Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2018 | 03h00

VIOLÊNCIA NA CAMPANHA

Atentado a Bolsonaro

O candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, sofreu ontem um atentado enquanto fazia campanha na cidade de Juiz de Fora (MG). Mesmo não sendo eleitor de Bolsonaro, vejo esse atentado como um atentado à democracia do nosso país.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

O inaceitável atentado sofrido pelo candidato Bolsonaro em Juiz de Fora, além do repúdio da opinião pública, exige rigorosa apuração das autoridades policiais, para saber o que pode estar por trás dessa ação criminosa do autor, já detido.

JOSÉ DE ANCHIETA N. DE ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Faca, não!

Bolsonaro esfaqueado! A caravana de Lula levou tiros e, agora, o candidato do PSL sofre essa violência. Preferências e críticas à parte, devemos lembrar que nossa democracia corre sérios perigos. A violência acaba só gerando mais violência. Extremismos, não! Lamentável.

ELISABETH MIGLIAVACCA

São Paulo

‘Nós contra eles’

O clima do “nós contra eles” insistentemente pregado por Lula e seguido à risca pelo PT e apoiadores começa a render frutos com o esfaqueamento do candidato à Presidência Jair Bolsonaro durante ato de campanha em Juiz de Fora. O atentado, segundo informações da Polícia Federal, foi praticado pelo militante esquerdista Adélio Bispo de Oliveira. A pergunta que fica é: será que aquele Comitê de Diretos Humanos da ONU que intercedeu a favor de Lula pedindo sua participação nas próximas eleições vai se manifestar sobre esse ato terrorista covarde?

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Terrorismo

E agora, o que mais falta? Esse atentado tem, de fato, de ser considerado ato terrorista.

MOISES GOLDSTEIN

mg2448@icloud.com

São Paulo

Democracia golpeada

O atentado sofrido pelo candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, começou a ser planejado na doutrinação do criminoso, um crime contra a democracia que deve mudar totalmente o cenário político, as intenções de voto dos eleitores e o resultado da eleições. 

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

CORRUPÇÃO E ELEIÇÃO

Bagunça e caos

Definitivamente, estas eleições vão ser totalmente diferentes de todas as realizadas até agora no Brasil. E por conta da fraqueza da Justiça brasileira, que se ajoelha para um condenado recolhido à mordomia na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Até quando vamos assistir a esse absurdo? O “cara” e os seus seguidores só querem bagunçar a democracia brasileira e criar um caos insolúvel. Quem vai ser o corajoso que mandará esse criminoso para o lugar onde ele deveria estar por seus crimes praticados? E quando? Somente depois de muito sangue derramado?

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Anarquia

Quando a sociedade supõe encerrado o caso envolvendo condenado em segunda instância por corrupção a mais de 12 anos ratificada após numerosos recursos e recentemente considerado inelegível por maioria absoluta do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eis que a defesa milionária do referido presidiário – autorrotulado a alma mais honesta do Brasil – interpõe mais recursos, introduzindo novo grau de incerteza no pleito que se avizinha, além de imobilizar seu partido, numa atitude egocêntrica e indigna. Diante desse triste cenário, tudo pode acontecer no futuro imediato, até a instalação de irreversível anarquia jurídica no País. 

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

Até quando?

Impressionante! Estamos fartos de notícias como Lula recorre novamente ao TSE. Será que só esse assunto é que é importante para os ministros? O Brasil tem pressa para caminhar e nosso povo quer uma solução, não um enfarte fulminante da nossa Nação. Chega de serem o brinquedinho daquele que quebrou o povo brasileiro!

RICARDO GUILHERME

ricardoeeunice@icloud.com

Monte Alegre do Sul

Suprema Corte

Sugerir leitura não ofende: “Quando os votos do tribunal podem ser previstos desde de o início, a lei constitucional se torna política partidária com outro nome” (David A. Kaplan, 5/9, A2).

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

PATRIMÔNIO CULTURAL

Museu para quê?

Num país que é incapaz de aprender com os próprios erros, parece fazer sentido que um patrimônio como o Museu Nacional tenha desaparecido.

