Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO E ELEIÇÃO

Afronta à Justiça

A atitude dos petistas de desrespeitar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibindo a participação de um criminoso condenado e preso na campanha eleitoral comprova, mais uma vez, o viés ditatorial dessa malta que afronta a Justiça brasileira. Já há tempos, desde as punições durante a campanha de Dilma Rousseff, não acatam nenhuma decisão judicial que não os favoreça. Não bastasse isso, recrudescem sua atitude antipatriota pregando mentiras mundo afora, na expectativa de ganharem apoio daqueles que ainda estão na idade do devaneio, com a indispensável colaboração de asseclas espalhados pelos quatro cantos deste planeta. Já passou a hora de puni-los com a simples cassação da legenda e enquadrar criminalmente os responsáveis pela desobediência civil que praticam.

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

Espicaçar o TSE?

Que Justiça é essa que não cassa o registro do PT como partido político?

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

É um escárnio, uma bofetada no rosto de todos os cidadãos dignos deste país, o absurdo que o PT está fazendo na programação eleitoral das mídias. Como pode esse partido que afundou o País e a vida dos brasileiros infringir as proibições que lhe foram impostas e não ser punido? Se vivêssemos num país sério, o PT não existiria mais!

CLEIDE FRASCO MARRESE

cleideartista@gmail.com

São Paulo 

Ou há moralidade...

O TSE está diante de um dilema: se não barrar de vez a inclusão de Lula na propaganda eleitoral do PT, terá de autorizar outros condenados a também serem incluídos nas campanhas de seus partidos. O questionamento jurídico dessa possibilidade, feito por outras siglas, já é uma vergonha. Esperamos que a integridade do TSE seja mantida e que todas as ações protocoladas na busca dessa permissão descabida sejam negadas.

MIGUEL GROSS

mgross509@gmail.com

São Paulo 

A lei é para todos

Com a decisão da Justiça Eleitoral de que o ex-presidente da República e hoje presidiário Luiz Inácio Lula da Silva não pode ser candidato, o PT demonstra mais uma vez que não respeita a legislação brasileira, pois, ao apelar para que a ONU interfira na decisão, fica bem claro que, para o PT, as leis não têm nenhum valor. Ao que parece, a teimosia de Lula em tentar a todo custo ser candidato e o PT recuperar o poder novamente seria, a meu ver, apenas uma forma de evitar que o novo governo descubra ainda mais roubos que sua quadrilha cometeu. Porém o nosso Judiciário demonstra que tem força e lei é lei, doa a quem doer.

DANIEL DE JESUS GONÇALVES

al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

Recursos à ONU e ao STF

De fato, ou o Poder Judiciário se dá ao respeito e põe um basta nessa pantomima do presidiário, ou estará autorizando todo e qualquer cidadão a fazer a “justiça” que melhor lhe convier.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Direitos humanos

A julgar pela “ética” e ideologia petista, ladroagem e corrupção representam direitos humanos fundamentais e irrevogáveis.

JOSÉ PAULO CIPULLO

j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

Soberania amesquinhada

Entendo que ao nosso ministro das Relações Exteriores caberia firme e imediatamente repor a dignidade da nossa soberania nacional, tão amesquinhada pela forma subserviente como elevadas autoridades se têm submetido à reles opinião de dois consultores de um comitê da ONU, agindo em nome de um órgão administrativo já denunciado pelos EUA como sendo instrumento de ditaduras. Ou bem nos juntamos formalmente ao indigitado comitê, ou denunciamos a desaconselhada participação nacional, aberta e cabalmente. A soberania nacional não se pode sujeitar à tolice dos néscios ou à vilania de oportunistas.

JOÃO CRESTANA

j.torrear@uol.com.br

São Paulo

MUSEU NACIONAL

Este país não é sério

Há alguns anos perdemos o Museu da Língua Portuguesa. Agora, de maneira trágica, perdemos o Museu Nacional, no Rio. Enfim, neste país, onde um “justiceiro” é teoricamente líder da corrida presidencial e onde não temos dinheiro para o censo demográfico, para saúde, educação e outras “superficialidades”, sempre sobra verba, contudo, para um Estado inchado, paquidérmico, inoperante e consumidor cada vez mais ávido de recursos, não importa de onde venham, para manter ricos privilégios e auxílio-moradia, auxílio-paletó, auxílio-livraria e outros, exclusivamente, para uma casta. Enquanto isso, nossos museus são devorados por incêndios, causando perdas irreparáveis ao nosso patrimônio histórico-cultural. Até quando assistiremos a tragédias como essas por causa de “falta de verbas”, desperdiçadas com um pequeno bando de privilegiados?! O que o ex-capitão do Exército pensa da cultura? Sabemos que ele é adepto da “cultura da bala”, mas será disso que o País precisa? Pobre Brasil!

RENATO AMARAL CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

Bola de cristal

Sabem o que vai acontecer com o Museu Nacional daqui pra frente? Será aberta com muita rapidez uma licitação (fraudada) para a reconstrução do “casco”, na qual roubarão a empreiteira “vencedora”, o vendedor de material, o arquiteto... Os bombeiros emitirão o alvará liberando a inauguração antes mesmo do prazo para as verificações necessárias, por pressões da politicaiada. Na data marcada para a “reinauguração” haverá uma megafesta nos jardins, com fartura de comida e bebida compradas de alguma empresa “amiga” da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, na qual os mesmos ladrões e mais alguns estarão presentes, elegantíssimos. Discursarão o prefeito, o ministro, o comandante dos bombeiros, o dono da empreiteira, o presidente do País, o mestre de obras, todos falando da vitória e imensamente felizes com a bolada que receberam. Nenhuma das “autoridades” tocará no assunto do verdadeiro patrimônio que se esvaiu em cinzas por sua própria incompetência e falta de caráter. E pior: nas próximas eleições após a “reinauguração” todos eles serão reeleitos. Viva a próxima Venezuela!

