Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2018 | 03h00

MUSEU NACIONAL

Patrimônio perdido

Foi de cortar o coração assistir às imagens ao vivo do incêndio que consumiu o acervo de cerca de 20 milhões de itens – o maior da América Latina e o quinto do mundo – do Museu Nacional, do Rio de Janeiro, não só o mais antigo do País, mas a mais antiga instituição científica brasileira. As chamas destruíram duas bibliotecas, sarcófagos, múmias (de adultos, crianças e animais), murais, tronos de antigos reis, estátuas, pinturas, gravuras, porcelanas, fósseis de plantas, de dinossauros, da Luzia (o esqueleto humano mais antigo das Américas, com cerca de 12 mil anos), além da riquíssima mobília, dos assoalhos e das paredes que abrigaram um rei e dois imperadores, testemunharam a assinatura da independência do Brasil e da primeira Assembleia Constituinte da República, mais um sem-número de episódios que fizeram a História deste país, de futuro tão incerto, que assim perdeu parte insubstituível do seu passado. Faltou água nos hidrantes e vergonha na cara dos administradores, que descuidaram de um prédio de mais de 200 anos, que não tinha um sistema adequado de proteção contra incêndios. A cara do nosso Brasil! Triste, muito triste.

JOÃO MANUEL MAIO

clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

Descaso vergonhoso

A destruição do Museu Nacional é a síntese deste país: administrações públicas incompetentes, políticos corruptos, descaso com a ciência e a cultura, comprometimento irreparável do futuro, vergonha perante o mundo, predomínio da indiferença.

ANGELO BAUCIA

baucia@terra.com.br

São Paulo

Acervo online

Para sabermos sobre os 20 milhões de itens do Museu Nacional, que viraram fumaça, nada como a plataforma museusbr. A instituição completara 200 anos em junho, mas não ganhou sequer um sistema anti-incêndio minimamente adequado. Tratava-se de um dos principais museus do gênero nas Américas e era centro de peregrinação de jovens de toda parte que vinham admirar seu conteúdo. Os que vierem de agora em diante é para se admirarem com o descaso das nossas autoridades. Ninguém acredita.

JORGE ALBERTO NURKIN

jorge. nurkin @gmail.com

São Paulo

País primitivo

A destruição do museu é uma tragédia: 200 anos de História no lixo! Agora, não sei o que é pior, se a incompetência dos governos em efetuar a manutenção do prédio ou o amadorismo do corpo de bombeiros, completamente despreparado para lidar e controlar o incêndio. Somos um país primitivo!

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Adeus a Luzia

Durante mais de 12 mil anos ela esteve protegida pelo solo brasileiro. Não sobreviveu a meros 50 anos de incúria. Desta vez foi “cremada”. Adeus, Luzia, a mãe da América!

CANDIDO ANTONIO DE PRETTO

depretto@uol.com.br

São Paulo

Incúria

Luzia, que resistiu à passagem dos milênios, as múmias compradas por dom Pedro, os móveis de dom João VI, que escaparam da invasão de Napoleão Bonaparte, os fósseis que estão aí desde a Pré-História... Alguém acha que tudo isso resistiria ao poder destrutivo, à incúria, ao pouco-caso e à corrupção vigentes neste triste Brasil? Só mesmo o meteorito Bendegó, de ferro e níquel, vindo dos confins do espaço, para resistir a tamanha calamidade...

RENZO GALUPPO

renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos

Populismo e milagreiros

O incêndio que torrou o Museu Nacional é mais um trágico reflexo deste país, que acredita em milagreiros e vota em populistas. Vendo as imagens do fogo, e chorando, não pude deixar de me lembrar imediatamente das cenas de nazistas queimando livros e obras de arte, de Mao Tsé-tung perseguindo cultos professores universitários, dos dogmas de religiões ortodoxas, das perseguições de Stalin e de tantos outros salvadores da pátria apagando o passado em nome de um grande futuro, que em todos os casos se provou catastrófico. Tudo tão parecido com o Brasil de hoje... No meio dessa catástrofe para a memória e a cultura nacionais, é impossível não lembrar também de Lula propalando sua aversão à leitura, ou de Bolsonaro, que quer “apagar” o que não lhe agrada. Um país sem memória é um país sem futuro. É exatamente o Brasil ideal para populistas ou milagreiros. 

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

Mentirosos contumazes

Os vigaristas do PT e do PSOL não se emendam mesmo. Ficaram 13 anos e meio no poder federal e estadual do Rio de Janeiro, com Lula, Dilma Rousseff e Sérgio Cabral sempre coligados e mancomunados. Torraram e roubaram bilhões de reais na Olimpíada e na Copa do Mundo, que só serviu pra inglês ver, e agora vêm acusar o teto de gastos do governo Temer (vice da Dilma desde 2010) pelo incêndio no Museu Nacional? Que gente sem caráter e sem vergonha na cara! Não é à toa que seu líder máximo está na cadeia.

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

Quem incendiou o Museu Nacional foi a maldita Lei Rouanet. Outras causas: os R$ 43 milhões que o presidiário tirou dos pobres e deu à UNE, além do sumiço de milhões das estatais que estão com os condenados da Lava Jato. Está fácil achar os culpados pelo incêndio.

