Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2018 | 03h00

CRISE E INADIMPLÊNCIA

Minha casa, minha dívida

O Estado publicou ontem que Bancos tomam 70 mil imóveis por falta de pagamento em 4 anos (A1). Inadimplentes perdem sua moradia, sonho da casa própria desfeito pela crise reinante no Brasil. Um sonho intenso de esperança à terra desce. Famílias desesperadas tentam renegociar para não ficarem na rua. Seria muito salutar se nossos presidenciáveis apresentassem uma proposta de governo que viesse em socorro do sofrido povo brasileiro nessa situação dolorosa.

ANTONIO GODINHO

godinho.antonio80@yahoo.com.br

São Paulo

Sem teto

Essa notícia, estampada com realce no Estadão de ontem, é mais uma das consequências da crise social e econômica instalada no Brasil pelos governos do PT, encabeçados pela dupla Lula-Dilma, durante mais de uma década. Informa o jornal de maior credibilidade do País que os bancos já retomaram 70 mil moradias, o que agrava ainda mais o problema da falta de habitação, com mais dezenas de milhares alijados do sonho de toda família. Além disso, por total falta de vergonha dos desviadores de dinheiro público, dezenas de conjuntos residenciais estão em fase de ocupação, mas sem energia elétrica, água e saneamento! 

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

País não é sério

Extremamente triste a notícia de que 70 mil mutuários tenham perdido seus imóveis e o sonho da casa própria por causa da crise e da consequente falta de pagamento. E pensar que uma certa casta recebe módicos R$ 4.300 a título de auxílio-moradia, não importa se morando no local onde trabalha e se tem imóvel próprio. Enfim, ou mudamos este país ou até essa casta e outras, que olham com desprezo para as mazelas do nosso glorioso Brasil varonil, sofrerão as consequências da falta de civilidade e patriotismo. Corremos o risco de não ter um censo por “falta” de dinheiro. Temos senso para gastar desbragadamente em bobagens e benefícios como o acima citado, mas não temos recursos para áreas vitais. Como bem dito pelo sr. Elie Horn em recente entrevista ao Estadão, precisamos passar a régua, esquecer o passado e os tais direitos “adquiridos” e declarar: hoje, 1.º de janeiro de 2019, não há mais direito adquirido, todos serão avaliados quanto ao desempenho, não importa se concursados ou não, todos terão o mesmo teto de aposentadoria, e assim por diante. Só dessa forma para termos equidade nesse antro de “espertos”.

RENATO AMARAL CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

MUNICÍPIOS INDIGENTES

Falta de espírito público

A existência de municípios que não arrecadam nem para pagar ao prefeito - mas têm vereadores e secretários remunerados... - demonstra que somos um país que não tem espírito público para buscar o desenvolvimento. Por que os vereadores não trabalham voluntariamente em busca de melhorias para suas cidades? A ausência de espírito público em nossos políticos é o que mais nos diferencia dos países que conseguem se desenvolver.

MARCOS DE LUCA ROTHEN

marcosrothen@hotmail.com

Goiânia 

Pacote de Abril

A Constituição de 1988 cometeu dois grandes erros em relação aos municípios. Em primeiro lugar, incorporou ao texto legal o salário, criado pelo Pacote de Abril de 1977, para todos os vereadores do Brasil. Ora, a remuneração deveria ficar restrita a apenas uma centena de municípios maiores, com mais de 200 mil eleitores, onde há dois turnos para o Executivo municipal. Em segundo lugar, permitiu regras perniciosas para a emancipação de distritos, com a consequente multiplicação de municípios sem receita própria, que se tornam 100% dependentes de recursos do governo federal e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Todo esse dinheiro, que deveria ir prioritariamente para educação, saúde e saneamento, é gasto quase que exclusivamente com uma nova estrutura política, que depois fica reclamando da falta de verbas para gastos sociais.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Lesa-pátria

É o maior absurdo, levando em conta a dependência de verbas da União e dos Estados para manutenção própria, haver no Congresso projeto para a criação de mais 400 municípios (26/8, B1 e B4), verdadeiro crime de lesa-pátria, diante do atual déficit público. Deveria haver, sim, um projeto para extinção dos 1.872 municípios dependentes e reagrupá-los aos municípios de origem. Seriam menos 1.872 prefeitos, 1.872 vice-prefeitos, uma enorme quantidade de secretários, um número muito maior de vereadores, um imenso contingente de auxiliares administrativos e uma enorme economia de verbas que poderão ser direcionadas para ações mais prioritárias. Caso venham a ser criados mais municípios, o efeito, infelizmente, será oposto. 

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

CAMPANHA ELEITORAL

Surrealismo

Chega a ser surreal que um partido liderado por um cidadão que demonstra total desprezo pelas instituições que são o fundamento jurídico da Nação enfrente a Justiça e tenha o desplante de lançar como candidato a presidente esse mesmo cidadão, condenado em segunda instância e que está preso na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Inaceitável absurdo que envergonha a Nação, desejosa de uma democracia estável e purgada de políticos corruptos. Isso agride os mais comezinhos conceitos de moral e ética.

JOSE J. ROSA

jose.rosa1945@hotmail.com

São Paulo

Se o poste for eleito, a capital federal será transferida para Curitiba, numa sala da PF...? 

OLAVO FORTES C. RODRIGUES

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

Sabatinas

Li no Estado que se vão realizar nesse jornal sabatinas com sete candidatos à Presidência da República, numa das quais estará presente alguém que, ao que consta, não é candidato ao cargo. Para ficar-lhes mais claro, o intruso é um tal sr. Fernando Haddad. Na condição de leitor deste jornal, pergunto se o que li é verdadeiro, trata-se do que os anglófonos chamam de fake news ou se é mera aberração, só possível no mundo da lua, para não dizer num manicômio.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

N. da R. - A participação de Fernando Haddad na sabatina foi suspensa até que a situação da candidatura do PT seja definida.


