Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO E ELEIÇÃO

Nas manhãs de setembro

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai voltar a discutir a prisão de Lula da Silva? Quantas ratificações serão necessárias para condenar ou libertar alguém? Ou será que esse enredo, em particular, esconderia certo inconformismo antiético dos srs. ministros contra decisão já debatida à exaustão em instâncias distintas? Afinal, que país é esse?

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

50 tons 

Então, o Supremo vai voltar a discutir a liberdade de Lula em setembro... Seriam 50 tons do mesmo assunto, até que surja um resultado diferente?

JORGE A. NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

O foragido

Agora é sabido que entre a noite da quinta-feira 5 de abril, quando foi decretada a sua prisão, e a noite do sábado 7, quando foi levado para Curitiba, Lula gravou inúmeras peças de propaganda a serem veiculadas no horário eleitoral vindouro, com a finalidade de confundir o eleitor. Minha pergunta: se ele não pode gravar propaganda eleitoral estando preso, por que, então, será (será?) permitida a divulgação de propaganda feita quando ele era um foragido da Justiça?

MARCELLO M. SIMONSEN NICO

mentanico@hotmail.com

São Paulo

Ingerência Indevida

Aquele pessoal da ONU que se manifestou exigindo a libertação e a participação do criminoso de Garanhuns nas eleições de outubro devia é tomar ciência dos venezuelanos que estão comendo carne podre, e não se preocupar com o presidiário brasileiro que está hospedado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, alimentando-se adequadamente, além de desfrutar inúmeras regalias. 

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Fim das regalias

Já passou da hora de transferir o comitê central da campanha eleitoral do PT, instalado na cela especial onde Lula cumpre pena, em Curitiba, para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no Estado de São Paulo, para pôr fim aos “salves” emitidos diariamente pelo chefe da “quadrilha” aos seus soldados. Isso é uma vergonha e um desrespeito à nossa Justiça!

ARCÂNGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Resposta negada

O ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral, rejeitou pedido de direito de resposta de Lula contra o Estado. Atualmente, o Lula tem um único direito, o de ficar calado e cumprir todas as condenações, por ter destruído o nosso país. Só esse direito e nenhum mais!

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Sem plano de voo

Se a denúncia movida pelo Ministério Público de São Paulo contra o ex-prefeito Fernando Haddad for de fato acolhida, o plano B do PT para concorrer à Presidência da República vai por água abaixo. Não precisamos quebrar a cabeça: não existe plano C, nem plano D, assim como nunca realmente existiu um plano A, pois as lideranças petistas sabem, e sempre souberam, que Lula é inelegível. O PT, neste momento, é uma aeronave sem plano algum, prestes a se esborrachar. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

ENTREVISTA

Esclarecimento

Na excelente entrevista feita por Gilberto Amendola e Aguinaldo Novo (26/8), foi inserida um nota biográfica em que se diz que sou autor do livro A Revolução de 1930, “que contesta as versões da defesa de São Paulo no período”. O livro não trata disso, como se pode verificar pela simples leitura da orelha, e sim da crítica a interpretações classistas do episódio, como revolução da burguesia industrial ou da classe média.

BORIS FAUSTO

faustoboris9@gmail.com

São Paulo

EDUCAÇÃO

Colégios militares

Não entendi a matéria do Estadão de domingo dizendo que os colégios militares custam três vezes o valor do ensino regular. O modelo convencional custa um terço e não funciona, já os militares são um sucesso. No fim, pergunto: qual é o que traz melhor formação para o aluno e, consequentemente, uma garantia de futuro? O Estadão nunca foi de fazer matérias enviesadas. 

FREDERICO D’AVILA

fredericodavila@srb.org.br

São Paulo

Ensino deficiente

Formar jovens dentro de princípios morais, éticos, de bons costumes, disciplinados e competentes pode até custar mais. Mas o retorno para a sociedade é compensador. De que adianta o ensino público custar somente R$ 6 mil por aluno se não consegue formar estudantes com a mínima capacidade para concorrer a uma universidade?

FAUSTO JAMES VIDOTTO

faustovidotto@yahoo.com.br

São Carlos

Ampliação do modelo

Por sete anos fui aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro. Graças ao ensino que ali recebi posso afirmar que fui bem-sucedido em minhas atividades profissionais, sociais e familiares. Não concordo com as críticas formuladas aos colégios militares. Em vez de se manifestar contra o seu custo, deveriam propor a extensão do modelo para que fosse formada uma rede que servisse de referência ao sistema educacional geral. A educação é o nosso maior problema. Sem ela não teremos saúde, não resolveremos o desemprego, muito menos a violência que nos assola. Sugiro que conversem com ex-alunos dos colégios militares para melhor se informarem sobre os resultados práticos do ensino por eles proporcionado. Vamo-nos concentrar no que está dando certo. Em tempo: não sou militar nem filho de militar, mas grande parte dos meus melhores amigos, até hoje, é de colegas de turma do Colégio Militar do Rio, passados 54 anos. Não foi à toa.

VICINIUS SANTIAGO LAMAS

vicinius@uol.com.br

Rio de Janeiro

E São Paulo?

