Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

27 Junho 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO

A turma da soltura

Depois de absolver Gleisi Hoffmann dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e de anular ordem de busca e apreensão determinada por um juiz federal na casa da senadora petista, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) – sempre ela! –, representada por Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, não satisfeita, decidiu soltar José Dirceu, condenado a mais de 30 anos de prisão por diversos crimes praticados. O pedido de soltura partiu de Toffoli, ex-funcionário de Dirceu, que foi apoiado por Gilmar e Lewandowski. A mesma turma que soltou Dirceu julgaria Lula ontem, não fosse a intervenção de uma desembargadora do TRF-4. Enfim, se o ministro Edson Fachin não enviasse o pedido da defesa de Lula para ser julgado pelo pleno do STF, o presidiário muito provavelmente hoje estaria livre para reforçar a instabilidade política reinante no País. Com mais essa medida, os ministros da Segunda Turma investem pesado na insegurança política e econômica do País.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Entristece. Prende e solta e ninguém se revolta.

EDUARDO A. DELGADO FILHO

eadelgadofilho@gmail.com

Campinas

Chumbo grosso

O já combalido Lula da Silva, colecionador de derrotas judiciais, está prestes a receber uma nova saraivada de denúncias a partir de delações de Marcos Valério, que se diz amargamente arrependido de não ter delatado o chefão petista por ocasião do nefasto mensalão. A metralhadora giratória a atingir o mais honesto será também acionada por Antônio Palocci, que promete ser a pá de cal no petista. 

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Brasileiros querem justiça

Os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff quebraram a Petrobrás, esvaziaram os cofres do BNDES, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, dos Correios, dos fundos de pensões de estatais. E o presidiário ainda tem coragem de dizer que não sabia de nada? Que é inocente? Ele era o presidente do País e responsável direto por tudo isso! Onde está o Poder Judiciário para exigir a prestação de contas de tanto mal sofrido pelo Brasil? Os brasileiros não querem perseguições, mas, sim, justiça!

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

‘Recall’ no Supremo já!

O ministro Marco Aurélio Mello concedeu desastrosa entrevista a uma emissora de TV de Portugal e, confesso, fiquei estarrecido. Achincalhou as decisões democráticas da Corte a que pertence e em que foi voto vencido. Agrediu a presidente do STF e sua “cadeira”. Inacreditável! Passou da hora de a ministra Cármen Lúcia se defender e exigir compostura desse senhor, que pensa poder tudo. No domingo, o professor Roberto Romano, no artigo A sacralidade (paga pelo contribuinte) do STF (A2), sugeriu: as urnas devem escolher os ministros, e com recall. Apoiado!

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

Janot

Quando Rodrigo Janot, em maio do ano passado, entrou com a primeira acusação contra o presidente Michel Temer, chamou a atenção o fato de que não havia sido feita prova da legitimidade das fitas gravadas por Joesley Batista, da JBS. Agora ficou claro: essas fitas foram feitas em conjunto por Janot, Joesley e Marcelo Miller, ex-procurador, não havia motivo para verificar nada. Esse golpe – e devemos chamá-lo realmente de golpe – tornou inviáveis as condições políticas para aprovar a reforma da Previdência e deixou a economia nacional em situação ainda mais difícil. Os beneficiados foram os funcionários públicos, que mantêm suas vantagens enormes, pagas com o dinheiro suado dos nossos impostos. 

ALDO BERTOLUCCI 

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

EM SÃO PAULO

Espaço público

Congratulações pelo editorial Avanço sobre o espaço público (26/6, A3), com adesão integral às brilhantes ideias ali lançadas. Aproveito para reavivar a discussão sobre a abertura da Avenida IV Centenário, no sentido cidade-bairro, indevidamente fechada há mais de dez anos. O fechamento dessa via pública atendeu a interesses particulares, em detrimento do bem público.

