Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO E ELEIÇÕES

Caso para estudo

A insistência do PT em colocar dissimuladamente a presença de Lula da Silva na propaganda eleitoral, apesar da proibição expressa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não deixa dúvidas quanto à absurda insistência do ex-presidente em manter-se no comando do seu partido. Chega a ser doentio esse seu desejo de poder. Essa resistência deveria ser objeto de um estudo psiquiátrico ou de uma tese de doutorado. O desrespeito às instituições da República, às leis e às regras de civilidade é uma constante nas atitudes do condenado. Os inúmeros recursos interpostos por seus advogados compõem um arsenal até imoral, que somente vem causando irritação nos juízes das Cortes superiores e nos eleitores indecisos. Enfim, a situação confusa das eleições deste ano expõe a insegurança jurídica a que estamos expostos.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Melar o jogo

É só uma impressão ou o PT está tentando tumultuar o processo eleitoral?

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

‘Corre-se o grave risco...’

Com a expressão acima, a defesa de Lula da Silva entrou com o enésimo recurso na Justiça, tendendo ao infinito. Como bem sabemos, pois o PT não nos deixa esquecer, o candidato que o partido “escolheu” como cabeça de chapa é ficha-suja, por ter sido condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Certamente nunca antes neste país uma banca de defesa se utilizou de tanta chicana tentando salvar o que é legalmente impossível. Na verdade, quem corre grave risco é o povo brasileiro. Com o País em situação econômica muito difícil e com 13 milhões de desempregados, graças à “presidenta” petista, única autora dessa catástrofe, o PT, pelo andar da carruagem, vai azucrinar o Poder Judiciário até que o Supremo Tribunal Federal (STF) tome, enfim, uma decisão patriótica e definitiva, pondo um ponto final nessa ópera-bufa. O mais grave é que essas artimanhas do partido estão tumultuando as eleições mais importantes dos últimos tempos no Brasil. Já passaram do razoável, há muito tempo, tais artimanhas da defesa do ex-presidente, o que, aliás, vem causando prejuízos enormes à Nação, a um número ainda desconhecido de cidadãos e de empresas, que aguardam há anos decisão do STF sobre os processos de seu interesse, relegados ao segundo plano em benefício dessa pantomima. 

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo 

Chega de palhaçada

Lula não recebe tratamento igual ao dos outros presidiários sem diploma de curso universitário no Brasil. Lula está preso em cela especial, com televisão, recebe visitas todos os dias e continua comandando o PT de dentro da prisão. Lula está cheio de regalias e aproveita para causar mais e mais prejuízo aos cofres públicos. Os seus advogados apresentam pedidos de suspensão de inelegibilidade todo santo dia. Os tribunais não aguentam mais trabalhar em casos de Lula. O presidiário não pode ser candidato desde o dia 24 de janeiro, quando o TRF-4 o condenou. Essa insistência custa muito caro ao Brasil e traz ilimitada insegurança. Chega!

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Crise duradoura

A crise financeira americana de 2008 – que quebrou o banco Lehman Brothers e, se não fosse a ajuda financeira do Federal Reserve (banco central americano), de bilhões de dólares, ao Citigroup, à General Motors e outros grupos empresariais, que os salvou da quebradeira – chegou ao Brasil como se fosse uma marolinha, segundo o governo lulopetista da época. Agora, dez anos depois, a tal marolinha virou um tsunami que destruiu, no mínimo, 13 milhões de empregos e arrastou o Brasil para uma crise financeira que vai ainda durar por muitos anos, se não houver uma troca de políticos nas próximas eleições. 

