Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2018 | 03h00

CAMPANHA ELEITORAL

Até quando?

Estamos às vésperas de uma importante eleição, depois de vários anos em que só tivemos presidentes do mais baixo nível moral, ético, cultural, sem falar da falta de honestidade e de competência. Pelos candidatos que se apresentam, fica impossível para o eleitor conseguir entender suas propostas. Alguns voltam depois de quatro anos com as mesmas promessas da última vez, o que as torna totalmente ultrapassadas. Outros vêm prometendo terrenos na Lua, promessas impossíveis de cumprir. O tempo de TV tornou-se algo da maior importância, fazendo os candidatos se associarem ao que há de pior e mais chulo na política nacional. A melhor escolha recai nos candidatos novatos na política, que nunca a exerceram. Quem sabe eles consigam frear os absurdos a que vimos assistindo há muito tempo. Recentemente constatamos o resultado que dá o fato de termos sido governados por elementos desonestos e que só pensaram em si mesmos e em seus comparsas, caso de Paulo Maluf e José Maria Marin, que governaram o mais importante Estado da Nação e agora cumprem justas penas criminais. Vamos torcer para que a renovação do Congresso seja bem ampla, para que o futuro de nossos filhos e netos seja o melhor possível.

LUIZ FERNANDO DE C. KASTRUP

duasancoras@uol.com.br

São Paulo

Candidatos mágicos

Todos os candidatos estão prometendo uma quantidade incrível de obras: ferrovias, rodovias, hospitais, escolas, saneamento básico, asfaltamento, casas populares, etc. Não existe verba para cumprir todas essas promessas. Vamos exigir que para cada obra prometida seja indicado o valor estimado para iniciar e terminar, além da indicação de onde vem o dinheiro. Isso deve ser registrado em cartório. Dessa forma teremos meios de cobrar as promessas eleitoreiras.

GIAMPIERO GIORGETTI

giampiero@falcare.com.br

São Paulo

Nossos candidatos são cheios de intenções. Palpite é o que não falta. Entretanto, o fundamento para realizações é falho. Deveriam debater com propriedade temas realmente relevantes para o País. É cansativo ver os mesmos candidatos de sempre repetindo bordões passados. Não estimulam o eleitor a acreditar que mudanças reais sejam possíveis. Não sem motivo, o índice recorde de desinteresse da população. Tudo na contramão do que o momento exige.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Despreparo

O baixo de nível de cognição das questões de Estado é assustador em alguns candidatos.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Messianismo fascista

As pesquisas antecipam que, independentemente do resultado das urnas para presidente, a grande derrotada será a democracia. Pela esquerda ou pela direita, o brasileiro concorre para o messianismo fascista.

JOSÉ ROBERTO SANT’ANA

jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

CONTAS PÚBLICAS

Afundando o Brasil

Parece que até o presidente da República aderiu à gastança desenfreada com os servidores públicos, uma das causas da crítica situação fiscal do Brasil. Mesmo depois de abrandada a reforma previdenciária inicialmente proposta, ele acabou concordando com o adiamento de sua discussão no Congresso ao decretar intervenção na Segurança do Rio de Janeiro. Agora está sendo vencido por grupos do funcionalismo que, embora já muito privilegiados, querem porque querem aumento de seus (e apenas dos seus) salários. Caso do reajuste de juízes, em razão do qual Temer avalia cortar R$ 1,1 bilhão de investimentos. Ora, já é clara e notória a falta de investimentos, que está travando o País e impedindo a criação de empregos. E agora o governo federal se permite piorar a situação? Desse jeito, os poucos que concordavam com a atual administração se alinharão aos mesmos que a vinham criticando.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

PODER JUDICIÁRIO

A produtividade do TJSP

Há uma razão muito simples para os magistrados do Tribunal de Justiça não darem a mínima para suas metas de desempenho e produtividade: metas só funcionam quando há consequências. Se quando um magistrado comete um crime o processo se arrasta por anos, culminando, na pior das hipóteses, na punição burlesca conhecida como aposentadoria compulsória, não será por não atingir metas que haverá consequências.

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau

BOLIVARIANOS

Constrangimento

A ditadura bolivariana destroçou a economia da Venezuela, fazendo-a desembocar numa inflação preferencialmente expressa por notação exponencial, impôs a falta de itens fundamentais para a população, chegando ao limite de séria carência nutricional, e vem provocando vergonhoso êxodo. Uma séria crise humanitária que já recebeu manifestações de repúdio internacional, embora tímidas e desnecessariamente cautelosas, do nosso Itamaraty. Enquanto isso, partidos da idiotizada esquerda brasileira manifestam apoio a essa autocracia guiada por ideologia decadente e nossos intelectuais e artistas ativos no “Lula Livre” silenciam, por medo de serem rotulados como não progressistas. Constrangedor! 