NAZARETH KECHICHIAN NETO

nazareth.kechichian@hotmail.com

São Paulo

Abuso no Itaim-Bibi

Ainda sobre esse editorial do Estadão de ontem, solicito à Prefeitura que faça uma fiscalização urgente nos bares e restaurantes do Itaim-Bibi, onde está ocorrendo uma inversão de valores: os pedestres são obrigados a transitar pelo leito carroçável porque as calçadas estão sendo literalmente tomadas pelas mesas desses estabelecimentos.

SERGIO VELIHOVETCHI

sergio.veli@yahoo.com.br

São Paulo

Shows na Paulista

A “abertura” da Avenida Paulista não passou de mais uma tentativa desastrada e demagógica da administração anterior (do petista de Fernando Haddad), que por falta de determinação da atual resultou naquilo que qualquer cidadão que por lá passe a qualquer hora poderá constatar: ao lado de inúmeras casas de saúde, escritórios e residências, há shows, todo tipo de comércio, de animais, de drogas, de tudo o que for possível imaginar. Os direitos humanos, sempre repetidos como um mantra, estranhamente valem apenas para os que diariamente emporcalham a cidade com pichações e lixo e, é claro, produzem níveis de ruído que em qualquer cidade civilizada levariam os responsáveis à cadeia. A Paulista sempre esteve aberta e não pode agora ser liberada apenas para alguns que ignoram os direitos alheios, só pensam nos próprios. São Paulo tem casas de shows e teatros em abundância. Por que não franqueá-los a quem realmente tem o que dizer e apresentar? 

VERA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

Linda manhã de sol, bom programa: caminhar na Paulista para espairecer. Voltei surda, atordoada, pensando que São Paulo virou terra de ninguém. Fiquei com pena dos moradores. A Prefeitura deve agir, mas não só contra as bandas. Há músicos muito bons se apresentando e que necessitam de orientações sobre o uso do espaço público. É preciso fiscalizar também Fiesp, Masp e Gazeta, pois ali havia eventos e o som era ensurdecedor.

SILVIA RENATA CRUZ

sil.renatacruz@gmail.com

São Paulo 

CORTES

O governo cortou os R$ 15,5 bilhões que os parlamentares, irresponsavelmente, aprovaram para o setor agrícola. Em outros setores, como por exemplo, o do funcionalismo e na Petrobrás, setores já privilegiados com bons salários, a sana por aumento muito acima do razoável para o momento que atravessamos pipocam a todo instante. Esse é o grande desafio do próximo governo, que herdará o Caixa com 98% dos recursos disponíveis já direcionados para despesas obrigatórias, e não para o combate à violência, como muitos apregoam. Está é somente mais uma consequência do pouco que restará para investimento em políticas públicas. 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br 

Rio de Janeiro

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RURALISTAS

Em tese, os parlamentos têm representantes de todos os segmentos sociais, e suas deliberações atenderiam aos pleitos levando em consideração não interesses corporativos. Mas parece que no Brasil ainda não atingimos o nível necessário, e medidas que merecem a contestação são aprovadas no Congresso Nacional, como no caso das vantagens aos ruralistas para pagar o que devem ao Tesouro Nacional, no montante de mais de 15 bilhões. Por que privilegiá-los?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

São Paulo 

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MELHORA NA ARRECADAÇÃO

A receita da União apresentou crescimento em maio, totalizando R$ 106,1 bilhões, uma alta de 5,7%. A elevação de recursos nos cofres de Brasília mostra que o problema não está na arrecadação, mas na forma como esse dinheiro é empregado. Enquanto empresas quebram, famílias se endividam e o Estado é ausente em questões absolutamente essenciais, todas de sua responsabilidade, a arrecadação tributária aumenta. Pena que o mau uso do dinheiro público permanece incólume.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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BNDES

Brilhante o artigo de Rubens Barbosa (25/6, A2) ao abordar os empréstimos efetuados pela quadrilha que governava nosso país, mas mais uma vez uma pergunta que não quer calar: serão responsabilizados os culpados? Saberemos quem autorizou? E ainda tem pessoas querendo eleger "ella" outra vez, agora para o Senado. Pobre Brasil.

