Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO

Instituições deficientes

Ao ler as alegações finais do advogado de José Maria Marin durante o julgamento na Corte Federal do Brooklyn, nos EUA, no Estadão de ontem, poder-se-ia afirmar que foram até certo ponto comoventes. Mas a juíza Pamela Chen não se deixou levar e cumpriu a lei ao pé da letra, condenando o réu. Enquanto isso, no Brasil, a Segunda Turma do STF, sem mais aquela e sem a menor comoção, pôs o sr. José Dirceu em liberdade, apesar de condenado em segunda instância a mais de 30 anos de prisão. Até quando assistiremos a nossos Poderes atuarem de forma tão decepcionante, para não dizer vergonhosa? Argumentos em juridiquês, próprios do nosso Judiciário, não mais convencem ou iludem a Nação.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Velho velhaco

Excelente o comentário de Robson Morelli sobre a prisão do sr. Marin. De fato, a idade do condenado nada tem que ver, pois ele já era velho quando se aproveitou do futebol para enriquecer ainda mais, depois de já ter muito. Agora se arrepende, é tarde, que cumpra sua pena e se chegar vivo ao fim dela que seja esquecido pelos crimes que cometeu e nunca mais volte ao Brasil, não precisamos dele aqui.

PEDRO FORTES

pec.fortes@uol.com.br

São Paulo

Justiça, ainda que tardia

De 1979 a 1982 Paulo Maluf foi governador de São Paulo e José Maria Marin, seu vice. De 1982 a 1983 Marin assumiu o governo paulista. Ambos biônicos da ditadura. A História deu voltas e 35 anos depois Maluf teve o mandato de deputado federal cassado, após ter sido preso, e Marin no mesmo dia foi condenado a quatro anos de prisão nos EUA. Justiça, ainda que tardia!

PAULO SÉRGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

PODER JUDICIÁRIO

Assombroso

Editorial do Estado de 22/8 (A3) nos dá conta de mais do mesmo sobre os vencimentos da magistratura. O tratamento do tema, ou parte dele, deverá constar da pauta do STF de 12 de setembro, na despedida da ministra Cármen Lúcia da presidência da Corte. Os temas trazidos pelo texto são assustadores: auxílio-alimentação para juízes e desembargadores; auxílio para aperfeiçoamento profissional dos magistrados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais; auxílio-moradia pago há cinco anos por decisão liminar, cujo julgamento poderá (?) entrar na pauta, e o caso do Tribunal de Justiça do Acre, liberado para julgamento, que seria risível se não fosse trágico. Tudo isso ainda é pouco, segundo o editorial. E ainda se constata haver um contorcionismo semântico na classificação dos benefícios: são eles “indenizatórios” e “não remuneratórios”. Esse primor linguístico permite que aquele “teto” tão citado seja, absolutamente, letra morta. E mais: assim, ainda alguns driblam o Imposto de Renda. Que tal? Será que poderemos ter uma despedida alvissareira da presidente Cármen Lúcia para os bolsos rotos dos contribuintes? Há sempre uma esperança. Aliás, os contribuintes desta República de faz de conta nada podem fazer. Nada! Resta-lhes contribuir ainda mais para o pagamento dessa conta assombrosa, se, mais uma vez, o corporativismo derrotar a esperança.

JOSE ANTONIO S. BORDEIRA

bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

Última chance

A ministra Cármen Lúcia, no ocaso da presidência do STF, tem a chance ímpar de engalanar sua folha de serviços prestados ao Brasil pautando e acabando de uma vez por todas com os famosos “penduricalhos da Justiça”, tão bem explicitados no editorial. Caso contrário, quem vai continuar a dançar é a sofrida população brasileira pagadora dos impostos, que mantém essa excrescência! A ministra, pudemos testemunhar ainda outro dia, sabe dançar e sambar!

