Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

04 Julho 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO

Toffoli e Dirceu

Reprovado em dois concursos para a magistratura paulista. Não fez mestrado, nem doutorado, não tem obra publicada – atributos que são considerados para caracterizar a exigência constitucional de notável saber jurídico pelos candidatos ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Trajetória profissional ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao governo do ex-presidente Lula da Silva. Advogou para o PT quando o partido era presidido por José Dirceu e foi assessor direto do mesmo Dirceu quando este chefiou a Casa Civil, no governo Lula. Esse é, em apertada síntese, o currículo profissional do ministro do STF José Antonio Dias Toffoli. No final de junho, em ato de ofício – quando o juiz age sem provocação da parte – Toffoli concedeu liberdade a José Dirceu, por ver problemas na dosimetria da pena. Em 1.º de julho, novamente agindo de ofício, Toffoli suspendeu medida cautelar de uso de tornozeleira eletrônica por Dirceu, que fora imposta pelo juiz Sergio Moro. Talvez pela ausência de notável saber jurídico Dias Toffoli desconheça que a legislação prevê a suspeição de parcialidade do juiz para julgar quando este for amigo íntimo ou interessado no julgamento da causa em favor de qualquer das partes.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Elogio do demérito

Na terra do faz de conta havia um indivíduo que não conseguia passar nos concursos para a magistratura em que se inscrevia. Todavia os pais corujas sempre o consolavam, dizendo: “Não tem importância filhinho, um dia você ainda vai ser presidente do Supremo Tribunal”.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Suprema cara de pau

Não é suspeição, mas uma certeza que configura o impedimento do ministro Dias Toffoli para tomar decisões a respeito de seu antigo empregador, o PT. Seus cabedais jurídicos não foram suficientes para ele obter aprovação em concurso para a magistratura de São Paulo, mas advogar para o PT levou-o à Suprema Corte. E com supremo descaramento ele não se peja de continuar advogando para o PT, vestindo a toga do Supremo Tribunal Federal. Já soltou José Dirceu e se prepara para soltar Lula da Silva. E pensar que agora em setembro Dias Toffoli assumirá a presidência daquela casa... O tempora o mores!

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.cconsult@uol.com.br

São Paulo

Cui prodest?

Quando um ministro do STF, já no recesso do tribunal, nem espera os advogados pedirem e desqualifica um juiz de primeira instância agindo em causa do preso que já foi seu chefe, e quando esse ministro, esse preso e esse juiz são quem são, o que estará acontecendo? É simples: o ministro está advogando para o preso! E o que a razão, a democracia e a Justiça podem fazer contra isso? Nada... A Constituição da República não o permite. E daí? Mude-se o juiz? Mude-se o preso? Não. Mudem-se a Constituição e o ministro. Muda, Brasil!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Anormalidades

O último programa Roda Viva, da TV Cultura, discutiu a atuação recente do STF. A debatedora Eliana Calmon, ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), abordou tema da maior importância, que tem sido ignorado até por ministros do Supremo. É a questão do impedimento e da suspeição de juízes, matéria regulada em lei, em determinados julgamentos. Ela comentou o absurdo de um juiz que trabalhou e manteve estreito relacionamento com determinado réu julgá-lo sem o menor constrangimento e sem ficar sequer corado de vergonha. Ela não mencionou o nome desse portentoso juiz, mas sabemos todos a quem ela se referia. Até quando vamos aturar essas anormalidades do STF e de certos juízes que se julgam acima da lei?

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Carnê

O comportamento de determinados ministros do Supremo Tribunal mostra claramente o acerto de contas entre os escolhidos e quem os nomeou, como se existisse uma espécie de carnê para ser descontado futuramente. Está claro, para mim, que o condenado reincidente José Dirceu ameaçou com delação algum ou alguns ministros, o que resultou em sua liberdade.

LUIZ FERNANDO KASTRUP

duasancoras@uol.com.br

São Paulo

‘Novos’ tempos

Do jeito que a carruagem se encontra desembestada, e depois das estripulias do togado Dias Toffoli, já deve haver entre os petistas algum entusiasta desejoso de ter o condenado José Dirceu como plano B para a eleição presidencial. Ou, quiçá, como vice do “impoluto” Lula da Silva.

