Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2018 | 03h00

ELEIÇÕES 2018

Debate presidencial

O primeiro debate entre os candidatos à Presidência, na noite de quinta-feira na TV Bandeirantes, arrasou com o coração dos brasileiros. Logo de cara, um absurdo: uma nota dizendo que convidaram o presidiário Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas a Justiça (é claro) não autorizou sua presença. No mais, candidatos despreparados, repetindo a lenga-lenga das promessas, apresentando soluções tabajara (mirabolantes e inexequíveis) e garantindo, pasmem, na transição para 2019, melhorias no... saneamento básico. Socorro!

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Bacamartes somos nós

Após assistir a 15 minutos do debate presidencial na TV, às arengas mal-intencionadas no Supremo Tribunal Federal (STF) e em outras instâncias judiciais, ao circo patético diário do Congresso Nacional e, last but not least, à decomposição cadavérica dos atuais Executivos (sem exceções), assolam-me uma vergonha tão colossal das instituições deste país e uma incredulidade tamanha do grau de degeneração das figuras públicas que me sinto um Simão Bacamarte ao fim do romance O Alienista, de Machado de Assis. O louco sou eu.

ROBERTO YOKOTA

rkyokota@gmail.com

São Paulo

Candidatos expostos

O tão propalado primeiro debate dos candidatos à Presidência da República serviu exclusivamente para deixar bem claro e evidente que nenhum dos candidatos conseguiu mostrar qual era o menos pior na corrida ao Palácio. Pobre Brasil!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

O que ficou do debate: o baixo nível dos nossos políticos. Sem vencedor. Os indecisos continuam com seu firme propósito de tentar cair fora daqui! 

ELISABETH MIGLIAVACCA

São Paulo

Início de campanha

Definem-se os candidatos à Presidência. Definem-se os constrangidos vices. Diante de tantas nulidades, o nulo poderá vencer.

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

Quase metade dos eleitores está indecisa ou pretende votar em branco ou nulo. Isso quer dizer que eles estão desinteressados? A meu ver, não. Estão, sim, insatisfeitos com os candidatos oferecidos até o momento. Se o líder nas pesquisas é o eleitor indeciso ou insatisfeito, dar oportunidade nos debates a todos os 13 presidenciáveis é necessário para nossa democracia.

RONAN WIELEWSKI BOTELHO

ronan@ronanbotelho.com.br

Londrina (PR)

JUDICIÁRIO

A corrupção e o reajuste 

A Operação Lava Jato tem prestado um grande serviço ao Brasil. Combatendo a corrupção, tem recuperado bilhões de reais, que estão sendo devolvidos principalmente à Petrobrás. Preocupa-me, no entanto, observar que os ministros do Supremo Tribunal Federal, seguidos por outros servidores federais que têm o salário atrelado ao dos juízes do STF, dividam o dinheiro devolvido. É o que entendi da fala do ministro Ricardo Lewandowski, que citou a recuperação do dinheiro roubado para minimizar o impacto do reajuste salarial de 16,38% que a Corte Suprema aprovou para sua classe. Como se fosse um grande mérito para os juízes punir os bandidos. Não é a função deles? Com meus mais de 60 anos, tenho a impressão de que o Brasil, neste passo, ficará sem futuro, totalmente inviável. Já estou fazendo a cabeça dos meus netos para procurarem outros horizontes. Lamentável.

BASILIO JOSÉ BERNAL

bernal@roloflex.com.br

São Paulo

Impacto minimizado

Pode este tipo de raciocínio do ministro Lewandowski ser de um juiz do STF?

VITOR DE JESUS

vitordejesus@uol.com.br 

São Paulo

O dinheiro da Petrobrás

Usar o dinheiro restituído à Petrobrás pela quadrilha que o surrupiou – e que inclusive conta com a complacência e a leniência do Supremo – para justificar o vergonhoso aumento do Judiciário, que abrirá uma imensa cratera no orçamento público, é muita cara de pau e falta de sensibilidade com o povo que trabalha muito, ganha muito pouco e não raras vezes nem moradia tem, quanto mais auxílio-moradia como os magistrados. Ademais, dizer que este dinheiro está sendo restituído ao cofres públicos é desconhecer que a Petrobrás é uma S.A., de capital aberto, e esse dinheiro pertence aos acionistas da empresa, e não somente ao governo. Está na hora de pegar o boné e sair de fininho, ministro. Suas desculpas não correspondem aos fatos.

