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O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2018 | 03h00

ELEIÇÕES 2018

Pobres candidatos

Observo que alguns políticos candidatos declararam à Justiça patrimônio tão pequeno que não me surpreendo se aderirem ao Bolsa Família muito em breve. Não é mesmo, sr. Romero Jucá? E o que dizer de Guilherme Boulos, um natural herdeiro abonado, em pele de anarquista? No mundo circense brasiliano, o deboche parece não ter fim.

EDUARDO FOZ DE MACEDO

efozmacedo@gmail.com

São Paulo

Declarou R$ 425 mi

O partido é Novo, mas o seu candidato à Presidência, João Amoêdo, não é. Já faz tempo que os milionários buscam, na política, mais poder.

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

E o nosso patrimônio?

Sobre o patrimônio declarado de R$ 425 milhões do candidato à Presidência João Amoêdo, do partido Novo, é realmente alto, certo? Mas o foco não é contabilizar o que ele acumulou. O que este candidato somou de patrimônio durante a vida, estudando, trabalhando e arriscando em investimentos, o PSDB e o PT vão gastar em 45 dias de campanha. Dinheiro deles? Não, dinheiro do contribuinte, nosso dinheiro, do fundo eleitoral. Agora conseguimos saber o quanto é absurdo este fundo?

RONAN WIELEWSKI BOTELHO

ronan@ronanbotelho.com.br

Londrina (PR)

Nonsense

Um terrível choque de realidade saber que o total de recursos do fundo eleitoral atinge a astronômica cifra de R$ 1,7 bilhão, originado de recursos públicos – em claro português, de nossos bolsos. Desde quando é ético e legítimo financiarmos eleições na situação dramática de penúria financeira e de péssimos serviços públicos por que passa a Nação? Gastar um absurdo destes quando falta a uma parcela significativa da população o mínimo para uma sobrevivência digna? Nonsense puro. Sinto-me como alguém que tem a geladeira vazia, mas gasta as economias em roupas para um encontro social. Meus sais, por favor...

RENATO CONSOLMAGNO

rconsolmagno@gmail.com

Belo Horizonte

A criação do fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão foi mais uma peça criminosa das lideranças partidárias, que nada têm que ver com os anseios da Nação e agem em total desrespeito aos eleitores que lhes deram o mandato. É uma farra vergonhosa, em detrimento da solução dos graves problemas do sistema público de saúde e de educação, além dos seriíssimos problemas da segurança pública e de muitos outros decorrentes da corrupção que assola o País. Nossos parlamentares em nenhum momento são capazes de dispensar ao povo brasileiro respeito e a devida atenção, roubando-lhe os direitos e a dignidade que lhe são garantidos pela Constituição.

ORLANDO RODRIGUES MAIA

ormaia@uol.com.br

Avaré

Olhemos para o Congresso

O presidencialismo é isto aí: um sistema alienante. Todo mundo discutindo o melhor nome para presidente da República, acreditando que, bem escolhido o chefe do Executivo, este cuidará bem do Brasil, e ponto final. Muito poucos estão interessados nos nomes para o Congresso Nacional, até porque a imensa maioria dos que vão votar pouco sabe da importância dos deputados e do senador. O parlamentarismo é menos alienador e mais adequado à democracia. Um dia, quem sabe, ele virá.

EUCLIDES ROSSIGNOLI 

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

Um dia, um estrategista de campanha eleitoral nos EUA disse a frase que levaria seu candidato à vitória: “É a economia, estúpido”. No Brasil, diante de parlamentares mais interessados nos próprios umbigos que no bem-estar do País, nós, eleitores, devemos ter em mente que é o Legislativo que faz as leis, que modifica as leis, que revoga as leis e que derruba os vetos do presidente da República. Portanto, nestas eleições, imperioso lembrar: “É o Legislativo, estúpido!”.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

