Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

30 Junho 2018 | 03h00

PRIVATIZAÇÕES

Prejuízos irreparáveis

Na crescente onda de intervenções de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em assuntos do Executivo e do Legislativo, o ministro Ricardo Lewandowski mais uma vez foi além da sua competência ao conceder medida liminar que condiciona a privatização de empresas estatais à autorização prévia do Congresso Nacional, desobedecendo à lei que regula as ações sobre constitucionalidade de dispositivos, a qual prevê que cabe ao plenário da Corte analisar esses processos, incluídas as cautelares. Lewandowski alegou temor ante “uma crescente vaga de desestatizações” que vem tomando o País sem a “estrita observância da lei”, o que, segundo ele, poderá trazer prejuízos “irreparáveis” ao Brasil. Curiosamente, a extravagante decisão de caráter imediato foi tomada às vésperas das férias do STF, numa ação apresentada lá atrás, no ano de 2016. A decisão monocrática de Lewandowski, que interfere na realização do leilão das distribuidoras da Eletrobrás previsto para 26 de julho, ironicamente vai trazer prejuízos irreparáveis ao País, sim, mas pela manutenção de estruturas deficitárias, inesgotáveis sorvedouros de recursos públicos.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Interferência maligna

Não bastasse a falta de pudor e de respeito à ética de alguns dos ministros do STF que libertam em penca corruptos da cadeia, agora é Lewandowski que interfere nas privatizações das estatais, quando retira liminarmente a distribuidora Ceal, de Alagoas, terra de Renan Calheiros, do leilão já marcado para 26 de julho. Que implica também a suspensão do leilão das distribuidoras do Acre, do Amazonas, de Rondônia e do Piauí, que nos últimos anos vêm apresentando prejuízos bilionários para a Eletrobrás, já que de forma relapsa são administradas. Não bastasse neste país a existência de uma classe política irresponsável, agora é a Suprema Corte que perturba a ordem jurídica!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Hora de peitar o STF

Renan Calheiros peitou o STF quando este decretou sua destituição da presidência do Senado sem o aval da Casa. E levou. Talvez esteja na hora de o Executivo peitar os ministros do STF e suas decisões monocráticas legiferantes sobre as privatizações e outras intromissões em assuntos que não lhes competem.

ALBINO BONOMI

acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

Defensor do atraso

Além de não praticar seu ofício com um mínimo de competência, Lewandowski ainda dá pitaco no que não lhe diz respeito ao proibir as privatizações. Vestiu sem nenhum pudor a camisa das esquerdas retrógradas. Deve adorar ver a Petrobrás, a Eletrobrás e outras estatais sendo mal geridas e roubadas.

PAULO HENRIQUE C. DE OLIVEIRA

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

Retaliação rasteira

A decisão do ministro Lewandowski de condicionar as privatizações, mesmo as já em andamento, à autorização prévia do Congresso, nitidamente retaliativa, além de causar sérios prejuízos à já combalida economia do País, ilustra o clima partidário que permeia as deliberações de alguns dos membros da Corte Suprema, embora sua presidente, Cármen Lúcia, diga que ali não existe espaço para influências desse tipo. Trata-se, portanto, de postura que não objetiva o interesse geral da sociedade, mas apenas a troca de favores com os responsáveis pela nomeação deles. É lamentável a constatação dessa triste promiscuidade da Justiça com questões políticas rasteiras.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

EDUCAÇÃO

Desinteresse no magistério

Somente 2,4% dos jovens brasileiros querem ser professores. Todavia não causa a mínima espécie esse desinteresse dos jovens brasileiros pela carreira do magistério. Afinal, nossa sociedade não valoriza a educação. Num país onde o sucesso é sinônimo, única e exclusivamente, de dinheiro, o conhecimento e a competência em transmiti-lo não têm vez. Em Goiânia as melhores escolas de ensino fundamental, em média, custam por mês R$ 1.500. Muitos pais reclamam do preço e põem os filhos em escolas mais baratas, mas não relutam em pagar R$ 150 mil por um carro – as ruas aqui estão cheias deles –, o que daria para custear oito anos da melhor educação disponível. Em qualquer nação civilizada o professor não é apenas bem remunerado, mas altamente respeitado. Já um país onde alunos agridem mestres não tem como sair do subdesenvolvimento.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Remuneração do professor

