Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

06 Julho 2018 | 03h00

STF

Decisões monocráticas

É notório que o Supremo Tribunal Federal (STF) dá show de monocratismo. Uma lei discutida e aprovada no ambiente apropriado, o Legislativo, pode, se necessário, ser revisada pelo Executivo, que caso vete algum dispositivo a devolve para redação final, um procedimento, portanto, de alta densidade representativa. Mas essa mesma lei pode ter sua vigência suspensa por um único ministro da Suprema Corte. Recentemente, Ricardo Lewandowski, claramente inspirado por revanchismo político, decidiu-se pela inconstitucionalidade de um aspecto da Lei das Estatais e interrompeu, por liminar, os processos de privatização, com critérios já debatidos na esfera parlamentar, condicionando seu prosseguimento e as novas propostas ao aval do Congresso Nacional, o que põe em xeque um esforço de equilíbrio na já combalida economia. Vamos combinar: é muito poder para uma pessoa só.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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Colegiado preterido

As decisões monocráticas têm sido exaradas com frequência assustadora no STF, sendo muitas delas demonstrativas de extrema parcialidade e de sujeição a preferências ideológicas, prejudicando, assim, a boa consideração que a Nação deveria ter por sua Suprema Corte. Essa situação, aliada a outras, determina que o STF precisa sofrer alterações na forma de sua composição e no modo regimental de prolatar decisões, de tal sorte que o tribunal passe a merecer mais respeito dos brasileiros, o que não se está verificando, basta conferir as opiniões manifestadas na imprensa. As críticas são inúmeras, agressivas até!

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Nem tão Supremo

O Brasil não tem mais uma Corte Suprema, o tribunal dividiu-se em duas turmas e ainda existem as decisões individuais de cada um de seus membros. Essa fragmentação buscava acelerar as decisões, mas, na verdade, só criou mais uma dificuldade: as decisões monocráticas e de uma das turmas acabam sendo levadas para o pleno da Corte. O Supremo deveria voltar a ser um só, com todas as decisões tomadas de forma colegiada, e buscar outras maneiras de apressar os processos, como, por exemplo, limitar o tempo de cada juiz e estabelecer um prazo para os pedidos de vista.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Tornando-se prescindível

O STF deve voltar a ser um órgão colegiado, como institucionalmente é. Terminando, assim, com decisões eficazes, embora proferidas por apenas um dos ministros – ou pela maioria de uma turma –, como se fossem as de um juiz de primeira instância. Em certos casos, como se sabe, nem a isso elas podem ser comparadas. Máxime se contrariam o que decidido já está. Se assim continuar, o STF tornar-se-á desnecessário. Bastam duas instâncias judiciais. A segunda delas terá, além da competência para decidir, de maneira final e inquestionável, sobre a presunção de inocência do julgado – como assim já está decidido pelo colegiado do Supremo –, o exame dos aspectos formais e constitucionais do feito. Todavia a extinção do órgão não é o melhor. Mas, como está, não nos parece conveniente para a segurança jurídica.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Anacronismos

Os ministros do STF para justificar suas decisões monocráticas alegam ter muitos processos para julgar. Mas basta assistir a um julgamento do colegiado para verificar que eles não se modernizaram nas técnicas de comunicação, não têm poder de síntese e de organização na exposição das ideias, ainda não aderiram à tecnologia audiovisual e são tão repetitivos que nem os colegas os ouvem – enquanto um fala, a maioria usa o notebook ou conversa com colegas e assessores.

MARCOS DE LUCA ROTHEN

marcosrothen@hotmail.com

Goiânia

Impedimento de ministros

A Lei 1.079/50, conhecida como a Lei do Impeachment, no seu artigo 39, define quais são os crimes de responsabilidade de um juiz do STF que podem ensejar o seu impedimento. No item 2, o mesmo artigo diz expressamente que proferir julgamento quando, por lei, o juiz for suspeito na causa é um deles. Será que algum dos ministros do Supremo transgrediu esse item ultimamente...? Se sim, por que ninguém toca no assunto? E se não, a imprensa deveria deixar claro para o público que relacionamentos de amizade ou de subordinação por longos anos com os réus não afetam em nada a imparcialidade do juiz. Porque o público tem a impressão, talvez errada, de que essas coisas afetam, sim, e em muito.

