Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

23 Agosto 2018 | 03h00

CAMPANHA ELEITORAL

Está chegando a hora

Estamos chegando a uma encruzilhada: afinal de contas, em quem votar para dirigir o nosso país? Teremos de decidir em outubro como será o nosso futuro e, confesso, não está nada fácil. Não acho justa, por exemplo, essa divisão do tempo que cada candidato terá na televisão. Acredito que o mais democrático seria todos terem tempo igual, pois assim teríamos como tentar escolher melhor. Outra questão: por que a legislação eleitoral se faz tão antidemocrática, tendo em vista que não constatamos a presença de todos os candidatos em debates? Acho um absurdo essa desigualdade. E mais: por que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não decide logo que Lula está fora do páreo, ou melhor, por que deixar um candidato ficha-suja ser registrado? Infelizmente, um atraso e um abuso o dinheiro gasto com campanha falsa!

JOSÉ ROBERTO A. DOS SANTOS

zrasantos@gmail.com

Campinas

O que é preciso

Lendo os jornais, vejo restrições a todos os candidatos. Mas quem nos proporcionará o que realmente necessitamos: combate à corrupção, segurança, proteção à propriedade, apoio à livre-iniciativa, defesa de valores morais (verdadeiros)? Só isso já nos traria desenvolvimento e resolução da maioria dos problemas do nosso país. 

CARLOS A. BORGES

borges.ca@gmail.com

Rio de Janeiro

Sem opção

Olhamos as opções que temos para presidente e, infelizmente, não vemos um candidato com plano que realmente faça sentido para o nosso Brasil. Temos propostas que não se coadunam com a realidade do momento. Prometem que vão recuperar os empregos – mais de 13 milhões de brasileiros desempregados! –, mas não dizem como. Apenas promessas... Mas não podemos viver de promessas! 

ALEXSANDRO GONSALES

agonsalesadm@gmail.com

São Paulo

O criminoso chefão

Sabemos que elle deveria estar numa penitenciária cumprindo pena, mas se encontra em sala especial da Polícia Federal em Curitiba, de onde dirige sua “quadrilha”, aproveitando-se das inúmeras facilidades e visitas que recebe todos os dias, como pombos-correio. Creio que é chegada a hora de o transferirem para outro local, uma prisão mesmo, para que isso não se perpetue. Já aguentamos demais essa torpe figura. Cadeia não é comitê eleitoral.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Declaração de bens

Depois dos dois banqueiros, os candidatos a presidente da República mais ricos são o filho de João Goulart e o Lula. Mais uma prova de que a esquerda realmente acaba com a pobreza... dos seus.

ALEXANDRE MARTINI NETO

amartini906@gmail.com

Rio Claro

SOCIALISMO DO SÉCULO 21

Feitos do presidiário

Pobre Venezuela, pobre Brasil. O ex-presidente Fernando Henrique já contestou as mentiras sobre nós que Lula conseguiu publicar no jornal The New York Times. Mas eu também queria contribuir para que o mundo conheça melhor o ex-metalúrgico e um dos mentores e fundadores do Foro de São Paulo. Sugiro que o jornal americano mande seus repórteres a Roraima para verem o triste espetáculo dos refugiados venezuelanos, resultado do tal socialismo do século 21 inventado por Hugo Chávez e apoiado sem restrições pelo ex-presidente presidiário. 

EUCLIDES ROSSIGNOLI

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

Apoiadores do déspota

Gostaria que a mídia entrevistasse os gênios do PT, do PSOL e do PCdoB sobre o que estão fazendo para ajudar os lesados imigrantes expulsos da Venezuela pelas “políticas” do déspota Nicolás Maduro e qual o plano deles para esses infelizes, que são forçados a fugir do seu país por falta de comida, de dignidade, de tudo. Afinal, esse ditador tem o apoio desses três partidos brasileiros e é fundamental, até em vista das próximas eleições, obter essas respostas. O povo agradece, pois nós precisamos mesmo sair dos discursos vazios e sem nexo.