LUÍS LAGO

luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

Jurisprudência

Com suas interpretações, digamos, peculiares do espírito e da letra da lei, talvez os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski estejam nos preparando para a megapizza da soltura de Lula. Assim sendo, como próximo presidente do STF, o ministro Toffoli deveria, por coerência, estender seu famoso habeas corpus de ofício (por iniciativa própria) conferido a José Dirceu, já condenado a 30 anos de prisão, às 221.054 pessoas que estão presas sem julgamento no Brasil, apesar de que cada caso é um caso, certo?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Não dá pra confiar

É lamentável o desempenho dos ministros do STF nos últimos tempos. Acham que são donos da verdade e do poder. Certas decisões são tomadas após grandes e cansativos debates. Mas, por outro lado, elas são tomadas unilateralmente, demonstrando claro favoritismo pela absolvição de certos réus. Caso dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. As decisões do STF, infelizmente, não inspiram mais nenhuma confiança, no momento, virou um “nós contra eles” no embate entre ministros. Onde vamos parar? Em quem confiar?

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

ELEIÇÃO MÉXICO

Vitória de Obrador

“Vou transformar o palácio do governo em um parque público”. Já vi esse filme. Mais um populista latino-americano...

CLAUDIO BAPTISTA

clabap45@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

TOFFOLI E DIRCEU

 

Depois de soltar José Dirceu sem ter sido provocado pela defesa, Dias Toffoli impediu, agora, que seu ex-chefe use tornozeleira eletrônicas. O ministro afirmou que o juiz Sérgio Moro extrapolou suas funções – “questões atinentes à execução provisória da pena ou a medidas cautelares diversas da prisão, que não foram impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e deveriam ter sido apreciadas pela Vara de Execução Penal do Distrito Federal, que tem a jurisdição sobre o processo de execução de Dirceu, e não pelo juiz de Curitiba”. A questão é que Toffoli desrespeitou a juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, que logo após a soltura do presidiário, encaminhou o processo para a decisão de Sérgio Moro sobre a medida cautelar que obriga o detento a usar tornozeleira eletrônica, ou seja, o ministro ignorou solenemente a determinação da juíza de Brasília e do magistrado de Curitiba, em mais uma demonstração de parcialidade na defesa intransigente do amigo petista. Ao invés de constranger seus colegas de Corte com medidas que revelam um alto grau de parcialidade que tem causado constrangimento e perda de credibilidade do Supremo, porque o ministro não renuncia ao cargo assumindo de vez o papel de advogado de Dirceu, assim como fez de forma honesta o ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, que após pedir demissão do cargo, passou a advogar de peito aberto a favor de sua cliente?

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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AMIGO É PARA ESSAS COISAS

 

O ministro Dias Toffoli cassa decisão do juiz Moro que ordenava o uso de tornozeleira eletrônica para José Dirceu. É óbvio, o ministro não iria prejudicar seu antigo companheiro de lutas. A propósito, Toffoli foi parar no Supremo por ordem e graça do chefão de ambos, Luiz Inácio Lula da Silva. Como se usa dizer, “está tudo em casa”. Em tempo: Dias Toffoli, antes de assumir cargo de ministro, “bombou” duas vezes em concurso para juiz de primeiro grau. Só para constar!

 

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

 

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MINISTRO EXORBITA DE SEU PODER

 

Coroando uma sequência de decisões controvertidas, inexplicáveis e sem justificativas jurídicas, muitas delas claramente inconstitucionais, do STF, o ministro Dias Toffoli, o menos qualificado de todos, que foi reprovado no concurso para juiz, portanto, sem o mínimo saber jurídico para o cargo que ocupa, estando lá apenas por indicação do presidiário, apedeuta e chefe da quadrilha que arruinou o Brasil, afronta a Nação com uma decisão estapafúrdia e contrariando decisão do juiz Sérgio Moro, o grande herói nacional, que vem honrando sua toga de juiz, condenando os quadrilheiros que ousaram arruinar o Brasil, manda retirar a tornozeleira do ladrão condenado e terrorista José Dirceu. Ora as afrontas a Constituição pelos membros da Corte Suprema foram inúmeras e conhecidas, desde ministros legislando e alterando os termos dos artigos constitucionais que iniciaram com a aprovação de quotas, e várias outras contrariando o artigo 3.° da Constituição “item IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, mantendo os direitos políticos da ex-presidente cassada em confronto direto e culminando com a interferência indevida nos demais poderes, extrapolando sua competência. Portanto, chegou a hora de se dar um basta nesta usurpação de poderes e tentativas de determinarem os rumos da Nação sem sequer terem recebido um voto dos cidadãos brasileiros para isto. Se for para termos um governo de ministros do STF sem nenhuma base constitucional que o sustente, garanto que o povo confia mais nas Forças Armadas (FFAA), que não foram nomeadas pelos quadrilheiros do PT e tem o reconhecimento do povo como confiáveis e honestas.

