Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

02 Setembro 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO E ELEIÇÃO

Registro negado 

Depois de uma sessão demorada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de um voto longo e confuso da ministra Rosa Weber, o Brasil finalmente fica livre da ameaça do registro da candidatura do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto, deixando os brasileiros despreocupados diante da possibilidade de ele transformar o País numa Venezuela e trazer de volta toda aquela corrupção, caso permanecesse e vencesse a eleição de outubro.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

6 x 1? P@*&*+%#....!

Posso imaginar, daqui, os impropérios partindo de uma cela especial na sede da Polícia Federal em Curitiba. Que as mães de juízes do TSE, de advogados de defesa e de correligionários mais íntimos não os ouçam.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Tchau, querido

E a jararaca não consegue descer do telhado... Espera-se que fique lá até 2038!

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Lei da Ficha Limpa

O TSE lavou a honra de 1,5 milhão de cidadãos signatários, fazendo valer a Lei da Ficha Limpa. Não deixou uma entidade estrangeira se imiscuir nas decisões da Justiça brasileira sem ter o crivo do Congresso Nacional e da Presidência da República. O ministro Barroso fez uma explanação diáfana e liquidou o problema sem deixar nenhuma dúvida aos demais ministros, exceto Edson Fachin, que serviu para mostrar que não houve maracutaia na decisão. Estou com a alma lavada.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Bola de cristal

Se Lula tivesse uma bola de cristal quando sancionou a Lei da Ficha Limpa, o feitiço não teria virado contra ele.

LUIZ BIANCHI

luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

Bom senso

Felizmente, a maioria dos juízes do TSE teve o bom senso de seguir o voto do relator, ministro Luiz Roberto Barroso, e decidiu impugnar a candidatura Lulla à Presidência da República, conforme prevê a Lei da Ficha Limpa. O único voto contrário foi proferido, numa longa explanação, pelo ministro Edson Fachin, que deu mais importância à manifestação feita pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, que defende o direito de Lulla disputar as próximas eleições, do que à soberana lei brasileira. Caso essa votação tivesse tido outro desfecho, o Brasil hoje poderia estar mergulhado num caos jurídico e institucional de consequências imprevisíveis, além de se ter criado jurisprudência que certamente seria aproveitada pelos advogados dos outros réus ou dos já condenados pela Operação Lava Jato em manobras futuras.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Insegurança jurídica

O voto vencido de Fachin resultaria em insegurança jurídica insanável. O que nos faz crer que o ministro pegou a “doença” da famigerada Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. 

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

O grande mico

No julgamento no TSE, o grande mico ficou mesmo por conta do ministro Edson Fachin, com seu estranho entendimento de que uma recomendação de dois membros de um comitê da ONU - sem nenhum fundamento da questão, pois não se preocuparam nem mesmo em promover uma oitiva com o Estado brasileiro - poderia dar a um presidiário condenado em todas as instâncias da Justiça brasileira, e conceitualmente reprovado pela Lei da Ficha Limpa, o direito de concorrer ao mais alto cargo da autarquia brasileira.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Ô louco...

Os deuses devem estar loucos! Surpreendente a posição do ministro Fachin. Teremos ainda muitas outras surpresas desagradáveis. O Brasil nunca será um país sério. Infelizmente.

EDMAR AUGUSTO MONTEIRO

eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

Fora, Lula

Pois é, a apelação barata à ONU não colou. A era Lula já era. Agora, uma vez impugnada pelo TSE a inaceitável candidatura de Lula da Silva, que transformou sua cela na Polícia Federal de Curitiba em sede provisória do PT, é chegada a hora de transferir o condenado para uma prisão comum, como qualquer outro detento. Basta!

J. S. DECOL 

decoljs@gmail.com

São Paulo

Chicaneiros

Não fosse pelo “branco” que deu na cabeça do ministro Fachin, o maior criminoso deste país teria perdido de novo por unanimidade. Agora que Lula não é mais candidato, que chicanas seus advogados ainda poderão promover? O lugar dele é na prisão, cumprindo sua pena.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Cartas marcadas?