MARIETA BARUGO

mbarugo@bol.com.br

São Paulo

Marielitos

A fuga de venezuelanos para o Brasil está ficando muito parecida com o episódio dos milhares (125 mil) que se escafederam para Miami na década de 1980, incentivados por e com ajuda direta de Fidel Castro e do governo comunista. Assim Cuba se livrou de bocas para alimentar, de inimigos, dissidentes, pobres, doentes mentais – até criminosos soltou para que sumissem da ilha. Quando os americanos acordaram, já era tarde...

FREDERICO FONTOURA LEINZ

fredy1943@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO E JUSTIÇA

Na Segunda Turma

Em 2016 o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria de 6 a 5, pela constitucionalidade da prisão após condenação em segunda instância. Por se tratar de um colegiado, era de esperar que todos os 11 juízes do Supremo, mesmo alguns tendo entendimento contrário, seguissem a decisão vencedora, em respeito à Corte e aos colegas, como bem faz a juíza Rosa Weber, que fez parte do grupo perdedor. Dito isto, as explicações de Dias Toffoli para manter soltos José Dirceu e João Cláudio Genu, seguidas por seu fiéis parceiros da Segunda Turma, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, ofendem a inteligência do restante da Corte, pois estariam eles “preocupados” com a possibilidade de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vir a diminuir a pena de ambos... 

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

O silêncio dos inocentes

A Segunda Turma do STF afronta mais uma vez os brasileiros, deixando solto um dos maiores delinquentes deste país: José Dirceu, criminoso convicto e condenado. E a população indignada se pergunta, mais uma vez: até quando vamos aguentar tanta desfaçatez? Três dúvidas surgem na mente deste povo sofrido. A primeira é: por que uma decisão que envolve ladrões do dinheiro do povo cai sempre na Segunda Turma do STF, sempre favorável aos criminosos? A segunda: por que isso não é decidido pelo plenário da Suprema Corte? A terceira dúvida é sobre o porquê do silêncio dos demais ministros do tribunal a esse respeito. O Brasil quer saber.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

DIRCEU LIVRE

Condenado a 30 (trinta!) anos de cadeia, o ex-ministro José Dirceu continuará em liberdade após votarem a seu favor os integrantes do "Partido da Libertação Incondicional (PLI)", vossas excelências os senhores ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, da segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Tenho dito...

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@hotmail.com

Guarulhos

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DESMORALIZAÇÃO

Mais uma vez os três porquinhos da segunda turma STF mantêm José Dirceu em liberdade. Será que não percebem que levaram este STF à total desmoralização perante os cidadãos de bem?

Orivaldo T. de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br 

Monte Alto

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DE OLHOS ABERTOS

Bandido político inteligente é aquele que sonha acordado com a segunda turma do STF. É lá que Lewandowski, Toffoli e Mendes decidiram (faz tempo) concordar em tudo, substituindo o decantado pluralismo (e saber) jurídico pela formação antecipada de uma maioria sabida e renitente. A presença decorativa dos outros dois ministros apenas reforça a frequência de uma previsibilidade que não me parece justa, nem mesmo honesta.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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CASO DIRCEU

E quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai mostrar que tem Justiça funcionando além da Lava Jato?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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ESPERANÇA 

O honesto povo brasileiro está cheio de esperança e aguardando ansiosamente a troca de "cadeiras" na presidência do Supremo Tribunal Federal, com a vaga na segunda turma daquela Corte. Só assim o eterno placar de 3 a 2 se manterá, só que, agora, para manter os corruptos enjaulados. Muda, Brasil! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SEGUNDA TURMA & ZÉ DIRCEU

Aqui, a Justiça não é cega, muito menos deficiente visual. A venda, disfarce só para inglês ver, permite ver tudo. A balança, desregulada, só afere com 2 pesos e 2 medidas. O gládio, cutelo inútil, cego, só serve para cortar penas. Mas ninguém liga, tudo é somenos. Afinal, convenhamos, muitos "deçepaíz" também não tem a mínima vergonha...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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REAJUSTE DO JUDICIÁRIO

A respeito da carta do leitor sr. Antonio Virgílio da Silva ("Judiciário - Usurpação", 20/8, A2), vale para qualquer poder: não deve mandar, e sim ser submisso à vontade popular. Esta é a essência da República, que não vige no País.