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

CRIME E VIOLÊNCIA

Mais um caiu em vão

Mais um militar foi morto. No que pode ser a última chance de o Rio de Janeiro recuperar um ar de mínima segurança, soldados do Exército estão sendo abatidos nos morros cariocas. Já se ouvem vozes de expectativas frustradas com as ações das forças federais. Mas, francamente, não entendo a frustração dos cariocas. A turma da zona sul reclama da violência, mas sobe o morro para comprar sua fonte de entretenimento químico e condena nossos soldados quando abrem fogo contra os criminosos entrincheirados em casamatas. Assim, o resultado é mais do que esperado! Notem que estamos numa guerra assimétrica, com larga vantagem para os criminosos: enquanto os soldados têm de dar todo tipo de chance de rendição ao meliante portando uma AK-47, seu inimigo, sem hesitar, executa nossos heróis. Os brasileiros ainda não aceitaram que precisamos realmente entrar em estado de guerra pra valer se tivermos alguma esperança de pacificar o Rio. Enquanto essa decisão não for tomada, outros heróis cairão em vão. Procura-se um estadista!

OSCAR THOMPSON

OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Película da morte

Mais uma morte em abordagem policial, no Rio, que poderia ser evitada. Abordagem policial é sempre tensa, pois os agentes correm o risco de ser abatidos por não verem quem está dentro de carros suspeitos, com as malditas películas superescurecidas - aliás, proibidas, mas amplamente usadas nas grandes cidades, até no para-brisas. Ninguém gosta de ver um carro assim parado em frente de casa ou atrás de seu carro (vide caso Marielle). E se houver sequestro relâmpago ninguém perceberá. É necessário coibir vigorosamente o uso ilegal de películas superescuras, para a melhoria da segurança de cidadãos e policiais.

SERGIO ARAKI YASSUDA

sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

CAMPANHA ELEITORAL

Ludibriar não é crime?

E propaganda enganosa, isso também não é crime? Com que direito os institutos de pesquisa ludibriam eleitores ao incluírem o nome de Lula como candidato à Presidência da República, se o Brasil todo está cansado de saber que o “cara” está preso, condenado que foi a 12 anos e um mês de reclusão por corrupção e lavagem de dinheiro? 

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

Greve de fome

Os pleiteantes lulistas em visita à presidente do TSE, ministra Rosa Weber, parecem bem saudáveis. Não desanimem, 12 anos passam rápido. 

JONAS DE MATOS

jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

UMA TURMA INSUSPEITA 

A segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF), pelos votos da maioria, os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, manteve livre o ex-ministro José Dirceu, que cumpria pena por crimes na Operação Lava Jato. Toffoli prestou serviços ao PT quando presidido por Dirceu e foi seu assessor na Casa Civil, no governo Lula. Já ministro do STF, faltou a quatro sessões de julgamento, em 2011, para assistir na Itália ao casamento de Roberto Podval, que custeou suas despesas com hotel. Podval é quem defende Dirceu no STF. É caso para Toffoli declarar-se suspeito, porque a lei assim determina quando o juiz for amigo íntimo de qualquer das partes ou de seus advogados? Não, a se pautar pelas ações de seus colegas de turma: Lewandowski teve encontro sigiloso com Dilma Rousseff, na cidade do Porto, em Portugal, antes de presidir a sessão que decretou seu impeachment e permitiu que ela mantivesse os direitos políticos, contra a estrita disposição constitucional. Não se viu suspeito para aquele julgamento. Gilmar Mendes, em três ocasiões, concedeu habeas corpus ao empresário Jacob Barata Filho, preso pela Lava Jato. Barata é pai de uma afilhada de casamento de Gilmar e esposa. Também Gilmar não se enxerga suspeito por causa disso. Nenhum dos ministros insuspeitos lembrou-se de que a maioria do colegiado da Corte firmou jurisprudência contrária ao seu entendimento, ao libertar Dirceu. Mas, afinal, que importância tem isso quando se fala de seres com notável saber jurídico e reputação ilibada?

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

DESPUDOR

Por causa de uma plausibilidade, Dias Toffoli manteve solto um corrupto condenado a 30 anos de prisão!  

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

STF, O ESCAPE

Não devemos nos preocupar, no fim, todos estarão livres e continuando a nos roubar. A pizza já esta sendo preparada. As últimas decisões da Corte começa a dar sinais de liberação geral. Pareceres tornando delações provas insuficientes para condenação dos safados estão pipocando, porém os delatores são beneficiados no abrandamento de suas penas. Absurdo. Os sinais emitidos pelos exemplares ministros estão preparando o povão para o resultado final da “lava jato”. O odor exalado é horrível, tanto o do cozido quanto o dos “cozinheiros”, afinal, já vimos este filme no mensalão.