JORGE PEIXOTO FRISENE

jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

Trem-bala

Enquanto o fogo destrói um museu histórico por falta de manutenção, uma estatal inoperante, mas que emprega os apaniguados políticos, criada para gerenciar o trem-bala da sra. Dilma Rousseff, tem gastos anuais em torno de R$ 70 milhões. O que dizer mais sobre isso?

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

rodriguesalonso49@gmail.com

Santos 

Luto

Que a ferida aberta por esse incêndio não se feche até que nossa cultura seja tão valorizada quanto uma Olimpíada ou uma Copa do Mundo. Como todo o País, estamos de luto.

JORGE PIMENTEL CINTRA, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

jpcintra@usp.br

São Paulo

INCÊNDIO NO MUSEU NACIONAL

O incêndio do Museu Nacional, na noite de 2 de setembro, domingo, no Rio de Janeiro, arremata a tragédia cotidiana da cidade cujos encantos mil sobraram na natureza, apenas. Os bandidos da gangue de Sérgio Cabral e Lula e os chefões das drogas tornaram-na cidade sinistra habitada por gente sofrida no limite do pânico. As labaredas na Quinta da Boa Vista pulverizaram inestimável acervo histórico, científico, cultural e lavraram, nas cinzas, epitáfio que os cariocas não merecem: descuidar da memória histórica é tornar o povo corpo sem espírito. Muito mais: é ampliar a incultura que desgraça e degrada o Brasil.

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

Se havia alguma dúvida de que o Brasil é o país da incompetência, do descaso e da omissão, nos mais diversos setores, com o incêndio e a destruição completa do Museu Nacional, agora, já não há mais nenhuma. A tragédia de dimensões gigantescas já era anunciada, com a precariedade do prédio cuja importância histórica era incomensurável. Mas de nada adiantava essa importância, os responsáveis por ele nada fizeram para preservá-lo - pior, com sua omissão, fizeram tudo para que isso acontecesse. Agora tudo se perdeu, coleções importantíssimas e, em alguns casos, únicas viraram cinzas, e com certeza nunca mais teremos nada que se compare ao que foi perdido. Basta pensarmos nas coleções egípcias, pompeiana, precolombiana, paleontológica e as demais coleções de história natural. O prédio, por si só, já era o maior tesouro, suas salas históricas ainda preservadas - a do trono e a dos embaixadores - eram as testemunhas da grandeza imperial do Brasil, que agora caiu na sua verdadeira e medíocre dimensão de republiqueta. Basta observarmos as campanhas dos candidatos para presidente desta republiqueta. Uma das diferenças entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos é justamente a forma de preservar seu patrimônio histórico, artístico e científico. Este incêndio trágico e esperado é a comprovação do nosso subdesenvolvimento. O prejuízo é incomensurável.

Luís S. Soares Rodrigues luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

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PERDA INESTIMÁVEL

O incêndio no Rio foi uma fatalidade nacional. Perdemos memória, ícones e pesquisa. Perdemos conteúdo em obras inestimáveis. A justificativa: falta de verbas para a manutenção. A mesma verba que faltou para a manutenção dos hidrantes que, se funcionassem, teriam possivelmente efetuado um salvamento parcial. Mas no Brasil é assim, precisamos ter perdas expressivas para as coisas acontecerem. O Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, foi outra perda importante, felizmente já recuperado. O Museu do Ipiranga, fechado por anos, aguarda reforma antes que tragédia parecida aconteça. Niede Guidon teve de vir à luta pessoalmente em prol da preservação do Parque Nacional da Serra da Capivara e suas pesquisas antropológicas. Neste interim museus são abertos com gastos expressivos. Seu conteúdo não chega aos pés do que perdemos ou o do que está temporariamente fechado. O diferencial que os justifica é que seus nomes identificam para a posteridade os nomes dos doadores mantenedores. Esta relatividade na dotação da verba demonstra a falta de planos e prioridades no manejo de nossos bens culturais. Perdemos com isso nós, brasileiros.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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VERGONHA NACIONAL

Se os nossos representantes em Brasília só liberaram R$ 54 mil/ano para o nosso Museu Nacional, é uma vergonha nacional e uma falta grave e falta de cultura. O que custa um deputado por mês foi dedicado para a manutenção anual do Museu Nacional.

