Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

09 Agosto 2018 | 03h00

JUDICIÁRIO

Reajuste salarial

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski – aquele que suspendeu sua licença de saúde no último dia de 2017 para derrubar um ato legítimo e exclusivo do presidente da República sobre aumento de salários e que rasgou a Constituição permitindo a elegibilidade de Dilma Rousseff –, agindo como um sindicalista, defende incluir o reajuste salarial dos ministros (ganham tão pouco!) no Orçamento. Associações de juízes e promotores defendem o aumento no Judiciário alegando “insuportável perda monetária”. Minha sugestão: criar uma fábrica de dinheiro só para atender àquele Poder e deixar que o resto do País despenque de vez no precipício com a crise fiscal.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Toga indigente

Coitadinhos, juízes e procuradores querem mais grana. Reclamam de ‘insuportável perda monetária” nos holerites. Juízes, procuradores, desembargadores, ministros dos chamados tribunais superiores argumentam que ganham mal, apesar dos apêndices provocadores como o auxílio-moradia, as férias de 60 dias, o recesso de fim de ano. Devem acreditar que justo é o salário mínimo. Ensina-se, nas faculdades de Direito, que o Judiciário é um poder provocado. Isto é, só age por provocação. Penso que é provocador. Provocador, por exemplo, da insuportável insegurança jurídica que flagela os brasileiros. Do clima de rinha pobre vivido no STF ao desembargador gaúcho que mandou às favas os escrúpulos da toga e as instâncias judiciárias na tentativa de soltar na marra o presidiário lavador de dinheiro Lula da Silva, a proteção jurisdicional do Estado é uma questão de privilégio ou de posses do jurisdicionado de primeira classe.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

myguep23@gmail.com

Belém

O sonho de legislar

A população brasileira tem um sonho incontido de poder legislar em causa própria, como fazem o Congresso e o Judiciário, que decidem sobre o reajuste de seus próprios vencimentos. Para eles, qualquer “perda” é recuperada imediatamente. Imaginem os senhores que o “reajuste” proposto pelo polêmico Lewandowski será de “apenas” 16%, oito vezes mais que os pobres aposentados. Isso sem falar, é claro, dos auxílios de toda sorte e de um salário que se aproxima dos R$ 40 mil, tudo debitado na nossa conta. Enquanto essas aberrações e afrontas continuam, a indignação popular cresce vertiginosamente. E as consequências disso são imprevisíveis. Oxalá o novo presidente vá a fundo na questão orçamentária, porque o descontrole das contas passa, sem sombra de dúvidas, pelo custo exagerado das nossas instituições.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

EDUCAÇÃO

Baixos salários

Há alguns dias foi divulgado o alarmante estudo que quantificou o número de analfabetos funcionais no Brasil. O editorial do Estadão de ontem (A baixa renda dos professores) trouxe a desfaçatez que são os salários pagos aos professores no País, tanto da rede pública quanto da privada, que então se veem obrigados a fazer “bicos” para aumentar a renda mensal (em menos de R$ 500!). Como podemos esperar uma educação de qualidade ao menos razoável com este volume de trabalho que os professores têm de realizar para sobreviver? E como aprimorar os educadores com cursos, mestrados, especializações, se eles não têm tempo nem dinheiro para tanto? É um país fadado a não formar pessoas aptas ao exercício da cidadania? A ter analfabetos funcionais em grande número entre seu eleitorado, que não raro se perdem na hora de escolher seus representantes?

ANDREA METNE ARNAUT

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

O que um professor da rede pública de ensino ganha fazendo “bico”, segundo pesquisa do Movimento Todos Pela Educação, é um décimo do valor do auxílio-moradia que recebe cada juiz e promotor no Brasil. Somos ou não um país todo errado?

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

ELEIÇÕES 2018

As alianças do PT

Nas eleições deste ano, o Partidos dos Trabalhadores (PT) fez alianças com partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff. Mas, vem cá, não foi “golpe”? A verdade é que o golpe é sempre para cima do povo. Entre eles não há golpe. 