CLAUDIO JUCHEM 

cjuchem@gmail.com

São Paulo 

‘Quantia remanejada’

Um amigo não muito afeito à linguagem perguntou-me o que o ministro Lewandowski quis dizer com “quantia remanejada”. Traduzi para o caipirez: “Já que o dinhero robado tá sendo devorvido pra Petrobrais, vamo pegá um poquinho pra nóis”. Ele entendeu o real sentido da coisa.

BERNARDO PREVEDEL

bernardo.prevedel@yahoo.com.br

Vinhedo

Infelicidade

O título do editorial do Estadão Suprema insensibilidade (10/8, A3) poderia ser mudado para Suprema infelicidade. Infelicidade para a maioria dos juízes da Corte que propõem aumentar em 16,38% seus salários, elevando a desconfiança da Nação em relação ao alto escalão do Judiciário nacional. E infelicidade, também, para os pobres do País que precisam se contentar com um indigno salário mínimo.

WETEMBERG AIRES DE OLIVEIRA

berg1971@gmail.com

São Paulo

VIOLÊNCIA

Terrível recorde

Somos uma nação de milhões de pessoas abandonadas à sanha dos criminosos. Em 2017 o Brasil registrou 63 mil homicídios e mais de 60 mil estupros. No andar de cima, os criminosos do colarinho branco roubam bilhões do erário. No subsolo, bandidos de arma em punho assaltam e matam. Somos o paraíso da bandidagem, onde as penas são ridículas e criminosos ricos e seus caros advogados são premiados com o beneplácito de uma Justiça cega, surda, muda, hipócrita e injusta. Aqui, o crime compensa.

PAULO SÉRGIO ARISI 

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre 

DESERTO DE IDEIAS

O debate promovido pela TV Bandeirantes (9/8) entre os presidenciáveis, na realidade, nada acrescentou, porque pode ser considerado um deserto de ideias, ficando ausente dos debates uma programação consistente e factível por parte dos candidatos. Navegaram na maionese e demonstraram que não vão resolver os problemas do Brasil. Realmente, uma pobreza de ideias e de ideais, dificultando a opção pelo voto válido.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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DEBATE MORNO

Realmente, o debate na Band foi morno, mesmo, e até cansativo, como indicou a manchete do "Estadão" (10/8, capa). O mais visado, Geraldo Alckmin (PSDB), embora bombardeado insistentemente pelos demais candidatos, foi o que, na minha opinião, melhor se saiu. Apresentou planos para o governo e mostrou de que forma os poderá executar. Creio que foi o mais atacado por ter mais tempo de exposição no rádio e TV. E Bolsonaro, com exíguo tempo, acabou sendo poupado (A8, A9).

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com  

São Paulo

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APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS

Gosto muito dos debates. Se pudesse, transformaria o modelo do horário eleitoral em apresentações de propostas sobre temas mais debates. O ponto alto do debate da Band foi a resposta de Alvaro Dias a Meirelles. Que explica muito de nossa história econômica recente. Pena que quase ninguém notou. 

Jorge Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo

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ALVARO DIAS

Em debate na Band, o candidato Alvaro Dias repetiu várias vezes o mote: "Fique de olho, eleitor". Realmente, o eleitor precisa ficar atento e não cair na demagogia rasteira do citado parlamentar que, para alavancar votos, não hesita em denegrir o atual governo e ainda usa, descaradamente, o nome do juiz Sérgio Moro, insinuando que o referido magistrado poderá, se quiser, integrar seu ministério! Esse senador parece se tratar de um cadáver insepulto! 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br 