Paulo Eduardo Grimaldi pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

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O TERMÔMETRO DA CRISE

José Dirceu livre, Dilma Rousseff senadora e Lula liderando com grande vantagem todas as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. O cenário fica cada vez mais cinzento para o Brasil, um país que parece ter ódio de si mesmo. O dólar segue sendo o principal termômetro do desatino brasileiro, um povo determinado a ser seu pior inimigo. Os miseráveis da Venezuela estão felizes com Maduro, não porque se tornaram ricos, mas porque não há mais ricos na Venezuela. Esse parece ser o desejo do povo brasileiro, continuar vivendo nas favelas, mas acabar com a boa vida das classes média e alta, expulsar os ricos do País. O povo brasileiro parece querer viver feliz para sempre na miséria e sendo roubado pelo governo mais corrupto do planeta. É preciso realizar um estudo de antropologia veterinária para entender quem ainda quer votar em Lula. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MANDATO CASSADO

Após 31 anos de processos, a Câmara dos Deputados achou que Paulo Maluf não é exatamente muito honesto. Haja corporativismo!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A FROTA DA CÂMARA

Câmara dos Deputados gasta R$ 15,7 milhões para manter frota de veículos. Nada mais "justo". Afinal de contas, quando trabalham, são "quase" dois (2) dias por semana - isso quando não tem feriado -, além de recessos que não passam de férias disfarçadas. Lixo é elogio para estas atitudes.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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CURIOSIDADES DA DEMOCRACIA

Meu objetivo é mostrar para o leitor curiosidades da democracia e da maioria dos políticos que comandam o Brasil desde 1985. Curiosidades como a demora da Câmara dos Deputados para decidir sobre a PEC 280/2008, do ex-deputado Clodovil Hernandes, do PP/SP, falecido em 17/3/2009, que propõe a redução de 513 para 250 deputados. Dez anos são passados. Essa demora nos deixou surpreendido com a decisão da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro de aprovar em tempo recorde, de 40 minutos, cinco dos sete projetos de lei apresentados pela ex-vereadora Marielle Franco, do PSOL/RJ, assassinada em 14/3/2018. 

 

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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ELEIÇÃO 2018

A Bolsa de Valores de São Paulo caiu e o dólar subiu acima dos R$ 4,00 por causa da divulgação da pesquisa de intenção de votos que aponta o presidiário Luiz Inácio Lula da Silva em primeiro lugar na corrida à Presidência do País. Lula, ficha suja, condenado em segunda instância pela Justiça, segue à frente de Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Marina Silva, Henrique Meirelles e demais candidatos ao pleito de 2018. Parece brincadeira, mas não é. É um verdadeiro pesadelo, que assola o Brasil, traz insegurança política, paralisa os investidores e prejudica mais ainda o povo, que enfrenta o desemprego, a inadimplência e a lenta Justiça, que nada decide a respeito deste completo desrespeito às leis.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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PESQUISAS QUE CONFUNDEM

A inclusão de Lula nas pesquisas de intenção de voto para presidente da República já ultrapassou os limites da razoabilidade. Incluir um candidato sabidamente inelegível neste tipo de pesquisa, além de ter sido sempre bizarro em si, seguramente confunde o pesquisado, mesmo que se lhe apresente, no mesmo momento, um cenário sem o ex-presidente. E a explicação é simples: boa parte dos eleitores de Lula é composta por pessoas humildes que não têm o devido preparo intelectual para raciocinar sobre duas situações hipotéticas simultâneas. Lula é carta fora do baralho e já está mais do que na hora de os institutos de pesquisa se aterem à realidade. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PIADA

Tanto o Ibope quanto o Datafolha, que não acertam o resultado final de uma eleição há tempos, já informam que o inelegível Lula da Silva ganharia a eleição presidencial no primeiro turno. O Brasil virou o país da piada ridícula.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

  

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NÍVEL

Estando na ordem do dia as pesquisas eleitorais, ocorreu-me perguntar como seria classificado o nível civilizacional de um país que tivesse um elenco de candidatos à Presidência da República e uma legislação eleitoral como os que temos aqui. Seria alto, médio, baixo? Ou simplesmente imperceptível?