JORGE A. NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Contingenciamentos

Estaremos aprimorando a coisa pública ao contingenciar as decisões monocráticas, conforme proposto pela Câmara dos Deputados. Poder-se-iam acrescentar contingenciamentos por suspeição, por furar filas de processos e por interromper um atendimento em curso para uma informaçãozinha rápida, entre outras lacunas das boas maneiras. Afinal, neste mundo de falta de autolimitações antiéticas – ausentes de regulamentos internos ou códigos de ética –, como era da tradição familiar nem tão antiga assim, às vezes até mesmo leis escritas “não pegam”! (Como?) Um antigo conhecido meu, pedreiro experiente, pessoa com discernimento, volta e meia aprontava alguma e se explicava mais ou menos assim: “Cê pode pegar sem problema, cê leva e num paga, que é danação”. Passou um bom tempo para eu entender que não era danação, mas “da nação”! E la nave và...

SÉRGIO A. DE MORAES TORRES

sergio.torres47@gmail.com

São Paulo

INSEGURANÇA PÚBLICA

Assaltos na Sumaré

Ontem, por volta das 10 da manhã, houve um assalto na Avenida Sumaré, na altura do número 500. Pessoas correram atrás do garoto que assaltou, até que um rapaz o pegou, mesmo levando uma facada no braço. A polícia levou o assaltante preso. Constantemente ficam meninos andando de bicicleta pela pista de caminhada, cometendo assaltos. A avenida não tem policiamento, à noite é totalmente escura, não temos mais segurança para caminhar. Esses garotos utilizam os imóveis vazios para dormir e se esconder. Gostaria que os proprietários desses imóveis cuidassem, fiscalizassem e os mantivessem seguros. A cidade está abandonada, não podemos mais andar sozinhos, muito menos utilizar o celular na rua.

TÂNIA GORODNIUK

taniagorodniuk@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

MINISTRO CRIMINOSO

 

O ministro do Trabalho Helton Yomura, que nada mais é do que “testa de ferro” do ex-deputado cassado e presidente do PTB, Roberto Jefferson, pai da ex-futura ministra do Trabalho Cristiane Brasil, foi afastado de suas funções, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. A Polícia Federal (PF), em sua 3.ª fase, concluiu que os investigados, na operação Registro Espúrio, continuavam cometendo fraudes na concessão de registros aos sindicatos, por meio do próprio Ministério. De lambuja também foi vítima o deputado Nelson Marquezelli, todos do PTB. Essa é a “cambada” de corruptos que o Brasil não quer! Prisão para o pai, para a filha & cia. ilimitada!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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TRABALHO CORRUPTO

 

Helton Yomura, o ministro do PTB de Roberto Jefferson, também proprietário da franquia Ministério do Trabalho, foi preso pela Polícia Federal. Mais uma peça do dominó da corrupção que cai no indiciado governo Temer. Tem mais políticos suspeitos, indiciados, condenados e presos, do que soltos. Brasil, país de todos os corruptos!

 

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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TRABALHISMO NO BRASIL

 

Diante das graves acusações de que o PTB coordenava esquema de propinas no Ministério do Trabalho, o partido coloca o ministério à disposição do governo. Agora, dá para entender melhor por que o governo e Cristiane Brasil lutaram tanto pela nomeação da última para a pasta: talvez estivessem suspeitando de algo e quisessem moralizar o que estivesse ocorrendo por lá. Trabalhismo existe para cuidar da defesa de interesses políticos e econômicos dos trabalhadores. No Brasil, se não dos trabalhadores, pelo menos dos interesses políticos e econômicos de alguém, este pessoal tem cuidado com muito afinco.

 

Jorge Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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MINISTRO AFASTADO

 

O Congresso vai se omitir? O Executivo? Chegou a hora do afastamento de Temer. Que vergonha, Brasil. Que lixo esse PTB. Totalmente sem noção.

