Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2018 | 21h10

EDUCAÇÃO

Derrocada do ensino médio

O resultado do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) é um libelo sobre as políticas educacionais. Historicamente, as famílias, a sociedade e a escola brasileira não conseguem informar as crianças e os jovens sobre a real necessidade da educação. São incapazes de convencer que sem estudar o indivíduo estará alijado das oportunidades e terá uma vida de dificuldades, até miserável. Professores, em vez de se aterem ao ensino de suas disciplinas, são irresponsavelmente utilizados na difusão de ideologia política e de gênero, além de serem grevistas quase profissionais. Soma-se a isso a política governamental voltada para a produção de número, e não de qualidade, que permite formar alunos que não saberão o que fazer do diploma. É preciso resgatar a juventude e dar qualidade à educação. Política e ideologia devem ser tratadas nos partidos, não na escola.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Sem avanço

De acordo com o Saeb, as notas dos alunos de 14 a 17 anos estão mais baixas do que em 1997, completando 20 anos sem avanço no ensino. Nesse período não houve melhora da aprendizagem de Matemática e Português. Alguma surpresa? É claro que não! A quem interessam jovens que tenham capacidade de ler, interpretar e argumentar sobre o que é lido? Interessa manter esses jovens focados não no aprendizado necessário para a vida, mas domesticados ideologicamente por meio de cartilhas específicas sobre política e sexo. É deprimente!

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Causa e efeito

A manchete de primeira página de ontem, Ensino piora, nos alerta e preocupa. Embora a avaliação tenha sido feita com alunos do ensino médio, sabemos que também nas universidades – principalmente após o advento das cotas – o nível tanto do ensino quanto do aprendizado deixa muito a desejar. E como todo fato, esse também tem uma relação de causa e efeito. As causas, por mais que tentássemos camuflar, estão bem evidentes: o descalabro financeiro, produto de 13 anos de governo lulodilmopetista, que pisoteou não somente a educação, como também a saúde e a segurança pública, legando-nos um dos piores índices de desenvolvimento humano (IDH) do mundo. O efeito da péssima aprendizagem também não dá para camuflar: vê-se claramente no pessoal – com raríssimas exceções – que compõe o Congresso Nacional e o Poder Judiciário, principalmente a segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Fundo do poço

O ministro da Educação, Rossieli Soares, sabe por que o ensino médio está no fundo do poço? É porque o ensino fundamental também está. O ministro pode fazer as reformas que quiser no ensino médio, mas enquanto os alunos lá chegarem sem saber ler nem escrever, elas de nada adiantarão. É o ensino fundamental que precisa de reforma mais urgente, mas não de reforma curricular. Precisa de reforma estrutural: formação e salário digno para os professores, espaço bem cuidado onde professores e alunos tenham vontade de estar, bibliotecas, computadores, quadras esportivas, áreas de lazer, tudo, enfim, que toda escola deve ter. E os professores e alunos precisam ser respeitados pelo Estado. Meras reformas curriculares não fazem ninguém aprender onde não é possível aprender.

ELISA MARIA ANDRADE

elisampcandrade@gmail.com

São Paulo

BRASIL NA ENCRUZILHADA

De 2009 até hoje

Fiquei muito preocupado com o editorial A encruzilhada nacional (28/8, A3). E acrescento alguns pontos. O povão precisaria saber mais a respeito do que aconteceu nesse período. Veja-se a Petrobrás, o dinheiro que foi perdido. Empresa que era um orgulho nacional, perdeu valor de marca, patrimônio e lucro. E o Banco do Brasil? Era o primeiro em muitos aspectos e hoje não passa do terceiro lugar na área bancária. Na indústria, investimento precário e desenvolvimento idem. O setor de serviços, importante para o desenvolvimento em razão de sua alta participação no PIB, está estagnado. Salva-se a agropecuária, que tem evoluído pelas condições do Brasil – área, água, tecnologia e outros fatores. Enfim, pagamos uma das maiores cargas de impostos do mundo, entretanto a dívida pública vai chegando perto do volume do PIB, com servidores públicos ganhando muito mais que os privados. O déficit na Previdência tem como causa maior o funcionalismo. As estatais e as empresas de economia mista, no geral, enfrentam grandes problemas, da mesma forma que a educação, a segurança e a saúde. E nós, o povo, pagando cada vez mais e mais, por problemas de má gestão. Mas o povão ainda acredita na volta a um utópico passado, as informações reais não chegam até ele. Ou grande parte não sabe ou não quer saber!