Itamar Carlos Trevisani itamarcarlostrevisani@gmail.com

Jaboticabal

LULA, O DESAGREGADOR

“Lula, Dirceu e PT ficavam com 2/3 das propinas, diz Duque” (“Estadão”, 4/8, A6). Creio que deveria ser a manchete da primeira página do jornal. Mais um corrupto nome do PT na diretoria da Petrobrás “mente” em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro para incriminar a “alma mais honesta deste país”, a única que fala a verdade dentre dezenas de “mal intencionados e mentirosos” a serviço de algum “imperialismo internacional”. Como se isso não bastasse, o boquirroto faz questão de se igualar a outras facções criminosas ao comandar, da cadeia, um movimento de desobediências às leis brasileiras, em especial a que foi promulgada por ele mesmo, mas que, segundo ele, só vale para os outros, de acordo com sua mesquinha, desavergonhada e desagregadora ótica do benefício próprio. E complementa com a ameaça de afrontar o calendário eleitoral (“Lula desafia TSE”, Folha de S.Paulo, 4/8). Tenha um mínimo de respeito e consideração para com uma nação que o guindou à Presidência da República para combater exatamente esse tipo de crime que, comprovadamente, passou a praticar. Recolha-se à sua insignificância atual e nos deixe em paz para podermos eleger um brasileiro que possa tentar recuperar um país jogado na lama, aqui e alhures, por um estilo de governo jamais suspeitado pela grande maioria dos seus eleitores de 2002.  

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

NOVIDADE!

Dia após dia o homem “mais honesto” do Brasil vai sendo desmascarado. Depoimento de Renato Duque revela que dois terços das propinas pagas pelos estaleiros eram destinados a Lula, Dirceu e PT. Lula recebendo propina? Só pode ser “fake news”.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

DE DENTRO DA CADEIA

Nem só os chefões encarcerados comandam o crime organizado de dentro dos presídios. Também de dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba o chefão do mensalão e do petrolão, condenado a mais de 12 anos de cadeia, por enquanto, também dá suas ordens aos seus comandados. Só que sob a proteção da polícia, pois os recebe dentro da repartição da PF em Curitiba. Para o ex-presidente só existe ele, o resto, o Brasil, pouco interessa. Vale observar que recentemente o “Estadão” deu a notícia de que “Lula, Dirceu e PT ficavam com 2/3 das propinas, diz Duque”. Lavagem cerebral ou os endeusados pelo chefão do PT são assim mesmo? 

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

FALTA DE RESPEITO

Nosso país merece mais respeito, sim, como bem assinalou o ex-presidente FHC em artigo publicado no jornal inglês “Financial Times”, e não é somente do PT e de seus simpatizantes, que ainda insistem na tese delirante do golpe e não poupam energia para tumultuar o ambiente político e eleitoral, pouco se importando com a grave crise nacional. Merece mais respeito também da imprensa internacional, que tendenciosamente divulga a ideia do golpe ignorando acintosamente os fatos e o Judiciário brasileiro. Merece mais respeito também dos brasileiros que nas próximas eleições pretendem abster-se de votar, anular o voto ou propositadamente votar num candidato estapafúrdio por mero protesto. A lista de falta de respeito, infelizmente, é longa. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

EM TEMPO

Finalmente uma voz respeitosa se faz ouvir. Fernando Henrique Cardoso, nosso grande estadista. Precisamos de seu prestígio e respeito para sermos respeitados como nação. Não somos uma republiqueta qualquer, temos dignidade.

Célia H. Guercio Rodrigues celitar@icloud.com

Curitiba

RETÓRICA

O ex-presidente Fernando Henrique disse em entrevista ao “Financial Times” que o Brasil merece respeito, em resposta às declarações do presidiário Lula. Pena que seja retórica. Tanto da parte dele quanto da parte do presidiário. O povo está vendo o respeito que eles têm pelo País.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

A VIDA É ASSIM MESMO

Lula, ainda em liberdade, fingiu desconhecer suas “criaturas” mais íntimas que já se encontravam condenadas e presas. FHC, reeditando tal ingratidão, acusa sua “criatura” mais íntima, que já se encontra condenada e presa, de fazer “ficção danosa da realidade”.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

TODOS SÃO IGUAIS?

