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O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2018 | 03h00

ELEIÇÕES 2018

A vice de Alckmin

A senadora Ana Amélia (PP-RS), ao que tudo indica, acaba de se meter numa daquelas grandes enrascadas políticas. Aceitou ser vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB-SP), aquele que, mesmo tendo feito uma daquelas suspeitíssimas coligações, com o chamado centrão, não deve lograr êxito, pois a maioria da população não aguenta mais tantas alianças suspeitas, corrupção e, evidentemente, tanta mesmice na política nacional. E a senadora gaúcha – com quem troquei algumas mensagens há algum tempo e pude identificar como política insuspeita e até bem-intencionada – representa, neste momento, mais do mesmo. Uma pena vê-la trocar uma quase reeleição ao Senado pela espinhosa função determinada por seu partido e se submeter à possibilidade real, segundo pesquisas, de manchar sua imagem e seu nome. A senadora, ilibada, combativa e antes independente pode ter entrado numa fria daquelas.

JOÃO DIRENNA

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

Entre os piores

O advogado Cláudio Lembo (Estado, 2/8, A8) não poderia ter sido mais preciso e direto ao afirmar que Geraldo Alckmin poderá sair vitorioso nas eleições de outubro por ser “o menos ruim entre os piores, ao ser comparado com a falta de qualidades de seus adversários”. Se os projetos de Alckmin para o futuro do Brasil são vagos e nada entusiasmantes, os dos seus adversários diretos são um verdadeiro show de horrores, para dizer o mínimo. A aliança preciosa com o questionável centrão – pré-requisito fundamental não só para a campanha eleitoral, como para a governança futura – certamente custará caro ao ex-governador. Entretanto, a situação que se apresenta a nós, eleitores, é esta que aí está. Não existe mágica e pouco adianta reclamar de tudo e de todos. Na falta de coisa melhor, se não tem tu, vai de tu mesmo. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo 

Jogo manjado

Ficamos discutindo as eleições presidenciais e nos distraímos do mais importante, a eleição no Congresso Nacional. Mas os mais espertos já se garantem. O MDB lança um candidato a presidente só para constar, mas foca mesmo na Câmara e no Senado, assim, seja quem for o eleito, ele assume o poder. Ou seja, estamos jogando um jogo em que o final já está definido.

MARCOS DE LUCA ROTHEN

marcosrothen@hotmail.com

Goiânia 

Às moscas

A foto na primeira página do Estadão de quinta-feira (2/8), do plenário da Câmara dos Deputados vazio no dia da volta do recesso parlamentar, é simplesmente humilhante para a população que votou nesta corja de deputados, a quem pagamos muitíssimo bem, oferecemos ótimos benefícios, enormes vantagens, além de uma infinidade de mordomias, para que nos representassem. Apenas 8 dos 513 deputados estiveram presentes ali. Inaceitável, né não? 

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

O que lhes interessa

O Congresso está garantido. O dinheiro dos contribuintes brasileiros vai financiar a campanha eleitoral deste ano com nada menos que R$ 1,7 bilhão. MDB, PT, PSDB, Progressistas e PSB ficarão com 59% do dinheiro para as campanhas dos senadores e 46% para os deputados federais. Assim, não acontecerá a tão sonhada renovação, privilegiando as cúpulas partidárias. Os detentores do poder no Congresso serão eleitos mais uma vez, garantindo o foro privilegiado e a distância das penitenciárias.

JOSÉ C. SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

ABORTO

O foro errado

Excelente o artigo do professor Eros Grau (Mais um grito pela vida!, 3/8, A2). Concordo com a opinião do ilustre ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em todos os seus termos. Mas muito mais grave do que aprovar o aborto será fazê-lo por meio do Judiciário. Essa matéria que, infelizmente, já foi objeto de decisão por uma das turmas julgadoras, se possível de ser decidida, só pode ser deliberada pelos representantes do povo por ele eleitos, e não por 11 ministros da Suprema Corte, por mais sábios e cultos que sejam. Não detêm mandato popular. Há algum tempo, o desembargador federal Paulo Fontes publicou no site Consultor Jurídico um excelente artigo mostrando isto, ou seja, que o Judiciário carece de legitimidade para legislar valendo-se, para tanto e de forma esdrúxula, da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental.

EDGARD SILVEIRA BUENO FILHO, advogado

e.bueno@limalaw.com.br

São Paulo

Excelente e incontestável o artigo exposto pelo Exmo. dr. Eros Grau. Inexplicável como ainda discutimos (não somente aqui, no Brasil) a legalização de assassinato de nascituros. Cumprimento o Estadão e o dr. Eros Grau pela publicação de artigos desta natureza.