De um extremo a outro

A balança que mede o prestígio dos candidatos à Presidência da República anda pendendo para o lado oposto nestes tempos que antecedem as eleições. Ela indica que, quanto mais Lula, PT, MST et caterva ameaçam a ordem democrática prometendo o caos, com invasões de repartições públicas, marcha rumo a Brasília para pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a aceitar a candidatura do presidiário e o prometido controle da imprensa e dos meios de comunicação, mais o lado oposto (Jair Bolsonaro) ganha pontos. Na dúvida, o povo temeroso acaba optando pelo candidato que promete cessar as ameaças vindas da esquerda que promete transformar o Brasil numa Venezuela. Portanto, é de suma importância que o TSE enterre de uma vez as pretensões de um ficha-suja e de seus apoiadores de participar do pleito de 2018. O Brasil precisa de paz para tocar a vida rumo a um bom futuro, sem extremismos, escolhendo o melhor candidato sem pressões e sem ameaças.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Irracionalidade

Muito oportuno o editorial do Estadão sobre o “voto irracional” no candidato Jair Bolsonaro (PSL) pelo empresariado brasileiro, o que demonstra o risco que corremos nesta eleição (Um voto irracional, 14/8, A3). Guardadas as devidas proporções, dá para fazer um paralelo com o adesismo oportunista e irresponsável de boa parte da elite alemã ao nazismo e a seu líder nacionalista, militarista e incorruptível, Adolf Hitler. Ninguém precisa ter mais de três neurônios para ver a incapacidade absoluta de Bolsonaro para liderar o Brasil. Pode vir a ser uma Dilma da direita. Um desastre. Deixo a pergunta a estes empresários que estão aderindo ao candidato do PSL: a quem os senhores confiariam a administração de suas empresas, a Bolsonaro ou a Henrique Meirelles? A Bolsonaro ou a Geraldo Alckmin? A Bolsonaro ou a João Amôedo? Se pensarem no Brasil como pensam em suas empresas, sabem que não fariam uma irracionalidade destas.

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

Seria de bom alvitre avisar o presidenciável Geraldo Alckmin para não se preocupar em desconstruir a candidatura de Jair Bolsonaro, porque a imprensa escrita, tida como imparcial, já se está encarregando de fazê-lo, explicitamente.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

CANDIDATURA QUE DESAFIA A LEI

PT desafia lei ao registrar Lula, a sigla insiste em nome sujo e emporcalhado que não se enquadra na Lei da Ficha Limpa. O que o povo quer e precisa saber é por que não se cassa o partido, por que não exterminar com essa podridão que se auto-denominou como Partido dos Trabalhadores, cujos componentes foram e são os principais causadores do caos em que o Brasil se encontra, em assim sendo, estaremos cortando o mal pela raiz, ou será que não?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br 

São Paulo

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A FICHA DE LULA

O PT realizou a aventura jurídica de registrar a candidatura de Lula da Silva, como sendo ele ficha limpa. É falsidade ideológica e o registrador incumbido arcará com o processo respectivo. De outro lado, Lula da Silva, se assim proceder, afrontará o Poder Judiciário, devendo indenizá-lo por dano moral, porque o ato compreende causar "vexame" à Justiça. Tamanho atrevimento e ousadia não merecem as punições referidas?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br  

Rio Claro

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MANIFESTAÇÕES PARTIDÁRIAS

Em Brasília, bandeiras, bonés, camisetas, cartazes e faixas de uma só cor. Tudo coberto de "lullo-vermelho", exceto a vergonha, muito "petistamente" esquecida...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

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E DEPOIS DE ELEITO?

PT, pau mandado de Lula, não aceita as leis e sempre desafia a Justiça. O que faria Lula, caso eleito? 

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com 

Botucatu 

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OBSESSÃO

Já que Lula quer ser presidente, por que não se candidata à Presidência da "Associação Brasileira dos Presidiários Corruptos"?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 

São Paulo

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'MINHA LUTA'

Lula está dando uma grande lição ao País: de fanatismo e irracionalidade como Hitler. Só falta escrever sua versão de "Minha Luta".

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com 

Campinas

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LULA NO 'NYT'

O "The New York Times" publicou artigo de Lula (14/8), antes do dia 15, prazo para seu registro como candidato à Presidência da República. O ex-presidente insiste em sua confiança na Justiça, mas reitera que "há um golpe de direita em andamento no Brasil". O resto uma parcela, principalmente dos pobres e miseráveis já sabem, pois sentiram na pele. O primeiro operário eleito presidente da República no Brasil trouxe horror ao mercado financeiro, que hoje domina a economia mundial. Não concordaram com a inclusão social que Lula e sua sucessora vinham realizando. Interromperam com golpe. Capturaram a justiça e tem o controle da opinião pública. Lula representa a esperança e tem o apoio da maioria pobre. Os golpistas insistem em dar legalidade ao ilegal. Há um impasse sobre o futuro, mas o Brasil de Lula virou referência mundial. Essa crise de legitimidade e legalidade da democracia extrapola as fronteiras do Brasil.