MAURO CLERMANN

mcler@ig.com.br

Natal

O PARTIDO E A LEI

O Partido dos Trabalhadores (PT) é craque em desafiar as leis do País. A "tigrada" petista já disse que não vai respeitar a derrota de 6 x 1 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impediu o registro da candidatura do presidiário Lula da Silva. A propaganda política, com a voz e a máscara do demiurgo, continua arrogante no ar, e desmoraliza a ordem judicial do TSE. Com sua desprezível aptidão, a "tigrada" nem mesmo se incomoda com a multa diária de R$ 500 mil. Pela afronta, deveriam transferir imediatamente o condenado para uma cela comum, para que pense bem antes de mandar às favas as leis brasileiras.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA DO PT

Passando pela Estação da Sé, em São Paulo, deparei-me com vasto material publicitário do candidato a governador de São Paulo pelo PT, Luiz Marinho. Fiquei chocado ao ler que, na propaganda, há a inserção "Lula 13", divulgando o nome do famoso presidiário como ainda candidato à Presidência pelo mesmo partido. Ora, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não decidiu que este homem não pode concorrer a cargo algum? Sendo assim, o partido não estaria acintosamente desobedecendo a uma determinação daquela Corte? E o candidato, não teria cometido crime eleitoral?

Carlos da Silva Dunham caduque.pezao@gmail.com

São Paulo

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INSUBORDINAÇÃO

Num regime democrático, decisão judicial não se discute, se cumpre. O TSE, com base na Lei da Ficha Limpa, após mais de dez horas de julgamento, cancelou a candidatura de Lula. O PT ignorou. Afronta a decisão do TSE ao mantê-lo postulante à Presidência da República. Diante de tamanha indisciplina, é dever do TSE mostrar autoridade: sumariamente cassar o registro do PT.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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PT AFRONTA TSE?

Que tal uma cassação definitiva do registro deste partido de alucinados inconformados? Seria um bom teste para saber se seus militantes têm coragem de cair na clandestinidade.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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ATENTADO À SOBERANIA

Excelente o editorial publicado em 4/9 (página A3), sobre a falta de respeito com que o PT trata as leis do Brasil. Ali foi colocado exatamente o que penso.

Maria Helena Padron mphelenapadron@gmail.com

São Paulo 

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O APOIO PETISTA

Ei, petistas, todas as instâncias da Justiça, até agora, derrotaram o "deusinho", seja na condenação, seja na manutenção da prisão. Ao apoiar o bandido (e é disso que se trata), qual a motivação? Conivência com a desonestidade? Ignorância? Interesses? Falta de humildade para voltar atrás? O malandro certamente será condenado em outras ações, e insistirão em "perseguição"? Só falta defenderem "deixem ele roubar em paz". Ridículo! 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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DEFINITIVAMENTE FORA

A teor do art. 73, inc. I, da Lei 9.504/1997, "são proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta da União (...)". Ocorre que o condenado Lula, o PT e o candidato Fernando Haddad transformaram as dependências da Polícia Federal em escritório político, estando claramente tipificada a violação da lei. O fato é publico e notório, sendo que estes atores políticos nem sequer fazem questão de omitir a natureza das reuniões travadas nas dependências do órgão público federal. A consequência da violação é clara, pois, conforme o previsto no § 5.º da Lei 9.504/97, impõe-se a cassação do registro (ou diploma) dos candidatos beneficiados, ou seja, cassação do registro de Fernando Haddad, fulminando qualquer possibilidade de registro (ou diploma) do condenado Lula (que já está impedido de concorrer nestas eleições) em razão desse fato superveniente. Como a violação beneficia o partido político, PT, nem mesmo outra candidatura petista à Presidência ou vice-presidência da República seria possível. Eis o teor do § 5.º: "Nos casos de descumprimento do disposto nos incisos do caput e no § 10, sem prejuízo do disposto no § 4.º, o candidato beneficiado, agente público ou não, ficará sujeito à cassação do registro ou do diploma". Ou seja: o PT está definitivamente fora das eleições presidenciais, em razão da aplicação da Lei 9.504/97, art. 73, c/c inc. I e § 5.º.

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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FARSA CRISTALINA

Tornou-se ridículo o comportamento do sr. Fernando Haddad, até mesmo uma afronta ao conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - e à OAB-SP, onde Haddad está inscrito -, o fato de tão vergonhoso comportamento de mencionado cidadão ao pretender passar-se por advogado de seu "chefe" ao visitá-lo na cadeia. É uma farsa cristalina, eis que, na verdade, ele atua como moleque de recados, praticando um leva e traz de informações ao "chefe" e ordens deste para seus subalternos seguidores. Tudo visando a tumultuar a Justiça, desobedecer ao TSE, que é uma espécie de Supremo da Justiça Eleitoral, desrespeitando e afrontando as determinações desta corte em seu julgamento do dia 31/8, que adentrou as primeiras horas do dia 1/9, quando terminou a sessão de julgamento de mais de 12 horas que rejeitou a candidatura de Lula na eleição majoritária que ocorrerá em outubro próximo. Numa simples consulta que se faça à internet não se constata qualquer processo em que Haddad tenha patrocinado causas e, no entanto, apresenta-se como "advogado" do presidiário. É muita hipocrisia! Como pode o conselho federal, até o presente momento, não ter se manifestado contra tal comportamento absolutamente desqualificável deste inscrito em seus quadros, utilizando para tanto o Código de Ética e Disciplina da entidade para puni-lo? 

