Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2018 | 03h00

ELEIÇÕES 2018

Contagem regressiva

A partir deste mês, nos próximos 60 dias que antecedem as eleições, o Brasil ingressa no tempo das mentirinhas, do faz de conta e do esconde-esconde dos ingredientes explosivos que vão compor a gigantesca bomba que explodirá irremediavelmente nas mãos do próximo presidente eleito.

SERGIO S.DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

A candidatura do PT

Diz a senadora presidenta Gleisi Hoffmann que Lula estará nas eleições “de um jeito ou de outro”. De um jeito, 13 milhões de desempregados já conhecem; falta explicitar o “outro”...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Contra todos

O PT, ao lançar a candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República, afronta a Justiça, o bom senso, a dignidade e a inteligência do povo brasileiro. Tenta, ainda, arreliar a democracia.

LÍGIA MARIA V. FIORAVANTE

lmfiora@uol.com.br

São Paulo

Lembrando Cacareco

Há quase 60 anos, o povo paulistano quase “elegeu” o rinoceronte Cacareco, mesmo que o seu registro de candidatura nem sequer existisse. Hoje temos o ex-presidente Lula em caso muito similar. É quase certo que nestas eleições Lula será votado, pouco importando se o “Pixuleco” terá ou não candidatura legal. A questão é se poderia chegar a ser diplomado, se vencesse. Mas, com o Supremo Tribunal Federal que aí está, tudo é possível – até Cacareco hoje poderia ser eleito e diplomado.

ARIOVALDO BASITA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

‘Um voto irracional’

O jornal Estado foi parcimonioso e delicado ao atribuir a palavra “irracional” ao voto declarado de alguns empresários em Jair Bolsonaro (Um voto irracional, 14/8, A3). É inadmissível que cidadãos brasileiros intelectualmente esclarecidos, que supostamente deveriam dar o exemplo da importância do respeito às liberdades individuais e ao ideário democrático, declarem apoio a um candidato que já deu inúmeras e claras provas de conservadorismo autoritário retrógrado, que pouco tem que ver com liberdade e democracia. Votar num indivíduo destes na esperança delirante de que, se eleito, romperá com o chamado presidencialismo de coalização e, num passe de mágica, moralizará a política, não é apenas irracional, mas irresponsável e imoral.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Sem muito esforço

A confirmação de que dona Walderice Santos da Conceição, moradora da cidade de Angra dos Reis, era funcionária fantasma do gabinete do deputado e atual candidato à Presidência Jair Bolsonaro nos leva a algumas constatações óbvias. Somente de janeiro a julho, a fantasma recebeu quase R$ 10 mil, pagos pelo povo brasileiro, para cuidar de uma barraca de açaí. A prática, condenável e que não é a primeira nem deverá ser a última, não condiz com o discurso moralizador do candidato. A secretária figurava desde 2003 como membro do gabinete parlamentar do “austero” deputado na Câmara, recebendo o salário bruto de R$ 1.416,33, sem precisar sair de Angra. Essa situação se soma às questões de racismo, nepotismo e homofobia que perseguem o candidato nos últimos 27 anos em que ele exerce seus mandatos. Para um bom e inteligente eleitor, não será preciso muito esforço...

RAFAEL MOIA FILHO

rmoiaf@uol.com.br

Bauru 

‘Bolsonaro pelas bordas’

Pois é, como diz a jornalista Eliane Cantanhêde, “eleição não é razão” (Bolsonaro pelas bordas, Estadão, 14/8, A6). Quando os eleitores usarem a razão, e não a emoção, para escolher seus candidatos, pode ser que o Brasil deixe de ser apenas uma republiqueta de bananas. Enquanto isso, vamos em frente, digo, para trás. E viva Bolsonaro, o novo demagogo a iludir os eleitores. Enfim, se o Brasil já sobreviveu com Fernando Collor e Dilma Rousseff na Presidência, vai sobreviver também com Bolsonaro. Desde que ele não resolva ficar lá para sempre, como fez Hugo Chávez e como vem ocorrendo na Rússia, na Polônia, na Hungria, nas Filipinas.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Aventura

Inacreditável que nas eleições deste ano o Brasil possa ser lançado a uma nova aventura econômica como a que assistimos na eleição de oito anos atrás, por cujos desvarios o povo brasileiro paga até hoje. O famoso palhaço Tiririca celebrizou a frase “pior do que está não fica”, mas ficou. Que Deus siga sendo brasileiro.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

TRÂNSITO

Plano de ciclovias 

Ao contrário do que consta no editorial Novo plano de ciclovias (13/8, A3), a Bloomberg Philanthropies não foi contratada pela Prefeitura de São Paulo para dar assessoria técnica para a elaboração da proposta de plano cicloviário.

