Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

18 Junho 2018 | 03h00

COPA DO MUNDO

Pátria de chuteiras

Somos patriotas só na Copa? (16/6. A2). Belo texto. Só faço uma pequena correção: quando Flávio Tavares questiona se “seremos mesmo patriotas ou apenas pátria-otários”, na verdade somos otários da Pátria.

ROBSON LEITE

risergio@creci.org.br

São Paulo

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Patriotas só na Copa? Somos, sim, como sugere Flávio Tavares, “pátria-otários”. Se fosse diferente, não permitiríamos que o governo nos esfolasse. Mas também não admitiríamos a sonegação epidêmica de impostos – afinal, os assalariados e os empresários que andam na linha acabam pagando pela malandragem dos sonegadores –, execraríamos o vizinho funcionário público cujo patrimônio está muito além de sua renda e não permitiríamos que vivesse entre nós gente com a índole dos deputados estaduais do Pará, que instituíram a semana de um único dia de trabalho. Percebam que o brasileiro mata fácil no varejo, mas permite que o explorem no atacado – paradoxo típico de um país subdesenvolvido, terra de pátria-otários.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

CORRUPÇÃO

Preto no branco

No grande circo Brasil, onde não faltam palhaços e equilibristas da política, com uma infinidade de tribunais disso e daquilo, para todos os gostos, com capacidade de fazer vista grossa para a maioria das contas irregulares, com tantos togados tomando decisões às vezes escandalosas, é incrível que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não tenha definido de maneira clara o impedimento do condenado preso Luís Inácio Lula da Silva. Acintosamente, ele faz campanha atrás das grades para um eleitorado cativo, tumultuando o processo eleitoral. O Brasil continua a ser um país sem seriedade. Lula e o PT abusam das instituições e renegam a Constituição e seus guardiões. Ninguém quer um país como esse. 

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

De ofício

Ministro do TSE defende que candidaturas fichas-sujas sejam barradas ‘de ofício’ (Estadão, 16/6). Eis uma medida sensata para impedir candidaturas sabidamente de fichas-sujas, não perder tempo e evitar discussões inúteis, deixando mais espaço ao TSE, para se debruçar sobre questões mais objetivas. Parabéns ao ministro Admar Gonzaga pela sábia ponderação, em face da insistência do PT em forçar a candidatura, legalmente impossível, do condenado Lula, réu em vários outros processos criminais.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Condenado em 2ª instância

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu à defesa de Lula e foi pautado para o dia 26 que a 2.ª Turma decida se livra ou não da prisão o condenado por corrupção e lavagem de dinheiro a uma pena de 12 anos e 1 mês de cadeia, em segunda instância. Entre os cinco integrantes da 2.ª Turma estão os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Espero que os fogos de junho sejam apenas das festas juninas.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

‘Brasil’ feliz

Lula diz que se for eleito “o Brasil vai ser feliz de novo”. O cara não se corrige. Depois de se apropriar da Petrobrás, a última dele é se apropriar do nome do nosso país. Sim, porque o único ser que ficará feliz se Lula for eleito será ele mesmo. Agora quer se chamar Brasil da Silva?! 

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

ELEIÇÕES

De propostas consistentes

Tenho uma proposta consistente para os presidenciáveis: apoiar a redução do número de deputados, senadores e vereadores; levar ao Congresso Nacional, no dia 1.º de janeiro de 2019, projetos de lei ou de emenda constitucional para que as reformas da Previdência e da tributação sejam finalmente encaradas com seriedade; levar a esse mesmo Congresso projeto de desvinculação de verbas no Orçamento; instituir no Bolsa Família a obrigatoriedade da presença materna e/ou paterna nos conselhos escolares; tirar dos municípios que não dão a devida atenção à saúde, à educação e ao saneamento as verbas federais do Fundo de Participação dos Municípios. O povo não tem de se sentir “feliz de novo”. Tem de aprender a votar e a se revoltar contra os demagogos. Aí, então, seremos felizes novamente.