Antonio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br 

Rio de Janeiro

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MOSSORÓ

Qual será o motivo do não envio do apenado Lula da Silva cumprir pena em Mossoró (RN)? O spa da carceragem da Polícia Federal parece bastante conveniente para essa turma. Não permitam visita íntima, pois há bastante desconfiança sobre essas visitas.

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br 

São Paulo

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COMÉDIA PETISTA

Em pleno dia útil, milhares de desocupados estão acampados em Curitiba e Brasília, outros marchando e um punhado fazendo greve de fome em apoio a um presidiário inelegível, segundo a Lei da Ficha Limpa, com o intuito de desafiar e pressionar a Justiça, inclusive com ameaças de violência, para um registro de candidatura inviável. Esse é o Brasil do PT, que coloca seu líder como mártir e como preso político esquecendo-se dos vários outros processos que aumentarão ainda mais a penalização do mais honesto cidadão brasileiro. O desespero e as artimanhas petistas, em livrar Lula da cadeia viraram um verdadeiro pastelão, digno das comédias hollywoodianas. Lula na cadeia e inelegível para o bem do Brasil!

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com 

Avaré

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PROBLEMA BRASILEIRO

Lula e Dilma destruíram os Correios, Petrobrás, Eletrobrás, BNDES, Banco do Brasil e tudo mais que os brasileiros de bem sabem. Mas, ao que parece, no momento, o maior deles é o açaí... Será?

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com 

São Paulo

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BOLSONARO FOGE DA RAIA

Não é piada! Num encontro reservado com grandes empresários em São Paulo, inclusive organizado por um de seus assessores de campanha, o Fabio Wajngarten, foi feita uma pergunta ao candidato Jair Bolsonaro (PSL-RJ), por sinal de extrema relevância: "Num cenário em que você vença o pleito no 2.º turno com mais de 55 milhões de votos, e garanta a maioria no Congresso, quais seriam os três principais projetos que colocaria em votação?" Como se tivesse tomado um choque de alta voltagem, Bolsonaro, para indignação dos presentes, ficou longos segundos em silêncio, não respondeu e passou para outros assuntos... Uma vergonha! Olha que estamos falando de um líder nas pesquisas eleitorais para o Planalto! Porém, uma coisa é Bolsonaro, já ter confessado que não entende nada de economia, mas, inadmissível é que um postulante a Presidência da Republica, fuja da raia, como fez, e não saiba responder a menos de 60 dias do pleito quais são os principais projetos que enviaria para o Congresso, para ser votado a toque de caixa, como por exemplo, a reforma da Previdência! Na realidade, esse candidato demonstra nada ter aprendido nos seus 27 anos como deputado no Congresso... Acorda eleitor! 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com  

São Carlos

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'UM VOTO IRRACIONAL'

As constantes tentativas de desqualificação de Jair Bolsonaro partem da esquerda e seus simpatizantes ao verem seu monopólio ameaçado. Nada mais. Jair Bolsonaro é hoje o basta aos governos de esquerda no Brasil.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com 

Capão Bonito

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'BBB'

Votar em Bolsonaro é votar na BBB: bancada do boi, da bala e da bíblia. Barbaridade!

J.S. Decol decoljs@gmail.com  

São Paulo

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A PSEUDO DEMOCRACIA BRASILEIRA

O Brasil já escolheu seu novo presidente da República: o eleito será um dos pangarés escolhidos pelos partidos políticos, sem qualquer vestígio de participação do povo nesse processo. A democracia representativa é um retumbante fracasso no Brasil, diretamente responsável pelo exército de nulidades, corruptos e incompetentes, que seguem destruindo a Nação. Na democracia representativa só os interesses dos partidos políticos são representados, e os partidos só estão interessados em roubar dinheiro público. Ao povo caberá dar bilhões de reais a fundo perdido para os partidos fazerem propaganda mentirosa de suas nulidades. Logo mais o povo vestirá a roupa de palhaço e seguirá para as urnas, como se houvesse alguma diferença entre os pangarés da vez. O povo tem que demandar eleições diretas já, sem a tutela dos partidos políticos, candidatos livres, o povo tem que demandar o fim dos sindicatos do crime que são os partidos políticos. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br  

São Paulo 

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TEM OUTRO JEITO?