Michael Peuser mpeuser@hotmail.com

São Paulo

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LEI ROUANET

A ver como se deu o incêndio no Museu do Rio de Janeiro: não apareceu nenhum culpado, mas a Lei Rouanet foi a grande beneficiada. Se o museu não tem dinheiro para ser cuidado e fiscalizado, pois a responsável é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cujo aparelhamento político-ideológico está a cargo do PSOL e do PCdoB, os artistas que foram beneficiados pela lei deveriam pagar pelo prejuízo. Somente para o Instituto Lula foram destinados R$ 7,9 milhões; turnê Luan Santana-parte II, R$ 4,1 milhões; Claudia Leite, R$ 5,8 milhões; Maria Bethânia, R$ 1,3 milhão; e outros. Culpar o cidadão que não é capaz de cuidar de sua própria calçada e ignorar como é feita a distribuição de milhões de reais por pura ideologia é um crime. O que vai acontecer? Nada. No Brasil, muitas pessoas nem sequer sabem que existia o Museu Nacional no Rio de Janeiro, quanto mais o que poderia ter lá dentro, já que não é hábito do brasileiro visitar museus. O estrago está feito. Mais uma vez, o cidadão vai pagar pela tragédia cultural.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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RECURSOS

Se a Lei Rouanet não desse dinheiro para manifestações culturais duvidosas, e sim para museus de elevada importância, como o Museu Nacional, essa tragédia teria sido evitada. 

Victor Hugo

São Paulo

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DESFAÇATEZ INSUPORTÁVEL

Após 14 anos de administração federal petista, creditar ao atual governo a responsabilidade pela falta de verbas para a manutenção do Museu Nacional é de um oportunismo e  irresponsabilidade sem limites. A "grande" era petista, alardeada à época, nas inúmeras aparições de Lula e Sérgio Cabral nas TVs, que, aliás, hoje estão no lugar adequado, a cadeia, gastou bilhões de reais no Rio de Janeiro com a Olimpíada, a Copa do Mundo de futebol, além dos gastos sem limite com a chamada pacificação das favelas, que não obteve o mínimo êxito, como comprova a necessidade da atual intervenção militar. Querer, agora, culpar a atual administração federal por este lamentável incêndio no Museu Nacional é de uma desfaçatez insuportável - diga-se, característica da maioria dos políticos e dirigentes petistas. 

  

Milton Lourenço Dias Filho milton@fiorde.com.br

São Paulo

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SERÁ?    

No dia 6 de junho de 2018 o Museu Nacional completou 200 anos. Na ocasião, a direção do museu anunciou a assinatura de um contrato que previa investimento de R$ 21,7 milhões para o plano de revitalização do seu prédio histórico e demais instalações. A despeito de ser leigo no assunto, não creio que a eventual reforma teria início sem que o acervo do museu fosse totalmente catalogado e guardado em local seguro até o término das obras. É fato notório que o museu estava em estado de completo abandono, com diversas salas fechadas e atrações indisponíveis ao público. Um local público abandonado é terreno fértil para a ação de pessoas mal intencionadas que, valendo-se da total falta de controle ou fiscalização, podem tomar para si parte de acervo valioso. Neste cenário, seria impossível imaginar que o incêndio pode ter sido causado intencionalmente para que fossem apagados os rastros de um eventual roubo de peças do acervo? Tudo o que se espera é que as autoridades do Rio de Janeiro investiguem as causas do incêndio. A eventual conclusão de que não foi um acidente, mas uma ação criminosa, não será surpresa para nenhum de nós.

Eduardo de Assis Pires eduardoapires@uol.com.br

São Paulo

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UM ASSOMBRO

Em fevereiro de 1998 o Aeroporto Santos Dumont foi destruído por um incêndio. Naquela época os bombeiros disseram que não havia água suficiente para apagar o fogo. No início da noite de domingo, o Museu Nacional do Rio de Janeiro foi arruinado pelo calor e pelo fogo, destruindo o maior acervo histórico do País. Mais uma vez, o Corpo de Bombeiros declarou que a escassez de água dificultou as atividades de combate ao incêndio. A negligência da direção da UFRJ e também dos membros do Ministério da Cultura assombra a população, que testemunha a perda irreparável de um patrimônio incalculável.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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MUSEU NACIONAL

Segundo o reitor da UFRJ e o diretor do museu, a culpa do incêndio foi o efeito, e não a causa, que é a falta de investimentos em segurança.

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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EXPLICAÇÕES

As justificativas das autoridades para o incêndio no Museu Nacional chegam a ser tão ridículas que só falta afirmarem que o incêndio foi vítima do fogo.

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MAIS UM

A cada incêndio de grandes proporções, seja de um prédio ou museu, a expressão mais utilizada nos meios de comunicação é "tragédia anunciada". Em poucos dias este deplorável incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro - fruto do menosprezo sistemático das autoridades governamentais pela nossa história e cultura - será apenas mais um entre tantos que já aconteceram no País, e outras tragédias certamente virão. A verdade é que o povo brasileiro não tem apreço pela sua cultura e, portanto, não cobra melhorias do governo. Mudar essa situação exige mudança de paradigma, coisa que seguramente não acontecerá nos próximos dias. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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DESCASO

É muito lamentável o incêndio ocorrido no Museu Nacional na tarde de domingo. Era uma desgraça anunciada há muito tempo, fruto da incompetência e do desleixo de governos de todos os níveis, que só estão preocupados com os benefícios de sua camarilha. São perdulários, sem planejamento de interesse do País. Todas as autoridades entrevistadas, cinicamente, lamentaram o ocorrido, como se não fosse problema delas, e dizem que vão fazer esforços para recuperar o museu. Recuperar o quê, cara pálida? Foi tudo destruído, dezenas de anos de história foram para o lixo. Agora, que o burro fugiu, todos querem fechar a porteira. É o fim.