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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'FAKE'

Toda pesquisa até aqui é fake, porque o "cara" é inelegível, como diz a Ficha Limpa.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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SUGESTÃO

Fazer pesquisa de candidatos à Presidência incluindo presidiário é uma afronta às pessoas honestas e trabalhadoras. Sugiro que a próxima pesquisa seja apenas com condenados e cumprindo pena.

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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ERROS COMETIDOS

Não dá para entender que o candidato preso possa ser o primeiro colocado nas pesquisas de intensão de voto. Após tanta falta de ética, falsidades e tapeações, os governos petistas, em 13 anos, deixaram o País marcado por crises, corrupção, sem credibilidade, desemprego, inflação alta, juros altos e sem um futuro promissor aos brasileiros. Estamos pagando um preço muito alto pelos erros cometidos por eles. Aos eleitores conscientes, há tempo de corrigi-los nesta eleição.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo 

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FARSA GROTESCA

Não consigo acreditar nas tais "pesquisas" que apontam a "jararaca boquirrota" liderando a votação, como também não consigo acreditar que Temer tenha o índice de rejeição indicado, pois acredito que o brasileiro é um povo inteligente, e não um imbecil, como querem demonstrar. Trata-se de manipulação visando a interesses escusos dos oportunistas de plantão, infelizmente com a conivência de parte de uma imprensa irresponsável. A verdade é que a reforma trabalhista, bem como o teto dos gastos públicos acabaram com a zona de conforto dos demagogos que sempre se disseram a favor dos mais pobres, manipulando-os conforme a utilidade do momento. Não é do interesse destes espertalhões que o Brasil seja um país com um povo esclarecido, independente economicamente, moderno, sabendo gerir sua vida sem necessidade de esmolas eleitoreiras. Sem sombras de dúvidas, realmente há algo de podre no reino tupiniquim.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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LULA NAS PESQUISAS

Pô, qual é a da mídia, hein? Ver o circo pegar fogo? Ficar alimentando um partido político que se esfacelou por sua conta e risco? Ficar dando pano para manga a um presidiário julgado em primeira instância e por um colegiado em segunda instância? Realmente, não entendo, ao invés de contribuir para o esclarecimento da população ignorante de que aquele cidadão não tem como concorrer pelo fato de se ficha-suja, ficam levantando a bola do "cara"? Pagando pesquisa com o nome do "cara"? Como se isso fosse a mais correta das opções? Em nome de uma pseudodemocracia? O quê? Direito sem obrigação? Povo ignorante alimentado por uma mídia mais ignorante ainda.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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O ESPETÁCULO DA DEMOCRACIA

Segundo pesquisa do Ibope, metade dos brasileiros de baixa instrução está sem candidato. No Nordeste, Fernando Haddad é chamado pela patuleia de Fernando Andrade. O que podemos esperar desta eleição de 2018? Eu sempre fui favorável ao voto de todos os brasileiros independentemente da instrução, inclusive do analfabeto, porém agora mudei de opinião: creio que melhor seria se fosse obrigatória a instrução mínima de aprovação no Enem, principalmente para os candidatos a qualquer cargo público. Seria um alívio para todos os que são obrigados a ouvir o português eivado de erros daqueles que aspiram a ganhar a eleição, uma esperança para alterar o deprimente espetáculo da democracia.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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PROTEGENDO O ELEITOR