EMANCIPAÇÃO SEM RECEITA

Conforme reportagem do “Estado” de domingo (26/8), “Um terço dos municípios do País não gera receita nem para pagar salário de prefeito”. É da conta dos nossos parlamentares, irresponsáveis e sem nenhum escrúpulo, esta verdadeira catástrofe econômica em pelo menos 1.872 municípios, sem capacidade de criação de empresas e geração de emprego. Mas, como a capacidade para piorar uma situação é a verdadeira vocação desta gente, um projeto de lei prevê a criação de mais 400 municípios. Assim a meta talvez seja aumentar a catastrófica relação para 2 em cada 3 cidades.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

ASSUSTADOR

O caderno “Economia & Negócios” do “Estadão” de domingo (26/8) publicou a seguinte informação: “Um terço dos municípios do País não gera receita nem para pagar o salário do prefeito”. Esse dado é simplesmente assustador. Aprofundando o conteúdo da notícia, verifica-se que este terço representa 1.872 municípios que dependem das transferências de Estados e da União para bancar os seus custos, ou seja, os outros dois terços sustentam os cidadãos que neles vivem. Somando a essa infeliz realidade a parcela representada pelos cidadãos que nesses dois terços não geram renda (crianças e jovens em idade escolar, servidores públicos e aposentados, dentre os quais me incluo), a improdutividade chega a cifras absurdas. Isso explica por que nosso país vive em permanente penúria há séculos. E vai continuar, porque ainda existem partidos e candidatos que defendem o aumento de políticas assistencialistas. Socorro! O País vai afundar!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

INADMISSÍVEL

No País em que um terço dos municípios (1.872 cidades) não consegue sequer gerar receita suficiente para pagar o salário de prefeitos, vereadores e secretários, é absolutamente inadmissível, inconcebível e totalmente fora de propósito haver atualmente no Congresso um projeto de lei para a criação de mais 400 municípios. Francamente!

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo        

ESTADO MÍNIMO

Um leitor criticou recentemente a proposta de Estado mínimo. Sem querer entrar no mérito do que seria tal situação, uma coisa é certa: precisamos de uma substancial redução das despesas do Estado. O próprio “Estadão”, em sua edição de 26/8, aponta que uma em cada três cidades não gera receita nem para pagar o próprio prefeito. Enquanto isso, países ricos, como os EUA, não remuneram vereadores e mesmo prefeitos de cidades pequenas. Mesmo no Brasil, no passado, isso ocorria, pelo menos para vereadores.

Marcos Lefevre lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

UM SISTEMA CRUEL

A reportagem de ontem no “Estado” “Bancos tomam 70 mil imóveis por falta de pagamento em 4 anos” (27/8, primeira página) mostra a crueldade do sistema de financiamento habitacional no Brasil. A crise é real e assusta, mas não podemos esquecer que, ao comprar um imóvel financiado, o mutuário leva um monstro para dentro de casa chamado alienação fiduciária (AF). Os bancos adoram essa modalidade de garantia, que transformou o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) no cemitério de sonhos de uma geração. Hoje, dificilmente alguém consegue financiamento para comprar a casa própria sem carregar a reboque este monstro da AF. Enquanto crescem as oportunidades de aquisição nos leilões de imóveis “retomados”, não se pode perder de vista a miséria que a perda do imóvel impõe àquele que acreditou no sonho da casa própria. Se você comprou um imóvel financiado, certamente assinou um contrato de AF. Você compra o imóvel cheio de sonhos, mas este monstro pode transformar o seu sonho em pesadelo diante do atraso no pagamento de algumas prestações do financiamento. Os bancos e a Caixa afirmam que renegociam a dívida, mas o que se vê é a execução extrajudicial em curso com o atraso de três prestações. Urge estabelecer mecanismos de proteção em favor daqueles que pagaram mais de 36 prestações, porque a casa própria é o mais justo anseio do ser humano e direito social de moradia garantido na Constituição. A execução da alienação fiduciária é fria e cruel e precisa ser urgentemente humanizada. Não podemos esperar que o banco trate seus devedores como Deus trata os seus inadimplentes – “Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões, por amor de mim, e que não se lembra mais de seus pecados” (Isaías 43.25). O banco sempre vai cobrar a dívida dos seus pecados. Não vai perdoar ninguém! Mas a lei e o Sistema Financeiro podem estabelecer alguns mecanismos ou cláusulas de proteção para os mutuários da casa própria. Que tal introduzir o seguro-emprego nos contratos de financiamento habitacional com AF? Como forma de preservar a casa própria e o direito social de moradia, os contratos bem poderiam assegurar ao mutuário desempregado o direito de utilizar um mecanismo que permitisse diferir para o fim do prazo contratual algo em torno de três a seis prestações atrasadas. O banco não deixaria de receber a remuneração de seu capital, mas se a cada 12 (doze) prestações pagas o mutuário adquirisse, como prêmio, o direito de diferir 1 (uma) prestação atrasada para o fim do contrato, certamente muitos imóveis permaneceriam com os adquirentes primitivos e não seriam levados a leilão. Com mecanismos de proteção do mutuário, não teríamos famílias perdendo o imóvel porque atrasaram três prestações, depois de pagar mais de 36 mensalidades. Será que é razoável conceder subsídio para estimular a venda do imóvel novo, enquanto é massacrado o mutuário instalado na casa própria, por causa do atraso de três prestações? O pensamento de Ariovaldo Ramos cai como uma luva neste quadro: “Onde há injustiça não há inocentes”. Todos somos culpados diante deste flagelo! Vamos lutar por mudanças na alienação fiduciária e esperar que os governantes se interessem pelo problema que está afligindo muitas famílias. Oremos! Senhor, tem misericórdia deste país!

