Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2018 | 03h00

ATENTADO A BOLSONARO

Civilização e barbárie

O atentado contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro traduz muito mais que um ato de selvageria, pois rompe os limites que separam a civilização da barbárie, pondo em xeque o grau de resiliência da democracia brasileira. Agressões, trocas de insultos e fanatismo demonstrado em redes sociais já não eram bom sinal, mas ferir a democracia a facadas é a comprovação de que caminhamos, de forma sorrateira, para completa cegueira, alimentada diariamente com discursos de candidatos que incitam o ódio, radicalizam visões de mundo e transformam a propaganda eleitoral em violência gratuita. Como escreveu a filósofa Hannah Arendt, o vácuo de ideias é o ambiente perfeito para acolher o mal e abrir espaço para a banalização da violência. O Brasil flerta com a possibilidade de transformar a guerra ideológica numa batalha campal e para evitarmos isso há que punir de forma exemplar todos os adversários que tentam corromper os valores éticos e morais que sustentam a coexistência pacífica da nossa sociedade.

SERGIO BIALSKI

sergio.bialski@outlook.com

São Paulo

Democracia em risco

Política não se faz com ódio e com agressões. Vamos respeitar a democracia e o candidato covardemente agredido, Jair Bolsonaro, não é meu candidato, mas espero que logo se recupere. Humanidade não tem partido.

JOSÉ PAULO CIPULLO

j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

Refém do radicalismo

O ataque a Bolsonaro é um atentado à nossa frágil democracia. Um país que teve dois presidentes afastados, um ex-presidente condenado e uma crise causada pela corrupção, com a violência enraizada, fruto da falta de investimento na educação, do apoio às famílias; um país que não coíbe o abuso contra as mulheres, a violência nos estádios, a agressão contra professores e profissionais da saúde acaba se tornando refém de grupos radicais. Temos um país maravilhoso e acolhedor, mas com uma grande massa populacional sem consciência da cidadania, que só se preocupa com futebol e cerveja. Acorda, Brasil!

HUGO HIDEO KUNII

hugo.kunii@terra.com.br

Campinas

Tolerância

No atual momento político institucional brasileiro seria útil uma reedição do livro escrito em 1763 pelo filósofo francês Voltaire, o famoso Tratado sobre a Tolerância, um libelo contra a intolerância política e religiosa que assolava a Europa da época. Deveria ser de leitura obrigatória.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

A quem interessa?

Após a triste tentativa de assassinato do presidenciável Bolsonaro, ficamos nós, simples cidadãos pagadores de impostos, eleitores aptos a sufragar em outubro nosso próximo presidente, estarrecidos, atônitos, com o acontecido em Juiz de Fora. Um infeliz tentou pôr fim à vida de candidato com chance real de ser o presidente do Brasil. A quem interessa? A verdade é que está generalizado em setores da nossa política o medo de possíveis consequências advindas de Bolsonaro presidente.

ALOISIO ARRUDA DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Simbolismo histórico 

O atentado na Rua Halfeld, esquina com a Rua Batista de Oliveira, em Juiz de Fora (MG), é marcado pela simbologia do lugar. De um lado, a pouco quadras está a Praça João Pessoa e, do outro, a Avenida Getúlio Vargas. Essas duas personalidades políticas estão ali homenageadas pelo destino trágico. Por décadas a Rua Halfeld foi palco de cortejo de carros que passavam com presidentes da República na ligação entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro, então capital federal. Em homenagem ao engenheiro alemão Heinrich Halfeld, um dos fundadores da cidade, a rua manteve protagonismo histórico e político até a mudança da capital para Brasília e o uso de aviões para deslocamento. Em 1975 foi transformada em calçadão, a fim de ampliar o comércio no centro da cidade. A sacralização da política foi atingida no acontecimento, pois o corpo físico representa o corpo da Nação quando ungido pelas urnas para representar o País. Na véspera do Dia da Independência, o atentado atinge a democracia quando faltam quatro semanas para a eleição presidencial. O Brasil do passado e do presente se encontraram para provocar uma reflexão sobre o momento político nacional.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Fresta do azar

A análise equilibrada, certeira e desapaixonada do jornalista Roberto Godoy merece destaque no assunto segurança dos presidenciáveis. Godoy demonstrou quão difícil é fazer segurança pessoal em ambientes abertos e, no caso da excelente Polícia Federal, fez comparação inteligente e oportuna com os padrões do serviço secreto dos EUA. Realmente “o golpe de faca passou pela fresta do azar”. 