O maior criminoso do Brasil mora num palacete-presídio, com mordomias, e não paga nada por isso, quem paga é o contribuinte. Se houvesse um Judiciário “ajuizado”, ele teria de pagar pelos luxos, muito diferentes dos lixos de outros presidiários, ou ser tratado como os outros presos, muitos deles inocentes.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

PESQUISAS

Pelos resultados das pesquisas apontadas pelos dois maiores institutos do País, e não há nada para delas desconfiar, o ex-presidente Lula venceria as eleições em qualquer cenário. É triste constatar que um presidiário, condenado num processo legítimo por corrupção e lavagem de dinheiro, poderia voltar a governar o país que destruiu, economicamente e moralmente, se não fosse impedido pela Justiça.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

COMO NA ROMA ANTIGA

Sugiro que a CNT realize uma pesquisa para saber se o público acha que sua última pesquisa é confiável e, caso ache que foi manipulada, por quem. Como se dizia a respeito das pesquisas financiadas pelo César na Antiga Roma: “Quare factum est ut cupit”. 

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

SEM MARGEM DE ERRO

Confirmado: as pesquisas não erram numa coisa. Eleitor brasileiro sabe que vai dar mancada. E dá...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

‘LÁ FORA’

Mais uma vez o articulista/escritor Luís Fernando Veríssimo, em sua coluna de ontem (“Lá fora”, 23/8, C10), se coloca diametralmente oposto em relação ao editorial do jornal (“Mistificação”, 23/8, A3). Ambos tratam do que vem sendo alimentado de forma diversa e equivocada na imprensa e em órgãos internacionais sobre o “cerceamento” do demiurgo de Curitiba em gozar de liberdade e poder concorrer às eleições gerais deste próximo outubro, para presidente. Como exemplo do mencionado no editorial do jornal, este artigo de Veríssimo mostra o absurdo da defesa de direitos “cerceados” pelas leis vigentes no País após processo judicial extenuante no cumprimento dos direitos do judiciado garantidos pela própria lei. O eterno argumento de que não houve julgamento pela última instância do Judiciário, o STF, lhe garante este direito reclamado e, como sempre, o argumento de conveniência de interpretação da lei, que prevê o cerceamento da liberdade após julgamento por uma corte colegiada de magistrados, caso ocorrido com o dito cujo. Lastimo, assim, mais uma vez, ver pessoas com acesso a meios de divulgação pública, de sua opinião política, ideológica e “poética”, mas fundamentalmente equivocada e consequentemente nefasta ao processo judicial do caso e político eleitoral do momento. Ao sr. Veríssimo, que o avançado de sua idade não o defina no rol dos escritores que temos de ler com o devido desconto pela senilidade.

Andre Cangucu andrecangucu@yahoo.com

São Paulo

‘BOLSONARO E A IMPRENSA’

Histórico o editorial do “Estadão” de 22/8 (“Bolsonaro e a imprensa”). Dá um puxão de orelha em toda a imprensa, que faz sempre as mesmas perguntas aos presidenciáveis, notadamente a Jair Bolsonaro, sobre temas que lhe são caros, como ditadura, mulheres, homossexualismo, racismo e bandidos, já conhecidos do seu programa fascista. É preciso saber o que um candidato como ele pensa sobre o “déficit da Previdência, dívida pública, responsabilidade fiscal e planos para saúde, educação e saneamento básico”. Vivemos um dos momentos mais tensos e difíceis da história do Brasil. Precisamos saber como cada candidato vai enfrentar os terríveis desafios que um presidente terá de resolver a partir de 1.º de janeiro de 2019! A imprensa e os eleitores, com a palavra. Não nos deixem morrer abraçados às nossa últimas esperanças.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