Amilton Alvares, procurador da República aposentado amilton@2registro.com.br

São José dos Campos

O SONHO QUE VIROU FUMAÇA

Bancos retomaram 70 mil imóveis por falta de pagamento e com isso o sonho de muita gente acabou virando pesadelo. 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

PAUTA PARA OS CANDIDATOS

Que os candidatos a presidente defendam a correção da tabela do Imposto de Renda: “Sem correção, defasagem da tabela do IR sobe para 88,4%” (“O Estado de S. Paulo, 11/1/2018). Se a tabela fosse simplesmente corrigida, certamente a inadimplência seria muito menor (dispensando medidas populistas como a do Nome Limpo, proposta por Ciro Gomes). E também a economia certamente ficaria melhor, com mais dinheiro girando para consumo e, por consequência, com mais empregos. A União quer mais arrecadação? Pois que arrecade mais Imposto de Renda de sua casta – é sabido que o setor público recebe salários cinco vezes maiores que os de funções equivalentes no setor privado, além do que os vergonhosos penduricalhos são isentos de Imposto de Renda – e invista essa arrecadação extra somente na educação, para que, no médio e no longo prazos, cidadãos mais instruídos deixem de votar em populistas e em “postes” que só fazem manter esse terrível status quo da desigualdade no País. Defendam, ainda, a reforma da Previdência: é simplesmente fundamental e inadiável a equiparação dos setores público e privado (“Déficit da Previdência de servidores é 15 vezes maior que INSS”, “Valor Econômico”, 12/12/2017; e “O Brasil tem dois sistemas principais: enquanto o (sistema) do trabalhador privado tem 29 milhões de aposentados e déficit de quase R$ 150 bilhões, o do setor público tem um buraco de R$ 77 bilhões para apenas 980 mil beneficiários”, G1, 4/12/2017). Enquanto membros da casta pública se aposentam com o último salário, trabalhadores do setor privado se aposentam com um valor resultante de um complicado cálculo de média de contribuições feitas ao longo dos anos e cuja correção anual é ridícula – por exemplo, uma pessoa que se aposentou em janeiro de 1999 com um valor equivalente a 5 salários mínimos na época, recebe hoje o equivalente a menos de 2,4 salários mínimos, uma defasagem de mais de 200%. Se houvesse um mínimo de justiça na Previdência com relação à correção dos benefícios, não seriam necessárias medidas como esta recentemente divulgada de concessão de 25% de benefício adicional a idosos que precisam de cuidadores (mais uma porta aberta para fraudes). Além do que essa correção justa estimularia a economia, com mais dinheiro girando para consumo e serviços, inclusive os serviços de cuidador, e, por consequência, gerando mais empregos.

Lenke Peres

Cotia

SUGESTÃO A CIRO GOMES

Além da promessa de negociar com os bancos para tirar do Serasa todos os devedores inadimplentes, o candidato à Presidência pelo PDT poderia, também, negociar a devolução de 70 mil imóveis retomados pelos bancos por falta de pagamento desde 2014.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

ENQUANTO ISSO...

Como o presidente do Senado, Eunício Oliveira, faz este populismo barato de defender aumentos de 53%? Se ele não sabe da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), não deve continuar na política!

Tania Tavares  taniatma@hotmail.com

São Paulo

PENÚRIA EXTREMA

Fiquei sabendo pela carta do leitor sr. Gilberto Pacini que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski disse estarem passando por “situação de penúria extrema” ministros aposentados do tribunal. Não duvido, caso estejam mantendo à própria custa o motorista particular, as viagens na primeira classe, os ajudantes de ordem e outros privilégios típicos de uma autêntica corte. Assim não há aposentadoria gorda que dê conta.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

SILÊNCIO ENSURDECEDOR

O ressarcimento dos planos econômicos continua sem nenhuma solução, embora o governo tenha alardeado sua solução após décadas de protelação pelo poder econômico representado pelos bancos. As plataformas postas à disposição dos poupadores têm pouquíssimas adesões, por causa das gritantes injustiças em torno do valor dos ressarcimentos, muito aquém dos reais direitos dos poupadores. Além dos cálculos, descontos, acordos e acertos, muito inferiores à realidade das perdas, os bancos oferecem em torno de 20% do valor devido. O silêncio da Advocacia-Geral da União, uma das principais mediadoras do acordo, é ensurdecedor, sem contar, evidente, com a omissão das diversas entidades de defesa do consumidor. O lobby dos bancos continua firme e forte, humilhando seus clientes, sob o olhar complacente de um governo passivo e sem a menor autoridade.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

‘CORPORATIVISMO VORAZ’

Muito interessante o artigo do professor da Unesp José Antonio Segatto publicado à página A2 na edição de 25 de agosto, sob o título “Corporativismo voraz”. Apesar do lugar comum em citar “práticas seculares do clientelismo e do patrimonialismo”, sem citar, no entanto, sua matriz hibérica, o professor faz justiça ao citar o terreno estercado pelo positivismo Comtiano, também omitindo sua origem gaulesa. O Brasil, nos últimos decênios do reinado de Dom Pedro II, iniciou as grandes imigrações, que para cá trouxeram levas e levas de gente de muitas terras que vieram ajudar nosso desenvolvimento e fugir das crises em suas pátrias, e aí começamos a ser o cadinho de culturas que hoje somos. Os imigrantes trouxeram seus atributos positivos e negativos e, como é sabido, nos trópicos as coisas se adaptam, algumas melhorando e muitas piorando. Uma da coisas que não foram das melhores, nem em sua origem nem em sua tropicalização, foi a facista e mussoliniana “Carta del Lavoro”, tão ao gosto do caudilho gaúcho Getúlio Dorneles Vargas e de muitos brasileiros. O Brasil é autônomo desde 1821, logo estaremos comemorando o 2.º Centenário da independência, e está na hora de assumirmos nossa maioridade e deixarmos de culpar terceiros por nossas mazelas e por nossa mediocridade, que deve ser resultado da grande miscigenação ameríndia, e não produto ibérico por excelência. 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

ELEIÇÕES 2018

O editorial “O eleitor como freguês” (27/8, A3) é tão exato e contundente quanto a famosa e antiga frase que faz parte do nosso cotidiano popular e que sempre vem à tona na época de eleições: cada povo tem o governo que merece. Sai eleição, entra eleição, não somente os candidatos continuam a desfilar promessas que sabem que não podem cumprir, como o povo por sua vez continua a se deixar levar por elas, estimulando mais ainda as ladainhas e criando então um deletério ciclo vicioso. Votar é um ato de liberdade, democrático e cívico, mas que exige aprendizado, responsabilidade e ética. Pelo que indicam as últimas pesquisas de intenção de voto para presidente da República, esta última tríade ainda nem saiu do terreno da utopia. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

AS DURAS VERDADES

O jornal acha mesmo que o candidato que disser as verdades de como o Brasil está hoje e quanto vai ser duro recuperá-lo teria alguma chance de se eleger (“Estado”, 27/8, A3)? Em nenhum lugar da política, fora a exceção histórica Churchill (“sangue, suor e lágrimas”), se falam as verdades duras. O eleitor, no fundo, já sabe das duras verdades, mas ele procura um paladino. E os candidatos tentam se mostrar como tais o melhor que podem. Não há, infelizmente, outro caminho.