RUYRILLO P. DE MAGALHÃES

ruyrillopedro@gmail.com

Campinas

Saúde de qualidade

Eu já assisti diversas vezes ao dr. Paulo Saldiva chamar a atenção para algo muito preocupante no Brasil: são poucas as pessoas que têm acesso à saúde de qualidade, o que envolve profissionais, equipamentos e instalações. Exemplo atual: o deputado federal e candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, que vive entre o Rio de Janeiro e Brasília, foi esfaqueado em Juiz de Fora, cidade mineira de aproximadamente 600 mil habitantes, que conta com diversos hospitais, até mesmo um hospital universitário, foi transferido para São Paulo para receber tratamento. É assustador pensar que algum dia precisaremos ser hospitalizados.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

Luxo para poucos

Imaginem se todo brasileiro que levasse uma facada ou um tiro fosse atendido em hospitais do padrão do Albert Einstein, em São Paulo. Seria a situação ideal em caso de emergência hospitalar – mais transporte em jatos particulares e despesas pagas, sem limites de gastos. Mas a realidade do povo é bem diferente. O cidadão comum, que merece ser tratado como qualquer político, sustentado com dinheiro público, é atendido em hospitais carentes de recursos e em postos de saúde simples e sem equipamentos suficientes. Todos, sem exceção, merecem o melhor atendimento possível, pois a garantia de saúde está prevista na Constituição da República.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

“Convenhamos, depois da facada Bolsonaro se tornou vítima e isso tende a diminuir sua alta rejeição”

  

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE O ATENTADO AO CANDIDATO DO PSL À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

fransidoti@gmail.com

“Menos mal para o candidato Bolsonaro que a esquerda é contra o ódio e a intolerância...”

  

GERALDO MAGELA DA SILVA XAVIER / BELO HORIZONTE, IDEM

silvag34@yahoo.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ATENTADO CONTRA BOLSONARO

Triste dia para nossa democracia a quinta-feira, quando o candidato líder nas pesquisas para o Planalto, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), foi esfaqueado durante evento de campanha, em praça pública, na cidade mineira de Juiz de Fora, e teve atingidos o fígado e o intestino. O criminoso Adélio Bisbo de Oliveira, que foi preso em flagrante pela Polícia Federal, já foi filiado ao PSOL de 2007 a 2014 e chegou a postar em sua página no Facebook um pedido de renúncia de Temer, de liberdade para Lula e postagens de ódio por Bolsonaro. Pelo jeito trata-se mesmo de um atentado político, que deve merecer das nossas autoridades uma ampla e rigorosa investigação. E torcemos pela recuperação do candidato do PSL. Este é um típico e deplorável resultado da política retrógrada do PT do “nós contra eles”.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SELVAGERIA

Num ato de desorientação, Adélio Bispo de Oliveira esfaqueou o candidato Jair Bolsonaro durante evento de campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG). Quando o candidato chegou ao hospital, o quadro era instável e muito grave. Bolsonaro foi operado pelos cirurgiões Cícero Rena e Gláucio Souza, pois apresentou hemorragias no fígado e no intestino. Adélio já havia sido preso em 2013, por lesão corporal. Frequentemente, divergências políticas têm sido compartilhadas nas redes sociais. Os cidadãos estão muito aborrecidos com a instabilidade política e econômica do Brasil nos últimos anos. Atos selvagens como este precisam ser banidos da política, agora e sempre.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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DEMOCRACIA AMEAÇADA

Todos os brasileiros esperam que as autoridades constituídas não permitam que a democracia seja ameaçada por interesses provavelmente conhecidos de enorme gravidade. Espero que cada um cumpra seu dever e obrigação para manter nossa liberdade duramente conseguida.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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INCITAÇÃO À VIOLÊNCIA