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Lei Rouanet

Pela Lei Rouanet, que é um mecanismo de valor, as empresas deixam de pagar Imposto de Renda e com essa grana (que não lhes pertence) apoiam projetos culturais. Não estão preocupadas com a cultura, mas em transformar seu imposto em propaganda e marketing. Assim, entregam dinheiro a algum artista iniciante, sem projeção na mídia, ou a Betânia para recitar poesia, ou a Cláudia Leite para o carnaval, ou a um cineasta qualquer para fazer filme sobre Lula. Ademais, se houver sucesso dessa gente que está sempre na mídia, lucro deles. Reparem: os beneficiados principais são, em sua maioria, intelectuais de boteco. Se bem me lembro, Michel Temer tentou acabar com o Ministério da Cultura e o pessoal que se diz do ramo – tudo da área do entretenimento! – fez um estardalhaço danado. Espero que o próximo presidente acabe com esse feudo, incorpore-o ao Ministério da Educação (o MEC, em que desde sempre o C é de Cultura) e promova modificações na Rouanet. A lei deve privilegiar novos e promissores talentos. Pior é que essa gente ainda por cima reclama que teatros, cinemas e casas de shows andam vazios – cobram um preço elevado, começam às 9 da noite e terminam às 11, quando os bandidos começam a fazer assaltos, sequestros e latrocínios.

ROBERTO VIANA SANTOS

rovisa681@gmail.com

Salvador

APELAÇÕES IMORAIS

A mais recente pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, divulgada na quarta-feira, mostra nitidamente que Jair Bolsonaro (PSL) não passa do segundo turno, seja quem for seu adversário. Daí sua estratégia rasteira de estimular votos brancos e nulos no primeiro turno, para assim garantir sua vitória. De outra parte, Ciro Gomes (PDT), entusiasmado com sua ascensão nas pesquisas, afirma se identificar muito mais com mortadelas do que com coxinhas, já que, é claro, mortadelas dão muito mais votos do que coxinhas. O que estes dois candidatos têm em comum é a obsessão pelo poder a qualquer custo, sem qualquer restrição a mentiras ou imoralidades. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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SEGUNDO TURNO

Os melhores candidatos para unir e governar o nosso país são Joao Amoêdo (Novo), Geraldo Alckmin (PSDB) e Alvaro Dias (Pode). O Ibope deixa claro que podem ir para o segundo turno Bolsonaro e o PT, com vitória do segundo neste caso. Só existem duas alternativas para isso não ocorrer: o voto útil no candidato mais bem posicionado nas pesquisas do início de outubro; ou os eleitores de Bolsonaro, que, além de revoltados com a situação atual do País e antipetistas, não conseguem apoio dos moderados, devem direcionar seu voto ao candidato moderado com melhores chances de vitória no segundo turno.

Reinaldo Cammarosano tatocammarosano@hotmail.com

Santos

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SUBINDO NAS PESQUISAS

Estão deixando João Amoêdo gostar do jogo. Quem viver verá.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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BOLSONARO ESFAQUEADO

Sem meias palavras, Lula deve estar fumegando de ódio em virtude do atentado: bola fora da esquerda, ponto para Bolsonaro! 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O BOM GENRO

Ideologias à parte, a maioria do povo brasileiro vota muito mal. Independentemente de partido, analiso o perfil de quem deveria representar o meu país, e esse candidato deveria: ser honesto, experiente, estadista, além de ter outras capacidades inerentes a um chefe de Estado. Pois é, temos o privilégio de ter esse candidato, mas infelizmente, de acordo com a última pesquisa do Ibope, ele aparece com apenas 9% das intenções de voto. Com isso todos perdem, pois afeta a nossa economia, o dólar sobe, a Bolsa cai, entre outros indicadores econômicos, o que acaba afetando todos os brasileiros de uma maneira geral. Imagino agora se esse candidato estivesse liderando as pesquisas: o dólar cairia, a Bolsa subiria e as perspectivas econômicas do País reagiriam positivamente, até minimizando as instabilidades do mercado internacional. Dias atrás ouvi uma piadinha do pessoal de mercado mais ou menos assim: "Este candidato seria um ótimo genro para um pai, pena que as filhas não se interessam por ele".