CARLOS ALBERTO GARCIA

d.garcia@terra.com.br

São Paulo

VIOLÊNCIA

Pena branda

Dois corintianos foram condenados, esta semana, pelo homicídio de um palmeirense numa discussão pós-jogo em 2017. Surpreendi-me, porém, com a generosíssima condenação: 5 anos em regime semiaberto. Realmente, não há como imaginar diminuírem a violência, os crimes, os roubos, os assaltos e os assassinatos neste Brasil, porque as penalidades são absurdamente brandas. A meu ver, essa brandura nas condenações é também responsável pelo caos brasileiro na segurança pública.

JOÃO PAULO DE O. LEPPER

jp@seculovinteum.com.br

Rio de Janeiro

SÃO PAULO

Anel cicloviário

Analisando a reportagem Prefeitura de SP planeja criar um anel cicloviário em Marginais e Bandeirantes (3/8, A13), por que não pensar na ampliação do projeto, incluindo as motocicletas? Se o objetivo é “retirar carros das ruas” e oferecer mais segurança ao transporte de duas rodas, a moto seria mais uma opção e com mais velocidade. O projeto poderia ser simplificado, transformando uma faixa das grandes vias (Marginais, Avenidas Bandeirantes, Salim F. Maluf, etc.) em faixas exclusivas para motos e bikes. O custo da implantação seria baixo, se comparado às novas construções, e a segurança deste tipo de transporte aumentaria significativamente, estimulando os motoristas a trocarem o carro pelas duas rodas.

RICARDO ALGRANTI

ricardoalgranti@uol.com.br

São Paulo

ALCKMIN E ANA AMÉLIA

Após definir a senadora gaúcha Ana Amélia (PP), o eleitor consciente e responsável está convicto para votar em Geraldo Alckmin (PSDB). São candidatos preparados, equilibrados, ponderados e experientes para disputar e vencer a próxima eleição. São pessoas que inspiram confiança para dar continuidade aos avanços conquistados neste governo e fazer as reformas necessárias: Previdência, tributária, política e aperfeiçoar a trabalhista para gerar mais empregos, melhorar a segurança, educação e saúde, além de implementar o plano para as privatizações. Com esta dupla confiável é possível acreditar que o País vai se tornar melhor e mais justo.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br  

São Paulo 

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ESCOLHAS

Parabéns a Geraldo Alckmin pela escolha de sua candidata a vice-presidente, a senadora Ana Amélia (PP-RS). É uma das pessoas mais respeitadas do Congresso. Parabenizo a senadora por abandonar seus projetos pessoais em favor de um projeto maior, que é o Brasil.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo 

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GAÚCHA

Geraldo Alckmin e Ana Amélia compõem uma chapa forte na disputa presidencial. O PSDB acertou em cheio escolhendo a operosa e respeitada senadora do PP para vice-presidente. É a valorização, o vigor e a energia da mulher. Pela primeira vez lembrada e alçada para exercer a função. Vocacionada para o trabalho e determinada em realizar e produzir em benefício do bem comum, Ana Amélia jamais será figura decorativa no exercício da vice-presidência da Nação. A política gaúcha será de enorme importância na caminhada de Alckmin para o segundo turno do pleito.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 

Brasília

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GESTOR E POLÍTICA

Alckmin e o centrão surpreendem e convidam uma Amélia, que é Ana, mulher e gaúcha para vice-presidente! Senadora do PP pelo Rio Grande do Sul, Ana Amélia, foi durante anos a jornalista chefe da sucursal do jornal "Zero Hora" (ZH) de Porto Alegre, em Brasília. Amiga de muitos anos, fomos colegas no "ZH". Conhece os meandros da política de Brasília como poucos. É uma incansável política nata, conhece o Rio Grande do Sul como a palma da mão e será uma notável companheira de chapa ao ex-governador paulista, que ainda não é muito conhecido nacionalmente. É uma dupla muito qualificada. Alckmin foi quatro vezes governador do nosso Estado-Nação - São Paulo. O mais bem administrado do País. Ana Amélia é uma traquejada mulher-política versada em Brasília. Um gestor e uma política!

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com 

Porto Alegre

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SABATINA

Assistindo Alckmin sendo sabatinado, chego a pensar que ele é o candidato menos pior - apesar das alianças que fez - dos que têm chances. Tem todos os números na ponta da língua e responde com firmeza sobre seus projetos. Governou São Paulo com firmeza. E tem uma vice de peso, a senadora Ana Amélia. A conferir.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo 

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Amélia da marchinha era mulher de verdade. Será agora teremos uma vice também? 

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com 

São Paulo

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SANTA CEIA DO MAL?