Para ser candidato é preciso ter ficha limpa. Para ser partido é preciso não promover a violência e atentar contra a vida humana. Em 2015, Lula já ameaça usar o MST como seu exército. E, então, Bolsonaro já denunciava isso. Às vésperas da condenação de Lula na segunda instância, a presidente do PT prometeu, em entrevista ao portal Poder 360, reproduzida na página oficial do PT, que haveria derramamento de sangue para prender Lula. O chamamento de José Dirceu à radicalização do partido também aponta na mesma direção. Há pouco mais de um mês, um grupo de manifestantes jogou tinta vermelha na entrada do Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira vez que Lula foi levado a um tribunal foi há quase quatro décadas, quando, após ter dito que chegara a hora de a “onça beber água”, contou uma parábola em que os camponeses acabaram matando o fazendeiro e eis que, como que por encanto, os trabalhadores do local mataram um suposto assassino de um companheiro. A mesma expressão Lula usou em seu discurso antes de ser preso naquela parte em que a gravação foi truncada. Lula é um grande comunicador. E esta sua capacidade tanto pode ser utilizada para o bem como para incitar o mal. Não é preciso que milhões optem pela violência para provocar uma tragédia. Basta motivar alguns com vocação para “homens bomba”. Ocorre que sempre haverá alguns malucos, como é o caso de Adélio Bispo, em cuja vida tudo deu errado, que acreditam piamente na explicação inventada a respeito da “tremenda injustiça” por que Lula está passando e que estão dispostos a atender ao chamado do grande companheiro. E os companheiros da milícia sabem perfeitamente como captar estes elementos e como direcioná-los para seus alvos de forma a gerar o máximo de bagunça possível. Quem está por trás da tentativa de assassinato de um candidato à Presidência da República de nosso país é algo que só investigações bem feitas podem dizer. Mas para saber o que há na cabeça oca de Adélio Bispo, basta olhar sua página de Facebook. É preciso levar a sério as incitações à violência, pois elas têm consequência. E urge cassar o registro de partidos que incitam a violência. A não ser que se queira ver, cada vez mais, as onças bebendo sangue. 

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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‘NÓS’ CONTRA ‘ELES’

Lula deixou muita herança amarga ao País. Uma delas, semeando ódio com essa frase, continua a provocar sequelas como o ataque a Bolsonaro.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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ATAQUE À DEMOCRACIA

A democracia foi e vem sendo atacada e esfaqueada pelo PT e por Lula, que desobedecem as ordens do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal, que desobedece suas próprias ordens. Este Adélio pode ser louco, mas sozinho não atinge a democracia. Quem a atinge são um partido e gente muito poderosa que entende do ramo há anos.

Renata Pimentel de Oliva

renatapoliva54@gmail.com

São Paulo

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HIPOCRISIA

Dilma Rousseff afirmou na quinta-feira que “incentivar o ódio cria esse tipo de atitude”, referindo-se ao atentado sofrido por Bolsonaro. Dilma é mesmo muito hipócrita! O PT, partido dela, incendiou o País há 15 anos e só semeou o ódio. Ela própria foi terrorista e, agora, se faz de outsider.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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ATENTADO

Faço meu um comentário que li numa rede social: “Que país é este que tem tanto medo da candidatura de um militar, mas não tem medo da candidatura de um presidiário?”.

Marcia Meirelles

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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FANATISMO

Gleisi Hoffmann falou em banhar de sangue o País. Lula ameaçou convocar o exército do Stédile. Lá atrás, morreu Celso Daniel, depois Eduardo Campos e, agora, foi gravemente ferido Jair Bolsonaro. O que mais precisa acontecer, quando só não sofrem fisicamente os da extrema esquerda? E não me venham com os tiros na caravana petista, onde Lula não estava, e os impactos, os peritos provaram, penetraram em ângulo reto, a indicar que o ônibus estava estacionado e o quadro, montado. Pare a imprensa de dar voz a Lula, com o que alimenta o ódio dos seus seguidores. Duvido que o ex-presidente tenha mandado matar alguém, mas isso atiça os eleitores fanáticos.

Paulo Mello Santos

policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

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INOCENTES & CULPADOS

A imprensa em geral está confundindo o combate à violência pregada por Jair Bolsonaro com o incentivo à violência pregada pela presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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BOLSONARO ESFAQUEADO

O doutrinado cidadão executou o “salve”, mas não obteve êxito.

José Roberto Cicolim

jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

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A POLÍTICA E O CRIME

O covarde atentado a Bolsonaro torna suspeitos os grandes interessados em sua eliminação. Claro que a esquerda fará declarações hipócritas de inocência, talvez idênticas às declarações de “inocência” de Lula no processo em que já foi condenado criminalmente, com provas robustas. A ECPO PT (entidade criminosa politicamente organizada), sobre a qual pesam muitas suspeitas de crimes de sangue, como Celso Daniel e outros, talvez tenha incluído na sua ficha mais uma tentativa de assassinato, perpetrada por um ex-militante do PSOL, um puxadinho do PT.

