Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2018 | 03h00

ELEIÇÃO E CRIMINALIDADE

Muitas dúvidas

Em meio à turbulência destes últimos dias, com a agressão quase letal sofrida pelo candidato à Presidência da República Jair Messias Bolsonaro, tivemos pronunciamentos os mais diversos sobre a quem atribuir a responsabilidade pelo ocorrido. Há muitas dúvidas. Contudo, se bem observado, percebe-se que esse radicalismo político que já separou amigos e até mesmo familiares surgiu com a postura leviana e inadequada do ex-presidente Lula da Silva e seus companheiros, que continuamente desafiaram e continuam a desafiar todos aqueles que com eles não concordam, incluídos os magistrados que os condenaram por atos praticados durante o seu governo, alegando “perseguição política”. Para eles, a lei deve se sujeitar aos seus desígnios, e não à Constituição federal. E o que tem corroborado essa postura é a atitude, igualmente inaceitável, de alguns integrantes da mais alta Corte do nosso Poder Judiciário que vêm demonstrando, sem subterfúgios, a sua preferência ideológica no momento de tomada de decisões, que deveriam ser apenas justas, e não partidárias. Não seriam esses desvios de comportamento que, possivelmente, confundem os eleitores, agridem as pessoas de bem e levam a atitudes irracionais, como se viu neste 6 de setembro, quando o candidato mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto, sendo carregado em plena rua por seus admiradores, foi atacado, estranhamente, por alguém que simplesmente buscou alijá-lo da competição? Outra dúvida: é ou não um luxo um “auxiliar de pedreiro desempregado” ter mais de um advogado de defesa, segundo o noticiário? É tudo tão estranho...

NEIVA PITTA KADOTA

npkadota@terra.com.br

São Paulo

Matriz da malquerença

“Eu odeio a classe média!” – essa frase de Marilena Chaui, um dos ícones da esquerda, é o resumo da ópera.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Culpando a vítima

Um dos advogados do criminoso Adélio Bispo de Oliveira, que tentou matar Jair Bolsonaro, está adotando a estratégia de criminalizar a vítima por seu “discurso de ódio”, de forma semelhante, por exemplo, a defender a legitimidade do assassinato de mulher acusada de adultério! Pergunto: houve alguma manifestação pró-Bolsonaro em que tenha havido algum crime? Alguém fez baderna? Viraram algum veículo de ponta-cabeça? Jogaram pedras na fachada de bancos, concessionárias de veículos ou outros? Queimaram alguma coisa? Bloquearam ruas? Feriram ou mataram alguém? Por fim, quem está, realmente, bancando os honorários dos vários advogados de Adélio?

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

SUS e Santas Casas

Quanto vale a vida de um candidato à Presidência do Brasil? Pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), R$ 367,06 para o médico competente que estudou mais de uma década – entre faculdade de medicina e residência médica – para estar habilitado a realizar o procedimento cirúrgico necessário no caso e R$ 1.090,80 para um hospital que faz parte do maior grupo de instituições filantrópicas que o nosso país tem. Caso eleito presidente da República, que o hoje candidato Jair Bolsonaro olhe com carinho para as Santas Casas. Uma delas salvou a sua vida, e por um preço vil.

MILTON L. GORZONI

gorzoni@uol.com.br

São Paulo

Segurança para todos

Enquanto um agressor – covarde, diga-se – como Adélio Bispo de Oliveira, que deu uma facada em Jair Bolsonaro (PSL), no centro de Juiz de Fora (MG), é enquadrado na Lei de Segurança Nacional e transferido celeremente para uma prisão de segurança máxima, outros milhares de criminosos, que em 2017 mataram 64 mil brasileiros, na sua grande maioria nem sequer são investigados, menos ainda presos. E continuam infernizando as famílias brasileiras, que se tornam reféns da bandidagem. O povo, diferentemente do que diz a nossa Constituição, é relegado a cidadãos de segunda classe, uma vez que, infelizmente, são os criminosos que vivem livres e soltos por aí. Esse humilhante quadro de violência precisa ser revertido, para que, enfim, haja segurança para todos os cidadãos, e não apenas para alguns poucos.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