Jose Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo

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UM PRESIDENTE 'ZEBRADO'

Um presidente eleito em 2018 poderá ter resultado de uma "zebra", tal é a fragilidade, com poucas exceções. Tal é a falta de credenciais para pretender administrar um país com 13 milhões de desempregados, onde a agricultura nem parece ser do Brasil. Jair Bolsonaro, um militar da reserva recebe o apoio do partido PR, de Waldemar Costa Neto, condenado no escândalo do mensalão. Bolsonaro também pretende o apoio do senador Magno Malta (PS). Numa análise dos prováveis candidatos, sugere uma pergunta sem ofender: será que o saco de trigo só contém joio? Nessa hora todos se vestem de Policarpo Quaresma.

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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FUNDO ELEITORAL

Se não acabarem com essa excrescência conhecida como fundo eleitoral, eu me exilo no Uruguai. Lá eu terei "meios" para esquecer essa balbúrdia brasileira.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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STF

Diante da decisão do ministro Fachin de remeter ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) o recurso de Lula, será que o ministro Marco Aurélio terá a hombridade de se declarar suspeito, uma vez que, indevidamente, já manifestou ser contrário à prisão do supracitado, por achá-la ilegal? Se não o fizer, melhor seria que requeresse sua aposentadoria e fosse cuidar de seus interesses, de preferência bem longe do Brasil, a fim de se evitar que desse mau exemplo aos nossos estudantes! Aliás, faz-se urgente uma mudança nas regras de escolha dos ministros daquele tribunal, sendo também adotada a limitação dos mandatos dos seus membros, uma vez que o cidadão contribuinte não pode ser obrigado a suportar cenas medíocres patrocinadas por elementos que não são escolhidos pelo voto popular, impossibilitando renovação!

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br 

Itanhaém

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LULA

Duzentos e setenta advogados e juristas assinaram uma lista criticando a decisão do ministro Fachin de ter arquivado a sessão de julgamento de Lula pela Segunda Turma. Como Lula já foi julgado e condenado por 16 juízes das várias instâncias que antecedem a Corte Suprema, prestem concurso pra juiz de primeira instância, façam a carreira até juiz do STJ, sejam indicados para ministro do STF e julguem. Né não?

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br 

Monte Alto 

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RECURSOS

Gostaria de sugerir ao "Estadão" publicar artigo escrito por algum notável da ciência jurídica explicando a nós, simples mortais, como funciona esse curioso instrumento, o recurso do recurso do recurso do recurso com o qual a defesa do ex-presidente, hoje presidiário, pretende libertar o dito cujo.

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com 

Vinhedo 

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CHEGA

Por que o STF não adota uma postura de acordo com a Justiça, a verdade e estrita observância das leis proporcionando a este sofrido país a necessária estabilidade para progredir? Uma vez condenado por todos os tribunais é justo que se cumpra a pena, assim como acontece com todos os pequenos e pobres jogados e esquecidos nas prisões. O Brasil não quer ser governado novamente pelo PT! Chega de roubo e mentiras!

Lourdes Migliavacca

São Paulo

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RECURSOS

Essa série interminável de recursos destinados a libertar um preso condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro constrange a Justiça brasileira perante o mundo. É verdade que entidades encarregadas de cumprir a lei são órgãos reativos, no sentido de que devem se manifestar sempre que solicitadas. Mesmo assim, há que se estabelecer um limite para as apelações, acima do qual podem ocorrem exageros que comprometem seu crédito perante a população. É provável serem raras em sistemas jurídicos de outros países, ocorrências de tantas idas e vindas que, misturadas a implicações políticas claras como as existentes no caso aqui referido, transformam casos consolidados em dízimas periódicas inconvenientes. Da mesma forma que a Corte Suprema está agindo no sentido de aparar as excrescências ligadas ao foro privilegiado, deve também procurar restringir o número de apelações que perderam ressonância para a sociedade.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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#LULANACADEIA

Lugar de (Lu) ladrão é na cadeia. Basta de apelações! Por ora, somente pela primeira condenação, faltam apenas 12 anos.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

OTIMISMO OU ESQUIZOFRENIA?