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Ouro de tolo

Nicolás Maduro está estimulando os venezuelanos incautos a negociar com ouro. Quem assim o fizer estará entregando o ouro aos bandidos, mesmo porque até agora ninguém descobriu o mapa da mina...

MARCOS CATAP

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

PACAEMBU

Praça de guerra

Mais uma vez, na terça-feira, as ruas do entorno do estádio do Pacaembu foram tomadas pela selvageria das torcidas, com bombas que explodiam já no início da tarde, carros estacionados sobre as calçadas e ruas bloqueadas, impedindo o livre trânsito no bairro. Isso porque, em dia útil, o jogo Santos x Independiente foi marcado para um horário em que a maioria das pessoas se dirige para casa. O tumulto causado pela briga de torcedores deixou um clima de medo e insegurança no bairro. 

VERA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

O MARTÍRIO VENEZUELANO

“Mesmo após pacote econômico, produtos desaparecem dos supermercados da Venezuela” (“Estadão”, 28/8). As gôndolas vazias de supermercados na Venezuela mostram que tanto as economias socialistas de hoje, na ditadura do proletariado tropical de Nicolás Maduro, quanto as de ontem, na pré-queda da URSS e seus satélites, são muito, muito semelhantes, pois indicam a falência do Estado. Espero que sejam iguais prenúncios de seu breve fim, para o bem do povo martirizado por anos e anos de desmandos de uma ditadura corrupta, despótica e incompetente.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

EXCESSOS

Nunca vi um país com “excesso de democracia” ter “excesso de falta de alimentos”, não é mesmo, Lula e Dilma?

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

EXPLORAÇÃO DA CARÊNCIA POPULAR

Visitei semana passada “Auschwitz”, uma exposição em Madrid. Tema: “Não há muito. Não muito longe”, para recordar como um regime pode promover o maior extermínio de seres humanos da humanidade. O Holocausto. Bom que ninguém esqueça tantos crimes cometidos a mando de um líder apoiadíssimo pelas massas. No entanto, o populismo continua presente no mundo. Hitler utilizou as restrições à Alemanha depois da Primeira Guerra. Submetida ao Tratado de Versalhes, que limitava as suas ações e restringiu as fronteiras da Alemanha, utilizou-se dos que se sentiam humilhados para a obtenção de apoio irrestrito do povo alemão, com promessas que exploraram as fraquezas e as carências do povo. A estratégia populista continua hoje pela América Latina. No Brasil, onde muitos querem eleger um criminoso condenado e preso; na Venezuela, onde um líder populista destrói uma nação; na Nicarágua; na Bolívia e também na Argentina. A manipulação das massas para a obtenção de seu projeto de poder pessoal e de seus camaradas, como representado nas fotos da exposição, é um ponto comum destes regimes. A exposição emociona todos os que a visitam e nos remete à reflexão.

Manoel Sebastião de A. Pedrosa link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

 

NO CAMINHO CERTO

Na edição de sexta-feira (24/8), à página A9, o “Estado” apresentou as diretrizes do programa para um novo governo petista. Sem dúvida, caso nos ocorresse a desgraça de o PT assumir novamente a Presidência da República e o “programa” exposto pelo economista sr. Marcio Pochmann viesse a ser implementado, estaríamos no caminho certo para virmos a ser uma nova Venezuela, talvez piorada. Restaria saber que países estariam dispostos a receber os milhões de imigrantes brasileiros.

Hugo Jose Policastro hjpolicastro@terra.com.br

São Carlos

 

PODE ISSO, ARNALDO?

Parece que alguma coisa está fora da ordem na agenda dos pré-candidatos à Presidência: Alckmin segue em campanha no centro da cidade; Ciro faz um giro pelo Nordeste; Marina visita interior do Estado; Bolsonaro é sabatinado; Lula dá duas voltas na cela e acena do seu quarto prisional...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

HADDAD INDICIADO

Como todo bom petista, Fernando Haddad foi indiciado novamente. Já o havia sido por improbidade administrativa no caso das ciclovias em São Paulo, daí ser chamado de prefeito Suvinil. Agora, por enriquecimento ilícito e recebimento de caixa 2 de campanha. Este é o poste de Lula, que São Paulo rejeitou, não o reelegendo prefeito. Lula não tem todos os dedos, mas o que escolhe seus candidatos é podre, mesmo.  