VIOLÊNCIA E LETALIDADE

Hora de mudar

Num país onde, por hora, sete pessoas são assassinadas, seis mulheres sofrem violência sexual e cinco cidadãos se lesionam gravemente ou morrem vítimas de acidentes de trânsito, chegou o momento de a sociedade fazer uma profunda reflexão. O Brasil só mudará investindo numa educação séria, tendo como mote o respeito ao próximo. A abertura maciça de escolas em tempo integral frearia, sem dúvida, a violência que nos mantém reféns do medo, do pânico, na maioria das cidades do País.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

EDUCAÇÃO E CULTURA

Sucata loteada

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é o exemplo acabado de sucateamento e loteamento: essa instituição compromete 93% de sua verba orçamentária somente com salários e aposentadorias. A solução seria “produzir e vender”, gerando renda, como instituições da Europa, por exemplo. Mas o caminho mais fácil é gritar por mais verbas sem evoluir na gestão, na qualidade do ensino – a cada dia pior –, tampouco tentar parcerias com a iniciativa privada. Não será preciso fogo para aniquilar essas instituições, acabarão sucateadas pelo radicalismo de esquerda dos seus dirigentes.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

VOOS DE GALINHA

Eternos temas de campanha

Entre os inúmeros aspectos que distinguem países desenvolvidos dos subdesenvolvidos ou em desenvolvimento está o de que, nos primeiros, questões fundamentais, como saneamento e educação, são entraves basicamente resolvidos, por isso nem constituem mais objeto de plataformas eleitorais. Nos outros, tais problemas ainda são parte fundamental dos programas de governo propostos pelos que disputam o poder em todos os níveis, tamanhas as necessidades e o descaso até hoje observados. As campanhas para as eleições no Brasil são mostras didáticas dessa situação, que, por sua vez, explica os nossos sucessivos voos de galinha e a eterna permanência abaixo do nível de crescimento desejado.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

DESRESPEITO AO MUNÍCIPE

Se um munícipe não pagar em dia o IPTU e outros impostos da sua cidade, é penalizado com juros e multa. Porém, quando este mesmo munícipe solicitar um serviço da prefeitura, como tapa buraco, retirar entulho, um carro abandonado, fazer a poda de uma árvore, etc., para ser atendido leva semanas ou meses. Como informou o "Estadão" (8/9), em São Paulo um pedido de manutenção solicitado pelo serviço 156 pode levar em média incríveis 195 dias - ou mais do que seis meses - para ser atendido. Um desrespeito ao contribuinte que paga seus impostos exatamente para que o prefeito cumpra com a sua obrigação de manter a cidade limpa, sem buracos, com semáforos funcionando, etc. E o prefeito da Capital, Bruno Covas (PSDB), sem ruborizar, anuncia que vai tentar reduzir essa grave improdutividade de sua administração para 80 dias, ou quase dois meses e meio, como se esse prazo fosse o ideal ou satisfatório para o cidadão. E nem por isso o administrador ineficiente sofrerá qualquer penalidade. Este é um Brasil que eu não quero. Mas, provavelmente, tal desrespeito com os munícipes deve ocorrer, infelizmente, por todas as 5.570 cidades do País.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ATENTADO CONTRA BOLSONARO

Parece-me um tanto suspeita a urgência com que muitos, inclusive a mídia, justificam o atentado contra a vida do candidato à Presidência da República sr. Jair Bolsonaro como fruto da ação de uma pessoa desequilibrada. Não me parece comum que o agressor, morador de Minas Gerais, servente de pedreiro, uma profissão digna e respeitável, mas com vencimentos modestos, tenha possibilidades de ter incluso em seu currículo um curso de tiro em clube de Santa Catarina, local frequentado pelos filhos da vítima. Espero que seja dada a devida atenção aos pequenos detalhes que talvez indiquem um possível financiamento de determinadas ações. Algo suspeito paira no ar. Talvez o óbvio tenha dado lugar à conveniência. Não sei.

