Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

21 Julho 2018 | 03h00

ELEIÇÕES 2018

A escolha do Centrão

Valdemar Costa Neto é uma das piores referências políticas no Brasil, e foi ele quem forçou o Centrão a apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) nesta eleição, exigindo a indicação do vice, Josué Gomes da Silva (PR-MG). Eu esperava que Alckmin tivesse vergonha na cara e não aceitasse tal aliança.

GERALDO MACIAS MARTINS

maciasfilho@hotmail.com

Catanduva

A escolha do Centrão

Qualquer um dos candidatos viáveis, na disputa para presidir o encrencado Brasil, aceitaria de bom grado as exóticas alianças costuradas por Geraldo Alckmin, com direito a alguma dúvida quanto à frágil Marina Silva. Para quem não quiser anular seu voto, votar em branco ou nem à urna comparecer, o quesito ética definitivamente não poderá ser usado como balizador.

ABEL PIRES RODRIGUES 

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

Sem saída

Os candidatos estão aí, as alianças, idem, e o eleitor segue boquiaberto com a ausência de novidade. As eleições devem confirmar que está tudo dominado, continuamos à mercê de um sistema de usurpação infalível capaz de subverter a ordem robin-hoodiana: maioria pobre sustentando minoria abastada.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

É só o começo

Muito tempo tem sido gasto tentando explicar a trama que os potenciais candidatos têm feito em busca de “apoio” para formar as coligações desta eleição. É preciso entender que o que eles disputam neste momento são só os minutos e segundos do horário gratuito na TV e no rádio. Na política brasileira não há programas partidários, exceto daqueles partidos cujo programa se encontra nos artigos do Código Penal... As verdadeiras coligações se dão após a posse, em busca de nacos do poder e de órgãos para serem saqueados e usados para empregar as militâncias.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo 

Enojado

É como me sinto ao ler diariamente a seção de notícias dos jornais, observando os pré-candidatos desesperados em busca de alianças com os partidos do chamado Centrão. A denominação serve para identificar aqueles partidos que atuam no Congresso com o único objetivo de obterem vantagens para si e para os seus associados. São seus componentes os responsáveis por absurdos como o Refis e as emendas conhecidas como jabutis, que elevam os gastos do erário às alturas, ou concedem isenções escandalosas a alguns segmentos da nossa economia. E, como estamos cansados de saber, quando algum desses partidos, moralmente desqualificado, se alia a um candidato à Presidência da República, já adquire a priori o direito de comandar um ministério, ou mais. E é ao que estamos assistindo, com o PTB, que era “dono” do Ministério do Trabalho, ou o PR, “dono” do Ministério dos Transportes, não por coincidência presididos por ex-parlamentares condenados pela Justiça. Seria desnecessário lembrar, mas é bom repisar, que correm atrás dessas alianças espúrias exclusivamente em razão do tempo na TV e da verba partidária. As eleições deste ano se transformaram num circo de horrores, com um pré-candidato preso, condenado em segunda instância; outro, que vai bem na pesquisa, mas não consegue sequer arranjar um vice para a sua chapa, ao mesmo tempo que vai proferindo frases desrespeitosas para com as mulheres; e outros que não conseguem deslanchar nas pesquisas de intenção de votos - isso somente na disputa pela Presidência da República. Com este cenário, não é difícil de concluir que, independentemente do eleito, vamos continuar na mesma situação. Os ministérios serão distribuídos entre os cupinchas, e não por competência - muito pelo contrário. Atualmente, porém, nós temos como combater este bando de sanguessugas, acessando e divulgando na internet o currículo dos candidatos, sempre tomando cuidado com as fake news. Graças à iniciativa de veículos de comunicação como o Estadão, agora temos a possibilidade de verificar se a informação é verdadeira ou não. Podemos começar analisando o currículo dos presidentes de partidos e as coligações. Não acredito em candidato que, embora tenha um currículo que em nada o desabone, se associe com partidos comandados por velhos caciques que há muito nos sugam.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

‘BLACK BLOCS’

A condenação

Impecável o editorial A condenação dos ‘black blocs’ (20/7, A3), ressaltando a diferença relevante entre manifestações democráticas e atos criminosos de agressão e vandalismo. Sugiro, talvez, emendar um novo editorial sobre o fato de que a Justiça levou cinco anos para condenar os culpados! Sem dúvida, a Justiça seria mais justa se rapidamente conseguisse cumprir com os necessários trâmites legais. Os condenados seriam tirados de circulação mais cedo, evitando que continuassem atuando criminosamente e inibindo outros seguidores de seu mau exemplo. Não fossem a lembrança e o editorial do Estadão, o aspecto criminoso dessas ações estaria esquecido e a condenação passaria despercebida pela sociedade.