CARLOS LEONEL IMENES

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

Nitroglicerina pura

Vamos pôr em foco três fatos sociais recentes: as jornadas de junho de 2013, os protestos de 2015 e a greve (motim) dos caminhoneiros de 2018. Procuremos analisá-los para encontrar seu sentido e o elo entre eles. Neles indivíduos isolados, espalhados numa constelação difusa na sociedade, se aglutinaram via redes sociais. O que levou essa massa a virar consciência coletiva da sociedade? O que mobilizou indivíduos, cuidando de seus próprios negócios, a se voltar para o coletivo? É evidente que, no caso das jornadas de junho, a majoração em 20 centavos do bilhete de ônibus foi só o estopim. O que estava represado e forçou tal grito de indignação foi o desespero de uma realidade insuportável: viver numa sociedade que repete uma segunda barbárie, pior que a primeira, da época da colonização; a violência é seu ferro. Brotou uma necessidade imperiosa de agir para modificar esse arranjo teratológico. A forma foram as manifestações multitudinárias, cujo ícone era ser “sem partido”. O que se expressava era a revolta contra um sistema político apodrecido (os três Poderes mais a elite da burocracia) que capturou o Estado. Esse é o conflito central da sociedade brasileira neste início do século 21. O antagonismo entre uma sociedade civil submetida a uma carga tributária de 35% do PIB sob dominação de um Estado patrimonialista, corrupto, ineficiente, irracional e hipertrofiado. E, diante de tanta inconformidade, como reagiu o establishment? Só fez acentuar sua couraça pétrea, num reflexo de defesa de seus privilégios. Boiando sobre a sociedade civil, aí pretende ficar, gozando o que extrai das forças produtivas da Nação. E para se perpetuar no poder criou um perverso fundo eleitoral milionário, com verbas públicas, para os partidos políticos (entes privados). Ou seja, congelou o que a multidão tinha posto em movimento. Esse é o cenário para as eleições de 2018. A multidão ficou a ver navios e os mortos-vivos estão mais vivos do que nunca. É uma mistura explosiva.

FERNANDO FLORA

fernandoflora40@gmail.com

Poços de Caldas (MG)

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“Toque de modernidade na Rússia: o placar acusa Tecnologia 2 x 1 Austrália”

MARCOS CATAP / SÃO PAULO, SOBRE O RESULTADO FAVORÁVEL À FRANÇA COM INTERVENÇÃO DO ÁRBITRO DE VÍDEO (VAR)

marcoscatap@uol.com.br

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“Relembrando à 2.ª Turma: o pleno do STF decidiu pela constitucionalidade da prisão após condenação em segunda estância!”

MOISES GOLDSTEIN / SÃO PAULO, SOBRE A DECISÃO DE LIBERTAR OU NÃO O PRESIDIÁRIO LULA

mg2448@icloud.com

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EMPATE

O culpado pelo empate em 1x1 no jogo entre Brasil e Suíça, no último domingo, é do cabeleireiro que atendeu o Neymar na concentração. Não conseguiu acertar a tonalidade correta do exótico corte “cachinhos dourados com topete frontal descabelado”.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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NEYMAR

Quando Neymar vai fazer alguma coisa na Seleção Brasileira? Até hoje somente enrolação. Nada. 

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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CLIQUE HISTÓRICO

A foto de capa do “Estadão” do último domingo (17/6) é de parar a redação. A imagem de Eduardo Nicolau reúne num só quadro as pernas do jogador Neymar, seus sonhos, e a bola. Uma obra de arte que, certamente, terá vida longa no mundo do futebol.

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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EXPORTAÇÃO

Quase 3/4 dos jogadores presentes na atual Copa do Mundo jogam em clubes fora de seus países de origem. Tal fato  evidencia a perda do sentido de nacionalismo pacífico que inspirou o senhor Jules Rimet, presidente da FIFA entre 1919 e 1954, ao organizar o primeiro mundial, em 1930, no Uruguai, escolhido por ter sido bicampeão olímpico em 1924  e 1928. Hoje os grandes astros protagonistas constituem uma mistura de craques da bola com capitalistas que, de quatro em quatro anos, se encontram numa espécie de convescote, semelhante, por exemplo, ao show aéreo no salão de aeronáutica de “Le Bourget” cujos participantes, ao exibirem o que há de mais moderno em matéria de aviação multinacional, esperam realizar grandes negócios. Mais representativo do status atual do futebol internacional, talvez seja o campeonato mundial de clubes.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PÉ NA BOLA

O mundo é uma bola que gira em torno do dinheiro! “Foot-ball” é pé na bola, nós brasileiros só levamos pé na bunda! Aqui só político leva a bola!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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LÁ FORA

Dos 23 jogadores que compõem nossa seleção apenas três jogam no Brasil. Os outros 20 deram uma banana para nosso País e jogam lá fora. Para quem vamos torcer?