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

AÇÃO SUSPEITA

Não deixa de ser muito estranha a propositura de ação de improbidade às vésperas da eleição. Não se sabe se Haddad cometeu o crime de enriquecimento ilícito, o que se sabe é que a ação é muito suspeita. No Mato Grosso do Sul acontece algo semelhante com um ex-juiz que combatia o crime organizado e aparece em primeiro nas pesquisas. Teremos de rever as regras de propositura de ações e/ou decisões judiciais sobre ações que dormitam nas gavetas às vésperas da eleição e acabam por influenciar o resultado delas. Tem toda razão o candidato Ciro Gomes quando diz que o Ministério Público e o Judiciário devem voltar cada um para sua casinha. Se são pilares da democracia, não podem ter protagonismo político, ainda mais sem voto.

Ricardo Romanelli Filho romanelli@terra.com.br

Pinhais (PR)

 

BOMBA ARMADA

Neste período pré-eleitoral é muito importante conhecermos quem é quem entre os candidatos, inclusive atitudes que demonstram qual a sua índole e moral. Em levantamento realizado em 11 de setembro de 2017, na Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, tomei conhecimento de que o ex-prefeito sr. Fernando Haddad, pouco tempo antes de terminar a sua gestão em 2016, não tendo sido reeleito como prefeito, suspendeu as compras de medicamentos essenciais à população. Essa decisão certamente provocaria uma escassez de remédios já no início do próximo governo, em janeiro de 2017. Esta “bomba armada” para estourar no próximo governo prejudicaria a saúde daqueles que dependem do SUS para a provisão de medicamentos para seu tratamento. Não fossem a agilidade e a criatividade do novo governo e o apoio das indústrias farmacêuticas, que doaram medicamentos para suprir a falta de remédios, a população teria sido judiada pela “maldade” do sr. Haddad.

Silvia Rebouças P. de Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

 

‘AS AMEAÇAS À DEMOCRACIA’

As ameaças à democracia que representam Lula e Bolsonaro foram perfeitamente descritas no editorial do “Estadão” (29/8, A3), mas não preocupam seus eleitores. Os votantes do presidiário (e de qualquer poste seu) são, basicamente, três tipos: os necessitados que se beneficiaram da política, à qual muitos se acomodaram, do receber sem contrapartida; servidores públicos e funcionários da iniciativa privada afeitos a pouco trabalho; professores e alunos de esquerda das universidades públicas. Já os do inapto são aqueles cansados da desordem reinante no Brasil, mas cuja grande maioria se deixa levar pelo discurso fácil e simplista e não enxerga além de um mandato presidencial. Com eventuais réplicas dos eleitores do presidiário eu não me preocupo, pois já estão mais que contraditas. Quanto a uma das favoritas dos eleitores do inapto, que é compará-lo a Donald Trump, informo aos desinformados que as instituições norte-americanas são edificadas sobre a rocha, enquanto as nossas se equilibram sobre a areia.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

 

POR QUE BOLSONARO

Num país como o Brasil, onde a democracia e a Constituição são rasgadas e pisoteadas já há muitos anos, que ameaça traria ao País o deputado, capitão reformado e candidato à Presidência do Brasil, Jair Bolsonaro, caso fosse eleito? Se perguntado e/ou questionado, qualquer cidadão minimamente esclarecido, entre os mais de 208 milhões de brasileiros, responderá o seguinte: “Chega da mesmice, chega de raposas velhas, chega de políticos profissionais, queremos um presidente sem mácula e promissor, com passado limpo e patriota, não um ‘Mandrake’, como a maioria se autodenomina, que diz ser expert em Economia, educação, segurança e saúde públicas. Queremos um presidente que faça um rastreamento de toda a verba pública, que diga a origem e o destino de cada centavo do erário e que  exija a devida  prestação de contas por meio de rigorosa fiscalização”. Agora eu pergunto qual outro candidato com essa qualificação, que fatalmente irá para o segundo turno, além de Jair Bolsonaro?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

ELEIÇÕES

Depois de um lulopetismo, um bolsonarismo é não ter pena do Brasil.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

PERIGO IMINENTE

O PT é como um iceberg boiando. Só mostra a pontinha esperando um Titanic qualquer se aproximar. Não se iludam! O único que não está a bordo deste cruzeiro eleitoral psicodélico é Jair Bolsonaro. O resto, sem botes e coletes salva-vidas, já era.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

ENTREVISTA NO ‘JN’