SERGIO LUIZ DOS SANTOS VIEIRA 

sergio.vieira@svdi.com.br

São Paulo

ESCLARECIMENTO

Registro de patentes

Em relação ao editorial O gargalo no registro de patentes (19/7, A3), o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) esclarece que o número de pedidos de patentes aguardando análise é de 217.140, segundo dados de junho de 2018. Este índice vem sendo reduzido desde 2016, com queda acumulada de 11% neste período. Portanto, diferente do que foi afirmado no editorial, não houve aumento no estoque, mas sim redução. Quanto ao método para pedir uma patente, o Inpi possui, desde 2013, um sistema que permite a solicitação de patentes via internet, o “e-Patentes”. Atualmente, 97% dos pedidos já são recebidos por meio eletrônico. Portanto, não é correto dizer que, até 2017, os pedidos de patentes tinham de ser feitos em papel. A atuação conjunta do Inpi com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), ao qual está vinculado, foi fundamental para que o orçamento de custeio e investimento do Inpi em 2017 (cerca de R$ 90 milhões) fosse totalmente descontingenciado e usado quase na sua totalidade (99%). O trabalho conjunto entre o Inpi e o Mdic também tem permitido a implementação de ações para minimizar o impacto do estoque de pedidos.

MARCELO CHIMENTO, coordenador de Comunicação Social do Inpi

chimento@inpi.gov.br

Rio de Janeiro

ALIANÇAS

Perguntas correntes no cenário político, relativas aos presidenciáveis: por que Bolsonaro precisa fazer alianças e não consegue? Por que Ciro Gomes parece estar sendo bem-sucedido neste mister? E Alckmin, por que não decola? Na pré-campanha, período que estamos vivendo, todos os candidatos à Presidência buscam alianças para ampliar o seu tempo de TV. Para eles, o segundo turno é outra eleição, governar, então, outra história. Ocorre que os partidos - a maioria sem chances de chegar ao segundo turno presidencial ou estadual - embora desacreditados, detêm o poder da distribuição dos recursos e do tempo de TV e estão de olho em quem pode melhor ajudá-los, já na primeira rodada eleitoral, na formação de boas bancadas parlamentares, com o que continuarão a ocupar espaços na máquina governamental. Bolsonaro, claramente, rejeita a distribuição de cargos, porteira fechada ou aberta, enquanto Ciro e Alckmin fazem um discurso dúbio ou calam sobre o assunto. Com o PSDB destroçado, Alckmin não decola, mas vai fazê-lo, e só não conseguirá se for abandonado pelo DEM, partido quase morto que, se se aliar a Ciro, como este tenta, irá para os fundos da caverna mais funda do Brasil, sem qualquer possibilidade de resgate. Leandro Loyola, articulista de "O Globo", chega à brilhante conclusão de que os políticos não confiam em Bolsonaro. Falso brilhante! Os caciques partidários o rejeitam porque sabem que o Estado brasileiro será enxugado pelo velho capitão e será competente e honestamente aparelhado. Você confia em partidos comandados por Lupi, Jefferson e Valdemar, que sequer serão candidatos dados os impedimentos jurídicos e/ou nenhuma chance de vitória? São donos das máquinas partidárias sem terem votos e almejam apossar-se do País!

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br 

Niterói (RJ) 

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CENTRÃO

As composições partidárias para as próximas eleições indicam que o bloco denominado Centrão caminha para apoiar o candidato Geraldo Alckmin. E, em contrapartida seus componentes se consideram capazes de eleger os presidentes da Câmara e Senado. E contará com bancadas que asseguram grande maioria nos dois parlamentos e por consequência terá grande influência no governo. Será por consequência a continuidade do estilo político atual. É uma situação que precisa servir de reflexão para o eleitorado, que tem a responsabilidade em relação aos ocupantes dos Executivos e Legislativos. O voto é a forma de definir o quadro político.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 

