Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

22 Junho 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO

Gleisi e o STF

Até ontem eu não acreditava que a saída do Brasil fosse o aeroporto, mas depois da decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de absolver a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, Paulo Bernardo, de todas as acusações que pesavam contra eles, senti uma profunda vontade de ir embora deste país, que tanto amo. Porém não vou tomar essa atitude, ao contrário, vou lutar com todas as forças contra eles nas próximas eleições, pois espero que meu Estado, o Paraná, faça o que os supremos magistrados não fizeram: justiça!

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

Segunda Turma

Se o STF é composto por 11 ministros, por que montaram um estrutura em que só três têm o poder de decidir pelo todo?

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

O ônus da prova

Deve suportar o ônus da prova aquele a quem incumbe demonstrar os pressupostos do preceito jurídico aplicável, segundo a lição de Alfredo Buzaid (in memoriam). Assim, caberia ao Ministério Público provar cabalmente as alegações da denúncia. A peça acusatória, na realidade, não pode ter eficiência plena só com delações premiadas, excluídas outras provas admitidas em Direito. Por isso mesmo, vige no Direito Penal o princípio in dubio pro reu, que motivou a decisão do STF no caso de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

‘Apenas delações’

Esse título, de editorial de ontem (A3), esclarece que a Segunda Turma do STF julgou improcedente a ação penal contra a senadora Gleisi Hoffmann, o ex-ministro Paulo Bernardo e outro réu por não haver no processo de delação premiada, contra eles requerido pela Procuradoria-Geral da República, provas que corroborassem a acusação de que teriam solicitado e recebido R$ 1 milhão, desviado da Petrobrás, para a campanha ao Senado, em 2010, da presidente do PT. A juridicidade do editorial está comprovada por sua conclusão: “A Justiça não pode se tornar o valhacouto de dedos-duros”. Parabéns, a verdade deve ser dita, doa a quem doer. A delação premiada sem provas não passa de uma presunção de admiti-la como verdadeira até que se prove o contrário. Mormente no presente caso, ela é feita por quem já está condenado, cumprindo pena e quer ser beneficiado pela lei que a criou, não titubeando em caluniar, levantar aleivosias e até mesmo prestar falso testemunho. 

ANTONIO BRANDILEONE

brandileone@uol.com.br

Assis

Muda, Brasil

Os sistemas político, eleitoral, estrutural e de privilégios estão falidos. E o pior, estão falindo o Brasil. A corrupção é mera consequência. É a ponta do iceberg. Institucionalizada. Por onde vamos começar a reformar?

ALICE ARRUDA C. DE PAULA

alicearruda@gmail.com

São Paulo

COPA DO MUNDO

O árbitro de vídeo

Embora o objetivo do artigo O árbitro de vídeo como instância recursal (21/6, A2), a meu ver, tenha sido a imagem eletrônica – “entidade suprema que governa a nossa vida” –, achei arrogante o texto de Eugênio Bucci. O futebol, apesar de todos os problemas (onde não os há?), nem preciso dizer que é o esporte mais acompanhado no mundo. Mas segundo o professor “não tem atrativo, é pura monotonia”, além de outras expressões negativas. Em que mundo vive? Teve a presunção de descrever ao leitor o árbitro de vídeo. Ora, o leitor que gosta de futebol já sabe! E se o futebol é algo tão inferior, com sua erudição o articulista poderia ter se referido à imagem eletrônica com outros exemplos, não menosprezando o esporte que é a paixão de milhões de pessoas. Admiro muito os estudiosos e intelectuais, mas o tom de superioridade inserido nesse artigo só mostra a sua distância do mundo real, dos simples mortais. Lamentável.