Gyorgy Troyko gtroyko@gmail.com

Valinhos 

VESTIBULAR ELEITORAL

Tal qual um vestibular, o difícil para os presidenciáveis é ver quem consegue ir para a segunda fase, porém, enquanto não passar a primeira fase, todos estarão como os nervos à flor da pele.  Uma vez lá, a escolha ficará mais clara para o eleitor. Será uma nova eleição, desta vez com um Congresso eleito e, portanto, o candidato a presidente poderá ter maior clareza de com quem poderá contar uma vez eleito. Como no vestibular, as regras precisam ser claras. Os tribunais terão um grande trabalho até que se decida a candidatura do presidiário condenado em segunda instância, que vem fazendo de tudo para confundir o eleitor e, assim, ganhar tempo para transferir seus votos a um outro poste, com a ajuda de parte da imprensa que, assim como o Judiciário, resolveu ignorar a lei e achar que o tratamento deve ser diferenciado para um presidiário.  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

DESSERVIÇO

Os principais institutos de pesquisas continuam ludibriando os eleitores ao insistirem em colocar o nome do ex-presidente condenado e preso entre os candidatos, para depois, em seu lugar, colocarem o nome do pretenso vice. Até os mais ferrenhos petistas sabem que seu deus não pode ser candidato a nada fora da prisão. De lá de dentro ele poderá montar seu reinado com ramificações em outros presídios do Brasil, aproveitando para vice, por exemplo, o também prisioneiro ex-deputado Eduardo Cunha, que já lhe ofereceu solidariedade. Pode também montar seu gabinete com os seus puxa-sacos, como certos senadores, pseudointelectuais, certos artistas, hordas do MST & cia., que não desgrudam de Curitiba. Colocando o nome de um ficha-suja entre os presidenciáveis, os institutos de pesquisa estão prestando um desserviço e desinformando a população.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

MAIS CONSCIÊNCIA

Não se entende como o candidato do PT a presidente da República esteja em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. É inelegível pela Lei da Ficha Limpa, condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão, responsável juntamente com Dilma Rousseff pela maior recessão de nossa história. Juntos, eles deixaram o País marcado por crises, corrupção, pelo aumento do desemprego, inflação e juros altos. Será que por tudo isso os eleitores não percebem que a volta deles pode transformar o Brasil numa Venezuela? O brasileiro consciente não aceita.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

PARA LEMBRAR SEMPRE

Tenho refletido muito sobre os resultados das “pesquisas” e o papel da mídia nestas eleições. Alguns pontos devem ser considerados. A maioria da nossa imprensa coloca mais em evidência o condenado em segunda instância de Curitiba, por meio das chicanas dos seus advogados e da “campanha lisérgica” do PT em prol de um candidato que jamais o será, do que dos reais candidatos que disputarão realmente a eleição. Isso é um desserviço à Nação, comprometendo sobremaneira o jogo democrático. Estas mídias estão sendo manipuladas ou fazem esta campanha voluntariamente? Lula passa a ter maior destaque que os demais candidatos, ninguém bate ostensivamente na tecla de que sua candidatura é uma farsa e que ele está realmente barrado pela Lei da Ficha Limpa, ainda que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não tenha batido o martelo. Ninguém pensa que num país sério nenhum condenado teria acesso às mídias? Lula coordena sua campanha da cadeia, a exemplo dos chefões das facções criminosas, emitindo “salves” diários por intermédio de seus advogados e da romaria de seguidores que o visitam diariamente. Ele tem de cumprir sua pena num presídio como qualquer preso e se submeter às mesmas regras de qualquer condenado. Simples assim. Até quando irá a benevolência da nossa Justiça em permitir isso? Para uma boa parte da população o grande culpado da crise brasileira e pelos 13 milhões de desempregados é o presidente Temer, e não os 14 anos de governo lulopetista. São aqueles que têm em mente o bem-estar transitório do governo Lula (o voo de galinha que o Brasil deu, com a saúde financeira do País em dia e a conjuntura econômica mundial altamente favorável). Isso explicaria os 37% a 39% de apoio à candidatura de um candidato que nunca será. Isso tem que ser relembrado diuturnamente. O PT nunca criou nada, ele apenas usou os programas já iniciados no governo FHC e se apropriou da paternidade deles – aliás, programas sempre combatidos por eles enquanto oposição, o que demonstra mais uma vez a total incoerência deste partido. O PT se recusou a apoiar Tancredo Neves no Colégio Eleitoral após havermos perdido a emenda Dante de Oliveira, inclusive expulsando três deputados que votaram em Tancredo (Bete Mendes, Airton Soares e José Eudes); recusou-se a assinar a Constituição de 1988; não apoiou o governo Itamar após a derrubada de Collor (expulsando Luiza Erundina, que apoiou Itamar Franco, e depois Francisco Weffort, quando foi ministro da Cultura de FHC); não apoiou a Lei de Responsabilidade Fiscal nem o Proer, que saneou o sistema financeiro deste país. Portanto todas as grandes mudanças por que o País passou o PT se negou a apoiar, como uma criança birrenta que, se não for do jeito dela, ela não brinca. Agora, desrespeita de forma abominável a Justiça brasileira ao afrontá-la de forma tão agressiva, nas mídias e por meio de diversas chicanas de seus advogados. Que tudo isso seja relembrado nesta campanha eleitoral de forma abusiva, pois este partido jamais fez algo para somar, e sempre para dividir e poder dominar.