O PT é realmente um partido peculiar: ainda acredita que até 15 de agosto - data limite para inscrição de candidaturas - Lula não só será solto, como ainda sairá candidato à Presidência da República e vencerá a eleição. E por conta disso a cúpula do PT nem cogita um plano B. Observadores incautos dariam nome a isto de otimismo. No entanto, esquizofrenia seria o termo mais adequado. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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SÓ FALTA

Para o distinto magistrado só falta: soltar o "capo de Sing Sing", o Al Capone. Acho que vai conseguir.

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

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MODA

Eu nunca soube que pomba usa tornozeleira, mas a jararaca vai lançar. 

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo 

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MARCIA TIBURI 

Marcia Tiburi, candidata do PT ao governo do Rio de Janeiro, em suas últimas explanações definiu bem claramente o nível de petistas em geral liberais ou "libertinais". Pelo andar da carruagem, ela como candidata e nada devem significar a mesma coisa. Está bem ao nível atual da cidade: um desgoverno e um horizonte sem alguma perspectiva. Ainda bem que ela vai ser a última colocada. Só por esse comentário merece ser esquecida, afinal, a melhor maneira de alienarmos gente sem noção é desprezá-las.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br 

Rio de Janeiro

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CANDIDATA DO PT

Marcia Tiburi, candidata ao governo do Rio de Janeiro pelo PT liberou geral... A boca, inclusive.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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'TIRANDO UM SARRO'

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, mais conhecido como "pai Gilmar" soltou mais um corrupto enjaulado. Esse já é o sétimo a se beneficiar das benesses "gilmarescas" na operação "Cambio, desligo". Na verdade, "pai Gilmar" deve estar "tirando um sarro da cara", não só da Polícia Federal (PF), como também do honesto povo brasileiro, ou será um adiantado caso psiquiátrico? Salve-se Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O QUE ESPERAR?

Li no "Estadão" que o ministro do STF, Dias Toffoli tinha até pouco tempo em sua equipe de assessores o sr. Rodrigo Capez, irmão do investigado deputado estadual Fernando Capez. Ele, o ministro, não se colocou como impedido, e junto com seus asseclas Lewandowski e Gilmar trancaram a ação contra o deputado acusado de corrupção. Gente, daqui a dois meses o STF, maior instância jurídica do Brasil, vai ser comandado pelo sr. Dias Toffoli. Esperar o que do STF e do Brasil? Senhor Deus salvai nós. 

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo 

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A CORRUPÇÃO TEM DEFENSORES?

Em clima de Fla-Flu, setores do Judiciário vêm se comportando como torcedores de times que jogam contra o Brasil. Recentemente o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, em audiência no STF, sofreu mais uma derrota, a 13.ª de uma coleção imposta pela Segunda Turma, dessa vez em ação envolvendo a senadora petista Gleisi Hoffmann acusada de receber dinheiro de origem criminosa via caixa 2. Entre torcidas de futebol é de se esperar que haja divergências quanto às preferências. Mas o que dizer quando há divisão entre ministros da Suprema Corte quanto a um tema no qual deveria haver concordância geral, ou seja, combate à corrupção? Será que existem magistrados contrários a Lava Jato, ou favoráveis ao caixa 2?! Ao justificar seu último revés, Edson Fachin declarou: "é equivocado o conceito de derrota ou de vitória de magistrado. Juiz não tem causa, é a parte ou são terceiros interessados que têm sucesso ou insucesso no resultado de suas demandas". A pergunta é: e quando "terceiros ou a outra parte" é o Brasil que vem sofrendo prejuízos incalculáveis com a impunidade e uma corrupção sem fim?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br 

São Paulo

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PRECISA?