Sem investimento na educação fundamental e média, o Brasil não terá futuro: o bem-estar de todos depende disso. Como diz reportagem do Estado de 24/6, uma boa remuneração dos professores é condição necessária, ensina a experiência estrangeira (Renata Cafardo, A18). Quando isso será levado a sério? Sem isso tudo o mais será ilusório. 

PEDRO PAULO A. FUNARI, professor da Unicamp

ppfunari@uol.com.br

Campinas

Inveja dos coreanos

A falta de uma educação de qualidade está mantendo o Brasil atrasado, produzindo e exportando apenas produtos primários: agrícolas e minerais. Brasília deveria repetir o que fez a Coreia do Sul anos atrás, quando investiu dinheiro do governo e mandou seus estudantes mais bem qualificados (não havia cotas) para escolas dos EUA, da Inglaterra e de outros países de Primeiro Mundo. Hoje é um dos países que mais exportam, para o mundo inteiro, itens de tecnologia avançada. Que inveja dos políticos da Coreia do Sul!

MÁRIO A. DENTE

eticototal@gmail.com

São Paulo

EM SÃO PAULO

Contra o agronegócio

Duas medidas tomadas pelo governador: uma, já aprovada, proíbe a caça do maior predador de lavouras, o “javaporco”, cruzamento do porco doméstico com o javali, espécie exótica; a outra, em fase de aprovação, proíbe a exportação de bovinos vivos pelos portos paulistas. Quanto ao “javaporco”, os prejuízos nas lavouras chegam à destruição total, além do perigo de disseminação da febre aftosa. Já a eventual barreira à saída de bovinos vivos para o exterior vem no momento em que a Índia pretende levar nosso gado para lá. Nossa agropecuária não merece isso.

DOMINGOS DE SOUZA MEDEIROS

dymanche@terra.com.br

Presidente Prudente

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao retorno da contribuição sindical deve motivar o sindicalismo sério a buscar alternativas para a manutenção de suas atividades. A principal, por certo, o envolvimento de todos os trabalhadores na manutenção do seu sindicato, com ampla campanha de sindicalização. Permitindo por consequência, que se evite a situação atual, em que o não sindicalizado recebe os direitos conseguidos pelo sindicato. 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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OBRIGATORIEDADE MANTIDA

STF: uma no cravo e 20 na ferradura. Ótima decisão, que respeita o que foi definido pelo Poder Legislativo, além de acabar com um imposto, cujo valor arrecadado não é fiscalizado/ auditado por nenhum órgão da República.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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STF E O IMPOSTO SINDICAL 

Certamente esgotado pela demanda de mais de 2 mil processos sob sua relatoria, o ministro Dias Toffoli se esqueceu da profissão de fé feita, em setembro de 2009, durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para análise de sua indicação ao Supremo. Na ocasião, Toffoli declarou que se manifestaria impedido ou sob suspeição quando o processo assim demandasse. Pois não é que na sessão em que o Supremo manteve o fim do imposto sindical obrigatório Toffoli votou pela manutenção do mesmo? Logo, ele que foi advogado da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e posteriormente atrelou sua carreira ao Partido dos Trabalhadores (PT) até chegar ao Supremo.