Hélio Araújo Cardoso hacardoso@uol.com.br

São Carlos

MISTIFICAÇÃO E EMBUSTE

A respeito do editorial do “Estado” de 23/8 (“Mistificação”), deduzo que o embuste, a mistificação praticada pela esquerda com o objetivo de distorcer os fatos e desinformar não é involuntária e muito menos gratuita. É planejada, persistente, disfarçada, vem de longe, custa muito caro e o dinheiro sai do meu e do seu bolso. Por que mil jornalistas empregados apenas na Petrobrás pelo PT? Por que Lula criou a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), que conta com mais de 2.300 funcionários, a maioria deles jornalistas, regiamente pagos com nossos impostos, senão para infiltrarem-se em redações de jornais, rádios, TV e revistas com o objetivo claro de desinformar e acobertar os pilantras do PT? Esta empresinha estatal chamada EBC, criada em 2007 por Lula, é apenas uma das 43 que o PT criou, já subtraiu mais de R$ 6 bilhões de nossos impostos, dinheiro que deveria ser destinado a levar esgoto e água encanada a quem não os tem, a melhorar hospitais e prontos-socorros, etc. Repito: mais de R$ 6 bilhões em dez anos, montante equivalente ao  que o Estado de São Paulo está gastando para construir cerca de 40 km do terceiro trecho do Rodoanel, rodovia com cerca de 8 pistas, construída em meio de montanhas de rochas, com 7 túneis e 111 obras especiais (pontes e viadutos). Informações tendenciosas e desinformações programáticas regiamente pagas com nossos impostos, como vimos. Pelo menos essa é a única justificativa que encontro para tão má aplicação dos impostos que recolhemos com tanto sacrifício.   

Milton Bonassi mbonassi@uol.com.br

São Paulo

BURACO NEGRO

Pesquisei um pouco a respeito do fornecimento da tecnologia das urnas eletrônicas para as eleições de 2014 e, de acordo com o TSE, foram contratados 14 mil profissionais venezuelanos para a manutenção delas, fornecidas via licitação. Ora, causou-me estranheza o fato de serem profissionais venezuelanos – e por que não indianos ou brasileiros? Em seguida, no site do TSE, explicam que os resultados das eleições de 2014 foram devidamente auditados, o que garantiria a sua credibilidade, mas não é bem essa a realidade. Como conferir se os votos do eleitor “batem” com os registros nas máquinas e com o sistema que contabiliza e consolida esses votos por candidato? A única maneira de validar esses dados seria através de cupom impresso pela urna, logo após o voto, para ficar em mãos do eleitor; com esse registro impresso, os mesários poderiam, em seguida, digitalizar esses cupons com esses registros e encaminhar a uma central para futura auditoria. Sem essa checagem, o sistema atual certamente tem um enorme buraco negro para possíveis fraudes.

Silvia R. P. de Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

SEM CREDIBILIDADE

Se o comportamento de uma parte dos ministros do STF não tem a credibilidade da maioria absoluta dos brasileiros, como poderemos acreditar nas “arapucas eletrônicas” armadas para proteger os bandidos corruptos dos Três Poderes defendendo os seus escusos interesses no poder? Tudo indica que a maior vítima dessa armação será o candidato contrário deste sistema capcioso e ainda com apuração secreta, como foi em 2014. Em qual dos dois o candidato Jair Bolsonaro acredita: nas arapucas eletrônica ou no sistema de sorteios lotéricos da Caixa?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

PÉSSIMO PRENÚNCIO

A histeria coletiva ao recepcionar, dia destes, Jair Bolsonaro em seu enclave – o candidato teve a manga da camisa arrancada – lembrou-me o funeral do aiatolá Khomeini no Irã. Isso é um péssimo prenúncio para o País. O fanatismo, o fascismo e o desrespeito às minorias não podem ser a base de um país que queria evoluir e proporcionar a sua população o exercício da cidadania e o desenvolvimento de sua saúde, educação, tecnologia e sociedade civil. 

Silvana Ibrahim silvanaib10@gmail.com

São Paulo

A ALMA DO ELEITOR

O crime organizado na política, até com comando de dentro da prisão, é o grande entrave ao desenvolvimento. Jair Bolsonaro e João Dória são os únicos – cada um à sua maneira – que falam como acabar com isso. Por isso atingem a alma do eleitor. 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo                 

PODE ISSO?

Vai entender a Justiça... A 1.ª Instância da Justiça de São Paulo suspendeu os direitos políticos por quatro anos de João Doria, postulante ao cargo de governador, devido ao slogan “SP Cidade Limpa”. Lula foi condenado na 2ª Instância por corrupção e lavagem de dinheiro e o impeachment de Dilma Rousseff, condenada por colegiado (Câmara e Senado), mas ambos estão inscritos, respectivamente, no TSE e no TRE-MG, aos cargos de presidente e senadora. Pode isso? 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

A MAIOR PROVA DA CULPA DE LULA

Diante desta ópera bufa que foi o registro da candidatura de Lula, e do espetáculo de ignorância sobre o Brasil que uma parte ínfima e nem tão relevante assim de personalidades estrangeiras demonstrou em favor do ex-presidente, resta lembrar que, além de todo o trâmite judiciário absolutamente legal do processo, em nenhum momento Lula demonstrou a indignação dos injustiçados. Pelo contrário, antes de ir para a “cela do Estado maior” (inacreditável que isso exista), na sede da Polícia Federal em Curitiba, o petista, além de esnobar da Justiça ao levar dois dias para se entregar, participou de churrascada com muita cerveja e cachaça, depois teve uma meia missa, meio comício, onde fez o discurso pré-prisão sem nenhuma eloquência, nem algo que demonstrasse verdadeira e profunda indignação, afinal quem não tem culpa vocifera em causa própria. Lula não, pateticamente balbuciou frases que alguém lhe assoprou, originalmente imortalizadas por Martin Luther King, mas quando ditas por Lula soaram truncadas e desconexas. Nada que despertasse compaixão. Ou seja, o papel da vítima injustiçada que Lula interpreta não passa de mais uma bruxaria do capo petista. Ele ainda sonha fazer do Brasil uma imensa Venezuela. 