 

Carlos Ney Millen cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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MARÍLIA

 

Eu, paulistano de nascimento, estou envergonhado. E Marília, cidade natal de Dias Toffoli?

 

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

 

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PUXA SACO

 

Ministro do STF, Dias Toffoli, mesmo sem pedido da defesa do petista e ex-ministro, José Dirceu, cassa a decisão do juiz Sérgio Moro que determinava uso do equipamento eletrônico: tornozeleira. Tá correndo um boato nos bastidores da política, em Brasília, que quando o ministro se despede de alguém do Partido dos Trabalhadores, ele costuma dizer assim: “Caso o senhor espirre mais tarde, te desejo saúde, ok?”.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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LIBERDADE PARA DIRCEU

 

O ministro Dias Toffoli não tem o menor pudor quando atende seu antigo patrão, José Dirceu, não só livrando-o da prisão, como também de qualquer empecilho que pudesse incomodar. Sua excelência sequer ruboriza, quando concede as benesses ao condenado a mais de 30 anos. Em país sério nada disso seria possível, aliás, o senhor jamais seria um ministro de alta Corte.  Lamento por não ser alguns anos mais jovem para abandonar esta República bananeira.

 

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

 

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FIDELIDADE

 

Toffoli livra seu chefe da tornozeleira eletrônica, determinada pelo juiz Sérgio Moro. Ah! Como a fidelidade canina é admirável... Que me desculpem os cães!

 

Aparecida Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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TOFFOLI ACERTOU

 

Toffoli cassou decisão de Moro a respeito de tornozeleira eletrônica para Dirceu, que, para a surpresa geral, havia sido provisoriamente libertado pela 2.ª Turma do STF. A libertação de Dirceu é um marco na luta do País contra a corrupção: afinal se trata de uma das pessoas mais poderosas do Brasil com milhares de apadrinhados espalhados em cargos chave por toda parte. Mas não só isso: da organização da qual o PT é apenas o braço político e Lula é o coração, Dirceu é o cérebro. Este sim leu todos aqueles livros que Lula disse que tinha lido e ainda por cima organizou a biblioteca. Assim, no momento mais crucial da história da organização que se preparara para dominar o Brasil por muitas décadas, o que teria ocorrido não fosse pela Lava Jato, e quando a mesma corria risco real de ser varrido do mapa (me refiro às eleições de 2018), Dirceu, seu maior valor, foi colocado em liberdade, podendo assumir o seu devido papel. E que ninguém se engane: o prato da balança novamente virou, pois um cérebro faz muito mais diferença do que um nariz arrebitado. Tudo isso foi para dizer que Toffoli tem toda razão: seu ex-chefe não é homem para ficar cerceado por uma tornozeleira eletrônica.

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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SOCORRO!

 

Toffoli está atuando direta e nitidamente como advogado de defesa particular de Dirceu! Juristas e advogados combativos de plantão: vai ficar assim...? Caiu do céu a liberdade plena para um condenado, rasgando-se todas as leis pertinentes e vamos aceitar essa claríssima ruptura? Escárnio completo de um advogado que não tem condições de exercer o cargo para o qual foi indevida e politicamente apontado… Uma vergonha para o Judiciário brasileiro!

 

Antonio C. de S. Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

 

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O PROBLEMA SUPREMO

 

As recentes decisões dos juízes Toffoli e Lewandowski deixam evidente o inquestionável viés político da mais alta Corte de Justiça do País. Com grande parte dos membros indicados pelo criminoso condenado Lula e por sua comparsa Dilma, o Supremo Tribunal Federal é sempre parte do problema e quase nunca parte da solução. As medidas propostas pelo candidato Bolsonaro provam que nada é tão ruim que não possa piorar muito. Nomear mais uma dezena de juízes alinhados com sua visão só iria agravar o viés político da Corte, que hoje pende para a esquerda e com Bolsonaro iria pender para a direita. O Brasil precisa de um sistema Judiciário livre, independente e justo, nada indica que o País caminhará nessa direção.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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TOFFOLI GOLPISTA

 

Onde está o sr. Cláudio Lamachia, presidente da OAB nacional, que não enquadra Dias Toffoli, tornando-o impedido de julgar Dirceu e cia.?