CARLOS ROBERTO SALIMENO

profsalimeno@ig.com.br

São Paulo

CONTAS PÚBLICAS

Privilégios

Concordo com missivistas que apontam a necessidade de uma nova e sólida Constituição, superando a atual, que tem mais “buracos” que queijo suíço, ao permitir julgamentos antiéticos e antidemocráticos por ministros de “elevado” saber jurídico e “renomados” advogados que encontram brechas nas leis ordinárias para defender meliantes de qualquer estatura.

PAULO EDUARDO GRIMALDI

pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

VIA DUTRA

A inércia e o mecanismo

A Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, em março de 1996 – em péssimas condições de manutenção (eu era usuário) – foi concedida ao consórcio NovaDutra para sua recuperação e exploração comercial. Depois de longo e penoso trabalho, a Via Dutra tornou-se transitável e diria até que ela cumpre a sua missão, apesar do intenso movimento que tem já há bastante tempo – a concessão devia ter previsto a duplicação ao longo de todo o trajeto. O contrato de concessão está para vencer em fevereiro de 2021, ou seja, em aproximadamente 30 meses, logo aí. Mas não se tem notícia dos trabalhos que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está desenvolvendo para promover a licitação de contratação de nova concessão. Provavelmente estaremos, a partir de fevereiro de 2021, vendo a Via Dutra se deteriorar, uma vez que deverá retornar aos cuidados de um órgão qualquer do governo federal, com aqueles já conhecidos “mecanismos” tão falados atualmente. Com a palavra a ANTT.

SYNVAL RUNHA

srunha@outlook.com

São José dos Campos

DESFAÇATEZ

O "Estadão" de quinta-feira (30/8, A8) noticiou: "Temer afirma que vai promover 'uma transição mais do que tranquila' para o próximo presidente". Essa afirmação se contrapõe à notícia de primeira página do mesmo jornal, que informa, como segue: "A decisão do presidente de não barrar o reajuste dos servidores públicos no próximo ano (...)" vai fazer com que "o sucessor de Temer terá de arcar já em 2019 com um aumento (...) de R$ 6,4 bilhões" nas despesas com salários, aposentadorias e pensões. No editorial "Um recuo desastroso", na mesma data (página A3), o editorialista comenta que, "agindo desse modo, o presidente da República tenta (...) reduzir seu desgaste político". Dá para aguentar tal desfaçatez? (Conforme dicionário consultado, este termo significa falta de vergonha, cinismo, descaramento, impudência.) O comportamento presidencial, a meu ver, se encaixa perfeitamente em um ou em todos os sinônimos acima.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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POR QUE AGORA?

O presidente Temer aceitou sem tergiversar a reivindicação de reajuste salarial que foi aprovada por maioria dos 11 magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF). O fato merece algumas reflexões. Qual o critério que foi usado para definir o porcentual? E por que isso acontece num momento em que informações indicam que o Orçamento federal aponta para muitas dificuldades de cobertura? E, por fim, a decisão governamental deixa a impressão de que há interesses em influenciar o andamento de decisões judiciais que estão sendo tomadas no período eleitoral. É, por certo, um ponto que deve ser bem esclarecido.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PRESIDENTE VAI ÀS COMPRAS

Michel Temer comprou sua indulgência subornando os deputados com cargos e aprovação de emendas, não gastou um centavo, fez tudo com o caixa 1 do governo, usou o dinheiro do povo. Agora, Temer resolveu dar um agrado aos juízes que vão julgá-lo em janeiro: concedeu-lhes o generoso aumento salarial que eles pleiteavam, apesar da situação pré-falimentar do Brasil. Os juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) deveriam se recusar a receber o aumento oferecido pela pessoa que em poucos meses estará no banco dos réus enfrentando julgamento por corrupção, organização criminosa e obstrução à Justiça. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SALVANDO A PELE