 

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

Mirandópolis

 

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ÁGUAS REVOLTAS

 

Na atual conjuntura o mandatário Michel Temer está mais perdido do que cego em tiroteio...

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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VERDADE

 

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, em entrevista ao “Estadão/Broadcast”, resumiu em uma frase uma verdade atual que não quer calar: “Não tenho a mínima dúvida de que ele (Temer) seria a melhor pessoa para continuar presidindo o País”. Ninguém questiona que a altíssima rejeição a Temer, decorrente das medidas impopulares aplicadas durante seu governo e das denúncias contra ele próprio e contra integrantes de seu ministério, precisam sim, ser apuradas. Não se pode negar, no entanto, que Temer habilmente sacou o Brasil da deriva em que se encontrava, após anos de lulopetismo incompetente e irresponsável e o recolocou no rumo. Só não fez mais por conta das eleições. No quadro atual de candidatos à Presidência da República, não há nenhum que tenha demonstrado, até agora, de forma convincente, qualidades essenciais ao continuísmo da atual política econômica que, a duras penas e em longo prazo, resolverá está crise.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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O IMORAL GOVERNO DE COALIZÃO

 

De há muito sabemos que, no denominado governo de coalizão, os partidos que apoiam o presidente da República da vez, jamais o fazem por ideologia, mas sim por interesses nada republicanos. E o que estamos assistindo atualmente no governo Michel Temer, em nada é diferente do que ocorreu no governo Dilma Rousseff. Os partidos que apoiavam a presidente, agora, a exceção do PT, continuam apoiando o atual, porém indo com mais sede ao pote. E a situação atingiu um escracho tal, que os ministérios são distribuídos entre os partidos, que se consideram “donos do feudo”. E, os dois exemplos mais significativos são, o PTB, cacique do Ministério do Trabalho e o PR, cacique do Ministério dos Transportes. Ambos se destacam, além do MDB, partido do presidente da República, por terem como presidentes ex-deputados, que apesar de condenados no processo do mensalão continuam dando as cartas nesses dois ministérios importantes. Respectivamente, Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto. Hoje, o escândalo do dia ficou por conta do PTB, com as maracutaias reveladas pela nova fase da operação Registro Espúrio, que desvendou a negociata de se “vender” registros de sindicatos, que visavam obter a antiga contribuição sindical dos trabalhadores, que supostamente estavam ligados a esses pseudossindicatos. Em decorrência dessas irregularidades, o Brasil, com seus 2.000 sindicatos, é o recordista entre todos os países do planeta. Obviamente muitos deles apenas fictícios. Desta vez, o STF determinou o afastamento do ministro do Trabalho e a mandatos de busca a todos os gabinetes dos deputados federais do PTB. E o presidente do PTB, Roberto Jefferson, ainda emitiu nota, afirmando que a Presidência do PTB apoia o trabalho da Polícia Federal e reitera que não participou de quaisquer negociações espúrias no Ministério do Trabalho. Só não dá para rir porque o assunto é sério. Ora, na esteira de que em princípio, não devemos reeleger nenhum parlamentar, no caso desses dois partidos, não devemos votar em nenhum de seus candidatos, por absoluta falta de credibilidade.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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CIRO GOMES

 

Ciro Gomes chama Temer de quadrilheiro, como sempre, dando uma de machão, algo que na verdade ainda vai lhe trazer sérios problemas. Não falou o essencial: quem escolheu Temer para vice e por quê? Ele, ainda querendo aparecer, se esqueceu de que sem o MDB, PT, PSDB não vai governar no caso de o Brasil perder o rumo e o juízo e o eleger. É um cara asqueroso, sem noção e pior, o PDT do Luppi, seu partido honesto, está até o pescoço na Lava Jato do Rio de Janeiro. Acusado de receber uma mesada de R$ 100 mil, de acordo com Carlos Miranda, o braço direito de Sérgio Cabral, e o irmão dele, governador do Ceará, tempos atrás levou a família e até a sogra para passear em Paris num jatinho de grátis de um empresário. Ou seja, esse é o grande Ciro diferenciado do que temos aí.