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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FINALMENTE

Pelo baixo acompanhamento da Copa, podemos perceber que os brasileiros acordaram e não estão dando a mesma atenção como foi anteriormente. Finalmente o povo acordou e está preocupado com outras coisas mais importantes, em especial a economia e política.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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BRASIL NA COPA

O “Caderno Copa 2018”, do “Estadão” nosso de cada dia, é um verdadeiro gol de placa pelo conteúdo rico, detalhado, pela inovação na diagramação e exposição de fotos. Show de bola! (Vai, Brasil!)

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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QUEM DECIDE

Enquanto Cristiano Ronaldo faz três gols para Portugal, no empate contra a forte seleção da Espanha, na Copa da Rússia, outro craque inquestionável, Leonel Messi, perde um pênalti, e impede que a sua seleção, a renomada Argentina, derrote a Islândia, que sem tradição nenhuma, participa pela primeira vez de uma Copa!   A verdade é que, o português Cristiano brilha mais nos grandes espetáculos... É decisivo!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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LULA COMENTARISTA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente enjaulado em Curitiba, comentará os jogos da Copa 2018 para a TV do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista. José Trajano receberá os comentários de Lula, por escrito. Se a moda pega, os presidiários de todo o Brasil poderão enviar seus comentários diretamente de Bangu, Papuda, Carandiru, e assim por diante. Aliás, se Lula pode ter esteira privativa para praticar seus exercícios diários, então os outros detentos também podem, pois todos são iguais perante a lei, não é mesmo? Viva o Brasil, viva a Copa, viva o comentarista mais famoso do País!

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br 

Belo Horizonte

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TIREM AS CRIANÇAS DA SALA

Fala-se tanto em acabar com a corrupção no País, mas ainda assim a imprensa escrita, falada e televisada convida um detento condenado por corrupção para comentar jogos da Copa, numa clara demonstração de que ser corrupto, mesmo após ser julgado e preso não é tão mal. Tirem as crianças da sala! Pensem em quantas crianças ficaram sem escolas e doentes sem hospital e remédio com o dinheiro que foi roubado e agora estamos (o povão) repondo à Petrobrás, com a gasolina e o diesel aos preços que nos vende.

Manoel Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

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CACHÊ

Será que o novo comentarista vai cobrar o cachê igual foi com a Odebrecht pelas palestras? 

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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ELOQUÊNCIA DESCABIDA

O País contabilizando os prejuízos de uma greve forçada, o governo mais impopular da memória recente do País, executivos, seus patrões e figurões da política na cadeia, e o maior deles, aquele que foi um dos políticos mais amados deste país, Luiz Inácio Lula da Silva, vai comentar os jogos da Copa?! É isso mesmo, ou estou delirando?

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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DIFERENÇAS

Na greve de uma semana dos caminhoneiros houve uma chiadeira geral pelos prejuízos causados na economia. Na parada de trinta dias para a Copa do Mundo, ninguém reclama. Dá para entender?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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A CARTA DE LULA

Lula, supostamente, divulgou uma carta no jornal “Diário da Manhã”. Digo supostamente, pois ela não me pareceu de sua autoria. Sem erros de português, bem pontuado e tudo concordando. Sua escolaridade é incompatível com a escrita. Mas seu teor está impregnado  só de mentiras, sua grande virtude. As mais deslavadas possíveis tais como sua inocência contrariando provas e fatos. Seu objetivo é tão somente superar o Barão de Munchausen, o rei da mentira, aquele que viajou numa bala de canhão. Uma pena, pois será lembrado apenas como um factoide.

Paulo Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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#LULANACADEIA