Mais uma vez, voltando atrás, o presidente Michel Temer, que não terá cargo público em 2019, ficando apto para responder pelos crimes em que é investigado, resolveu conceder ao Supremo Tribunal Federal a excrecência do aumento salarial cujo efeito cascata é de bilhões de reais. A intenção é "salvar a própria pele" - prestigiando o lema tão em voga de "uma mão lava a outra" - e conseguir que os ministros sejam complacentes com as denúncias que certamente aportarão naquela Corte contra ele. Já o Brasil, que se dane! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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IMPOSSÍVEL VIVER EM PAZ

O presidente Temer e o Poder Judiciário resolveram deixar para o próximo presidente e para os brasileiros uma bomba armada para ajudar a quebrar o Brasil. Num país com tamanha desigualdade social, ninguém pode viver em paz.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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VINGANÇA

13 milhões de desempregados no Brasil e o sr. Temer aprova o aumentou do salário de todo o Judiciário. Isso parece uma vingança contra o povo brasileiro, que tem por ele verdadeiro ódio. Mas temos certeza de que ele pagará caro, com o levantamento de todas as falcatruas que cometeu como presidente.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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NADANDO EM DINHEIRO

Michel Temer libera aumento salarial para Judiciário e servidores. Já para os aposentados do INSS, deixe para lá...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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AS PALAVRAS ADEQUADAS

O reajuste do funcionalismo público que o ex-vice-presidente do governo petista, atualmente agonizando neste melancólico final de festa, não teve a coragem de barrar não é um recuo apenas desastroso. Não tenhamos medo de nomear adequadamente: é um ato criminoso que merece o repúdio das pessoas de bem que ainda há neste país. Se o Congresso é o que é, caberia a alguém evitar o desastre.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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CORTES

Por que o governo terá de cortar investimentos em 2019 em razão do reajuste salarial que eles aprovaram para eles mesmos? Por que nenhum jornalista econômico (ou não) nos últimos 50 anos não escreve que o que de fato precisa ser cortado são as "verbas de gabinete" e os "cargos comissionados" nas esferas municipal, estadual e federal nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário? 

Fernando José Zaituni fzmicro@gmail.com

São Paulo

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MÁQUINA RUIM E CARA

Como bem noticiou o "Estadão", nos últimos três anos a folha de pagamento do governo cresceu 14% acima da inflação, demonstrando que o Brasil tem uma máquina administrativa custosa, ineficiente e retardadora do progresso. Certamente que o País precisa de uma séria limpeza, juntamente com outras providências, como forma de impulsionar a economia nacional e de gerar mais empregos. Na realidade, existem muitos outros ralos que podem ser obstruídos como meio de conter as despesas e possibilitar que a União fique nos limites da lei do Teto de Gastos, aprovada no ano passado. O candidato eleito precisará ter coragem e espírito público para realizar as ingentes tarefas mencionadas.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CRISE VENEZUELANA

O fracassado e derrotado bolivarianismo-socialista de Hugo Chávez e Nicolás Maduro transformou a outrora próspera Venezuela, de uma das maiores exportadoras de petróleo do mundo, na atual exportadora de venezuelanos famélicos, desempregados e desesperados. Venezuela, quem te viu, quem te vê...

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

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REFUGIADOS

Na qualidade de cidadão brasileiro, discordo frontalmente, como milhões de brasileiros, do posicionamento do jornal "O Globo" de que o Brasil tem o dever de receber refugiados. Posicionamento simplório e irresponsável de uma mídia que tem por obrigação informar sem ideologia. Qualquer pessoa razoavelmente informada sabe das terríveis condições sociais do Brasil. País que nada oferece aos seus e que tem absurda desigualdade social. O País jamais teve condição alguma para recepcionar ou proteger quem quer que seja em região alguma. A história do Brasil enquanto receptáculo de imigrantes é uma história de total fracasso como nação. A péssima qualidade destes imigrantes ao longo da história brasileira, como ainda a péssima a qualidade do cidadão brasileiro, sempre abandonado pelo Estado, informa a triste realidade brasileira atual. A Rede Globo sabe da situação absolutamente miserável do Rio de Janeiro, cidade sem estrutura e com um mar de miséria em sua periferia, portanto tal discurso apenas caracteriza um populismo barato e demagógico, para não dizer hipócrita, que em nada acrescenta ao País. Ao contrário, tal política, irreal, apenas aprofunda a extrema miséria do País, hoje totalmente irreversível. 

Paulo R. da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PASSA UM BOI, PASSA A BOIADA?