Santos 

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CENTRÃO GELATINOSO

O gelatinoso Centrão finalmente decidiu apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República. A contrapartida seguramente custará caro para o ex-governador. Como muito bem apontou o editorial "O jogo do 'Centrão'" (20/7, A3): "Um governo formado a partir de uma aliança com este conglomerado que se diz de centro 'não augura coisa boa'". Entretanto, a realidade política brasileira atual é esta que está aí e não existe no momento alternativa mágica, bombástica, capaz de sanar rapidamente este processo. Neste momento, o Centrão é um mal necessário a qualquer pretendente ao Palácio do Planalto. Quanto ao futuro, o voto será a única maneira possível de mudar esta politicagem nefasta. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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ÚNICA ALTERNATIVA

Geraldo Alckmin é o único dos pré-candidatos que tem experiência administrativa de sucesso. Apesar de ter sido apelidado pela imprensa de "picolé de chuchu" ou de "água com açúcar", Alckmin demonstrou seriedade, austeridade e responsabilidade governando a locomotiva brasileira e, agora recebendo apoio do PSD de Gilberto Kassab e do PTB de Roberto Jefferson, tem tudo para subir nas pesquisas. Os demais candidatos Bolsonaro, Marina, Ciro Gomes, Manuela D'Avila, Meirelles, Boulos são aventureiros que, se eleitos, continuarão cavando o poço da crise, portanto, o "picolé de chuchu" é a nossa única alternativa viável.

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com 

Avaré

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O QUE ESPERAR?

Com efeito, o que se pode esperar de um governo em que o Centrão será o fiel da balança?! Pobre Brasil...

J.S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo 

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PENICO BRASILEIRO

A política no País virou um imenso penico. No fundo estão os partidos, todos. 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 

São Bernardo do Campo

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VICE

Em 2002, quando da vitória de Lula à Presidência, seu vice Jose Alencar Gomes da Silva, dono da Coteminas, solidariamente fardou toda a militância petista com milhões de camisetas vermelhas, a tal ponto que, por imagem área no dia da posse, a Praça dos Três Poderes e todo seu entorno, se transformou numa mancha rubra de massa humana. Essa foi a maior marca da vitória do PT naquele ano histórico! Em 2018, Geraldo Alckmin terá como seu vice na chapa que concorre à Presidência Josué Gomes, o filho e herdeiro de José Alencar. Eu proponho que, por isonômico gesto de parceria, a Coteminas vista graciosamente com camisetas azuis e verdes a militância e os eleitores que hoje votarão em Alckmin, mas também e até principalmente, contra o PT e o status quo vigente resultante dos 13 anos de governo petista. Creio que não é pedir demais, uai!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com 

São Paulo

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MISTURA

Centrão nada mais é que a mistura da direita com a esquerda sob a égide da lei de Gerson.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 

São Paulo

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DESTINO TRISTE

Uma chapa formada com a bênção de Valdemar da Costa Neto e com o compromisso de recriar o financiamento dos sindicatos que, por tantos anos foram instrumento de manobra do partido que se tornou o campeão das propinas e dos ataques aos fundos de pensão das empresas públicas é profundamente desanimador. Apresentar propostas corajosas para tirar o País desse atoleiro não faz parte do projeto de governo, o que interessa são segundos de TV. Que destino triste nos espera!

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com 

São Paulo

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NA PONTA DOS DEDOS

O eleitorado que tem na ponta dos dedos a oportunidade de não eleger o autocrático candidato Ciro Gomes como presidente da República não deve jamais desperdiçar essa oportunidade. Se o Brasil retornou ao Neolítico (idade da pedra polida) com os dois mandatos de Lula, seguido de outro de Dilma Rousseff, com Ciro retornaria ao Paleolítico (idade da pedra lascada). Com o impolido e insultuoso pedetista na Presidência o programa habitacional do futuro governo seria "minha caverna, minha vida".

Túllio Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com 

Belo Horizonte

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LULA, A FOME E SEUS CONCORRENTES

Forte, fortíssima, a carta do ex-presidente Lula, na "Folha de S. Paulo" (19/7). Ele focou o documento na miséria do povo. É uma vergonha para os concorrentes dele. Nenhum presidenciável, absolutamente ninguém, exceto o próprio Lula, apresentou até agora um projeto de promoção humana para o País. Sabe o que vai acontecer? Serão derrotados novamente por Lula. Lembro ter presenciado recentes e tristes cenas no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo: pessoas desmaiando de fome na fila do emprego (...) e nenhum político falou nada. 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com 

São Paulo 

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Se tiver a sorte de ser condenado à pena de 14 anos e 11 meses, no processo do sítio de Atibaia, o ex-presidente Lula poderá ser comparado a Mandela, que cumpriu pena em regime fechado por 27 anos. Se tiver um pouco mais de sorte, poderá ganhar a sua liberdade no ano do seu centenário. Viva, Lula!