O desespero dos nossos “políticos profissionais”, não aqueles servidores públicos que elegemos para nos representar dignamente, mais a mídia, perfeitamente negociável, é tão visível quanto um elefante. Ridícula a postura dos entrevistadores da TV Globo no “Jornal Nacional” de terça-feira (28/8) e brilhantes as respostas de Jair Bolsonaro, inclusive mostrando que o chefe dos jornalistas apoiou os militares durante o regime. Até o “hiperdecano” Fernando Henrique Cardoso perde a chance de fechar a matraca e não expor tanto a sua senilidade publicamente. Não se preocupe, FHC, o grande general Cardoso não está mais aqui para mandar-te passear no Chile. Sem a menor dúvida, é bom vocês todos “Jair”em se acostumando.

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

 

AS RESPOSTAS QUE QUEREMOS

Impressionante a incapacidade dos entrevistadores do “JN” na terça-feira (e da imprensa de forma geral nestas eleições). Só fizeram levantar a bola para o cara cortar e sua plateia se consolidar. Eu gostaria de ver os candidatos falando sobre planos de governo, e não sobre sua opinião pessoal sobre aborto, família, bandeiras LGBT e desarmamento. Não porque não me sejam temas caros. Mas porque um presidente da República não tem o poder de legislar sobre estes assuntos. Não decide sozinho nada nesse sentido. Essa função é do Congresso Nacional. Logo, é dos candidatos a deputado e senador que devemos cobrar essas posições (e, depois, seus votos). Eu quero saber dos candidatos à Presidência é sobre os planos e metas de governo. Quero saber sobre políticas públicas de saúde, educação, segurança, economia. Quero saber como pretendem gerar emprego. Quero saber sobre redução de gastos públicos para sobrar mais para investimento. Quero saber, sobretudo, como farão para governar e colocar seus planos em prática sem corromper e ceder às pressões dos interesses partidários ilegítimos, num sistema de coalizão, como é o nosso, impregnado de “toma lá, dá cá”, de corrupção. Essas são as respostas que todos precisamos ouvir.

Tatiana Ecclissato tatianafalbo@uol.com.br

São Paulo

 

INCOMPETÊNCIA E IMPERTINÊNCIA

É lamentável como a maioria das TVs, principalmente a poderosa Globo, argui os candidatos à Presidência da República buscando muito mais desconstruir sua imagem do que efetivamente mostrar suas propostas e planos de governo. Buscam, sem constrangimentos, as falhas, os vacilos, as posições ideológicas que indiquem seres todos incompetentes, desqualificados, sem o mínimo respeito por suas ideias e propostas. Olham pelo retrovisor e mostram ainda que ninguém tenha a oportunidade de responder objetivamente suas ideias e convicções para a situação atual e futura da Nação. Interrompem o tempo todo, fogem da objetividade necessária e se comportam de forma arrogante, encaminhando situações que visam a constranger o entrevistado. Considero que sejam incompetentes, impertinentes, além de tendenciosos.

João Batista Pazinato Neto Pazinato51@hotmail.com

Barueri

 

SALDO

Bolsonaro foi muito bem na entrevista da Globo.

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

 

CANDIDATO NÃO CONVENCIONAL

Bolsonaro se saiu muito bem no “Jornal Nacional”. Respondeu tudo o que lhe perguntaram de modo sensato e com sinceridade. Bem melhor do que Ciro Gomes. Ajudou-lhe um pouco o fato de que ele não tem nada a esconder: não é corrupto e acredita nas posições que defende. Sendo que estas se situam em torno de princípios éticos com bastante coerência. O jornal fez um excelente trabalho confrontando-o com todos os estereótipos que criaram sobre sua pessoa. E ele mostrou conteúdo, carisma e não deixou barato. Não que concorde com suas posições. Mas, nesta oportunidade, concordei mais com ele do que com a postura de seus entrevistadores. Bolsonaro não é alguém convencional ou politicamente correto. E, por isso mesmo, tem grandes chances numa eleição em que o povo está decepcionado com o convencional e está muito cético com o que parece correto, mas não é. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

POR ESTAS E OUTRAS

Vamos a algumas perguntas dos dois âncoras do “Jornal Nacional”, despreparados em tudo, na entrevista de terça-feira. Renata Vasconcellos perguntou por que no Brasil as mulheres têm rendimentos 25% menores que os homens em funções iguais. “Por acaso o seu salário é o mesmo do seu chefe Bonner?”, respondeu Bolsonaro. Pergunta feita por Bonner ao candidato: o sr. disse que vai combater a criminalidade, se preciso for, com mais violência. “Pois bem, pelo que se sabe, quando bandidos invadiram a sua casa você se atracou com um bandido para defender os seus filhos.” Pergunta que faço a este sr. que já mereceu meu respeito, naquele momento, por acaso, tivesse ele em mãos uma arma, ele a usaria contra o bandido ou não? É por estas e outras que após a entrada do PT na Presidência, levado pelas mãos da Rede Globo, mais de 200 empresas multinacionais fecharam as portas no Brasil e outros investidores estão deixando o País e investindo em outros países, como Paraguai.