É de imaginar a quantidade de "tranqueiras", para não dizer criminosos de todas as tendências, que estão entrando no Brasil infiltrados em meio à horda de imigrantes pela fronteira aberta em Roraima.

Maria Elisa Amaral equivalencia2014@gmail.com

São Paulo 

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TENSÃO EM PACARAIMA

O governo do Brasil está tão sem moral que só assiste aos episódios de verdadeira bagunça em que se tornou Pacaraima (RR), cidade vizinha à Venezuela, cujo povo incauto um dia colocou no poder o sr. Hugo Chávez, um dos mentores do bolivarianismo na América. Pois bem, assim como na Venezuela este regime retrógrado mata e esbulha o povo, ele obriga os mais atingidos a invadirem outros países vizinhos, trazendo consigo todas as suas mazelas. Com isso, quem sofre são os moradores de Pacaraima, neste caso, que se vê tendo todos os seus direitos vilipendiados e obrigado a se defender. O governo federal envia tropas do Exército brasileiro para controlar os ataques sofridos pelos invasores, deixando claro que o cidadão no Brasil não tem direito de se defender, pois o foco da mídia é sobejamente a favor do bolivarianismo, invertendo o papel, dizendo aos quatro cantos que o povo de Pacaraima é que atacou os venezuelanos.

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

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FUGA EM MASSA

"Crise na Nicarágua pode desencadear novo fluxo de refugiados na América Latina, diz entidade da ONU" ("Estadão", 29/8). Políticos esquerdistas têm no seu DNA uma tendência inexorável ao autoritarismo, como prenúncio da "ditadura do proletariado" que querem implantar. Uma outra característica marcante é achar que eles têm quase um "direito exclusivo" de falar em nome do povo, mesmo sem apoio. Ortega, na Nicarágua, e Maduro, na Venezuela, são representantes característicos desta modalidade. No Brasil, depois da falência do Estado que os governos do PT causaram, só restaria ao condenado Lula, caso eleito, fazer um governo cuja primeira medida seria o calote da dívida pública, para ter rapidamente recursos para se firmar no poder, e daí partir para um Estado tipo "bolivariano" no Brasil, com a implantação de mais uma ditadura do proletariado tropical onde seriam inamovíveis, para infelicidade geral do povo. A melhor resposta às mentiras esquerdistas é o fato de que o povo está fugindo em massa destes "paraísos socialistas".

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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NOSSO MADURO

Sobre a crônica de 30/8 de Luís Fernando Veríssimo ("Um Chirac, rápido", C8), podemos dizer que não apenas temos nosso Le Pen nas eleições de outubro, como também nosso Nicolás Maduro, ainda que devidamente atrás das grades.

Fábio Aulisio faulisio@hotmail.com

São Paulo

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IGUAIS NAS NOTÍCIAS

Agentes de governo de país latino desviou milhões de petrolífera nacional. A diferença: o brasileiro caiu com um triplex no Guarujá, enquanto os venezuelanos estavam na Porche Tower, Florida, com elevador para carros e cofres para vinhos raros. Observação: eu calculo que os membros da esquerda venezuelana são mais iguais (ainda) que a esquerda brasileira.

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

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ELEIÇÃO 2018

Respeitável público, e agora, como atração principal do nosso espetáculo, é com orgulho e satisfação que apresentamos no nosso picadeiro o horário político gratuito.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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O PT E A CORRUPÇÃO

"Combate à corrupção não seria possível sem o PT", disse o ex-prefeito Fernando Haddad. Engana-se, tem muitos outros corruptos nos outros partidos!

Walter Sant'Anna Zebinden walter@sandraz.com.br

Campinas 

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'A ELEIÇÃO TOTÊMICA'

Gostei do artigo de Eugênio Bucci (30/8, A2), apesar de discordar do uso da expressão "o buraco é mais acima" ou mais abaixo, que considero chula. Mas também notei a irresistível tendência do autor de inserir, quase subliminarmente, no seu texto, uma discreta alfinetada num dos candidatos a presidente que transita livremente solto pelo País, portando o seu atestado de ficha-limpa.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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TOTEM OU POSTE?