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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2014 E 2018

Em 2014, Eduardo Campos morreu num desastre aéreo em Santos. Ele era o maior opositor de Dilma Rousseff no Nordeste naquela campanha presidencial. Muitos, como eu, ainda acham que ele sofreu um atentado, tendo o piloto dele sido dopado. Agora, um atentado contra Bolsonaro, que vem liderando as pesquisas de intenção de votos e é frontalmente contra a “esquerdalhada” que ainda deseja ocupar a Presidência da República. Quem foi o autor? Um ex-membro do PSOL, que já foi fotografado com a bandeira vermelha do comunismo. Preciso falar algo mais?  

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIAS EM CAMPANHA

Intrigante considerar que candidatos bem colocados nas pesquisas no período pré-eleitoral tenham passado por tragédias nebulosas nunca bem esclarecidas.

Geraldo de Paula e Silva

geraldo-paula2015@bol.com.br

Teresópolis (RJ)

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ÓDIO E VIOLÊNCIA

Pois é, quem irresponsavelmente incita o ódio e a violência acaba sendo violentado pelo ódio e pela violência de um irresponsável. Diante do lamentável ocorrido, cabe, por oportuno, perguntar: e se, em vez de faca, fosse uma arma de fogo, conforme prega o candidato Bolsonaro?

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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INFANTIL

Se o candidato Jair Bolsonaro deseja ser levado a sério, precisa parar de empunhar (ou simular) fuzis por aí como um aloprado, e tratar o tema das armas com mais responsabilidade.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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VIOLÊNCIA MORAL

Em momentos de fragilidade o ser humano frequentemente fala coisas sem a devida reflexão, o que é compreensível. Com todo respeito ao candidato Jair Bolsonaro, vítima deste atentado brutal e covarde, mas a afirmação “nunca fiz mal a ninguém”, dita por ele após a cirurgia a que foi submetido, se analisada ao pé da letra, não é verdadeira. Bolsonaro fez, sim, e ainda faz mal a muita gente com suas colocações ultraconservadoras, extremistas e preconceituosas. O candidato foi vítima de uma deplorável e injustificada violência física. Mas não se pode furtar ao fato de que ele é autor contumaz de violências de ordem moral.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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NADA MUDA

Além do aspecto criminoso do ato, a única coisa de prático que sabemos é que a facada não muda o caráter de Bolsonaro, nem para pior ou melhor.

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

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USO POLÍTICO

Perguntar não ofende: qual será o uso político deste ato terrorista?

Moises Goldstein

mg2448@icloud.com

São Paulo

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FORÇA X EDUCAÇÃO

O atentado à vida do candidato Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas para ocupar a Presidência da República, é condenável sob todos os aspectos, que sobre isso não fique dúvida alguma. E tomara que não tenha nenhuma motivação partidária. Não é que o candidato pregue o tipo de violência de que infelizmente ele foi vítima, não se trata disso, mas o fato é que o episódio em si mostra como está errado o seu discurso de resolver tudo na força, espinha dorsal da sua filosofia de propaganda. Nenhum país – e temos vários exemplos disso, como a Coreia do Sul – se tornou referência mundial em desenvolvimento e bem-estar da população sem investir maciçamente em Educação. Política que, aqui, literalmente desprezamos e não encontramos forte presença no discurso de nenhum dos postulantes ao comando do País.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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EM MEIO AO CAOS

Embora praticamente todos os candidatos à Presidência tenham repudiado o atentado contra Jair Bolsonaro, há a possibilidade de as investigações que apuram os fatos assumirem trajetórias incontroláveis, em face do ritmo caótico das campanhas que estamos até agora presenciando. Mais do que nunca, é com a grande imprensa que a sociedade terá de contar para definir o mais exatamente possível os contornos que separam o razoável da histeria cuja origem, em sua maioria, reside nas redes sociais, embora, por outro lado, estas nem sempre sejam manipuladas ou irresponsáveis como às vezes se supõe. É importante averiguar o que determinou o lamentável ato, mas, talvez, mais fundamental seja descartar o que não tem relação com ele.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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A FACADA DA VITÓRIA

Nada poderia ser melhor para a candidatura de Bolsonaro do que a facada que ele levou em Minas Gerais. Agora, o “mito” não só vai posar de grande vítima, como também rapidamente se concluirá que o atacante é um elemento da esquerda atuando num Estado onde o PT ainda tem grande influência (haja vista que “Dilmãe” lidera as pesquisas para o Senado). Se existia qualquer dúvida de que Bolsonaro irá ao segundo turno, essa dúvida diminuiu muito.