 

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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AVALISTAS DO CRIME

 

Um trio de ministros do STF (mais parecem os 3 patetas) que compõem a 2.ª Turma e que são especialistas em libertar marginais devem ter outra motivação que não a de Justiça, como bem falou o ministro Barroso tempos atrás. E a motivação, com certeza, é financeira. Impossível que não seja, haja vista o montante de dinheiro roubado dos cofres públicos. E inveja também. Se eles, os criminosos, podem, por que não nós. Só pode ser este o raciocínio deles.

 

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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ADÁGIOS

 

Adágios populares dizem: “O povo unido, jamais será vencido”; “a união faz a força” ou ainda, “não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje”, isto para dizer apenas que, recentemente os caminhoneiros deram um belíssimo exemplo de força e organização. Então acho que está chegando a hora dos “caras pintadas”, e do “vem pra rua”, e outros movimentos, juntar forças e exigirem a saída dos ministros Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Lewandowski, colocando em seus lugares ministros “concursados”. Chega de usar o STF para soltar bandidos, corruptos, etc, é hora também de acabar de vez com o foro privilegiado entre outras coisas. Vocês pensaram, por exemplo, o País inteiro parado por 3 dias? Viram o transtorno e prejuízo em 11 dias de uma única categoria? Em vez de parar por causa do futebol, vamos parar por algo muito sério, que é dignidade e honradez de um povo sofrido e sempre enganado por políticos desonestos que, pensam sempre em quanto é que eu levo nisso e outros meios de corrupção. Chega, vamos dar uma basta, a hora é agora ou nunca mais.

 

José Fernandez Rodriguez rodriguez1941@gmail.com

Santos

 

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2.º TURMA

 

A 2.ª Turma não deixa dúvidas de que é uma turma de segunda.

 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

 

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VERGONHA

 

O PT não só acabou com o País como também destruiu a imagem e a reputação dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Pois em qualquer país do mundo um ministro é respeitado pela sua seriedade nos serviços que presta à Nação. No entanto, no Brasil, a imagem que se tem hoje de um ministro é exatamente o contrário, e digo isso pelo fato de estarem sendo criticados e até ridicularizados pelas pessoas em qualquer lugar que estejam. Como exemplo, o ministro Gilmar Mendes viajava de avião e foi reconhecido pelos passageiros que então passaram a xingá-lo durante toda a viagem. E a razão dessa inversão de valores que estamos vivendo se dá ao fato de que a todo custo os petistas pressionam os ministros tentando mudar as leis, que por sinal foram criadas por eles mesmos quando dominavam o País, na clara intenção de beneficiar Lula e sua turma de ladrões que se encontram presos. Mudar ou não, cabe aos ministros e por isso a população faz pressão, desacredita e muitos até sentem vergonha no que o Brasil está se tornando, pois, dependendo de quem estiver preso muda-se a constituição para libertá-lo. Se continuar assim e nada for feito em pouco tempo estaremos igual ou pior a países como Cuba e Venezuela.

 

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

 

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RECADO À 2.ª TURMA DO STF

 

Nesses tempos de inversão de valores em que até juízes do Supremo Tribunal Federal ignoram o dever de ofício e partem para o engajamento político soltando condenados reincidentes e notórios corruptos presos pela Lava Jato ao sabor das conveniências, a homenagem do Exército ao soldado Mário Kozel Filho, morto há 50 anos pelo grupo terrorista VPR, de Dilma Rousseff, soa como um claro recado: os militares não vão tolerar que a democracia seja usurpada por arranjos espúrios entre políticos e ministros de tribunais superiores. “É necessário que as instituições cumpram os papéis que delas se espera, submetendo querelas pessoais e institucionais aos interesses da nação de forma a colocar o Brasil acima de tudo”, afirmou o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas que ao encerrar o discurso em homenagem ao soldado morto lembrou: “Aquele incidente nos obriga a exercitar o maior ativo humano, a capacidade de aprender”. Em outras palavras: vamos exercitar a lembrança e aprender com os erros do passado evitando problemas futuros. Essa é a essência da mensagem. Para quem tiver ouvidos, o recado esta dado.