Mais que a surpresa do voto do Fachin, surpreendeu-me e causou-me estranheza o fato de nenhum dos ministros ter feito menção ou se contraposto à colocação de um dos advogados da defesa do presidiário, que disse em alto e bom som, e com palavras rebuscadas, que o julgamento no TSE não passava de um jogo de cartas marcadas. 

JATIACY FRANCISCO DA SILVA

jatiacy@hotmail.com

Guarulhos

Renovação

O largo placar de 6 x 1 demonstra que a partir desta decisão a cidadania terá condições de sonhar com a boa representatividade, amparada em ficha limpa, e na renovação política, contra as velhas oligarquias e o coronelismo, que tanto mal fazem à saúde econômica do Brasil.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Caixinha

Acabou, agora é pagar a multa do triplex. Com R$ 16 milhões já bloqueados, o “cara” só precisa fazer caixinha da outra metade.

MOISES GOLDSTEIN

mg2448@icloud.com

São Paulo

A DERROTA DE LULA NO TSE

 

Acabou! Acabou! Acabou!, bradaria um conhecido narrador esportivo. Finalmente - ou quase - “o cara” que sancionou a Lei da Ficha Limpa, aquela que impede que condenados possam ser candidatos a cargos eletivos por terem cometido crimes, como lavagem de dinheiro, corrupção ativa, passiva, etc., foi pego, exatamente, pela Lei da Ficha Limpa. Na madrugada de sábado, o ex-presidente Lula, que cumpre uma espécie de prisão em Curitiba, foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após seis ministros rejeitarem sua candidatura a presidente (só Deus sabe por que, apenas o ministro Edson Fachin votou a favor do registro da candidatura). Mas o circo, chamado processo eleitoral, e a farsa chamada Justiça brasileira, que conta, sempre, com a imprevisibilidade e os recursos de toda ordem, ah, estes continuam de pé, pois a rejeição da candidatura, pelo TSE, do chefe da maior organização instalada no País pode ser contestada, contribuindo para um caos ainda maior, mais incertezas e mais afastamento do eleitorado por este que tem se mostrado um processo viciado, ineficaz, desgastante, ultrapassado e, quiçá, fraudulento por permitir que centenas de candidaturas como as de Lula perdurem o máximo de tempo que puderem.

 

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Niterói (RJ)

 

TEATRO PATÉTICO

 

Chega ao fim o teatro patético que o PT armou em desafio à Justiça e à democracia deste país. Nunca um cidadão teve direitos de defesa como o ex-presidente. Em qualquer democracia desenvolvida jamais seria possível uma pessoa condenada poder registrar a candidatura a qualquer cargo público. Todo este show surrealista a que assistimos desmascara a verdadeira face deste partido de cunho autoritário que não reconhece derrota e que despreza as leis e o espírito democrático. Esse fanatismo assustador se assemelha ao das seitas em que os membros são capazes dos maiores absurdos, inclusive o de praticar suicídio coletivo em obediência ao seu mestre.

 

Ari Giorgi arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

 

LULA BARRADO

 

A máscara caiu. Tchau, “querido”!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

FESTEJANDO O ÓBVIO

 

Com a decisão do TSE, por ampla maioria dos votos, renasce a esperança que se restabeleça a moralidade do processo eleitoral em curso; é o mínimo que se espera de um país civilizado. Todo este imbróglio já deveria ter sido evitado, se nossa Justiça tivesse se manifestado de forma firme, desde o início, uma vez que o réu havia sido julgado e condenado em segunda instância. Gastou-se tempo e dinheiro vendendo ilusão para um público desavisado. Estamos festejando o óbvio, que as leis sejam cumpridas neste país, seja para um presidente da República ou para qualquer cidadão.

 

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

 

SEIS (ALMAS) A UM

A alma mais honesta do País já está encarcerada por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, agora, segundo o advogado de Lula, o voto solitário do ministro Fachin lavou a alma... Não seria um caso de muita alma para pouca santidade?

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

CADA UM NA SUA

 

Finalmente, depois de uma angustiante espera, o Brasil se livra da mais contagiante doença que estava se alastrando pelo País, o nefasto Lula. Se Deus quiser, livrará também o Brasil das chagas ramificadas que são o PT. Nossos agradecimentos aos ministros do TSE que não se curvaram ao pedido do Comitê dos Direitos Humanos da ONU pelo direito de Lula disputar as eleições. O comitê da ONU lá, nós aqui e Lula na cadeia. Que assim seja sempre.