A psicóloga Patrícia Grinfeld analisa, num interessante artigo, o caso de uma criança que até os 9-10 anos ainda acredita que Papai Noel é real. Ela conclui que, por vezes, "recorremos à fantasia quando a realidade é/está dolorosa ou difícil". E vai além dizendo que "Papai Noel personifica nossos anseios (...) e mobiliza o que temos e o que procuramos". O que a psicóloga diria sobre uma nação que em breve irá completar 200 anos de sua independência e na qual 37% dos seus cidadãos afirmam que, se pudessem, elegeriam um criminoso que anda o tempo todo vestido de Papai Noel? Não seria exatamente a postura leniente com os políticos corruptos aquela que condena nosso país a uma realidade tão dolorosa e medíocre quanto a que vivemos? Até que ponto a personificação de nossos anseios assombrará nossa realidade? Erick Jacquin disse, com muita propriedade, que "o Brasil foi estuprado". Com base nisso, passei a ler outro artigo da psicóloga para achar a resposta a minhas indagações: "Protegendo a criança contra o abuso sexual". Não vou me estender sobre o assunto. Mas as lições sobre como proteger o eleitor de abusadores são muitas e, por hora, me limito a recomendar o artigo. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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VICE OU CABEÇA-DE-CHAPA?

Que decepção sr. Fernando Haddad! Como pode um professor da Universidade de São Paulo, um homem culto, aceitar ser candidato a presidente pelo PT no caso de Lula não poder ser o seu candidato? E ainda dizer que "estão proibindo o maior estadista vivo do mundo de concorrer a presidente"? O seu partido não pede desculpas... Ninguém fica envergonhado diante de tudo o que aconteceu. Quem o PT pensa que engana?

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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E AGORA?

Por uma denúncia do Ministério Público, o Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou denúncia contra o candidato a vice-presidente pelo PT Fernando Haddad, tornando-o réu numa ação cível de improbidade administrativa por supostas irregularidades nas obras de uma ciclovia quando foi prefeito de São Paulo. E agora, o que dizer?

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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UM POSTE NA CICLOVIA

Fernando Haddad vira réu por improbidade em ação sobre ciclovia. Havia um poste na ciclovia. O que não pode haver é mais um poste na Presidência.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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DESRESPEITO PELO BRASIL

O condenado e detento Lula, soberbo e demagogo que é, conseguiu - pago ou não, pouco importa - que um artigo seu fosse publicado no "The New York Times". E, como jamais respeitou o Brasil, afirmou que é vítima da "elite", que "há um golpe de direita em andamento no Brasil" e que ainda temos uma "democracia em ruínas". Em boa hora, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um dos brasileiros mais respeitados no exterior, respondeu dizendo em seu artigo publicado no jornal inglês "Financial Times" que a visão que o petista tem sobre o nosso país é de "ficção danosa". E completou FHC: "O meu país merece mais respeito". Não surpreende o que Lula faz e fala do País. Nulo de refinamento social e político, ele foi capaz até de desrespeitar a sua esposa, Marisa Letícia, jogando no colo dela, logo após a sua morte, a responsabilidade no negócio ilícito do tríplex do Guarujá.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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AS OPINIÕES DE FHC

Para os padrões brasileiros, FHC é um intelectual. Como presidente, surfou na onda do Plano Real e tocou um projeto de privatização bem-sucedido, em que pesem as várias denúncias de "malfeitos". Agora, fala em aliar-se ao PT num eventual segundo turno das eleições. Ao PT, cuja agenda é estatizante na economia e demolidora da responsabilidade fiscal. FHC não está gagá, como pensam. Está muito lúcido e volta ao seu objetivo maior de implantação de um regime de extrema-esquerda no Brasil, meio caminho para o comunismo. Mas isso de maneira tão elegante que até parece ser um democrata. Nunca foi, apenas o seu ritmo para chegar ao totalitarismo de esquerda era mais brando. Agora, com a idade, tem pressa. No PSDB não é ouvido, mas a população, cativada pelo seu sorriso franco e por sua "sabedoria", o tem como oráculo. Falta explicar, é claro, como um sociólogo amealhou a fortuna que ele tem. Se fosse biólogo, a gente saberia... 