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Do prato em que cuspiu

O PT sempre inova. No início do governo Lula, mesmo aproveitando o Plano Real, denunciou a “herança maldita” e cuspiu no prato em que comeu. Hoje, ao se aliar a quem o derrubou do poder, esquece o “golpe” e come do prato em que cuspiu.

ALBERTO DWEK

aldwek@gmail.com

São Paulo

Candidatura tripla

Com Lula preso pelo enrosco do Guarujá, só faltava o PT formar uma chapa “triplex” para concorrer à Presidência da República. Faltava.

SILVIO NATAL 

silvionatal49@gmail.com

São Paulo 

SÃO PAULO

Furtos em cemitérios

Sobre a reportagem Medo de furtos faz famílias de São Paulo trocarem bronze por latão em túmulos (Estado, 6/8, A12), no Cemitério do Braz – Cemitério Quarta Parada – já levaram esculturas de bronze, portas, placas e tudo o mais dos túmulos, inclusive do da minha família. Os túmulos têm todas as gavetas arrombadas. Fazem isso até a luz do dia, com carroças ou pequenos furgões que livremente transitam no interior do cemitério. Eis aonde chegamos! É o descaso, o desrespeito, a inércia dos poderes públicos, as promessas de campanhas nunca cumpridas. Vejamos se urgentemente ocorre a privatização dos serviços funerários, cuja resistência é sabida pela máfia que controla estes serviços.

MANOEL GIACOMO BIFULCO

advocacia.bifulco@hotmail.com

São Paulo

Os furtos nos cemitérios de São Paulo continuam. Para falar especificamente do da Consolação, um cemitério tombado e que faz parte da história da cidade, todos os dias são furtadas placas, grades e esculturas em bronze de até 2 metros de altura. Boletins de ocorrência são feitos, e nada. O descaso permanece, com a complacência do poder público.

SÉRGIO PEDRO DOS ANJOS

spa@tradec.com.br

São Paulo

ALIANÇAS

Lendo a manchete "PT faz alianças com siglas que apoiaram o impeachment" (8/8, capa), me dei conta de uma coisa interessante: faz um bom tempo que não vejo nem escuto nenhum petista falar que foi golpe. Por que será? 

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com  

Santo André

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VALE TUDO

Não é a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, quem deveria justificar as alianças atuais do seu partido com os que foram acusados de "golpistas", inclusive por ela (8/8, A4). Afinal, para o PT, há respostas para tudo. São os partidos que aceitaram tal aliança que deveriam justificá-la, pois o mais lógico seria deixar o PT isolado após tanta insolência. De qualquer maneira, na política brasileira, o que conta são os versos de uma conhecida música de Tim Maia: "Vale tudo, vale o que vier, vale o que quiser..."

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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DISTINÇÃO

O "nós contra eles" foi suspenso em vários Estados. No período eleitoral já não se sabe quem é "golpista" e quem é "golpeado"...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

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'DÚVIDAS E CERTEZAS NA ELEIÇÃO'

Felizmente o "Estadão" de sempre, este baluarte da democracia, o jornal de maior credibilidade do País, não me decepciona nunca! Pronunciou-se de forma clara e contundente em seu editorial "Dúvidas e certezas na eleição" (8/8, A3) sobre os candidatos mais bem colocados nas pesquisas: Lula da Silva e Bolsonaro, traduzindo perfeitamente o fenômeno que explica suas respectivas lideranças, com um parágrafo lapidar e que deveria ser observado com muita atenção por aqueles que estão tomados desta cegueira que os impede de enxergar o óbvio: a nenhuma importância dada pelos dois populistas aos graves problemas que afetam o nosso País. Seus eleitores estão distraídos e se tornaram cegos de tanto ver o quanto ambos ignoram ou não se preocupam a mínima com as soluções necessárias. Estão apenas focados no poder pelo poder. A desgraça dos milhões de desempregados, os graves problemas decorrentes de uma frágil economia não lhes importa absolutamente. Nem mesmo seus efeitos colaterais, que são muitos! Diz o editorial: "O relativo sucesso de ambas as candidaturas tem a mesma explicação. O lulopetismo e o bolsonarismo prosperam porque são muito competentes em reduzir a complexidade das grandes questões nacionais a slogans eleitoreiros vazios de significado, mas repletos de lógica ordinária - que oferece um conforto quase religioso a seus entusiasmados seguidores".

