Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2018 | 03h00

ELEIÇÕES 2018

Lula candidato

A convenção nacional do PT oficializou Lula como candidato à Presidência da República. E o Brasil, agora, disputará, além das próximas eleições, um cabo de guerra entre os partidários da legalidade e os adeptos do “quanto pior, melhor”, pois para alguns ainda o que já foi decidido pelo Poder Judiciário de nada vale. Sempre ouvi dizer que existem vários Brasis, mas, pelo andar da carruagem da política e dos políticos, estão querendo levar isso a termo.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Esquerda desunida

O PT deu um tiro no pé ao oficializar Lula - mesmo condenado pela Justiça, preso e inelegível - como seu candidato à Presidência. Lula e o PT deveriam ter se aliado com a esquerda, sobretudo com Ciro Gomes, numa chapa Ciro-Haddad, com o aval de Lula, que teria chances reais de vitória. Mais uma vez, Lula e o PT mostram sua total falta de autocrítica e que seu projeto é apenas de poder, e não um projeto maior, de defesa do Brasil e do povo brasileiro.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo 

Afronta

Até quando a Justiça brasileira continuará refém e desrespeitada por um prisioneiro comum condenado a mais de 12 anos de prisão? Até quando este presidiário continuará a ter regalias e privilégios que a nenhum outro preso, de maneira lícita, são concedidos? Até quando infindáveis recursos continuarão a ser protocolados com argumentos e explicações os mais ridículos e estapafúrdios, com o único intuito de tumultuar um processo já devidamente sacramentado? Até quando certos juízes continuarão a protagonizar de maneira inaceitável, causando indignação e perplexidade, defesas escancaradas em favor do presidiário, pretendendo a qualquer custo beneficiá-lo, numa afronta às leis, ao bom senso e à inteligência do povo brasileiro? Até quando o presidiário continuará a afirmar que será candidato, sem que definitivamente se afirme que, por ser ficha-suja, ele é inelegível? Até quando vamos ter de aturar tamanha palhaçada, sem que se diga “basta!”?

MARIO MIGUEL

mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

SÃO PAULO

Praça da Liberdade

No sábado (4/8) o Estadão publicou notícia sobre a alteração do nome da estação Liberdade do metrô, em São Paulo, para Japão-Liberdade, feita por decreto do governador Márcio França; e também sobre a mudança do nome da Praça da Liberdade para Praça da Liberdade-Japão, por lei sancionada pelo prefeito Bruno Covas. As autoridades atenderam à reivindicação de uma associação japonesa presidida por Hirofumi Ikesaki, e segundo ele esta é uma forma de reconhecimento da imigração japonesa no Brasil, que completou 110 anos. Não discordo em nada da importância da imigração japonesa no País e do direito da reivindicação. Porém esta, com certeza, é descabida. A Praça da Liberdade tem uma história que remonta ao tempo do império brasileiro, bem antes da chegada da colônia japonesa. O local já foi denominado Largo da Forca, pois era lá que se enforcavam os condenados na época. O mais famoso ainda é o soldado negro Francisco José das Chagas, morto em 1821, com crueldade, por não conseguirem enforcá-lo. Conhecido como São Chaguinhas, não reconhecido pela Igreja Católica, ele ainda é venerado na Igreja Nossa Senhora dos Enforcados, localizada exatamente naquela praça, pelos motivos óbvios. Não só em razão da abolição da morte por enforcamento, mas também da ignominiosa escravatura no Brasil, a praça passou mais tarde a chamar-se Praça da Liberdade. 