Eduardo Baitello ebaitello@gmail.com

São Paulo

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ESTRATÉGIA DE CAMPANHA

Não dá para entender o que pretende a campanha do dr. Geraldo Alckmin (PSDB). Mostrar no horário eleitoral uma pessoa doente, com dificuldades para se tratar, mostrar gente que tem de comer num local onde se paga um preço simbólico, mostrar que a educação no Brasil acabou, que não dá para andar a pé na rua, isso é mostrar só miséria e tristeza, ainda mais com uma música de velório como fundo musical. Isso não mostra nada que o povo não veja todos os dias, com ou sem horário eleitoral. Basta ligar em qualquer canal de TV que o que aparece é gente que morreu na fila do hospital porque não foi atendida, gente que mora em locais sem qualquer tratamento de esgoto, índices vergonhosos no nível de educação no Brasil, sem falar da violência e da falta de segurança. Tudo isso o povo já sabe que existe. Não precisa mostrar para ninguém. O que o povo precisa é ver como será tudo isso DEPOIS que o candidato for eleito (se for). Mostrar gente chegando aos hospitais e sendo prontamente atendida, mostrar as crianças em escolas limpas e com manutenção, mostrar as pessoas andando na rua tomando um sorvete sossegadas, tomando uma condução sem precisar ser empurrada. Mostrar uma pessoa chegando em casa feliz dizendo que acabou de arrumar um emprego. O povo precisa VER isso. E com uma música alegre, por favor, como fundo musical. O brasileiro está cansado de miséria, tristeza, abandono e violência. Já viu como as outras campanhas mostram o povo feliz, cantando na rua e se divertindo? Tem muita gente mais preocupada com onde vai ser o próximo desfile dos blocos de carnaval deste ano do que com as eleições. As pessoas precisam de um pouco de esperança e de alegria. É preciso mostrar como a vida vai ser melhor com ele eleito. E não ficar mostrando tudo o que está errado e dizer que vai consertar, que isso é um problema de "gestão" (quantas pessoas sabem o significado da palavra "gestão"?). Disso - e de candidatos tomando cafezinho e comendo bolo - o povo também já está cansado!

Teresinha A. O. Carvalho teresinhaaoc@terra.com.br

São Paulo

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O BATE-BOCA E A MEIA VERDADE

É triste, muito triste ver a verdade contada pela metade pelo candidato a presidente da República, sr. Geraldo Alckmin. Com cuidadosa má intenção, ele mostra um vídeo em que relata um bate-boca no plenário da Câmara federal entre o deputado Jair Bolsonaro e a também deputada Maria do Rosário. Ele defendia as vítimas do assassino Champinha, que matou o casal de namorados de maneira muito cruel. E ela, a deputada, o assassino. O candidato senhor Geraldo Alckmin, numa atitude deselegante e publicitária para a sua campanha, com muita má-fé, mostrou apenas a metade do vídeo da TV Câmara para incriminar o seu grande adversário de campanha, numa atitude desleal e que lhe autoincrimina não merecer o cargo pretendido.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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ALÉM DA EXPERIÊNCIA

Ouvi na imprensa Alckmin dizer da própria boca que a eleição de Bolsonaro seria um desastre para o Brasil, por este não ter experiência administrativa. O que o Brasil precisa, sr. Alckmin, não é necessariamente alguém com experiência administrativa, precisa de quem não roube ou faça ouvidos moucos à corrupção. O senhor fez muito e tenho provas documentais disso!

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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MENTIROSOS

Sobre o puxão de orelha dado pelo presidente Michel Temer no presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), no vídeo publicado em sua página no Twitter relembrando que os partidos que compõem a base tucana são os mesmos que integram a base do seu governo, inclusive comandando ministérios em áreas criticadas pelo tucano, neste caso Temer e Alckmin, notórios mentirosos, estão falando a verdade. Tem de manter isso, viu?

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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GUERRA DE QUADRILHAS

Alckmin e Temer devem resolver suas picuinhas na delegacia de polícia mais próxima, no programa de colaboração premiada da Polícia Federal. O Brasil só tem a ganhar com essa guerra de quadrilhas. Que se destruam mutuamente o mais rápido possível. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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RECURSOS INFINITOS

Mais um recurso foi protocolado pelos advogados do presidiário de Curitiba no Supremo Tribunal Federal (STF) tentando reaver sua candidatura. De acordo com último levantamento - a estas alturas, defasado - a defesa de Lula já havia protocolado 78 questionamentos judiciais só no processo do triplex do Guarujá. Os recursos são caros e dos mais variados, que vão desde mandados de segurança e reclamações até habeas corpus. Ao invés das diversas instâncias da Justiça desperdiçarem tempo com as inúmeras chicanas protelatórias apresentadas pelo batalhão de advogados de Lula, elas já se questionaram sobre quem, afinal, paga os caríssimos medalhões do direito que há anos defendem o condenado? A tabela deles não custa barato. O falecido dr. Saulo Ramos chegava a cobrar R$ 1 milhão por um mero parecer. Tanto dinheiro para tantos operadores do direito seria resultado de palestras que Lula prega na carceragem da Polícia Federal de Curitiba?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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MUITO TRABALHO

Atente-se para o trabalho que um corrupto endinheirado pode dar às instituições de um país! 

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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POR ENQUANTO...

A defesa do "cara" se esqueceu do tribunal de Haia para recorrer.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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PROPAGANDA NO AR

Mesmo com o voto "equivocado" de Edson Fachin no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a decisão do colegiado da Corte deve ser cumprida. Se o PT ainda não substituiu o chefão, preso e condenado, e continua veiculando a sua candidatura, este tribunal deveria suspender sua propaganda até a substituição do candidato.   Aplicar multas, que o partido certamente não pagará, manterá o criminoso na mídia, o que ele deseja, e isso é uma afronta à Justiça e ao eleitorado brasileiro.    