Eliana França Leme efleme@gmail.com 

Campinas

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REFLEXÃO

O editorial "Dúvidas e certezas na eleição" trouxe-me a esperança de não ter mais que me deparar com a publicação das boçalidades e dos populismos emitidos por aqueles que pretendem ocupar o mais alto cargo do País. Dar destaque somente àqueles que trouxerem um debate racional e sério é medida pedagógica e zela pela saúde mental dos eleitores, convidando-os a refletir. 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br 

São Paulo

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DECLARAÇÃO DO GENERAL

Discriminar percepções sociais com base em diferenças biológicas entre os povos é a definição de racismo. General Mourão disse que o País herdou a "indolência do índio" e a "malandragem do negro" (7/8, A8). Menos mal que não complementou afirmando que o "racismo vem do branco". O significado do nome Mourão é uma estaca usada para se construir uma cerca. Ocorre que cercas só se erguem se houverem muitas estacas e se estas estiverem reunidas. Assim também, uma candidatura para vingar, deve conseguir agregar. E para fazer isto, é preciso aprender a revelar os elementos positivos que existem em cada um e saber usá-los na amalgama da Nação. 

Jorge Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo

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'MALANDROS E INDOLENTES'

Se Mourão liga índio à "indolência" e negro à "malandragem", analogicamente os militares são também "malandros" e "indolentes", pois recebem da União e nada fazem. 

Sérgio Luiz Zandoná zandona.advogado@uol.com.br  

Cascavel (PR) 

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E AGORA? 

O capitão vai enquadrar o general?

Antônio Jácomo Felipucci annafelipucci@hotmail.com  

Batatais

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PARTICIPAÇÃO EM DEBATES

Tendo em vista que o hóspede da Polícia Federal (PF) em Curitiba, pois não é presidiário - quando será? -, gostaria de participar dos debates com os demais presidenciáveis, deveriam também liberar o Marcola, afinal ambos dão expediente desde a prisão e são donos de facção. 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br  

São Paulo 

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JUSTIFICATIVA

Pretendem colocar uma cadeira vazia no debate dos presidenciáveis para simbolizar Lula (8/8, A6). Sugiro que em cima da cadeira, seja colocada a frase: "preso e condenado a 12 anos" ou "não pode comparecer, pois está preso".

José Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br  

São Paulo

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QUESTÕES IMPORTANTES

Exigir que os entrevistadores dos candidatos questionem sobre: 1) Prescrição dos roubos ao patrimônio e corrupção; 2) Redução das despesas de custeio em no mínimo 20%; 3) Redução do número de ministérios a no máximo 15; 4) Resgatar da pobreza 40 milhões de pessoas, no mínimo; 5) Fim imediato do desflorestamento; e 6) Penalização dos infratores.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br 

São Paulo

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DESCRENÇA DO ELEITORADO

A descrença e incerteza do eleitorado com as eleições que se aproximam são emblemáticas. Tal triste realidade se deve ao conhecimento pela população dos atos criminosos de corrupção que as operações judiciais estão desvendando, praticados por agentes públicos mancomunados com setores da iniciativa privada, que tanto tem nos prejudicado. Esperemos que tenhamos sabedoria e força de vontade para escolhermos os melhores nomes no próximo pleito eleitoral, para que possamos paulatinamente sair dessa grave crise que tanto tem nos prejudicado. Oremos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