Itanhaém

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MODELO DE DEBATE

Com debates como o formato da Band nenhum eleitor terá qualquer acréscimo de conhecimento sobre os candidatos. Parece programa de eleição do século passado. Enganados somos há décadas e esta é a eleição mais delicada do Brasil.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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VENCER SEM CONVENCER

Debate morno, sem perspectiva de futuro, em que os candidatos demonstram despreparo e ressentimentos em relação ao contexto da crise do freio de arrumação para sairmos do rombo fiscal e das armadilhas do descontrole dos gastos. Cremos que o menos ruim poderá vencer, mas não convencer a sociedade civil desconfiando que teremos mais do mesmo, principalmente pela situação de candidato lançado, cuja inelegibilidade depende da manifestação da Justiça.

Yvette Kfouri Abrão abraoc@uol.com.br   

São Paulo 

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PAUTA ESQUECIDA

No primeiro debate com os candidatos à Presidência do Brasil, não houve discussões sobre a questão ambiental. A floresta amazônica foi esquecida enquanto o desmatamento e as mudanças climáticas continuam sendo a tragédia silenciosa que acometerá a população talvez de forma mais rigorosa do que o descalabro da economia e do desemprego. Mesmo com a presença do PV este assunto não veio à tona. Também o esquecimento da história e o abandono dos centros históricos das cidades não moveu o interesse dos candidatos. Lamento a falta de sensibilidade sobre essas matérias e o desinteresse de grande parte da população que todo ano enfrenta secas e enchentes e não correlaciona estes desastres com a questão ambiental.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com 

Rio de Janeiro 

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'EM MANUTENÇÃO'

Eleição após eleição, o nível dos debates continua como elevador avariado, não sobe de jeito nenhum...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

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SÍNTESE DO DEBATE

Alvaro Dias = confete; Cabo Daciolo = cão bravo; Alckmin = o de sempre; Marina Silva = ano bissexto*; Bolsonaro = eu taco fogo; Boulos = União Soviética; Meirelles = vendemos tudo; e Ciro = pago o seu SPC. *Só aparece uma vez a cada 4 anos.

Sérgio Passos sepassos@yahoo.com.br 

Porto Feliz

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POR QUE GERALDO ALCKMIN

Concordo plenamente com o texto "Por que Geraldo Alckmin" (10/8, A2), de Sergio Fausto. Acho que expressou bem o que Geraldo Alckmin representa na política brasileira e a seus eleitores. Acrescento mais: Alckmin construiu uma família exemplar. Nenhum de seus filhos está na política e é um dos poucos políticos brasileiros que pode dizer e comprovar que não enriqueceu com a política. Mesmo após a perda traumática de seu filho, continuou de pé lutando por todos nós. Fez um excelente governo frente ao Estado de São Paulo.

Ana Serni aniserni@gmail.com

São Paulo

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PORQUE NÃO GERALDO ALCKMIN 

O artigo de Sergio Fausto não foi a fundo na análise do que aconteceu no Estado mais rico e pujante da Federação nesses últimos 24 anos, dirigido pelo mesmo grupo, entre eles Geraldo Alckmin. Se houvesse planejamento e administração científica, teríamos uma educação próxima aos países de primeiro mundo e ao menos iniciada a despoluição do Tietê. Na segurança foram obtidos resultados bons na modalidade de homicídios, porque realmente a Polícia Civil, embora sucateada, se desdobrou, mas outros fatores colaboraram para isso como: população paulista que é melhor econômica e culturalmente, devido a razões óbvias, que compreenderam melhor os efeitos do Estatuto do Desarmamento e por incrível, a guerra perdida contra o tráfico de entorpecentes em que as mortes por disputas de pontos de droga e acertos de contas, caíram vertiginosamente. Portanto, governar com dinheiro é fácil, o difícil será administrar o Brasil com poucos recursos. A meu ver precisamos de um administrador forte, seguro, independente que, realmente, venha a diminuir o tamanho do Estado brasileiro e sem os ranços da tal governabilidade, que destrói o País. 