Luiz F. de Assis Salgado salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo

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CORPORAÇÕES

Vejo muitas pessoas se queixando do "Estado obeso" que temos, mas se fosse isso o Museu Nacional, o Museu da Língua Portuguesa e o Butantã, todos queimados por desídia do Estado, estariam salvos, com tudo brilhando e a salvo de destruição. O que temos na realidade são corporações ávidas de se apoderarem que tudo o que possa ser trocado por dinheiro, pouco importando os bens do Estado destinados a prestar serviços à população. Da mesma forma como é provável que muito seja roubado nos hospitais públicos, nas escolas e nas penitenciárias, deixando todos sem cobertura por essa atitude criminosa e irresponsável destas corporações.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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EM BUSCA DE EFICIÊNCIA

Com a ineficiência dos nossos governantes para gerir a cultura nacional, deveríamos incentivar as empresas privadas a manter os espaços culturais. Viva a Cultura!

Alexsandro Gonsales agonsalesadm@gmail.com

São Paulo

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MUSEU EM CHAMAS

No país do futebol e do carnaval, a cultura foi relegada às cinzas. A culpa maior é do Estado brasileiro, que sempre investiu no patrocínio de clubes falidos e na produção de telenovelas, por exemplo, usando o dinheiro de bancos públicos para financiar esquemas de corrupção em detrimento do financiamento de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, saneamento básico, habitação e cultura.

Yvette Kfouri Abrão  m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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UM CRIME

Que país é este que deixa seus museus arderem em chamas? Já estive no Museu Nacional, que chamou minha atenção pela beleza da arquitetura e pela riqueza do acervo, mas, ao mesmo tempo, pela falta de cuidado. Muitos nem o conheciam, pois estava abandonado na Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro. Não perderia em nada para aqueles museus da Europa, que enchem os olhos dos turistas, caso tivesse tido o mínimo de manutenção. Mas agora é tarde, lá se vão 200 anos de história. E não venham com esta de fatalidade, isso foi um crime contra o patrimônio cultural. Boa reflexão para as próximas eleições: que povo é este que permite governos tão incompetentes?   

Dalila de Mello Cardoso Vieira dalilamelloc@hotmail.com

Belo Horizonte

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TRISTEZA

A tristeza é o sentimento mais significativo para refletir a perda e o incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Imóvel insubstituível da ciência, da cultura e da história do Brasil, fundado por Dom João VI em 1818, se perde levando consigo estudos científicos, coleções raras de geologia, paleontologia, antropologia biológica e arqueologia. É lamentável que nosso país perca parte de sua história sob o olhar indiferente dos governantes que não se preocupam com a manutenção de locais que guardam nossa riqueza científica e nossa memória. A maquiagem de obras essenciais e a vontade de estar presente na mídia explicam os motivos pelos quais os políticos preferem trocar a conservação de um local tão importante pela edificação de obras midiáticas como o Museu do Amanhã. Eu não me espantaria se encontrasse no lugar do museu símbolo do nosso período imperial um campo de futebol com um painel eletrônico projetando o brasão do Flamengo para a felicidade da patuleia.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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PRIORIDADES

Essa tristeza é resultado de muitos anos de corrupção, roubalheira e descaso com as verdadeiras prioridades. As prioridades dos últimos governos foram a Olimpíada e a Copa do Mundo, porque destes eventos se poderia tirar dinheiro para a corrupção. Vejam Sérgio Cabral e Nuzman. Hoje, tudo abandonado! Deixaram de lado a saúde, a segurança, a educação e tantas outras prioridades importantes como a preservação de riquezas históricas como o museu. Destruíram até uma parte da história! Não sobrou quase nada... só mesmo a tristeza do povo brasileiro, vítima de corruptos por muitos anos.

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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O RESCALDO

Sugiro que o rescaldo que for salvo do Museu Nacional seja doado para Portugal, país que dá valor e sabe administrar seus museus. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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METEORITO BENDEGÓ

Espero que não confundam o meteorito Bendegó, que estava no Museu Nacional, com entulho e o joguem fora. Alguém sabe o preço de meteoritos no mercado? 

Carlos A. Borges borges.ca@gmail.com

Rio de Janeiro

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REVOLTA E INDIGNAÇÃO

Que vergonha! Que vergonha ver meu país pegando fogo! Literalmente, pondo abaixo o quinto maior acervo do mundo em preservação da história natural. Virou cinzas e, simbolicamente, aponta a direção para onde deve ser dirigida a revolta de nossa indignação, sem violência física: aos canalhas que devem ser expurgados dos Poderes da República, principalmente ao encarcerado de Curitiba e a todos os que dele lhes dão calor de abutre, desde a segunda turma do STF aos analfabetos bastardos da educação, que são seus pares.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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LUTO