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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A MENSAGEM DE DESPEDIDA

A última mensagem veiculada por Lula é de que ele iria colocar dinheiro na mão do povo. Lula entende como ninguém a forte influência que dinheiro na mão tem. Mas, para colocar moeda no bolso do pobre, o Brasil tem hoje candidatos bem mais bem equipados do que ele e, inclusive, alguns até carregam os termos "moeda" e "bolso" em seu próprio nome. No futuro, os historiadores determinarão o tamanho do rombo que a propinocracia causou ao País, e então irão determinar a constante de Lula - que é aquela que determina quantas moedas foram para o bolso de terceiros para cada moeda que ia para o bolso do povo.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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DILMA ESQUECIDA

Enfim, chegamos ao final da gestão PT, faltando alguns meses para o sucessor de Dilma Rousseff entregar a faixa ao novo presidente e encarar a realidade, ou a herança maldita da era lulopetista. Como bem lembrou o editorial de 31/8 (A3), "Dilma não pode ser esquecida": sua chapa eleita em 2014 tinha o vice, mas a titular fora esmaecida pela insistência massificada de que "foi golpe", na verdade golpe publicitário para apagar a imagem da "presidenta" e deixar o vazio, como se Michel Temer estivesse ali por dez anos. Contudo, a votação fora expressiva na chapa, inseparável Dilma/Temer, coisas do PT, que agora nos faz enfrentar judiciosa teimosia do chefe da seita ditando ordens da carceragem, insistindo na candidatura, contando com o único voto bizantino, acadêmico, difuso, excessivamente confuso do ministro Edson Fachin (TSE), que se esforçou numa incompreensível engenharia jurídica, manobrando-se em suas dissonâncias cognitivas mirabolantes a impor por paus e pedras a superioridade do organismo administrativo (conselho da ONU) à soberania nacional, cujo voto (e isso ficou patente) justificaria a gratidão ao chefe que o nomeou. Quites, segue-se nova chusma de recursos a tumultuar o pleito de outubro, não descartada a possibilidade de reclamações à ausência de vassalagem à ONU, agora buscando punir o Estado desobediente, e outra carga junto ao STF, e com essa divergência farão o milagre da multiplicação, voltará o articulista da carceragem a lançar seus epítetos na imprensa internacional, reclamos de toda espécie: quem sabe o salutar barulho acorde os presidenciáveis, a lembrar que tudo começou (e ainda não terminou) em razão da desastrosa gestão de quase seis anos da chapa Dilma & Temer, este que não chegou sozinho ao Planalto, mas pelas mãos do PT. Pelo iter do impeachment, longo, demorado, judicioso exercício da ampla defesa respeitado e sem máculas, arrastando-se de maio a agosto de 2016, em meio a chicanas, decisões fatiadas, sucessivas interrupções, com essa divergência, seguindo o estilo, vão fazer "o diabo", afinal um voto a favor, cujas colocações realçam semelhanças à escola do desembargador plantonista que num domingo concedeu outra surreal decisão (parecida com as manobras de Fachin) no habeas corpus deferido naquele tumultuado plantão. Interessante mesmo é que ninguém toca no nome da "presidenta", afastada há pouco tempo (agosto de 2016), estrategicamente esquecida. Por disposição legal, assumiu o vice, que, embarcando numa canoa de múltiplos rombos, apesar do esforço, chega à quadratura final.  Porém onde se lê Michel Temer leia-se chapa Dilma/Temer, a encerrar o ciclo mais pernicioso da história republicana. Dilma, hoje atuante graças ao fatiamento de sua condenação, concorre otimista (quase "dobrando a meta" nas pesquisas) a uma vaga no Senado por Minas Gerais, usufruindo da providencial sacada de Ricardo Lewandowski.   

             

Arnaldo Cordeiro Montenegro ac.montenegro@uol.com.br

São Paulo

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LAMENTOS PROTOCOLARES

Se faltava algum sinal de que o Brasil caminha de mal a pior, ele foi disparado. O lento e gradual apagar de nossa história no incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, confunde-se com a própria desestruturação da nação brasileira. Estamos, todos, à mercê das grandes tragédias, sejam elas pessoais ou institucionais, paridas de uma putrefação sem precedentes do ambiente político, jurídico e empresarial. Roubar dissimuladamente, mentir compulsoriamente, prometer francamente, negar peremptoriamente são as armas destes corruptos impunes e insensíveis, que, se não forem parados a tempo, têm tudo para riscar o Brasil do mapa sem queimar um único fósforo.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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VERGONHA

No falido e roubado Estado fluminense, o inaceitável e condenável descaso do poder público acaba de pôr fogo no passado de 200 anos de memória do riquíssimo e insubstituível acervo histórico, científico e cultural do majestoso Museu Nacional, como o enlouquecido Nero fez em Roma em 64 d.C. O criminoso e irresponsável corte da verba de manutenção deixou a instituição ao deus-dará, resultando na tragédia anunciada do incontrolável fogaréu que transformou em cinzas e em pó um patrimônio único no planeta. Isso é uma vergonha!

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

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NEGLIGÊNCIA

Segundo o "Estadão" noticiou, não havia no Museu Nacional portas anti-incêndio nem sprinklers, a água nos hidrantes não era suficiente e não havia seguro nem contra incêndio nem do acervo. Ou seja, mais negligência, impossível. Lembrou aquela piada do indivíduo mau que, ao morrer, foi recebido pelo diabo, que lhe ofereceu duas alternativas: o inferno brasileiro, onde ele teria de carregar cinco sacos cheios de pedras ao dia, ou o inferno suíço, onde ele deveria carregar apenas um saco. Para surpresa do diabo, o homem escolheu o inferno brasileiro. Ao ser perguntado por que ficou com a pior opção, o homem respondeu que no inferno brasileiro num dia iam faltar as pedras e noutro dia, os sacos. Como dizia aquela música, que país é este?

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

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UM RECADO PARA O MUNDO

O incêndio que consumiu na noite de domingo (2/9) o Museu Nacional do Rio de Janeiro é uma tragédia anunciada que incinerou 200 anos de história. Culpa do descaso dos nossos governantes, da falta de cobrança e pautas mais insistentes por parte da imprensa e de todos nós que não temos o costume de observar e cobrar soluções daqueles que devem zelar pelo bem público, no caso, a cultura e a preservação do nosso patrimônio histórico. É muito triste ver a história ser engolida pelo descaso. No domingo, o Brasil mandou um recado para o mundo, de que não somos responsáveis nem valorizamos a nossa história. O que virá depois disso? Salve-se quem puder!