Ana S. F. Peixoto Pinheiro Machado anasilviappm@gmail.com

São Paulo

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GÊNIO

O atentado sofrido pelo deputado Jair Bolsonaro foi político ou foi a um político? Como é possível um pedreiro ficar um mês em pensão paga à vista, antecipadamente, e contratar quatro advogados para defendê-lo? Talvez estejamos diante de um gênio das finanças, e não diante um psicopata.

Floriano Antônio Vallim florianovallim@uol.com.br

São Paulo

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EM CAMPANHA

Bolsonaro, ainda bem, teve mais sorte do que Eduardo Campos há quatro anos.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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BOM DEUS

Este Deus é muito bom para o Adélio Bispo, que cometeu o atentado contra o deputado Jair Bolsonaro. Disse ele que fez o atentado a mando de Deus. E Deus já tinha prontos quatro advogados à disposição dele.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESTRANHO

Só queria entender como o criminoso que atacou Bolsonaro, diagnosticado como maluco e desequilibrado, conseguiu em poucas horas quatro advogados para cuidarem dele na Justiça. Que parece estranho, parece...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

 

É o PT que está pagando os advogados do esfaqueador?

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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DEUS

Só porque Adélio falou que agiu a mando de Deus, tem gente achando que Lula foi o mandante. São uns desinformados. Lula está acima de Deus.    

Geraldo Magela da Silva Xavier silvag34@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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PREMONIÇÃO?

Em entrevista a uma repórter que gravava sua fala, Jair Bolsonaro fez um retrospecto sobre a "tigrada" petista, nos seguintes termos: "Em 2002, o sucessor de Fernando Henrique Cardoso seria Luiz Eduardo Magalhães, que morreu de forma suspeita três anos antes. Lula não seria candidato em 2002, mas para que ele fosse candidato teriam de matar o prefeito de Santo André, Celso Daniel, que ameaçava mostrar dossiês de como a quadrilha petista achacava aquela prefeitura. Então Celso Daniel foi torturado e executado com vários tiros. Quando a Polícia Federal chegou ao seu apartamento, apareceu o advogado petista Luiz Eduardo Greenhalgh, que saiu com uma mala cheia de documentos e foi embora. Também o presidente do Bancoop - que construiu o triplex do Guarujá -, o avião que ele estava caiu em 2010, mas ninguém mais se lembra disso. Também o ministro do STF Joaquim Barbosa, que condenou e prendeu vários petistas no caso do mensalão, pediu exoneração do cargo, mas eu não sei o porquê e não vou fazer ilações. Fechando o cerco e lendo o livro do Mojica - ex-presidente do Uruguai -, as páginas 198/199, onde ele diz claramente que Dilma Rousseff despachava dentro do Palácio do Planalto ouvindo as inteligências cubanas e venezuelanas. Então muita coisa esquisita aconteceu e as investigações nunca evoluíram. Desde que o PT viu a possibilidade de chegar ao poder, tudo isso tem acontecido. Aliás, eu tenho certeza que estou nessa lista misteriosa, que não sei de quem é, mas estou nesta lista para 2018". Com esse depoimento gravado, com a palavra, os responsáveis pela segurança do País, para as devidas providências!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DISCURSO ODIOSO

O atentado contra Bolsonaro é um derivado do discurso dicotômico e odioso que se perpetua há uma década no nosso Brasil. Preto contra branco, rico contra pobre, "nós" contra "eles", machos contra fêmeas, heteros contra homos, etc. Infelizmente, hoje impera a máxima "o que é diferente de mim não pode existir".

Valter Guerra Hadad valter.guerra@yahoo.com.br

São Paulo

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MUITO LONGE

O episódio deplorável de agressão ocorrido recentemente contra o candidato à Presidência demonstra que o ser humano ainda está longe de atingir um nível de convivência desejável, pleno de paz, amor e fraternidade.