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INCONFORMISMO

Pelas pesquisas e pelo que se ouve, muitos votarão por inconformismo com a mesmice política que não tem trazido as soluções esperadas. E, muita bronca tem recaído sobre as inversões de valores morais, civis e até de autoridade que têm ocorrido. Mas, uma delas chama muito a atenção, pelas consequências que nos tem trazido. Diz respeito às condições de seres que se sentem superiores, tanto os políticos como os funcionários públicos e o sistema Judiciário depois se empossados. Esquecem-se de que estão lá para servir-nos e não para tratarem-nos ao contrário. Afinal, são eles nossos empregados. Já existe em alguns países o sistema "recall" funcionando, e muito bem. Se for mal, não estiverem nos atendendo conforme esperado ou meterem-se em embrulhada, caem fora mesmo, e sem muito problema. Reflitam.

Miguel Pellicciari mptengci@uol.com.br 

Jundiaí

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MOTIVAÇÃO

O noticiário está dominado por assuntos ligados à política, o que é natural, já que as próximas eleições, principalmente no nível presidencial, são as mais imprevisíveis dos últimos tempos, com o potencial de influir na vida de toda a sociedade, em face dos grandes problemas nacionais que terão que ser encarados pelo próximo governante. Paradoxalmente, porém, a mídia, mesmo com toda a carga de informação focada no evento, às vezes designado - equivocadamente? - por "festa da democracia", ainda não logrou êxito em emocionar a população, o que é preocupante, na medida em que, desinformada e desmotivada, suas escolhas poderão ser desastrosas para o País. É hora da imprensa em geral se reinventar e descobrir meios de despertar o povo para a gravidade do momento, lembrando, no entanto, que não será por meio de debates artificiais e antissépticos, nem da promoção de impossível candidatura de condenado, que tal propósito será alcançado.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

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DESPRENDIMENTO

Teremos 13 candidatos a presidente nas próximas eleições. Quem ganhar vai receber o salário bruto de pouco mais de R$ 28 mil. Perguntar não ofende: o que leva alguém a se candidatar a um cargo com tantos pepinos para resolver, como déficit da Previdência, alta criminalidade, saúde e educação de péssima qualidade, falta de saneamento básico, só para citar alguns exemplos. Altruísmo, patriotismo? Certamente não, mesmo que se ganhassem 10 vezes mais ainda seria pouco face aos grandes problemas que vão enfrentar.

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br  

São Paulo

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ELEIÇÃO 2018

As eleições estão se aproximando e ao contrário do que ocorria em anos passados, o prazo para manifestações e distribuição de material de divulgação dos candidatos estão limitados. Mas isto não impede que se tome conhecimento dos posicionamentos de alguns candidatos a presidente e seus vices. E para completar, tem declarações de seu assessor e possível ocupante de um ministério, como no caso do candidato do candidato Bolsonaro, que defende o uso de verba federal para influenciar governadores a apoiarem a agenda do governo. Um absurdo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 

Santos 

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PODER FEMININO

Dos 147,3 milhões de eleitores, 52,5% são mulheres, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as quais poderão ser decisivas no resultado das eleições. Como forma de atrair o voto delas, vários partidos apostam no empoderamento feminino. Ana Amélia, Marina Silva, Vera Lucia, Manuela D'Ávila, Sonia Quajajara são alguns dos nomes que almejam o Executivo federal. Sem dúvida as mulheres estão em alta, se bem que, o "poste de Lula", também conhecida como "mulher sapiens" foi uma grande decepção.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com 

Avaré

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A PERPETUAÇÃO DOS ERROS

Está tudo errado no sistema eleitoral, tudo existe para perpetuar quem está no poder: quanto maior o partido, maior a verba do fundo partidário, maior o tempo de propaganda, maior a exposição na mídia, etc. Os candidatos dos partidos pequenos são praticamente ignorados, poucos segundos para propaganda, sequer participam dos debates. A corrida eleitoral deveria ter todos os candidatos alinhados e com as mesmas oportunidades, um candidato que faz 20 minutos de propaganda vai ganhar do outro que dispõe apenas de alguns poucos segundos. O Brasil precisa desesperadamente de mudanças, mas tudo conspira para favorecer os de sempre. 