 

Orélio Andreazzi orelio@andreazzi.com.br

Suzano

 

CANDIDATURA DO PRESO

 

O TSE nada mais fez do que a sua obrigação. Agora, chega de dar espaço ao presidiário (?)!

 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

 

RECURSOS

 

O direito de espernear, vulgo “jus esperneandi”, contra a decisão do TSE pelos petistas é livre, assim como o de recorrer a outras instâncias, no entanto, pelo andar da carruagem, sugiro ao PT que mande o advogado Cristinano Zanin para a Nasa fazer um curso de astronauta, pois também perderão no STJ, no STF e após recorrerem inevitavelmente à ONU, também perderão, restando-lhes assim apenas recorrer à Federação das Galáxias. Já o ministro-contorcionista Fachin, em sua criativa mente circense adepta de trapezismos jurídicos, criará um jeitinho qualquer para dizer que o contato intergaláctico terá força de lei entre os terráqueos.

 

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

 

VOTO DECEPCIONANTE

 

Não consigo entender o voto do ministro Edson Fachin a favor de Lula, baseado em palpites de apenas dois membros, não identificados, do Comitê de Direitos Humanos da ONU, flagrantemente “influenciados” por petistas de plantão na Suíça. Não é à toa que o presidente dos EUA, Donald Trump, já caiu fora dessa verdadeira arapuca.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

ONU, FACHIN & LULA

 

No Brasil, o inelegível pode ser candidato. Se inelegível, qual o porquê da candidatura? A gente já entendeu, mas é bom explicar...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

A CONTRADIÇÃO DE FACHIN

 

Fachin, com seu voto, mostrou toda a sua falta de moral e abundante hipocrisia, ao permitir o registro da candidatura do criminoso Lula baseado numa recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU. Fez de conta, não quer ver que nacional ou internacionalmente qualquer julgamento justo tem de ouvir as duas partes, o que não aconteceu, pois já em Roma havia o princípio “Audi alteram partem”, para ser válido. Também ficou caracterizado que o ministro nomeado por Dilma, agora sem qualquer margem de dúvida, é um aparelhado enrustido da ECPO PT (entidade criminosa politicamente organizada), perdendo qualquer credibilidade, pois seu voto será sempre “in dubio semprer pro criminem”.

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)     

 

COMITÊ?!

 

Comitê?! Comitê, ministro Fachin?! Duas pessoas fazem um comitê, ministro?! Dois peritos, que não representam Estado nenhum, que nem sequer ouviram o Estado brasileiro, são mais importantes do que a lei brasileira? Cadê a sua coerência? Que decepção!

 

Elisa Maria Andrade elisampcandrade@gmail.com

São Paulo

 

INVASÃO

 

Através do ministro Edson Facchin, a ONU acaba de receber permissão para nos invadir. Eu não estranho, terra arrasada é assim mesmo, basta uma caneta para derrubar a chamada soberania nacional.

 

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

DEVER DE CASA

 

A principal finalidade da ONU é preservar as boas relações entre os países, e não consegue evitar guerras civis, que provocam correntes migratórias jamais vistas em vários continentes. Ignora as violações dos direitos humanos na Venezuela e na Nicarágua, além de não dirimir o interminável conflito entre a Palestina e Israel. E, não obstante, vem se meter em assuntos internos do Brasil. Ora bolas, vai fazer o seu dever de casa primeiro!

 

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

JUDICIÁRIO

 

O excesso de falta do que fazer que seja útil para o País produz “peças teatrais e filosóficas” como este julgamento de um condenado por um país soberano, ao menos teoricamente, e a princípio inocente pela ONU. O que é ONU, afinal, senão a casa da discórdia do planeta?

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

DIREITOS HUMANOS

 

O Comitê de Direitos Humanos da ONU deve resolver os problemas correlatos que ocorrem na Síria, com os palestinos e tantos outros, e não intervir nos nossos.