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br 

São Paulo 

Demagogia política ou ignorância histórica? No presente caso, parece que é um somatório dos dois. A origem do nome Liberdade para o atual bairro oriental de São Paulo vem de um episódio histórico que deveria ser lembrado e devidamente valorizado por nós, paulistanos e brasileiros. Em 27 de julho de 1821 irrompeu no litoral paulista o motim de parte da guarnição do 1.º Batalhão de Caçadores de Santos. Na liderança dos amotinados, o cabo Chaguinhas, que, ao lado do parceiro Joaquim José Cotindiba, comandou o ataque a uma embarcação de bandeira portuguesa, reivindicando salários atrasados há 5 anos, equiparação salarial e igualdade no tratamento de soldados brasileiros e portugueses. No dia 20 de setembro de 1821 (um ano antes de nossa Independência), aconteceu a execução de ambos na forca que ficava onde hoje é a Praça da Liberdade. Depois da execução de Cotindiba, a corda foi recolocada no patíbulo e no pescoço de Chaguinhas. Mas ela arrebentou e o réu caiu ao chão. O povo, que a tudo assistia, gritou “liberdade!”, palavra que deu origem ao nome do bairro. Na Revista do Instituto Histórico e Geográfico (volume V, página 58), Antônio de Toledo Piza conta que o povo “não somente comovido, mas indignado”, dirigiu-se ao palácio do governo para exigir que o enforcamentonão se consumasse, mas o pedido de clemência não foi atendido. E, após a segunda tentativa de enforcamento em vão, Chaguinhas foi cruelmente morto a pauladas pelos seus algozes. Padre Diogo Antônio Feijó (1784-1843), que depois se tornou regente do Império, declarou: “Vi com meus próprios olhos a execução do cabo Chaguinhas, que se deu antes do julgamento do pedido de clemência feito ao príncipe regente, D. Pedro I. Ao iniciar o enforcamento, o cabo caiu porque a corda rompeu. Como não havia corda própria para enforcar novamente, usaram um laço de couro, mas o instrumento não foi capaz de o sufocar com presteza. A corda novamente se partiu e o condenado caiu ainda semi vivo. Já em terra, foi acabado de assassinar”. A estação e a praça deveriam ter o nome mais apropriado de Liberdade-Chaguinhas e Cotindiba.

MÁRIO LUIZ LÚCIO

mllucio@yahoo.com.br

São Paulo

Mudar o nome da estação Liberdade do metrô para Japão-Liberdade, assim como o nome da praça onde ela está, é nos colocarmos de costas para a história. A Praça da Liberdade foi o lugar de enforcamento de condenados na era colonial, entre eles muitos escravos, fato atestado, aliás, pelo nome da Igreja dos Enforcados, situada numa de suas esquinas. Local de muitas injustiças, discriminações e horrores que não se apagarão pela presença de moradores recentes orientais, japoneses, chineses e coreanos. A meu ver, a estação do metrô e a praça deveriam prestar homenagem ao sofrido, mas digníssimo povo negro, trazido à força para este país e para o qual deu e continua dando provas de sua força e capacidade de enfrentar as mais severas adversidades.

MARIA A. DE O. BIBAS NARUTO

bibas.naruto@terra.com.br 

São Paulo

DESPREPARO

As eleições presidenciais que se avizinham têm todos os ingredientes para realçar características que nas anteriores estavam apenas despontando. Tudo parece indicar que as redes sociais terão seu protagonismo amplificado e serão cada vez mais importantes para sugerir e talvez consolidar as tendências dos eleitores. Por outro lado, a imprensa profissional, que deveria estar capacitada para moderar e filtrar o efeito nocivo das inevitáveis fakes news que advirão como consequência, mostra-se, de certa forma, surpreendida pela irresistível nova dinâmica das comunicações e tem-se revelado, em muitos setores de atuação, despreparada para cumprir seu papel. Esperemos que, com os debates que estão por vir, a arrogância de entrevistados e entrevistadores e a  falta de objetividade que têm marcado até agora os encontros, deem  lugar às ideias dos candidatos, encapsuladas em intenções e programas de governo, quando os houver.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

ELEIÇÃO 2018

 

Depois de 13 anos de “lulodilmopetismo”, o eleitor brasileiro honesto, trabalhador e patriota não quer reconciliação nem “panos quentes” ou “passadinhas de mãos nas cabeças”, quer vingança. Quer Lula na cadeia e a cassação do registro do PT como partido político.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

PT SEM VICE

 

É certo que o PT vai apoiar alguém (com certeza Ciro), por isso Lula não tem vice!