Marcelo Rufino Bonder marcelobonder@hotmail.com

Paraguaçu Paulista

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ESTÃO DESTRUINDO NOSSA HISTÓRIA

A semana em que comemoramos a Independência do Brasil é a mesma em que lamentamos a inconsequência de nossos governantes, que não se preocupam em manter o patrimônio histórico do Brasil, e sim em fazer história com o erário. Precisávamos de verba para manter de pé o Museu Nacional, manter a história do País. Mas, em vez disso, construíram o Museu do Amanhã, sem se preocuparem com o museu do nosso passado. Precisamos nos unir e dar um basta nesta falta de responsabilidade de nossos governantes com nossas instituições. Ou tomamos uma atitude ou continuaremos lamentando.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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OS NÚMEROS

R$ 600 mil seriam necessários para a manutenção anual do Museu Nacional do Rio de Janeiro. A verba anual destinada ao Ministério da Cultura é de R$ 2,4 bilhões. Para comparação, o presidente da Câmara dos Deputados conta com o auxílio de 16 seguranças, 8 vigilantes, 4 motoristas, 23 secretários parlamentares, 4 garçons, 6 cozinheiros e 2 arrumadeiras. O custo mensal de toda essa mordomia ultrapassa o valor de R$ 600 mil. Lula ganhava o equivalente a R$ 800 mil por cada palestra, em apenas um dia. A reforma no tríplex de Lula custou R$ 777 mil. O custo anual de cada deputado é superior a R$ 2,7 milhões. R$ 2,15 milhões é o total pago aos 512 deputados em auxílio-moradia, mensalmente. Estes são apenas alguns exemplos de como o dinheiro público é gasto no Brasil e quais são as prioridades de utilização dos recursos.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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MEMÓRIA PERDIDA

Incêndio queima a História, mas o Brasil já perdeu sua memória há muito tempo. Sim, a destruição do Museu Nacional é uma perda lamentável, inestimável e mais tantos outros adjetivos quantos caibam para retratar um infortúnio de tamanha proporção. Mas, para além dos 200 anos de história destruídos no domingo, o Brasil há muito tempo perdeu sua memória. A eleição presidencial que se aproxima é prova disso, pois o Brasil parece esquecer que o candidato preferido da população nas pesquisas de intenção de voto é o autor do maior projeto de corrupção já visto - e materializado - em todo o mundo. Também grande parte da população está disposta a eleger quem simplesmente nega a ruptura de 1964 e festeja o "regime militar" como se nele não tivessem ocorrido fatos sórdidos como a edição do AI-5 e o infausto atendado no Riocentro. O restante da população se esquece da inércia e da incapacidade dos ex-governadores que estão na política há décadas e nada produziram de modo a credenciá-los à chefia da Nação. Assim, veremos que o próximo presidente da República será o mais puro resultado da falta de memória do Brasil. Um país sem memória é um país sem história. Ou vice-versa.

José Eduardo Louzã Prado jeduardo@fprado.com.br

São Paulo

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'BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO'

Quem aqui já não ouviu essa frase? Foi numa tarde também no mês de setembro que decidimos nos desligar das amarras que nos continham presos a outros interesses. Decidimos, naquele 7 de setembro, que queríamos ser uma Nação independente. Entretanto, alguma coisa aconteceu, algum ruído deu-se no meio do caminho que - cá entre nós, hein - ficamos e continuamos deitados em berço esplêndido. Agora, em pleno século 21, em pleno mês de setembro, em plena Semana da Pátria, assistimos ao vivo e em cores às imagens da queima do único arquivo de memórias de nossos tempos passados enquanto Brasil Colônia (Dom João VI), primeiro Império (Pedro I) e segundo Império (Pedro II). O que a traição republicana da época (1889) não destruiu nos cinco dias seguintes à proclamação da República, expulsando o imperador que tanto incentivou as artes, as ciências e a tecnologia da época, saqueando móveis, objetos, alfaias, quadros e tudo o mais que os braços podiam carregar, agora em 2018, nos 200 anos do Museu Nacional (antigo Palácio da Quinta da Boa Vista), terminou por encerrar - ou, melhor, enterrar. Pior ainda: queimar aquilo que havia restado da memória nacional daqueles períodos. Enfim, cabe aqui mais uma reflexão: culpa de quem?, diriam muitos. Centenas de justificativas agora afloram nas redes sociais e demais mídias. Mas, de novo, cá entre nós, o que fizemos nós enquanto população, aquela que trabalha para valer e faz por onde a economia do País gerar algum dividendo, algum caixa para nossos gestores públicos? Quase nada, para não dizer nada fizemos. Temos um entrave medonho que nos faz paralisar diante do que de fato exige uma atitude nossa. Precisamos no mínimo do mínimo jogar as sementes para o futuro, que não é mais nosso, e sim deles: das crianças, dos jovens e adolescentes que estão chegando. Jogar semente não é só plantar uma árvore (aliás, salvemos a Amazônia, de fato e de direito), mas sairmos da nossa zona de conforto. Cobrar educação, cobrar honestidade, cobrar direcionamento correto das verbas (dos impostos astronômicos que pagamos). Que elaboremos abaixo-assinados, petições públicas, encaminhemos notas às redações dos jornais, denunciemos prestadores de serviços que fingem que trabalham e nós fingimos que acreditamos. Brasil, ordem e progresso!

Marcos Marsulo  marsulo@estacaohistoria.com.br

São Paulo

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INÚMEROS TONS DE CINZA

Parte do povo brasileiro está de luto. Digo parte porque somente os bons brasileiros podem e têm o direito de estarem de luto. A parte decrépita que nos assola em palácios de governos das três esferas de poder e dos Três Poderes da República talvez nem saiba o que foram o Museu Nacional e suas riquezas, até mesmo porque se soubessem talvez as teriam roubado da Nação. As cinzas do Museu Nacional, agora, vão repousar em nossa frágil memória, enquanto as políticas desastrosas e corruptas destes políticos que permeiam o Brasil por décadas continuarão em nossas lembranças, porque eles próprios não nos permitem que as esqueçamos. Todos os dias as nossas relíquias políticas, tais quais os senhores Sarney, Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma, Temer, não nos permitem nos afastar desse museu do mal em que eles ficam expostos todos os dias, enquanto a cada dia chegam mais e mais obras de "desastres" como os atuais candidatos, sem qualquer exceção de nenhum deles. Que tristeza saber que outras cinzas virão e teremos de conviver com elas e descobrir, dentre tantas, qual o "tom" dessa cor ingrata nos causará o menor sofrimento. 