FALHA DA IMPRENSA

O editorial do “Estadão” “Bolsonaro e a imprensa”, no qual o jornal faz bem em criticar a forma como jornalistas desperdiçam a oportunidade de questionar os candidatos ao Planalto sobre programas de governo, me faz lembrar de uma pergunta que fiz em 2006, em Santos, ao palestrante jornalista e ex-assessor de Lula Ricardo Kotscho, se não estavam faltando na direção da redação da imprensa brasileira jornalistas com cabelos brancos para melhor preparar esses profissionais.  Sem pestanejar, disse que sim! Na realidade, assistimos nos últimos debates e, principalmente, no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, à decepcionante falta de criatividade dos jornalistas que participaram da entrevista com Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Pela falta de cobrança da imprensa, o candidato do PSL cresce nas pesquisas sem ser desafiado. Um bom exemplo, cita o editorial, foi o que ocorreu na Alemanha, durante a recente corrida eleitoral, em que um jornalista da TV ZDF, ao entrevistar o líder do radical partido Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão), o tratou como um político qualquer, e não como um porta-voz de xenófobos, questionando-o sobre temas caro ao povo alemão, como mudanças climáticas, aposentadoria, avanços da era digital, etc. Conclusão: este líder borrou-se todo para responder, porque não estava preparado, como político, para servir à sua Alemanha. É o caso, infelizmente, de Bolsonaro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

BOLSONARO, SIRI E ALEXA

Se Jair Bolsonaro (PSL) quiser barrar o retorno do PT ao poder, e a consequente “venezuelização” do Brasil, vai ter de melhorar muito sua performance eleitoral. Postura robótica, repetição enfadonha do mantra “família, Foro de São Paulo e ideologia de gênero” e – o mais vexaminoso! – cola anotada na mão para desenvolver ideias simples, tudo isso faz de Bolsonaro um candidato fraco e desanimador. Até Siri e Alexa, assistentes de voz da Apple e Amazon, seriam melhores do que ele num debate.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

CANDIDATOS FRACOS, DÓLAR ALTO

Em todo país governado por incompetentes em fim de mandato, com corrupção altíssima e sem candidatos sucessores minimamente capazes, o dólar dispara e os investidores desaparecem. Não precisa ser economista para saber disso. Ou você colocaria seu rico dinheirinho numa empresa quebrada, mal gerida e sem um gestor qualificado?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

A PROPÓSITO...

Michel Temer está quase terminando seu mandato à frente da Presidência da República e não fez nenhum gesto mostrando disposição de extraditar o criminoso assassino terrorista italiano Cesare Battisti. Será que os anos de convivência com os “petralhas” o transformaram em defensor deste marginal?

Moyses Cheid Junior jr.cheid@gmail.com

São Bernardo do Campo

UM PAÍS ANACRÔNICO

Em meio ao turbilhão das notícias relacionadas às pesquisas eleitorais, teve pouco destaque aquela dos novos recordes de lucro – que só fazem crescer, a despeito da crise – dos bancos (“Resultado dos cinco maiores bancos têm alta de 15%”). Só mesmo num país anacrônico os lucros de instituições financeiras podem ser maiores que as receitas brutas de grandes indústrias. 

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

AJUDA

Se os banqueiros quisessem ajudar o Brasil, no caso dos desempregos, era só abrir as agências às 8 horas e fechá-las às 18 horas, como faz o comércio em geral, pois o banco vende produtos, mas o que importa para eles são os lucros. Tenho certeza de que milhares de pessoas voltariam a ter emprego no País. Só que muitos deles são deputados e senadores, então não farão leis para isso. Acorde, Brasil.

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

APLICAÇÃO DOMÉSTICA

“Candidatos declaram ter R$ 304 mi em dinheiro vivo” (“Estado”, 22/8). Pelo volume de dinheiro vivo que os candidatos têm em casa, devem achar que os bancos vão quebrar.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

NOVIDADE

Se todos os que julgam que o candidato João Amoêdo (Novo) não tem chances e procuram voto útil votassem nele, ele estaria no segundo turno.  Votar nos candidatos do partido Novo faria uma faxina no Executivo e no Legislativo.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

A MIRA DO CADE

“Bancos entram na mira do Cade, com abertura de 17 inquéritos em três anos” (“Estado”, 23/11, B11). A mesma atitude inócua em casos totalmente diversos que pode ser resumida pela descrição de um velho ditado: “Não adianta fechar a porteira depois que os bois passaram”. Megaconcentração de bancos que, por consequência, acabou com a concorrência, levando à cobrança de juros extorsivos, definição e cobrança de tarifas absurdas, além de extorsivas. Banco Central? Um mero chancelador destes e demais descalabros. Cade, a concentração dos bancos passou embaixo do teu nariz e o que você fez?