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotemail.com

São Bernardo do Campo

 

PT X PCC

 

Qual diferença entre PT e PCC, se em ambos os líderes estão presos, mas mantém o comando?

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

BOLSONARO

 

Revista semanal publica na capa: “Bolsonaro assusta”. Concordo com este título. Realmente ele assusta bandidos, ladrões e corruptos que ainda estão soltos e aqueles que estão presos.

 

Sergio A. Monteiro samvilar@uol.com.br

São Paulo 

 

MARCHAR OU MARCAR PASSO?

 

Marchar ou marcar passo? Até agora mantive meu propósito de não fazer comentário desabonador sobre Bolsonaro, respeitando a escolha de amigos queridos. Mas a malhação em cima do meu candidato, Alckmin, foi intensa, então me sinto desobrigada.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

‘TOMA LÁ, DÁ CÁ’

 

O que podemos esperar após as eleições, visto que o  “toma lá, da cá” entre os políticos está mais evidente que nunca?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

MAIS DO QUE A VERDADE

 

A mídia, assim como os políticos vivem da opinião pública, o primeiro porque precisa de audiência para ter bons patrocinadores, sem os quais não têm receita e sem receita não têm sobrevivência. Já o segundo, precisa do voto sem o qual não se elege, não exerce o poder e não se locupleta. Tanto um quanto outro jamais vão criticar duramente a opinião pública, evidenciando a ignorância do eleitor. Quem vai colocar novamente 513 deputados federais e 81 senadores da Republica é essa população totalmente ignorante de economia e política. Aí deveria entrar a mídia e esclarecer de forma mais objetiva o eleitor, não ficar se atendo nas entrevistas as coligações politiqueiras, mesmo porque se o eleitor vacilar enfia goela abaixo todos os corruptíveis novamente e o Executivo vai ter que engolir indigesto ou não.

 

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

 

A LUTA CONTINUA

 

Quase todos os dias os jornais comentam que, ainda de madrugada, a Polícia Federal sai para cumprir mandados de prisão ou de busca e apreensão, pois essa luta contra a corrupção parece não ter fim.  No entanto, muitos desses velhos e conhecidos políticos corruptos e safados continuam candidatos, a qualquer cargo, para continuar com o seu foro privilegiado e participando das maracutaias. Mas,  o incrível,  é que ainda tem muita gente, mesmo sabendo de tudo isso, disposta a votar nessa gentalha. O chefão, mesmo preso e condenado, teve a sua candidatura lançada pelo PT. É muita infâmia.   

 

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

PERNA BAMBA

 

O resultado líquido do segundo trimestre, divulgado pela Petrobras é de R$ 10 bilhões. Entretanto, a dívida líquida aumentou R$ 13 bilhões no mesmo período, totalizando R$ 284 bilhões. As exportações líquidas diminuíram 269 mil, ou seja, 53% em relação ao trimestre anterior. A companhia ainda precisa melhorar muito os resultados e realizar profundos cortes de custos, para se erguer da forte crise que está atravessando nos últimos anos.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br 

Belo Horizonte

 

AMALDIÇOADO

 

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) precisa de R$ 300 milhões para pagar bolsas para mais de 100 mil pesquisadores em 2019. Ou seja, precisa de 1/3 do “auxílio-moradia” pago a 17 mil juízes e desembargadores. O que acontecerá? Provavelmente, o auxílio-moradia será reajustado. Óbvio! Prioridades.