No Brasil, país da corrupção e do estardalhaço midiático (igual à história do ovo da pata e da galinha) e, principalmente, da roda inventada todos os dias, pois vive-se denunciando aquilo que até torcida de time pequeno de futebol sabe, acaba de ser divulgada mais uma grande notícia: o Ministério Público Federal (MPF) e a PF estão investigando supostas regalias a presos pela Operação Lava Jato. Precisa? Será que é novidade pra alguém que no Brasil manda quem pode e obedece quem tem juízo? Será que alguma autoridade, principalmente, políticos ou do sistema prisional e mesmo advogados criminalistas, desconhece que as "supostas regalias" são a mais pura verdade e correm solta há muito tempo, com ou sem Lava Jato, protegendo criminosos das mais diferentes matizes? Como se vê, com as leis que temos, as quais não obrigam os condenados, sequer, a serem tratados como tal, vivendo tolhidos de aspectos de liberdade, durante muito tempo continuaremos a ser o país da corrupção e da lei para pretos, pobres e sem cultura. Além do paraíso para quem tem poder, noticia o que todos sabem e usam de discursos demagógicos para iludir ainda mais a população.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã

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TSE E FAKE NEWS

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu aos partidos que assumam o compromisso de não divulgar fake news. Diante desse pedido, resta uma dúvida? Teremos horário político gratuito? Como nenhum partido político no Brasil tem programa partidário e pelo que sempre assistimos em eleições passadas, nada é mais fake news do que o horário político gratuito. Prometem mundos e fundos, verdadeiras utopias, e após eleitos somente pensam em seus interesses pessoais.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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CNJ

Pelo segundo dia consecutivo o "Estadão" trata, em seus editoriais e artigos, da Justiça. Suas venalidades; suas tragédias; suas arbitrariedades. Quando os editorialistas e articulistas criticam o lamentavelmente famoso Rodrigo Janot e os juízes em geral, esquecem-se de criticar o Judiciário como um todo. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), criado para ajustar o comportamento dos integrantes do Judiciário, é onde mais se ajudam juízes descriteriosos, julgadores sem nenhum compromisso com a verdadeira Justiça. Experimentem, advogados, engenheiros, médicos, ou o povo em geral, entrar no site do CNJ e representar contra um juiz, um desembargador ou um ministro e verão o resultado: nenhum. Precisam ele, representados, assassinar ou escandalosamente roubar, para que haja uma mínima punição. Não fazer justiça, ou seja, simplesmente não cumprir para com as suas obrigações, nenhuma reprimenda merece. Ora, se o órgão escolhido para regular e regulamentar o Poder Judiciário não funciona, imaginem os Tribunais ou mesmo os foros de primeiro grau. O escândalo do sr. Janot não rendeu a ele nenhuma punição. Classificar juízes como deuses, também nada resolve. Enquanto nosso Brasil não for "passado a limpo", nada mudará, permanecendo íntegra a arrogância dos integrantes do Poder Judiciário, salvo honrosas exceções.

Carlos Alberto Ferreira carlos.alberto572@terra.com.br

Águas de Lindóia

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O FLAUTISTA DE HAMELIN

"Em 1284, a cidade de Hamelin estava sofrendo com uma infestação de ratos. Um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um caçador de ratos dizendo ter a solução para o problema. Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos - uma moeda pela cabeça de cada um. O homem aceitou o acordo, pegou uma flauta e hipnotizou os ratos, afogando-os no Rio Weser". Precisamos hoje de um flautista desses para passar na frente do Congresso e do STF e quiçá consiga afogar os ratos no lago (embora o lago seja pequeno para tantos ratos).