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo 

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'A CONTRIBUIÇÃO SINDICAL'

Corretas a análise e a conclusão do editorial "A contribuição sindical" (28/6, A3) uma vez que a Lei 13.467/2017, sobre a reforma trabalhista, simplesmente tornou a contribuição sindical facultativa, adequando-a ao disposto no artigo 8.º, V, do texto constitucional de 1988, no sentido de que ninguém é obrigado a se filiar a sindicato. Caberá doravante aos sindicatos incrementar a campanha de sindicalização, demonstrando que a adesão dos trabalhadores e seu compromisso com o pagamento da contribuição sindical acabarão por reverter em seu próprio benefício, na medida em que ele, sindicato, será mais representativo e estará mais fortalecido nas negociações coletivas com a classe empresarial.

Renato Rua de Almeida renatorua@uol.com.br

São Paulo 

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SUPREMO E A INTERPRETAÇÃO DAS LEIS

As decisões da Corte estão em sintonia, e não, em desarmonia, como querem fazer parecer. Leis foram feitas para serem cumpridas, mas aqui no nosso "país do jeitinho", prevalece a "interpretação da lei". E assim, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), diz: "Prende", e o Supremo Tribunal Federal, diz: "Solta". Já perdemos as contas de quantos foram soltos, e quantos mais ainda serão soltos. A defesa, do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, recorreu ao STF com a "alegação de que a Corte autoriza prisão em segundo grau, mas não a tornou obrigatória", argumento, mais que suficiente, para a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidir pela liberdade de José Dirceu. Se há brechas nas leis, bem intencionadas ou não, servem para a interpretação pessoal de cada magistrado e, como sempre acontece, em cada decisão, muitos se enfurecerão, enquanto, outros, aplaudirão. Resta saber, ao final de tudo, principalmente com o encerramento da Copa, quem vencerá? O Supremo, os condenados, ou o povo, feliz com a política do "pão e circo", e triste com a farinha que já começa a acabar? 

Mirna Machado mirnamac@uol.com.br 

Guarulhos 

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DECISÕES ESDRÚXULAS

Está se tornando problema no Brasil a instituição Supremo Tribunal Federal substituir decisões políticas por algumas decisões de alguns de seus membros, como de soltar presos políticos condenados em segunda instância. É um desrespeito aos contribuintes que tiveram o seu dinheiro roubado por esses delinquentes soltos da prisão pelos ministros, com justificativas que não convencem a sociedade. Infelizmente não temos a chance de reciclar esses magistrados como se faz no Executivo e no Legislativo. Se persistirem essas decisões esdrúxulas o roubo do dinheiro público, a corrupção e a impunidade nunca vão acabar em nosso país.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo 

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ESSE É O STF QUE O BRASIL NÃO QUER

Os ministros do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski - que desrespeitou a Constituição Federal e não cassou os direitos políticos do "poste" Dilma Rousseff, que é sua petista predileta -, Dias Toffoli - que arquivou processo do deputado Fernando Capez, denunciado no caso da Máfia das Merendas, cujo irmão trabalhava como seu assistente - e, Gilmar Mendes - que soltou três vezes o amigo Jacob Barata Filho, o "Rei do ônibus" no Rio de Janeiro, só porque foi padrinho de casamento da filha do corrupto -, são exemplos recentes de que essa trinca de ministros do STF é tudo o que o Brasil não quer e muito menos precisa. Muito faz quem não atrapalha senhores ministros!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo 

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JUDICIÁRIO

Os componentes desse trio maligno (Gilmar, Toffoli e Lewandowski), defensores da impunidade, encabeçados pelo purgante Gilmar Mendes, estão jogando na lata de lixo o nome do Poder Judiciário desse já moribundo Brasil. Será que os juízes desse país não podem impedir? O povo nesse momento está feliz torcendo pelo time na Copa do Mundo. "Que a Justiça reine em meu país".

Emerson Luiz Cury emersoncury@gmail.com

Itu

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SUPREMO 'CRÈME DE LA CRÈME'

Agora sim somos o supremo, isso supremo com letras minúsculas. O "crème de la crème" no substrato da sociedade, da política, da economia germina o Supremo Tribunal Federal com seus togados repletos da vaidade e da arrogância mundana, haverá de chegar o dia em que Vossas Excelências não conseguirão andar livres diante da sociedade brasileira e se assim o fizerem, certamente o será cabisbaixos pela vergonha sentida.