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Gastança ilimitada

Muito esclarecedora a matéria ‘Modelo Brasil’ ignorou o resto do mundo (Economia, 9/9), em que o jornalista Fernando Scheller faz uma boa resenha das principais causas da crise que levou o nosso país à falência, por gastança ilimitada. O único reparo a ser feito é ao título, que estaria melhor como ‘Modelo Dilma-PT’..., pois o nome Brasil não pode ser equiparado à desastrada escolha de Lula.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Vendedores de ilusões

Em artigo no último domingo (Sete semanas, A2), o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan chama a atenção para a necessidade de escolher um nome para a Presidência da República que seja reformista, de centro e que não venda ilusões. Somente uma decisão amadurecida e sensata nas urnas fará o Brasil sair da grave crise em que se encontra e voltar a crescer.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

Saúde e educação

Saúde e educação são temas obrigatórios há décadas. Todos os políticos fazem suas campanhas eleitorais prometendo mundos e fundos, dedicação prioritária a essas duas áreas essenciais para o desenvolvimento do nosso Brasil, para a redução das desigualdades sociais e para a melhora da distribuição de renda. Ao fim de cada ano, porém, os indicadores só apontam retrocesso. Seus resultados, especialmente na educação, se fazem sentir somente em médio e longo prazos. Portanto, são certamente relegados, pois não trazem votos para a próxima eleição.

LUIZ AUGUSTO CASSEB NAHUZ

luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

ATENTADO A BOLSONARO

Lobo solitário evoluído 

Classificaram o esfaqueador do candidato do PSL a presidente da República, Jair Bolsonaro, como “lobo solitário”. Pois é, até os lobos evoluíram e, hoje em dia, em vez de uivar para a matilha, eles usam celulares! 

LAÉRCIO ZANINI

spettro@uol.com.br

Garça

O mistério de Adélio

Em quem contratou os advogados de Adélio, o esfaqueador de Bolsonaro, reside a solução do mistério político da facada.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

VIRADA RUMO AO FUTURO

Chega ao fim hoje, 11 de setembro, o tempo de chicanas do ex-presidente Lula. Vence o prazo para o Partido dos Trabalhadores (PT) substituir seu candidato à Presidência da República. Se não fizer a troca, poderá ficar fora da disputa. Com isso, a campanha eleitoral torna-se mais propositiva, apesar de ainda existir a pendência de Jair Bolsonaro, internado. Independentemente de quem assumir, existem medidas inadiáveis. Há que prestigiar a Operação Lava Jato e fazê-la ir a todos os Estados e aos municípios, onde também há corrupção. A segurança pública não deve ser feita apenas pelo aumento do efetivo e do armamento policial; o poder público tem de assumir seus compromissos e afastar o crime organizado. O Judiciário deve ser mais ágil e as penas, efetivas. Há que resgatar a sociedade harmônica e solidária, com respeito à família e às minorias, sem as exacerbações dos últimos tempos. A escola tem de ser casa de ensino, e não de difusão ideológica. Os trabalhadores - notadamente os do setor público - têm de ser reconscientizados de sua grande missão, só recorrer à greve como último recurso, jamais com motivação política. Adotadas, essas medidas poderão representar o começo da salvação nacional.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TUMULTUANDO

"PT pressiona Rosa e apela para que TSE deixe STF decidir sobre candidatura" ("Estadão", 10/9). Até quando temos de suportar este ataque sistemático do PT, que pela existência de brechas legais tumultua a campanha eleitoral de 2018 como pode? Os advogados da legenda são altamente irritantes e desrespeitosos, projetando o que a classe teria de pior a mostrar.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ

Não há melhor exemplo de litigância de má-fé que o professor de Direito Processual Civil possa dar a seus alunos: são os atos do PT e asseclas, especialmente quando desobedecem às determinações da Justiça. As atuações dos lulopetistas, na maioria das vezes, têm como princípio o cometimento do delito de desobediência, além de fazerem questão de invocar entidades alienígenas, alheias ao nosso processo de Justiça (Comitê de Direitos Humanos da ONU, por exemplo), para dar apoio aos insistentes e sempre negados pedidos incabíveis. "Quam diu etiam furor iste tuus nos eludet?" Na verdade, os Catilinas do PT são piores e mais irritantes que o protótipo de Roma antiga. Castigo legal neles!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A PROPAGANDA DO PT

O ministro Luiz Roberto Barroso, até que enfim, colocou ponto final nas estripulias e no desrespeito do PT. Proibiu que o presidiário Lula da Silva se apresentasse como da coligação "O povo feliz de novo", sob pena de suspender o programa político da "tigrada" petista. Esse desafio às leis é que potencializa as barbáries a que assistimos diariamente. Antes tarde do que nunca, mas demorou!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SENTENÇA INJUSTA?