PEDRO DO CARMO BAUMGRATZ DE PAULA, coordenador executivo da Iniciativa Bloomberg para a Segurança Global no Trânsito em São Paulo

pedro@bigrs.org

São Paulo

Brasil pode ficar para trás

O artigo Corrida ao ônibus elétrico (10/8, B2), de Celso Ming, vem ao encontro do pleito de várias entidades no Brasil e no exterior que lutam por um transporte sobre pneus limpo e de baixa emissão de carbono, o que nos países mencionados (China, União Europeia e EUA) está sendo conduzido de forma séria, atual e profissional. O meio ambiente e a saúde humana não toleram mais tanto descaso no que se refere às emissões de gases causadores do efeito estufa e outros quetais. Estamos atrasados por causa das famosas “forças ocultas” (parafraseando político de priscas eras) que não permitem prosperar em nosso país a tecnologia elétrica e outros tipos de combustível de baixa emissão, em substituição ao proveniente do petróleo, altamente poluente. Nossas autoridades, tanto as que legislam como as da área financeira, devem criar mecanismos, o mais brevemente possível, a fim de facilitar e privilegiar o desenvolvimento de novas pesquisas e a criação de impostos, tarifas e taxas mais vantajosos para tecnologias de baixa emissão no País.

ROBERTO BERKES

robertoberkes@terra.com.br

São Paulo

WAL DO AÇAÍ

Como entender o que teria levado a Sra. Walderice (Wal) a abandonar seu promissor emprego de assessora do presidenciável, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas, para se dedicar integralmente a sua atividade de todas as tardes, a venda de açaí (14/8, A8)? É preciso ter em mente que existem diversas variedades de açaí no Brasil. Suas cores variam do roxo /preto ao branco. Os mais escuros se assemelham à jabuticaba e são os que mais se encontram por todo Brasil. Já os brancos são os açaís diferentes e costumam ser muito apreciados pelos mais exigentes. Ocorre que quem realmente entende de açaí sabe que os brancos não são tão brancos como seu nome diz. Sua verdadeira cor é verde e até lembra um pouco o abacate. E que, no final das contas, a diferença de gosto entre eles não é tudo aquilo que se fala. Assim, ainda está para surgir um açaí que seja realmente diferente e que venha de encontro ao que todo Brasil gostaria que fosse. Por conseguinte, quem escolhe acaba pegando "esse aí" que nem sempre é o açaí imaginado. Na banca da Wal, o salário pode não ser nem tão bom nem tão garantido. Mas, no final, ninguém irá reclamar com ela, alegando que recebeu o açaí errado e que pegou uma indigestão por causa da fruta.

Jorge Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo 

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FUNCIONÁRIA FANTASMA

A imprensa está dando tanta importância à funcionária Wal, de Bolsonaro. Esqueceram-se da Rosemary, de Lula, sua amante e assessora desde 1993, a qual, junto com o próprio, levou uma dinheirama para Portugal. Por onde anda essa criatura, ave de rapina, que junto com o chefão alcoólatra rapou os cofres da Nação? Qual a razão para a Polícia Federal (PF) não ir atrás dela?

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com 

São Paulo

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PUBLICIDADE

Tenho acompanhado todos os painéis sobre as eleições. Os jornalistas "batem" tanto em Bolsonaro, que acabam por fazer publicidade para ele.