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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‘DES SUPREMO’

 

Os últimos atos do ministro Toffoli demonstram a falta de respeito existente pela magistratura. Eis que, por puro partidarismo imoral, praticamente liberta o Dirceu da cadeia, permitindo, inclusive, viagens ao exterior. Solicito, como contribuinte brasileiro com mais de 76 anos, a demissão imediata deste ministro com cancelamento também imoral de futuras pensões a que ele não fará jus, pois a demissão é por justa causa. Senhora presidente, cumpra com seu papel de brasileira e atual presidente deste “(des) Supremo”.

 

Thomaz de Almeida Filho thomazraposo@yahoo.com.br 

São Paulo

 

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É VERGONHOSO!

 

Zé Dirceu livre, leve e solto. Pode sair do País, fazer suas reuniões e conchavos à vontade. Isto que é ser um país modelo. Somos modelo de tudo que representa baderna e corrupção. A verdadeira ditadura. Cada vez que o STF se pronuncia, eu sinto mais vergonha de ser brasileiro.

 

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

 

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ERRO E ACERTO

 

Nem tudo está perdido. O Supremo Tribunal Federal erra ao soltar condenados, mas age positivamente ao consolidar facultativo o imposto sindical.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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TORNOZELEIRA EM DIRCEU

 

Um país que tem alguns integrantes do tribunal de última instância como estes que temos, não precisa de mais nenhum inimigo.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CRÍTICAS

 

No programa “Roda Viva” de 2/7 e nas seções de opinião dos leitores dos jornais, o assunto mais focado é o comportamento estranho dos magistrados. 1) Deveriam declarar-se impedidos caso tenham ou tiveram contato pessoal com os que estão sendo julgados, como os dos que os nomearam. Dois exemplos: Toffoli no caso do José Dirceu e Gilmar Mendes no caso de padrinho no casamento de filha; 2) Folgas em férias de 60 dias por ano e recessos; 3) Pedidos de vistas em processos sem prazo para devolução; 4) Na TV Justiça, que seria para mostrar o desempenho deles, ficam falando um tempão se exibindo – deveria haver um tempo máximo de 3 minutos e seus votos. 5) As ocupações dos cargos deveriam ser por concurso e, não, por nomeação de políticos. Há muito mais críticas, mas paro por aqui.

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

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STF É UMA CASA DE APOSTAS

 

No STF, os ministros não decidem à luz da Constituição, a Corte virou uma casa de apostas, onde o que importa é o resultado favorável de cada ministro, e que prevaleça o ideal de cada um. Isso é a tavolagem dentro da Suprema Corte.

 

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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DÚVIDA

 

Conseguirá o “trio ternura” do STF resistir à indignação nacional?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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PRESOS POLÍTICOS

 

Sergio Amaral, Eduardo Cunha, João Vaccari Neto e outros presos políticos, animem-se. Não percam as esperanças. Vejam que até tornozeleira já dispensaram Zé Dirceu de usar. É questão de tempo, todos estarão voltando para as suas residências.

 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

 

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O FIM DA LAVA JATO

 

Uma das prerrogativas mais importantes para se tornar ministro da Suprema Corte de Justiça é possuir um notável saber jurídico. A partir de meados de setembro, Antônio Dias Toffoli que nunca conseguiu ser aprovado num concurso público para juiz, se tornará presidente do STF e uma de suas primeiras atitudes será decretar o fim da Lava Jato, colocando em votação a questão da prisão após condenação em 2.ª instância.

 

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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LAVA JATO EM SÃO PAULO

 

A tramitação do processo da Lava Jato em São Paulo envolvendo a Odebrecht mostra problemas que não foram identificados em outras regiões. Por que isto acontece justamente onde uma tendência política está no poder há tanto tempo? E são confrontos entre setores que não podem aceitar procedimentos irregulares. É esperar para ver no que vai dar.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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SUPREMOS ‘RABOS PRESOS’

 

Eu costumava dizer que foi um grande erro de Lula e do PT acreditar que os “cumpanheros” nomeados para o Supremo se comportariam como os que foram usados para aparelhar os ministérios, as estatais e as agências reguladoras: leais até a morte e venais quando necessário. Eu dizia que juízes vêm de outra realidade e que têm uma história a respeitar e uma herança moral a deixar para os filhos. Entretanto, parece que alguns ministros estão mais preocupados com seus rabos presos do que em demonstrar um passado e um futuro decentes. Os desgovernos do PT não apenas demoliram as estruturas do País, mas também criaram cupins que continuam a corroê-las por dentro.