RITA DE CÁSSIA GUGLIELMI RUA

ritarua@uol.com.br

São Paulo

Bucci acerta na mosca

Tem razão o articulista e professor Eugênio Bucci, acerta na mosca, ou no gol. Esse tal VAR é uma das tristes invenções do futebol. Estão acabando a emoção, a discussão, as possibilidades de dúvidas, que traziam de alguma maneira encanto e emoção. Tecnologia é uma coisa gelada. Parar um jogo enquanto um juiz (pior que os dos STF brasileiro) fica zanzando como tonto para tirar suas dúvidas, etc., etc., etc., é calamidade, esfria prejudica, irrita. VAR? Vá, vá, vá como dizia minha doce avó, sendo que todos sabíamos para onde, mas ela não dizia.

IGNACIO DE LOYOLA BRANDÃO

loyolabrandao@gmail.com

São Paulo

Transparência no futebol

O uso do árbitro de vídeo, o VAR, trouxe mais transparência ao futebol. As decisões soberanas continuam sendo do juiz em campo, mas faltou a Fifa explicar melhor como o sistema funciona e quais são as regras para o seu uso. O próximo passo, depois da polêmica partida entre Brasil e Suíça, seria adotar o uso de microfone no juiz com som aberto para a transmissão, prática já presente em esportes como rúgbi, por exemplo. 

MARCELO BONDER

marcelobonder@hotmail.com

Paraguaçu Paulista 

IMPOSTO SINDICAL

Vale esclarece

Em 5 de junho o Estado publicou editorial sobre o acordo firmado entre a Vale e o Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários do Pará, Maranhão e Tocantins (Stefem), homologado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). O fim da obrigatoriedade da contribuição sindical levou centenas de empresas e sindicatos a litígios judiciais. Já a Vale e o Stefem optaram por se engajar diretamente num diálogo, buscando a mediação pelo TST. Cabe louvar a atuação da vice-presidência do tribunal, que proveu o suporte necessário para que as partes pudessem construir uma solução pautada na legislação, prestigiando a prevalência do negociado sobre o legislado. É importante esclarecer que, além de preservar o direito de os empregados apresentarem oposição individual à contribuição, esse acordo foi debatido em assembleia antes de ser votado e autorizado pelos trabalhadores. As partes demonstraram ser possível erigir soluções pacificadoras e, ao mesmo tempo, conciliar perspectivas sociais e econômicas, fortalecendo a negociação coletiva e reafirmando as mudanças advindas da reforma trabalhista.

MARINA QUENTAL, diretora de Pessoas da Vale

fatima.cristina@vale.com

Rio de Janeiro

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MR. TRUMP

O grave problema da separação familiar em que pais ou mães são presos e forçados a se afastar de seus filhos ocorre não somente nos EUA, no caso de imigrantes ilegais, mas também é muito comum no Brasil para os mais diversos tipos de condenação. O contato de filhos com pais ou mães presos é traumático para ambos os lados, bem como a ausência deste contato. Principalmente em se tratando de mães de filhos pequenos. Isto posto, para presas primárias, não perigosas, quando para o benefício das crianças, a alternativa de encarceramento domiciliar deveria ser olhada com muito carinho.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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INFANTICIDA

Não tivesse revogado, sob pressão mundial, seu decreto infanticida, poderíamos avaliar a primeira intenção do presidente americano como uma provável reencarnação do rei Herodes, por ouvir que havia nascido uma criança que seria o rei da Judeia.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 

Vassouras (RJ)

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VIOLÊNCIA

O presidente Trump determinou a saída dos EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Assim, ele mostra uma posição que lembra muito um ditador que implementou a Segunda Guerra Mundial. Nos EUA, os refugiados estavam sendo presos e suas crianças estavam sendo separadas dos pais, de forma arbitrária. Até quando esse dirigente vai agir com tanta violência?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos 

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INCAPAZ DE AMAR O PRÓXIMO

Teria sido melhor para Donald Trump seguir a imitação de Cristo do que a imitação de Herodes.

Nazareth Fairbanks nazarethfairbanks@gmail.com

São Paulo

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ABUSO NA FRONTEIRA

É inaceitável o que os EUA está fazendo com os refugiados em sua fronteira. Além de armazenar as pessoas em galpões, estão separando as crianças de seus pais provocando sofrimento e traumas a essas famílias. Em nome de quê? Para desencorajar outras pessoas e enfraquecer o fluxo migratório, ou quem sabe conseguir apoio político para a construção do tão sonhado muro da vergonha? Que jogo sujo! É preciso repudiar atos como esses, estamos vivendo em uma sociedade global, independente da nacionalidade os direitos fundamentais devem ser resguardados. 