Sergio Bruschini bruschini0207@gmail.com   

São Paulo 

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'ZELITE' ORGANIZAÇÕES GLOBO

Ciro Gomes tem razão, não adianta tentarem tutelar a sociedade brasileira. Reportagens sobre a tal "vendedora de açaí" só reforçam a impressão de que estão "pegando no pé" do candidato Jair Bolsonaro.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com 

Monte Santo de Minas (MG)

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'UM VOTO IRRACIONAL'

Com base no editorial "Um voto irracional" (14/8, A3) já estamos pagando um preço muito alto, com voto irracional, pelos erros cometidos pelas administrações petistas, que se elegeram com promessas mentirosas e implantaram um esquema de corrupção jamais visto. À elite empresarial que se diz bolsonarista, evite incorrer no mesmo erro, semelhante ao dos petistas, conforme destaca o editorial. "Que alguns desses empresariais admitem que o ex-capitão não tem mesmo capacidade para ser presidente". Basta lembrar que ele próprio admitiu ser um ignorante dos problemas econômicos do País.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo

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MILITARES

O noticiário dá conta de que dobrou, em quatro anos, o número de candidatos originários das Forças Armadas e organizações militares (13/8, A4). Por ser-lhes permitido concorrer a cargo eletivo somente após deixarem o serviço ativo, durante o qual frequentam vários cursos exigidos para ascensão na carreira, constituem um grupo qualificado, com experiência forjada em atividades relacionadas a uma gama diversificada de comunidades, por força das constantes transferências, o que lhes permite traçar um panorama mais realista dos problemas que afligem as regiões onde serviram. São, portanto, agentes políticos importantes, sem que seja necessário atualmente associá-los a rupturas institucionais, pelas quais foram compelidos, no entanto, ao logo da história recente, por clamores da sociedade civil, a fim de corrigir rumos estranhos à índole do povo brasileiro.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

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VOTO DO DESESPERO

A situação calamitosa de nossa economia e desastrosa de nossa vida política leva os eleitores mais responsáveis, e que dependem de resultados em negócios e empresas, ao desespero, optando por votar erroneamente, mas seguindo palavras de ordem e de disciplina que possam estabilizar a situação nacional. Entretanto, no ato mesmo de votar e frente às urnas, talvez, vença o poder da reflexão e do juízo de valor, optando pela vitória da coerência, experiência e currículo. Espera-se que assim seja!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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SISTEMA POLÍTICO ARCAICO

Ao ler o artigo "Democracia à mão armada", de Fernão Lara Mesquita (14/8, A2), percebo o motivo de os americanos não utilizarem o sistema de votação eletrônica. Se fosse bom, eles mesmos já o teriam inventado há muito tempo. O voto eletrônico não permite que se façam perguntas aos eleitores, como nos referendos e recalls; não admite uma reflexão, é um ato mecânico. As urnas eletrônicas, espertamente, não trazem a tecla de voto nulo; é preciso digitar um número inválido para se anular o voto, fato que muitos desconhecem. Mas cá estamos, às portas de novas eleições, cientes de que, como o sistema não vai mudar mesmo (ao menos num horizonte de médio prazo), tudo permanecerá mais ou menos como dantes, sejam quem forem os eleitos. Fernão Lara Mesquita tem ajudado muito a divulgar o sistema de voto distrital puro com recall, e sou-lhe grato por isso, ao mesmo tempo em que me entristeço por saber que ficaremos, mais uma vez, a ver navios. Ficarei de fora dessas eleições, abstenho-me em protesto contra esse sistema político arcaico e, principalmente, contra a obrigatoriedade do voto.

Luiz Mario Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com  

São Paulo 

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'DEMOCRACIA À MÃO ARMADA'

O artigo do sr. Fernão Lara Mesquita, sob o título acima, contempla um tema que há muitos anos partilho com ele na questão do voto distrital puro (e não misto) e retomada do mandato (recall). Ora, deve ser "coincidência" que desde o PSDB ao PT, da UDR aos PCs, todos defenderem a adoção do voto misto o que é tapeação, sim, pois mantém nas mãos de todos os caciques dos partidos o controle das respectivas legendas "ad eternum". A mesma coisa ocorre com o instituo do recall. O maior - mas não único - problema sobre os referidos tema é a omissão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de fazer uma campanha educativa sobre o assunto e, não menos importante, o silêncio mantido pelos caciques para que não se discuta a matéria a fim de esclarecer os incautos de sempre os eleitores.