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador 

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'CHUCHUMBO'

A respeito das notas "No limite... da paciência", publicadas na "Coluna do Estadão" de ontem (22/8, A4), sobre a candidatura de Geraldo Alckmin, é elementar, o candidato que não decola em sua própria terra não pode pretender se viabilizar algures. O mesmo não ocorre com a respeitabilíssima senadora Ana Amélia. Solução: inverter a chapa do tucano.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo                 

                

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LÍDER NAS PESQUISAS

Jair Bolsonaro presidente? Meu Deus! Assemelha-se à história do cachorro que corre latindo atrás do carro. E se o carro parar? 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

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NOSSA ÚLTIMA CHANCE

Brilhante e absolutamente oportuno o editorial do "Estadão" de ontem ("Bolsonaro e a imprensa", 22/8, A3), sobre o comportamento da imprensa em geral em relação à falta de estratégia de fato e ímpeto para ir além do ilusionismo dos candidatos brucutus, aqui e em outros países, tais como EUA e Alemanha. A pauta de reportagens escritas, televisionadas ou digitais que conduzem as entrevistas tem sido irrelevante, quando não burra, perdendo-se não somente a oportunidade de confrontar estes seres com sua fraqueza intelectual quanto sobre a ausência de soluções de fato sobre os aspectos cruciais da vida de um país e seus cidadãos para que se habilitem a governá-los. No caso brasileiro, a imprensa teve/tem o mesmo grau de culpa/responsabilidade pelas eleições de Lula e Dilma, considerando os mesmos aspectos de não conseguir ir além da verve desses personagens e suas estratégias de discurso. Leitora assídua há muitos anos deste jornal, espero que este editorial sirva não só de inspiração, como de orientação para editores e jornalistas, inclusive deste jornal, cumprirem melhor seu papel, ainda mais num momento tão crítico como este, pois os primeiros resultados das pesquisas eleitorais, submetendo os presidenciáveis todos e especialmente os brucutus e ilusionistas de várias ordens a perguntas sobre questões relevantes para termos alguma chance de sair, e não sucumbir totalmente, do atoleiro que nos impuseram os governos petistas. Num país com uma população majoritariamente desinformada e mal formada, a informação de qualidade será nossa única, talvez última, chance. 

Tânia Baitello tbaitello@gmail.com

São Paulo

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EM EVIDÊNCIA

O editorial do "Estadão" "Bolsonaro e a imprensa" (22/8, A3) toca num ponto muito importante para a nossa imprensa atual. Aponta que perguntas feitas a candidatos por jornalistas indagando temas não diretamente relacionados a programas e metas de seu governo, visando a expô-los em controvérsias capciosas, ao contrário, o colocam mais presentes ainda na mídia e, portanto, em mais evidência. Reflexão: não estariam fazendo aqui o mesmo com o prisioneiro corrupto de Curitiba, que aparece frequentemente em editoriais jornalísticos, cartas de leitores, painéis televisivos e de rádio, entre tantos outros?

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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A RESPONSABILIDADE DO JORNALISMO

De fato, como ressaltou o editorial do "Estadão" (22/8, A3), o que o jornalismo brasileiro mais fez, neste período de início de entrevistas e campanhas, foi favorecer o candidato Bolsonaro, questionando-o sobre temas que só vieram a reforçar a escolha do eleitor por ele, na medida em que estes se encontram cansados da opressão do politicamente correto que a esquerda tenta impor, além de provar que Bolsonaro é "diferente de tudo o que está aí". E isso nunca foi diverso do que aconteceu com Lula quando os jornalistas jamais lhe cobraram conhecimentos básicos necessários para alguém que se proponha a governar um país. Ambos, Bolsonaro e Lula, puderam convencer o povo de que basta ter vontade política para que tudo aconteça, embora um pareça a antítese do outro. Mas não são! Infelizmente, são duas faces de uma mesma moeda: ambos jactam-se de sua ignorância, são grosseiros, intolerantes, truculentos, desagregadores e exaltados como salvadores da Pátria. A diferença está em que, em relação a Lula, a mídia parecia exultar. Em relação a Bolsonaro, quem exulta é seu eleitor. Que triste e lamentável constatarmos que afora estes dois extremos não surge uma luz no fim do túnel! A imprensa precisa também ser questionada até que ponto não é responsável por estas duas armadilhas das quais parece não termos como conseguir sair. Isso é definitivamente trágico por condenar todos nós brasileiros a uma situação sem saída. Se ficar, o bicho pega; se correr, o bicho come. Oremos!