Ciro Gomes disse em debate presidencial que a sentença de Lula foi injusta. Ora, de gente como ele, que se junta a um Carlos Lupi da vida, ou Alckmin, que se junta a um Valdemar Costa Neto e a um Jefferson, espera-se que diga o quê? São todos ratos do mesmo paiol. 

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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AMNÉSIA NAS ALTEROSAS? 

Assim como Dilma Rousseff não pode ser esquecida, o ainda senador Aécio Neves também não o pode. Mas me parece que os eleitores mineiros tomaram chá de amnésia. Dilma lidera as intenções de voto para o Senado e Aécio aparece bem nas pesquisas, e, ao que tudo indica, será eleito para a Câmara federal. A incompetência da então presidente levou o Brasil à mais profunda recessão de que se tem conhecimento. Deixou como legado elevada taxa de inflação, juros básicos de quase 15% e 11 milhões de desempregados, baixou artificialmente a conta da energia elétrica, o que levou as distribuidoras a abrirem "o bico" e até hoje pagamos por essa irresponsabilidade, com aumentos quase diários da conta da luz. Foi destituída do posto de presidente do Brasil em 31/8/2016, pelo Congresso Nacional, por meio de um processo de impeachment por crime de responsabilidade fiscal, as famosas pedaladas fiscais. Aécio é réu no Supremo por corrução e obstrução de Justiça, além de ter mais nove processos ainda em trâmite. Dilma só está na disputa pelo Senado graças às artimanhas dos então presidentes do Senado, Renan Calheiros, e do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, que não cassaram seus direitos políticos, como manda a Constituição. Aécio, adulado pelos seus pares e protegido pelo vergonhoso foro privilegiado, continua livre para tentar mais uma candidatura. Uai, como vamos mudar o Brasil desse jeito? O Brasil não é só pão com queijo, tem muito osso duro a roer ainda. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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A LEGITIMIDADE DO NOVO GOVERNO

A entrevista do general Eduardo Villas Bôas ao "Estadão" de domingo ("'Legitimidade de novo governo pode até ser questionada'", 9/9, A4), exteriorizando suas preocupações com o clima de acirramento criado desde a chegada do PT ao poder com Lula pregando sistematicamente o "nós contra eles", tornou o comandante do Exército alvo da fúria petista, que passou a atacá-lo por ter declarado aquilo que a Lei da Ficha Limpa determina: ficha-suja não pode participar das eleições. Em sua declaração, o comandante do Exército pontuou que seria uma afronta à Constituição um ficha-suja participar do pleito de outubro. O general está certo, a candidatura de Lula não é só uma afronta, é um escárnio, um deboche contra o Estado de Direito, uma palhaçada!

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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NOSSO FUTURO

O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, quando entrevistado pelo "Estadão", respondeu às questões formuladas meio como que "nem sim", "nem não" e "muito pelo contrário", isto é, nada definido. Quando os militares renunciaram à ditadura atendendo os reclamos dos políticos pela volta à democracia, o que fizeram nestes mais de 30 anos no exercício do poder? Simplesmente os políticos se aproveitaram desta volta ao poder para se locupletarem do governo como cães famintos, ao ponto de este abuso chegar à montagem de um sistema de corrupção de grandeza tamanha como jamais os País tinha visto. Por isso, as respostas do comandante militar, em vez de nos trazer segurança, trazem mais preocupação quanto ao nosso futuro.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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MEDALHA

O comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, pode acrescentar, orgulhoso, mais uma medalha recebida entre tantas a que fez jus em seu peito - e me refiro às críticas ácidas do PT contra ele. Pode até ser que não seja de metal e fita brilhante, mas vindo de quem vem e sendo quem eles são, sendo recebido por que a recebe e o que ele representa, é símbolo e sinal de que o "medalhado" está é de boa conduta e fiel ao bom caminho.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Sao Carlos