Percy Arantes Salviano percyas@uol.com.br

São Paulo

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O PACIFICADOR 

Esse atentado contra o presidenciável Jair Messias Bolsonaro serviu, veio reflexamente, a apaziguar os ânimos entre os candidatos a presidente. Numa das propagandas eleitorais mais baixas, num vídeo editado, via-se Bolsonaro xingando uma deputada e perguntavam ao eleitor se iriam querer um presidente que ofendia mulheres, mas não mostravam o conteúdo inteiro da gravação para o telespectador tirar suas próprias conclusões, levando-os a erro de julgamento. Do jeito que se vê na filmagem, passa-se a impressão de que ele é um machista, brutamonte, mas quem vê o vídeo completo sabe que Bolsonaro foi tirado do sério, de modo injusto, numa entrevista que dava para uma emissora de televisão. Mas agora, com esse atentado, ficou ruim fazer esse jogo sujo contra alguém que está convalescente num hospital. Depois da tentativa de homicídio, todos os candidatos a presidente, políticos, jornalistas, eleitores contrários à sua candidatura se solidarizam com ele, tendo sido apaziguados os ânimos. A virulência verborrágica tende a diminuir. Vamos ver se a partir deste fato o debate de ideias volte a prevalecer entre os candidatos, aumentando o nível da campanha, e que o exemplo deles seja seguido por seus eleitores. Nas redes sociais é lamentável o que está acontecendo por causa da política. Amigos perdendo a amizade por ter pensamentos diferentes, havendo um radicalismo sem igual, em que todo mundo perde. É preciso paz, amor e tranquilidade entre as pessoas.

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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MANCADA

A atitude de Jair Bolsonaro é lamentável: foi fotografado no seu quarto de hospital, sentado e com as mãos simbolizando duas armas de fogo. Mais uma mancada dele.

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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TOM

É compreensível, necessário e louvável o tom conciliador adotado pelos demais candidatos à Presidência da República após o ataque contra Jair Bolsonaro. Entretanto, fica a pergunta no ar: após passar por este momento crítico - o que esperamos que aconteça brevemente -, será que o candidato do PSL também fará o mesmo? A foto estampada na primeira página do "Estadão" de domingo (9/9) talvez já contenha a resposta. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ARMA DE FOGO

Qual seria o desfecho do abominável crime contra Bolsonaro se fosse usada uma arma de fogo?

 

Cássio M. de Rezende Camargos cassiocam@terra.com.br

São Paulo

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AVISO AOS NAVEGANTES

Ninguém precisa pegar em armas para ganhar uma eleição, basta fazer algo infinitamente mais simples: mudar o País.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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HORA DO DISCERNIMENTO

Excelente o artigo de Dom Odilo Scherer no "Estadão" de sábado, "Eleições - hora do discernimento" (8/9, A2). Como seria bom se todos o lessem e pensassem no que leram! 

Maria Raquel Pacheco e Silva mariaraquelps@yahoo.com.br

São Paulo

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ANALFABETISMO

No dia 8/9 comemoramos o Dia Mundial da Alfabetização pela ONU. Enquanto me pego em discussões com mamães colegas sobre a idade ideal de nossos filhos começarem a educação para alfabetização sem prejudicar o desenvolvimento de suas outras funções cognitivas, vejo como a realidade do Brasil está distante da minha casa. Os dados e as preocupações são brutalmente diferentes, levando minhas discussões ao patamar da ingenuidade. Educação é um direto humano e, segundo o Plano Nacional de Educação (PNE), o objetivo do Brasil é erradicar o analfabetismo até 2024. É um trabalho árduo, visto que temos quase 12 milhões de analfabetos no País. Quando ampliamos estes dados para o analfabetismo funcional, a tristeza é ainda maior. Estamos nas posições 49 (literatura), 69 (matemática) e 67 (ciências), segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa); fazendo nosso Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) despencar para a 75.ª posição (pior posição que o Sri Lanka e o Irã, por exemplo). Para muitos, são apenas números, mas números são o reflexo de uma nação, reflexo e meio para diagnosticar e planejar novas políticas. Mais números para pensar: dos 33,7% recolhidos da carga tributária em relação ao PIB no Brasil, ele investe (retorna para o cidadão) apenas US$ 2,92. Vamos comparar com a Alemanha? Ela está na 6.ª posição no IDH e em 11.º em literatura e 16.º em matemática e ciência no Pisa, recolhe 36,7% de carga tributária em relação ao PIB, devolve ao cidadão US$ 15,70. Será que vemos um caminho por aí? Temos de pensar na alfabetização como divisor entre um país desenvolvido (no sentido completo da palavra desenvolvimento) e um país pobre, com todas as mazelas que a falta da educação traz, como a não politização de seu povo, a corrupção, a violência, os preconceitos, mulheres em situação de vulnerabilidade, crianças em situação de vulnerabilidade, fome, mortalidade infantil, precarização da saúde, miséria. Investir a alta carga tributária na população, com políticas para educação e saúde, é o começo para o fim do caos instalado. É a esperança. Se você conseguiu ler este texto, parabéns, você não faz parte dos 12 milhões que não entendem as conexões entre as letras. Agora, se você leu e entendeu, considere-se um privilegiado na terra dos analfabetos, você pode mudar sua realidade e a dos seus. Vamos começar?