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br 

Salto 

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PAINÉIS DE VOTAÇÃO

No painel de votação da Câmara e do Senado aparece o voto dos parlamentares e, se houver alguma tentativa de manipulação, obviamente o parlamentar irá conferir o seu voto e reclamar que o que lá consta não é o que ele votou. Neste aspecto, uma votação secreta é muito mais perigosa, pois só se tem o resultado final e os votos podem ser mudados sem que ninguém perceba. Obviamente, apresentar no painel o resultado correto é apenas uma das alternativas e apresentar variantes do resultado é muito simples, com alternativas muito mais numerosas e isto pode ser feito trocando-se um tipo de voto pelo outro de forma constante ou variável seguindo-se algoritmos em função do horário ou da quantidade ou de qualquer outro parâmetro. Uma ordem marota na programação pode, inclusive, ser ativada e desativada ou até apagada de forma aleatória. Quantas formas existem de se burlar o sistema? Tantas quantas se quiserem. É por isto que vírus, antivírus e garantia da integridade dos dados constituem uma ciência complexa na computação. E, se alguém sugerisse aos ilustres parlamentares que as votações deles ocorressem de forma secreta, sem poderosos sistemas antifraude e sem possibilidade de conferência a respeito da consistência dos resultados, vocês acham que eles iriam aceitar? Obviamente que não. Afinal, eles não nasceram ontem. Pois bem, este painel eletrônico sem proteção robusta e sem nenhuma forma de conferência do voto é a nossa urna eletrônica sem impressão do voto que constitui a base da nossa democracia na eleição de 2018. Pensem nisso antes de apertar a tecla confirmando o seu voto. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo 

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NOVA ESCALAÇÃO

A seleção brasileira tem 200 milhões de técnicos e cada um com sua religiosidade, crença, devoção. Visto a necessidade de ganhar hoje e com respeito ao nosso sincretismo religioso, o time entra em campo com Santo Expedito, São Pedro, São Judas, São João e São Jorge. Oxóssi, Oxum e Iansã. Buda, Allah e Abraão. E outros 11 jogadores.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br 

Campinas

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VAI, BRASIL!

A Seleção precisa apenas empatar para passar para a próxima fase. Sabemos que o forte da Sérvia é o jogo aéreo, aproveitando a estatura dos seus jogadores (alguns com 1,95 m). Para não tomarmos gols em bolas altas, a sugestão é colocar Marquinhos no lugar do Fagner (1,68m). Nosso ataque é bom e não precisa de reparos, apenas de grande movimentação.

Roberto Angelina cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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EMPATE, PELO MENOS

Os brasileiros que não se iludam pensando que a classificação para a próxima etapa está garantida. O jogo com a Sérvia, cujo time está muito bem preparado física e tecnicamente, como já vem demonstrando, e com vigorosos atletas, será, certamente, muito difícil. Que todos estejamos preparados para o resultado, seja qual for, e que consigamos um empate, pelo menos.

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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ESTRELISMO

O Brasil torce para que heróis de nossa seleção entrem em campo sem salto alto.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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'ATÉ PAPAGAIO FALA'

Alguém tem de avisar Neymar que quem é pago (e bem pago) pra fazer é ele.

Geraldo Silva silvag34@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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MÃO NA BOLA OU BOLA NA MÃO?

No pênalti marcado contra Portugal no final do jogo com o Irã (confirmado por replay no VAR), ficou claro que não foi intencional o braço do jogador português tocar na bola. Foi um caso claro de bola no braço e não braço na bola. No que eu sempre entendi, desde os tempos de jovem, isso não configura pênalti. Mudou a regra? Será que jogadores vão ter de sempre pular na área com braços encolhidos? Algo está errado!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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APRONTO PARA AS ELEIÇÕES

Apesar do hiato que a Copa do Mundo de Futebol está proporcionando às campanhas eleitorais próximas, os candidatos principalmente aos cargos majoritários, estão freneticamente se movimentando no sentido de se apresentarem ao eleitorado. Com tal objetivo, aparecerem em eventos variados, seja festivo ou religioso e falam sobre assuntos e conceitos, nem sempre compatíveis com que diziam ou afirmavam crer. Nesse ponto da campanha oficial que se aproxima, devemos estar atentos a que esses candidatos pregam, para que possamos em outubro próximo fazer escolhas corretas naqueles que nos representarão nos poderes da República.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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CRISE CONTEMPORÂNEA

