Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

30 Julho 2018 | 03h00

ECONOMIA

Orçamento apertado

Li, estarrecida, que 2 em cada 3 trabalhadores brasileiros precisam fazer trabalhos extras (bicos) para sobreviver (Estado, 28/7, B1). Se levarmos em conta os milhões de desempregados, a falta de assistência à saúde da população e à segurança, além do aumento da mortalidade infantil e da cegueira coletiva de nossos políticos, que não freiam seus gastos, chego à conclusão de que só falta um palmo para chegarmos ao fundo do poço.

MARIA DO C. Z. LEME CARDOSO

zaffalon@uol.com.br

Bauru

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SAÚDE

Mortalidade infantil

Muito triste saber que a mortalidade infantil no Brasil voltou a crescer. Mais triste ainda é saber que os Estados do Norte e do Nordeste são os mais atingidos, por falta de atendimento médico e pela desnutrição. São mães sem assistência durante a gestação e crianças vulneráveis a doenças e infecções. Os dados que agora conhecemos foram coletados até 2016, portanto fazem parte da “herança maldita” do PT. Incrível que, mesmo a população desses Estados sofrendo todas as agruras que voltam a assombrar sua residência, o lullodillmismo tenha se tornado praticamente uma seita. E “vivam São Lulla e mainha Dillma!”.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

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SBPC

Ciência sem rumo

Diante do editorial Lulopetismo na SBPC (28/7, A3), lembrei-me de um tempo distante, década de 1980, quando eu cursava o mestrado numa universidade renomada em São Paulo. Uma tarde, quando cheguei um pouco atrasada para a aula, porque vinha de Campinas, onde trabalhava, encontrei na sala professora e alunos em total silêncio, a lousa coberta de alguns nomes e os colegas preenchendo uns formulários. Perguntei o que ocorria e me informaram que haveria eleições na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), por isso a professora, que era alinhada à esquerda, anotara na lousa o nome dos seus candidatos para que neles votássemos, garantindo que eram os melhores. Surpreendi-me e disse que, como não os conhecia, não votaria. Meus amigos, apreensivos, aconselharam-me a votar para evitar problemas depois com a professora. Não discuti com eles. Li o formulário, dobrei-o e o entreguei em branco, junto com os demais. Na aula seguinte, tive de enfrentar a ira da professora, que, com o envelope em mãos, exigia que eu votasse nos seus candidatos, ao que eu me neguei novamente. Tivemos uma relação complicada depois disso, mas não me importei, afinal, num curso de mestrado, eu não poderia agir como se iletrada fosse. O tempo passou e agora, diante do texto publicado no Estadão, recordei-me da violência daquele gesto, que certamente deve ter sido sempre repetido, transformando a SBPC num grupo de militantes que usam o espaço e o tempo de um encontro anual no País para discutir questões ideológico-policiais em prol do gatuno de Garanhuns, como se um braço fosse do Foro de São Paulo, e não uma organização científica pública para a busca do desenvolvimento da ciência.

NEIVA PITTA KADOTA

npkadota@terra.com.br

São Paulo 

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É ingenuidade?

Que pessoas mal informadas e crédulas ainda se deixem seduzir pelo palavrório da “jararaca” é até possível de entender. Mas que criaturas engajadas nos projetos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência tenham o mesmo comportamento é cômico, não fosse trágico. Moção propondo a libertação do ex-presidente Lula, além de nada acrescentar ao progresso da ciência no País, serve tão somente para expor as nossas instituições ao descrédito – sem falar da perda de uma preciosa oportunidade para discussões produtivas, que poderiam ter o potencial de elevar o Brasil ao patamar das nações evoluídas. Afinal, qual interesse está movendo estes pseudocientistas? Ou serão apenas ingênuos?

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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Febeapá

Nelson Rodrigues e Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, foram dois notáveis jornalistas, cronistas e escritores. Tinham posições políticas diferentes, mas em comum a capacidade de observar a vida e a cena política nacional e elaborar frases marcantes e deliciosas. Pena que não viveram para observar o novo “Febeapá” (festival de besteiras que assola o País), entre outras boçalidades, da manifestação dos cientistas brasileiros, que nada produzem de relevante para a ciência, contra a Justiça brasileira e em apoio a um criminoso contumaz condenado por corrupção. Alô, galera da SBPC, vão trabalhar!