 

Jorge Mema Bernaba jorgebernaba@gmail.com

Araçatuba

MISTÉRIO

 

Qual a motivação do voto do sr. Fachin? Chantagem ou companheirismo? Afinal, sabedor de que a Lei da Ficha Limpa foi iniciada a partir da iniciativa popular e que reuniu 1,6 milhão de assinaturas de brasileiros, foi aprovada por maioria na Câmara de 513 deputados e aprovada no Senado de 81 senadores, como pode aluir que uma recomendação, insisto, recomendação, de um comitê parasita da ONU (composto de 18 pessoas e nenhum brasileiro) possa modificar uma lei brasileira?

 

Oscar Seckler Muüller oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

 

TARDA, MAS NÃO FALHA

 

O ministro Edson Fachin demorou, mas não fugiu da regra. Finalmente, quitou a sua fatura pela indicação ao STF. Por que não estou surpreso?

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

O ÓBVIO ULULANTE

 

Em fim uma manifestação do Ministério Público Eleitoral, que procura colocar na sua devida dimensão, a pretensa candidatura do ex-presidente Lula, que se encontra inelegível, por ter sido condenado em segunda instância e cumpre prisão em Curitiba. Segundo o vice-procurador-geral eleitoral Humberto Jaques, “realizar campanha eleitoral patentemente inelegível com recursos públicos e uma hipótese incompatível com o Direito”. E eis uma verdade óbvia ululante. E segundo o TSE, a campanha de Lula já recebeu R$ 20 milhões do fundo eleitoral, portanto verba pública. Porém, não é somente esse valor que o PT vem tirando dos cofres públicos. A esse valor apontado pelo TSE devemos somar as despesas dos diversos tribunais de Justiça, com mão de obra e materiais empregados, decorrentes das manobras da maior chicana de todos os tempos. Foi tão inusitada, que até um recurso ao Comitê de Direitos Humanos da ONU a defesa recorreu. E o Poder Judiciário vem aceitando placidamente, como se fosse um procedimento perfeitamente normal e moralmente defensável, apreciar mais de 300 recursos já interpostos. Se esse custo total fosse calculado e publicado poderíamos saber quanto essa manobra imoral do PT custou ao Governo Federal, verba que certamente fez muita falta, na Saúde Pública, por exemplo. Ademais, esse verdadeiro teatro do absurdo vem a meses nos envergonhando perante as demais Nações. Nesta noite de 31/08, o Tribunal Superior Eleitoral indeferiu, por maioria, a candidatura do ex-presidente Lula à presidência da República, acompanhando o voto do ministro relator Luís Roberto Barroso, que rebateu brilhantemente t odos os argumentos da defesa. & nbsp;A campanha eleitoral poderá agora seguir de maneira mais civilizada.

 

Gilberto Pacini  benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

LULA NAS URNAS

 

Creio que os 39% dos brasileiros que votariam em Lula para presidente, com a decisão da Justiça de impedir sua candidatura, com certeza irão votar em quem Lula indicar, e fim de papo.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

TROCA DE CANDIDATOS

 

O PT terá de trocar Lula, favorito em todas as pesquisas, pelo pangaré Haddad, que aparece sempre entre os menos cotados na corrida presidencial. O PSDB deveria trocar o pangaré Alckmin, que se recusa a decolar, por João Doria, que já se mostrou bom de urna, eleito com grande facilidade no primeiro turno para a prefeitura de São Paulo. Alckmin teria alguma chance de se eleger senador por São Paulo, se conseguir derrotar o petista Suplicy.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

BOLSONARO E O ECA

 

Discordo de alguns pontos do artigo “Brasil em chamas”, de Miguel Reale Júnior (1/9, A2). Jair Bolsonaro, com certeza, pode ser criticado por falar sem pensar, mas duvido que ele queira realmente jogar todo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) pela latrina. Porém, há trechos altamente questionáveis desse estatuto que nunca funcionaram na prática. Tenho 52 anos e comecei a trabalhar aos 16 anos. Tarde, para os padrões da época. Muitos amigos começaram a trabalhar aos 12 ou 13 anos. Entre os que ainda tenho contato, nenhum ficou traumatizado por ter “perdido a infância”. Aprenderam a ser responsáveis, ter disciplina e, principalmente, que dinheiro não cai do céu. Todos (provenientes de famílias humildes) têm curso superior e uma boa situação financeira. Hoje, já que os menores não podem ter empregos “normais”, acabam tendo de conseguir seu dinheiro no mundo do crime (furtos, trabalho para traficantes, etc.).