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br  

São Paulo

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LULA, POLÍTICO PRESO

Em artigo publicado no jornal New York Times (14/8), o demiurgo afirmou que "a sua prisão foi um golpe contra 'elle' e para aniquilar o PT". Quanto à roubalheira e a condenação passiva e lavagem de dinheiro, preferiu se calar. Isso é que dá, quando o Judiciário não cortou as asas do político preso e "ficha-imunda", Lula da Silva! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

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PT REGISTRA CHAPA

Presidente: 'Lulla', vice: Sérgio Cabral. Ministra das Comunicações: Dilma Rousseff; ministro da Reforma Agrária: Stédile; ministro da Justiça: Gilmar Mendes; chefe da Abin: Ricardo Lewandowiski; ministro-chefe das Forças Armadas: Marcola; presidente da CNBB: Gilberto Carvalho; chefe da Casa Civil: Vanessa Grazziotin; chefe das reuniões especialmente ocultas: Humberto Costa; ministro da ética e do equilíbrio: Lindberg Farias; ministro chefe da transparência: Roberto Requião. Registre-se!

Luiz Edgard Bueno luizedgbueno@uol.com.br 

Londrina (PR)

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LULA E MARCOLA

Está comprovado. Líderes, mesmo presos, são líderes incontestes e seus fiéis seguidores os obedecem cegamente, quer seja na política ou na contravenção.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br  

Vila Velha (ES)

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INQUÉRITO

Pela sexta vez, o presidenciável e ex-governador Geraldo Alckmin, empurra com a barriga o inquérito que o investiga por suposto caixa 2 no valor R$ 10, 3 milhões, recebido da Odebrecht nas campanhas de 2010 e 2014 ao governo de São Paulo. Tanto o governador Márcio França como o ex-ministro Guilherme Afif serão incluídos no mesmo inquérito.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br 

São Paulo

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SEM CHANCES

O senador Aécio Neves deve se tornar deputado Aécio Neves, não ficará nem um segundo sem o manto salvador do foro privilegiado, nem um instante sem a salvadora imunidade parlamentar, que o protege mesmo depois dele ter confessado que pediu e recebeu propina. A presidente cassada Dilma Rousseff não cumprirá os 8 anos de inelegibilidade e deve se eleger senadora, recuperando seus super poderes bem a tempo de escapar das novas e gravíssimas acusações na roubalheira generalizada que ela fez na Petrobrás. A Justiça precisa ter vez nesse país ou o Brasil acaba com a imunidade parlamentar ou seus parlamentares imunes vão acabar com o País. Não é possível seguir tratando os governantes como se eles fossem índios inimputáveis, que não podem responder por seus atos. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br  

São Paulo

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DEMOROU JUNGMANN

A vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) foi brutalmente assassinada há cinco meses! O certo é que, até aqui pouco ou nada foi apurado pela polícia do Rio de Janeiro! Porém, só agora, o ministro da Justiça, Raul Jungmann, coloca a disposição das investigações uma equipe da Polícia Federal! Mas, a PF, somente poderá atuar na elucidação deste bárbaro crime, se o governador do Estado, Pezão, solicitar essa ajuda! Será que vai solicitar, mesmo sabendo que três políticos de seu partido o MDB são suspeitos de ter participado neste crime?! Ou seja, o circo da irresponsabilidade institucional segue descaradamente neste País...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com  

São Carlos

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IMPUNIDADE

Será que precisaremos reviver a romancista Agatha Christie para investigar e resolver casos como os de Marielle Franco, que parecem nunca ter fim? O leitor vai se acostumando com a situação e a população se adaptando. Neste sentido, com graves consequências, como a paciente baleada inadvertidamente quando hospitalizada para outras emergências ou crianças atingidas por balas perdidas no seu cotidiano. E, mesmo assim, assistimos órgãos públicos permanecerem inabaláveis nas suas justificativas inexplicáveis. Concomitantemente, com desenvoltura ímpar, seguem casos de corrupção, apesar de toda a vitalidade da Lava Jato. 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br  