 

Cesar Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

 

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STF

 

Todos os dias lemos na imprensa decisões repentinas e surpreendentes pela rapidez e prioridade que alguns ministros do STF dão em defesa dos direitos dos condenados, investigados ou presos pela Lava Jato. Os defensores destes, aí incluído o ex-presidente Lula, conseguem em dias ou até mesmo horas, ou mesmo sem petição como foi o caso de quando um dos ministros proibiu que o nobre cidadão José Dirceu utilizasse tornozeleira eletrônica. A cada dia a sociedade se vê incrédula com a exacerbação do poder pelo poder, manifestada por alguns ministros que abertamente enfrentam outras instâncias inferiores da Justiça, em velocidade ímpar, desmoralizando a própria Justiça com decisões que carecem de justificativas e sabedoria perceptíveis. O que percebemos é uma disputa de poder, no mais perverso estilo Taylorista onde alguém manda, controla e os demais obedecem sem respeito ao pensamento dos que trabalham e labutam por um país mais justo. Acabou o tempo do “manda quem pode cumpre quem tem juízo”. Mesmo a Alta Corte do Brasil tem responsabilidade com as consequências e repercussões de suas decisões. Independentemente do poder que se tenha, a respeitabilidade germina fertilizada por decisões pautadas na lei, na coerência e no bom senso. É bom sempre lembrar que o cargo vitalício destes poderosos foi aprovado pelos representantes do povo e a pratica continuada da exacerbação do poder significa despreparo para o cargo que ocupa. Esta proteção e autonomia descabida de um dos Poderes da República desequilibra o tripé democrático, desmoraliza o próprio Poder Judiciário e pode ser motivo de uma crise institucional não desejada pela sociedade. Por enquanto, só nos resta sonhar com um “mea culpa”.

 

Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

 

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RELAPSO MINISTRO DO STF

 

O relapso ministro do STF, Ricardo Lewandowski, sabia quando concedeu liminar suspendendo o leilão de privatização de subsidiárias da Eletrobrás, que está marcado para o próximo dia 26, que essas estatais em 20 anos acumulam prejuízos de R$ 22 bilhões, por conta da má administração, como publica o “Estadão”! Ou seja, Lewandowski, além de não se importar com o desperdício de recursos públicos, demonstra claramente estar a serviço dos retrógrados partidos como o PT, PCdoB, etc. Uma vergonha!

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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PREJUÍZO DA ELETROBRÁS

 

A manchete do “Estado” no caderno Economia & Negócios (2/7, B1) de ontem que diz: “Em 20 anos subsidiárias da Eletrobrás acumulam prejuízos de R$ 22 bilhões”. Não podemos deixar de citar e vale muito lembrar que durante tal período, o “PeTelulismo” se manteve no “pudê” durante 13 anos e que a empresa foi por eles utilizada e explorada como cabide de emprego para colocar todos os “cumpanheiros” e “partidários” do cara – Lula. Né não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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SUBSIDIÁRIAS DA ELETROBRÁS ACUMULAM PREJUÍZOS

 

A matéria (2/7, B1) mostra de modo eloquente, que as empresas distribuidoras da Eletrobrás são deficitárias principalmente as do norte e nordeste, onde a interferência da política é mais pronunciada. Nós, os contribuintes do resto do País, não podemos continuar a pagando por desmandos da politicagem. Também os consumidores de energia elétrica não podem continuar a pagar a conta da ineficiência quase criminosa, de administradores que apenas têm compromissos com quem os nomeou prejudicando o todo.

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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UTOPIA

 

Uma utopia oportuna: o dia em que um ou mais candidatos abram mão da própria pretensão por reconhecer no adversário melhor preparo e condições de exercer a função. Infelizmente, político e humildade não combinam, nunca. Conforme a Constituição e jurisprudência vigente, a decisão do STF será evidente. Ah, Ah, conte-me outra.

 

Andre Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

 

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CIRO E PT?