No país das jabuticabas, inventou-se a eleição "postêmica". É o poste atacando novamente. Que país "sui generis" o nosso!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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AUDÁCIA

O "demiurgo de Garanhuns" já se comparou a Jesus Cristo, então nada impossível que o igualem a Georges Jacques Danton, a Sócrates e que suas palavras antes da prisão sejam comparadas à carta testamento de Getúlio Vargas (Eugênio Bucci, 30/8, A2). Meu Deus, a que ponto chegamos. É muita audácia.

Rosa Maria Illison r.millison@hotmail.com

São Paulo 

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LULA, O ELEITOR

Lula pediu à Polícia Federal para votar na prisão. Esse pedido leva a acreditar que está faltando etanol para o elemento. Deve ser a síndrome da abstinência que assim o faz agir, digamos, insanamente - se isso ainda é possível de dizer. 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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VOTO EM TRÂNSITO

Tô dizendo: transformaram a sede da Polícia Federal na casa da mãe Joana.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo 

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FACA NOS DENTES

Tanto o candidato do PSL quanto o triplex do PT têm políticas de "faca nos dentes" para resolver os nossos graves problemas. Que vença o que melhor tiver condições para sacar as suas armas, pois nossas mazelas não serão resolvidas por medidas convencionais, empregando o politicamente correto.

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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ENTREVISTAS NO 'JORNAL NACIONAL'

Não fiquei surpreso, apenas acompanhei as três entrevistas feitas pelo "Jornal Nacional" com os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e Marina Silva, e minha convicção já estava formada. Sim, formada de que referidas entrevistas demonstrariam que a mídia comandada pelo sr. William Bonner e a sra. Renata Vasconcellos apenas e tão somente queria desconstruir os que lideram as pesquisas de intenção de voto. Ora, é fácil deduzir que tais entrevistadores estão direcionando sua força de comunicação para um "possível candidato" que apunhalou nossa Nação. Avante, Brasil, vamos caminhar pela nossa consciência, e não pelas ingerências daqueles que deveriam demonstrar imparcialidade, o que não aconteceu.   

Ricardo Guilherme ricardoeeunice@icloud.com

Monte Alegre do Sul 

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TEMPO PERDIDO

Os candidatos, nas entrevistas do "Jornal Nacional", mais pareciam que estavam respondendo a inquéritos. No caso de Ciro Gomes e no de Jair Bolsonaro, aos inquéritos contra eles foram acrescentados os duelos, tal e qual o famoso "duelo de Titãs". Já com Geraldo Alckmin e na quinta-feira, com Marina Silva, o duelo foi deixado de lado. Duelar com "dois religiosos" não dá em nada. Perdi um tempo enorme assistindo às "entrevistas", cuja maior parte do tempo foi gasta com o passado. Até Eduardo Campos foram buscar no além. Em resumo, para mim, eleitor, as entrevistas não serviram para nada. Tempo jogado fora. Quanto ao futuro do Brasil, deixa para lá, pois o que importa é que temos um honroso epíteto nacional: "Brasil, país do futuro!". Só isso basta para os brasileiros há muitos anos. É o que eu acho!  

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

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A CELEUMA DO KIT GAY

Depois da denúncia sobre o kit gay feita pelo candidato Jair Bolsonaro em entrevista ao "Jornal Nacional", da TV Globo, há poucos dias, apressam-se os burocratas da educação do governo passado a afirmar que os kits não foram distribuídos, nem sequer comprados. Pode ser verdade, mas o fato é que à época da denúncia inicial, faz alguns anos, instalou-se uma celeuma e o governo deu para trás, já impressos - como mostrou Bolsonaro - os livretes. Quem ficou com o prejuízo? Isso eu não sei. 

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

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LAMENTÁVEL

Os apresentadores da TV Globo deviam se limitar a noticiar - o que, aliás, fazem muito bem. Lamentável, porém, sua atuação como entrevistadores políticos. Pareciam mais promotores públicos interrogando suspeitos, tentando lhes imputar a culpa de algum ato criminoso. Decepcionaram, portanto, todos os que tinham a expectativa de ouvir as propostas e posturas dos candidatos e, com isso, facilitar sua escolha. Ao invés disso, assistimos a uma decepcionante atuação de dois apresentadores jornalísticos destruindo sua própria imagem, provocando até a ira de muitos telespectadores.

Luiz Augusto Casseb Nahuz luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

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FIM DO JORNALISMO?