Cláudio Antelo claudio@ahantelo.com.br

São Paulo

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PAÍS INDIGNO

O Brasil de hoje não merece o Museu Nacional, consumido pelo descaso e pelo fogo. Qualquer showzinho beneficente seria capaz de gerar os R$ 500 mil necessários para a manutenção anual do prédio destruído, mas as autoridades ditas competentes não são capazes de qualquer iniciativa nesse sentido. O prédio em si era uma excrescência do período imperial, época odiosa, quando o Brasil era um país rico que se desenvolvia rapidamente. A chegada da maravilhosa República acabou com o odioso império, que se atreveu a acabar com a escravidão e contrariar os interesses dos ruralistas da época, que em nada diferem dos atuais. Na carcaça do palácio destruído deveria ser feito o museu da corrupção, com espaço para todos os grandes ídolos da Nação. 

Mário Barilá Filho  mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CRIME CONTRA A HUMANIDADE

Entre todos os descasos do governo brasileiro, o sucateamento e consequente incêndio no Museu Nacional, que havia completado 200 anos, é um crime contra a humanidade e uma afronta à memória de Dom João, à família imperial portuguesa, que ali residiu, e a todos os brasileiros. Nos últimos anos, reduziram drasticamente as verbas para a manutenção do museu, e o resultado foi transformar em cinzas mais de 20 milhões de peças de um acervo que contava a história do Brasil, da colonização portuguesa e de outros povos do mundo. Tal prejuízo inestimável, impagável e irreparável poderia ter sido evitado se houvesse um sistema contra incêndio semelhante ao existente na inútil e ineficiente Câmara dos Deputados ou no Senado federal, por exemplo. Urge uma intervenção da ONU e das nações amigas para impedirem novos desastres evitáveis, até em situação de guerra, porém corriqueiros no Brasil atual. Até quando assistiremos a nossos bens materiais, imateriais e a vidas perdidas para a manutenção de uma casta milionária que sobrevive à custa da miséria e da destruição de nossa rica nação?

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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UM PAÍS MÍOPE

O gasto para lavar os carros oficiais da Câmara dos Deputados é quase o triplo do que foi repassado ao Museu Nacional. O Poder Executivo gasta no Palácio da Alvorada mais do que o dobro desta verba na manutenção, que incluem energia elétrica e jardinagem, sendo que não há nenhum ocupante por lá. Um país com visão de futuro se define por suas prioridades e escolhas nos gastos públicos.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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INDIGNAÇÃO

A tragédia do Museu Nacional no Rio de Janeiro é um acontecimento inimaginável. Adianta lamentar, chorar, gritar? Não, já aconteceu. E os envolvidos estão aí, emitindo notas a respeito. Chega ao ponto de um deles dizer que é hora de reconstruir o museu. Parece brincadeira. Quanto a mim, um imenso sentimento de revolta, de imensa raiva, mesmo, é o que sinto. O que precisa, agora, é responsabilizar duramente todos aqueles que de uma maneira ou de outra contribuíram, ainda que indiretamente, para isso. Omitiram, foram negligentes, incompetentes, agiram com descaso, não fizeram o que a eles competia. Deveriam cuidar de, zelar por um bem único no mundo, mas não, não o fizeram. Prender esta corja é o mínimo que se exige. Deveríamos fazer um memorial e colocar nele, em letras garrafais, nítidas, para que todos vissem e as futuras gerações também, os nomes de todos eles, a começar pelos atuais, e ir retrocedendo até o ano de 1960, quando o último presidente da República lá compareceu. Bem sei que a prisão de toda esta gente não nos traz de volta nada do que se foi, mas pelo menos nos conforta saber que os culpados foram punidos. Não nos esqueçamos dos grandes culpados: Michel Temer, presidente da República; Sérgio Sá Leitão, ministro da Cultura; Luiz Fernando Pezão, governador do Rio de Janeiro; Roberto Leher, reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Alexandre Kellner, diretor do "extinto" Museu Nacional.

Mauro Furtado da Cunha cunha_mf@yahoo.com.br

São Paulo

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SOBREVIVENTES

O acervo do Museu Nacional desapareceu. Salvaram-se os ministros da Cultura, da Educação e demais responsáveis...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DESCASO TOTAL

A responsabilidade por esta tragédia no Museu Nacional é de todos os governantes em nível municipal, estadual e federativo. Um descaso total com a nossa história. O ministério e as secretarias da Cultura não tinham verbas para financiar as reformas necessárias, mas para financiar projetos particulares de artistas há dinheiro em abundância. O Ministério Público tem de apurar essas responsabilidades para que os responsáveis sejam punidos. Sem falar que o Corpo de Bombeiros demorou para agir e tinha somente uma escada Magirus para o combate às chamas. É este o Brasil que os políticos querem.

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira 

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A FARRA TEM DE ACABAR

Nem sei por onde começar: são tantos os abusos neste país de grande maioria de analfabetos e analfabetos políticos que não querem nem saber de política e votam de qualquer forma e em qualquer incompetente. O Museu Nacional do Rio de Janeiro sobrevivia com R$ 520 mil anuais, valor que não era repassado integralmente desde 2014. Há o que comparar com os salários de deputados federais, que por ano recebem R$ 1,564 milhão; os senadores, por ano R$ 2,034 milhões; o Supremo Tribunal Federal (STF), por ano R$ 555 bilhões. Esta farra com o nosso dinheiro tem de acabar. Outros atores desta tragédia anunciada são a reitoria da UFRJ, responsável pela manutenção e suporte ao Museu Nacional, aqui representada pelo reitor Roberto Leher, filiado ao PSOL, e demais componentes desta estrutura aparelhada com nomes de esquerda que têm de responder por este descaso. Outro ator foi quem administrava a Lei Rouanet nestes anos. Devem explicar onde usaram o dinheiro da cultura no Brasil. Escolheram distribuí-lo em grande parte para a classe artística, entre a qual alguns nem precisavam de ajuda, para turnês, a criação de um museu pessoal, filmes, documentários, livros de fotos com o objetivo de enaltecer indivíduos que apoiavam ou eram governo federal. Então ou nós, brasileiros, aprendemos a votar e não engolir ser aviltados por mais roubos, propinas e descasos para com o nosso país ou acabou, bye, bye, Brasil!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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UM MUSEU MAIS BRASIL