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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ENTENDIDOS

Incansavelmente perseguido pela imprensa escrita e televisiva, como nossos últimos presidentes, muitos deles comprovadamente ladrões, entre os quais um está preso, engaiolado e impedido de concorrer nas próximas eleições, o candidato e ora presidenciável Jair Bolsonaro é cobrado por não entender de economia, mas só saber de segurança. Agora, a pergunta que não quer calar: qual, ou quais, dos últimos presidentes da República entendia de Economia, segurança, educação e saúde? Respondam-me, eu quero nome, seria algum Mandrake? 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Há um verso tradicional que homenageia São Paulo e termina assim: "São Paulo da garoa, São Paulo terra boa". "Ad argumentandum tantum" (tanto para argumentar), é também uma terra de política boa, o que acaba de ser comprovado com o lançamento, nas próximas eleições, ao governo do nosso Estado de dois nomes impolutos, João Doria e Paulo Skaf. Pesquisa Ibope/Estado/TVGlobo mostra o tucano com 20% das intenções de voto e o emedebista com 18%. Qualquer um que venha a ser eleito honrará o povo paulistano e, consequentemente, o Estado de São Paulo, que dará ao mundo (ONU, por exemplo) o exemplo de que aqui a democracia não será postergada por falsos e corruptos políticos, nem por qualquer partido político, como agora está acontecendo com o famigerado PT, que, num verdadeiro deboche e acintoso desrespeito à Lei da Ficha Limpa, registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, muito embora esteja ele preso por corrupção e lavagem de dinheiro, com sentença de segunda instância transitada em julgado, o que deu ensejo a várias impugnações, entre as quais, espero, alguma delas seja deferida pelo aludido tribunal, como medida de inteira justiça. "Ita speratur" (assim se espera).

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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MAIS UM PREFEITO, MAIS UM ERRO

Novo projeto libera mais prédios para a cidade de São Paulo, com a prefeitura afetando áreas na Berrini e na Barra Funda. Na prática, o eixo pode ganhar 1 milhão de metros quadrados a mais, com o adensamento em áreas já mais verticalizadas. Na reportagem "Plano prevê mais prédios nas zonas sul e oeste de SP" ("Estado", 20/8, A16), dois depoimentos chamam a atenção. A do engenheiro representante do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) dizendo que essa distribuição na zona sul se encaixa nas necessidades da cidade, "que é um organismo vivo", mas ressalta a necessidade de obras viárias. O outro é do professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo afirmando, com toda razão, que a questão não é a transferência de títulos de uma área para outra, mas se a nova região tem condições de adensamento. Ora, salta à vista que o novo plano, a exemplo dos anteriores, atende tão somente aos interesses da indústria imobiliária, e jamais aos interesses da população. É o que vem ocorrendo em São Paulo nos últimos anos, pois a prefeitura vem atendendo aos interesses das construtoras, em prejuízo da população. O adensamento, claro, vai exigir novas obras viárias, as quais, dependendo da geografia do bairro, são praticamente impossíveis. Eu morei durante 35 anos na Vila Olímpia, mas quando a Operação Faria Lima chegou ao bairro a vida se transformou num inferno. A primeira a sofrer foi a vegetação arbórea ainda existente. Levávamos uma hora só para sair do bairro e os moradores dos prédios passaram a sofrer com o trânsito já dentro das garagens na hora de sair de casa. O adensamento também vai piorar a qualidade de vida do bairro, inclusive com o aumento da poluição. Não adianta as empresas pagarem uma taxa a mais para edificarem espigões, a prefeitura vai gastar acima do arrecadou para resolver os problemas advindos do adensamento. Há cinco anos saí da Vila Olímpia e vim morar num bairro onde, até agora, podemos conviver com as árvores nas ruas. Longe da poluição.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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JIMMY CARTER