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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O PT EMBURRECEU?

Os intelectuais do PT emburreceram de vez? Que propaganda política é esta em que Lula diz que no período em que governou o País "este povo sorria, este povo comia"? Céus! Alegar que o povo se contenta com circo e pão é humilhar os brasileiros.

Sandra Maria Gonçalves novosandgon@terra.com.br

São Paulo

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BARBARIDADES

Irresponsável e sem a mínima chance nas próximas eleições, Fernando Haddad, que ainda não sabe qual posição terá na chapa do PT - se é que terá alguma -, conclama os eleitores desavisados com propostas das mais duvidosas possíveis. Na verdade, como ele nem aparece entre os quatro primeiros colocados na intenção de voto dos eleitores, abusa do direito de dizer barbaridades no horário político. Afinal, ele não tem nada a perder e, como dizia aquela senhorinha de Taubaté, "m... por m..., marcha reale"!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ALÔ, TSE!

Quando as excelências vão tomar providências para enquadrar o inominável e poupar nossos ouvidos e vistas da vociferação raivosa nas propagandas eleitorais? Presidiário pode se manifestar?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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PUNIÇÃO DE FATO

Lula tem de ir para a cadeia de fato, sair de seu comitê de campanha, e o PT tem de ser cassado!

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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LEI ACIMA DA ORDEM

Brincar de "nós e eles" não deu certo, creio que brincar de mocinho e bandido também não dará. Temos de medir as palavras, ações e posições: se o caldeirão está fervendo, é hora de baixar o fogo, não jogar lenha. Nossa Justiça prova que está alheia à situação da criminalidade atual, levar as pessoas a fazerem justiça pelas próprias mãos poderá nos direcionar a um estado de exceção no qual a intervenção militar será a única forma de reorganizar a sociedade. Atentos todos os cidadãos de bem que hoje se sentem oprimidos pela bandidagem, não se deixem levar pela facilidade de eliminar o efeito sem combater a causa. Justiça se faz com justiça.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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HADDAD E A IMPRENSA

Em recente entrevista, o pior prefeito que São Paulo já teve e eventual candidato do PT a presidente disse que, se eleito - claro, em nome de Lula -, a imprensa terá surpresas. Acrescentou que, se uma mesma família (caso da família Marinho) for proprietária na mesma cidade de jornal, rádio, revista e canal de TV, ela será obrigada a vender empresas e só poderá ficar com uma. Ou seja, o negócio deles é a Globo, que aparentemente é a culpada pela corrupção do PT e seus aliados no poder, como nunca antes se viu. Agora, querem dar o troco. Democracia para o PT, só quando lhe interessa e lhe protege.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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ÍNDICE INCOMPLETO DO IDEB

O Ministério da Educação (MEC) deu um duro golpe em alguns governadores, ao divulgar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Como denunciou em sua entrevista à Rádio CBN (4/9) o ex-governador e candidato ao Planalto Geraldo Alckmin (PSDB), esse índice do Ideb divulgado, com relação ao ensino médio nas escolas públicas, está prejudicado porque neste ano os alunos das escolas profissionalizantes do País não foram incluídos no exame. Ora, a Etec, de São Paulo, com seus 115 mil alunos, ou quase 8% dos 1,6 milhão de matriculados no Estado e classificada como das melhores do ensino médio, ficou fora dessa amostragem. E não foi por falta de reclamação dos governadores, disse Alckmin, que com razão estava indignado. Com muita antecedência ele reclamara com o Ministério da Educação sobre essa literal injustiça da não inclusão de alunos de escolas profissionalizantes do País neste censo. É de estarrecer... Coincidência ou não, essa divulgação veio justamente antes da eleição, gerando um ônus político para o tucano. Isso porque, com a participação destes alunos, a média das notas poderia ter sido bem maior do que 3,8, e quem sabe bem mais próxima da meta do MEC, de 4,6. E, ainda, as manchetes dos jornais não estariam estampando a queda do desempenho no ensino médio em São Paulo. Por que será que o MEC não atendeu, Alckmin?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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HERANÇA MALDITA

O guerrilheiro urbano Guilherme Boulos e candidato à Presidência da República elegeu Michel Temer como o culpado pelo incêndio que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro. Assim ele protege a dupla Lula-Dilma, responsável pela gastança e roubalheira desenfreada, principalmente, na Copa do Mundo e na Olimpíada. O sonho megalomaníaco dos petistas em ficar na história patrocinando a realização de dois gigantescos eventos esportivos será lembrado pelos elefantes brancos e pelo 7 x 1 no Mineirão. O PT é a verdadeira herança maldita.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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INOPERANTES E PUSILÂNIMES