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

JUSTIÇA FOI FEITA

Demorou, mas enfim o corrupto José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ex-governador biônico de São Paulo, foi condenado pela Justiça norte-americana a quatro anos de prisão e pagamento de US$ 1,2 milhão. Foi uma pena branda para um megacorrupto e mafioso há longas décadas como Marin, um ladrão do futebol brasileiro. Se por um lado devemos cumprimentar a Justiça dos EUA, por outro ficam a indignação e a revolta com a Justiça brasileira e com a CBF, que nunca incomodaram Marin e sua gangue e sempre os deixou na mais completa impunidade. A justiça foi feita, mas não no Brasil.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

OS VENTOS DO HEMISFÉRIO NORTE

Quando se fala nos Estados Unidos, o verdadeiro guardião da paz mundial, as pilhérias se sucedem, principalmente quando se trata de uma intervenção do presidente Donald Trump. Em relação à Justiça, raramente ou jamais assistiremos a uma patacoada como as que ocorrem diariamente com relação aos tribunais que detêm poderes extraconstitucionais, quando um colegiado de 11 ministros (STF) é substituído por uma “turma” que adquire poder de tomar decisões que estarrecem a sociedade brasileira. Os exemplos estão sendo veiculados pela imprensa em geral, como: José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, condenado a quatro anos de prisão. Marin, aos 86 anos de idade, chorou diante da juíza, mas lágrimas de crocodilo não funcionam nos EUA. No Brasil, uma “turma” da Justiça brasileira coloca fora das grades um dos maiores chefes da quadrilha petista que por mais de uma década saqueou o Brasil. É uma vergonha que tenhamos de aturar alguns destes ministros até o limite de 75 anos. Os ventos do Hemisfério Norte não sopram como no Hemisfério Sul.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

QUANDO A JUSTIÇA FUNCIONA

O ex-presidente da CBF José Maria Marin, condenado pela Justiça americana por corrupção na administração do futebol brasileiro, já está preso. O sr. Ricardo Teixeira e seu amigo Marco Polo Del Nero, ex-presidentes da mesma entidade, refugiados no país da impunidade, o Brasil, onde nossa justiça só funciona bem no STF, também acusados pelo mesmo motivo de Marin, se saírem do País serão presos pelo FBI. Este é o futebol brasileiro, dominado por uma gangue cujos agentes se espalham pelas federações estaduais, do que os grande clubes comprometidos fingem não saber.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

NEGOCIATAS DO PASSADO E DO PRESENTE

Também a Federação Internacional de Futebol (Fifa) joga o lixo para baixo do tapete. Ricardo Teixeira pode escapar de processos, como seu sogro e mentor João Havelange, já falecido. Havelange foi arquiteto da estrutura mafiosa que alcançou dimensões globais; Teixeira, capo sucessor, e de sucesso. Muitos na Fifa têm rabo preso e vivem regiamente das negociatas do passado e presente. Na CBF... Tecnologia típica das velhas elites oligárquicas brasileiras, forjada nos tempos da ditadura e exportada com sucesso. Corrompem, escapam, vestem novas roupas e discursos corporativos. Compõem bancadas de deputados, senadores e candidatos à Presidência, novos fantoches. E continuam seu próspero biz, explorando a paixão pelo esporte. E se perpetuam. De preferência, sem intervenção do Estado, como a polícia e a Justiça.