Bem sei que foi um duro golpe para o nosso candidato, o bombeiro do Senhor, Cabo Daciolo, mas olhemos em frente. Precisamos de museus para o povo, como o extraordinário Museu do Lula, obra imortal idealizada pelo também nosso candidato Luiz Marinho, o Ervilha, erguido em São Bernardo do Campo. Numa urna de vidro blindada e anticuspida repousará para sempre o corpo embalsamado do Demiurgo de Garanhuns, tal como Lênin, na Praça Vermelha. O sistema de sprinklers será o melhor do mundo, aprovado pela ONU. Os objetos altamente inflamáveis, como a coleção de cachaças do falecido, serão instalados em área protegida, com portas corta-fogo e proibição de entrada de sindicalistas de fogo. No lago adjacente, os pedalinhos Loura Bandida terão motores Volvo para emergências, com mangueiras capazes de evitar qualquer sinistro. Em lugar das múmias egípcias, uma múmia de Garanhuns, bem mais Brasil.

Enio Basilio Rodrigues enio@goconsult.com.br

São Paulo

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INCÊNDIO CULTURAL

Este incêndio criminoso no Museu Nacional mostra como estamos queimando a cultura no País. Desde os colégios abandonados, até os professores sem preparo e sem incentivos, coordenadores idem, faculdades gastando mais com salários do que com pesquisa, livros mais caros do mundo levando ao fim várias livrarias por todo o Brasil, um jornalismo precário, com poucas exceções, e, o pior, a população sem acesso a uma boa educação, que estimula tudo isso.

Tiago H. de Melo de C. e Silva tiago64hmcs@yahoo.com.br

Campinas

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A TRAGÉDIA COMO ALERTA

O incêndio do Museu Nacional é a mostra do desleixo com que o Brasil trata o seu patrimônio histórico, artístico e cultural. Mas também é um alerta para centenas, talvez milhares, de outros prédios culturais negligenciados pela União, por Estados e municípios. Precisamos encontrar meios de preservar e assegurar a integridade de instalações, acervos e documentação histórica. Em vez de programas para apoiar artistas que já são sucesso ou que não conseguem levar plateia a suas sofríveis apresentações - ou, ainda, figuras ideológicas -, melhor seria que esses recursos servissem para conservar e apoiar o permanentemente ameaçado e degradado patrimônio cultural. Este museu já se foi. Mas existem muitos outros precisando ser salvos.

               

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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PREVISÃO

O orçamento do Museu Nacional é similar ao orçamento familiar da maioria dos presidenciáveis. Assim sendo, os outros museus já sabem que alguma tragédia virá.

Fausto Ferraz Filho faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

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QUESTÃO DE TEMPO

Enquanto políticos corruptos compravam joias em dinheiro vivo, passeavam, adquiriam bens, o Estado do Rio de Janeiro foi jogado às traças. E as tragédias se sucedem. E o carioca não aprende. Aguardem o futuro governador. É outra tragédia anunciada. 

Marcos de Carvalho Costa marcos.50@uol.com.br

Sarapuí

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TERRA ARRASADA

Num país como o Brasil, onde o noticiário de assalto e corrupção dos cofres públicos se renova todos os dias, onde estradas e rodovias estão em frangalhos, onde o ensino público está entre os piores nas avaliações mundiais; um país onde falta dinheiro para quase tudo, exceto para campanhas políticas; entre milhares de notícias ruins, esta semana acompanhamos a tragédia no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, onde a história de nossa história virou fumaça. Rogamos aos governantes que a partir de 2019 vão conduzir os rumos do nosso país que possam colocar o Brasil nos trilhos, até porque ele não vai suportar mais quatro anos de governo de faz de conta.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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A DESTRUIÇÃO DO BRASIL

O incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio, é uma tragédia mais do que anunciada. Há tempos que se vem denunciando o total descaso e abandono dos museus e do patrimônio artístico, histórico e cultural brasileiro. É um triste e trágico retrato do Brasil atual. O salário anual de um único ministro do STF, por exemplo, bastaria para conservar o Museu Nacional por um ano, mas nem isso o museu recebia. Parabéns, Temer, Cabral, Pezão, PT, PSDB e demais responsáveis pela destruição do País.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CULPADOS

Toda a reitoria da UFRJ voltada para a manutenção do Museu Nacional do Rio é filiada a partidos de esquerda e extrema-esquerda. Será que nem nos 13 anos de desgoverno petista eles conseguiram um padrinho para reformar o museu? Ou a Lei Rouanet e seus benefícios misteriosos eram mais interessantes? Temer tem tanta culpa quanto Dilma, Lula, FHC, Collor, Sarney...

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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O DINHEIRO DOS MINISTÉRIOS

Logo no primeiro ano do governo Lula, as verbas para educação, cultura e, principalmente, saúde foram enxugadas (escrevi sobre isso na época para o "Fórum dos Leitores" do "Estadão"). Entretanto, para a Lei Rouanet e benefício de artistas ricos em troca de apoio político ao MST, etc., as verbas foram aumentadas significativamente. Há mais de 40 anos assinante do "Estadão" e ouvinte assíduo da Jovem Pan, não me lembro de ler ou ouvir qualquer relação comparativa anualmente das verbas destinadas aos ministérios das áreas que mais afetam a população (saúde, educação e segurança). A população tem o direito de saber. Apelo para a mídia divulgar esse comparativo anual, independentemente de qual tenha sido o presidente da República. Talvez tenhamos resposta de mais "uma tragédia anunciada", manchete do "Estadão" de segunda-feira.

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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OS MUSEUS E OS ESTÁDIOS

Queria agradecer ao Lula, ao PT e a todos os partidos que os apoiaram a construir tantos estádios de futebol, onde a corrupção reinou. Por que parte desta montanha de dinheiro não foi guardada para a manutenção dos nossos museus, se eram ou são tão importantes? E por que os reitores da universidade federal, em geral esquerdistas, nada falam ou fazem antes de a casa cair - ou, digo, de o telhado desmoronar? Porque no fundo poucos se importam com o Brasil, mas sim com seus interesses e os de sua "cumpanheirada". Agora, muitos alienados e desinformados vão continuar repetindo "Fora Temer", mas na verdade isso é um presente de grego de Lula, do PT, de Dilma e demais enganadores da nossa população. 