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

 

DESPREPARADO

Pelo que tenho acompanhado, Bolsonaro tem demonstrado falta de preparo, não aceita o diálogo, seu pensamento é radical, não aceita posições contrárias às suas, e chega a apelar contra quem não concorda com ele. Tem dado declarações incoerentes como liberar as armas no País – com a sua proibição, estamos numa situação infinita de crimes, imaginem com a sua liberação. Vale lembrar que o povo não tem essa postura (usar arma) e não está preparado para essa mudança. A continuar com essas declarações infundadas, certamente sua posição vai despencar, a vantagem que está levando no momento deverá cair e talvez não seja eleito.

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

LÁSTIMA

Lástima de entrevista com o candidato Jair Bolsonaro no “Jornal Nacional”! Bonner e sua partner perderam de 10 a 0 para o candidato Bolsonaro. Por quê? Perguntas capciosas e infantis para o referido candidato, que sempre as respondia com galhardia. Sr. Bonner e sra. Globo, está na hora de rever seus conceitos democráticos. Respeitem todos os candidatos e desde já não abracem este ou aquele. Sejam imparciais.

Ricardo Guilherme ricardoeeunice@icloud.com

Monte Alegre do Sul

 

PAUTA RASTEIRA

Primária e rasteira tem sido a pauta dos debates entre jornalistas da maior rede de comunicação nacional e o presidenciável Jair Bolsonaro, com resultados claramente favoráveis ao candidato. Bolsonaro, até os mortos sabem, é efeito do derruimento moral, econômico, administrativo e financeiro em que se contorce o Brasil, malefícios instaurados pelos governos Lula, Dilma e Temer. Confrontado com entrevistadores francamente hostis – que se revelaram profissionalmente limitados no ofício, além de psicologicamente despreparados para a guerrilha verbal com o ex-capitão –, Bolsonaro parece eleito pela telemídia besuntada de presunção e vaidade para subir a rampa do Planalto ao som da fanfarra do clamor popular contra a negação da ordem e do progresso a que se dedicaram o PT e o MDB.

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém

 

NADA DE NOVO

As duas primeiras entrevistas promovidas pela TV Globo, comandadas por William Bonner e Renata Vasconcellos, naturalmente formuladas pelo Departamento de Jornalismo da emissora, nada de novo revelaram ao eleitor quanto à sua escolha. As perguntas eram no seu bojo mais parecidas com o Santo Ofício da Inquisição, na Espanha, no século XV, do que um esclarecimento ao eleitor. Até agora, os candidatos foram colocados na parede mais por declarações passadas do que por suas ideias para solucionar os problemas do País. O ponto mais quente da entrevista de terça-feira foi quando Jair Bolsonaro disse que o golpe militar de 1964, citado por Bonner, havia sido apoiado por Roberto Marinho, na época dono das Organizações Globo, que teria na época recebido generosa ajuda do governo federal. Terminado o tempo da entrevista, só faltaram na Inquisição brasileira a fogueira e o garrote. William Bonner e Renata Vasconcellos foram maus imitadores de Tomás de Torquemada e Girolamo Savonarola.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

ESPANTOSO

É espantoso que nosso nobre candidato à Presidência pelo PDT,  sr. Ciro Gomes, não saiba dos inúmeros processos de seu presidente de partido, sr. Carlos Lupi, na Justiça Federal do Distrito Federal da 6.ª Vara em Brasília, ação oferecida em 2012. Será que ele sabe da dívida pública federal? Será que ele sabe da dívida da Previdência? Como pode um candidato ter tão pouco conhecimento dos problemas do Brasil? Olhe, sr. Ciro, vou lhe dar uma noticia de última hora: Lula foi preso!

Jose Claudio Bertoncello jcberton10@hotmail.com

São Paulo

 

‘DISCURSO DE BOLSONARO É PERIGOSO’

Bons tempos aqueles de uma ONU mais séria, compenetrada, cônscia de seu papel maior e que absolutamente não se metia nas eleições internas de seus Estados-membros com palpites e opiniões intrusivas! São coisas assim, como a fala do tal alto-comissário em relação a Jair Bolsonaro, que nos fazem pensar que a opinião de Trump sobre a ONU não esteja tão errada...