Em meio à tragédia que foi a destruição de 20 milhões de peças que estavam no Museu Nacional no Rio de Janeiro, havia um rolo da "Torá" trazido ao Brasil por Dom Pedro II. No calendário judaico há um dia de luto que marca a queima de um rolo da "Torá" ocorrida há milênios. No calendário nacional, também caberia fixar um dia de luto pela terrível queima ocorrida no domingo de tudo o que compunha inestimável acervo do nosso querido museu.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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ESTUPIDEZ

Um idiota completo, de esquerda, evidentemente, escreveu no Facebook que valeu a pena eliminar da memória brasileira a casa da família real portuguesa e, posteriormente, da família imperial brasileira, posto que apoiavam a escravidão. É tanta estupidez que precisamos lembrar que o Brasil só passou a integrar o mundo das grandes nações após a vinda da família real portuguesa para o Brasil, o que é notório. A cultura, a abertura dos portos e tudo o mais que era então precioso no mundo veio para cá com Dom João VI e sua corte. O Brasil se tornou independente pelas mãos de Dom Pedro I, depois Pedro IV de Portugal, ou seja, o herdeiro do trono e descendente da família real portuguesa. Os escravocratas de então não eram os da família imperial, mas os grandes fazendeiros, que ganhavam muito com as suas plantações e, depois, com as exportações de seus produtos, principalmente o café. A abolição da escravatura, ocorrida um ano antes do golpe que ocorreu, o da proclamação da República, foi assinada pela herdeira do trono, a princesa Isabel. Tudo o que à época não tínhamos veio pelas mãos da família real e, depois, imperial família, especialmente a cultura e a modernização, ferrovias, gás de rua e iluminação pública, telefonia, etc. O Brasil chegou a ter a segunda maior frota do mundo, perdendo apenas para a inglesa. Foi unificado no governo de Pedro II, e assim permaneceu, pois acabou com todas as revoluções separatistas. Sabemos, mas muitos ainda não o admitem, que o melhor governante que o Brasil conheceu foi Dom Pedro II. Ainda admiro muito as monarquias sobreviventes, como as de alguns países europeus, exemplos de governo e de respeito aos seus cidadãos. Que estes idiotas que ainda não estudaram nada de História do Brasil fiquem calados ou sumam. E que a nossa República, dita democrata, assim se torne.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo 

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FERIDA

Quando um museu pega fogo, com suas chamas se consome a memória de um país. O Rio de Janeiro é uma ferida a céu e a mar aberto. Com certeza, este incêndio é o resultado de todo esse descaso.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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UM COLISEU NO RIO

Perdemos o Museu Nacional, ganhamos um Coliseu. Temos de ver com otimismo. Nada é por acaso!

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

Mirandópolis

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O OLHAR DA ONU

Será que algum comitê da Unesco ou da ONU vai se reunir para repreender o Brasil pela vergonhosa perda de patrimônio cultural inestimável no incêndio no Museu Nacional?

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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A DERROTA DE LULA NO TSE

A Lei Complementar n.º 135/2010 estabeleceu que um condenado por órgão colegiado se torna  matematicamente inelegível. Para não dar margem a dúvida, a citada lei foi ratificada por goleada (6 a 1) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira, barrando a candidatura de Lula à Presidência da República. O PT, os petistas e, principalmente, Lula da Silva, que tanto dizem prezar a democracia, desde que não os atinja, insistem na candidatura de um indivíduo condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, num flagrante desrespeito às regras vigentes, o que nos leva a concluir que todos são iguais perante a lei, com exceção do presidiário Lula da Silva.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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RECURSO AO SUPREMO

Após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sua candidatura barrada, por decisão acachapante do TSE, por maioria de votos (6 x 1), o candidato a vice do PT, Fernando Haddad, tem dito que o PT vai recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). Santa ignorância! Será que os intérpretes legais do PT não sabem que a decisão em tela fundamentou-se na Lei da Ficha Limpa e que esta foi constitucionalmente aprovada pela referida Suprema Corte? Será que esta Corte agora, com a apresentação do referido recurso, vai julgar dita lei contrariamente ao que decidiu? Espero que tal absurdo jurídico não aconteça, pois o Supremo é o galardão da honra do Poder Judiciário da nossa República.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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CHEGA!

O PT é impressionante, não respeita as leis e se julga injustiçado mesmo estando errado. A posição com a merecida prisão de Lula os deixou ainda mais revoltados. Já passou da hora de eles serem colocados no devido lugar, respeitarem as leis e ficarem calados.

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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VOTO DE PROTESTO

Toda eleição tem votos de protesto. São os nulos, brancos e abstenções, mais a escolha de candidatos ridículos e inviáveis. Isso aconteceu em 1959, em São Paulo, quando a rinoceronte Cacareco teve mais de 100 mil votos para vereadora. Nas eleições deste ano - marcado por graves crises -, é natural que a quantidade de intenções de "votos-cacarecos" tenha aumentado enormemente. E as pesquisas apontavam a tendência de estes votos serem de Lula, pela simples razão de que ele é presidiário. Afinal, a faixa presidencial ostentada por um preso com uniforme listrado na horizontal é algo tão absurdo, ridículo e esdrúxulo quanto uma rinoceronte discutir leis e ser chamada de excelência. Esta tragicomédia acabou no TSE e os "votos-cacarecos" não serão herdados por Haddad, simplesmente porque ele não é presidiário.