Agora que Inês é morta, os membros do governo federal e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ficam trocando acusações, como se tal pudesse tirar a responsabilidade de ambos pela irreparável perda de um patrimônio nacional insubstituível. O incêndio que destruiu o edifício do Museu Nacional e acabou com a quase totalidade do seu acervo também consumiu todos os trabalhos de doutorandos pesquisadores que tinham ali o seu lugar de pesquisa. Era certamente um patrimônio público inestimável e insubstituível e, portanto, merecedor da atenção especial de todos aqueles que, de algum modo, eram por ele responsável, a começar pelo presidente da República. Essa assertiva não é uma afirmação indevida. Vejamos: era mais importante que o Palácio do Planalto, por exemplo, porque neste, se acontecesse algo assemelhado, as perdas insubstituíveis não teriam a mesma relevância. E, no organograma da administração pública, os servidores, em quase a sua totalidade, se submetem ao superior imediato e ao mediato. Assim, se por hipótese o diretor do museu foi negligente, ele deveria ter sido advertido pelo reitor da UFRJ. E, este, exatamente por ter o museu em seu organograma, deveria visitar o museu amiúde, pois que era o nosso Museu Nacional, para tomar as providências cabíveis, se necessário. E, subindo na escala hierárquica, chegaríamos até o presidente da República, pois era o nosso Museu Nacional insubstituível. Eu conheço de perto a prática na administração pública. Via de regra, trocam-se informações por meio de memorandos e quetais. Não é comum o funcionário levantar da cadeira e ir até o local do problema. Mas ali, com certeza, isso não teria cabimento, pois era o nosso Museu Nacional, insubstituível. Em raciocínio inverso, caberia ao diretor do museu, no caso de não ter a sua justa e imediata solicitação atendida, pôr a boca no trombone, pois era o nosso Museu Nacional insubstituível. Em resumo, por qual motivo, a não ser o desinteresse, o presidente Temer, durante todo o seu mandato, não foi visitar o Museu Nacional, pois como presidente da República aquele patrimônio passou a ser responsabilidade dele também. Veio junto com a faixa, colocada com pompa e circunstância. Na reportagem do "Estadão" desta semana tem uma passagem interessante. De acordo com o ministro da Cultura, ele se reuniu com o reitor da UFRJ no ano passado e, diz ele, "tratamos do Museu Nacional. Solicitei ao reitor que apresentasse projetos e a universidade não apresentou nenhum". E a pergunta é: por que o ministro, estando no Rio de Janeiro, não foi fazer uma vistoria no museu? Teria constatado que o reitor era negligente, pois o museu estava caindo de maduro e há pelo menos 15 anos pedia socorro.

Gilberto Pacini  benetazzos@bol.com.br

São Paulo 

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TUDO VIROU FUMAÇA

Lá se foi nosso Museu Nacional. Quem é o culpado? Falta d'agua, falta de seguro, falta de verba, falta de manutenção? Falta de vergonha. Agora não adianta chorar. Às vésperas da eleição, parece um aviso do céu para nós, brasileiros. Temos de zelar pela nossa pátria idolatrada e andar de olhos bem abertos, para que o Brasil também não vire fumaça. Vamos pensar e analisar bem antes de votar, para não nos arrependermos depois. Fiquemos bem atentos porque alguém está querendo ver o Brasil pegar fogo. É só acender o pavio. Saibamos escolher nossos governantes e, assim, estaremos evitando um desabamento nacional.

Antonio Godinho godinho.antonio@yahoo.com.br

São Paulo

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REFLEXÕES 

O incêndio do Museu Nacional aconteceu menos de uma semana após minha participação num congresso de instalações elétricas no qual havia proferido palestra com o título "Reflexões sobre a segurança contra incêndio". Tendo perdido amigos e colegas no incêndio do Edifício Andraus, onde trabalhava, cumpro o dever de consciência de abordar novamente este assunto. É motivo de tristeza e indignação constatar que, décadas depois do Andraus, do Joelma e do Grande Avenida, para ficar nestes exemplos, e apesar da extraordinária evolução das normas técnicas, da legislação e da tecnologia nesse período, os incêndios se sucedem por descaso e negligência. Em locais de afluência de público, como o Museu Nacional do Rio de Janeiro, o Museu da Língua Portuguesa e o Memorial da América Latina, as vítimas poderiam superar as da Boate Kiss, não fosse a feliz circunstância - comum aos três casos - de estarem fechados na hora do incêndio. Sobre o Memorial, cujo auditório comporta 1.600 pessoas, as impressionantes imagens publicadas pelo "Estado" em 30/11/2013 mostram um túnel sem meios de extração de fumaça: uma armadilha fatal! Já em discotecas, cinco incêndios, em cinco países, mataram quase mil jovens nos últimos 15 anos. Como sempre, as autoridades prometem enérgicas providencias. 