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

 

A TERCEIRA TRAGÉDIA

Segundo a economista e advogada Elena Landau (“Estado”, 29/8), a eleição de Jair Bolsonaro ou a volta do PT seriam duas tragédias para o País. A economista parece se esquecer de cobrar do PSDB, onde esteve por tanto tempo, promessas de campanha que nunca são cumpridas. O PSDB no poder há mais de 20 anos não tem coragem de bater no presidiário de Curitiba. Tenho ouvido que Alckmin centrará suas críticas em Jair Bolsonaro, um candidato que não está na Lava Jato e não participou de negociatas escusas. Qual a crítica dos tucanos ao petrolão, telhado de vidro? Este pouco caso com a roubalheira e a corrupção deixa o eleitor mais atento e Lula nada de braçadas, agradecendo a pedra sobre o maior esquema de corrupção de que se tem notícia. Se Alckmin não está bem nas pesquisas, é porque o eleitor prestou atenção nos movimentos dele até agora. Um homem que governou São Paulo por tantos anos não tem o apoio de seu Estado, mas se aliou ao que há de pior para governar. Seria o governador tão ingênuo a ponto de acreditar na fidelidade de seus apoiadores? Podemos esperar pela terceira tragédia vendo o toma lá dá cá de sempre. Sinceramente, achar que um dia o cidadão será o dono de seu destino é falar do mesmo em época de eleição, pois até agora o cidadão tem servido para pagar a conta que ele não fez.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

SABATINAS ‘ESTADÃO-FAAP’

Não sei quem escolheu para participar das sabatinas “Estadão-Faap” (ocupando tempo, espaço e páginas do jornal) esta caricatura que é candidato pelo partido Novo, João Amoêdo (velho de ideias neoliberais ultrapassadas). Convidem quem tem propostas, não um discurso raso e vazio de quem enriqueceu especulando com títulos públicos 

Luis Fernando A. Rafael luisarmidoro@uol.com.br

Santo André

 

AMOÊDO E AS MINORIAS

Na entrevista, Amoêdo não qualificou as mulheres como minoria. Ele falava sobre discriminação de várias minorias e por que ele era contra, e como a pergunta inicial foi sobre equiparação de salários ele incluiu, ao falar ao vivo, as mulheres como uma das minorias. Depois se desculpou e explicou por que a  menção foi incorreta, citando a própria família. O importante é que ele disse que cabe aos empregadores pagarem por meritocracia, e não ao governo legislar também sobre isso. Parabéns ao “Estado” e à Faap pelo excelente debate.

Sergio Leifert sele1952@gmail.com

Santos

 

EFEITO AMOÊDO

Ciro, Marina e Álvaro Dias já estão assustados.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

MARINA E AS MULHERES

O fato de termos uma candidata à Presidência da República é positivo. Entretanto, Marina Silva (Rede) defende só agora, em sua terceira campanha, a bandeira das mulheres. Será que é porque somos maioria no eleitorado?

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

 

SUBESTIMANDO

A candidata Marina Silva diz que num eventual governo seu não irá permitir que nenhuma mulher seja subestimada; ocorre que ela é quem está subestimando as mulheres, por achar que estas irão votar apenas pelo gênero, e não pelas propostas apresentadas.

Carlos da Silva Dunham caduque.pezao@gmail.com

São Paulo

 

QUANTIDADE SEM QUALIDADE

Entre os candidatos à Presidência da República, apenas dois ou três têm real intenção e possibilidade de passar para o segundo turno, o restante “marca território” e tentar eleger o máximo possível de deputados federais para abocanhar mais verba partidária por número de eleitos. Alguns candidatos que podem ficar entre o terceiro e quinto mais votados, e sabem que só conseguem chegar até este ponto, entrariam em desespero se por um acidente chegassem ao segundo turno com chances de vitória. Estão lutando para cargos no próximo governo, um ministério, uma secretaria. Na presidência, queira ou não, é preciso trabalhar e estar sempre na vitrine, já num ministério o trabalho é negociar, e só aparece se quiser. É isto o que temos para as urnas em outubro, quantidade sem qualidade e sem garantia.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

O QUE VOCÊ ESTÁ VENDO?