 

Silvio Pinheiro pinheirobazan.adv@gmail.com

Santos

 

MEIO AMBIENTE

 

As questões relativas ao meio ambiente que são divulgadas são extremamente preocupantes. Os incêndios, alguns são provocados pela falta de chuvas e outros são provocados por pessoas mal intencionadas, visando a ocupação ilegal. No Brasil temos muitos problemas e pela  dimensão continental deveria merecer a atenção dos legisladores a nível federal. Mas, segundo pesquisa de ONG ligada a questões ambientais, 63% dos integrantes da Câmara Federal fazem projetos que têm impacto negativo para o meio ambiente, povos indígenas e trabalhadores do campo. As  mais diferentes comunidades precisam cobrar dos parlamentares de suas regiões como ele atua nessa área. Esta questão extrapola o partidarismo e tem muito a ver com a preservação do meio ambiente.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

VIOLÊNCIA NO RJ

 

A interminável continuidade da violência urbana no Rio de Janeiro, como exemplifica o tiroteio com morte entre traficantes na Avenida Brasil, é emblemática. As causas profundas de tal tragédia, a polícia como os militares da intervenção, pouco podem fazer, eis que elas se originam na atuação calamitosa dos últimos governantes fluminenses, que depredaram as contas públicas, possibilitando que chegássemos a uma situação de guerra descontrolada, que vive toda a apavorada população, que só sai às ruas para as suas obrigações rotineiras e obrigatórias do seu dia a dia, correndo o risco de morte no caso em tela.

 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro 

 

PROPAGANDA

 

Gostaria de deixar exposto meu descontentamento pela propaganda do cartão Elo, que assisti esses dias na televisão, e que visa divulgar uma série de benefícios para quem utiliza este cartão. Na propaganda, vemos um casal heterossexual em um restaurante e a voz feminina diz: “Andrei” - um homem, portanto - “pagou a conta com o cartão Elo”, passando a discorrer, a partir deste momento, dos benefícios do cartão. Oras, se a publicidade mostra nitidamente um homem e uma mulher em um restaurante, ambos desfrutando do mesmo, e se posteriormente ambos desfrutam dos benefícios do cartão, por que a Elo colocou em sua publicidade apenas o personagem masculino pagando a conta - algo informado pela fala da personagem feminina e que, sendo assim, usufruiu dos benefícios do cartão Elo (e do restaurante) sem pagar? Não estou negando que, socialmente, ainda há muitas mulheres heterossexuais que vivem com homens sem pagar de seu próprio bolso aquilo que consomem - contudo, uma empresa com o porte da Elo deveria refletir sobre a sua responsabilidade social, jamais adotando tal prática como se fosse um procedimento correto ou que viesse a ser estimulado. Por que, na propaganda dos benefícios Elo, ambos os personagens não dividem o pagamento do que consumiram, assim como dividiram os benefícios da Elo? Será que esta empresa acha interessante mostrar pessoas que desfrutam de seus benefícios “na aba dos outros”, sem haverem utilizado o seu próprio cartão? Porque posso lhes assegurar que não é interessante para mim, enquanto consumidor, assistir em minha televisão a normalização de benefícios serem desfrutados por todos enquanto as contas que levam a este são pagas apenas por metade de um casal hétero.

 

Carlos da Silva Dunham carlos_dunham@yahoo.com.br

São Paulo

 

‘O DEUS DAS PEQUENAS COISAS’

 

O artigo sobre “o ser gentil”, de Leandro Karnal (1/8, C8) com o título “O Deus das pequenas coisas”, é uma das coisas mais importante que li ultimamente. Fabuloso. Parabéns!

 

Sérgio Guerreiro slcguerreiro@hotmail.com

São Paulo

PRÊMIO

 

Cumprimentamos o estimado diretor-presidente, demais diretores, jornalistas e funcionários do “Estadão”, em virtude da sua mui merecida eleição como o melhor jornal do Brasil na 31.ª edição do Prêmio Veículos de Comunicação, realizada pela Revista Propaganda, da Editora Referência. 

 

Luiz Gonzaga Bertelli lgbertelli@uol.com.br

São Paulo 

 

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