Sobre a matéria "Modéstia de Carter é notícia em era Trump" (20/8, A13), que diferença dele contra nossos políticos. E um grande exemplo de espírito público.

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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A CRISE BRASIL-VENEZUELA

Sobre a nota "Governo quer transferir mil venezuelanos para outros Estados" (22/8, A16), para uma multidão estimada em 70 mil refugiados (± 15%) em Roraima, com cerca de 500 mil habitantes, o anúncio de transferir mil pessoas para outros Estados parece brincadeira. Mostra a incapacidade do Estado encastelado em Brasília, em gabinetes refrigerados, de lidar com o problema. Apenas a ação das Forças Armadas, aliadas às Nações Unidas, com expertise em construir acampamentos onde haveria um mínimo de apoio aos refugiados, poderia atenuar o problema. Deixar os venezuelanos entregues à sua própria sorte, num dos Estados mais pobres e menos povoados da Federação, não deixa de ser uma indiferença e crueldade, tanto com a população local quanto com as vítimas da ditadura do proletariado tropical de Nicolás Maduro.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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PARCEIROS

Lula e o PT, na teoria, são parceiros incondicionais da Venezuela. País bagunçado e com elevada inflação. Já vimos este filme e nos safamos dele. Lula e o PT, sob a alegação de marketing político, foram radicalmente contra o Plano Real, que estabilizou a economia e conteve a inflação. Os projetos sociais de FHC hoje são de Lula. Se Lula e o PT quisessem melhorar a Venezuela, adotariam lá o que deu certo aqui: projetos sociais e o Plano Real, mas na realidade o que praticam é "quanto pior, melhor".

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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O VOTO DOS VENEZUELANOS

É muito estranho: 83% dos venezuelanos não votaram nas últimas eleições, ou seja, concordaram com o podre regime de Nicolás Maduro. Agora, estão fugindo para outros países, como o Brasil, causando problemas e até desordens nos lugares para onde se dirigem. Poderiam, se quisessem, ter derrubado o caudilho pelo voto, mas não o fizeram.  Foram proibidos ou pressionados para não votarem? 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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OTÁVIO FRIAS FILHO

Um minuto de respeitoso silêncio em homenagem póstuma a Otávio Frias Filho, incansável e intransigente defensor dos princípios basilares do Estado Democrático de Direito e da liberdade de imprensa e de expressão por meio do Projeto Folha, de um jornalismo crítico, apartidário e independente. Um jornalista com J maiúsculo, que fará grande falta nestes tempos irresponsáveis e estranhos de "fake News". Que o Grupo Folha mantenha vivos seus princípios, ideário e linha editorial.

  

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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Otavio Frias Filho será sempre lembrado por defender e apoiar as Diretas Já, em 1984. Ampliou a independência do instituto de pesquisa, criado no ano anterior, que teve destaque na eleição presidencial de 1989. Mesmo ano em que se instituiu o cargo de ombudsman, como ouvidoria em defesa do leitor. Ousado em período de grande mudança, quando jornal com foto em preto e branco e que não circulava às segundas-feiras era o comum, a "Folha de S.Paulo" promoveu enorme transformação com edições totalmente coloridas. O Manual de Redação estabeleceu os parâmetros para o Projeto Folha, que mudou o jornalismo brasileiro.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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Será que o Manual de Redação de Otávio Frias Filho é melhor do que o da concorrência, organizado e editado por Eduardo Martins?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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