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ATENTADO CONTRA BOLSONARO

Para não baixar os ânimos entre militâncias, a mídia continua insistindo em que o delinquente que esfaqueou Jair Bolsonaro era um "lobo solitário", sendo que a Polícia Federal já identificou comparsas dele na hora do crime. Mas não se privam de culpar o candidato por instigar ódio, quando estamos acompanhando há década a esquerda falar em morte, em incendiar o País, etc. cada vez que alguém se mostra contra eles? O maior culpado do "nós" contra "eles" está preso em Curitiba, e não vimos até agora uma palavra apontando Lula como instigador dessa violência que nos permeia. Será falta de memória oportuna dos nossos jornalistas? Qual o motivo para negarem dar nomes aos bois nessa tentativa de assassinar Bolsonaro? Até parece que a mídia se uniu para pintar o Brasil que sempre quiseram, paz e amor, mas não existe uma matéria publicada que não instiga à violência. Façam "mea culpa", senhores, se querem o Brasil no rumo certo. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MISTÉRIO

Adélio Bispo dos Santos diz que tentou matar Jair Bolsonaro a pedido "de Deus", e agora está sendo defendido por quatro advogados, apesar de estar desempregado e sem recursos financeiros para tanto. Será que Adélio é o Lee Harvey Oswald brasileiro?

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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TEM COISA

Os advogados que defendem o homem que atacou Bolsonaro não revelam quem os contratou. Isso não cheira mal, isso fede! Tem coisa aí!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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TUDO MUITO ESTRANHO...

Um servente de pedreiro, com todo o respeito devido a qualquer trabalhador, tem condições econômicas para se hospedar durante duas semanas em local fora de seu domicílio? E com pagamento antecipado e em dinheiro? Qual a finalidade dessa hospedagem? Acaso estava à procura de um novo emprego? E quem procura uma nova colocação precisa andar pelas ruas munido de um faca, aliás, nada pequena? Quem pretende apenas assistir a um comício precisa portar qualquer outro tipo de arma? Acaso um modesto trabalhador tem condições econômicas para frequentar um clube de tiro fora de seu Estado da Federação, pois sendo morador de Minas Gerais foi praticar tiro ao alvo em Santa Catarina - e por estranha coincidência no mesmo local onde treinavam os filhos de sua futura vítima? Acaso não haveria algum clube mais próximo de seu domicílio ou mesmo em outra cidade de Minas Gerais? Acaso tem condições econômicas de se dirigir a Brasília e manifestar suas ideias? E quanto tempo realmente trabalha em seu ofício? E, se trabalha, acaso ganha tão bem assim que pode se deslocar para longas distâncias? Que benfeitor é este que se dispõe a contratar escritório de advogados para defendê-lo, mas, contudo, quer anonimato? Por que o anonimato, se nada nas leis proíbe alguém de prestar ajuda a outro? Realmente, há mais mistérios no reino de Pindorama além daquilo que possam alcançar nossas especulações.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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LOBO DO CHAPÉU VERMELHO

O criminoso Adélio Bispo de Oliveira, que cometeu o covarde e condenável atentado à vida do ultradireitista Bolsonaro, é o lobo de chapeuzinho vermelho do ultraesquerdista PSOL. Pelo visto, se o presidente eleito em outubro não for de centro, o País ficará absolutamente ingovernável. Quem sobreviver verá...

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

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DIREITOS HUMANOS

Estranhei não observar nenhum comentário sobre a tentativa de assassinato ao candidato Jair Bolsonaro pelos órgãos de Direitos Humanos (do Brasil e da ONU). Será que vão defender o agressor?

Paschoal L. Paione paione@cantareira.br

São Paulo

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SANGUE FRIO

Algo, felizmente, falhou no hediondo script do atentado a Jair Bolsonaro, à democracia, ao Brasil. A faca de Adélio Bispo de Oliveira mataria o líder das pesquisas, e a multidão emocionalmente descontrolada trucidaria o assassino. Dois mortos - ou mais - num turbilhão de ódio e vingança e as eleições para a Presidência da República lançadas no imponderável das paixões. Nas manchetes internacionais, o Brasil bárbaro, primitivo, sanguinário. Por um instante, Deus voltou a ser brasileiro. Na quase-tragédia em Juiz de Fora (MG), a multidão postou-se com altíssimo nível civilizado. Em meio ao sangue quente e à alta voltagem emocional, os juiz-foranos excederam em sangue frio: levaram rapidamente Bolsonaro a uma Casa com merecido nome de Santa, tal a excepcional competência da equipe médica que tirou o ex-capitão dos braços da morte. Do golpe no abdômen às quatro horas de cirurgia com irretocável padrão de excelência, Bolsonaro deu sorte. A faca do Bispo ex-militante do PSOL poderá catapultá-lo ao parlatório do Palácio do Planalto, com a faixa presidencial.