Roberto Yokota rkyokota@gmail.com

São Paulo

AS AVENTURAS DE HADDAD

Fernando Haddad, o plano B do PT na eleição presidencial deste ano, acaba de ser indiciado em processo por corrupção na execução das mais caras ciclovias do mundo, muitas delas não planejadas e pessimamente executadas, como as da Chácara Santo Antonio, praticamente sem uso, das quais de algumas só restam vestígios. Classificado como péssimo prefeito pela população paulistana, perdeu a reeleição no primeiro turno em 2016 e agora tenta se aventurar como vice, ou, se for o caso, como candidato à Presidência da República. Até quando o Brasil vai ter de aturar esta quadrilha “petralha”?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

VIAGEM PERDIDA

Existe algo mais desolador do que ter de decidir entre o futebolista Romário, o dissimulado Eduardo Paes e o inenarrável Garotinho para o governo do Estado do Rio de Janeiro? Ou entre o inexpressivo Flávio Bolsonaro, o reprovadíssimo César Maia e o pau-mandado Lindbergh para o Senado (RJ)? Com essa turma, vamos viajar sem sair do lugar, quem sabe na próxima?!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

A VENEZUELA EM CRISE

Depois do “Maduraço”, pacote do governo que cortou nada menos do que cinco (!) zeros de sua desvalorizadíssima moeda, diante de uma inflação prevista para este ano de 1.000.000% (!), é chegada a hora de promover o “Venezuelaço”, cortando o incompetente tirano Nicolás Maduro do poder da Venezuela. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

NICOLÁS MADURO

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tanto fez que conseguiu, além de uma greve geral contra a troca da moeda e o corte de cinco zeros, provocar um abalo sísmico na ordem de 7,3 na escala Richter. Vai ser ruim assim lá junto de Hugo Chávez. Os venezuelanos agradecem! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

QUESTÃO DE FÉ

Possivelmente a solução da crise venezuelana possa ser logo alcançada, e não dependa de ordem nem de trabalho, coisas desagradáveis, mas apenas dos interessados orarem: “Chávez nosso que estais no céu, na terra, no mar, em nós, santificado seja o teu nome (...) amém”, como formulado por artistas e “intelectuais” nativos, em 2014. Assim, com o “socialismo do século 21”, a população bolivariana, sem ter morrido, terá a vida dos Campos Elíseos, muitos alimentos, inclusive ambrosia e néctar.   

Dilermando Wiegmann Sanches cataro22@yahoo.com.br

Curitiba

DOCÊNCIA ATRATIVA

As reportagens sobre o magistério (“Investimento em professor é desafio para a Educação”, “Estado”, 19/8, A10 e A11) entrevistam estudiosos que coincidem no diagnóstico: é necessário tornar mais atrativa a profissão de professor. E, para isso, também estão de acordo que isso depende da valorização salarial, como mostra a experiência internacional. Melhorar os cursos de formação é condição necessária, mas insuficiente, sem atrair talentos pela perspectiva de salários comparáveis ao de outros egressos do ensino superior.  

Pedro Paulo A Funari, professor titular do Departamento de História da Unicamp ppfunari@unicamp.br

Campinas

É TARDE

Difícil de concordar com o afirmado na entrevista pela empresária Ana Maria Diniz, de que num eventual governo Alckmin a educação faria a diferença (“‘Bolsonaro e Ciro seriam retrocesso’, diz Ana Maria Diniz”, 9/8, A10). De modo geral, o que se vê hoje são escolas sucateadas, e em todo o ensino fundamental (1.º ao 9.º ano) não existe preocupação com a formação dos alunos, que chegarão ao ensino médio com grande defasagem. A péssima remuneração dos professores é um agravante, e há servidores com vencimentos em torno de pouco mais de um salário mínimo. Se tomarmos como base o orçamento do Estado de São Paulo, resta claro que o problema não é só de gestão, mas de inércia. O aprendizado dos estudantes ficou relegado ao terceiro plano no governo do PSDB, e não há campanha milagrosa que dê jeito.

Maria L. Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

A REVOLUÇÃO NECESSÁRIA

Três em cada dez brasileiros ou 27% dos brasileiros, segundo pesquisa do Ibope, são analfabetos funcionais. A situação cria dificuldades para o mercado de trabalho, porque, além do analfabetismo funcional apurado, existe, para os demais, o despreparo para o exercício de atividades no mercado laboral do País. Existe, ainda, a má vontade dos jovens em se aprimorar, optando, em grande maioria, pelo uso ilimitado e constante da internet. Assim, as empresas exercem o seu poder de corte quando das entrevistas e sofrem os dirigentes para selecionar o número suficiente de candidatos para as vagas existentes. O problema educacional está patente, com tendência a aumentar, porquanto a classe dos professores está jogada ao lado ou ao fim de outros interesses menores para o País. É necessária uma verdadeira revolução educacional e de princípios.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