Celso L. P. Mendes CelsoLPMendes@ieee.org

São Paulo

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TRIÂNGULO DO FOGO

Segundo o famoso triângulo do fogo, três elementos são essenciais para gerar o processo de combustão: combustível, comburente e calor. No incêndio do Museu Nacional, o acervo de 20 milhões de peças desprotegidas foi o abundante "combustível"; o "calor" pode ter vindo de um curto-circuito, balão ou qualquer outro ignitor; e o "comburente", neste caso o oxigênio, veio de várias fontes muito bem conhecidas. Entre elas, o estatismo, nossa maior tragédia e a mais rica fonte desse tipo de oxigênio, que por ironia asfixia tudo o que é estatal, pela formação de enormes bolhas de aparelhamento. Basta ver que, entre 2014 e 2017, de uma verba de R$ 3,1 bilhões, transferida pela União para uma instituição vinculada, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), somente R$ 14 milhões (valor inferior a 0,5%) foram para investimento, e o restante, consumido em gastos com pessoal.      

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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MUSEU NACIONAL

Há certas instituições, valores e patrimônios que não deveriam ficar ao sabor dos governantes de plantão, pois concernem ao Brasil e sua identidade. Exemplos: a integridade do território; a existência das Forças Armadas; e, também, a proteção de bens culturais e históricos referências de nossa nacionalidade. Assim como um governo não pode vender parte do território a outro Estado, por mais endividado que esteja, instituições como o Museu Nacional, o Arquivo Nacional e a Biblioteca Nacional não poderiam estar sob condições que conduzem à destruição dos bens que guardam. Mesmo outras instituições importantes, mas sujeitas a vicissitudes, como as universidades, deveriam ser ali recebidas apenas como usuários, sem capacidade de comprometê-las com os seus problemas conjunturais.  

Adenauer de Lima Rodrigues adenauerlima@gmail.com

São José dos Campos 

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OS OVOS DA GALINHA

O noticiário dos últimos dias girou ao redor do incêndio que transformou em cinzas o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro. E foram muitas as entrevistas com políticos e cidadãos manifestando sua indignação com o ocorrido e revolta contra os "responsáveis" pelo sinistro. Grande parte desses revoltados, no entanto, pertence à categoria denominada como "servidores públicos". O incrível é que estes "servidores públicos", principalmente os políticos, não se dão conta de que os responsáveis (sem aspas) são eles mesmos. Os energúmenos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com sua voracidade em abocanhar mais e mais recursos retirados dos contribuintes, na sua maioria absoluta (99%) não servidores, não percebem que provocam tragédias como esta do museu, que é sem sombra de dúvida a menor delas. E os milhões de desassistidos pelo sistema de saúde pública, não são uma tragédia pior? E os 60 mil assassinados anualmente no País, pelas deficiências do sistema de segurança pública, são irrelevantes? E o contingente de analfabetos funcionais produzidos por um sistema educacional pífio, não importa? Não importa aos servidores públicos, desde que seus vencimentos absurdos, suas aposentadorias indecentes e demais privilégios sejam garantidos. Nenhum deles seria capaz de abrir mão de um centavo sequer de seus vencimentos para salvar o mesmo museu que agora virou cinza, porque ano a ano sobra menos verba para manutenção e sistema contra incêndio, depois de pagar por todos os vergonhosos "direitos adquiridos" dessa classe egoísta. O que eles percebem, porém, é que com sua gula eles vão acabar matando "a galinha dos ovos de ouro". O Rio de Janeiro, palco do sinistro referido acima, que o diga.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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OS DONOS DO INCÊNDIO

Quem foi que falou que os esquerdistas são bons gestores? Plagiando o saudoso empresário Antônio Ermírio de Morais, os de esquerda são hábeis na arte de pedir votos aos pobres, pedir dinheiro aos ricos e mentir a ambos. Na verdade, não sabem fazer mais nada na vida.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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CUIDADO COM O PATRIMÔNIO

No Estado de São Paulo, em relação à cultura e ao patrimônio histórico, estamos há anos sem investimento público em, pelo menos, cinco lugares: Parque Independência, Museu do Ipiranga (fechado há cinco anos), Museu da Língua Portuguesa, Teatro Cultura Artística e Masp. O dinheiro público deveria ser empregado para manter os colaboradores e essas instituições abertas, e não para pagar cafezinho e lavar carros de deputados e funcionários públicos. Precisamos que o "Estadão" e a população reajam e não permitam esse tipo de mau uso do dinheiro público. 