Paulo César Pieroni pcpieroni@hotmail.com

Campinas

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O SUPREMO VACILA E PREJUDICA

A sigla STF pode significar Supremo Tribunal Federal ou "Suprema e Trágica Farsa", porque as decisões da Corte Suprema devem prestigiar a Carta Magna, porque dela é guardiã, e o bom andamento do regime democrático, o que não está acontecendo neste momento. O que decide hoje a Corte não pode ser mudado amanhã, segundo os interesses ideológicos ou de gratidão de ministros. Então, preciso e adequado é o editorial do "Estadão": "O Supremo vacila" (28/6, A3). O prejuízo que acarreta ao País reside no fato de que ninguém investirá aqui se não confiar na Justiça. E o que estamos vendo pode gerar confiança e credibilidade? Não há países em que o Judiciário funciona bem melhor?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro 

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CORRUPTO NA CADEIA

As reiteradas decisões dos ministros do STF Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli de libertar condenados em 2.ª instância, são um verdadeiro desrespeito ao pleno do Supremo Tribunal Federal, e principalmente, ao anseio do povo brasileiro de varrer a corrupção que campeia neste infeliz país. Este assunto já foi decidido pelo STF quando, em 5 de outubro de 2016, ao interpretar a Constituição, o Supremo Tribunal Federal, adotou a clarividente decisão de prisão após julgamento de colegiado - 2.ª instância. Duas foram as bases, creio eu, desta corajosa, exemplar e saneadora atitude: 1) impossibilidade de se contestar a materialidade do crime após julgamento de colegiado; 2) a indiscutível prevalência do caput do artigo 5.º da Constituição brasileira de que todos somos iguais perante a lei, cláusula pétrea que se vê vilipendiada por um maroto inciso LVII - repito quinquagésimo sétimo - que evita a prisão até o trânsito em julgado, um favorecimento escandaloso aos ricos e poderosos deste país. Portanto a continuada atitude adotada por esses três ministros, diga-se sempre divergente do parecer do relator ministro Edson Fachin, exige um protesto veemente de todo nós que queremos ver os corruptos na cadeia.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

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IMPLOSÃO

Temos um governo aprovado por apenas 4% da população e um Congresso inoperante com 33% de seus membros respondendo a processos no STF. Certamente não precisamos esta guerra aberta no STF entre seus membros e visivelmente contra a Lava Jato. Essa "implosão" enfraqueceu tanto a Corte que até o advogado de Lula tenta ensinar seus membros como proceder com o processo de seu cliente. Usam-se interpretações esdrúxulas da lei para mandar condenados para casa, o que na prática significa que o crime compensa se o réu for rico e famoso. A coisa não está nada fácil, não!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com 

São Paulo

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DIAS TOFFOLI

Ator principal do filme "Advogado do Diabo".

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br 

Porto Feliz

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IMPEDIMENTO SÓ NO FUTEBOL?

O ministro Dias Toffoli foi advogado do PT, foi subordinado de José Dirceu no governo de Lula e foi indicado ao Supremo pelo condenado de Curitiba. Agora, numa banheira escandalosa, vota a favor de bandidos condenados e contra a Lava Jato. Acabou o impedimento no Judiciário?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo 

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STF

STF voltando a ser Supremo? Ou voltando ao peleguismo de quem os nomeou?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo 

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SUPREMA MOLEZA

Com o adiamento da apreciação de mais um recurso da defesa do presidiário Lula, a suprema moleza do recesso de julho do STF mostrou-se, pela primeira vez, útil ao Brasil.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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RECESSO

Graças a Deus o STF vai entrar em recesso em julho, vai descansar e nós também deles!