ONTEM E HOJE

A matéria “Por que o professor é desvalorizado?”, publicada no “Estadão” de 6/8, toca num ponto fundamental que é a má formação dos nossos atuais pedagogos. Os antigos professores do ensino fundamental, provenientes da “Escola Normal”, tinham um desempenho superior, pois os alunos que saíam do antigo curso primário de cinco anos, que sabiam ler e escrever, fazer contas sem maquininhas, tinham alguns conhecimentos de geografia e história, além de tinturas de ciências naturais, muito distantes dos analfabetos funcionais de hoje, que saem do ensino fundamental de oito anos.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

ENSINO MÉDIO DE QUALIDADE

A qualidade do ensino superior no Brasil é, na verdade, inferior à da maioria de países de “qualquer” mundo. O Financiamento Estudantil (Fies) tornou-se um grande negócio, uma fábrica de universidades que distribuem diplomas a gente sem competência. A universidade pública acolhe os ricos e abonados – que não precisam do Fies – e não exigem pagamento ao fim do curso. Inadimplência para os do Fies é a regra. Deveriam ser todos obrigados a uma prestação de serviço em contrapartida ao que a sociedade lhes proporciona. Nas escolas, nos hospitais, no campo. Enquanto esta estrutura não for modificada, enquanto o ensino médio, que deve ser universal, não for priorizado, nossos graduados vão continuar sendo reprovados em massa nos exames da OAB e assemelhados.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

INVESTIMENTO PERDIDO NO VALE

Quanto da assunção dos novos prefeitos do Vale do Paraíba, procurei alertá-los sobre a necessidade de criação de empregos perenes para a cidade de nossa região. Como sou aposentado, pedi apenas uma nomeação para sair (ganhando apenas um salário mínimo), respaldado pelo nome da cidade, à procura de investimentos. Iria trazer para o parque tecnológico de São José dos Campos fundos de investimentos internacionais, além de outros investimentos em educação, tecnologia, etc. Ninguém se interessou. Falei em inúmeras intervenções nas rádios locais sobre a criação de um polo cervejeiro em Jacareí (secretários, vereadores e autoridades de Jacareí foram avisados, pois não achava justo a cidade capital da cerveja não ter um polo, entrou por um ouvido e saiu por outro). Vejam o que Jacareí perdeu, pela notícia no “Estadão” e nas TVs (“Com aporte de R$ 180 mi, Ambev inaugura centro de inovação no Rio”, 22/8, B10). Mandei informes para o prefeito de Caraguatatuba e do litoral sobre a necessidade de criação de um polo tecnológico em Ciências Marítimas ou litorâneas para as cidades litorâneas, inclusive com incubadoras que deveriam inovar e empreender na área de ciências, inclusive no turismo, que é uma característica dessas cidades. Quem me ouviu e está ouvindo são o prefeito de Guaratinguetá e o secretário de Caçapava, onde temos tido alguns contatos oficiais. Quero salientar que não necessito de ganhar dinheiro, pois sou aposentado pelo governo federal. Mas, mesmo assim, não se interessam, mormente aqui, em São José dos Campos, pois sou um otimista, e, como otimismo dá trabalho, você tem de se planejar, projetar e ir atrás, a maioria dos que ocupam os cargos públicos é pessimista e acha melhor dizer que não dá certo, sem tentar, e ficar “na sua”, esperando. Enfim, esquecem-se de que estudo bastante e pesquiso muito. A Alemanha tem 54 polos tecnológicos (nós temos menos que duas dezenas, e só três funcionam). Eu me propus a fazer uma política industrial em nosso parque (aqui, no Brasil, fala-se em política industrial necessária, mas não se viu nem um esboço delas, porque ninguém sabe fazer, é só copiar de outro país que a tenha). Isso além de termos aqui um movimento de sem-terras de quem nunca vi uma batata produzida, apesar de milhões de reais governamentais em seus cofres.

Ciro Bondesan, engenheiro cirobond@hotmail.com

São José dos Campos

 

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