Marcelo Bonder marcelobonder@hotmail.com 

Paraguaçu Paulista

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FALAR É FÁCIL

É fácil criticar o presidente Trump por ter separado as crianças de seus pais que entraram ilegalmente nos EUA. Também não vale citar o repúdio de John McCain que nunca se conformou de não ter sido eleito presidente dos EUA e que deve estar adorando a oportunidade para criticar essa medida. O senador em questão nunca passou um dia sem criticar o presidente Trump. A única coisa que não apareceu até agora foi uma sugestão do que poderia ser feito para amenizar a situação das crianças. O que fazer se a lei proíbe a imigração ilegal enquanto as prisões federais não comportam crianças? Imagino o barulhão que fariam se as crianças tivessem sido levadas para a prisão. Não poderiam soltar todo mundo porque isso acarretaria num incentivo para que um maior número de ilegais entrasse no país. Ou talvez pudessem sugerir um campo de refugiados em território americano. É muito mais fácil cair como uma tonelada de tijolos em cima do presidente Trump do que apresentar com uma solução factível.

Candida Almeida almeida.candida@gmail.com

São Paulo 

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SALÃO OVAL

A provável imagem de Donald Trump, solitário, instalado em poltrona de uma salinha contígua ao Salão Oval da Casa Branca, seu gabinete de trabalho, com celular na mão, a emitir tuítes, pelos quais responde críticas e lança factoides que preocupam o resto do mundo, ao introduzir, por exemplo, tremores no delicado equilíbrio do comércio global, remete qualquer observador sensato à figura insólita do ditador brincando com o globo terrestre sob forma de balão esférico inflável, prestes a explodir, personificado no filme de 1940 de Charles Chaplin, o "Grande Ditador".

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESCOLHA DE SOFIA

A situação das famílias de imigrantes ilegais nos EUA remete ao dramático filme "A Escolha de Sofia", no qual a mãe de um casal de filhos era obrigada a deixar um dos dois com os nazistas. Chocante! A diferença é que no caso atual há uma escolha livre que poderia ter sido feita anteriormente: arriscarem-se, e aos filhos, tentando entrar ilegalmente nos EUA, agora que o governo americano está endurecendo muito o problema da imigração, ou não. Sofia não tinha essa escolha...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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PRESIDENT TRUMP

Polêmico e contraditório, o xenófobo e ufanista Trump apronta mais uma, separando pais e filhos que sonharam um dia viver nos EUA. Essa e outras medidas protecionistas e extremistas estão fazendo do mundo um lugar cada dia mais perigoso. Estamos mais para um conflito de proporções mundiais do que para o chamado acordo do século entre israelense e palestinos.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br 

São Paulo

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SELEÇÃO BRASILEIRA

A seleção brasileira de futebol não começou bem. Ficar falando da falta não marcada em Miranda, que originou o gol de empate da Suíça ou no pênalti não marcado em Gabriel Jesus é discussão que não leva a nada. Eu acho que os jogadores levados para Copa da Rússia carecem de experiência em mundiais. São bons em seus times, mas não há termo de comparação entre jogar num time e jogar numa seleção e disputar uma Copa do Mundo. Há muita diferença. Os jogadores não se conhecem. Cada um joga num centro futebolístico. Qual o contato que há entre eles? Como é que o jogador vai saber o que o outro vai fazer? Só com treinamento? É pouco. Ademais acho que os jogadores não demonstraram comprometimento. Parece que não estão muito interessados. A grife das roupas ou os penteados são mais importantes. Os principais jogadores, Neymar, Gabriel Jesus e Coutinho perderam 57,7% das bolas para os suíços. Como é que você quer ganhar assim? Esses jogadores já são conhecidos dos adversários. Eles não vão jogar livres. Ou Tite monta um esquema que os preserve e apareçam como elemento surpresa ou os tira, pelo menos dois deles, porque não vão conseguir jogar e vão prejudicar o time. Se fossem fora de série, tipo Pelé, Garrincha, Rivellino, etc., e outros, ainda vá lá. Mas não tem fora de série nesta seleção. Falam que o Neymar é o craque da seleção. Até agora não vi. Prende muito a bola, desnecessariamente. Quer resolver tudo e sozinho. Deve achar que o rei da cocada preta. Do jeito que jogaram na estreia não passam das quartas de final. Empatar com a Suíça, que não tem nenhuma tradição no futebol é preocupante. Eles são bons no esqui. Se a Suíça enfrentar o "Bonsucesso" vai perder de uns 4 ou 5. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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'BRASIL ZILZILZILZILLL'!