Quando olhamos para o céu, e as nuvens estão se movimentando, suas formações criam imagens, que reconhecemos como animais, construções, cachoeiras, etc. O curioso é que algumas pessoas enxergam coisas que nunca viram, como deuses, lobisomens, etc. Pura obra da imaginação. Em época de eleições parece igual, porque eleitores, ao invés de buscarem por princípios, procuram pessoas (salvadores) e acabam vendo o que não é real.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

 

‘ESCOLHENDO UM CANDIDATO’

Leandro Karnal, ao fazer sua declaração de princípios políticos, no “Estadão” de 29/8 (C7), deu uma nova aula de democracia explícita, no momento em que a polarização entre visões totalitárias de esquerda e direita dominam a campanha eleitoral. Num país de mais de 50 milhões de “analfabetos funcionais”, é desolador ver uma pretensa elite intelectual, dividida entre sistemas falidos, como o fascismo e o comunismo, que deveriam estar no museu da triste história do século passado. Valores e ideias devem ser os protagonistas de uma importante eleição democrática, e não nomes de pretensos “salvadores da Pátria”. Precisamos de janelas abertas para oxigenar a pesada atmosfera que domina nossa medíocre discussão político-eleitoral nesta decisiva hora da vida nacional.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

CRISE E POLARIZAÇÃO

Por mais que discordamos pontualmente com o que fala o ex-ministro Pedro Malan em suas entrevistas em face do lançamento de sua obra “Uma certa ideia do Brasil”, não resta a menor dúvida de que estamos carentes de lideranças que tenham o equilíbrio e a compreensão para entender as causas profundas de nossa crise e resolvê-las. Aguardemos que os novos eleitos no pleito que se aproxima consigam ter a sabedoria de usar os conselhos do ilustre pensador, no sentido de iniciarmos a recuperação de nossa atual crise que atinge toda a nação brasileira.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

CHEGA!

Recebi ontem minha conta de luz – um valor altíssimo, quase impagável, apesar de minhas crescentes medidas de economia no lar. Por que eu devo pagar por “gatos” de terceiros por falta de fiscalização pública? Por que eu devo pagar pela incompetência da administração pública na área energética? Chega! Chega de pagar impostos abusivos, com os lares tendo de assumir – além de seu orçamento obrigatório – despesas com pagamento de guardas de rua e seguro residencial porque o Estado não nos dá segurança; despesas com o pagamento de seguro saúde a preços astronômicos (principalmente para idosos) porque o Estado não nos fornece saúde; e despesas com educação particular porque o Estado fornece educação de péssima qualidade. Chega! Caros concidadãos eleitores, pensem bem na hora de votar, procurem candidatos novos, de vida pregressa limpa e comprometidos com a melhora da administração pública e do Estado! 

Lenke Peres

Cotia

 

FUTURO INCERTO

Era tudo o que o governo e a Petrobrás queriam para obter um caminhão de justificativas para a hora da apresentação dos resultados da empresa: um incêndio na maior refinaria da estatal fez com que a operação fosse suspensa desde o dia 20/8. Diante do ocorrido, a Petrobrás vai importar 1,5 milhão de barris de diesel e mais 300 mil de querosene de aviação para compensar a parada de produção da Replan (Refinaria Paulínia). A informação é do gerente executivo de Logística da petroleira, Claudio Mastella. Foi confirmado, também, que, embora a Petrobrás subsidie a venda do diesel no mercado brasileiro, que foi ajustado para pôr fim à greve dos caminhoneiros, tal fato não vai interferir, muito menos causar nenhum tipo reajuste de preço ao consumidor final. Há, porém, uma perspectiva de reajuste somente no mês que vem, quando passa a valer novo cálculo do subsídio, considerando os custos logísticos para trazer o produto de outros países e também a alta do dólar. Portanto, meus amigos caminhoneiros, preparem-se, pois tudo indica que vem chumbo grosso por aí, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

INSEGURANÇA PÚBLICA

No País com a terceira maior população carcerária do planeta – quase 730 mil (!) detentos –, onde foram cometidos mais de 64 mil (!) assassinatos somente em 2017, numa verdadeira guerra civil não declarada, em que são gastos cerca de R$ 85 bilhões por ano com segurança, parece absurdo que mais de 92% (!) dos crimes cometidos não tenham seus autores identificados e punidos. Isso é uma vergonha!