Isso, o ECA e seus defensores não enxergam.

 

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

 

SIMPLIFICAÇÃO EXAGERADA

 

No intuito de criticar Bolsonaro, o artigo de Miguel Reale Júnior (1/9, A2) acaba desnudando razões da popularidade desse candidato, tosco como ele o classifica. A defesa do ECA, por exemplo, mostra as evidentes vantagens da lei, mas se recusa a discutir graves problemas que ela também trouxe (violência contra professores e policiais, punição inexpressiva de crimes graves, redução da autoridade real de pais, professores e policiais, etc.). Da mesma forma o problema do desarmamento, claramente percebido na sociedade como desvantajoso ao cidadão (basta ver o resultado do plebiscito daquela época). Também o caso das ONGs: o bom trabalho da maioria delas não pode obnubilar a análise de muitas criadas apenas por interesses estrangeiros ou de filosofias esquerdistas radicais. Em resumo: quando o artigo simplifica demais a análise desses problemas se limitando à vantagem trazida por essas leis acaba dando razão aos apoiadores desse candidato, realmente tosco, mas que bota o dedo em problemas sociais que já deviam estar sendo tratados como importantes há tempos.

 

Luiz Calejon luizcalejon@hotmail.com

São Paulo

 

‘BRASIL EM CHAMAS’

 

Miguel Reale Júnior, um dos brasileiros a quem mais devemos, repetiu a definição perfeita de Boris Fausto para Jair Bolsonaro: um homem tosco. Em recente ato no interior de São Paulo, ao incitar o menininho que tinha no colo a imitar com sua mão pequenina uma arma e apontá-la em direção ao público, esse homem tosco maculou o que existe de mais sagrado: a inocência de uma criança. Não foi a primeira vez que o fez e não será a última. Por essas e muitas outras é indigno da Presidência, assim como foram Lula e aquela de quem Reale Júnior nos ajudou a livrar.

 

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

 

REFERENDO

 

Lendo o excelente artigo “As indefinições do quadro eleitoral”, do professor Murillo de Aragão (1/9, A2), lembrei-me de perguntar, sem saber a quem, o que afinal ocorreu com o Referendo do Desarmamento de 2005, cujo resultado foi de pouco mais de 63% contra o desarmamento e apenas de pouco mais de 36% a favor dele. Depois de 13 anos da expressiva vitória por quase 2 a 1, os governos que se sucederam continuaram a descumprir o que decidiram os eleitores. Será que o tal referendo foi, como se diz hoje, um “fake” referendo? Ou será que nossa democracia é de mentirinha ou, para ser mais realista, de lupanar? Deixo minha pergunta a quem a possa responder.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

RENOVAÇÃO

 

Será que os leitores têm conhecimento de que nestas eleições teremos de votar para presidente, governador, deputado federal, deputado estadual e em dois senadores? Portanto, caro eleitor/cidadão, desde já comece a eleger em quem votaremos. É o momento de, por meio do voto e democraticamente, renovar nossos representantes, não votando em nomes que tiveram a oportunidade de mudar, mas não o fizeram. Vamos renovar, votando em novos nomes.

 

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

 

FATOS ANÁLOGOS

 

Por falta de opções, em 1959 e 1988, antes do advento das urnas eletrônicas, em 1996, o Brasil viu um rinoceronte, o Cacareco, conquistar 100 mil votos e um chimpanzé, o macaco Tião, chegar a 400 mil, para as prefeituras de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente. Hoje, sem sombra de dúvidas, tanto para a Presidência da República como para os demais cargos em jogo, se ainda tivéssemos as jurássicas cédulas de papel, onde o eleitor escrevia o que bem entendesse, e na falta de um ícone irracional em evidência, os palavrões e xingamentos em protesto ao caótico momento político que vivemos ganhariam com folga no primeiro turno, impondo uma derrota fragorosa aos “racionais” e indigestos candidatos. 