Há quem diga que essa espúria aliança política firmada entre Geraldo Alckmin e o tal centrão, formado por DEM, PP, PR, PRB e SD, representados por cidadãos cuja "folha corrida" esbarra em seríssimos entraves com a justiça, mais parecia a reunião de uma quadrilha. Será?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br  

São Paulo 

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PROVA CABAL

Para termos a certeza de que nosso sistema político está liquidado e sem a menor condição de recuperação, temos a "pá de cal" com a cooptação de uma das poucas figuras respeitáveis de nosso Senado que aceitou a parceria, ou, melhor dizendo, a cumplicidade, com o centrão e com seu novo cacique, o ex-governador do Estado de São Paulo. Felizmente a parte lúcida do eleitorado nacional vai, esperamos os desiludidos, sepultar em definitivo a tribo de medíocres e amorais que está a destruir o País.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 

Campinas

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AÉCIO NEVES

Aécio Neves pediu e recebeu propina de Joesley Batista em uma ação fartamente documentada pela polícia, não há qualquer dúvida uma vez que o próprio senador confessou o fato. Poupado pelos seus pares e desesperado para manter a imunidade parlamentar, Aécio se acovardou vergonhosamente e não vai enfrentar novamente a sua algoz, Dilma Rousseff. O covarde Aécio não deverá ter muitas dificuldades para se eleger deputado e se manter fora do alcance das forças da lei. Dilma tem o caminho aberto para voltar à vida pública e se eleger senadora por Minas Gerais, quando deveria estar cumprindo oito anos de inelegibilidade depois do impeachment. A política brasileira está no seu ponto mais baixo e vergonhoso e nada indica que haverá mudanças nos próximas eleições. 

Mário Barilá mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo 

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OS ADVERSÁRIOS AGRADECEM

Os adversários do PT, especialmente, os contrários a Lula da Silva estão gratos com a desorientação do demiurgo de Garanhuns. Entrincheirado em sua modesta cela, na Polícia Federal, vive em um total inferno astral, conseguindo desorientar, também, toda a sua trupe. Ideias e atitudes desconexas indicam a própria sucumbência, o que beneficia, em muito, a direita do País. Ou seja, "elle" está mais perdido do que cego em tiroteio. Fora tigrada petista!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

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VALE TUDO

O PT está fazendo alianças até com apoiadores do impeachment de Dilma Rousseff. Agora podemos denominá-los de os 1001 picaretas.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com  

Jandaia do Sul (PR)

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FICHA SUJA

O "Estadão" prestaria relevante serviço aos eleitores se publicasse a listas dos políticos e suas respectivas siglas partidárias que têm ficha suja e estão impedidos de se candidatarem nas próximas eleições. Alguns como Lula sabem que estão inelegíveis, mesmo assim forçam a barra com o propósito de conseguirem alguma coisa. Além dos eleitores ficarem sabendo dos políticos inelegíveis ficaria também sabendo qual partido tem o maior número de fichas-sujas. 

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com 

São Paulo

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IGUAIS

Não seria surpresa alguma se o agora isolado candidato Ciro Gomes sair como vice na chapa de Jair Bolsonaro. Afinal, a única diferença que existe entre os dois é que enquanto um assume ser de extrema direita, o outro apenas finge que não é. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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'NARIZINHO', LULA E BEIRA-MAR

A senadora Gleisi Hoffmann, presidente do Partido dos Trabalhadores, e que poderá, na última hora se transformar em candidata presidencial do PT, saiu-se com um besteirol, marca dos petistas. "Narizinho" sugere que haja isonomia entre Lula e o traficante Fernandinho Beira-Mar, quanto ao direito de receber de receber visitas na prisão. Ocorre que o traficante, por efeito de regulamentos prisionais, tem o direito de receber visitas, mesmo sendo um traficante perigoso, enquanto a "alma mais honesta do Brasil" pretende fazer política, o que está proibido por lei. Lula, em matéria de politicagem, deita e rola atrás das grades, por conta da lentidão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em declará-lo inelegível e acabar de vez com essa pretensão absurda que ainda acalenta os fanáticos pelo símbolo da foice e do martelo. O Brasil que eu quero para o futuro é um país sem Lula e seu séquito de agitadores.

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com  

Vassouras (RJ)

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PROGRAMA DE GOVERNO

Motivado pelo insistente anúncio na TV Cultura sobre a entrevista com o candidato Jair Bolsonaro à Presidência da República, minha expectativa era de um debate de ideias a respeito do seu programa de governo. Decepcionei-me ao assistir um tribunal de inquisição com o objetivo claro de derrubar a candidatura, simplesmente porque o candidato é anticomunista. Onde está a democracia tão propalada do sistema político brasileiro que não admite candidato que pense diferente dos marxistas? Estou agora recomendando o voto em Jair Bolsonaro, para que o Brasil não se torne Cuba ou Venezuela.