Luiz Salgado Ribeiro luiz.salgado@hotmail.com

São Paulo

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O VICE ADVOGADO

Data vênia, na próxima visita ao "cara", Haddad vai como advogado ou candidato?

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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O CUSTO DA DEFESA

Gostaria de saber: quem paga, quanto paga e qual a origem desta grana toda que financia a banca de advogados que defendem Lula e o PT? Os eleitores, principalmente os de Lula, deveriam saber.

Jaime Sanches jaimesanches7373@gmail.com

São Paulo

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O VOTO DE FACHIN

Em seu voto favorável a Lula no TSE, o ministro Edson Fachin cometeu o absurdo de dizer que o Brasil teria de respeitar a "decisão" do Conselho de Direitos Humanos da ONU pedindo que Lula participasse da eleição? E essa decisão foi assinada por apenas 2 dos 18 membros integrantes do conselho, contra uma decisão soberana no Brasil, a Lei da Ficha Limpa, em pleno vigor, lei de iniciativa popular firmada por mais de 1,5 milhão de brasileiros. E mais um detalhe: entre os membros deste conselho há venezuelanos, cubanos, chineses e congoleses, que não se reuniram sequer para discutir os abusos contra os direitos humanos na Venezuela. Será que o mensalão e o petrolão de Lula chegaram a esse conselho? E a Fachin também?    

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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PROFUNDA DECEPÇÃO

Fiquei surpreso com o "Fórum dos Leitores" de domingo (2/9), com críticas suaves ao comportamento do ministro Edson Fachin. Por isso quero manifestar minha profunda decepção com o voto daquele que deveria mostrar notório saber jurídico. Eliane Cantanhêde, em sua coluna de domingo, relacionou seis pontos que mostram quão falho e incoerente foi o voto do ministro. Infelizmente, no cargo que ocupa, ele pode desrespeitar a legislação vigente, proferir um voto que claramente mostra desconhecimento, e, mesmo assim, manter-se "ad aeternum" no cargo que ocupa.  Não é mais possível aceitar esse tipo de situação. Ministro do TSE que demonstra não estar qualificado deve, como ocorre no Executivo (eleito pelo voto popular), sofrer processo de impedimento e ser substituído. Aliás, está na hora de o Congresso Nacional mudar a legislação que trata do assunto.

Walter Jark Filho walterjarkfilho@gmail.com

São Paulo

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BIOGRAFIA MANCHADA

Na sexta-feira, durante o julgamento pelo TSE dos recursos que pedem a inelegibilidade do ex-presidente, o ministro Fachin, talvez irrefletidamente, manchou sua biografia de professor, jurista, advogado e ministro da mais alta Corte de Justiça do País, para sempre, com o vermelho que representa o sangue putrefato de milhões de brasileiros que sofreram com esta malta petista na administração pública do Brasil, ao dar validade constitucional à armação do PT de trazer documento supostamente produzido pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU. Esta mancha indelével firmou-se no momento em que o ministro ignorou solenemente a disposição do parágrafo 3.º, inciso LXXVIII do art. 5.º da Constituição federal, que diz que "os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais". Que pena, ministro!

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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IMPUGNAÇÃO

No assentamento petista, plantaram "postedilma" esperando "lullalá", mas brotou cana e, mesmo com adubo "Fachin", só colherão laranja "haddad" e apenas uma "manoelainsossa"...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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AMEAÇAS

Antes de crucificar e atirar pedras no respeitável ministro Edson Fachin pelo único voto dissonante a favor da manutenção da candidatura Lula na próxima eleição, cabe, por oportuno, lembrar de dois episódios recentes: seu voto contra o pedido de habeas corpus pela defesa do ex-presidente, seguido da revelação feita pelo relator da Lava Jato, em 22 de março, durante sessão realizada no plenário do STF, de que ele e sua família estavam sendo ameaçados, razão pela qual fez o pedido de proteção a todos, conforme suas palavras a seguir reproduzidas: "Uma das preocupações que tenho não é só com julgamento, mas também com a segurança de membros de minha família. Tenho tratado desse tema e de ameaças que têm sido dirigidas a membros da minha família. Sou agradecido à vida por ter chegado ao Supremo e estar diante do processo da Lava Jato, mas estou preocupado com as consequências para meus familiares que não fizeram essa opção e poderão eventualmente sofrer algum tipo de consequência". A que ponto chegamos! 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DO TRIPLEX AO METRÔ

Talvez ninguém tenha percebido no sábado (1/9), no "Tema do Dia" ("Lava Jato cobra valor de Lula no caso triplex", página A3), quando o leitor Alexandre CA escreveu: "Roubar um triplex é fácil. Quero ver roubar um metrô inteiro, não ser preso e ainda se candidatar a presidente". Pobre país, que tem de escolher entre Alckmin, Bolsonaro e Marina. Que tragédia. Precisamos renovar e votar em quem nunca foi político. O poder está em nossas mãos.