 

Se for verdade que na política tudo é possível, na política brasileira até o impossível é possível. Não bastasse o candidato Ciro Gomes, do PDT, intitular-se aos quatro ventos como sendo de esquerda – não há nada no seu passado que corrobore isso – a mera especulação de uma eventual aliança dele com o PT invade o terreno da bizarrice e do surrealismo em todo seu esplendor. Se o PT ainda se entende como partido com mínimo de bom senso, já deveria ter abortado esta possibilidade há tempo. Bem, verdade seja dita, o petismo, atualmente, está mais próximo da impossibilidade do que do bom senso.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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VILLAS BÔAS

 

Li que o general Villas Bôas (1/7, A4) está ouvindo todos os pré-candidatos à Presidência. Como comandante do Exército, não é imoral ele escutar o representante de um condenado encarcerado? Que eu saiba, não há obrigatoriedade de se dar tratamento igual aos pré-candidatos. Ao fazê-lo ele não está passando a ideia de que a Lei da Ficha Limpa poderia ser desrespeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)?

 

Sandra Maria Gonçalves novosandgon@terra.com.br

São Paulo

 

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REGRAS DO FUTEBOL

 

Aqui no futebol brasileiro temos regras próprias baseadas em más interpretações das regras originais que não estão em português. Assim, aqui, ao contrário do mundo todo, não temos cronômetros nos estádios, raramente o gol contra é dado como gol contra e agora estamos discordando da decisão dos juízes da Fifa nas decisões do VAR. Assim, ou aprendemos a traduzir corretamente as regras ou então recorremos ao Conselho de Segurança da ONU para impor a nossa versão!

 

Marcos Rothen marcosrothen@hotmail.com

Goiânia

 

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FUTEBOL NÃO É PARA CAVALO

 

O técnico do México, Juan Carlos Osorio, irritado com a derrota, disse para Neymar Junior, que futebol era coisa de homem. Na verdade, Osorio errou três vezes. Primeiro que futebol não é para cavalos; depois, talvez, não saiba que mulher também joga futebol e, finalmente, mostrou que não assimilou a derrota por 2 x 0, só isso e boa viagem!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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MENSAGEM A MARCELO DA SELEÇÃO

 

Na falta de seu e-mail aqui vai: recomendação de quem já passou por mesma dor nas costas e as tem sob controle. Iniciou quando fui levantar um peso há décadas. E voltava várias vezes, principalmente em hotéis nos USA. 1) Sempre dormir em colchão semiortopédico. Ou de espuma de 5 cm no chão; 2) Se já está travado, deitar numa cama com roletes de vai vem da cabeça aos pés por 2 minutos; 3) Não tendo a cama de massagem, fazer uma gangorra nas costas. É o seguinte: quando acordar, deitado, levantar as duas pernas e pegar sob os joelhos e com o balanço dos pés para cima e para baixo, levantar os ombros e as costas por 6 a 10 vezes. Essa é a gangorra para massagear as costas e o dorso inferior em que o músculo e os nervos estão torcidos. A gangorra deve aliviar a dor imediatamente e em 2 dias deve voltar ao normal. Para evitar a reincidência, os cuidados acima por próximos 10 anos é a recomendação.

 

Lourenço Nampo lnampo@gmail.com

São Paulo

 

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NEYMAR

 

O nosso cai-cai, assim chamado, vem melhorando a cada jogo, diminuindo o seu individualismo e jogando mais para a equipe, e se preservando para não levar um novo cartão. Contra o México, o mundo viu, levou um desnecessário “pisão”, quando já havia recebido uma falta e estava no chão. Falta, sem a menor dúvida, e para cartão (até vermelho). Daí, ele ficou 4 minutos rolando pelo gramado. Se doeu ou não, se foi representação ou não, a ele cabe o julgamento. Que o mexicano deveria ser punido, não resta a menor dúvida, mas, parece que o nosso infante exagerou mesmo, e fez bem.

 

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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‘LEGIÃO ESTRANGEIRA’

 

“Quando chega um barco cheio de negros à Europa, perguntam: quem aí é craque de futebol? Entra, vai ganhar mansão, um milhão de euros e uma Ferrari” Os outros joguem ao mar!

 

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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‘SEJAMOS RADICAIS’

 

Serei radicalíssimo, meu voto será de renovação. Chega de mais dos mesmos. Vocês, velhacos que aí estão amargarão a derrota, a mesma derrota que por anos seguidos nós, eleitores tivemos ao votar em vocês. Temos que renovar, precisamos renovar, já passou da hora de renovar.