Não há dúvida quanto à excelência dos colégios militares existentes em várias capitais do Brasil. Por que não há um em São Paulo, o Estado mais forte da Federação, mas que tem, também, muita carência de boas escolas para o seu povo?

SEVERINO JOSÉ DA SILVA

silva.pretti@gmail.com

São Paulo

FRUTO DA INADIMPLÊNCIA

Em apenas quatro anos os bancos no Brasil alcançaram um estoque de mais de 70 mil imóveis arrebatados de inadimplentes e que vão compor quase que novas empresas imobiliárias ("Estadão", 27/8). Está-se vendo somente um ângulo do problema, porquanto outros mais existem e nos fazem meditar na direção de que a situação é tão grave que desestimula, por completo, investimentos e causa espanto também aos possíveis investidores estrangeiros. Qual o plano factível dos presidenciáveis para eliminar o problema?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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DESPREOCUPADOS

Responsáveis pela grave recessão econômica e pelo alto desemprego no País, Lula, mesmo preso por corrupção e lavagem de dinheiro, está muito rico e se lixa para o Brasil e seu povo; e Dilma Rousseff, que graças a Renan Calheiros e ao ministro do STF Ricardo Lewandowski não ficou inelegível mesmo sofrendo impeachment, se diverte em Minas e deve ser infelizmente eleita senadora da República - a mesma que ela literalmente afundou. De semelhante modo, Lula e Dilma também não devem estar nada preocupados com o que informa o "Estadão", que 70 mil imóveis de mutuários inadimplentes foram retomados pelos bancos desde 2014. Os cinco bancos que concedem financiamento, como a Caixa, Santander, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú, têm um estoque de R$ 13,5 bilhões em imóveis retomados. Este é o Brasil, dito democrático, onde, em razão da orgia dos nossos dirigentes públicos, a conta desta perversidade recai sempre nas costas do povo. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ÚLTIMA ALTERNATIVA?

Mentira dos bancos quando dizem que retomar imóvel por falta de pagamento é a última alternativa. Se fosse verdade, eles não dariam descontos de até 30% nos preços do imóvel retomado nos leilões. Por que não dar o desconto ao mutuário e refinanciar o novo saldo devedor, o que fatalmente baixaria a prestação? É que o negócio deles é espremer o pobre do coitado até sangrar, depois retoma e vende em leilão com descontos significativos, que chegam até 30% do saldo devedor. Mas para o mutuário, nada, absolutamente nada. Uma vergonha, um roubo descarado.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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SONHOS DESTRUÍDOS

Entre uma infinidade de problemas que a população brasileira enfrentou, enfrenta e, infelizmente, continuará enfrentando, enquanto não conseguirmos banir e expulsar a escória de políticos corruptos e sujos que ainda insistem em permanecer no "pudê", está a destruição de talvez seu maior sonho: a casa própria, que só Deus sabe o sacrifício e as privações a que se sujeita o povo para poder obtê-la. A situação dos brasileiros desempregados se agravou a tal ponto que eles hoje devem optar entre sobreviver mal e porcamente para se alimentar ou pagar suas contas, como luz, água e a parcela do financiamento de seu imóvel. É evidente que escolhem sobreviver, até porque isso envolve seus filhos e até em diversos casos seus pais, que recebem uma aposentadoria ridícula e miserável. Isso fez com que os bancos tenham retomado mais de 70 mil imóveis por eles financiados nos últimos quatro anos, por falta de pagamento, com a agravante de que muitos mais ainda o serão, pois estão em processos de ações judiciais pelo mesmo motivo. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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OS MUNICÍPIOS QUE NÃO SE SUSTENTAM

Um terço dos municípios brasileiros não gera receita nem para pagar os salários de seus prefeitos, vereadores e secretários municipais ("Estadão", 26/8, B1). A revelação, do estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, de que são superiores a 90% os repasses que a União e os Estados têm de fazer ao orçamento das localidades com menos de 20 mil habitantes. Essa é a prova da inviabilidade da emancipação. Sem ter de pagar a elite política, esses locais, como distritos, teriam mais para investir no seu habitante. O motivo de deixar o município de origem é a falta de atenção, além de crescimento da população ou a economia distrital. Mas os números dizem que muitos desses pequenos municípios são inviáveis. Os candidatos às próximas eleições precisam se posicionar sobre o problema. Municípios inviáveis são puro atraso ao País. 

               

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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NOVOS MUNICÍPIOS OU MENOS MUNICÍPIOS?

A criação de mais 400 municípios é uma aberração, quando já temos 5.570 municípios no Brasil e, destes, 1.872 dependem das transferências de Estados e da União para bancar as despesas de manutenção da máquina pública. Dinheiro que poderia ser investido na saúde, na educação ou na segurança do cidadão é usado para o pagamento de salários de prefeito, vice-prefeito, secretários, vereadores e assessores, para o pagamento de aluguel de imóveis para a instalação da prefeitura e da Câmara dos Vereadores, para a aquisição de veículos para uso do prefeito, secretários e vereadores... Seria muito melhor se os "nobres" congressistas, ao invés de aprovarem a criação de mais municípios, aprovassem a fusão de municípios, diminuindo o desperdício de verbas públicas. Mas com os "nobres" congressistas que temos, sabemos que isso jamais ocorrerá, a não ser que o povo acorde e vá para a rua se manifestar contra estes abusos. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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COMO SEPARAR O JOIO DO TRIGO?