Ricardo Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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LULA E ALCKMIN

O leitor Alexandre CA (1/9, A3) disse que Lula roubou um triplex, está preso, e Alckmin "roubou" um metrô, está solto e é candidato à Presidência. Sim, Lula roubou muito mais que um triplex, roubou a saúde, a paz e todo o dinheiro que pôde; e Alckmin não: ele pode ter picareta na sua equipe, mas não rouba, é candidato à Presidência e, se nós estivermos com muita sorte, pela misericórdia divina, na hora de arrumar mesmo o Brasil, Alckmin ganha as eleições. Infelizmente, ainda vejo muita ignorância que impede essa graça. 

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br 

São Paulo

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BOLA FORA

A propaganda eleitoral do presidenciável Geraldo Alckmin é tão ou mais míope do que ele, porque, se nas pesquisas ele não tem o eleitorado mais jovem, não será mostrando o candidato Jair Bolsonaro aparentemente "odiando as mulheres" que vai conseguir. Principalmente quando na propaganda política usam mulheres que não nos representam. Maria do Rosário há décadas só serve de chacota entre os jovens, inclusive quando nas redes sociais - as mais usadas pelos jovens - a mostraram como péssima mãe que abandonou a filha para defender bandido, o que contraria também a maioria das brasileiras, que quer bandido na cadeia e filho vivo. Bola fora de Alckmin, que só vai jogar votos em colos alheios. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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'A ELEIÇÃO TOTÊMICA'

O jornalista Eugênio Bucci publicou o artigo "A eleição totêmica", sobre as eleições, na semana passada ("Estadão", 30/8, A2). Como faz parte da "intelligentsia" de esquerda, gostaríamos de submeter o escrito a uma análise crítica, isto é, ler nas entrelinhas para melhor revelar as intenções do autor. Nas linhas introdutórias, explicita que a "mitologia" será sobre o candidato que lidera as pesquisas, posto para fora do pleito. E cita o mito de Freud, em "Totem e Tabu": "O pai morto tornou-se mais forte do que o fora vivo". Desafiemos se conseguirá demonstrar o axioma. Cita o discurso do condenado Danton, na Revolução Francesa, que se encaixa como uma luva na defesa de Lula. O leitor cai na armadilha: acha que estaria se referindo ao líder preso, mas é induzido, pela semelhança, a concluir que outros já tinham sido injustiçados da mesma forma. Nada conta sobre a peça acusatória, que era sobre corrupção. Danton "avisa a seus carrascos que não conseguirão apagá-lo da vida nacional, pois ele não é mais um homem comum. Suplantou a condição humana e atingiu outra dimensão". Interroga: "Por que é preciso me matar? Devo morrer porque digo a verdade. Devo morrer porque assusto". Apela para o sobrenatural, como alguém transfigurado em mito: "Sou imortal, porque sou o povo! O povo está comigo!". Como não adianta mais recorrer aos fatos, apela para o sobrenatural. Bucci toma partido nitidamente. Na comparação com Lula, fica com a perspectiva do acusado: "A farsa judicial é flagrante". Anula as instâncias judiciárias que o julgaram legalmente, com base em provas documentais e de testemunhas. Omite a condição de mito de Lula, construído desde o início de sua carreira política, pela ação de intelectuais e membros do clero. Bucci, referindo-se a Danton, evidentemente, faz a comparação com o célebre julgamento de Sócrates. A ironia é que Sócrates preocupou-se, na agonia, a saldar a dívida de um galo! Então, a comparação com Danton (e Lula) fica meia forçada... Num momento de típica atitude de alguém da esquerda democrática, nosso autor põe em dúvida se a História absolverá o stalinista Fidel Castro. Podemos lhe devolver a dúvida: será Lula perdoado? Conseguirá nosso "Antônio Conselheiro pós-moderno" (o totem) transferir seu manancial de votos dos grotões para o poste da vez?

Fernando A. M. Flora fernandoflora40@gmail.com

Poços de Caldas

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'BRASIL EM CHAMAS'

Talvez o autor do artigo "Brasil em chamas", Miguel Reale Júnior (1/9, A2), tenha se enganado ao escolher o título. Quem sabe quisesse escrever "Brasil em chagas", um gigante pela própria natureza, carente de cuidados emergenciais de choque, para tentar reanimá-lo depois de mais de 13 anos sendo ferido e torturado pelos agentes corruptos do lulodilmopetismo. Agora precisamos aderir a um período de pouca conversa e muita ação, apostando em algo novo e inédito na política brasileira, um candidato ficha limpa que na verdade não quer que o Brasil saia da ONU, mas, a exemplo do presidente dos EUA, Donald Trump, saia apenas do Comitê de Direitos Humanos, uma farsa de atuação contestada mundialmente. Com o devido desrespeito, despautério é tudo o que li no artigo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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INCOMPARÁVEIS

Não se pode comparar o bolsonarismo, cujo titular, cerceado pela imprensa, pouco consegue mostrar a que veio, com o lulismo, cuja herança consiste numa série de experiências funestas, tais como a corrupção generalizada, o crime organizado e sua infiltração nos mais diversos setores, a quebra de nossa indústria, o desemprego, a saúde precária, residências e propriedades rurais expostas às invasões e saques, etc., sem que se apresentem projeto e providências concretas e adequadas ao caos em que se encontra o País. Ainda há uma terceira via: um candidato que promete o paraíso terrestre, seguro-desemprego, além do Bolsa Família, das cotas escolares e raciais, da progressão continuada (há anos que os alunos são promovidos automaticamente, e só agora estão reclamando da educação precária nas escolas), ficando o trabalho e a meritocracia - promotores do progresso material -  para as calendas gregas.