As inovações tecnológicas dos últimos 30 anos levaram uma série de profissões e atividades comerciais ao fim. Houve também mudança considerável nas relações humanas, no comportamento e na forma de comunicação. Assim, se os jornalistas brasileiros continuarem se comportando e agindo de maneira medíocre, vaidosa e ingênua nesta campanha eleitoral, tão importante para nosso país, acho que o fim do jornalismo no Brasil será antecipado para muito breve.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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DESSERVIÇO AO ELEITOR

Enquanto jornalistas da GloboNews promoveram (29/8) o melhor debate com um presidenciável na TV, como o que ocorreu com Geraldo Alckmin (PSDB-SP), quando em 30 minutos de competente entrevista as questões foram exclusivamente sobre programa de governo, o "Jornal Nacional" novamente decepcionou. Com este mesmo candidato tucano, ocupou 70% dos 27 minutos falando sobre suposta corrupção no Rodoanel e sobre verbas de caixa 2 para campanha. Entrevista inócua e um desserviço ao eleitor. Pior ainda, e hilário para os anais da imprensa, ocorreu quando a apresentadora Renata Vasconcellos, questionando o entrevistado sobre segurança pública, diz que, segundo alguns especialistas, a queda da criminalidade em São Paulo, de 13.500 assassinatos em 2001, para 3.500 em 2017, não é mérito do governo do Estado, mas façanha da organização criminosa PCC, que, matando seus rivais, tomou conta do crime e deixou de matar inocentes. Ora, Renata Vasconcellos, tão importante o papel da imprensa quando cobra ações dos governantes, assim também, e condignamente deveria reconhecer aqueles, como Alckmin, que com muito investimento e determinação vem enfrentando a tal criminalidade que há tempos angustia a nossa população. É bom lembrar que, se a média nos outros 25 Estados, mais o Distrito Federal, fosse idêntica ao índice de assassinatos em São Paulo, de 8 mortes por 100 mil habitantes em 2017, o número alarmante de assassinatos no Brasil seria de apenas 16 mil, e não de tristes 64 mil.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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POR QUE ALCKMIN NÃO DECOLA

Geraldo Alckmin, creio, é um ótimo candidato.    Nos períodos em que governou o nosso Estado, apresentou bons serviços, como bem o sabemos. Mas, como é pacato, tranquilo demais, não é um farofeiro e promessinha, ainda não decolou nesta campanha. No "Jornal Nacional", da Globo, foi muito prolixo, detalhando muito as coisas, enfim, usou tempo demais para demonstrar o que fez. Não havia necessidade de dar todos os nomes das quatro novas estações do Metrô, nem de dar detalhes sobre o Rodoanel. Os paulistas sabem, mas os demais brasileiros de outros Estados nem conhecem as coisas que ocorreram por aqui. Que na propaganda no rádio e na TV Alckmin apresente fotos de suas realizações e o seu programa de governo, que é ótimo e no qual se preocupa muito com todos os brasileiros e com o País como um todo. A meu ver, se quisermos renovação ou seriedade, ele e Amoêdo deveriam ir para o segundo turno, ou Bolsonaro, que não é novo, mas está concorrendo pela primeira vez. Os outros dez são descartáveis.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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O PSDB E A FÉ NA TELEVISÃO

Na era pós Lava Jato, a mancha da corrupção atingiu em cheio os partidos que estavam no governo, começando pelo PT e pelo PMDB. Este último colocou a culpa no primeiro e foi o grande beneficiado pelo impeachment de Dilma. Não fosse pelo governo Temer que veio depois, teria se saído bem. Já o PSDB, que liderava a oposição e tinha tudo para assumir a liderança da causa da Ética, optou por mostrar condescendência pelos corruptos de fora e de dentro. Contribuiu, assim, para a imagem de que a polarização PT/PSDB nunca passou de um faz de contas e que, em matéria de corrupção, todos compartilham dos mesmos ideais e se saciaram das mesmas fontes. A filosofia assumida pelo partido, nas palavras de Alckmin: "Todos os partidos têm bons e maus e eu pretendo construir o meu governo pegando os bons de cada partido". Trata-se de uma expertise raríssima - misturar honestos e desonestos no mesmo saco e, na hora de escolher, pegar só os honestos, competentes e bem intencionados - e que, na prática, nunca se viu funcionando antes. Na sabatina por que passou no "Jornal Nacional", Alckmin talvez tenha percebido que pegou o caminho errado, só que, para estas eleições, já está tarde demais para o PSDB voltar atrás. De qualquer forma, o "Jornal Nacional" foi uma ótima oportunidade de sua campanha dizer a que veio na televisão e por meio de um programa de audiência ímpar no veículo da mídia em que sua coligação bota tanta fé.  