Todos os meios de comunicação atacam o líder das pesquisas na corrida presidencial, alguns de forma patética. Até o "Estadão" publicou editorial nesse sentido, lembrando o medo da volta da ditadura militar. O problema é que o elenco de candidatos não ajuda o mais "palatável" deles não decola, pois, além de não falar a língua do povo (fintechs? spread? Não organizar de forma autocrática?), aliou-se ao que há de pior na política nacional e tem imagem de certinho, de frouxo, de politicamente correto, que jamais atacaria problemas caros para a população como regalias para presidiários, bolsa-reclusão, criminosos menores de idade extremamente violentos, órgãos públicos nas mãos de partidos políticos, ideologia de gênero e partidário nas salas de aula, abusos dos movimentos sociais e ONGs, estatais perdulárias e por aí vai. Outras opções de candidatos vão do patético ao folclórico. Quem lidera hoje a corrida promete ir de encontro a todas essas expectativas, a imprensa não percebe que ao cidadão comum não interessa os conceitos de esquerda-direita-centro. Não devemos nos preocupar, já está provado que o Brasil dispõe de instituições fortes o bastante que impedirão loucuras que nos levem a um regime totalitário. Não funcionou contra o PT?

Sergio Araki Yassuda sergio-araki@uol.com.br  

São Paulo 

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UM EXEMPLO ADMIRÁVEL

João resolveu ajudar o Brasil. João é um homem bom, honesto, trabalhador como muitos joãos brasileiros. Só que esse João ficou muito rico, como poucos joãos, mesmo sendo honesto e trabalhador. João pensou de que maneira poderia ajudar. Decidiu que para ajudar o Brasil, teria de parar de trabalhar e se dedicar ao País. Mas se dedicar como? Distribuindo sua riqueza? Sabia que isso não ajudaria, talvez prejudicasse ainda mais. Havia muita coisa errada no País... Quem sabe entrando na política, apesar da desonestidade de princípios da maioria dos políticos e dos partidos. Quem sabe criando um novo partido, que tivesse só pessoas de bem e que também como ele quisessem ajudar o Brasil. Foi difícil, mas oito anos depois João venceu os desafios, que foram muitos, e hoje está a um passo de poder ajudar o Brasil. O partido está crescendo e ele resolveu se candidatar à Presidência sem usar o poder da sua riqueza, mas graças, novamente, à honestidade e o trabalho. Um exemplo admirável!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br 

São Paulo 

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SÓ ATRAPALHAM

Temos hoje no Brasil uma meia dúzia de autoridades que em vez de ajudar a combater a podridão praticada por homens desprovidos de senso moral, não se envergonham de abrir a boca para defendê-los. Como essa atitude tem atrapalhado àqueles que zelam pela democracia para que não venhamos a viver na anarquia. Cada uma dessas autoridades protetoras de "anjinhos", bem que poderia, após uma tomada de decisão que vai na contramão da moralidade, perguntar aos seus netos adolescentes, digo adolescentes porque nessa fase já são capazes de entender o que são valores éticos, se aprovaram as atitudes do vovô. Não sugeri que a pergunta fosse dirigida aos filhos adolescentes, porque os protagonistas já têm idade avançada.

Jeovah Batista jeovahbf@yahoo.com.br 

Taquari (DF)

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ANTECIPAR A POSSE

Os brasileiros de bem querem antecipar a posse - troca de lugares - entre a presidente Cármen Lúcia e Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal (STF). Ora, essa é a única maneira de acabar com a farra do "solto corrupto" e da "redução do poder" do juiz Sergio Moro, tudo capitaneado por Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e o futuro presidente do STF, Dias Toffoli. Certamente, com a ministra Cármen Lúcia na 2.ª Turma daquela Corte, não haverá quórum para a "farra" se perpetuar. O País não aguenta mais e quer mudanças urgentes!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SINAIS PARTICULARES

O "Estadão" publicou (15/8, A4), em "sinais particulares", o rosto da ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com sinais característicos que representam muito bem sua pessoa. Narizinho arrebitado, pequena boca e óculos que toma conta de mais da metade do seu rosto. Que perfeição! Parabéns ao "Estadão".