João Ferreira Mota jfmota29@gmail.com  

São Paulo 

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DESESPERO DE CANDIDATOS

O grande desespero dos candidatos ao cargo majoritário do País é a grande abulia do eleitorado com relação aos políticos tradicionais. Mesmo os que tentam se afastar dessa avaliação negativa da população, usando uma estudada e teatral agressividade contra tudo que aí está, não conseguem convencer, posto que seus passados políticos estão devidamente arquivados nos sites virtuais e estão cada vez mais sendo consultados pelos que votarão em outubro próximo. 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

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MARINA SILVA

Marina Silva ocupou 3/4 de uma página do "Estadão" (3/8, A6) e saiu pela tangente em perguntas relativas ao agronegócio, à reforma da Previdência e sobre uma reforma administrativa. Sim ou não, muito pelo contrario... Mas quanto ao fim do imposto sindical não conteve sua preocupação com o futuro dos sindicatos. Marina Silva aquela que, uma vez petista, sempre petista!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com 

São Paulo

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'MEMÓRIAS DISTANTES'

Congratulo-me com a pena do jornalista William Waack em seu artigo "Memórias distantes" (2/8, A6)! Além da pactuação da anistia de 1979, já corroborada pelo STF em ocasião recente, a adesão do Brasil aos preceitos da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos só se deu em data posterior e todos sabemos que a lei não pode retroagir para prejudicar somente beneficiar.

Marco Balbi mbalbi69@globo.com 

Rio de Janeiro

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1/4 DOS PROFESSORES FAZ 'BICO'

Os baixos salários de professores no ensino básico mostrado pela matéria "1/4 dos professores na educação básica faz 'bico' para complementar renda" (1/8, A12), a ponto deles se degradarem ao "lumpesinato" do ensino atual, que é fruto de uma política equivocada de investir muito no telhado do edifício do ensino (universidades), do que nas paredes (médio) ou nas fundações (básico). Preferiu-se gastar mais com uma burocracia inútil, baseada em regulamentos igualmente inúteis para justificar uma oligarquia funcional, do que investir nos efetivamente necessários, como os da base do ensino, da saúde, da segurança, da manutenção da infraestrutura, entre outros. Enquanto isto não mudar, a situação da sociedade também não mudará significativamente, apesar dos altos impostos pagos e mal aplicados.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br 

São José (SC)

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JOGO DE INTERESSES

Foram anunciadas sete medidas para o combate à criminalidade e à impunidade, mas, estranhamente, simplesmente não se cogita, como sempre, de mudanças na legislação penal. Será, então que a mudança nas leis penais é realmente assunto proibido, ou, então, a nossa democracia é tudo, menos qualquer coisa que signifique uma verdadeira e necessária mudança, mesmo que de alto interesse público? O que falta para as prioridades dos nossos poderes públicos serem do interesse nacional, e não apenas do interesse de alguns?

Marcelo Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com 

Rio de Janeiro

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MEDALHA FURTADA

O cidadão iraniano que ganhou o prêmio Fields (o Oscar da Matemática) não contava com o poder de subtração dos brasileiros. A que ponto chegamos!

Cláudio Juchem cjuchem@gmail.com 

São Paulo 

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QUOCIENTE

Roubaram a medalha. Mas há que se admitir a meticulosidade do cálculo...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo 

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MATEMÁTICA E FUTEBOL 

A medalha Fields - a premiação de maior prestígio do mundo da Matemática - foi roubada minutos depois do professor Birkar ganhá-la no Rio de Janeiro. Birkar ficou famoso por seu trabalho de categorização de diferentes tipos de equações polinomiais mostrando que as mesmas podem ser dividas em um número finito de classificações, o que representou um grande avanço no campo da geometria bi-racional. Seu grande erro foi ter deixado a referida medalha em sua pasta na sala de convenções onde o evento acontecia. No Rio de Janeiro existem diferentes categorias de subtrações do tipo poli: as praticadas por políticos, as por policiais, as por bandidos polivalentes, etc. Não faltaram tentativas de, no passado, se equacionar a segurança naquele que é o Estado símbolo de nosso País no exterior. O problema é que por lá se pratica um número infinito de esquemas. Considerando-se a geometria do local e o modus operandi dos "surrupiadores", bem como o ouro e a notoriedade do troféu, tudo indica que a medalha tenha sido levada para o mesmo destino que a taça Jules Rimet, que em 1983, sumiu do prédio da CBF, na Rua da Alfândega, 70, no Rio de Janeiro. Talvez os agentes ingleses possam nos ajudar a descobrir onde estes objetos estão o que ocasionaria uma vitória binacional em favor do combate ao desaparecimento objetos de valor inestimável em sociedades irracionais. 

Jorge Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo

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