Karoly J. Gombert kjgombert@gmail.com

Vinhedo

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MOSTRAR A CARA

O ministro Ricardo Lewandowski disse que a melhor forma de pacificar o STF é colocar em votação definitiva a questão da prisão após condenação em 2.ª instância e, foi acompanhada por Marco Aurélio de Mello que acusou a presidente Cármen Lúcia de manipular a pauta e se recusar a discutir o assunto. A divisão da sociedade brasileira - "nós" contra "eles" - chegou também ao STF. Claramente observamos ministros adoradores do capo petista e aqueles que querem mantê-lo trancafiado. Para o bem do Brasil seria salutar que as delações de Antonio Palocci e de Marcos Valério começassem a vazar para mostrar a verdadeira cara do mais honesto.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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NÃO PODEMOS APEQUENAR O SUPREMO

Frase de efeito, sem efeito. Ao declarar esta "fraude", a ministra presidente do Supremo Cármen Lúcia não percebeu que vários ministros já o apequenaram faz tempo.

Cleto Magnanini marcelo.magnanini@yahoo.com.br

São Paulo

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GOLS CONTRA 

Pois é, enquanto a maioria de torcedores se preocupou com a seleção brasileira e com os tombos de Neymar Jr., na primeira fase da Copa, um trio de ministros, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, do STF, não estava nem aí para os brasileiros. Esta semana agiu por atacado, deu uma rasteira no ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, e um tombo em milhões de brasileiros. Numa velocidade nunca verificada, Fachin foi vencido em quatro casos relativos à Operação e, só não levou mais uma bola nas costas, porque liberou para julgamento no plenário, recurso para soltura do ex-presidente Lula. O ex-assessor do PP, João Paulo Genu e o lobista Milton Lyra foram soltos e as buscas no apartamento funcional da senadora Gleisi Hoffmann (PT), como se o imóvel é que tivesse foro privilegiado, foram anuladas. Mas o trio da Segunda Turma não parou por aí. Na principal decisão da semana, por 3 votos a 1, concedeu habeas corpus, de novo, ao ex-ministro petista, José Dirceu, que poderá participar de bailinhos e de reuniões partidárias, regadas com uísque 12 anos, sem ser importunado. "Olê, olê, olê, olê, olê, olá, o Supremo está botando para quebrar". 

Sergio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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SELEÇÃO BRASILEIRA

Falta à seleção espírito de equipe, e percebe-se que entre os jogadores há espaço para esse entrosamento, pois depois do vexame que envergonhou a todos na última partida Tite e os jogadores cobraram por mais calma e equilíbrio, inclusive de Neymar. Justo ele que havia afirmado que nesta Copa seria diferente, pois estava mais maduro e experiente. A imprensa inglesa resumiu o seu comportamento no último jogo como: "mimado, dramático e trapaceiro". Enquanto isso a seleção inglesa se diverte em campo e prova que é possível jogar com mais leveza e descontração. #VaiBrasil

Marcelo Bonder marcelobonder@hotmail.com

Paraguaçu Paulista

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COPA

Na abertura da Copa, o cantor Robbie Willians fez gesto obsceno para as câmeras. E no jogo da Argentina, Diego Maradona fez o mesmo! Ambos sem educação e desequilibrados! E no maior país do mundo e sede da Copa, é perceptível que a população é reprimida/vigiada até os dias atuais. E a nossa seleção após os três jogos na chave, obteve um empate e duas vitórias, e se classificou em primeiro, mas não agradou como nas eliminatórias. A realidade é que o conjunto e seus talentos "ainda" não jogaram como de costume, e a cobrança maior e injusta recai sempre sobre o Neymar. Onde até o cabelo é motivo de críticas. Enfim, sem sofrimentos ou angústia torço pelo êxito da seleção e do competente e prestigiado Tite. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com 