 

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

DO PLANO À AÇÃO

 

Todos os candidatos nesta eleição só falam em planos, planos, planos... Quando teremos ação?

 

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

O FLAGELO DA EDUCAÇÃO

 

Mais da metade dos alunos de 14 a 17 anos tem nota insuficiente em Português e Matemática, de acordo com dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) divulgados na quinta-feira. Eis o resultado dos quase 14 anos no poder de elementos que investiram na ignorância. Quanto mais ignorantes, mais votos em corruptos.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

PROMESSAS DE MAIS INVESTIMENTO

 

É lamentável o desempenho de nossos estudantes em Português e Matemática. E alguns presidenciáveis que já foram governantes vêm falando aos eleitores que vão investir mais na educação, em escolas, professores, disciplinas, etc. Por que já não o fizeram? O povo está cansado disso, e continuam achando que somos idiotas - ou, melhor, analfabetos.

 

Jaime Sanches jaimesanches7373@gmail.com

São Paulo

 

BRASIL 2018

 

Primeira página do “Estado” de sexta-feira: dólar dispara, ensino piora, campanha esquenta. Tudo faz parte de um todo.

 

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

 

INTERESSE POLÍTICO

 

Alunos do ensino médio de escolas públicas e privadas sabem menos hoje do que em 1997, e 7 em cada 10 estudantes desta fase tiveram desempenho insuficiente em Português e Matemática em 2017. Estamos vivendo o momento do “quanto pior, melhor”, e o interesse político está mais do que claro: nossos empoderados e canalhas de todas as esferas objetivam à ignorância de nossos jovens e à sua permanência no poder. Saber demais não é bom, quanto mais cegos nossos jovens forem, melhor para eles.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

O JOVEM SÁBIO

 

Thiago, um universitário que ganha a vida dirigindo um Uber, definiu o que está ocorrendo com o Brasil e como se posicionar a respeito: “Ficamos sem perspectiva. Mas devemos pensar positivo”. 

 

Jorge A. Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

‘VICTOR’ NO STF

 

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, implantou o IA VICTOR (Inteligência Artificial VICTOR) naquela Corte. O IA lerá todos os processos e os selecionará conforme sua vinculação e repercussão geral, dando agilidade e fazendo em segundos o que um servidor levaria três horas para fazer. Mesmo em fase inicial de implantação, o ministro Gilmar Mendes, mais conhecido como “Pai Gilmar” - que solta seu corrupto favorito em alguns minutos -, já se mostrou preocupado com esta “Inteligência Artificial”, que pode atrapalhar seus planos.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

PARCIALIDADE

 

Para Gilmar Mendes, criminosos corruptos só devem ficar presos após pena transitada em julgado. Não exatamente, enquanto culpados, quando ainda estiverem em condições de saúde e vivos. Apesar dos belos discursos de Cármen Lúcia, o STF não representa a igualdade de todos perante a lei.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

                                                             

NA PORÇÃO INFERIOR DAS AMÉRICAS

 

“Após investigações com autoridades suíças sobre o desvio de US$ 1,2 bilhão da PDVSA, a Justiça dos EUA iniciou o bloqueio de imóveis de ex-funcionários da petroleira venezuelana e de pessoas ligadas ao regime”, lemos logo na primeira página do “Estado” de 30/8. Enquanto isso, a “justiça” (jota minúsculo) botocuda da porção inferior das Américas nos brinda com a sua alta eficiência e desprendimento ao reconhecer que o País passa por momentos muito difíceis e abre mão de todo e qualquer aumento em seus parcos vencimentos de quase R$ 30 mil - fora o etc. -, frustrando o ainda atual presidente Michel Temer no seu árduo afã do ensaio sobre a cegueira.

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

 

RETRATOS DA JUSTIÇA

 

Os dados da pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a Justiça brasileira revelam um grande avanço no quesito produtividade e desmantelam por completo a ideia de vincular as despesas do Judiciário com o produto interno bruto. O aumento do número de demandas sucede em razão das mazelas políticas e distorções na ordem econômica, e dentro de suas limitações, a Justiça tem conseguido atender às necessidades da população, livre das críticas ácidas da mídia e pseudoquestões de reajustes nem sequer enviados ao Parlamento.

 

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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