, dos corruptos e tampouco tolerar a falta de crescimento econômico e criação de empregos! Infelizmente, esta, herança maldita da era petista! E, que esse despertar pela política continue ganhando espaço na agenda do nosso povo! E que esta vigília cidadã, não se estenda somente no âmbito do governo federal. Os ralos da corrupção e dos péssimos serviços prestados a população ocorrem também na esfera estadual e pelos prefeitos dos 5.655 municípios do País, incluindo também as Casas Legislativas! Que perversamente desviam recursos da saúde, educação, e até da merenda escolar, e ainda abandonam obras iniciadas! Assim como dos estragos contidos nas investigações da Lava Jato, que, em 13 anos da era petista como calculado pela Polícia Federal (PF), houve um desvio de R$ 40 bilhões somente na Petrobrás! E a estimativa é que em torno de R$ 100 bilhões por ano são desviados dos recursos dos contribuintes, com os superfaturamentos nas obras, nas compras públicas, desvios nos fundos de pensão e até nos bancos públicos, etc. E se a sociedade brasileira não reagir e participar ativamente da vida política nacional, de nada valerá esse magnífico e árduo trabalho da força tarefa da Lava Jato, que tem levado até aqui centenas de corruptos para cadeia. Inclusive o ex-presidente Lula... A oportunidade vem no próximo pleito do mês de outubro, em que, um novo presidente, com responsabilidade devemos escolher, assim como governadores, senadores e deputados federais e estaduais, expurgando os candidatos corruptos... E, que, não seja da forma inaceitável que hoje, infelizmente, vemos nas pesquisas de opinião em que um condenado preso por corrupção, formador de quadrilha, e legalmente inelegível, como o Lula, tenha ainda 30% da preferência do eleitorado. E se a eleição fosse hoje, esse presidiário venceria e voltaria ao poder... Que Deus nos livre!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DE OLHO NA COPA E NO STF

Mal começou a Copa do Mundo com boa parte das atenções voltadas para a seleção brasileira, e a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já iniciaram outra copa, a das bondades, ao votaram por 6 x 5 pela ilegalidade de uma das mais eficientes ferramentas de combate ao crime organizado e a corrupção endêmica que grassa no País: a condução coercitiva! Será que Vossas Excelências levaram em consideração a proporcionalidade entre o número de conduções coercitivas e o tamanho da corrupção se alastrou de norte a sul do País durante o reinado “lulocleptocratico” nos últimos 13 anos, com estatais, fundos de pensão e bancos públicos sendo diuturnamente saqueados por quadrilhas organizadas e numerosas? Mais: por que só após a condução coercitiva do ex-presidente Lula esse procedimento entrou no radar dos ministros do STF, sendo por eles banido do Código de Processo Penal? Em breve o presidiário de Curitiba poderá pedir e extinção de sua pena com base nessa medida caridosa e sob medida. Em entrevista à Globo News, Gilmar Mendes elogiou as investigações na Lava jato, mas apontou que elas levaram ao desaparecimento da classe política. Ora, o problema com a classe política é que ela é quase toda corrupta. O desaparecimento dela como lembrou o ministro, não tem nada ver com ação da Lava Jato. Na verdade a Lava Jato está limpando a política de políticos corruptos e cabe ao STF cumprir seu papel dificultando ao máximo a vida de ladrões dos cofres públicos ao invés de oferecer mais estimulo para continuarem suas ações criminosas.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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CONDUÇÃO COERCITIVA E O CASUÍSMO DAS LEIS

O Supremo Tribunal Federal proibiu, por 6 votos a 5, a condução coercitiva de investigados para interrogatórios, sob o argumento de que a medida, prevista no Código de Processo Penal desde 1941, viola a Constituição Federal. Eu diria que podemos qualificar a Justiça como “antes e depois de Lula” ou uma Justiça Casuística, que não faz ou não aplica as leis pelo coletivo, mas pelo singular. Ora, se desde 1941 a medida era aplicada e ninguém questionou ou se questionou não foi aceito o pedido, por que, somente agora, após a condução de um “investigado-mor” é que resolveram entender que a medida é inconstitucional? Percebe-se que tudo neste País é promovido de forma a atender o pessoal e não o coletivo. No caso em questão, mais e mais a Justiça ou o poder dela vai sendo relegado para segundo plano. Se a Justiça não tem o poder de intimar ao investigado a prestar esclarecimentos e, no caso de seu não comparecimento conduzi-lo sob vara como manda a lei então que força tem a lei? A partir de agora nenhum acusado ou culpado atenderá ao chamado da lei e consequentemente ficará por isso. A lei? Ora a lei. Em 67 anos da vigência do dispositivo quantos acusados ou investigados foram conduzidos para depor? E ninguém se arvorou contra isso ou, se arvorou o STF não considerou inconstitucional. Então, por que somente agora diz que a medida é inconstitucional? Por sua vez, militando na área jurídica há mais de 38 anos me causa estranheza de que a OAB, somente agora, tenha promovido uma ação para derrubar tal medida. Os conduzidos anteriormente não tiveram esse privilégio? Quando há “presos” e “Presos”; quando há “cidadão” e “Cidadão” então estamos indo para a derrocada da lei. Por isso, nota-se que perante a lei há “Zé Povinho” e “Lulla” e ela (a lei) se amoldam para atender o segundo. Vergonha!