Se o Brasil precisa de Neymar para ganhar da Costa Rica, então as coisas vão muito mal no nosso arraial! Depois que a Islândia (334 mil habitantes) empatou com a Argentina (43 milhões de egos) e o México ganhou da Alemanha, Campeã do Mundo 2014, os "grandes" do futebol botaram as barbas de molho! A Costa Rica (5 milhões de desamparados), que é rica só no nome, vai jogar com os penta campeões do mundo, com seus 207 milhões de craques, mas sem Neymar e seus mágicos cabelos de "Sansão" cafona, pode ficar a mercê da potência futebolística do Caribe! Craques, por em quanto, só do México e da Islândia!

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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AIAIAI

Eu sempre digo que gestão de expectativa é tudo. Hoje teremos um time cujo principal jogador é de vidro e o capitão chora quando a coisa aperta...

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

São Paulo 

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POLÊMICA CAPILAR

Dois cabeleireiros - um para corte, outro para cor e luzes - necessita Neymar para apresentar-se em campo na Rússia. Mais um aviso para o fulgurante moço. A Copa do Mundo não é um certame de focas equilibrando bolas no focinho. Tão pouco certame de "Miss Boleira". Como diria um desses boleiros radiofônicos, avisemos o "moçoilo" que se trata, tão somente, de um torneio do rude esporte bretão.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo 

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FALTAM REFERÊNCIAS

Brilhantes as análises e comentários de Antero Greco e José Nêumanne. Não vejo na equipe do Brasil uma personalidade para dar moral à equipe nas adversidades que possam ocorrer durante o jogo. Neymar, Gabriel Jesus nem pensar. Mas Tite faz rodízio achando que isso dá ao jogador traços e atitudes que ele não tem. As falhas no gol da Suíça foram coletivas. As piores: Miranda como um principiante deixar se empurrar levemente e o Alisson não sair do gol com 1.93 m de altura e a bola dentro da área pequena. Como disse Antero Greco; já não temos mais Gerson, Pelé, Bellini, Carlos Alberto e outros.

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo 

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'ESPINHOS DO AFETO'

Foi com indizível prazer que li a última coluna de Humberto Werneck (19/6, C8). Embora more vizinho a Pardinho, não sabia que essa cidade seria a única que não receberia a transmissão do jogo da Seleção Brasileira de Futebol, na Copa de 1970. Em suas crônicas, Werneck segue as pegadas de grandes cronistas mineiros e a cada dia está mais instigante.

José Celso Soares Vieira jc.vieira@bol.com.br

São Paulo

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'NEM TUDO QUE RELUZ É OURO'