JOSÉ JAIRO MARTINS

josejairomartins7@gmail.com

São Paulo 

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SÃO PAULO

Paiçandu, 3 meses depois

Quase três meses depois do incêndio no Largo do Paiçandu, o que deveria ser um espaço público continua parcialmente privatizado por um acampamento montado por quem se aproveitou da tragédia e acha que conseguirá moradia grátis se continuar gritando alto. Dezenas de pessoas passam os dias no ócio ou em estupor alcoólico esperando mesadas como o aluguel social e bolsas, enquanto assistem à TV ou carregam celulares alimentados por gatos feitos nas luminárias. Casos como o de uma acampada que recebe aluguel social há três anos e está amamentando seu quinto filho (mostrado pelo Estado) exibem as distorções que subsidiam a multiplicação da miséria. Se maio e junho forem guia, por exemplo, as crianças que passam seus dias por lá continuarão fora da escola e não podem esperar uma vida longa nem próspera. Completando este quadro, ao lado do acampamento dos movimentos sociais se forma diariamente uma feira do rolo onde centenas de pessoas comercializam itens roubados e drogas. Ali perto, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) assiste a tudo com cara de paisagem, enquanto a Polícia Militar aparece de vez em quando para espantar os marginais, sem muita convicção. Essa situação se prolonga apesar dos milhões gastos com albergues, auxílios e outros instrumentos da rede de proteção social do Município, com a GCM e com segurança pública. Nós, que pagamos a conta e continuamos vendo a destruição do espaço público, a degradação do centro e o valor dos imóveis – base da arrecadação do Município – desabar, questionamos por que o poder público se finge de morto e por que devemos continuar a pagar por um sistema que trabalha contra nós. E pensar que tragédias como a do Paiçandu poderiam ser evitadas se a regra fosse reintegrações de posse rápidas e sem mimimi, e não a exceção.

FABIO OLMOS

f-olmos@uol.com.br

São Paulo

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“Tristeza constatar que até a SBPC foi aparelhada pela esquerda. Creio, porém, que a área tecnológica, que preza pela racionalidade, não tenha sido atingida”

  

MARCOS LEFEVRE/ CURITIBA, SOBRE O EDITORIAL ‘LULOPETISMO NA SBPC’ (28/7, A3)

lefevre.part@hotmail.com

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“Não espanta a simpatia da SBPC por Lula, já que é intimamente ligada às universidades públicas, onde reina o lulopetismo”

MARCELO MELGAÇO/ GOIÂNIA, IDEM

melgacocosta@gmail.com

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DORIA NO GOVERNO

É uma vergonha para o PSDB referendar a candidatura de João Doria para o governo do Estado de São Paulo, o mais rico e populoso do País. Doria abandonou a Prefeitura paulistana após ínfimos 15 meses de mandato e descumpriu praticamente todas suas promessas de campanha. Não passa de um oportunista e mentiroso, que prometeu de pés juntos que iria permanecer os quatro anos como prefeito. Como bem dito por um tucano de peso e de respeito, o ex-governador paulista Alberto Goldman, “o PSDB se rebaixou e decaiu ao referendar uma figura lamentável como Doria”.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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APOIO DO BLOCÃO

No Brasil, um presidente da República, assim como os governadores e prefeitos só conseguem governar e colocar suas propostas em funcionamento se tiverem apoio parlamentar, portanto, Geraldo Alckmin não pode ser criticado por receber apoio do centrão e de políticos investigados e suspeitos de falcatruas. Somente o eleitor tem poder para vetar o  retorno de fichas sujas no Legislativo, basta  ignorá-los no próximo pleito. O todo poderoso Lula da Silva, que graças a Lava-Jato está enclausurado, só conseguiu governar distribuindo benesses aos congressistas por meio do mensalão. Alckmin é o único dos  presidenciáveis que se salva no meio de tantos candidatos inexpressivos e inexperientes. Avante “picolé de chuchu”!

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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IMPOSTO SINDICAL

Afinal, em relação ao polêmico imposto sindical obrigatório, Geraldo Alckmin é contra, a favor ou muito pelo contrário?!

J.S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

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 SE NÃO FOR FAKE NEWS

Corre por aí que Gilberto Carvalho  disse que só há uma forma de tirar Lula da prisão:  “um levante popular, uma mobilização muito forte, uma radicalização do processo seja de que forma for”.  O “seja de que forma for” me deixou extremamente preocupado e eu gostaria de perguntar às autoridades do nosso Judiciário se, no caso de essa declaração não ser fake news, não é o caso de enquadrá-lo por incitamento à prática de crime? Gostaria que a resposta fosse breve, pois caso não tenha como enquadrá-lo, os brasileiros que querem que Lula continue pagando pelos crimes que praticou terão que construir abrigos de proteção. Não custa prevenir. Continuemos rogando a Deus pelos nicaraguenses e pelos venezuelanos. Eles são vítimas do populismo.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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DESPROPOSITADO?

Em mais um de seus destrambelhados discursos, o “presodenciável” Ciro  Gomes fala  em  pôr  a justiça na caixinha e soltar o Condenado Lula. Com todo o respeito, uma focinheira lhe cairia muito bem. Só para dizer o mínimo!