Ruyrillo Magalhães ruyrillopedro@gmail.com 

Campinas 

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EXPLICAÇÕES

O PSDB ficou 24 anos no governo do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin quase a metade desse período. Receberam o governo do Estado com o grave problema das inundações na Grande São Paulo que tanto afeta os paulistanos e os moradores de outros lugares. As inundações continuam matando e destruindo os bens públicos e dos cidadãos atingidos, muito mais hoje do que quando receberam, apesar das fortunas gastas anualmente com obras fictícias para inglês ver, nada resolveram, e a prova está a vista de quem quiser ver. As inundações continuam sendo mais agressivas e até hoje não tem nem um projeto solucionador aprovado pelos governos do PSDB para ser colocado em execução e continuado pelos futuros governos do Estado. Geraldo Alckmin, explique essa tragédia a todos os brasileiros e em particular aos paulistanos e aos que pretendem lhe dar o voto para presidente da República.

Benone Paiva benonepaiva@gmail.com 

São Paulo 

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NO MÍNIMO IMORAL

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), numa única canetada resolveram reajustar os próprios salários em mais de 16%. Já a pseudo extinção do auxílio-moradia, essa descansa em berço esplendido nas gavetas daquela Corte. A imoralidade é daqueles que só têm "olhos para o próprio umbigo". Ora, se estão descontentes que peçam exoneração e enfrentem o mercado de trabalho, junto com outros 13 milhões de brasileiros desempregados. O exemplo é no mínimo imoral. Muda, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

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MODESTÍSSIMO REAJUSTE

Enquanto a população brasileira sofre com um desemprego inédito, que atinge mais de 13 milhões de pessoas e o governo federal procura garantir no Orçamento de 2019, um reajuste zero, para o funcionalismo federal, os ministros do Supremo Tribunal Federal propuseram um reajuste para seus vencimentos de 16,38%. Alegam que o último reajuste que tiveram foi em 2015, que, aliás, foi de 14,84%, muitíssimo maior que o do salário mínimo no mesmo período. O ministro Ricardo Lewandowski, principal defensor de tal reajuste, por mais incrível que possa parecer, alegou que o impacto no Orçamento será menor do que o valor recuperado pela Justiça para a Petrobrás. Dissociado da realidade brasileira, o ministro demonstrou ignorar que o valor recuperado para a Petrobrás é da empresa e que servirá para diminuir o grande déficit devido às maracutaias das quais foi vítima nos governos petistas. E a projeção do impacto desse reajuste será muito maior, mais de R$ 4 bilhões devido ao efeito cascata. Teve também o desplante de declarar estar convencido de que existe espaço para remanejamento de modo a contemplar esse "modestíssimo reajuste". Acrescentou ainda que, aposentados e pensionistas do Judiciário estão passando por uma "situação de penúria extrema". A julgar por suas declarações, o ministro não tem a mínima ideia do que seja modestíssimo reajuste e muito menos do que seja penúria extrema. Ao escandaloso reajuste, o ministro Lewandowski acrescentou o insulto à nossa inteligência. O reajuste proposto é, sobretudo imoral, quando sabemos que o Orçamento do próximo ano é extremamente deficitário. Por oportuno, cabe lembrar que a imprensa tem divulgado recentemente, que existe um grande número de processos, importantes para a Nação, que ainda aguardam julgamento no STF, alguns há anos, dando-nos a impressão que os ministros se empenham pouco em resolvê-los. Se assim for, a produtividade do tribunal, estaria abaixo do que o País precisa e espera do órgão máximo da nossa Justiça. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br  

São Paulo

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USUFRUTO VS. PENÚRIA

Se o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, está mesmo preocupado com aposentados e pensionistas do Judiciário que, segundo ele, encontram-se em situação de penúria, deveria então propor uma solução que favorecesse especificamente este grupo de pessoas. Evocar este motivo para justificar o reajuste de 16,38% no salário dos ministros do Supremo e ao mesmo tempo usufruir dos R$ 6 mil que serão acrescidos aos já generosos vencimentos dele - acréscimo este que seguramente ele não precisa - é onde reside o oportunismo e a imoralidade. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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PIADA