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br  

Assis 

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DEBATES ENGESSADOS

Os debates dos últimos anos para governador do Estado de São Paulo têm sido bastante cansativos, pois além de estarem cronometrados e com temas previamente elaborados, são mornos, cansativos e engessados, com respostas decoradas. O debate deve ser aberto e o mediador tem o corte do microfone no caso de um candidato sair do esquema. Que falta fazem os debates com Maluf, Jânio e Montoro!

José Millei millei.jose@gmail.com 

São Paulo

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CONTA DE LUZ

"Seca e subsídios fazem conta de luz subir quatro vezes mais que a inflação no ano", publica o "Estadão" (13/8, B1). Faltou dizer que uma razão adicional foi o ativismo ecológico por décadas, que impediu maiores volumes de reserva das hidrelétricas, fazendo com que as mais recentes sejam apenas a fio d'água. Em épocas de seca elas param de produzir uma energia hídrica limpa para ser substituída por energia suja de termoelétricas.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br  

São José (SC) 

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COINCIDÊNCIA ELÉTRICA

Lucro líquido da Eletrobrás dispara. Contas de eletricidade também. Coincidência muitas vezes esconde uma relação de causa e consequência. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo 

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RIO DE JANEIRO

O Secretário de Defesa dos EUA lamentou os tiros que ouviu no Rio de Janeiro e disse: "A vida de alguém pode ter mudado". A vida de alguém, secretário? A vida de alguns. Este é o nosso dia a dia (day by day). O sr. está no Brasil, sr. secretário. Deviam ter-lhe dito.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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POBREZA

A primeira página do "Estadão" (15/8) traz a chamada: "No Brasil, pobreza atinge 60% das crianças e jovens" (A16), triste realidade brasileira. São dados impressionantes referentes às razões desta desigualdade social absurda, tanto por condições financeiras bem como à privação ao acesso a saneamento, educação, água, informação, moradia, trabalho infantil, desta população. Estes dados foram obtidos após pesquisa da Unicef. Este fenômeno social não foi gerado ou gestado em pouco tempo, porém é o fruto colhido do descaso com que esta população foi tratada e à falta de atenção a ela devida. Na mesma reportagem é citado o exemplo de uma família que vive apenas com o bolsa família caracterizando, portanto, que esta medida embora possa ser necessária nunca será suficiente o bastante para dirimir ou ao menos minimizar a pobreza. Obrigatoriamente deverá vir acompanhada de soluções por meio de políticas sociais e da melhoria ao acesso das condições supramencionadas. O que fizeram ao longo destes 13 anos de governo petista se não iludir esta pobre população que "elles" tanto defendem? Nada fizeram, absolutamente nada e ainda se julgam no direito de reivindicar candidatura própria de uma forma desafiadora à nossa Justiça, pois o que lhes interessa é simplesmente o seu projeto de poder. Estes dados são mais que suficientes para desmascará-los. Como conselho, os oriento a lerem nesta mesma edição do "Estadão" o artigo "Um olhar para a primeira infância" (A2), brilhante exposição de Priscila Cruz que em resumo indica que "melhorar a vida das crianças nesta fase, de 0 a 6 anos, é melhorar toda a Nação".

Claudio Baptista clabap45@gmail.com 

São Paulo 

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PARLAMENTARISMO NO FUTEBOL

Os clubes de futebol nos dão, a todo o momento, exemplo de uma espécie de parlamentarismo, em linhas gerais já tentado sem sucesso na política brasileira, mas que, atualmente, se adotado, bem que poderia atenuar os efeitos danosos do superlativo toma lá dá cá em vigor por aqui. Após a formalização do contrato, o técnico e sua comissão iniciam os trabalhos, observados por dirigentes e pela quase sempre apaixonada torcida. Se, ao longo dos campeonatos, os resultados forem animadores, garantirão a permanência na função. Caso contrário, porém, não deixarão outra alternativa à direção do clube que não a demissão do grupo e a substituição por outro. É evidente que se trata de uma analogia, pois governar um País como o Brasil é infinitamente mais complexo, embora um semelhante modelo básico de governo poderia, no contexto de uma reforma política real, sempre prometida, ser proposto e implementado.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

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