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com 

Monte Santo de Minas (MG)

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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

A prova de que o Supremo Tribunal Federal (STF) se tornou nitidamente um tribunal à disposição dos amigos, pode ser vista quando o ministro Dias Toffoli colocou em liberdade, José Dirceu, um criminoso reincidente e condenado a mais de 30 anos de cadeia, que roubou - oficialmente - R$ 39 milhões, mas indeferiu um habeas corpus de um ladrãozinho de uma bermuda que foi recuperada e custava apenas R$ 10. E não é só ele! Gilmar Mendes, que semanas atrás colocou em liberdade diversos réus da Lava Jato, acusados de surrupiarem juntos R$ 1,6 bilhões, também indeferiu o habeas corpus de Valdemiro Firmino, um homem acusado de ter roubado R$ 140, epilético e soropositivo. Moral da história: se for réu pobre e anônimo, permanece preso. Se roubar milhões ou bilhões, ganha a liberdade.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br 

São Paulo

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DOUTOR BUMBUM

A morte da bancária Lilian Calixto abre um questionamento bastante grave e que continuamente é recusado de ser encarado com a devida seriedade pelas autoridades competentes. Como um criminoso de jaleco branco permanece ativo por tanto tempo sem que as entidades de classe e as polícias tomem alguma atitude em retirá-lo de circulação? Cabe aqui um processo contra o Estado como corresponsável por esta lamentável morte. O nosso sistema Judiciário fica dedicado a libertar políticos corruptos enquanto que criminosos deste tipo circulam livres na sua sala de espera.

Miguel Gross mgross509@gmail.com 

São Paulo

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ARROGÂNCIA

Impressiona o olhar arrogante do chamado doutor Bumbum, quando da sua prisão em razão da morte de uma cliente submetida por ele a um procedimento médico estético, em condições inadequadas. Essa sua postura é similar a de outros processados e presos acusados de corrupção. Todos eles se consideram do "andar de cima" e "vítimas" de "contingências", mas que agora com a liberdade de imprensa que Estado Democrático de Direito permite, não estão mais conseguindo escapar das malhas da lei. 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

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NA BOCA DA URNA

Nossos políticos andam tão desacreditados que se o dr. Bumbum se candidatar ele arrebenta a boca do balão.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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EBC

"Governo paga salário de mais de R$ 20 mil na EBC". Não é o governo que paga os salários desta e de outras estatais falidas. São os impostos escorchantes e aviltantes que toda a sociedade brasileira é obrigada a pagar. Estes absurdos fazem com que se possa sugerir um novo lema para o País: "Brasil, um país de castas" ou ainda, "Brasil, um país de poucos espertos".

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br 

São Caetano do Sul

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FECHAR A EBC

A Empresa Brasileira de Comunicação, criada por Lula, não traz benefício algum para o País! Já que com sua agência de notícia, emissora de TV e rádio, a EBC consome por ano R$ 726 milhões de recursos públicos para sustentar 2.317 funcionários. Pagam salários de até R$ 35,8 mil, quando o teto do funcionalismo é de R$ 33,7 mil. Fora da realidade do mercado, paga ainda R$ 25 mil a um cinegrafista, quando no setor privado seria de R$ 4 mil, e a uma secretária R$ 27,8 mil, seis vezes maior que do setor privado. A EBC precisa ser fechada, porque a sua relapsa direção também faz vistas grossas para atestados médicos apresentados pelos funcionários! Talvez um recorde mundial, como nos seis primeiros meses deste ano em que foram aceitos 2.845 atestados médicos dos funcionários, que ficaram de folga sabe-se lá por que... Talvez por uma epidemia da ociosidade... Um absurdo! Ora, não é função do governo federal manter uma empresa de comunicação, que desde 2008, quando inaugurada pelo corrupto Lula, já consumiu algo próximo a R$ 10 bilhões. Recursos esses que fazem falta na área de saúde, educação, e que até poderiam ser alocados para criar atividades saudáveis para jovens que vivem em áreas de risco. Com esses recursos seria possível construir pelo País 50 centros esportivos olímpicos de excelência em cidades com mais de 100 mil habitantes. No mínimo 5 mil empregos (mais do que o dobro da EBC) seriam criados para médicos, preparadores físicos, técnicos em atletismo, etc., e oferecer oportunidades para mais de 50 mil jovens. E, longe dos políticos, deixar a administração dos centros esportivos nas mãos de renomados, probos e competentes esportistas, como exemplo, o técnico Bernardinho do vôlei... Não é uma boa sugestão para os candidatos ao Planalto?!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