A Copa do Mundo da Rússia, finalmente, vai ganhando novos ares, emoção com o início da segunda rodada de jogos classificatórios para oitavas de finais. Nossos hermanos e seu céu estrelar de craques só por um milagre dos céus passam para fase seguinte, depois do chocolate que tomou da Croácia. A dona da casa vem se mostrando surpreendente depois das vitórias contra Arábia Saudita 5x0 e 3x1 sobre o Egito. Portugal sofreu para vencer os marroquinos e a fúria espanhola não foi diferente, passou pelo mesmo sufoco para derrubar os iranianos pelos magros 1x0, que Portugal. A celeste olímpica uruguaia padeceu para ganhar dos sauditas por 1x0 e foi o primeiro sul-americano a classificar para oitavas de final. A atual campeã mundial, Alemanha, após a derrota para o México se fechou para a imprensa e não poderá mais vacilar nos dois próximos duelos, contra Suécia e Coréia do Sul, se não quiser voltar para casa mais cedo. Já Brasil é ganhar ou ganhar dos costa-riquenhos e depois da Sérvia para não depender de outros resultados para passar para a próxima fase e ficar na expectativa para saber quem vai ser o algoz se Alemanha, México, Suécia ou a Coreia do Sul, que não vai deixar barato, uma possível derrota em seus dois próximos jogos contra México e o bicho papão a Alemanha que está ferida, mas não está morta. Como brasileiro e corintiano que nunca desiste, eu acredito: a seleção brasileira vai dar show e nos trazer o hexa! É esperar, quem sobreviver ao sofrimento das outras seis partidas verá que só o Brasil pode ser hexa, que é o país do futebol e da paixão!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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REFORMA POLÍTICA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, declarou à imprensa que, se não houver uma profunda reforma política no País, a corrupção vai continuar à todo o vapor, mesmo porque, pelas regras atuais é impossível que pessoas acima de qualquer suspeita, consigam furar a blindagem da politicalha para se eleger. O brasileiro inerme sabe de tudo isso, todavia, não sabe o modus faciendi para enfrentar a força desses corruptos de plantão. A resposta talvez esteja na mobilização nacional demonstrada pelos caminhoneiros para se obter a mudança dos rumos do Brasil. É para se pensar com muito carinho. Muda, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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26 DE JUNHO

O ministro Fachin deveria ter jogado no lixo o processo contra a Gleisi Hoffmann, já que encaminhar para Gilmar, Lewandowski e Toffoli, foi desperdício de tempo. Até os urubus que sobrevoam Brasília atraídos pela carniça emanada pela podridão do local, sabiam do placar final. Não tem importância, porque não creio que o eleitor paranaense alfabetizado votará novamente nesta triste figura que só falta beijar os pés de Lula. Gleisi é ninguém, porque o que realmente interessa é o recurso que esta turma petista irá "julgar" no dia 26, o do Lula! O resultado todo sabemos de antemão, porque só no Brasil dois dos "juízes" que vão julgar o recurso de Lula foram seus advogados ou do PT! Quanto a esse absurdo que está para acontecer, fica a pergunta: onde estão os militares que assistem essa bandidagem e sequer emitem um murmúrio contrário? Seu papel não é só fiscalizar fronteiras ou nos proteger de inimigos externos, mas também dar seu grito quando a Nação está sendo tomada por bandidos políticos, como agora! Não é necessário tomar o poder, mas se não mandarem um recado para que essa cambada pare com o abuso, a safadeza maior acontecerá! Só pedimos que acordem e impeçam tamanha safadeza! 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

São Paulo

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CONFIANÇA

Provavelmente haverá grande queima de fogos no próximo dia 26, pois o STF vai julgar, digo, soltar "Lulla", pois é a única coisa que eles sabem fazer, libertar condenados e corruptos. Se ele foi mantido preso, será com certeza um milagre. Eu não confio nesse STF, principalmente na 2.ª Turma.

José Fernandez Rodriguez rodriguez1941@gmail.com

São Paulo

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SUPREMO ÍNFIMO

Será que a presidente e o pleno do STF vai permitir que sua segunda turma dando impunidade à Lula jogue esta atual composição do Supremo na lata de lixo da história?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo 

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FORA LULA

Em relação à polêmica e interminável discussão que paralisa o País - se o nome do ex-presidente e presidiário Lula estará na cédula eleitoral de outubro - cabe, por oportuno, citar o célebre sofista Górgias de Leontini (Grécia Antiga A.C.): "Esse homem não pode ser candidato; se candidatar-se, não poderá ser eleito; se for eleito, não poderá tomar posse, e, se tomar posse, não poderá governar". 