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém 

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FILANTRÓPICAS E 'FILANTRÓPICAS'

Curioso o conceito de hospital filantrópico. Há hospitais "filantrópicos" que atendem políticos famosos e os verdadeiros filantrópicos - leia-se Santas Casas - que atendem todos os brasileiros. Aos candidatos à Presidência da República, uma reflexão: nem sempre há um hospital "filantrópico" perto de uma urgência médica. Trate com carinho as Santas Casas do Brasil, uma delas pode salvar sua vida.

Milton L. Gorzoni gorzoni@uol.com.br

São Paulo

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PELA CULATRA

Conheço várias pessoas que disseram que iriam anular o voto ou votar em branco, mas, depois do atentado a Jair Bolsonaro, votariam nele, caso sobrevivesse. Fora as pessoas que não conheço. Parece que o tiro - ou, melhor, a facada - saiu pela culatra.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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MOMENTO DE REFLEXÃO

Infeliz a foto do candidato Jair Bolsonaro estampada na primeira página do "Estadão" de domingo (9/9), em posição de atirador. Embora confirme a autenticidade do candidato, ao contrário de outros dissimulados - muitos deles, entendo, deveriam aproveitar o infeliz atentado para tentar desfazer a cizânia entre os brasileiros, principal arma da reiterada campanha de divisão entre "nós e eles" praticada pelo presidiário de Curitiba, que, certamente, está na origem do crime de quinta-feira. Precisamos, sim, de armas para combater este difícil momento que vivemos, mas as armas da lei. Por isso creio ser da máxima importância a eleição dos deputados e dos senadores, barrando de vez extremistas, cacarecos e tiriricas.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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PALHAÇADA

Achei um absurdo Bolsonaro se deixar fotografar no hospital fazendo o gesto de atirar. Sei que este gesto e outros similares são uma espécie de slogan da sua campanha. Mas fazer isso depois de ser vítima de um ataque violento pode ser interpretado como uma incitação à maior violência. Bolsonaro não percebe a magnitude da sua palhaçada. Não é digna de um candidato à Presidência da República. É essa a imagem que ele quer passar do Brasil a outros países? O País merece ter uma posição preponderante na ordem mundial. Mas gestos como o de Bolsonaro, somado à corrupção, só contribuirão para perpetuar o conceito de que somos apenas a terra do samba e do futebol. 

Leonardo Sternberg Starzynski bergzynski@gmail.com

São Paulo 

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A FOTO NO HOSPITAL

Como diz minha amiga Luciana, existem pessoas com e sem noção. Eis um exemplo clássico de pessoa sem noção.

Helio Boturão heliobot@uol.com.br

São Paulo

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ALVO ERRADO

Deveríamos dar "adeus às armas", com propostas que mirem as verdadeiras causas da violência, que são muitas e de solução complexa. Imaginar que violência se combate com mais armas nas mãos dos cidadãos é achar que se apaga fogo jogando gasolina. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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TEMPOS DIFÍCEIS

"Adeus às ilusões" não é apenas o nome de um grande filme, é também o sentimento de grande parte da população brasileira, tendo em vista a caótica situação política, social e econômica que o País está atravessando. Enumerar todas as privações sofridas pelo povo demandaria gastar muitas laudas de texto, assim, fiquemos apenas com a mais grave entre todas, que é o desemprego, cujas consequências são devastadoras para qualquer pai de família. Melhor nem mencionar o atentado a Jair Bolsonaro.