Sumaré 

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SAÍDA MELANCÓLICA

O brasileiro sente-se de alma lavada com a classificação da seleção brasileira para as oitavas de finais, famoso "mata-mata" e vendo seu algoz do 7 a 1 voltar mais cedo para casa e virar piada pronta mundo afora. A conta fecha: México 3x0 Alemanha, Suécia 2x1 Alemanha, Coreia do sul 2x0 Alemanha, fechando a conta dos inéditos na Copa de 2014 no Brasil de 7x1 devolvido maior vexame de nossa história. E ainda por cima parcelados do jeito que o brasileiro gosta: em três vezes. Estamos a quatro jogos do hexa, que só Brasil pode ter!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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PLANOS DE SAÚDE

Para começar, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) faz audiências públicas, via web, elucidadas somente por técnicos atuariais e experts em gestão médico-hospitalar. Quanto às normas agora editadas, sujeitam os usuários das modalidades de coparticipação e franquia a aumentos de até 100%. Façam as contas. Excetuando-se as emergências e a livre iniciativa de procurar a consulta, os custos desses atendimentos são formatados pelo médico assistente, com pedidos de exames complementares e procedimentos. Entretanto, não há uma avaliação da resolutividade desses atendimentos, melhor dizendo, se o problema de saúde do usuário foi resolvido. Essa resolutividade não é avaliada pela ANS, embora hoje estejam disponíveis ferramentas digitais, as big datas, que o permitam. Ela limita-se a um trabalho avaliativo de quantidade de procedimentos e custos, fornecidos pelos prestadores, atuação simplista, com evidentes possibilidades de manipulações, além da necessária transparência para quem paga a conta: nós. Já é tempo de poder público abandonar práticas ultrapassadas de gestão e ter uma atuação reguladora de forma mais eficiente. Para quem não sabe este ano o governo federal vai nos custar R$ 3,57 trilhões, sendo R$ 300 bilhões, aproximadamente, com pessoal. Com todo esse dinheiro, é espantosa a continuada ineficiência!

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com 

Ribeirão Preto 

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PLANOS DE SAÚDE X POVO

O que fazer com a irresponsabilidade do governo e Estados, eis que não só não investem na saúde como trabalham contra ela nas áreas ambientais e hospitalares, a autarquia que tem por atribuição defender os interesses dos contribuintes, trabalha descaradamente para as empresas de prestação de seguro saúde, observem que a justiça interveio no porcentual de aumento e a ANS elaborou uma liminar a favor das empresas, os contratos particulares de seguro saúde se protegem de qualquer custo a mais "estabelecido" pela inteligente ANS, o Supremo a tudo observa e com seus ilustres ministros desorientam mais o Brasil com suas ações que os mais competentes marginais aplaudem para volta dos assaltos maiores e todos sorriem, pois e ano de Copa. 

Thomaz de Almeida Filho thomazraposo@yahoo.com.br 

São Paulo 

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DESPROPORCIONAL

Com este aumento indiscriminado concedido pela ANS aos planos de saúde, cada vez mais ficaremos doentes só para conseguir pagar. 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo 

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INVERSÃO DE PAPÉIS

A ANS é mesmo uma agência sui generis, assumiu de vez a responsabilidade de proteger os planos de saúde do ataque furioso das doenças humanas.

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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INACREDITÁVEL

É possível sair essa sequência de números (50-51-56-57-58-59) na Mega Sena? Sim, pois os fraudadores jamais usariam pesos diferentes nas bolinhas, ato facilmente detectado pelo Inmetro. Quanto à probabilidade de ter quatro ganhadores, a resposta é não. Cabe a Polícia Federal e o Ministério Público Federal apurarem esse crime contra o povo brasileiro, que deixa seu dinheiro para realizar um sonho.

Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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'MEGA FAKE'?

O resultado inusitado da ultima Mega Sena (50, 51, 56, 57, 58,59) que mesmo sendo altamente improvável contemplou quatro ganhadores em quatro cidades diferentes, poderia até ser explicado pela matemática da probabilidade, caso não estivéssemos no Brasil, onde coisas assim cheiram mais "a maracutaia" do que a obra do acaso...

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

 

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