Embora o Brasil seja chamado de "país de chuteiras", creio que no momento que vivemos hoje, as pessoa deveriam preocupar-se mais com a economia do País que com Copa do Mundo...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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'INDIGNAÇÃO GERAL'

Eu como milhares de paulistanos gostaria de manifestar minha indignação e decepção com a liminar suspendendo a lei que veta fogos de artifício na cidade de São Paulo, proferida pelo Tribunal de Justiça, insensível aos problemas que causa tal barulho desnecessário, em humanos e nos animais. A mesma lei já vigora há bastante tempo em cidades de países da Europa, dos Estados Unidos e aqui mesmo no Brasil como é o caso de Belo Horizonte, Alfenas, Minas Gerais, Santa Catarina, etc. E para se lamentar e repudiar que a pressão de empresários insensíveis que são, pensam apenas no bem-estar próprio, e não têm a mínima consciência coletiva e não querem se modernizar, tenha poder de convencimento sobre a Justiça, valendo-se do argumento falacioso de que tal medida seria contra a indústria e, consequentemente, contra os parcos empregos de alta periculosidade que ela gera. Como estamos em época de Copa do Mundo e festas juninas, não são raros barulhos quase todas noites e dias de jogos antes de clubes de futebol e agora as seleções. E as centenas de pessoas que sofrem da síndrome do pânico e, internadas em hospitais e casas de idosos, os animais ninguém se preocupa. Se fizer uma pesquisa hoje no País mais de 70% das pessoas optaram pela suspensão de fogos barulhentos não só na cidade de São Paulo. Precisamos construir um mundo melhor e mais justo e isso começa com a vontade de melhorar a nós mesmos e o respeito aos que estão a nossa volta. Todos irão envelhecer um dia. A indústria de fogos, assim como nossos tribunais, precisam aprender isso, respeito é bom e todos querem pra si e aos seus animais.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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'TAXAR COMO NUNCA ANTES'

A Harley-Davidson será taxada como antes nunca visto naquele país. Palavras do Trump seriam mera coincidência? 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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PROFESSORES

A manchete do Estadão de domingo (24/6, capa) diz: "Só 2,4% dos jovens brasileiros querem ser professores no Brasil". Alguém eventualmente esperava outra coisa nessa pesquisa mediante seu lacônico resultado, ainda mais considerando a falta de interesse do governo e do próprio Ministério da Educação, que estipulou um piso nacional vergonhoso e ridículo de R$ 2.455,35 totalmente injusto, ainda mais por tudo que é exigido do candidato para exercer uma função de alta relevância, importância significativa e fundamental para evolução do País em seu todo. Portanto, isso dito, como pode um jovem almejar fazer carreira e evoluir nessas precárias condições?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo 

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A CHORADEIRA DOS PROFESSORES

Estou cansado de ouvir dos professores brasileiros que a sua remuneração pelo trabalho de ensino é pouco. Creio que seja mais uma choradeira inexplicável para conseguir um pouco mais da fortuna que recebem mensalmente. Como os professores poderão me explicar se com a remuneração de professor o FHC conseguiu comprar um apartamento em Paris?

Benone Paiva benonepaiva@gmail.com 

São Paulo 

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'OS PÁSSAROS AMARELOS'

Foi com gratidão que li o artigo "Os pássaros amarelos" (26/6, B4). A luta pela modernização da Eletrobrás, muitas vezes, depara-se com os que defendem interesses pessoais em detrimento dos interesses do país, como o artigo revela. É reconfortante saber que parte da sociedade brasileira comunga dos mesmos valores, que são o respeito pelo patrimônio público e o incentivo à meritocracia e à eficiência na máquina pública. Acredito que, ao fim dessa árdua batalha, os interesses da sociedade brasileira prevalecerão e a Eletrobrás vai voltar a ser motivo de orgulho para todos os brasileiros.