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

VOCAÇÃO PARA O CRIME

Quem tinha alguma dúvida de que o PT iria aprontar nestas eleições não vai se decepcionar. O partido que agora é comandando por um presidiário do interior de sua cela na sede da Polícia Federal em Curitiba não nega sua vocação para o crime. A influenciadora digital Paula Holanda, que trabalha com marketing virtual em redes sociais – mediante remuneração –, disse que foi subcontratada pela agência Lajoy para fazer propaganda oculta pró-PT nas redes sociais. O caso só foi descoberto a partir de uma sequência de comentários elogiosos disparados por “influenciadores digitais” País afora enaltecendo as qualidades do governador do Piauí, Wellington Dias, e ainda pedindo votos ao petista. Fato tipificado como crime eleitoral previsto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proíbe propaganda paga nas redes sociais. A dúvida que persiste é: será que o tribunal eleitoral e a rede social onde se constatou esse crime (Twitter)  farão uma denúncia de que o PT  paga “influenciadores” para fazer propaganda virtual clandestina? Ou, em se tratando de PT, o crime se torna um malfeito passível de perdão?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

A GUERRA NO RIO DE JANEIRO

Dia destes assisti a uma discussão sobre a atuação, o envolvimento das Forças Armadas, bem como sua intervenção na guerra em que se vive no Rio de Janeiro. Enquanto alguns – aliás, muito poucos – tentavam argumentar que esta não era sua função constitucional, a maioria julgava a participação da única força capaz de eliminar, pelo menos no médio prazo, o perigo maior para uma sociedade que é o criminoso, o soldado do tráfico e o inimigo da Pátria (como são os bandidos cariocas e os outros milhares espalhados pelo País) como um dos caminhos para ver assegurados direitos constitucionais para humanos direitos. A cada dia fica evidente que ninguém aguenta mais viver assim, vendo de um lado uma bandidagem super bem armada e disposta a tudo e, do outro, nós, seus reféns, e ainda uma terceira via, os profissionais treinados, pagos com dinheiro público, ganhando salários não tão ruins assim, à espera de uma declaração oficial de guerra que começou há décadas, mas que membros dos direitos humanos, esquerdopatas e outros imbecis querem que continue sendo vencida pela bandidagem. Discussões como estas têm se tornado frequentes, inclusive, por estarmos em plena corrida eleitoral, quando aparecem desde uma opção voltada para o uso da força e da defesa do Brasil e de seu povo a qualquer custo até outros que querem deixar tudo como está, com a guerra sendo ganha pelos “pobres coitados” que matam, roubam, desviam recursos públicos, traficam drogas e influência, manipulam a população, etc.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

MILITARES NO RIO

Estão sendo os “sitting ducks”, patos chamariz, da bandidagem no Rio de Janeiro. Eram patos de madeira, colocados na lagoa, enquanto os caçadores piavam igualzinho a eles. Outros patos, voando, vinham se juntar a ele, para alegria dos caçadores. Até em desenho animado já apareceu. Agora, que a bandidagem descobriu como é fácil matar sargentos, cabos e soldados, vai exterminar todos eles. Bandido não usa crachá, uniforme nem nada.

Candida Barros candy.barr@uol.com.br

São Paulo

A COBRA VAI FUMAR

Já começou. Ninguém mata um soldado do Exército brasileiro impunemente.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

INTERVENÇÃO NO RIO

O general Eduardo Villas Bôas criticou recentemente a falta de apoio dos cariocas às ações contra a bandidagem que atua a partir dos morros da cidade. Ele não poderia esperar o contrário, visto estar interferindo no comércio dos produtos buscados avidamente por boa parte da população, alegadamente para “lazer”. Visto que a intervenção armada não tem mudado a situação, o que espera o governo federal para iniciar campanha de educação do povo sobre o malefício das drogas?

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

O EXÉRCITO E O CRIME

O general Villas Bôas foi absolutamente pertinente na questão do combate à criminalidade. Apenas o Exército fica na linha de frente, e quando soldados são mortos inexiste sequer uma linha de apoio, seja por parte da imprensa, seja por parte das hipócritas e demagógicas entidades de direitos humanos. Os Estados omitem-se em tudo. Nenhuma preocupação em melhorar o desenvolvimento humano via educação, saneamento básico, moradia decente, criação de infraestrutura. Melhoria de sistema prisional? Nada é feito em área alguma! O nosso Congresso jamais modifica leis arcaicas, covardes e lenientes com o crime, e jamais cria o mínimo de projeto algum em prol do desenvolvimento humano no País. O Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil é um dos piores do mundo e o grande caldo de cultura de uma criminalidade que ceifa 63 mil vidas por ano. A população brasileira vive desprovida de tudo, imersa no lixo e na mais absoluta ignorância. Pior: o País recebe hoje desesperados e miseráveis de outros países. Que caldo de cultura criamos?!

Paulo R. da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

CRIME ORGANIZADO

Sociedade democrática (onde lei é lei) tem Forças Armadas fortíssimas (não se corrompe) e Polícia apenas o necessário para segurança patrimonial e pessoal. Geralmente, seria apenas municipal. As Forças Armadas primam pela segurança nacional; o policiamento, pela segurança de governo. Forças Armadas são incorruptíveis, polícia sempre pode ser corrupta, tanto mais quanto mais numerosa é. Por isso Forças Armadas são típicas de nações (sociedades) democráticas e o grande aparato policial, das ditaduras.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

GUERRA CIVIL

Uma pergunta que me faço todo dia é se em outros países morrem pessoas à bala anualmente em número maior que no Brasil. Estamos ou não numa guerra civil?

Alexandre Di Monaco alexandredimonaco@gmail.com

São Paulo

                            

COLÉGIOS MILITARES

“Estudante de colégio militar custa três vezes mais” ao País (“Estado”, 26/8, A6). Estão sugerindo que não façamos investimentos em educação, de ótima qualidade, aliás. Só ficaram faltando as sugestões para a volta do Imposto Sindical, grande financiador de movimentos e partidos criminosos, investir no Fundo Partidário para que nossos políticos continuem usando nosso próprio dinheiro para nos enganar, gastar mais ainda com os Três Poderes, sempre prontos a criar benesses desde que estas sejam para eles próprios, etc. Não é elogio ou crítica ao candidato citado e somente um comentário de onde e para onde vai o dinheiro que nos é furtado via impostos e sobre o qual não temos controle algum. Se tivéssemos educação com esta qualidade, vejam, sem ideologia, hoje não estaríamos tentando ser um país de Primeiro Mundo. Estaríamos disputando esta primazia com EUA, França, China, Alemanha e demais países de Primeiro Mundo.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

INVESTIMENTO

A rigor, não há polêmicas sobre as escolas militares, até porque dinheiro bem aplicado em educação não é custo, mas investimento! Basta um dia São Paulo finalmente ter a sua escola militar para ver a fila de inscrições que iria se formar. Prefiro ver meu dinheiro dos impostos bem aplicado numa escola militar do que indo, inútil, para cursos de humanas nas universidades federais e estaduais. 