Indaiatuba 

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INTERVENÇÃO 

Delegacia do Complexo do Alemão foi extinta pela intervenção, sob a alegação de baixa incidência de registros. Quem não conhece deve achar que aquilo é o paraíso. Baixa incidência de registro no Complexo do Alemão, general? Não seria melhor apurar o porquê dessa baixa incidência de registros? O general acha que os moradores têm liberdade naquele complexo? Podem fazer registros na delegacia quando querem? Desculpe-me, general, mas em que mundo o sr. está vivendo? Acredita em Papai Noel também? 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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GUARDA MUNICIPAL NO RIO DE JANEIRO

Seria muito bem-vinda a aprovação do Projeto de Lei da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que concede à Guarda Municipal o porte de arma de fogo em serviço. A questão da ordem pública melhoraria muito. Creio até que o Rio deixaria de ser conhecido como "cidade da bandalha". Infelizmente, uma coisa é autoridade baseada num pedaço de pau, outra, bem diferente, numa arma de fogo. A guarda, nos moldes como está, é um verdadeiro elefante branco, só existe "para inglês ver", ou seja, tem presença aparatosa, mas não funciona. Aqui, camelô, pichador, predador e outros cantam de galo.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br  

Rio de Janeiro

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EXCESSOS DAS OCORRÊNCIAS DE LETALIDADE

"Ouvidoria vê excessos em 74% das ocorrências de letalidade policial em São Paulo" (Portal "Estadão", 13/8). O Brasil se encontra numa guerra civil de fato, onde o crime organizado ou não, entre outros aplica a pena de morte a uma pessoa pelo simples fato de ser policial civil ou militar. Neste contexto, a ouvidoria querer verificar letalidade policial em confrontos com bandidos ou excessos de legítima defesa, etc., via estatística é um incentivo à criminalidade. Os ouvidores estão fora da realidade das ruas, praticando um absurdo que seria como numa corrida de automóveis, querer multar os participantes por excesso de velocidade.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br  

São José (SC) 

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VINDE A MIM O VOSSO REINO

Por que nos Três Poderes e em todas as categorias ligadas à administração pública há privilégios que os demais trabalhadores não têm, mas que ajudam a pagar a conta? Este não seria o momento de limitar o teto dos salários na administração pública em 20 salários mínimos, incluindo todos os penduricalhos e mordomias, iniciando então uma melhor distribuição de renda?

Valdomiro Trento valdomirotrento@hotmail.com  

Santos

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NEM CONSTRANGIDO

A regra é clara: juiz padrinho de casamento de filha de denunciado por crime tem a obrigação moral de se dizer impedido para julgar. Menos Gilmar Mendes, é claro. Vergonha!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo 

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JUSTIÇA 

Disse o ministro que "ao invés das ruas, ouve os autos". O que preocupa as ruas são os "por baixo"...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

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A ARMADILHA DO CONSIGNADO

O aposentado do INSS ou qualquer outro tomador de empréstimo consignado está sendo assaltado, literalmente. Pasmem os senhores, que a chamada portabilidade destes empréstimos chega aos absurdos 600% de prejuízo ao correntista. Um exemplo claro é uma oferta que me chegou de R$ 2,5 mil para mais de R$ 16 mil que já foi pago ao longo de 18 meses. Que conta é essa? Isso é autorizado pelo INSS e pelo Banco Central? Estes chamados "juros baixos" são um verdadeiro engodo. Onde estão o Ministério Público e os órgãos de defesa do consumidor para entrarem de cabeça nesta questão?

Elias Skaf eskaf@hotmail.com  

São Paulo

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BRICS

Otimista demais, sr. Rubens Barbosa (14/8, A2). Pelo andar da carruagem, o grupo passará a chamar-se "Rics"!

Inês Levis ineslevis@hotmail.com 

Jundiaí

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POLÍTICA RASTAQUERA 

Aproveitando se da confusão no Dersa, o governo Márcio França paralisa todas as maiores obras de São Paulo, com o objetivo claro de prejudicar as candidaturas de Alckmin e Doria, e a conta sobra, claro, para o contribuinte. Já existem trechos praticamente abandonados no Rodoanel de São Paulo e milhares perderam o emprego no ultimo mês. A necessária apuração de malfeitos não justifica o custo social e material dessas paralisações. Somente a política rastaquera de sempre.

Cássio Moura cmoura40@gmail.com 

Batatais

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