Um terço de nossos municípios não gera receita nem para pagar o salário do prefeito. Diante dessa constatação (no "Estadão" de domingo, 26/8), inevitavelmente surge a questão: quando se deve criar um novo município? Questões como identidade de sua população, autonomia financeira, vontade do Estado, dentre outras, inevitavelmente surgem. Como separar o joio do trigo e tomar decisões que tenham consistência no longo prazo? Ora, a sustentabilidade de um município está certamente ligada à sua possibilidade de ser autônomo e de se relacionar com sua população e com seu entorno. Mas seria só isso? Não, no meu entender. Se sua população tiver uma identidade que justifique sua criação, mesmo sendo em princípio dependente financeiramente, pode - por força de sua identidade - se justificar. Há um custo, no entanto. Financeiro, principalmente.  Para se justificarem esses custos, pagos por todos, afinal, têm de encontrar sinergias internas e com o entorno. Sinergias que viabilizem, até financeiramente, sua consolidação - e autonomia - no longo prazo. Sem isso, difícil se justificarem. Resta saber se os legisladores assumirão sua responsabilidade. Há muito a ser feito.

Bruno Hannud hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo

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ABERRAÇÕES

Li a matéria relativa à falência e inviabilidade de 1.872 municípios e a criação de mais 400 dessas nanoaberrações em estudo nas Casas Legislativas. Em primeiro lugar, num País com aproximadamente 210 milhões de habitantes, é simplesmente irracional haver municípios com menos de um número razoável de habitantes, ou seja, de contribuintes. Talvez no mínimo os habitantes devessem ser da ordem de 8 mil ou 10 mil, e o sistema tributário deveria reduzir a parcela da União (Brasília) e das Unidades da Federação (Estados e DF) em benefício dos municípios, que dizem muitos, da boca para fora, ser a célula mater da Nação. Ambas as alterações deveria ocorrer em nossas leis para viabilizar o necessário fortalecimento do poder local, o município. Continuar criando municípios com as mesmas deficiências dos criados nos últimos 50 ou 60 anos é um despautério. A matéria do jornal diz que 1/3 (um terço) dos municípios não tem receita para pagar o prefeito. Imaginem o pauperismo da comuna. E querem criar mais. É o mesmo que pessoas que não têm recursos para criar um filho, mas geram cinco ou mais, que não podem sustentar com dignidade. Realmente, o Brasil precisa ser passado a limpo, precisa ser refundado. Ou refunda-se ou afunda, cada vez mais.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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IDEIA DE JERICO

De vez em quando surgem algumas ideias de jerico. Uma delas é querer que os vereadores de cidades pequenas não recebam salário. Quem trabalha de graça é escravo. Então, mudem a Lei Áurea, assinada pela saudosa Princesa Isabel, e restaurem a escravidão no Brasil. E outra coisa: estão divulgando o nome do sr. Lula nas pesquisas porque nossa imprestável Justiça Eleitoral obrigou os institutos de pesquisa a colocarem o nome do presidiário nelas até o julgamento final da chapa Lula-Haddad. Mas culpar a imprensa é mais fácil para os Lulas, Trumps e Bolsonaros da vida.

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

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TRIBUNAL DE CONTAS

Suspensão de licitações pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) aumenta nas gestões Doria-Covas ("Estado", 27/8, A13). Apesar do gigantismo, São Paulo é um município entre os outros. O Estado de São Paulo tem um legítimo Tribunal de Contas. O TCM é uma excrescência.

Fausto Ferraz Filho faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

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GATOS ADULADOS

Sete dos 13 partidos que disputam a Presidência da República este ano somam em "calotes" mais de R$ 3,6 milhões registrados em cartórios do País ("Estado", 27/8, A6). Estão literalmente com os nomes sujos na praça. PT e PSDB devem, juntos, R$ 3,5 milhões. Como se vê, o mau exemplo vem de cima. A Fazenda Nacional e a Eletropaulo estão entre os credores. Os protestos vão desde alimentação - e neste item, com certeza, estão incluídos lanches de mortadela e coxinhas - até cotas de luz e multas eleitorais. A Fazenda tem cobrado o montante devido das multas, o que foi confirmado pelo "Estado", e a Eletropaulo diz que no caso específico destes protestos trata-se de valores pequenos, mas que aplica todas as medidas cabíveis para recuperar os valores devidos. Será? O simples consumidor, que "faz das tripas coração" para sobreviver, tem a conta da energia cortada após dois meses de inadimplência, e não tem "barriga me dói", cumpra-se e acabou. A dívida dos partidos picaretas se arrasta há tempos, e nada de solução. Embora a Fazenda e a Eletropaulo tenham justificado as pendências, talvez aceitem simplesmente como solução, para estes encruados débitos, a velha expressão popular "devo, não nego, pago quando puder". 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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CALOTEIROS

"Calote" de partidos chega a R$ 3,6 milhões. Estou com pena dos fabricantes de "mortandela". Vão todos quebrar...