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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NOVO PRODUTO SEM SABOR

A incursão dos candidatos Bolsonaro e Alckmin ao Rio Grande do Sul esta semana demonstra que a composição do "picolé de chuchu" com a nobre senadora gaúcha também não melhorou o sabor do novo produto. Um esforço na embalagem, mas que não mudou o conteúdo. Nem no Rio Grande do Sul, terra em que a senadora é muito benquista.

Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com

Campo Grande

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O CAMINHO DO MEIO

Segundo o candidato Alckmin, quem não tem maioria no Congresso não fará nenhuma mudança: é tudo conversa fiada. Bolsonaro só fará alguma coisa se dissolver o Congresso, e os demais candidatos também só governarão se virarem ditadores. Todos os partidos têm pessoas boas e qualificadas, e também corruptos que são investigados e presos. O exemplo mais eloquente é do ex-presidente Lula, que está no cárcere e fora de combate. Outros serão prisioneiros enquanto a Lava Jato estiver ativa. Pouco a pouco mudaremos a realidade por meio do voto e do caminho do meio, que é o mais sensato e inteligente.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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ACIMA DA LEI

Os eleitores já devem ter reparado que todos os crimes de corrupção envolvendo os caciques do PSDB ou acabam indo para a Justiça Eleitoral, ou prescrevem, ou são engavetados.

Marcos Abrão  m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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CÔMICO, SE NÃO FOSSE TRÁGICO

Além do assustador volume de corrupção que atinge as elites econômica e política, da desconfiança de que a lei é mais eficaz e rápida para uns do que para outros - um presidiário reverbera campanha política de dentro da cadeia -, do número recorde de homicídios - o País é mais letal do que outros em guerra -, noticiam-se, a todo momento, pequenos crimes que chegam às raias do pastelão. São delitos que afetam o dia a dia da população, como, por exemplo, o furto de cabos elétricos, de bueiros, de grades de jardim, até de imagens de templos religiosos e - incrível - o de um assaltante chegando de carro (roubado) à porta de estabelecimento comercial, desembarcando, realizando sua pilhagem e, ao terminar, não encontrando o veículo, levado por outro marginal, indignou-se, já detido na delegacia, pelo fato de que a "bandidagem" não lhe permitia trabalhar. Seria cômico, se não fosse trágico.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PAULISTINHA

A pergunta que faço para o "candidato único" da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, é: sendo o Corinthians o atual campeão paulista de 2018 (29 títulos), porém caindo pelas tabelas e saindo das outras competições, ele, o timão, salvaria a temporada 2018, se livraria de um fiasco do ano? Bom, eu mesmo responderei, e digo que não, não salva a temporada e o ano do timão poderá ser um fiasco. Então para que serve este campeonato que já não empolga faz tempo? Também direi: para alimentar a audiência da Rede Globo e prejudicar um calendário horrível que é o nosso. Um futuro melhor para o futebol brasileiro e sua malfadada agenda seria enxugar de excesso de jogos e campeonatos que só empolgam no quadrangular final, mas que não dão retorno algum, nem financeiro nem de público. O Campeonato Paulista é de fato um "paulistinha" a interesses outros que não a saúde do futebol do Estado. Que este campeonato sirva apenas para quem não tem agenda, porque quem tem agenda ele não salva a pele, com VAR ou sem VAR.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo 

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FELIPE MELO

Como torcedor da Sociedade Esportiva Palmeiras há mais de 50 anos, sugiro à diretoria desta tradicional agremiação a "incontinenti" dispensa do jogador Felipe Melo, apelidado de "Pitbull", que na partida em que o Palmeiras e a equipe do Cerro Portenõ, com a sua expulsão - o que, aliás, já é rotina -, quase leva a equipe a um terrível prejuízo, com sua eliminação da Copa Libertadores de América. O citado jogador precisa entender que futebol é um esporte diferenciado da atividade de MMA, que, aliás, tem tudo a ver com seu perfil.

Emanoel Cochen emanoelcohen090@yahoo.com.br

São Paulo

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