Paulo Ruas pstreets@terra.com.br

São Paulo 

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DESPESA INÚTIL

Li na coluna "Direto da Fonte", de Sonia Racy, que 18 peritos federais vão investigar a causa do incêndio "misterioso" do Museu Nacional. Pensei que era piada, mas era coisa séria. O que este batalhão de peritos vai fazer não sei, mas todo mundo sabe que uma instalação sem hidrante, com instalação elétrica obsoleta, sem água na caixa e sem equipe de prevenção de incêndio, além de outras falhas mais, pega fogo e ninguém consegue dominá-lo em pouco tempo, nem o bombeiro bem treinado. Gastar uma fortuna com peritos depois do "leite derramado" é despesa inútil.

Tosho Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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INVESTIGAÇÃO ADEQUADA

Qual o valor das peças mais caras do Museu Nacional? Já que Michel Temer se comprometeu em não medir recursos para o assunto, caberia contratar investigadores especializados para se certificar de que essas peças realmente se perderam. Não dá para descartar "a priori" a hipótese de que tenham sido roubadas e de que o incêndio não tenha sido acidental. Afinal, o Brasil tem sido roubado de todas as formas, como Sua Excia. bem sabe. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PARA ADOÇÃO

Ver os quatro patetas governamentais dando entrevista na televisão anunciando medidas para ressuscitar o cadáver já incinerado foi uma cena patética, já vista inúmeras vezes nesta ópera bufa chamada Brasil, sempre que acontece um grande incêndio ou uma tragédia nacional. Somos uma nação irresponsável em busca de um país adulto que nos adote. 

    

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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RUÍNAS

O governo brasileiro não deveria reconstruir o Museu Nacional, recentemente destruído pelo fogo. Ao invés disso, deveria deixa-lo como está, para que a humanidade conhecesse a história como realmente ela foi, mostrando ao mundo suas ruínas como resultado do descaso do governo na administração do patrimônio histórico e cultural. Seguiria, assim, o exemplo da Acrópole na Grécia e do Coliseu na Itália.

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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CULTURA DA BANDALHA

A tragédia que culminou com a destruição do Museu Nacional no Rio de Janeiro nada mais é que consequência da cultura da bandalha instalada na cidade, ou seja, descaso pela coisa pública. Fazem parte dessa mentalidade: corrupção, violência, administração bagunçada, crise de autoridade, desordem urbana e assim por diante. Como contraponto, demonstrando seriedade e responsabilidade, o Museu do Ipiranga, na cidade de São Paulo, está interditado há cinco anos por causa de problemas estruturais. Aqui, outras tragédias estarão a caminho. É uma questão de tempo.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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SURPRESOS?

Não pode constituir surpresa esta monumental destruição de nossa já quase inexistente História! "Destruição" é sinônimo que traduz um complexo processo que atinge nosso país há muitos e muitos anos, denominado "corrupção". Dela derivam quase todas as demais "destruições", como: incompetência na administração do dinheiro público (educação, saúde, segurança), dívida fiscal (já atingindo 90% do PIB), etc. Há muitos anos vimos tomando conhecimento do abandono deste irrecuperável patrimônio cultural - que já foi residência de Dom João VI -, que destruiu mais de 20 milhões de peças e documentos que reuniam 200 anos de História, o mais antigo acervo de nosso país. Há muitos anos vem-se constatando a deterioração das estruturas de madeira por cupins, enfiação elétrica aparente por todo o prédio, etc. Nossos desgovernos jamais destinaram uma verba para a manutenção compatível com a importância desse patrimônio ora perdido. A mais recente verba (pasmem!) era de R$ 50 mil por ano, ou seja, R$ 4 mil por mês! Alguns funcionários públicos faziam "vaquinha" para pagar o transporte da equipe de limpeza, e era só. Instalações contra incêndio? Sim, porém nos prédios e salas dos políticos; museus não são importantes. Em São Paulo, nosso mais importante museu está fechado, e assim estará por vários anos mais. Destruímos nosso passado; qual será o nosso futuro?