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

  

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CONTA CARA

Esta eleição nos remete ao dilema: o fim justifica os meios? Meu critério para escolha do presidente refere-se à capacidade de aprovar os projetos de reforma da Previdência e reforma política, dentre outras. Com este Congresso que aí está, creio que não escaparemos de pagar o preço do centrão. É o fim da picada, mas ou aceitamos esta mácula ou esperaremos mais quatro preciosos anos para alcançar as mudanças necessárias ao País. Não creio que os candidatos tenham essa capacidade, exceto aqueles que já aceitaram a única saída para tirar o Brasil do atoleiro em que se encontra. Quem deveria pagar essa conta deveria ser o PT, o responsável por essa situação.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

     

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LIDERANÇAS FAJUTAS

O senador Romero Jucá, do MDB, acaba de deixar a liderança do governo. Até aí, nada demais, pois ele e seu partido são useiros e vezeiros em abandonar barcos - principalmente quando estão afundando ou prestes a (como o atual de Temer e cia.) -, partidos e até lideranças. No Brasil, de norte a sul, em todos os municípios e em todas as esferas, faz parte da cultura política a prática de corrupção, do toma lá dá cá e métodos como estes praticados por políticos como Jucá, que, egoísta e malandramente, se apropriam dos governos para deles usufruir do muito que estes costumam lhes proporcionar para atender interesses pessoais. E dos seus. Enquanto os atuais métodos continuarem a circular livres, leves e soltos por gabinetes e corredores de políticos, haverá "líderes" dispostos a qualquer coisa para se dar bem. Pelo menos, enquanto a ordem for rica, as tetas estiverem cheias de benefícios - para eles - e a casa continuar pertencendo à mãe Joana. Assim, líderes e liderados permanecem unidos para roubar a Nação.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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A AJUDA DE QUE O PAÍS PRECISA

A política brasileira há anos nos parece estar num mundo paralelo referente à Constituição, que diz em seu artigo 5.º que todos somos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Mas neste ano está sendo bem mais explícita a inércia de "nossos candidatos" com a lei. O brasileiro assiste, lê ou ouve com frequência sobre a Lei da Ficha Limpa sofrer defloramentos constantes, justamente quando desde 2010, ano de sua criação, tem a hora mais importante para entrar em ação com maior rigidez. Se os termos da lei coloca o candidato em inelegibilidade, independentemente do motivo e do cargo pretendido, se há um respeito verdadeiro com os eleitores, a impugnação deve ser aceita da forma quase instantânea. Cada um fazendo a sua parte, respeitando a lei, respeitando o próximo, respeitando o futuro. É assim que o Brasil ganha perspectiva para melhorar. A população já tem sérios problemas para escolher uma opção viável, por isso não precisamos ter um trabalho ainda maior com opções que nem deviam estar ali. Basta o Poder Judiciário fazer a sua parte, que talvez já conseguiremos nos virar melhor. Por favor, façam o que tem de ser feito. Ajudem-nos.

Higor Gabriel Duarte Lima higorduarte14@gmail.com

São Paulo

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CONSTRANGEDORA PENDENGA

As instabilidades do mercado financeiro, expressas pela oscilação da Bovespa e pela cotação do dólar, são atribuídas aos sobressaltos produzidos pelas manifestações desconcertantes de Donald Trump, divulgadas quase que diariamente na mídia internacional, e pela incerteza eleitoral no Brasil. Não há providência a ser tomada por aqui quanto à primeira destas causas. É evidente, no entanto, que a segunda tem origem na insistência de Lula - condenado em segunda instância, cumprindo prisão em regime fechado - em atropelar a lei. Seria de todo conveniente, portanto, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrasse com a maior rapidez possível esta desagradável e constrangedora pendenga, o que devolveria um mínimo de previsibilidade às operações financeiras e consolidaria a coerência da nossa justiça.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CIRCO LULA

Considerando ainda a possibilidade dos recursos que Lula possa conseguir na Justiça, talvez ele consiga adiar as eleições. Que Brasil o nosso!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CHAPA TRIPLEX

Que projetos de governo a chapa "petralha" apresentou até agora? O que pretendem saquear desta vez?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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TEATRO DO ABSURDO

Como é que Lula pode ser candidato, minha gente? E grande parte da imprensa agir com ignóbil naturalidade? E seu nome aparecer nas pesquisas eleitorais? E o TSE silenciar diante de tamanho contrassenso? Meu Deus!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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MORTADELA?

Vi na mídia que a prisão de Lula movimenta a economia em Curitiba. Desocupados, sem carteira assinada para, lesando o Fisco, no Bairro Santa Cândida, azucrinar a Polícia Federal durante as 24 horas do dia. É mais uma variação mortadela?