Maria C. Naclério Homem mcecilianh@gmail.com

São Paulo

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ESCOLHA

Na eleição presidencial, temos duas escolhas: o poste indicado por Lula e José Dirceu ou o voto útil em Jair Bolsonaro contra novo poste.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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O JOGO DO PT

Votar em Jair Bolsonaro é fazer o jogo do PT. Bolsonaro é o adversário preferido por Lula para o segundo turno da eleição por dois bons motivos. Em primeiro lugar, a maioria das recentes pesquisas de intenção de voto mostra que no segundo turno é Bolsonaro que Haddad vence com mais facilidade; em segundo lugar, se Bolsonaro for o eleito, depois de quatro anos de um governo tipo Trump mais Maduro, o PT será invencível. Assim, votar nele no primeiro turno é fazer o jogo do PT.

Luiz Antonio Ribeiro Pinto larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto 

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SALVAÇÃO

Analisando minuciosamente as recentes pesquisas eleitorais e levando em conta os mais preferidos pelos eleitores para presidente do Brasil, incluindo o presidiário, detectei a única salvação possível: o aeroporto internacional mais próximo.

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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QUEM VAI SE COMPROMETER?

As eleições estão se aproximando e nenhum dos principais concorrentes ao cargo de presidente da República se comprometeu com algumas coisas que afetam a sociedade brasileira, em especial a sua classe média. São elas: 1) quem vai ter a coragem de corrigir a tabela de Imposto de Renda, que foi criminosamente congelada nos últimos anos de PSDB/PT/Temer? Classe média paga mais impostos que os ricos no Brasil. 2) Quem vai ter a coragem de auditar, reestruturar a Petrobrás e depois fazer com que o preço do gás de cozinha e dos combustíveis volte a estar dentro de patamares aceitáveis e decentes? 3) Quem vai combater as organizações criminosas e vai modernizar, aparelhar e unificar as polícias, dotando nossas fronteiras de segurança? 4) Quem vai fazer o Brasil sair do atoleiro em que se encontra por covardia e falta de combate à corrupção, dentro e fora de seu partido? 5) Quem vai investir em pesquisa científica, educação e saúde pública sem ter a tentação de querer tirar benefícios adquiridos do povo brasileiro sem cobrar daqueles que possuem grandes fortunas? Por fim, quem será suficientemente corajoso e inteligente para administrar sem ficar refém de partidos e lobistas, reduzindo o tamanho do Estado, cortando gastos e promovendo crescimento econômico sustentável? Parece-me que entre os candidatos disponíveis não temos nem sombra de um homem/mulher com este perfil e coragem. Portanto, mais do mesmo à vista. Até 2022!

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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O BRASIL E SUAS AUTORIDADES

Brasil, grande país, mas lotado de políticos medíocres. Ora, vejamos, estamos novamente nas vésperas de importante pleito e nos arrastando numa longa crise. Acabamos de ver o Judiciário se propondo um aumento de 16,38%, o que elevará o valor máximo de seu salário a quase R$ 40 mil (não acho que seja muito elevado, se virmos o Brasil das cifras desviadas pelos corruptos, mas se olharmos este mesmo país do ângulo do salário mínimo, meu Deus, que vergonha). Tenho recebido várias mensagens via WhatsApp, de  vários políticos, mas nenhum fala sobre o salário mínimo. O auxílio-moradia pago a juízes é de um valor invejável por todo aquele que ganha salário mínimo, com o qual ele tem de se manter, manter a sua família e pagar o aluguel. Tenho certeza de que todo brasileiro que recebe salário mínimo o trocaria pelo auxílio-moradia. Alguma dúvida? Que país queremos? Sem um salário mínimo digno, jamais haverá dignidade neste belo e grande Brasil.

Manuel José F. Pires manuel-falcao@creci.org.br

São Paulo

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'FEDERALISMO DISTORCIDO'

A propósito do editorial "Federalismo distorcido" ("Estado", 1/9, A3), Michel Temer, em seu discurso durante Acordos de Cooperação entre a AGU e Procuradorias-Gerais dos Estados e Distrito Federal (10/8/2017), disse que "nossa Federação é a Federação capenga, ela não é verdadeira, ela é artificial. Tanto que a autonomia dos Estados é muito restrita no nosso sistema. Sempre foi assim (...)". De fato, parece que mesmo quando ainda parecia receoso em conceder o aumento aos ministros do STF, Temer salientava a frágil conotação (sentido) que entre nós, em todas as Constituições brasileiras, teve e tem o termo "Federação".

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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