Talytah Costa talytahs.uel@gmail.com

São Paulo

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INCÊNDIO NO MUSEU NACIONAL

Há alguma linha de investigação em andamento sobre a hipótese de ter sido um incêndio criminoso para acobertar o roubo de peças preciosas? Afinal, com a precária vigilância referida no noticiário, uma atrocidade desta não seria difícil de ser perpetrada, além de suscitar poucas suspeitas devido ao lamentável estado de conservação do imóvel.

Eduardo Sergio Porto Antunes eduardo.antunes@terra.com.br

São Paulo

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VACINAÇÃO

Mais uma vez o Ministério da Saúde prorrogou o prazo para a vacinação contra a poliomielite, pois apenas três Estados alcançaram o índice de 95% das crianças a serem vacinadas. O que vem ocorrendo com essa vacina atualmente é de um absurdo inominável. É um crime contra as crianças e pior, praticado por aqueles que deveriam protegê-las, contra uma doença que com certeza, mudará sua vida e comprometerá para sempre a da criança. Eu posso falar de cátedra a respeito, pois sou uma vítima dessa doença, uma vez, que em meu tempo, a vacina não existia. Minha mãe me contou os sofrimentos e os sacrifícios que os meus pais passaram, primeiro para impedir que eu morresse e depois com os inúmeros tratamentos a que eu tive que me submeter para ter uma vida pelo menos administrável, embora muito diferente daquela que eu teria, não fora a poliomielite. O Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 4.º, determina que "é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária". Pois bem, uma criança acometida de poliomielite, se não morrer, ficará privada de quase todos esses direitos. O presidente Temer não hesita em baixar Medida Provisória quando lhe é importante, porém em uma situação em que crianças indefesas estão correndo um perigo real, de terem sua vida alterada para sempre, não o faz. Seria simples editar um simples decreto, ou se necessário, uma Medida Provisória determinando que os pais que não vacinarem os seus filhos, sofrerão sérias sanções, como por exemplo, terem os seus vencimentos retidos até regularizarem a situação. Não é uma situação para fazer marola. Tem de agir.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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A QUARTA FORÇA

O jornal "The New York Times" deve, certamente, dar muito orgulho aos seus leitores. Afinal, não é qualquer jornal que teria a coragem de peitar o presidente dos EUA e toda a sua "fúria". Um presidente, por mais que fique oito anos no poder, passará; um bom jornal, não. Fica por anos, um século. Um bom exemplo: o "nosso" centenário "Estadão". O "NYT" não baixou a guarda, em nome da democracia, em nome da verdade dos fatos. Bravo! Saber que, ao baixar (download) o seu jornal, o leitor não se decepcionará, sobretudo com o seu editorial, é um orgulho que eu, como brasileiro, tenho do jornal que leio todos os dias. Salve a imprensa livre, salve o jornal mais democrático da praça ("Estado"), salve o "NYT".

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo 

 

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