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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GOVERNOS DE MÚLTIPLAS CABEÇAS

A partir de 1.º de janeiro de 2019 o Brasil corre o risco de ter governos de duas cabeças, como o de Haddad/Lula, com um ajudante de ordens em Brasília e o comandante-em-chefe preso na Polícia Federal de Curitiba. Ou governo de três cabeças: capitão, general e economista "free Market", made in Chicago. A opção centro é um tucano e 280 urubus. Opção Marina é muitas cabeças emperiquitadas em Rede. Oremos!

             

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PROPAGANDA ELEITORAL

Com o início da propaganda eleitoral, os cinco melhores colocados na corrida ao Palácio do Planalto agora ficarão mais conhecidos pelos eleitores: Jair Bolsonaro, "o matador"; Marina Silva, "a prolixa"; Ciro Gomes, "o cangaceiro"; e Geraldo Alckmin, "o picolé de chuchu". Só falta Lula da Silva, "o presidiário" - se ele conseguir sair da prisão. É o que temos para hoje!  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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VOTO ÚTIL

Agora é diferente! A polarização vai exigir voto útil. Pensava em votar no meu candidato favorito, mas vou esperar porque o mais importante é derrotar o candidato de Lula. Se o PT voltar ao poder, nunca mais sai, e certamente terminará por destruir o que ainda sobrou deste país.

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos 

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O TEMPO NÃO PARA

Onde está Sócrates para instigar a imaturidade cultural da sociedade brasileira? Por aqui a Paideia foi banida, a filha da sociedade é a vantagem, o direito. Muito meu, muita reclamação, contra pouca compreensão, atitude. Há necessidade da incitação socrática: como se contentar com este governo? Ele atende às minhas necessidades? Estou satisfeito com essa sociedade? Desejo continuar vivendo dessa forma? E, principalmente: posso fazer algo para mudar?

Ismael Corte Inácio Jr ismael@ici.adv.br

São Paulo

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CIRO COMES NO 'JORNAL NACIONAL'

Concluo que as sua eleição significaria um retorno da dupla PT e MDB ao governo. A vice-presidência na mão da bancada ruralista significaria a continuação dos desmatamentos. Não haveria como contar com mudanças de comportamento no Congresso.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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CIRO CONFIA EM CARLOS LUPI

Sócios na gatunagem, o que se espera? 

Ariovaldo Batista arioab06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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VALE TUDO

Ciro Gomes é como Lula, para vencer uma eleição, faz qualquer tipo de afirmação. 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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BOLSONARO SABATINADO

Jair Bolsonaro não quer ser sabatinado pelo "Estadão" (quem tem tem medo...), um veículo de quem lê, porém aceitou ser entrevistado pelo "Jornal Nacional", um veículo de quem engole o já mastigado. Quem sabe o "Notícias Populares", aquele que ao ser espremido saía sangue, possa ser recriado só para sabatiná-lo. Aconselho uma capa com Bolsonaro e o "Vampiro de Osasco". Seria ótimo, sensacionalismo de primeira, para um candidato de segunda. Fica a dica.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

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DEPUTADO INJUSTIÇADO

Vejam o tamanho do absurdo praticado pelos adversários políticos do deputado Jair Bolsonaro, mídia e até pela Justiça. Acusam-no de preconceituoso, homofóbico e racista, mas apoiam o homofóbico ex-presidente Lula da Silva, que se referiu a Pelotas (RS) como sendo esta cidade um grande polo de exportação de "veados" e apoia o regime teocrático iraniano, que trata as mulheres como se fossem lixo e onde se matam prostitutas e homossexuais a pedradas em praça pública simplesmente por terem essa opção na vida. É o cúmulo do desrespeito aos direitos humanos, da mesma forma como estão tratando Bolsonaro pela discussão no Parlamento com a deputada e ex-ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário, quando tachou o deputado de homofóbico, como visto nas transmissões da TV Câmara, quando ele defendia as vítimas de Champinha e a deputada Maria do Rosário, o criminoso - e, por incrível que possa parecer, o Poder Judiciário ainda abriu processo contra Bolsonaro e faz de conta que nada viram e ouviram a deputada declarar publicamente. Antes de processar o deputado, que tal a Justiça ver e ouvir a gravação deste fato e também da declaração de Lula em Pelotas?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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RISCO

Bolsonaro virou réu por ter dito que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS). O grande perigo, se for eleito (toc, toc, toc), é estuprar o País. Vota certo, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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POLÍTICOS NA JUSTIÇA

Que tal separarmos os políticos que respondem a processos judiciais em dois grupos? De um lado, aqueles que são acionados na Justiça pelo que fizeram e, de outro, aqueles que são acionados na Justiça pelo que disseram. Prefiro ficar com os que falam mal, mas que não fazem malfeitos.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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CORRUPÇÃO NO RIO DE JANEIRO

Nova joia da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro: tornozeleira eletrônica.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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'SOBRE LOBOS E CORDEIROS'