Admirável a resiliência  da defesa de Lula, que ao não se conformar com a condenação de seu cliente em todas as instâncias, entrou com mais um pedido de liberdade no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), rogando às cortes que suspendam os efeitos da condenação no caso do triplex até que se julgue no mérito os recursos extraordinário (só analisado no STF) e especial (no STJ). Lula quer, porque quer ficar fora da prisão até que os recursos de sua condenação na Lava Jato sejam julgados. Sepúlveda Pertence, que já foi ministro do STF, não se sente desconfortável em tentar libertar Lula ainda que este fato escancare a falta de isenção com que a lei é vista e colocada em prática no Brasil pelos próprios juristas que deveriam ser os garantidores de nossa Constituição. Afinal, parece que a falta de credibilidade e respeito da população para com estes ministros venais já não significa mais nada para eles, apesar do temor que demonstram de nossas manifestações públicas: conseguiram até uma sala especial no aeroporto de Brasília na qual se isolam e podem entrar direto na aeronave. Por certo ocupam os assentos de primeira classe para não se misturar com a plebe ignara. O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato quer que essa pauta seja analisada pelos 5 ministros do colegiado no próximo dia 26, fase final dos jogos da Copa do Mundo quando todo mundo estará com a atenção presa nas partidas de futebol, e poucos vão se interessar pelo andamento desta petição no Supremo Tribunal Federal. Assim garantem que esta lambança vá passar! Precisamos impedir esta “maracutaia” - palavra introduzida há muitos anos por Lula no nosso idioma, o que demonstra que ele sempre foi grande conhecedor de negócios escusos, tanto na política como na administração. Portanto,  #Lulanacadeia.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com 

São Paulo

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PROIBIDO

Faz todo o sentido o Supremo Tribunal Federal proibir condução coercitiva de investigados, pois se a lei assegura o direito de não produzir provas contra si mesmo e resguarda o direito de permanecer calado, não tem cabimento conduzir alguém a força para prestar depoimento.

Marcelo Bonder marcelobonder@hotmail.com

Paraguaçu Paulista 

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PROPINAS NAS RODOVIAS

Como uma metástase de um câncer maligno, a corrupção que se espalhou por todo o nosso querido Brasil vai levar uns 20 anos para ser extirpada. Será um trabalho longo e difícil, mas devolverá a todos os cidadãos de bem, cansados e desestimulados, a alegria de viver e de ser brasileiro.   “A investigação que apura esquema de propinas nas rodovias do Estado do Paran”  (13/6, A6)  mostra o quanto se enraizou e se espalhou essa doença, quase incurável, de levar vantagem em tudo.  Uma maldição tamanha, que só não levará nosso País à bancarrota, se toda a sociedade se unir para fazer coro com aqueles que querem que a Justiça  condene, com o rigor da lei e não com leis benevolentes, os responsáveis pela farra com o dinheiro público. É preciso mostrar para essa gente, que o crime não compensa, e não estimular a sua prática.

Mirna Machado mirnamac@uol.com.br

Guarulhos

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Desde que o sr. Michel Temer assumiu a Presidência, leio que um dos maiores objetivos dele é a reforma da Previdência. A maioria das medidas é dificultar o máximo possível às regras vigentes do INSS, sob a desculpa que se o Brasil não fizer isto, o sistema vai falir. Enquanto isto no mundo encantado dos servidores federais tudo é possível. Li que o árbitro brasileiro que foi indicado para atuar na Copa do Mundo da Rússia, ou seja, exercer uma atividade remunerada e em dólares, recebeu do governo uma licença remunerada, sem prejuízo do seu salário mensal, enquanto estiver fora do País. Gente, o cara ganha, segundo foi publicado, R$ 25mil por mês e seremos nós os simples mortais, que vão quebrar o sistema previdenciário? Só no Brasil.

Mauricio Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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PARABÉNS

Parabenizo o “Estadão” pelo lançamento caderno especial “Brasil avança em todas as direções” (15/6). É um caderno independente, apolítico, verdadeiro, que estava faltando, e que faz, como diz o “Estadão”, “um balanço das principais realizações da administração federal, não apenas na economia mas em outras áreas. Isso está bem demonstrado nos 10 destaques presentes no caderno. Este conteúdo, penso eu, não é para elogiar a gestão Temer, mas sim, para cumprir a máxima latina “vincit omnia veritas” - a verdade vence todas as coisas.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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COTAS PARA CANDIDATOS

Absurda a proposta de cotas para candidatos, em eleições. Quer dizer que agora o preceito para ser eleito baseia-se na cor e no sexo e não na qualidade política?!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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A CULPA NÃO É DA MONARQUIA