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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ZÉ DIRCEU LIBERADO ATÉ PARA VIAJAR?

 

Será que Zé Dirceu vai viajar para trocar o rosto angelical, como já fez em outra ocasião? Lembram? Assim ele pode trabalhar na “Família Addams”, já que não temos a capacidade de deixa-lo sequer com a tornozeleira.

 

Ricardo Guilherme ricardoguilherme88@gmail.com

Monte Alegre do Sul

 

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MAIS UMA!

 

Indo ao banco para realizar prova de vida para recebimento de minha mísera aposentadoria, me deparei com um aviso afixado no caixa, emitido pelo do CMN: “Pagamento de boletos acima de R$ 10 mil somente em cheques, não poderão ser quitados em espécie”. Daí fiquei pensando com meus botões, será que os advogados que defendem, Lula, Eduardo Cunha, Aécio, Eike Batista, Temer, Rocha Loures, etc., têm a mesma obrigação, no recebimento de seus honorários (?), pagam seus Impostos de Renda religiosamente em dia, são fiscalizados e auditados como os demais assalariados? É de se pensar no assunto seriamente!

 

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

 

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STF NA RODA VIVA

 

42 % dos presidiários não foram condenadas em primeira instância, mas estão encarceradas, segundo José Carlos Dias no “Roda Viva” da TV Cultura (2/7). E por tráfego de drogas! Mas que droga! Os 11 ministros do STF deveriam estar sentados em 11 cadeiras, não giratórias, no centro da roda, não para verborragia, mas para levarem um grande “pito”. Mas reflitamos nós que pensamos, que ousamos opinar e influenciar: a instabilidade jurídica por que passa o País provém da judicialização da política ou da politização da Justiça? É do Executivo que vêm as manhas das propinas, e dos integrantes dos papiros, as admoestações do “laissez faire”. Pensem nisso, e vamos levar a democracia brasileira para níveis cada vez mais altaneiros. Saudações.

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

 

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ELES TÊM FILHOS?!

 

Tenho 84 anos de vida bem vivida, porém, ao ler no “Fórum dos Leitores” as manifestações dos leitores, com as quais concordo plenamente, aumentou a minha indignação e revolta. Anos atrás, quando frequentei a Faculdade de Direito, nós os alunos sentíamos admiração e respeito aos componentes do Supremo. Quando recebíamos um juiz para nos ministrar algumas aulas, o cumprimentávamos até com mesuras. Atualmente, em função do comportamento de alguns juízes do Supremo, sentimos asco e nos perguntamos: esses indivíduos creem em Deus?! Conseguem olhar os seus filhos nos olhos?! Eles os têm, ou são eunucos?! Se tivessem vergonha na cara, em face das constantes manifestações populares, pediriam exoneração irrevogável do cargo que lhes foi, infelizmente, confiado. Só em pensar nas parlapatices que praticam sinto ânsias de vômito. Quando será que as associações dos juízes irão se manifestar, defendendo a honra da categoria? O Brasil inteiro aguarda com ansiedade.

 

Bernardo Prevedel bernardo.prevedel@yahoo.com.br

Vinhedo

 

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FRATURA EXPOSTA

 

Lava Jato do Rio de Janeiro prende CEO da GE e executivo da Philips. Aí vem uma fratura exposta presente na mais alta Corte do País e solta todo mundo.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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A FANTASIA DO CONSUMO

 

Reflexão necessária: no governo Lula muitos brasileiros de baixa renda começaram, por meio de medidas populistas e financiamento com isenções de impostos de grandes empresas, a comprar bens como nunca conseguiram: fogões, geladeiras, TVs, carros e até apartamentos. É o que uma grande maioria de petistas lembra-se destes bons tempos. Em seguida, no governo Dilma, chegou à realidade e as empresas financeiras começaram a confiscar grande parte desses bens conseguidos, por falta de pagamento das prestações e todos voltaram a não possuir estes bens que tanto os alegraram na compra. Infelizmente isso ninguém quer lembrar e comentar, muito menos o PT.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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A CARTA DE LULA