O professor Roberto Romano ("Sobre lobos e cordeiros", "Estadão", 27/8, A2) foi lucidamente brilhante, cirurgicamente afiado, ao dissecar a falácia, alvar e maliciosamente repetida por pascácios e ladinos, de que "no Brasil as instituições funcionam normalmente". O dr. Romano mostrou que um "manto diáfano da fantasia", calhorda, tão nossa, encobre uma realidade vergonhosa e injusta. Estamos sob uma realidade institucional e política em que os poderes do Estado, seus funcionários e aliados comportam-se como exploradores desalmados. Como se o País tivesse perdido uma guerra e reduzido a uma espécie de escravidão abjeta. Castas de várias e bisonhas espécies se unem em feudos - Legislativo, Judiciário, autarquias, empresas estatais, funcionalismo público - espalham-se pelo organismo do Estado atuando como metástases devoradoras. O País há muito tempo dá mostras de exaustão. Com os efeitos devastadores do déficit previdenciário, alimentado pela imoral situação das aposentadorias oficiais, a inanição está próxima. O que será do amanhã?

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

      

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O DEDO NA FERIDA

Sem dúvida alguma o sempre inteligente Roberto Romano coloca o dedo na ferida da falta de ética e vergonha na cara dos nobres deputados que, além de tudo, ainda por cima podem se aposentar após oito anos de mandato, com salário integral. Podem ter mais de 20 auxiliares, que nem espaço físico têm nos gabinetes; ótimo plano de saúde (jamais pensariam em usar o SUS que Lula dizia beirar a perfeição); e, pior, nada fazem contra a violência que arrebenta e detona famílias. Ou seja, no Brasil, infelizmente, fala-se muito, mas poucos querem na verdade resolver os sérios problemas do povo, por isso a desilusão pelas eleições que na verdade se repetem e são sempre a lesma lerda.

Zureia Baruch Jr zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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REAJUSTE DO JUDICIÁRIO

O escrito do senhor Roberto Romano mostra a desinformação e a massacrante mídia que desconsidera o que a Constituição federal preconiza, irredutibilidade salarial. O último aumento foi em 2015, e há mais de três anos promotores e juízes vivem sem poder aquisitivo algum. E mais: o reajuste ou aumento, tanto faz, não será enviado ou aprovado pelo Congresso. Demonstra-se mais um articulista franciscano no discernimento e crítico como tantos sem entender nada da carreira ou da profissão. Lamentável.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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STF X CRISE BRASILEIRA

Parece que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não vivem no Brasil, e sim na Suíça. Enquanto milhares de famílias devolvem sua casa para os bancos por não conseguirem pagar as parcelas do financiamento, eles insistem em aumentar seus mega salários. Ministros, vamos respeitar o povo brasileiro!

Alexsandro Gonsales agonsalesadm@gmail.com

São Paulo 

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O TERRÍVEL CORPORATIVISMO E SEUS MALEFÍCIOS

Apenas cumprimentando a aula de José Antonio Segatto no sábado neste jornal ("Corporativismo voraz", 25/8, A2), em que nosso Brasil foi enforcado pelo corporativismo sindical, deixando gente graúda com muitos privilégios e gente miúda sem luz no fim do túnel, faz este leitor que esta subscreve relembrar as páginas escritas por Waldemar Rossi (im memoriam) e William Jorge Gerab no livro editado por eles, "Para entender os Sindicatos no Brasil", em que Getúlio Vargas, de 1937 até 1943, ao promulgar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), acabou determinando que a estrutura sindical brasileira se fundasse em subordinação aos interesses do Estado capitalista. E, lembrando dessa verdade, nós não deveremos apoiar candidatos que se curvem nas mentiras das corporações. Lembrando, também, que a extinção do Imposto Sindical é um grande antídoto para diminuir a continuidade dos malefícios e da voracidade das corporações sindicais. Já é um começo.

José Jair Januzzi de Assis januzzi.adv@terra.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO

As denúncias contra alguns políticos e servidores ligados ao Ministério do Trabalho, acusados de manobras ilícitas no reconhecimento de entidades sindicais, são uma situação inaceitável. O movimento sindical vive um momento de problemas financeiros, com reflexos nas lutas de cada categoria. E seus possíveis representantes no sistema governamental deveriam ter o comportamento adequado, o que não fizeram.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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GREVE DOS BANCÁRIOS

O Brasil caminha para uma greve geral dos bancários em setembro, com o país em plena campanha eleitoral, sob o mais absoluto silêncio da imprensa sobre o assunto. A intransigência nas negociações, que já duram várias semanas, chegou ao cúmulo do absurdo com a proposta de pagar a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) proporcional aos dias trabalhados para as mulheres em licença-maternidade, ao invés de realizar o pagamento integral, como está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), além, é claro, do problema de mulheres com maior escolaridade e ganhando salários menores que os homens. O impacto da greve afetará a pauta dos candidatos e o ânimo dos eleitores.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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'OS DONOS DO CONGRESSO'