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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FALTA DE DINHEIRO

Mais uma vez, o futebol, e só o futebol, porque vários outros esportes passam necessidades. Para fazer uma Copa do Mundo, gastaram-se bilhões, mais os desvios, enquanto para a cultura não existe um centavo. Então acontece o que aconteceu no Museu Nacional. O desastre foi tão grande que o mundo está de luto pela perda. Será que isso irá atingir nossos políticos que só pensam em si, e não em nossa história e no nosso futuro? É absurdo receber, até abril de 2018, R$ 54 mil para a manutenção de um museu desta categoria - um pedacinho daquilo tudo que se gastou para reformar o Maracanã. Que grande perda.

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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PERDEMOS PARA A IGNORÂNCIA

O País amanheceu muito mais pobre na segunda-feira. Muito triste sabermos que as chamas devoraram documentos, obras de arte, nossas riquezas arqueológicas, enfim, nossa cultura e nossa história. E por que isso aconteceu? Em razão do desvio de verbas para uma chamada "culturinha" baixa dos apaniguados, para os bolsos dos políticos bandidos, para a ignorância! Muito triste!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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A POLÍTICA CULTURAL DO PT

A tragédia do incêndio que destruiu o Museu Nacional não deixa de ser um subproduto das políticas do PT enquanto governo, no tocante às políticas culturais. Preferiu-se gastar muita verba com "artistas engajados", deixando ao abandono coisas realmente importantes na cultura, como este museu histórico. Prédio antigo que tinha com certeza também instalações elétricas antigas, provavelmente, foi uma das causas do sinistro. Uma fração do que se gastou com os artistas com significado cultural mínimo, com certeza, poderia ter propiciado reformas na edificação e impedido esta grande perda fundamental da cultura nacional.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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O INCÊNDIO E A QUEIMA DA VERDADE

Há mídias que se tornaram um veículo de informação odioso, sem isenção alguma na análise da exposição dos fatos. Houve um incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, com perda total do patrimônio cultural que pertencia à humanidade, por incúria, desvio de verba, má administração pública, etc. O museu esperava desde o governo Lula a liberação de R$ 21 milhões emprestados pelo BNDES para a reforma do prédio, e, no entanto, não só não obteve o dinheiro, como vimos o BNDES espalhar R$ 414 bilhões para o Porto de Mariel, em Cuba, para citar um só exemplo, e para todos os demais governos comunistas amigos do petista, de toda a América Latina e da África. Mas nosso Museu Nacional morreu calcinado pelo petismo e pela má gestão da instituição localizada na Quinta da Boa Vista administrada pelo PSOL e pelo PCdoB, tendo sido totalmente aparelhada pelos militantes desses partidos. Deu no que deu. Quando digo que a imprensa está (não é) odiosa, é porque ontem, ao ler os jornais, deparei-me com esta manchete: "Museu do Ipiranga, fechado às pressas há quatro anos, nem começou a reforma" ("Folha de S.Paulo"). A troco do que este tom de crítica? Durante todo este tempo o acervo esteve sendo removido e direcionado com cuidado e segurança para outros lugares, e, se a reforma só vai começar em 2019, é porque aqui, em São Paulo, também sentimos a crise econômica que corroeu este país graças a Dilma Rousseff, mas o governo de Alckmin a administrou com muita prudência. E, no caso, a pressa seria inimiga da perfeição. Graças ao seu governo não se esperou o velho prédio entrar em colapso para termos de assistir ao espetáculo dantesco de ver incinerado todo um patrimônio que não tem volta. Portanto, deixo aqui meu protesto contra a falta de isenção e o excesso de partidarismo ideológico que enodoa lamentavelmente a lisura de parte de nossa imprensa. 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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RESPEITO!

Chegam a ser desrespeitosos os comentários de Guilherme Boulos e de Fernando Haddad sobre o incêndio no Museu Nacional. Não sou apaixonada por Michel Temer - aliás, não o elegi -, mas não é possível responsabilizá-lo exclusivamente pelo ocorrido no museu. O nível de degradação das instalações não são resultado de dois anos: é fruto de um descaso continuado, de longo prazo. E os últimos 13 anos são de responsabilidade do governo do PT. Assim não é possível lavar as mãos: vocês não são Pilatos. Esses comentários são quase tão ofensivos quanto o indelicado e grosseiro Carlos Marun. Homens públicos, respeitem o luto dos cidadãos.

Rebecca Raposo rebeccaraposo@icloud.com

São Paulo

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DESONRA

Se o incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro tivesse ocorrido no Japão, com certeza o reitor da UFRJ e seus diretores já teriam realizado um "haraquiri" coletivo pela desonra internacional que provocaram ao País. Aqui, o mínimo que esperamos destes gestores incompetentes seria um pedido de demissão coletivo do reitor, do vice-reitor da UFRJ e do resto de toda a diretoria da universidade. Se estes traidores da cultura brasileira ainda tivessem um pouco de vergonha pela desgraça que provocaram, iriam também pedir asilo na Venezuela ou em Cuba para sumirem do Brasil definitivamente.