Para justiçar sua alta determinação em busca do reajuste dos magistrados de 16,38%, que estarreceu a Nação, esse ministro do STF, Ricardo Lewandowski, soberbo e esperto, quis se gabar, que, também ajudou como magistrado a recuperar recursos desviados das estatais, ao afirmar: "Só isso (retorno de R$ 1 bilhão à Petrobrás) representou uma devolução de uma quantia muito mais do que aquela que será remanejada (com o reajuste)". Ora, maroto Lewandowski, conta outra! É bom lembrar que esse magistrado nem durante o julgamento do mensalão e menos ainda da Lava Jato, foi implacável com os corruptos, principalmente daqueles seus amigos do PT. Por ele, Lula, hoje estaria solto e condecorado com o mais honesto homem público do Brasil. A verdade nua e crua, é que, esse reajuste, em face da situação do déficit fiscal e desemprego no País, seu efeito cascata vai sugar em 2019, R$ 4 bilhões de recursos dos contribuintes, o que, representa, mais um duro golpe contra o País. E o Ricardo Lewandowski é fiel signatário...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com  

São Carlos

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INDEXAÇÃO SALARIAL

No tempo da inflação a galope, a indexação de preços e salários, inicialmente uma proteção, tornou-se um enorme problema, pois todos queriam proteger-se da inflação futura. Como romper o ciclo vicioso se tudo seguia o ritmo do dragão? Este aumento salarial proposto pelos ministros do STF - à frente os da "turma de segunda" - pela indexação "legalmente" obrigatória, inclusive nos âmbito da justiça estadual, é um câncer com metástases previsíveis em todas as corporações dos Três Poderes, até o município mais pobre do Brasil. Depois reclamam quando Bolsonaro anuncia a ampliação deste STF, tornando-o mais democrático e eficaz, pela quantidade e qualidade dos seus membros.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com   

Salvador 

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NEONOBREZA

É imoral uma determinada classe de servidores públicos enriquecer, ainda que legalmente, às custas da sociedade. São, como muito bem denominou o deputado Nelson Marchezan Júnior, a neonobreza do Brasil.

Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br  

Blumenau (SC)

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PRIVILÉGIOS

Senhores senadores e deputados: como acabar com essa casta de funcionários privilegiados do Judiciário? Quando estão fazendo lobby também recebem os dias parados?

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br 

São Paulo

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A ELEGÂNCIA DE GABEIRA

Sou de uma geração que viu a transição do Gabeira a posturas de maior temperança, mas sem "vender a alma", como ele mesmo disse naquele memorável texto sobre o "mercador de sabonetes" Duda Mendonça e de sua própria saída do PT, que dele queria mais do que os carrascos da ditadura (que só pretendiam uma confissão e não sua alma, justamente). Gabeira (10/8, A2) é merecedor de todos os elogios, pois além de conteúdo e forma impecáveis, na escrita, além de coerência e estilo, tem algo inestimável nos rudes tempos que são os nossos e que tanta falta fez numa infeliz sabatina televisiva à qual fiz o sacrifício de assistir, na semana passada: elegância. Gabeira não se presta ao lamentável papel de boneco de ventríloquo, recitando aos borbotões um texto ditado pelo ponto. Parabéns ao "Estado" por ter jornalistas de seu calibre, assim o excelente e muito bem-vindo William Waack.

Marly Peres marly.lexis@gmail.com 

São Paulo

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BRASIL BATE RECORDE COM 175 MORTES VIOLENTAS POR DIA EM 2017

Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que o Brasil bateu recorde de mortes violentas em 2017, com 175 assassinatos por dia. A taxa de mortes violentas no País disparou com 30,8 por 100 mil habitantes. Na União Europeia, é de apenas 1 por 100 mil. Mesmo na vizinha Argentina é de só 6,5. O Brasil, tragicamente, está entre os países mais violentos e perigosos do planeta. Mais um triste retrato da trágica realidade brasileira de desigualdade, injustiça, corrupção, falta de educação e de oportunidades e das desastrosas políticas públicas adotadas na área da segurança pública por governos irresponsáveis e incompetentes.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br  

São Paulo

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