Excelente informativo o trabalho representado pelo infográfico "Os Donos do Congresso". Pelo que pode desprender-se da matéria publicada, existem 132 deputados federais na legislatura atual que são servidores públicos presumivelmente licenciados de suas funções. A despeito de o levantamento efetuado pelo "Estado" identificar (os servidores do) o Poder Judiciário como o baluarte da defesa dos "direitos" do servidor público, incluído neste a Justiça Eleitoral, seria o caso de valer-se das disposições da Constituição para impugnar a eleição de servidores como deputados federais, em base de comprovado abuso de poder no exercício da função e de legislar em causa própria. Reza a Constituição no capítulo dos Direito Políticos: "Artigo 14 - Parágrafo 9 - A Lei Complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação a fim de proteger a normalidade e a legitimidade das eleições contra a influencia do poder econômico ou o abuso de exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta; Parágrafo 10 - O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso de poder econômico, corrupção ou fraude". Que tenha sido ou não implementada Lei Complementar a respeito do previsto no parágrafo 9, vale a intenção dos constituintes no sentido de proteger a legitimidade das eleições contra o abuso de poder, no caso, antepondo os próprios interesses corporativos ante os interesses coletivos de seus representados.

Elie R. Levy elierlevy@gmail.com

São Paulo

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CRISE NA VENEZUELA

A crise na Venezuela procede de governos incompetentes. E tudo começou pelo ditador Hugo Chávez. Foram 14 anos no poder até sua morte, em 2013. Ele não entendia de gestão e muito menos sobre globalização. E, inábil, nacionalizou diversos setores importantes e produtivos, o Estado começou a controlar tudo, inclusive a imprensa. Chávez ocultava a realidade econômica nacional e usava o petróleo em acordos/trocas com alguns ditadores - caso de Cuba. E o presidente atual, Nicolás Maduro, é herança de Chávez, demonstra devoção e mantém os mesmos princípios. Com a falta de comida, emprego, segurança, etc. e inflação incontrolável, mais de 2,5 milhões de venezuelanos já fugiram para países vizinhos. Enfim, a onda vermelha "socialista" é um perigo em qualquer lugar. Exemplo é o Brasil, que ainda vive reflexos negativos com a passagem dos "companheiros" pela Presidência. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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NA POBREZA, COM OURO

"Com quase 90% da população na pobreza, Maduro quer vender ouro para venezuelanos" ("Estado", 28/8). Nicolás Maduro reedita na Venezuela a campanha de 1964: "Ouro para o Bem do Brasil", que ninguém sabe, ninguém viu. Talvez depositado no pote do arco-íris!

Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo

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REFUGIADOS NO BRASIL

O Brasil gastou milhões na ajuda ao Haiti. Neste momento, nossa vizinha Venezuela está passando por grandes dificuldades. O número de municípios do Brasil é de 5.570. Se acolhêssemos uma família por municípios, não teríamos grandes custos e faríamos um grande benefício humanitário. Isso depende de um decreto-lei do nosso presidente, e para o governo federal só caberia o transporte. Imagino se fosse nosso país passando por essa situação.

Alexandre Di Monaco alexandredimonaco@gmail.com

São Paulo

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COMÉRCIO MUNDIAL - SEM MEDO DE MUDAR

Surpreendentemente, EUA e México chegaram a um acordo para melhorar suas relações comerciais, num acerto que parece ser ganha-ganha. Apesar de que, muito provavelmente, sejam os EUA que ganhem mais. As negociações com o Canadá devem se ajustar ao mesmo padrão. Sendo que, recentemente, EUA e Europa sincronizaram os ponteiros para uma redução geral de tarifas. O grande desafio está sendo as negociações com a China, mas, se der para resolver o principal do contencioso, o resultado será ótimo. Isso posto, o comércio mundial, que permaneceu engessado e alicerçado sob déficits descomunais por parte dos EUA, pode evoluir para uma situação mais equilibrada por meio de uma redução geral de tarifas, que acabará chegando ao Brasil, se não surgir por aqui uma liderança isolacionista. Mas há um problema: todos os acordos mencionados são bilaterais com os EUA. Complementados por acordos bilaterais dos demais players entre si. Em outras palavras, se ficarmos parados, podemos perder a janela da oportunidade. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PONTOS EM COMUM

A respeito do artigo de Gilles Lapouge no "Estado" de 21/8, "Parcerias com a Rússia", o cronista demonstrou miopia de curto prazo, pois condena discretamente, entre outros, as parcerias de Merkel com a Rússia, bem como a aproximação da Alemanha com a Áustria, onde no casamento da ministra do Exterior Putin foi convidado e dançou valsa com a noiva, sem oposição da sra. chanceler federal. Esqueceu que as razões de uma "realpolitik" de Merkel visam a apaziguar a situação europeia, com as realidades advindas que uma aliança tipo Nato, no longo prazo, ter seus dias contados, colocando algo mais novo no lugar com menos EUA, devido à sinalização dada por Trump, ao Brexit, etc., nos últimos tempos. O Sena está muito mais distante das estepes do que o Rio Oder na Alemanha, além do comércio criar dependências mútuas favoráveis à paz.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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COLÉGIOS MILITARES