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ESTATAIS

Faço aqui um desafio a todas as empresas públicas de todas as esferas (federal, estadual e municipal) para que possam provar que estão isentas de roubos, desvios e favorecimento a prestadores de serviços em suas comunidades, para tanto, caso alguém tope, o que acho impossível, queremos livre acesso para fazer uma auditoria de cabo a rabo, ou seja, faremos uma varredura em todas as contas públicas.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br 

São Paulo

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PCC

A prisão de importante dirigente do PCC no Paraguai mostra uma das facetas do crime organizado em todo planeta. Infelizmente o público não tem conhecimento da extensão e da gravidade destas megaorganizações, que além das atividades já conhecidas, como tráfico de entorpecentes, pirataria de produtos patenteados, extorsão e venda de segurança e outros, têm incluído nos seus pacotes o contrabando de cigarros, tanto os falsificados como os legítimos, trafico de remédios legítimos e falsificados, manipulação de resultados de jogos de futebol para fins de apostas, bem como lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilegais, na qual há uma discreta cumplicidade de grandes bancos via paraísos fiscais. Um indicativo tem sido a contaminação gradativa da Interpol, que sofre de problemas orçamentários, e assim busca fazer parcerias hoje consideradas suspeitas, com segmentos interessados em atividades de repressão ao crime organizado, com parcerias assemelhadas às nossas parcerias público privadas, com o setor de tabaco, remédios, Fifa e outros. No Brasil e Venezuela consolidou-se a novidade do crime politicamente organizado esquerdista. Nesses países há altíssimos índices de assassinatos e criminalidades diversas, indicando a suspeita de que em comum, como a politicamente organizada, haveria na surdina uma espúria e secreta aliança, para consecução de objetivos comuns.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br 

São José (SC)

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QATAR

"Agora é Catar". Catar os cacos e refazer-se. A seleção brasileira precisa fazer uma catarse antes de catar melhores jogadores para Qatar 2022! From Russia with love, by Qatar Airways

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com 

Porto Alegre

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O SUS CONTRA A CIÊNCIA

Embora com atraso, dou meus parabéns às autoras do artigo "O SUS contra a ciência" (17/7, A2). Elas colocam com muita propriedade o fato de o SUS incorporar entre os métodos terapêuticos alguns da chamada medicina alternativa, apontando a falta de comprovação científica para tais métodos. Gostei da passagem "uma gripe se cura em 7 dias, se usar homeopatia vai curar em uma semana".

Bruno Mancini brunoara@yahoo.com.br

Sorocaba

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NOTA ARTESP

Sobre a carta do leitor Orivaldo Tenorio de Vasconcelos, publicada hoje na seção "Fórum dos Leitores", a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) esclarece que análises e estudos técnicos realizados em 2002 e revisados em 2012 apontam que veículos pesados não têm condições de descer pela Rodovia dos Imigrantes em segurança. A pista de descida da Imigrantes tem extensão de 11 quilômetros com baixa sinuosidade e declive médio de 6%, o que facilita a aceleração não controlada do veículo, potencializando o risco de acidentes. Os estudos mostram que, ao contrário da Rodovia Anchieta (SP-150), que tem geometria em curvas, a Rodovia dos Imigrantes favorece a aceleração involuntária dos veículos pesados e, exige, portanto, a utilização do freio de serviço além do racionável, uma prática não recomendada pelas normas de segurança. Essa sobrecarga na utilização provoca risco de perda de eficiência dos freios. Considerando esses estudos - que foram realizados por uma equipe de Engenharia Aeronáutica e Automobilística da USP, com a participação de fabricantes de caminhões e ônibus, operadores de frota e fabricantes de equipamentos automotivos - uma portaria da Artesp, datada de dezembro de 2002, proíbe a circulação de veículos pesados, compreendendo os caminhões, reboques, semirreboques, veículos mistos e veículos de transporte coletivo de passageiros (micro-ônibus e ônibus) entre os km 41 e 58 da Rodovia dos Imigrantes (SP-160). A concessionária Ecovias já encomendou um novo estudo que será realizado com a mesma equipe técnica da USP de São Carlos que realizou os últimos estudos.

Nelson Nunes - assessor de imprensa da ARTESP 

São Paulo

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