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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COMOÇÃO DO POVO

Comovido, independentemente das aptidões partidárias, o povo brasileiro não tolera a violência, principalmente, contra qualquer candidato ao Planalto. Certamente, os eleitores indecisos deverão direcionar seus votos a Jair Bolsonaro, afastando de vez a volta da esquerda – especialmente da “tigrada” petista – ao “pudê”. Na verdade, até mesmo o presidiário demiurgo Lula da Silva sabe que o “esfaqueamento” de Bolsonaro colocou em rota de extinção não só a “tigrada”, como “elle” próprio. Sorte do Brasil! 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FACADA NO PÉ

O atentado contra o candidato Jair Bolsonaro pode alterar o resultado das eleições ainda no primeiro turno. Surgem alguns fatos que requerem investigação, além das recorrentes teorias conspiratórias. Se houver qualquer indicação de patrocínio ao ato, teremos uma nova modalidade para incluir nas táticas petistas. Além dos costumeiros aloprados, teremos a “facada no pé”.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CABO ELEITORAL

Se Bolsonaro ganhar esta eleição, o grande cabo eleitoral terá sido um maluco chamado Adélio Bispo de Oliveira. O Brasil vai pagar caro pelo gesto tresloucado de um fanático.

Paulo Sérgio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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MOMENTO PERIGOSO

De uns tempos para cá, o Brasil vem se transformado em Casa da Mãe Joana. Todos nós sabemos quando tudo começou. Todos nós sabemos que parcela significante da nossa população foi vítima de políticos populistas em vários pleitos, pensou pequeno, confiou o seu voto e hoje estamos atolados na merda. Perdoem-me pela palavra “merda”, mas é a melhor maneira de definir o momento que estamos vivendo. Quem não sabe que bons exemplos trazem resultados positivos e que os maus disseminam o que não presta? Vivemos um momento extremamente perigoso. Aumenta o desrespeito às leis no País. O que impressiona é que homens que deveriam zelar pelo respeito as desrespeitam e as afrontam. Aonde vamos parar? Ah, se todos nós, eleitores, soubéssemos o que é “voto consciente”... Agora, em outubro, poderíamos mudar o destino do Brasil.

Jeovah Ferreira

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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DIFAMAÇÕES

A árvore deu fruto. A campanha difamatória dos adversários políticos e dos adeptos do “politicamente correto”, inclusive os amasiados na imprensa, que são majoritariamente defensores deste “multiculturalismo” fajuto, conforme o denominou um dos editoriais recentes, deu fruto. Mesmo que a intensão fosse apenas denegrir a imagem do candidato Bolsonaro, que temem e detestam. Campanha esta na maioria explorando pouquíssimos entreveros do deputado com seus adversários na Câmara e repórteres esquerdistas que quase sempre o provocaram com ofensas ou afirmações mentirosas e exageradas.  Usaram frases fora de contexto para imputarem ideias, ações e crenças, como as que usam contra qualquer um que não comunga os conceitos, atitude e crenças destes “multiculturalistas”, caracterizando-o como um monstro, machista. Incentivador de estupro, antidemocrata, violento, etc. Chegando ao exagero de afirmar que representa um risco tão danoso quanto o demiurgo preso em Curitiba, o maior inimigo do povo brasileiro, que arruinou, e do futuro do Brasil, que feriu de morte. Nas críticas não há nenhum fato comprovado que justifique qualquer dessas difamações. Assim, parece-me claro que, se alguém deve se retratar deste atentado a um presidenciável e à democracia brasileira, são os responsáveis pela violenta campanha distorcida e difamatória contra o deputado.