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

EDUCAÇÃO QUE CUSTA DINHEIRO

As piores críticas são as que vêm dissimuladas em elogios, normalmente com uma conjunção adversativa a unir duas orações. Coisa do tipo “Fulano é muito bom profissional, mas é chegado ao álcool”. Sempre há um “mas”, “porém”, “todavia”, “contudo”... Percebe-se isso claramente nas matérias relativas aos colégios militares do Exército, discurso extensivo aos igualmente excelentes colégios regidos pelas Polícias Militares e Bombeiros. Manchetes em jornais do Rio, São Paulo e Salvador sonegaram informações sobre as comemorações do aniversário de Caxias, o Duque glorioso, neste 25 de agosto e fixaram-se, num tom um tanto sensacionalista, na diferença de custos por aluno entre os colégios do Exército e as demais escolas públicas. O que esperavam os articulistas: maior excelência e menores custos? O que propõem: diminuir os custos e nivelar todo o ensino médio público, homogeneizando-o, para obter os mesmos e maus resultados? A receita é inversa e está na cabeça de, ao menos, dois presidenciáveis: prioridade total ao ensino médio. Um deles – recuso-me a citar nomes – quer tomar, claramente, o Sistema Colégio Militar do Exército (CM) como modelo. Não, ele não quer um clone, um milico em cada sala de aula, mas buscar as razões para o sucesso destes estabelecimentos e implementar mudanças na escola pública que elevem o seu patamar aos velhos tempos. Fui aluno do CM de Salvador, do qual saí no longínquo 1964; no início daquele ano muitos colegas pediram transferência para o Colégio da Bahia, público, o velho Central, para se prepararem para o vestibular com o que havia de melhor no magistério baiano. Sabem por que o Central era bom? Professores excelentes, bem pagos e respeitados por alunos, pais e pela comunidade, instalações de primeira e boa organização. Isso custa dinheiro. Pode não parecer óbvio, mas os garotos e garotas do CMs não são soldadinhos de chumbo, nunca foram: as mesmas brincadeiras e molecagens, afeto e respeito com naturalidade aos mestres, esportes, namoros – meio escondidos, mas tolerados, vá lá. Sabem de quem mais nos lembramos, com saudade, quando nos encontramos? Daquele sargento que nos “punia” pelo cabelo grande de mais de dez dias, pelo uniforme mal cuidado e pelo sapato sem polimento; daquele professor que nos chamava a atenção pela conversa paralela em sala de aula. Os muito tolerantes eram ontem e são hoje objeto de críticas nossas. Parece tolice e, olhando de muito perto, talvez seja mesmo, mas corrigindo pequenas falhas prevenimos os grandes erros. Cantávamos hinos e a canção do nosso CM em meio a sorrisos adolescentes; hoje, choramos ao fazê-lo. Isso custa dinheiro, mas se o governo, com apoio da imprensa e da universidade sem ideologia, investir no modelo, e priorizar o secundário em vez do 3.º grau, os frutos virão, sairemos do berço esplêndido e fundaremos a Pátria brasileira, enfim. Zum zaravalho!

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador 

NADA MAIS QUE EXPECTATIVA

A absurda motivação para a libertação de José Dirceu, concedida pela segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF), teve como fundamentação a plausibilidade de provimento do recurso por ele impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça.  Portanto, há apenas uma expectativa de direito à liberdade, o que não gera direitos, como sabe qualquer estudante da área.  

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

BELA ADORMECIDA EM BRASÍLIA

A história da Bela Adormecida já rendeu dois grandes sucessos da Disney. O de 1959, em que as fadas boas – Flora, Fauna e Primavera – fizeram de tudo para proteger a princesa Aurora da fada má (Malévola) que a enfeitiçara e acabou fazendo-a adormecer. Mas o príncipe Filipe, com um beijo de amor verdadeiro, a libertou do feitiço e se casou com ela. E o de 2014, que apresentou a versão da Malévola sobre os fatos, e nela, o pai de Aurora – rei Stefan – era o elemento mau da história. Sendo que Malévola, com um beijo de amor verdadeiro, libertou Aurora do feitiço. Os recentes acontecimentos no Brasil poderiam dar ensejo a um terceiro enredo que seria a versão das farinhas: Aurora era homem e se chamava príncipe Dirceu. E o mesmo, de fato, era o mau caráter da narrativa. Exatamente por isso, estava preso por longo prazo em consequência de um terrível decreto da Justiça. Mas eis que as três fadas boas o libertam usando uma força maior que o amor verdadeiro. Ele assume o comando e implementa um plano para retomar o controle do reino. Seu objetivo é que ele, o rei e seus companheiros dominem os súditos e sejam ricos, poderosos e felizes para sempre. Mas, depois de tudo o que veio à tona, será que isso é possível? Ora, onde tem fada que faz o bem entende, tudo é possível. Como primeiro passo, ele usa a velha técnica de infiltrar elementos seus na equipe que faz as pesquisas...

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

SEGUNDA TURMA

Estou pensando, seriamente, em liderar uma ação popular para que a segunda turma do Supremo Tribunal Federal seja rebaixada para a terceira divisão. É tanta bola fora que o lugar da “turma” é lá!

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

A CRISE DOS REFUGIADOS

A incompetência e falta de capacidade de ação do governo federal, encastelado em gabinetes refrigerados em Brasília, na crise dos refugiados venezuelanos em Roraima ficam evidenciadas pelas soluções “conta-gotas”, como mais alguns médicos, mais alguns militares da Força Nacional, mais algumas poucas transferências para outros lugares do País, etc., etc. Quando seriam necessários fortes jatos, responde-se com algumas poucas gotas, de apenas efeitos midiáticos, que fazem de conta haver alguma ação para combater um forte incêndio.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

TRAGÉDIA HUMANITÁRIA

O PT apoiou os governos assassinos e corruptos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, na Venezuela. Assim, o mais justo é que os refugiados venezuelanos sejam atendidos pelos petistas e fiquem hospedados nos diretórios desse partido.  Não acho justo que o cidadão e contribuinte brasileiro tenha de arcar com esse custo e assumir a responsabilidade por esta tragédia humanitária provocada por idiotas daqui e de lá.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