O nosso "Estadão" de domingo (26/8, A6) apresentou uma reportagem comparando os colégios da rede pública com o Colégio Militar, que aposta na disciplina, na hierarquia, rejeitando as linhas pedagógicas alternativas, o que o torna um dos colégios mais disputados e entre os mais bem colocados no ranking do Enem. Com uma infraestrutura impecável, seus professores têm salários que ultrapassam R$ 10 mil, são motivados, preparados e cobrados pelo seu desempenho; ademais, além do currículo tradicional, oferecem disciplinas eletivas, como informática, teatro e dança. Assim, de que adianta uma rede de ensino que custa um terço dos valores do Colégio Militar, mas tem professores despreparados, recebendo salários que desmotivam um melhor preparo e empenho em sua formação? E uma rede em que, por outro lado, não existe o mínimo respeito pelos mestres e a indisciplina campeia, em escolas degradadas e desprovidas de uma estrutura mínima que permita proporcionar aos alunos condições de um ensino condizente com suas mínimas necessidades; formando analfabetos funcionais, que desconhecem rudimentos de Matemática, Física, Química e Biologia? Aproveitando, no modelo da instituição militar poderiam ser cobradas mensalidades razoáveis, dependendo das condições socioeconômicas de cada aluno, diminuindo substancialmente o custo desse modelo de ensino.

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

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ENSINO DE QUALIDADE

Dilma Rousseff, a inesquecível, diante da excelência do ensino dos Colégios Militares (CM), tentou extingui-los. Tinha certeza de que neles se fazia forte doutrinação de direita para aspirantes a ingresso nas Forças Armadas. Desconhecia que menos de 10% dos jovens que por ali passam dirigem-se às academias militares, onde ingressam por concurso público. Dilma aquietou e seguiu a sua própria cartilha, mantendo a doutrinação, em escolas destinadas aos sem-terra, dos futuros guerrilheiros dos seus sonhos tresloucados. Bolsonaro, que não foi aluno de CM algum e ingressou na Aman por concurso - no qual, diz-se, FHC foi malsucedido -, vê valores no sistema, que podem ser ampliados para as escolas públicas do País: muito estudo, amor à verdade, culto aos símbolos nacionais, lealdade, coragem moral, respeito aos mestre a aos mais velhos, em geral. O candidato a presidente não quer um Colégio Militar por município, penso eu, mas adaptar e generalizar o modelo para resgatar um ensino com valores, a educação integral. Pois, surpresa!, no aniversário do Duque de Caxias, mentor do sistema cujos beneficiários primeiros seriam os órfãos dos caídos no Paraguai, os jornais estamparam a única crítica que puderam levantar: o seu custo. É muito caro, três vezes mais que as demais escolas públicas. Nem adianta argumentar que os professores são bem pagos, como deveriam ser todos no sistema público, que as instalações são bem conservadas, como deveriam ser todas no sistema público, que se caminha a passos seguros para a escola em tempo integral, como, açodadamente, tenta-se no restante. Sem falar na renovação de quadros e no permanente aperfeiçoamento a que se sujeitam os mestres. Alunos reprovados têm uma segunda chance, e só uma, de prosseguir no curso, sendo excluídos diante do novo insucesso. Basicamente, é isso. Muitos alunos, após o curso, mesmo os de extrema-esquerda, como Jaques Wagner ou Juca Ferreira, ou, ainda, o falecido Agildo Ribeiro, voltam aos seus velhos cadinhos e são abraçados pelos seus colegas, fardados ou não. Voltam ao tempo em que a boina garance era o nosso escudo, a nossa força. Penso que em vários extratos da mídia há ex-alunos dos CM e sugiro aos que forem abordar o assunto nos jornais e revistas que conversem com eles, de colega para colega, sem preconceito. Vão se surpreender! Uma informação final: Pedro II resistiu o quanto pode à criação do Colégio Militar do Rio de Janeiro (CMRJ), o primígino, negando aos heróis do Paraguai o amparo aos seus filhos. Tentou safar-se ao final do seu tempo, jogando migalhas ao militares, já falecido o Duque. O CMRJ foi a boa migalha.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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FARÓIS ACESOS DURANTE O DIA

Discordo da opinião do leitor sr. Antonio de Souza D'Agrella (28/8), criticando a obrigatoriedade de manter os faróis do carro acesos durante o dia. Há várias situações em que um veículo é pouco visível durante o dia, como, por exemplo, ao ser observado pelo espelho retrovisor, principalmente se convexo. Existem também os casos de ofuscamento diurno, como quando se dirige contra o sol ou reflexos e, ainda, em vias com alternância de sombra e luz (por exemplo, quando há árvores ou prédios na lateral da pista, com o sol por trás destes). Um veículo com faróis acesos se torna bem mais visível pelo condutor de outro. Por fim, mas não menos importante, os faróis tornam o veículo bem mais visível também por pedestres e animais, diminuindo o risco de atropelamento. Um caso notório foi a morte do ator James Dean, em setembro de 1955, num dia de sol em que diversas perícias feitas no local mostraram que o carro do ator ficou praticamente invisível naquela situação. Se os faróis estivessem acesos, muito provavelmente o acidente não teria acontecido. Segurança nunca é demais, principalmente num país onde mais de 40 mil pessoas morrem no trânsito todos os anos.

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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