José Marques seuqram.esoje@bol.com.br

São Paulo

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FALÁCIA

Quais serão os verdadeiros propósitos de boa parte da elite acadêmica brasileira, ao estimular a ideologia de esquerda nas nossas universidades e mesmo em outros níveis educacionais? Provavelmente, sonha em criar por aqui, por meio da influência que exerce sobre a juventude, um ambiente que repudie qualquer intervenção de um sistema de resultados, por considerá-lo "antidemocrático", e que reafirme também, talvez a fim de preservar privilégios, a crença de que só a máquina estatal é eficiente para conduzir empreendimentos públicos, o que constitui uma falácia, como demonstrado pela recente tragédia que atingiu o Museu Nacional. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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ACERVO

Abandono, indiferença e omissão. Com tal acervo, o Museu Nacional era o retrato do Brasil...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MUSEU ABANDONADO

Sem verba adequada e específica para manutenção, uma grande parte de nossa história virou fumaça. Não temos dinheiro para a manutenção do acervo cultural, mas estamos disponibilizando algo como dois bilhões de reais para uma cambada de incompetentes nos convencerem de que são os anjos salvadores da Pátria. Será que algum dia um dos ilustres deputados ou senadores pensou ou apresentou um projeto semelhante à Lei Rouanet, possibilitando a pessoas físicas e jurídicas alocar parte do Imposto de Renda para manutenção de nosso acervo? Entre 2011 e 2015 a Lei Rouanet dedicou mais de R$ 40 milhões a projetos tão importantes como a biografia de José Dirceu, turnê de Luan Santana, idem de Cláudia Leite, musical do Shrek, peça da porquinha Peppa, além de muitos outros. Será que só isso é cultura? "Quo usque tanden abutere patientia mostra?"

Carlos Icarahy Gonçalves icarahyrg@gmail.com

São Paulo

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POUCA VERGONHA

A pouca vergonha da politicagem nacional, a pouca vergonha dos salários dos políticos, a pouca vergonha do uso do dinheiro público nos levaram ao incêndio do Museu Nacional. "Que bandeira é esta que impudente na Gávea tripudia? Antes te houvessem roto na batalha que servires a um povo de mortalha." Nada mais a dizer.

Lucilia Costa pirajuense@hotmail.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO E CULTURA

Lastimável o que aconteceu com o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Na verdade, o que os nossos olhos viram incrédulos é fruto do descaso com a educação e cultura deste país. Há poucos dias, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) divulgou que 7 a cada 10 alunos do 3.º ano do ensino médio têm nível insuficiente em Português e Matemática. Nossas crianças não conseguem interpretar o que leem nem resolver problemas simples de Matemática. E o que o incêndio do Museu Nacional tem que ver com educação? Tudo. Estes dois lamentáveis fatos demonstram que o Brasil precisa de políticas públicas em educação e cultura emergenciais, sem prazo estipulado. Estas agendas necessitam ser prioritárias por pelo menos duas décadas. Sem priorizar educação e cultura, nunca sairemos do fundo do poço. 

Gianna Carvalheira carvalheirachina@yahoo.com.br

São Paulo

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ELEMENTAR...

É muito engraçado como o nosso governo não liberou o dinheiro para consertar um monumento histórico, se pagamos todos os anos um imposto alto até demais, sem receber nada em troca. Afinal, ao invés de desviar o dinheiro e deixar que o monumento desmoronasse, deveria tê-lo concedido. Agora, pagará muito mais para a reconstrução. Vamos ver quanto tempo nossos governantes vão demorar a perceber que se atitudes não forem tomadas não serão só museus que irão queimar.

Taina Lima tainamariabeco@gmail.com

São Paulo

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MEMÓRIA

Se ele é a memória de um povo, óbvio que o é, mas também nossos eleitores andam acéfalos por ela, em escolher um militar como salvador da Pátria. Nossos governantes preferem pontes, viadutos, túneis e cadeias do que escolas, museus, teatros, pesquisas científicas, etc. Só se esquecem de que a memória e a ideia nunca morrem, elas sempre ficam e os governantes passam. Precisamos de estadistas, e não de demagogos.

Nelson Scatena yagomscatena@gmail.com

São José dos Campos

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VAMOS RESOLVER O PRESENTE

Em detrimento da manutenção mínima do Museu Nacional (1818), foi construído o Museu do Amanhã, sem registros de nossa memória e que está rodeado, em grande parte, por águas fétidas do presente.