AUXÍLIO DESCABIDO

Algumas autoridades, personalidades, entidades e mídias tratam da imigração de venezuelanos (haitianos idem) como um caso simples e de xenofobia. Só não dizem, contudo, como um país como o nosso, com milhões de pessoas na miséria, na fome e no desemprego, pode acolher estrangeiros indiscriminadamente – e com o governo federal sempre alegando déficit fiscal e falta de recursos. Lembremos que os imigrantes do passado se instalavam por conta própria, sem qualquer auxílio e nos EUA ainda eram atacados e mortos pelos índios. No Brasil, chegamos ao absurdo de oferecer voos de Boeing 767 da FAB aos venezuelanos.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

ÊXODO VENEZUELANO

Há tanta democracia na Venezuela e, como duas coisas não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo, as pessoas têm de sair do país por falta de espaço...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

COMPARAÇÃO

A ONU comparou o êxodo venezuelano à crise no Mediterrâneo. Eu acho que os cérebros da ONU estão atrofiando. Só agora viram isso? Para que serve este órgão, mesmo?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

O PODRE MADURO

Lemos no “Estadão” de sábado (25/8) que só num banco suíço o sanguinário ditador venezuelano lavou US$ 1,2 bilhão por meio da PDVSA, empresa petrolífera estatal venezuelana. Paradigma dos nossos “petralhas”, esta torpe figura, que deixa o seu povo morrendo de fome mas desvia para si e seus asseclas tudo o que pode, ainda exige que os seus patrícios que se bandeiam para outros países sejam muito bem recebidos e tratados, o que o seu podre governo não faz. Como figuras deste quilate ainda continuam governando alguns países neste mundo?     

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

DESPEDIDA DE JOHN MCCAIN

O mundo perde um dos mais íntegros políticos com o falecimento do senador americano John McCain.  Independente e firme nos seus ideais, muitas vezes tornava pública sua contrariedade com o seu próprio partido Republicano. Assim como não se conformava com ver o seu país presidido por um inábil e desastroso, como Donald Trump. Antes de morrer, aliás, McCain disse dispensar a presença de Trump em seu velório. Um político digno como John McCain, incomum hoje em dia, trabalhava exclusivamente para servir à sua nação. É um bom exemplo a ser seguido pela nossa desmoralizada classe política.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

IMPEACHMENT PARA TRUMP

A situação de Donald Trump complicou-se com o cerco judicial aos seus assessores nas últimas semanas. Quando o promotor especial Robert Muller concluir seus trabalhos, ele apresentará o relatório final. Obviamente, aquele deveria ser arquivado se não houver provas e os democratas não agirem de forma irresponsável. Em havendo prova irrefutável, a Câmara dos Representantes estaria obrigada a abrir o processo de impeachment. O problema do presidencialismo é que uma pessoa culpada pode ter o apoio de mais de um terço do Senado para bloquear o impeachment, permanecer no cargo de presidente durante todo o julgamento (como ocorre nos Estados Unidos) e depois ainda terminar sendo até reeleita. Portanto, tudo dependerá da situação da economia, que influenciará no desfecho da história em relação ao impeachment e nas perspectivas de reeleição de Trump em 2020.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

SOMOS SORTUDOS

Lei de Proteção de Dados (26/8, B12) demorou muito, hoje temos tanto a segurança quanto a privacidade de qualquer pessoa colocada em risco no cotidiano brasileiro. De fato, quaisquer organizações permitem-se perguntar “zilhões” de dados e os utilizar conforme “lhes dá na telha”. Laboratórios enviam exames clínicos com dados pessoais e dados privados do cliente exibidos nos envelopes. Corregedorias de cartórios a cada dia se lembram de novos dados do feliz usuário, dados cada vez mais completos, a serem exibidos em documentos públicos, para autoproteção dos cartórios, aos quais nada mais sobra para dar fé, e assim põem em dúvida até a necessidade de sua existência. Simples compras na internet, previamente autorizadas e pagas com cartão, dão oportunidade a organizações abelhudas, como a loja dos correios e o Pão de Açúcar, de fuçar até se o CPF do feliz cliente está ativo, sabe-se lá para quê. A Tim telefona ao cliente e lhe exige que decline o CPF completo, além do nome, contrariando o mais simples alerta de sigilo de dados pessoais feito pelos bancos. Os brasileiros que ainda não tiveram a sua identidade roubada, não se tornaram laranjas nem tiveram sua privacidade exposta ao mundo, à revelia, são muito sortudos. 

Suely Mandelbaum, suely.m@terra.com.br

São Paulo

‘O SUAVE ROÇAR DA LÍNGUA’

Sobre o artigo “O suava roçar da língua” (“Estado”, 26/8, C5), que me desculpe o colunista Leandro Karnal, que muito admiro e com quem tenho aprendido muito (também fui professor de História e considero-me “purista” de português – claro que sempre aprendendo, “escorregando” e corrigindo), mas, “data vênia”, discordo de sua defesa de “AB-rupto”, até porque o próprio Napoleão Mendes de Almeida (tenho sua edição de 1981) ensina e prova o contrário. Transcrevo trechos: “(...) é inacreditável que (...) tragam a pronúncia ‘ab-rrupto’. Dois ‘r’ para tornar mais clara a aberração prosódica.)”. “(...) neste segundo grupo (Napoleão cita vários exemplos) está ‘abrupto’. Escrever ‘ab-rupto’, ‘ab-rupção’ é contraditório e escandaloso” (ele explicava a justificativa pela origem latina). Para terminar, “(...) mas não é demais dizer que a pronúncia é ‘a-BRU-pto’”. É estranho, portanto, ler do douto Leandro Karnal que Napoleão Mendes ensinou “AB-rupto”.

Carlos Renato Napoleone crcaleidos@gmail.com

Agudos

FAROL APAGADO

A indústria de multas não desiste. É um abuso das autoridades, para arrecadarem cada vez mais, e todos já sabem do aumento do número de radares de velocidade e de suas pegadinhas absurdas. Agora, multarem por transitar com os faróis apagados durante o dia, causando riscos? Que risco, no raiar do dia claro, ensolarado? Essa nova multa inventada é uma covardia, é abusiva, imoral e injusta, e cabe processo judicial. Acorde, Brasil.

Antonio de Souza D’Agrella adagrella4@gmail.com

São Paulo

 

 

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