Celso C. Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo         

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SETE DE SETEMBRO

Sete de Setembro, Dia da Independência do Brasil, que lamentavelmente hoje não tem mais o brilhantismo dos desfiles de outrora. No passado, a presença do presidente da República num desfile era uma honra, hoje, se o presidente Temer comparecer ao desfile, provavelmente será vaiado.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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FERROVIAS

Sobre o texto "Êta trenzinho mambembe", de Celso Ming e Raquel Brandão, publicado no "Estadão" em 6/9 (B2), o articulista infelizmente não conhece bem a história das ferrovias no Brasil. No século retrasado as ferrovias, além de apoiar a ocupação do território como meio de transporte, também começaram a substituir o transporte por mulas que percorriam trilhas antigas. Na década de 30 já existiam nas mesmas rotas ferroviárias estradas de terra próximas aptas para carros, caminhões e ônibus, quando, sem nenhum dedo oficial, os novos modais começaram a concorrer a partir de curtas distâncias até médias e longas com as ferrovias, e venceram a disputa. Na década de 50 praticamente a maioria das ferrovias faliu e foi estatizada, surgindo na década de 60 a Rede Ferroviária Federal, além da Fepasa, em São Paulo, que chegou a 40 mil km, com o objetivo de modernizar as ferrovias. Todavia, esse objetivo fracassou economicamente, só sobrando os ramais que tinham cargas suficientes o ano todo para manter as linhas, que se mantêm até hoje, como, por exemplo, as da Vale, que transportam minérios o ano todo, além de trens urbanos para transporte de pessoas nos entornos de grandes cidades. A maioria das ferrovias atuais em construção no Nordeste e no Norte está fadada ao fracasso, pois atravessa regiões que não geram cargas suficientes o ano todo. A Ferrovia dos Grãos, igualmente, só tem carga durante o período de safra, e fora deste período tem pouca carga. Se 70% do PIB está nas regiões Sul e Sudeste, e lá não compensa construir novas linhas, pois o transporte é parte do PIB, imagine o resto, que é pouco povoado e com menos atividade econômica. Todos se esquecem de que é mais barato para o governo construir rodovias, pois os custos de postos de combustíveis, oficinas de manutenção, frota de transportes, custos dos motoristas, carga e descarga, entre outros são pagos por particulares, só sobrando a manutenção, que é terceirizada. Nas ferrovias, além das linhas, existem custos de estações, instalações de apoio e manutenção e material rodante como vagões e locomotivas, com custos fixos de pessoal de operação e manutenção, que correm haja ou não carga o ano todo. Isso é esquecido pela maioria dos que sem maior conhecimento não mencionam alguns fatores importantes de custos nas ferrovias, que foi uma das causas do decréscimo de muitas ferrovias onde não há carga suficiente o ano todo. A Ferrovia do Amapá, que transportava manganês para os EUA, fechou quando o preço internacional do minério o tornou invendável. Nunca é demais observar os EUA, que depois da década de 50, com Eisenhower, ao construiu as grandes rodovias interestaduais, as ferrovias entraram em declínio, só sobrando as grandes linhas por exigências de militares e/ou onde havia muitas cargas o ano todo. O transporte de passageiros é feito pela Amtrak, uma estatal que só sobrevive com subsídios, pois o transporte por ônibus da Greyhoud é mais barato e rápido. Nos EUA, onde há mais racionalidade econômica, 75% das cargas são feitas por transportes rodoviários. Na União Europeia, então, 80% das cargas também são rodoviárias. No Brasil a maioria dos "especialistas" em ferrovias parecem mais idiotas especializados, ao esquecer algumas realidades econômicas básicas, como a existência de cargas o ano todo para a sustentabilidade econômica. Desenvolver uma região virgem custa menos com rodovias do que com ferrovias.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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PLANOS DE SAÚDE

Cumprimento o sr. Celso Ming e a sra. Raquel Brandão ("É a saúde cara demais", "Estado", 9/8, B2). Pela segunda vez deparei-me nesta coluna com comentários muito pertinentes sobre os custos abusivos dos planos de saúde, assunto sobre o qual a mídia tem demonstrado pouco ou nenhum interesse. Gostaria de destacar, em particular, a situação dos usuários, principalmente os idosos, que, submetidos aos planos coletivos por adesão, são obrigados a abandoná-los quando mais deles necessitam. Tais planos não são submetidos a qualquer regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que por sinal parece estar sempre do lado das seguradoras; e, em consequência, sofrem reajustes ainda maiores, que nos últimos anos têm sido múltiplos da inflação, variando de 17% a 20%. A situação é de fato insustentável, sob os olhos complacentes das autoridades governamentais. 

Vicente A.V. Girardi, prof. Titular Senior Instituto de Geociências Universidade de São Paulo girardi@usp.br

São Paulo

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BEATRIZ SEGALL

Atriz extremamente talentosa e um ser humano deveras plural. Perdemos muito com a partida de Beatriz Segall. "Zichrono Livracha."

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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