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto

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6X5

Por 6 votos a 5 o STF proibiu a condução coercitiva, um importante instrumento que já faz parte do Código de Processo Penal desde 1941, não por descuido, mais sim por ser um instrumento de investigação muito importante na complicada tarefa de desvendar e comprovar crimes. De repente uma aplicação da medida, discutível, ao ex-presidente Lula, desencadeia uma comoção na maioria apertada da nossa Suprema Corte e 6 juízes, indignados, proíbem a sua aplicação. Já imaginou se no momento da condução de Lula para depor, um policial por descuido ou trapalhada disparasse sua arma, não é absurdo se pensar que estes iriam proibir que os policiais usassem armas. O bom senso deveria ser um dos atributos fundamentais para escolher os integrantes do seleto grupo de juízes do STF. Deveria ser, mas parece que não é.

Abel Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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SIMPLES

Adorei o resultado! Agora vai de prisão temporária! Simples!

Gabriel Mamere Nero gmamere@terra.com.br

Barueri

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GILMAR EUFÓRICO

O ministro do STF e relator do processo sobre a condução coercitiva, Gilmar Mendes, está radiante. Afinal, sua tese foi vitoriosa – 6 x 5 – sendo certo que restou aos demais juízes, por falta de outras ferramentas eficazes, lançar mão da prisão temporária. Aí, já pode entrar em cena, o “pai Gilmar” que solta seu corrupto predileto em alguns minutos. Portanto, essa é a razão de Gilmar estar eufórico!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CERTEZA & GARANTIA

O supremo garantismo só garante uma coisa. Com certeza, a impunidade ganhou mais uma.

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CELEBRIDADES CORRUPTAS

A condução coercitiva permaneceu incólume no CPP desde 1941. Foi um mecanismo de persecução penal eficiente enquanto aplicada aos mortais. No entanto, assim que passou a conduzir celebridades corruptas tornou-se inconstitucional. Pobre STF “acovardado”.

Arnaldo Ravacci

Sorocaba

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DECISÃO FILOSÓFICA

Há uma curiosidade em relação à agora extinguida condução coercitiva, que sempre pairou no ar: se um indivíduo se recusasse a ser conduzido “coercitivamente”, o que aconteceria com ele? Os policiais deveriam algemá-lo, fazer uso literal da força física e levá-lo à delegacia, para só então tomar seu depoimento (num clima agradabilíssimo)? Ou, chegando lá, dar-lhe a opção de permanecer calado e voltar tranquilamente para casa? O número de prisões preventivas já aumentou e aumentará muito mais a partir de agora para compensar a proibição da condução coercitiva que sempre foi polêmica e bizarra. A decisão do STF foi meramente filosófica. Na prática, não mudará nada.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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RAUL JUNGMANN

As declarações do ministro Raul Jungmann sobre uma possível influência militar na política brasileira têm dois aspectos a serem considerados. Em primeiro lugar, o militar é um cidadão, é um brasileiro sobre o qual repercute tudo o que acontece no País. Em segundo lugar, o que se espera e se constata é que os militares, principalmente os que estão em cargos maiores, efetivamente não indicam nenhuma possibilidade de intervenção no sistema político, de forma irregular. Por sinal, há indicativos de que surgirão candidatos militares a alguns cargos nas próximas eleições. O que se espera, portanto, é a transparência na conduta desses cidadãos fardados, o que está acontecendo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ELEIÇÕES

O que os candidatos a presidente têm que entender, é que brasileiro não precisa de opressão, precisa sim de gestão!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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AS ELEIÇÕES E A GOVERNABILIDADE

Tenho lido nas colunas e nas cartas dos leitores a afirmação de que a culpa da crise é do brasileiro que não sabe votar. Discordo, pois tenho certeza de que a governabilidade, “latu sensu” (incluindo o Poder Legislativo) é exercida por caciques políticos e o poder econômico. Não vejo alternativas nas próximas eleições. Haja vista a mais recente lista de candidatos e a greve dos caminhoneiros pseudo-autônomos.

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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REDESCOBRIMENTO

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só deveria aceitar candidatos formados em universidades, nacionais ou estrangeiros, em matérias como administração, economia, saúde educação e outras que melhorassem seu desempenho em favor do público. Isso acabaria com o péssimo desempenho dos atuais eleitos, a maioria só criticada ou denunciada. Mas essas instituições também são mal avaliadas. O Brasil deveria ser redescoberto.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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DESPREPARO DE CANDIDATOS

Marina Silva com passado exposto e futuro incerto, jamais será “a única com possibilidade de unir o Brasil”, conforme seu apoiador Giannetti. A candidata, dita ambientalista, está envolvida juntamente com seu marido em verdadeira devastação de florestas, havendo igualmente acusações de contrabando de madeira... É esse o chefe do Executivo que queremos? Também é evidente seu extremo despreparo sobre qualquer assunto estrutural... Não dá para levar a sério candidatos sem o menor preparo necessário, que sequer se comunicam, apenas apelam aos menos privilegiados paternal e messianicamente para terem votação. Não são representativos, definitivamente! Deveriam ser literalmente postos à prova e, caso não atingissem determinado nível, simplesmente serem impedidos de candidatar-se. Imaginem esse bando de PHD’s em Economia disponíveis no mercado com eventuais cargos em governo “chefiado” por Marina, quem de fato presidirá?