J.S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo 

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LULA E A MÍDIA

A atitude da mídia brasileira a respeito do caso Lula da Silva é surreal! Tratar um bandido julgado, condenado e encarcerado como político influente seria considerado insano em qualquer país do mundo, menos aqui! Mas o eficiente marketing da seita esquerdista é "falem bem ou falem mal, mas falem de mim"! E todos falamos! Resta-nos a vergonha, perante o mundo civilizado, por convivermos com essa humilhante realidade.

Anita M. S. Driemeier guggiana1948@gmail.com 

Campo Grande 

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STF

Num país civilizado e democrático, um cidadão comum normalmente sente orgulho e confiança em sua Suprema Corte. É a Suprema Corte que garante a estabilidade e a crença nas leis e instituições. Aqui no Brasil, confesso que hoje tenho mais medo do STF que do PCC. Nosso país está nas mãos de mafiosos.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br 

Campinas

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ENTENDA ESTA

Não entendo por que várias pessoas, inclusive jornalistas, dizem que a prisão em segunda instância é ilegal e fere a Constituição. Por acaso a Constituição é respeitada na íntegra? A Constituição diz que saúde é um direito de todos, dever do Estado. Então, por que pagamos planos de saúde? Que todos são iguais perante a lei. Por que alguns servidores têm mordomias, como auxílio-moradia, plano de saúde em hospitais "classe A", pagos pelo povo, e os outros não? Por que existe prisão diferenciada para alguns, enquanto outros desvalidos vão para os presídios comuns? Gostaria de saber. Os políticos não são servidores públicos? 

Ney Maciel Brabo neymacbr@gmail.com

São Paulo 

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AUXÍLIO-MORADIA VAI AO STF

Politizado, perdulário, ineficiente, ineficaz e corporativista são apenas alguns adjetivos que explicam claramente como é e como funciona o nosso infeliz Judiciário, onde a rapidez é aplicada quando o benefício é para o próprio bolso. Ou a demora também é utilizada quando o discutido não atende aos próprios interesses. Custa caríssimo e não dá retorno algum ao valor que cobram. Se tivessem que prestar contas na iniciativa privada, por exemplo, já teriam sido demitidos por justa causa há muito tempo, salvo raras exceções.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Paulo

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LEI SECA

Em apoio à lei seca, lembro que em seu início, notei acentuada diminuição de vítimas de acidentes, já que trabalhava em dois serviços de emergência médica do Rio de Janeiro. Quero fazer atentar também que a sonolência à direção é tão perigosa quanto o álcool.

Carlos A Borges Borges.ca@gmail.com

Rio de Janeiro 

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SAQUE RECORDE DO PIS/PASEP

Em tempo de crise e desemprego, nada melhor que um dinheiro extra no bolso. E sob pressão de dívidas atrasadas, e desejo de consumo, que no primeiro dia de saque do PIS/Pasep, liberado pelo governo para trabalhadores cotistas maiores de 57 anos, que 145 mil pessoas sacaram seus recursos na Caixa e no Banco do Brasil. São R$ 39,3 bilhões, a disposição do PIS/Pasep, que vão beneficiar 28,7 milhões de trabalhadores! Recursos esses que vão alavancar as vendas do comércio, e crescimento do PIB, em 2018... 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

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'APENAS DELAÇÕES'

O editorial intitulado "Apenas delações" (21/6, A3) termina com uma afirmação indiscutível: "Urge um mínimo de cuidado com as delações. A Justiça não pode tornar-se o valhacouto de denunciadores". É verdade. Mas o fato é que a Justiça há um bom tempo vem sendo o valhacouto de corruptos e isso também não pode ser tolerado.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 

Campinas

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POLÍCIA CIVIL

Ainda sobre o artigo do desembargador aposentado, Aloísio de Toledo César "As inquietações da Polícia Civil" (19/6, A2), demonstra plenamente a incompetência do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que promoveu durante sua gestão, no Estado mais rico da Federação, o maior desmonte na Polícia Civil, pagando os piores salários aos policiais, viaturas sucateadas, algumas até sem sistema de rádio comunicação em condições de operação, com a criminalidade aumentado se mostrando a cada dia mais assustadora, e a população em geral, a mais prejudicada, além do que aposentadorias precoce de policiais, estimulados pela decepção com a carreira. Esse é o candidato que quer ser presidente do Brasil. 