 

Lula, em sua carta aos brasileiros, diz pela enésima vez que não é proprietário da cobertura no Guarujá. No entanto, não é essa a questão básica. As melhorias que foram feitas no apartamento especialmente para adaptá-lo a seu gosto é a questão. Nenhuma construtora faria essas melhorias sem esperar um retorno. Uma prova concreta dessa corrupção é o elevador que foi adaptado no triplex, elevador esse que não fazia parte da planta inicial do prédio.

 

Geraldo de Paula e Silva siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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EU SÓ QUERO ENTENDER

 

Há uma grande ansiedade pelo conhecimento daquilo que o sr. Antonio Palocci delatou, novas informações, novas falcatruas, novos ou não tão novos assim, personagens. Mas, fiquei com uma pulga atrás da orelha: ele prometeu abrir os computadores da sua consultoria com os arquivos das negociatas! Mas, espera aí, ele está preso há dois anos, foi feita uma busca e apreensão e este material não apreendido, nem analisado? Eu só queria entender, como dizia aquele macaquinho, saudoso personagem de programa humorístico.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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CORRUPÇÃO

 

Os 23 mandatos de prisões e 44 de busca e apreensões que aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro refletem uma situação inaceitável. Os desvios de recursos de mais de R$ 300 milhões que deveriam ser usados em equipamentos médicos e hospitalares mostram uma profunda irresponsabilidade. Quando se constatam problemas excessivos na saúde, é inaceitável que empresários e servidores públicos adotem um procedimento de baixo nível, dificultando o atendimento nessa área tão importante. Que além da prisão se exija deles a devolução do que foi desviado.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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‘DESAFIOS PARA O APERFEIÇOAMENTO DO SISTEMA TRIBUTÁRIO’

 

Muito mais importante do que se pensar em formas de receitas do Estado que já são altíssimas e chegam à ordem de 33% do PIB, deveria se pensar em como diminuir a despesa que cresce e cresce continuamente. Enquanto o Estado não encolher o seu funcionalismo, pois a maioria a rigor é desnecessária, deveria se pensar nos efetivamente necessários, como o pessoal de educação básica, saúde, segurança, entre outros. Também nunca é demais que se pense seriamente na manutenção da infraestrutura, pois com sua falta degradam-se valores imensos, gerando mais tarde já em nível emergencial outros acréscimos de despesas desnecessárias.

 

Ulf Hermann Mondl

São José (SC)

 

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O BRASIL QUE EU QUERO

 

Um país cujo governo respeite o resultado do referendo em 2005 sobre a proibição e comercialização de armas de fogo e munições, que proíba a cobrança de impostos ilegais como o IPVA e que revogue a exigência de faróis acesos em veículos automotivos em rodovias de pistas duplas durante o dia.

 

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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A CORRUPÇÃO ESTÁ NO DNA

 