Carlos Ney Millen Coutinho

cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

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DUPLO ATENTADO

Bolsonaro foi esfaqueado não uma, mas duas vezes. A primeira estocada veio com o agressor, cuja verdade ainda virá à tona, agindo com premeditação por motivação ideológica e em grupo, ou seja, um atentado político. A segunda facada veio na forma de uma parcela da imprensa que, inversora dos fatos, por ser a vítima quem é, por suas ideias, o culpa por ter “provocado” o agressor. Eu não tenho dúvidas de que, em algum nível, já estamos numa guerra civil.

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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AO EXTREMO

É inegável que a veemência com a qual o candidato Bolsonaro expõe suas ideias acaba provocando reações, até chegar ao extremo da agressão física da qual foi vítima. Ele, que tanto tem combatido a violência pregando o combate implacável às organizações criminosas, deveria se preocupar primeiro em reforçar sua própria segurança.

Marcos Abrão 

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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O ATENTADO E AS INSTITUIÇÕES

É normal que na esteira de um atentado surjam desconfianças e até conclusões precipitadas sobre figuras relacionadas com guerrilha e notórios questionamentos de ordem política, social e até criminal. Nada se pode concluir, no entanto, sem a total apuração dos fatos. Dependendo dos envolvimentos, o agressor Adélio Bispo de Oliveira pode estar correndo o risco de execução como queima de arquivo, como ocorreu com o denunciado matador de John Kennedy. Se realmente houve um complô, tanto quanto o esfaqueador, outros participantes da empreitada também podem ser arquivos a se queimar. É preciso correr com as investigações e apresentar os envolvidos, até para evitar que “fake news” tumultuem ainda mais a campanha eleitoral. O vice e os correligionários de Jair Bolsonaro vão continuar sua campanha. Espera-se que os demais candidatos façam o mesmo e que o episódio não atrapalhe o objetivo de encontrar os governantes e parlamentares ideais para este momento da vida nacional.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

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PLANTANDO VENTO

Temos observado durante a campanha do candidato ora esfaqueado que ela prima pela agressividade. Na tentativa de angariar votos do eleitorado brasileiro, com toda razão indignado e revoltado “com tudo o que aí está”, o candidato não tem perdido oportunidade, em suas aparições públicas, de prometer medidas agressivas para acabar com a “bandidagem” e os criminosos que, todos os dias, ceifam vidas de vítimas inocentes. Ele defende armar a população para que esta possa se defender. Como se isso fosse suficiente para compensar as deficiências dos sistemas de segurança pública existentes (ou inexistentes). A mídia mostrou, por exemplo, ele estimulando um garoto em seu colo a emular uma arma de fogo com a mão e disparar. Noutra aparição, ele chuta um boneco inflável caracterizando o ex-presidente hoje encarcerado e que merece, a meu ver, passar os dias de vida que lhe restam na cadeia pelos crimes que cometeu contra a população brasileira. Mas daí a agredi-lo, ainda que sob a forma de um boneco, não se justifica. Embora, sem pretender concordar com o ato inadmissível cometido por um insano que o esfaqueou sem que se saiba ainda por que, o fato corrobora um ditado da sabedoria popular que diz: “Quem planta vento colhe tempestade”. Esperemos que a partir deste triste e lamentável episódio a campanha e as eleições transcorram num clima de paz e tranquilidade.

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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PROGRAMA DE GOVERNO

Gostaria de saber qual é, além de incêndios e facadas, o programa de governo do PSOL para as próximas eleições?

Hoover Americo Sampaio

hoover@mkteam.com.br

São Paulo

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O INCÊNDIO NO MUSEU NACIONAL

O “Estadão” nos deu a notícia, no primeiro caderno de 6/9, de que “o Arquivo Nacional não tem estrutura anti-incêndio”. Que o “prédio que abriga a Lei Áurea, o Arquivo Nacional, no Rio, não tem alarme de incêndio”, e que “os hidratantes estão desativados”. A instituição diz que “está se adaptando”. Como diz o ditado popular, depois da porta arrombada não adianta pôr tranca. O mal já está feito. Ainda na mesma edição (A18), o “Estadão” dizia mais, que o “museu funcionava sem aval dos bombeiros” e que o imóvel não tinha autorização do órgão para funcionar. Quantas irregularidades, quantos erros praticados pela administração do Museu Nacional, no Rio! Será que a causa do terrível incêndio que destruiu um prédio público que faz parte da história do Brasil foi somente fruto de um curto-circuito? Será que a negligência dos administradores de tão importante órgão da história da nossa pátria ficará impune? Só o tempo dirá!