Arnaldo de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva 

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UM AVISO AO GOVERNADOR ALCKMIN

Pois, então, senhor governador, o povo não está nem aí para legitimidade. O povo quer que o governo funcione, que a saúde corresponda aos seus anseios e necessidades, que a educação e segurança saiam do papel. Seu partido está no poder há mais de 20 anos e tudo continua tão ruim ou pior ainda... O povo não suporta mais esse joguinho de palavras, caso o senhor queira o bem do País, saia da política que o povo irá agradecê-lo muito mais. 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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ALCKMIN PIROU?

Sua excelência disse que o "governo Temer não tem legitimidade porque não obteve votos". Ora, teve os mesmos de dona Dilma, parece que ele irá tratar seu eventual vice a pontapés. Acorda, candidato!

João Carlos Ângeli j.angeli@terra.com.br 

Santos

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UNIVERSIDADES 

Ao ler a reportagem publicada na edição de terça-feira (19/6, A14), intitulada "Universidades federais têm menos de 1% de intercambistas estrangeiros", não poderia deixar de me manifestar sobre o tema em que tenho trabalhado por mais de 16 anos. A referida matéria é muito clara e chama atenção para uma questão altamente relevante para o ensino superior brasileiro: o processo de internacionalização. Apesar dos resultados serem ainda incipientes no Brasil, devemos reconhecer que algumas coisas têm sido realizadas, muitas delas, graças ao trabalho incansável dos diretores e assessores de relações internacionais das Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras - públicas e privadas. Esses profissionais entendem muito bem a importância da internacionalização, pois participam ativamente de eventos internacionais e estão alinhados com as tendências globais do assunto em questão. A internacionalização do ensino superior é um processo constante e compreensivo. Diz respeito a integrar as dimensões internacional, intercultural e global no propósito, na função e na provisão do ensino superior. Dentro desse contexto, a presença de alunos estrangeiros no campus da instituição constitui um elemento fundamental para trazer essas dimensões para o dia a dia dos estudantes, que não terão muitas oportunidades de se internacionalizar estudando no exterior. Para eles, a internacionalização ainda é possível, por meio do contato intercultural com colegas de outros países e culturas. O mundo globalizado requer profissionais com certas competências denominadas de interculturais e globais. Cabe ao ensino superior proporcionar as bases para o desenvolvimento pessoal e profissional através do aprendizado intercultural. Desta forma, apesar dos obstáculos mencionados na reportagem, as IESs brasileiras terão que fazer um esforço em se internacionalizar cada vez mais, oferecendo disciplinas em diversos idiomas (não só em inglês) e trazendo uma interdisciplinaridade que cative os alunos estrangeiros. Por outro lado, o Brasil como país terá que rever algumas bases do ensino superior que, em vários aspectos, são discordantes das tendências mundiais, para, desta forma, atrair mais alunos estrangeiros.

Lourdes Evangelina Zilberberg Oviedo rel.internacional@faap.br

São Paulo

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TONELADAS DE PLÁSTICO

Sobre o artigo "O que fazer com 111 milhões de toneladas de plástico(s)?", os jornalistas esqueceram-se e perderam uma boa oportunidade para colocar em discussão essa mesma questão. Pois no Brasil "o buraco é maior ainda", afinal, a reciclagem no país paga os mesmos impostos, que os produtos feitos com matérias primas virgens. E o pior, os plásticos reciclados pagam mais IPI do que os feitos com matérias primas virgens... A falta de interesse em reciclar e/ou preservar é só no discurso, arregaçar as mangas e abrir mão de alguns impostos, nem pensar... Tenham a absoluta certeza que todos sabem disso.

Manoel Lúcio Padreca padreca@padreca.com.br

São Paulo

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