Quando o assunto é política, a reclamação normalmente é de que a corrupção é um problema grave e endêmico no País. Mas o que muitos não percebem, nem sequer se dão conta é de que as atitudes corruptas que tanto são criticadas são praticadas no dia a dia pela grande maioria das pessoas, lembrando que os políticos corruptos não vieram de Marte e sim são parte dessa mesma população que os criticam. De acordo com estudo divulgado pelo Instituto Data Popular, 7 em casa 10 brasileiros admitem já ter cometido atitudes corruptas em situações cotidianas. O instituto ouviu 3.500 pessoas em 146 cidades de todo o Brasil, o que da uma margem de acerto de 97%. A atitude ilícita mais comum no dia a dia do brasileiro é comprar produtos piratas, oferecer gorjeta para policiais e fiscais para não serem multados. Os atos foram admitidos por 67% dos entrevistados enquanto 75% conhecem alguém que já cometeu essa atitude nefasta. O uso indevido da carteirada de estudante também tem destaque entre as ações corruptas. 15% dos entrevistados admitiram que compraram ingresso de meia entrada usando documento falsificados e de outra pessoa, enquanto 20% admitiram conhecer alguém que usam essa prática constantemente, outras formas de obter vantagem admitidas foram não devolver a diferença ao receber troco acima do valor correto e fazer instalações irregulares de água, eletricidade, de TV por assinatura, o famoso gato. Baseado nisso, é essencial lembrar que a ética começa nas atitudes individuais e, por isso, é preciso fazer uma autorreflexão sobre seus atos. Outros se se mostraram indignados, reclamam da corrupção na política, mas muitos ainda não se deram conta de que tem as mesmas práticas e aceitam comportamentos iguais no dia a dia. 30% dos entrevistados não veem nada de errado por saber de um parente ou amigo que recebem altos salários sem prestar uma única hora de serviço durante o mês, e fariam o mesmo se houvesse a possibilidade. Nesse contexto, muito se fala do “jeitinho brasileiro”, que nada mais é do que descumprir regras em busca de benefícios a si próprio. E esse jeitinho de querer obter vantagens, seja para si, seja para amigos e familiares, nada mais é do que agir de forma corrupta: ação tão julgada quanto cometida por tantos cidadãos. Então, apenas a Justiça não é suficiente para eliminar o problema da corrupção no Brasil, é preciso uma mudança individual para termos bons políticos eficientes, éticos e honestos.

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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ALEGRIA FUGAZ

 

A seleção é a única alegria do sofrido povo brasileiro, com 13 milhões de desempregados, os Três Poderes nada confiáveis fazendo gol contra ao apoiar a corrupção ao invés de punir severamente, a clara percepção da tênue esperança vinda de Curitiba aos poucos se esvair devido à soltura de condenados até então impunes de carteirinha.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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JOGO DO BRASIL

 

Hoje tem jogo do Brasil. Vamos ver quem terá o privilégio de ser absolvido pelo STF.

 

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

 

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A COPA DAS COPAS

 

Por quê? A começar pela tecnologia, um show de imagens, detalhes antes jamais vistos, sob todos os ângulos, destronando a malandragem no futebol. Em seguida, o VAR, a máquina do suspense, o estádio prende a respiração e depois explode... O que dizer da garotada repetindo nos rachas o gestual do juiz chamando o árbitro de vídeo? Sensacional! Por fim, a Rússia, a Copa na Rússia, uma oportunidade única de congraçamento, tempo de mostrar aos donos da casa que sorrir não custa nada.

 

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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GREVE DOS CAMINHONEIROS X COPA DO MUNDO

 

Gozado, da paradeira durante a Copa do Mundo ninguém reclama. Será um “prejuízo produtivo”?

 

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

 

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ELEIÇÃO NO MÉXICO

 

Parece-me que os mexicanos elegeram um presidente “pé frio”. Terminada a apuração, a seleção foi eliminada da Copa.

 

Delpino Verissimo da Costa dcverissimo@gmail.com

São Paulo

 

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INVASÃO DA VENEZUELA

 

E por que não invadiu, mr. Trump? Os venezuelanos, certamente, já estariam vivendo dias melhores, sem o totalitário Maduro no poder...

 

Sérgio Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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A CORTE INTERAMERICANA E O CASO HERZOG

 

Anunciada pomposamente pela TV e alguns outros órgãos da mídia, a condenação do Estado brasileiro no caso Herzog, embora não seja fake, não tem qualquer relevância prática. As decisões da tal Corte Interamericana só têm valor moral (o que não é pouco, diga-se!), pois aceitar a sua jurisdição viola o princípio da soberania nacional. A anistia de 1979, alicerce construído e aceito pelos grupos antagônicos para a retomada da democracia brasileira, esta, está valendo, por mais que esperneiem os terroristas de ontem, a maioria hoje presa. Ainda agora o Exército inaugurou a estátua do menino-soldado Kozel Filho, morto pelo grupo da Dilma. Jornais importantes omitiram o fato. Sobre este caso, não houve condenação nem mesmo em cortes brasileiras e a “turma dos direitos humanos” calada estava, calada está. Antes que me esqueça, o Itamaraty entendeu como positiva a condenação no caso Herzog. Pudera, o seu atual chefe era do mesmo grupo da Rousseff!