 

Antonio Fernando Petermann fpetermann@gmail.com

Sorocaba

 

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LER O ‘FUZUÊ’ E JULGAR

 

Fonte de verdades e de cientificações é o editorial “Fuzuê” (1/7, A3). Após lê-lo, ter-se-á coragem de investir neste país?

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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‘FUZUÊ’

 

Volto a insistir: o Executivo, detentor da força, precisa peitar o STF. Não é possível que decisões monocráticas e inconstitucionais de ministros, como Lewandowski, Mendes, Toffoli ou Fux ditem os rumos do País. Decisões inconstitucionais e autoritárias precisam ser combatidas com decisões autoritárias!

 

Albino Bonomi acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

 

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‘O BRASIL PODE DAR CERTO’

 

Achei fantástico o artigo do prezado Carlos Alberto Di Franco (2/7, A2): “O Brasil pode dar certo”.

 

João Farah jf@citycon.com.br

São Paulo

 

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‘HOMO BOVINAE’

 

Concordo com Marcelo Rubens Paiva (30/6, C6) quando diz que o leite e seus derivados estão presentes excessivamente em nossa dieta. Realmente, muitos médicos dizem que um humano adulto não necessita de tanta lactose quanto estamos acostumados a ingerir. Entretanto, quando o autor sugere que os japoneses são um dos povos mais saudáveis do planeta, associando isso à falta de lactose em suas dietas, é um argumento muito raso. Embora a expectativa de vida desse povo seja uma das mais altas do mundo, em torno dos 83 anos, nota-se que na Índia, onde as vacas são sagradas e, portanto, leite e seus derivados são raros na alimentação, a expectativa de vida é de 68 anos. E, por outro lado, na França, terra de queijos, manteigas, molhos cremosos e, portanto, muita lactose, como o próprio Marcelo menciona, a expectativa de vida é de 82 anos, isto é, bem semelhante ao verificado no Japão. Portanto, isso nos mostra que o mais importante para uma vida saudável não é uma dieta sem lactose (exceto para os intolerantes e alérgicos, claro), mas a quantidade e qualidade dos ingredientes que ingerimos diariamente (sem entrar na questão do acesso a um sistema de saúde de qualidade e saneamento básico). A lactose e o glúten não são os vilões, exceto nós mesmos, pela maneira como criamos nossos animais, pela quantidade de veneno com que tratamos suas rações, pelas modificações genéticas de nossas sementes e pela maneira desequilibrada com que nos alimentamos.

 

Andrea Guimaraes andreajulio@hotmail.com

Curitiba

 

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NOVO PRESIDENTE DO MÉXICO

 

Depois de três tentativas frustradas, o presidente eleito, Lopes Obreiro, me faz lembrar um aventureiro tupiniquim de triste memória. Agora, só a “Virgem morena” poderá socorrer o país.

 

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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VIOLÊNCIA

 

Enquanto não houver mudanças na educação, legislação penal e estrutura das polícias continuaremos gastando com a violência o equivalente a 5,5% do produto interno bruto. E o mais grave, ceifando vidas humanas, de valores imensuráveis. As culturas da esperteza e de levar vantagem em tudo contribuem muito para esse quadro, que nos envergonha perante a humanidade. Infelizmente alguns brasileiros não são vítimas da criminalidade, e sim cúmplices, ao adquirirem produtos roubados e contrabandeados.

 

Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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AVENIDA PAULISTA

 

A Avenida Paulista virou tudo, mas deixou de ser paulista. O povo paulista é trabalhador, mas preza a limpeza e organização. Perdeu a graça passear por ali aos domingos e feriados. “Democratizada” pelo governo petista de Haddad, se tornou o retrato do partido: feia e descompromissada com o bem estar e sossego público. Antes terra de todos, agora é terra de ninguém? Pobres moradores!

 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

 

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PAULISTA

 

Já dizia Raul Seixas na música: “...tem que ter cadastro se quiser voar...”, essa é a única maneira que o brasileiro encontra para controlar, proibir, limitar. O que precisa é colocar uns fiscais que obriguem as pessoas a limitar o som, não limitar o número de músicos.

 

Décio Moreira deciomoreira@gmail.com

São Paulo

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