Eduardo Kubric ekubric@terra.com.br

São Paulo

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ESTOPIM

O trágico incêndio que destruiu o Museu Nacional, consumindo um acervo cultural de valor inestimável, compilado nos últimos 200 anos, devido à incúria dos responsáveis por sua guarda e administração, é o retrato vivo dos governos socialistas e comunistas, defensores do Estado grande e todo-poderoso, tido por seus adeptos como progressistas, que onde se instalou causou o atraso e a desgraça do povo que governou. Jamais aceitaram que a União Soviética, Cuba, Venezuela e seus companheiros do Foro de São Paulo fracassaram. Não reconhecem que os governos desastrosos do PT, coadjuvados pela maioria dos partidos, subornados por ele, levaram o País à maior recessão de sua história e ao desemprego de 13 milhões de trabalhadores, cujos efeitos levarão décadas para serem corrigidos. Este fato, acontecido depois do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que o ministro Edson Fachin mostrou seu pendor pelo chefe mor da quadrilha petista, votando para liberar a candidatura do demiurgo Lula - mostrando que a quadrilha ainda tem garras não aparadas -, e o incentivo do brilhante artigo de Denis Lerrer Rosenfield publicado segunda-feira no "Estadão" dissiparam meus últimos escrúpulos e me fizeram decidir por votar em Jair Bolsonaro, que apesar de ter alguns defeitos, é inimigo deste canalhas, defensor da família contra os "politicamente corretos" e o único contra todos os participantes do roubo à Nação conduzido pelo PT, e tem chance de derrotá-lo. 

 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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RESPONSABILIDADE DE TODOS

Nos últimos dias só se falou no incêndio do Museu Nacional. Políticos, intelectuais, juristas, ministros, jornalistas e gente comum. Muitos clamam por investigação, apuração de responsabilidades, outros denunciam o descaso, outros, a falta de respeito pela nossa história. Enfim, todo tipo de indignação. Os políticos falam do abandono das administrações anteriores. O reitor da UFRJ fala em falta de verba. Alguém falou que fez uma chamada para angariar recursos e conseguiu a fortuna de R$ 25 mil (ridículo). Esta perda está no centro da história brasileira e mundial. Perdemos não só informações, mas, ao reclamarmos, estamos perdendo a autoestima. Presenciamos o abandono, não levamos nossos filhos para visitar o Museu Nacional, e o olhamos como se fosse um dinossauro afinal em extinção. Tudo hipocrisia! Nos lixamos por este patrimônio, votamos mal, a universidade está aparelhada ideologicamente - vejam seus principais administradores! Nos Três Poderes, com todo o seu milionário orçamento, seus cartões corporativos, suas verbas para gravata, barbeiro, aluguel e tudo o que se segue, o choro que hoje externam são lágrimas de jacaré. Não estavam nem um pouco preocupados. Agora, eleições, pensam "vamos faturar em cima". Não quero tirar a minha responsabilidade, pois ela é inerente. O patrimônio histórico cultural brasileiro também é minha responsabilidade. De cada brasileiro.

Jaci Manoel de Oliveira Jaci.oliveira@terra.com.br

São Paulo 

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ESTAMOS EXAUSTOS

Estou de luto pela cultura brasileira. Pelo Brasil, pelo Rio de Janeiro, já que sou carioca, pelo Museu Nacional e seu patrimônio de valor inestimável, que se perdeu para sempre. Impossível retomarmos tantas pesquisas valiosas, décadas de trabalho de cientistas e especialistas, legadas ao museu. Impossível restabelecermos as valiosas e raríssimas coleções, inclusive as múmias e objetos de tumbas egípcias, obras de valor internacional, legadas pelo nosso imperador intelectual, Dom Pedro II. Impossível apreciarmos novamente o crânio e a reconstituição facial de nossa ancestral, Luzia, a mulher mais antiga das Américas; e os esqueletos e partes reconstruídas de dinossauros que habitaram nosso continente. O "Estadão" publicou na segunda-feira o editorial "Um país exausto", sobre o Estado inchado, balofo, corrompido que nos governa, com um Supremo Tribunal que tem pelo menos três ministros que nos envergonham com suas decisões corporativistas e indecorosas. Um Estado que não investe em saneamento básico capaz de promover a saúde da população pobre ao longo do tempo, mas obra invisível, que não dá votos. Estou exausta de ver candidatos que promovem torturadores reconhecidos, bradando seu nome em rede nacional, e processados por apologia ao estupro, este mal inesquecível que consome a vida de centenas de mulheres brasileiras. Assim como o meteorito Bendegó, que resistiu 4,56 bilhões de anos e resistirá ao incêndio, o povo brasileiro resiste, mas em prantos, por sua cultura, por seus valores morais e por seu povo. Sofrido.  Chorando pelo Brasil, me despeço.

Vivian Pinto Portela da Silva vivianppsilva@gmail.com

São Paulo

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LEGADO DA INCOMPETÊNCIA

Ganhamos mais um legado da incompetência, da corrupção: o Coliseu da Quinta da Boa Vista. Em São Paulo, temos o legado do Pinóquio, o fechamento do Museu do Ipiranga.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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RUMO À CAVERNA

Não contentes em roubarem nosso futuro, nossos administradores queimam nosso passado, com omissão, abandono, descaso, corrupção ou burocracia. O apagão mental de nossos políticos ainda vai nos levar para a caverna. O incêndio num dos maiores e mais antigos museus do Brasil é a destruição de um patrimônio inestimável, das artes, ciências e história. A cada dia assistimos ao suicídio de um imenso país, de forma aviltante, covarde e canalha. 

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luis

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TRISTE ANALOGIA

Os pseudocondutores da Nação insistem em incendiar nosso presente e nosso futuro. Agora, por absoluta irresponsabilidade na gestão pública, deixaram queimar nosso passado. A que ponto chegamos!

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

  

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O BRASIL CHORA

Negligenciado, ignorado, abandonado, o Museu Nacional foi preterido diante de outras opções mais prioritárias dentro do bilionário orçamento do Ministério da Cultura. Preferimos um museu novo em folha, não muito longe dali, preferimos o pagamento de cachê para artistas amigos da estrutura do poder, obras de arte que não interessam a ninguém e até festa de casamento. A tragédia do incêndio que destruiu uma das mais importantes fontes de memória nacional, além de anunciada, é só mais uma indicação da direção em que nossa nação caminha a passos largos. Será que só nos resta chorar?

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba 

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EM CHAMAS

O Brasil perderia menos ou quase nada se o incêndio que destruiu o Museu Nacional acontecesse em Brasília e consumisse, simultaneamente, o STF, o Congresso e o Palácio do Planalto. Com um detalhe: com todos os seus ocupantes dentro, e as respectivas famílias. Assim nos livraríamos deste carma que nos atormenta diariamente e nos faz viver no atraso.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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