Em comentário publicado no jornal “O Estado de São Paulo”, na seção dos leitores, de autoria de Paulo Eduardo Grimaldi, com o título “Por que o Brasil não avança” (15/6), ficou nas entrelinhas que a monarquia, enquanto sistema de governo tem em seu cerne a corrupção, o servilismo, a manutenção de privilégios de poucos em detrimento da sociedade entre outros termos pejorativos que mais têm a ver com a personalidade dos que operam o sistema do que com este em sua essência. É sabido quanto bem a monarquia, máxime no Segundo Reinado, fez ao Brasil. Paralelamente ao dado histórico,  quantos são os países que adotaram a monarquia e têm os maiores índices de desenvolvimento, distribuição de renda, fortaleza de suas instituições e probidade administrativa? Muitos, e a lista é deveras considerável. Entrementes, não pode passar despercebida a existência de movimentos que creem ser a monarquia uma saída ao impasse político vivido na atualidade. Sem dúvida que o autor teve reta intenção ao se expressar naqueles temos, conquanto tal manifestação careça de mínima correção: dirigir a causa da derrocada da República aos próprios políticos que a  coordenam e não a uma suposta continuidade de um regime que, a despeito de suas limitações (conhecidas e típicas de qualquer realidade política na terra dos viventes), muito contribuiu para a construção do Brasil de então. Diferentemente da República, na Monarquia havia o Poder Moderador (regulado no artigo 101 da Constituição de 1824), que representava a solução mais simples, rápida e sem crise aos desentendimentos políticos do reino. Havia um Imperador velando pela funcionalidade do sistema e a História testemunha o papel de grande estadista figurado por D. Pedro II e, posteriormente, por D. Isabel. É conhecido, outrossim, como os grandes fazendeiros e a elite agrária, querendo preservar os próprios interesses, apoiou o golpe militar de 1889, e o modo como essa elite estruturou a política durante a República Velha. Ao contrário do que foi afirmado no comentário mencionado inicialmente, a corrupção e as crises dela decorrentes são sintomáticas ao republicanismo. Todas as mudanças passam pelo sistema de governo e pelas pessoas que o operam. A república faliu, o próprio Rui Barbosa o reconheceu. Então, Monarquia já! 

Bruno Ferrão bruno-ferrao@hotmail.com

Guararema

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MONARQUIA

Torna-se necessário um estudo mais aprofundado do que foi a monarquia, para que vocês não percam a pouca reputação que ainda têm. 

Lucas Rios Torres lucasriostorres@gmail.com

São Paulo

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O PORCO NA SALA

Com referência aos estragos da greve dos caminhoneiros, comentados no editorial de quinta-feira (14/6, A3) do “Estadão”, me faz lembrar das últimas eleições, em que a estratégia desleal do PT é a de tentar desclassificar, ou seja, “queimar” seus concorrentes com comentários sórdidos e falsos, para tirar vantagens eleitoreiras! Nessas eleições não tem sido diferente, pois as suas estratégias são sempre desleais, e nunca visando o “bem público”, mas os interesses próprios de poder. A greve dos caminhoneiros parece ter vindo em tempo oportuno para os interessados em conturbar o ambiente econômico, que já vinha mostrando sinais de recuperação. O mau desempenho, ou melhor, o caos político-social e econômico do governo anterior levou ao impeachment de Dilma Rousseff, e aqueles que consideram o governo interino “golpista”, desejam produzir o mesmo ambiente de caos para “queimar” ainda mais a imagem de Michel Temer e também desfavorecer a de Meirelles, como candidato nas próximas eleições; depois do caos provocado pelas “forças de retrocesso”, a ideia é lançar o Salvador da Pátria que trará a pseudo felicidade e paz à Nação brasileira, que só acredita quem tem interesse pessoal ou não tem base educacional suficiente para avaliar tamanho ardil e falsidade.

Silvia Rebouças Pereira de Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

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ADESIVO NA LAPELA

Transitando pelos corredores do metrô Sé, em 13 de junho, um pouco antes das 14h, deparei-me com um segurança uniformizado que usava, na lapela do uniforme, uma etiqueta bem grande onde criticava o programa de privatizações do metrô. Pergunto: é permitido um segurança usar tal propaganda em seu uniforme? Mesmo por que, se ele é contra a privatização do órgão em que trabalha, posso assegurar que boa parte da população que usa o serviço ­- eu, entre outros - é a favor e quer a privatização o mais rapidamente possível.

Carlos da Silva Dunham caduque.pezao@gmail.com

São Paulo

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JAMELÃO

O cantor Jamelão (1913 - 2008) foi o grande representante da escola de samba da Mangueira no Rio de Janeiro. Ele foi abandonado no hospital em seus últimos dias de vida e será homenageado agora por seu neto em um espetáculo com suas principais interpretações. A Mangueira deveria homenageá-lo no próximo carnaval com um carro alegórico para redimir o pecado de tê-lo deixado esquecido em seus dias finais e durante os dez anos de sua ausência. 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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