Antonio C. S. Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

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CIRO GOMES

Ciro Gomes afirmou que Dilma sofreu o impeachment erroneamente e que é uma pessoa decente. Ele é candidato à presidente da República. Xiii!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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LULA

Li o “Manifesto ao povo brasileiro”, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado no jornal “Diário da Manhã”, de Goiânia, em 15 de junho de 2018. O homem realmente sabe lidar com as palavras. Até os seus adversários políticos, se facilitarem, caem no conto do vigário e acaba acreditando que o encarcerado é mesmo um santo injustiçado. Lamenta estar impedido de percorrer o Brasil levando ao povo mensagem de esperança de dias melhores. Chama todos nós, de sua grande família. Os integrantes da Justiça, é claro, devem estar fora dessa consideração. Fala da volta da fome, do desemprego, da destruição das políticas de inclusão social e afirma que é para acabar com o sofrimento do povo que postula ser candidato à Presidência da República nas próximas eleições. O senhor Lula se esquece de que é culpa dele e da senhora Dilma, todo esse desmantelo que estamos vivendo. Será que dá para alguém da nossa Justiça ler o tal manifesto. Acredito que por tudo que nele está dito, cabe uma nova condenação. É mesmo um populista.

Jeovah Batista jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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DILMA DE NOVO

Tô desconfiado que a candidata à Presidência da República de Lula é Dilma, caso ele não concorra. Apresentará Dilma de última hora. Até porque a ex- presidente é o maior trunfo eleitoral do PT depois do próprio Lula. Acredito que Dilma poderá surpreender se for apresentada como presidenciável em alguma pesquisa e, até ganhar, com o mote de campanha uma “misquinha do golpe”.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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A ANS E O REAJUSTE DOS PLANOS DE SAÚDE

Se nos governos anteriores do PT, os cargos no governo federal foram loteados entre os chamados partidos da base governamental, no governo do presidente Temer, que assumiu depois impeachment de Dilma Rousseff, a situação piorou ainda mais. Ressalvando-se certa melhoria na economia do País, devido a uma equipe econômica eficiente, o restante vem sendo um desastre atrás do outro. Com Temer o loteamento dos cargos públicos, assumiu dimensões inaceitáveis, pois sendo ele do MDB, a volúpia pela ocupação de cargos públicos está no seu DNA. Com a falta de liderança do presidente, todos os dias somos “agraciados” com a divulgação de mais uma maracutaia. A novidade de hoje é sobre a Agência Nacional da Saúde, que regula os planos de saúde. Seus cargos são ocupados por indicação do MDB e, portanto, sujeitos a toda sorte de maracutaias. Como é do conhecimento de todos, as mensalidades dos planos de saúde, tanto individuais, com empresariais, nos últimos anos subiram muito mais do que a inflação. Sabe-se também que os planos empresariais, são reajustados, sem nenhum tipo de controle do governo. Por tal motivo, as operadoras desses planos deixaram de oferecer os planos individuais, que ainda são controlados pela ANS. Aceitam atualmente planos empresariais, mesmo com um só participante, exatamente pelo fato de não serem controlados em seus reajustes. Mas também os detentores dos planos individuais vêm sofrendo reajustes muito acima da inflação. O Idec, ONG de defesa do consumidor, entrou na Justiça utilizando como um dos argumentos, resolução do TCU. O juiz da 22.ª Vara Cível Federal de São Paulo, por liminar fixou o teto de 5,72% para o reajuste dos planos saúde individuais, no período de 2018–2019, em lugar de 10% que era a expectativa dos reajustes. Tal decisão se deu pelo fato de haver falta de clareza na metodologia usada ela ANS. A principal crítica é da ANS utilizar, desde 2009, um fator moderador que é aplicado na média de reajuste de planos coletivos. Porém, o mais estranho, em minha opinião, é a própria ANS afirmar que vai recorrer da decisão. Parece-me que caberia às operadoras dos planos de saúde entrar com o referido recurso e jamais uma agência reguladora governamental.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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REAJUSTE DE PLANOS INDIVIDUAIS DE SAÚDE

Os reajustes dos planos familiares e individuais, únicos que são “regulados” por ela (um absurdo, e os planos coletivos, empresariais e de adesão, quem regula?) são calculados utilizando-se exatamente os reajustes dos planos que ela, de forma omissa, não regula. Estes reajustes destes planos são abusivos, extorsivos até, pois não tem nada e ninguém quem os fiscalize. Exemplo: o plano que tenho pela empresa que trabalho foi reajustado em 25,5% em março passado. E este é um dos índices que a ANS utiliza para extorquir os usuários de planos familiares e individuais. Para quem serve mesmo a ANS?

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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