Antônio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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MAUS ADMINISTRADORES

O que poderíamos espera de bom para o Museu Nacional se toda a reitoria da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), com um orçamento de mais de R$ 3 bilhões, um antro de parasitas metidos a intelectuais do PCdoB, do PSOL e do PT, não consegue nem cuidar das próprias instalações? A solução ideal para este caso deveria ser a interdição por incompetência e negligência desses parasitas políticos que estão ocupando empregos apenas para prejudicar os bons estudantes da UFRJ e não produzirem nada de relevante para a sociedade carioca e brasileira. Basta de pensar apenas nos seus cabides de empregos políticos e não cumprir as suas obrigações, e ainda serem responsáveis pelo incêndio no Museu Nacional, causando uma vergonha internacional ao Brasil, que ainda não aprendeu a eliminar estes parasitas políticos tão incentivados na era petista.

Benone Augusto de Paiva

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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APARELHAMENTO POLÍTICO

A título de curiosidade: qual foi o governo que nomeou esta turma do PSOL e do PCdoB para o Museu Nacional?

Jonas de Matos

jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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RECONSTRUÇÃO

Com este incêndio no Museu Nacional, com a lembrança do Museu do Ipiranga em reforma permanente e ainda fechado ao público, e do destruído mas reconstruído Museu da Palavra, talvez haja um despertar do interesse da população por estes espaços, cada vez mais raros. Estou de saco cheio de museus temáticos e moderninhos, com acervos digitalizados, até com holografias! Imaginem o Louvre de Paris todo no computador ou o Metropolitan de Nova York num salão bacana, numa tela imensa! No Rio, já temos o Museu do Amanhã, por que não fazermos, no mesmo estilo, o Museu do Ontem? De qualquer forma, a cooperação nacional e internacional pode trazer de volta o velho casarão, mas não o antigo acervo. Todos os museus têm reservas técnicas, um acervo secundário, e são peças como estas que serão doadas. As milhares de peças que estão sendo catadas nos escombros são fuligem que devem constituir uma amostra especial do passado de descaso e incúria.

Paulo Roberto Santos

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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MUSEUS

O Museu de Amanhã custou o Museu da Quinta da Boa Vista no Rio.

Michelle Schott

mschott@sti.com.br

Santana de Parnaíba

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REGISTRO HISTÓRICO

De um fato triste pode surgir uma oportunidade. Criem o Museu da Corrupção no local do Museu Nacional, assim nunca esquecerem ambos os fatos!

Luca Grillo lucagrillo@uol.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO – PÉSSIMO RESULTADO

Será que alguém ficou surpreso com o péssimo resultado, citado nos jornais, conseguido pelas escolas brasileiras em recentes avaliações (Ideb e Saeb)? Alguém devidamente iluminado, junto com seus pares, aprovou a “maldita” aprovação continuada, pela qual o aluno é obrigado a passar de ano, mesmo sem nenhum conhecimento. A partir disso, professores ficaram impedidos de repreender ou reprovar alunos, seja qual for a causa. Existem professores despreparados, sim, porém vejam os casos de advogados e de médicos récem-formados que já provaram também sua incompetência. Alunos não sabem uma simples tabuada, desconhecem o que quer dizer prova real e prova dos nove, muito menos o que é MMC e MDC. Agora, eles são especialistas no uso de celulares.

José Fernandez Rodriguez

rodriguez1941@gmail.com

São Paulo

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OS NÚMEROS TRÁGICOS DA EDUCAÇÃO

É o resultado do aparelhamento comunista da educação no País. A educação é administrada por neguinhos comunistas intitulados de “pedagogos”!

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O CRITÉRIO DO MEC

No artigo “Expectativas do MEC, altas como nunca” (“Estado”, 5/9, A2), o que se questiona são os critérios utilizados pelo Ministério da Educação (MEC). Penso que, sim, deve ser esclarecido que o “sarrafo subiu”, todavia ainda mais importante é estabelecer se o novo critério é útil ou não. O que traduz a correção na escolha do critério é sua utilidade. Pouco ou nada adianta abaixar a pontuação para a aferição do aprendizado nessa ou aquela disciplina, se o que resulta de tal educação é um analfabeto funcional. Isto é o que mais veementemente há de ser divulgado pelos senhores educadores e tecnocratas.

Andrea Metne Arnaut

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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