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

 

COMBATE AO CRIME EM SP

Quando o sr. Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirma, em sua entrevista (“Estado”, 26/8, A11), que o governo paulista dá dinheiro ao policial no programa de metas, ele o faz sem conhecimento de causa. Meus demonstrativos de vencimentos estão à disposição. O governo vende um engodo e as pessoas acreditam. O policial paulista é o mais mal pago do Brasil. As estatísticas não retratam a criminalidade.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

Mirandópolis

 

PUNIÇÃO NO FUTEBOL

Os dirigentes da Conmebol (Conmebola?) também querem fazer gol. E não é que fizeram (“Santos é punido e terá de vencer por 4 gols de diferença para se classificar na Libertadores”, “Estado”, 28/8)? A vítima desta vez foi o Santos, que já entrou em campo perdendo de três – é certo que também não jogaram nada para reverter o placar. Por pouco os torcedores não causaram uma enorme encrenca com os policiais. Adeus à Libertadores 2018. Menos mal. Sempre gostei de futebol, mas ultimamente estou perdendo o interesse, nunca podia imaginar corrupção nos esportes, até na Olimpíada... Será que querem acabar com um dos poucos lazeres do povo brasileiro?

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

 

LIBERTADORES

O Santos terminou de forma melancólica sua participação na Libertadores, mais por erros seus que da Conmebol, porque contratou e escalou um boleiro com culpa a pagar e não investigou de forma correta sua situação. Se tivesse razão, ao receber o aviso da pena dos 3 a 0 em cima da hora de um jogo classificatório contra o Independiente, melhor seria ter peitado a Conmebol para avisar que não jogaria e deixasse para discutir depois, mas aceitar resultou em piorar mais ainda sua situação, principalmente com os torcedores santistas fazendo uma baderna que ficará cara para o clube santista. O Grêmio também escapou por muito pouco de cair fora, não fosse um gol que resultou nos 2 a 1, aos 47 minutos do segundo tempo, e levou para a disputa de pênaltis, na qual venceu o argentino Estudiantes de La Plata. Duro foi aguentar seu técnico, Renato, que na entrevista final falou de seu time como o melhor do País, em forma de autoelogio, esquecido de que salvou-se a 2 minutos antes do fim, graças a uma  falta boba cometida pelo adversário, que resultou no segundo gol – não fosse isso, estaria chorando uma desclassificação. Renato continua com sorte, porque na sequência pegará o Atlético de Tucuman, um time pequeno de uma Argentina onde só Boca e River, com ressalvas, ainda lembram o futebol platino.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

PALMEIRENSES X CORINTIANOS

“Presidente do Corinthians deixa festa do Palmeiras após receber ameaça” (“Estado”, 29/8). Sou palmeirense de quatro costados, desde pequenininho, e não sinto o mínimo de intimidade com quaisquer atos ou acontecimentos futebolísticos que se relacionem ao time do Parque São Jorge. Mas tem certas horas em que a paixão clubista tem de ficar de lado e as diferenças entre as cores das camisas, ficar em segundo plano. Não foi isso o que aconteceu na recepção ao nada simpático presidente corintiano no jantar oferecido pela S.E. Palmeiras na comemoração dos seus 104 anos de vida gloriosa. Na intimidade dos banheiros, tinha de aparecer alguém que, não respeitando o convidado especial, apelou para a ignorância e teve o devido revide. Por estas e outras circunstâncias, vai aumentando a rivalidade entre palmeirenses e corintianos. Tudo de graça e sem sentido. Deplorável.

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

TRUMP DE NOVO

Donald Trump, dentro de seu estilo de marcar seus atos de maneira midiática, às vezes exagera a importância de algumas de suas decisões que, na verdade, não contam com o apoio que ele espera dos setores afetados. O recente acordo comercial assinado com o México, no qual manifesta intenção de reformular os termos do Nafta já existente, que conta também com a participação do Canadá, é visto por este último com certa cautela, sendo, por essa razão, de certa forma, ameaçado pelo presidente americano de ser ignorado no novo acerto bilateral. Além disso, poderosos grupos empresariais dos Estados Unidos temem que a surpreendente negociação realizada com o vizinho abaixo do Rio Grande represente um passo atrás em relação ao atual “status quo”. O que nos reserva a este respeito a imensa capacidade camaleônica de Trump?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

JOHN MCCAIN

“Até ontem o senhor era meu adversário, a partir de hoje o senhor será o meu presidente.” Com essas palavras, o senador John McCain se dirigiu a Barack Obama quando este venceu as eleições presidenciais em 2008. Voz firme e respeitada no Congresso americano, McCain marcou sua trajetória pela coerência e por princípios democráticos. No final da vida, e já antevendo o desfecho final, o senador McCain deixou ordens expressas para proibir a presença do presidente dos EUA e seu colega pelo Partido Republicano, Donald Trump, em seu funeral. Cumprimento-o por sua coerência.

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luis

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