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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FUNDO ELEITORAL E PARTIDÁRIO

Essa politicalha toda está em contato com outra realidade que não temos percepção… Como é que podem aprovar o fundo eleitoral e partidário enquanto gente passa fome no Brasil ou morre por falta de médicos e hospitais? O assunto é vasto e incomoda descaradamente, porém verdadeiro, e tem que ser resolvido pelo próprio Legislativo, ou resolverão por eles. O limite chegou!

Antônio C. de S. Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

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CANDIDATO POPULISTA

Os vídeos enviados para o quadro “O Brasil que eu quero” são uma excelente fonte de informação  para a campanha do candidato populista. Todo mundo quer igualdade, saúde, trabalho, estradas, hospitais, educação, etc. Só se fala nos direitos, já dos deveres e de onde virão os recursos, ninguém fala absolutamente nada. Na cabeça do brasileiro, o Estado deve tudo prover. É o paraíso do candidato populista.

Luiz Henrique Pincharia  lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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FALSAS VERDADES

“Decisão judicial não cumprida e acatada torna impossível cogitar um Estado Democrático de Direito”. Em síntese, essa é a fala da ministra presidente do Poder Supremo e de toda a justiça, desde a criação da República. Mas os tempos mudam. No Brasil dos últimos três anos o que se vê é uma justiça aliada aos poderosos e acovardada ao noticiário. Dois pesos e duas medidas nas decisões. O rigor da lei (ou sua transgressão) a partidos de oposição aos poderosos e de defesa dos pobres e absolvição e omissão aos partidos dos poderosos. Inúmeras evidências e exemplos, que o espaço desse texto não permite exemplificar. O chamado Estado Democrático de Direito está na lona. Cármen Lúcia não deve sofrer de “mitomania” (transtorno da mentira), mas 214 milhões de brasileiros não podem ficar reféns e serem capturados por suas falsas verdades.

Antônio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br

Rio de Janeiro

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SOMBRA X POLITICALHA

A farejadora “Sombra”, uma cachorra pastor alemão, que já colocou na cadeia mais de 240 traficantes, com a apreensão de toneladas de drogas na Bolívia, poderia fazer um estágio no Brasil para farejar a politicalha corrupta. Certamente, o sucesso da empreitada será manchete no Livro dos Recordes, até mesmo porque ela é insubornável e, muito menos, afeita de soltar o “trambiquei-o favorito”, especialmente aquele já condenado à reclusão. “Sombra” ajude o Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brizola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ECONOMIA NORTE-AMERICANA

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa atualizada de 4,1% no segundo trimestre de 2018. Os dados foram divulgados na sexta-feira (27/7), na primeira estimativa feita pelo Departamento de Comércio Americano. Já o avanço do 1º trimestre foi revisado de 2,2% para 2,5%.

Márcio Cruz mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

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NOVAS TAXAS

Latam passará a cobrar por marcação de assento em voos. Mais um assalto ao usuário das aéreas, sob as bênçãos da inútil, ineficiente, ineficaz, dentre outros adjetivos, Anca.

José Roberto Nieto jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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A persistência do abandono das edificações dos séculos passados que registram a história do Brasil,  reflete o descaso e a ignorância que as autoridades têm pelo passado de seu país. A Estação Leopoldina, localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro é um exemplo gritante desta afirmação. O prédio, cujo nome, Barão de Mauá, homenageou o pioneiro da ferrovia no Brasil, foi inaugurado em 1926 e foi desenhado pelo arquiteto escocês Robert Prentice. Trata-se de um elegante e belíssimo traço encravado numa área de alta visibilidade para qualquer cidadão e que não pode ficar sujeito à intempérie da insensibilidade dos políticos. 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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IDOSOS

Não podemos nos queixar. Temos cinco segundos para atravessar a rua. É tempo demais. Outra: a travessia da Rua Oscar Freire, uma das 10 ruas mais conhecidas do mundo, local onde estão instaladas as melhores marcas é um desafio, além de e perigosíssima para caminhar. Pergunto: não é de responsabilidade das lojas manter o piso em ordem?

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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FELIPÃO VOLTOU

Bom para torcida, para imprensa e para o nosso futebol esta contratação pelo Palmeiras do técnico Felipão!  Competente, colecionador de títulos, sendo um deles o título mundial para o Brasil em 2002!  Profissional correto e determinado, porém, longe do politicamente correto! O polêmico Felipão debate o futebol com a sinceridade que lhe é peculiar e sem medo de cara feia.  Certamente vai trazer o sal que falta para o dia a dia do nosso futebol, hoje, sonso e monótono...  Cobrado será pelos 7 X 1 na goleada da Alemanha contra o Brasil em 2014!  Resultado esse não menos decepcionante do que a queda da seleção de Tite nas quartas de final na Rússia...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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