 

Roberto Maciel dos Santos rvms@oi.com.br

Salvador

 

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HERZOG

 

Finalmente, a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou a investigação da morte do jornalista Vladimir Herzog, ocorrida nos porões da ditadura militar, considerado crime contra a humanidade. Com esse julgado, esperamos que se obtenham novos esclarecimentos sobre outros crimes cometidos durante a Operação Condor, notadamente o “acidente” que vitimou o ex-presidente Juscelino Kubitschek, ainda por apurar.

 

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@adv.oabsp.org.br

São Paulo

 

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‘,MAS ... É’

 

Interessante para um observador é perceber nos outros, os óculos por onde eles enxergam o mundo. O professor Bucci (5/7, A2), ao enaltecer a objetividade jornalística esquece-se de que quem consome notícia também é critico. Não há foto sem enquadramento, não há texto sem viés, não há história sem narrador. Quem lê ou assiste usa seus recursos para separar informação de influência. Neste caso um texto para passar a mensagem de que a vitória de um esquerdista no México pode não ser negativa.

 

Guilherme Spina guilherme.spina@gmail.com

São Paulo

 

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BUCCI

 

Se um jogo de Copa do Mundo atinge 57 pontos de Ibope, certamente influenciará tudo ao redor meu caro Eugênio Bucci. Inclusive o “JN” e tudo mais da “Rede Globo”. Agora, um jornalismo de verdade (“Quer saber?”) se faz por meio de um jornal, seja ele impresso ou digital (como o teu ótimo artigo, por exemplo). A questão é que se por um lado o “JN” já mastiga a informação, o impresso oferece o exercício da leitura e um certo empenho. Se o “JN” é uma hora de “entretenimento”, no impresso você precisaria de algumas horas para atingir toda a leitura. Por exemplo, um jornal de domingo (“Estadão”) se equivale a um livro de quase 100 páginas, ou seja, oferece ao leitor o prazer de ler informação e também entretenimento. Lembrando que se o caderno não agrada ao leitor, basta que não leia (recomendaria o Caderno da Copa, melhora o astral). Já o “JN” você é obrigado a ver o que não gosta, não é mesmo. Eugênio Bucci (com todo respeito, professor) desligue a TV e vá ler um jornal. E para terminar, um jornal de responsa também pode ser um regalo, ou não?

 

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

 

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CANDIDATO ROMPEDOR

 

Cristalina a análise de William Waack no seu “Demanda eleitoral” (5/7, A6). O Brasil nunca desejou tanto um candidato à Presidência da República “rompedor”, genuinamente comprometido com a segurança, modernidade administrativa, privatizações, enxugamento da máquina pública e com um vigoroso combate à corrupção. Falsos “reformistas” que para tudo tem por resposta “é uma questão que merece ser estudada” o eleitor está cheio!

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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SANEAMENTO

 

Fundamental para o debate nas próximas eleições o texto “Saneamento é desafio para o futuro presidente” (4/7, A2), assinado pelo presidente da Apecs, Luiz Pladevall. Todos os candidatos, independentemente da ideologia, deveriam ler o artigo e conhecer melhor o setor. O saneamento precisa entrar na agenda pública brasileira como fator essencial para a redução da desigualdade social e o desenvolvimento do País.

 

Carlos Soares Mingione presidencia@sinaenco.com.br

São Paulo

 

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DESILUSÕES

 

Minha primeira foi quando descobri que Papai Noel era meu tio. Pelos sapatos. A segunda, agora com o artigo de Leandro Karnal (4/7, C6), mostrando que não houve riacho, cavalo, grito e nem mesmo disenteria. O Brasil nunca foi sério.

 

Ibrahim Cotait Neto icotaitneto@uol.com.br

São Paulo

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