Wilson Ferreira Junior pr@eletrobras.com

São Paulo

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'ABUSO DE AUTORIDADE'

Como leitor assíduo do "Estadão" acompanho com muito interesse as colunas "Notas & Informações" e "Fórum dos Leitores". Não pude deixar de estranhar a posição assumida por este excelente veículo de informação, ou seja, de que será necessária lei específica para punir servidores públicos que "mentem/cometem crimes" no exercício de seus cargos. Parece-me absurdo que no Brasil seja necessária uma lei para cada vírgula de crime cometido, chega a ser assombroso. O ex-procurador-geral da República, sr. Rodrigo Janot, cometeu diversos crimes ao anunciar informações claramente mentirosas e em mais de uma oportunidade. Custo a crer que ele ficará livre, leve e solto por não haver uma lei específica de abuso de autoridade. Ele mentiu intencional e criminosamente para lograr êxito na sua ambição política e precisava escamotear erro (crime?) cometido por um de seus auxiliares de confiança. É um desserviço prestado a todo o povo afirmar tal despropósito. Com certeza se não houvesse um corporativismo criminoso, o MP/PF estariam a investigar os possíveis crimes cometidos por tão leviana autoridade. Há que se lamentar, mais uma vez.

Marcelo Camargo engmarcelocamargo@hotmail.com

São Paulo

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'A SACRALIDADE (PAGA PELO CONTRIBUINTE) DO STF'

O artigo "A sacralidade (paga pelo contribuinte) do STF" (24/6, A2) trata de alguns privilégios de juízes atualmente pagos por nós contribuintes, todavia, o autor não leva em conta a evolução do Estado que atualmente temos. Quando D. João VI chegou ao Rio de Janeiro com seus funcionários, ele transladou o Estado Português medieval, que ele mais tarde transformou no Reino do Brasil, claro unido a Portugal e Algarve, mas aqui com estrutura e vida autônoma própria. Com sua volta tentaram fazer o regredir a sua condição de colônia, mas que ficou independente, pois a matriz não tinha mais força para reverter o processo. Também se esquece de que o Reino do Brasil era um Estado típico da velha ordem, que era dominado pelos nobres que tinham privilégios, além da maioria dos altos funcionários também originarem-se daquele estamento. Quando se observa as pinturas de Debret, um interessante quadro é uma carruagem de luxo, puxada por lindos cavalos conduzindo um juiz pelas ruas do RJ, mostrando um dos privilégios de mobilidade daquela época. O Reino se transformou no Império, mas sua estrutura essencial permaneceu a mesma até hoje, mesmo com a República, pois nada mudou substancialmente. As reformas mais importantes que o Brasil teve, foram as feitas na época do Marquês de Pombal. As províncias com seus municípios se tornaram Estados Federados e a Coroa na União, mas tais mudanças apenas foram cosméticas. Os altos funcionários públicos sempre tiveram seus privilégios, principalmente os juízes que vinham da elite que substituiu os antigos nobres. As carruagens se tornaram carros de luxo e nos aeroportos as salas VIP, entre outros. Os juízes atuais agem com uma arrogância herdada, duma época em que não havia cidadãos, mas sim súditos, os quais sempre pagavam e pagam pesados impostos, que sustentavam e sustentam as benefícios, desta casta funcional dirigente. Estes como os de antes, consideram seus privilégios como divinos, hoje abrigados sob a capa dos "direitos da magistratura" com todos seus privilégios inerentes. No Supremo dos EUA, os juízes apenas tem uma vaga no estacionamento, para seus veículos próprios guiados por eles mesmos, que os levam ao trabalho. Uma reforma do Estado tem que começar a ter o formato da Nova Ordem, que emergiu há mais de 200 anos, com a Revolução Francesa, mas que aqui a rigor, com grande atraso ainda não chegou lá.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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TRISTES RECORDAÇÕES

Precisamente há 50 anos, 26 de junho de 1968, foi assassinado covardemente o jovem Mário Kozel Filho.

Ricardo Miranda ricarmiran@terra.com.br

São Paulo

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