Mário Barilá mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo

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MÍDIA

Pelo andar da carruagem e a tragicômica caminhada de Lula com seus advogados agitando o Judiciário pela sua candidatura, ele vai ter mais tempo de TV do que todo mundo.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo 

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LÓGICA NA LOUCURA 

Existe lógica na aparente loucura de o ex-presidente "Lulla" em se lançar candidato. Uma parte é para que o PT continue nas páginas dos jornais, outra porque a esquerda brasileira não é burra, e sabe que sem as reformas necessárias para que o País volte a crescer e gerar empregos, eles no poder teriam de fazê-las. Reformas essas que a maioria é contra, por serem antipopular. Melhor ficarem no estaleiro servindo de oposição ferrenha, para que em 2022 voltem triunfantes com o País nos trilhos e eles com os louros de terem sido contrários as duras reformas feitas. "Lulla", mesmo preso, deve ter tempo suficiente para bolar como continuarem no projeto, temporariamente suspenso, de colocar o Brasil no que determina o Foro de São Paulo. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br   

São Paulo

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ELEITORES MAL INFORMADOS

Há várias razões para a educação ser lamentável, entre elas, os baixos salários dos professores e as leis que candidatos ou presidentes interessados estipulam para se beneficiar na próxima eleição. Exemplo: as cotas que possibilitam os menos preparados a conseguir vagas gratuitas nas universidades. Manter os eleitores mal informados é essencial para os políticos desonestos.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com  

São Paulo

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JUSTIÇA TARDIA, UM MAL BRASILEIRO

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou, por falta de provas, o mais antigo processo, que tramitava há 15 anos naquela Corte. O réu era o senador Valdir Raupp (MDB/RO), condenado em primeira instância por irregularidades financeiras quando governador do seu Estado (8/8, A9). Sem entrar no mérito da decisão, é ruim um processo ficar pendente durante tanto tempo. "Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada", já dizia Ruy Barbosa. A morosidade manteve o próprio réu sob suspeita e risco de condenação durante todos esses anos. Pior que o mesmo ocorre com milhares de outros pacientes de processos que dormem nas prateleiras das varas e dos tribunais de diferentes instâncias. A Justiça precisa se modernizar para poder manter a dignidade e o respeito dos cidadãos.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br   

São Paulo

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BANCO NACIONAL DE PRESOS

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, no retorno do recesso judicial, apresentou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Banco Nacional de Monitoramento de Presos (BNMP), afirmando que são, atualmente, no Brasil, 602.217 presos. A dúvida é se nesse montante, foram contabilizados também, os políticos presos? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

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AUMENTO DA PENA

Senado aprova pena maior para estupro coletivo e cria crimes de importunação e vingança pornográfica. O exemplo sempre vem de cima. E que grande parte de nossos políticos faz com toda a população honesta não deixa de ser um verdadeiro estupro coletivo.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br  

São Caetano do Sul

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BRASIL PROLIXO EM LEIS

Tomo a liberdade de extrair um pequeno trecho, do excelente artigo publicado no "Estadão", do professor José Eduardo Faria (7/8, A2), do qual, dá para perceber por que o nosso Brasil, apesar de ser campeão mundial na criação de leis, infelizmente, vive num crônico e centenário retrocesso social e econômico. E o exemplo, como demonstra o professor, é que o número de leis no País, que em 1978, era de 66,2 mil, hoje está perto dos 180 mil. Não por outra razão que o nosso Judiciário é lento e improdutivo! E ao corrupto presidiário Lula, mesmo condenado em segunda instância, lhe é permitido todos os dias entrar com um pedido de soltura, etc., etc. Uma vergonha! Desta forma, reinando a farra das leis, é que continuaremos subdesenvolvidos e sendo o país da impunidade... Precisamos parar de brincar com esta Nação!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

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