Bruno Fernando Riffel brunoriffel@lebenconsultoria.com

Araxá (MG)

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REDESCOBRIR O BRASIL

Há muito que o patriotismo morreu neste país. Foi morto aos poucos, juntamente com a cidadania, com a vergonha e com a honestidade. Acabamos de assistir ao incêndio de um dos poucos museus que possuímos, a destruição de um patrimônio público de valor histórico inestimável, que se foi por causa do descaso da politicalha que nos tem como reféns. Sim, os Três (podres) Poderes da República são algozes dos brasileiros de bem. Urge que coloquemos por terra a tirania que nos escraviza, para que possamos redescobrir o nosso Brasil.

Anita Driemeier guggiana1948@gmail.com

Campo Grande

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NOSSA RESPONSABILIDADE

A perda irreversível do Museu Nacional é uma tragédia claramente originada pelo desleixo arraigado no País. Ao invés de propostas inócuas de reconstrução, esta vergonhosa e previsível tragédia aumenta nossa responsabilidade na escolha de representantes dignos do nosso voto nas eleições gerais de 7 de outubro. Vamos passar o Brasil a limpo.

Claudio Janowitzer cjanowitzer@gmail.com

Rio de Janeiro 

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BILHÕES IMPRODUTIVOS

Matéria do "Estadão" (5/9) indica que os improdutivos benefícios fiscais, ou renúncias tributárias, que são concedidos principalmente às empresas, devem crescer no próximo ano R$ 23 bilhões e atingir R$ 306 bilhões. Deste monstruoso valor, apenas R$ 32,1 bilhões são referentes à pessoa física! Neste ano, essa renúncia fiscal será de R$ 283 bilhões, recursos tais que o governo, infelizmente, deixará de arrecadar. E, sem dúvida, esta é uma das causas maiores, ao lado do grande déficit da Previdência, que faz com que o déficit fiscal previsto para este ano atinja os R$ 159,1 bilhões. Assim, desde 2014 as contas públicas seguem no vermelho. E, em consequência deste déficit, o nível de investimento despencou, milhares de empresas faliram e aumentou o desemprego - prova cabal de que esses benefícios fiscais concedidos são improdutivos e afundaram a nossa economia. O próximo presidente, a ser eleito em outubro, não pode ser um demagogo, populista e inexperiente na administração pública, e precisa ser austero, conter gastos improdutivos e ter a capacidade de fazer reformas como a da Previdência, que permita a volta do crescimento robusto do PIB. Mas, pelo jeito, preocupa muito que candidatos como Ciro Gomes (PDT-CE), Marina Silva (Rede-AC) e o provável Fernando Haddad (PT) já tenham afirmado que pretendem revogar a regra do Teto dos Gastos e até a reforma trabalhista. Isso seria um suicídio definitivo para as nossas combalidas contas públicas, quando menos ainda demonstram entusiasmo para realizar a reforma de Previdência. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DISTORÇÕES

Enquanto os setores produtivos, que agregam valor, estão indo de mal a pior, como explicar que o setor financeiro, por sucessivos recordes, vai indo de bom a ótimo?

Paulo Eduardo Grimaldi pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

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TERCEIRIZAÇÃO

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu um importante passo ao autorizar as empresas brasileiras a terceirizar todas as suas atividades. De acordo com o artigo 5.º da Constituição, como todos são iguais perante a lei, sugiro ao governo encaminhar ao Congresso projeto de lei terceirizando as atividades do STF e do Judiciário de um modo geral. Certamente, a insegurança jurídica nas decisões proferidas por aquela corte deixaria de existir e o País seria impulsionado por ventos de progresso, segundo palavras de seus próprios integrantes. E poder-se-ia contratar pessoal por 1/3 dos valores atualmente pagos e com maior produtividade. Isso vale também para os outros Poderes da República.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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HORÁRIO DE VERÃO

Será que alguém de bom senso, ou com pena dos paulistanos que trabalham (ainda) em São Paulo, tem a coragem (ano eleitoral) de vir a público e mostrar o custo-benefício desta cruel medida tomada pelo governo, o horário de verão? Que venha a público e mostre que irrisórios 2,7% de economia de energia elétrica não compensam. No ano passado, com as modificações no trânsito pelo candidato do PT, tivemos não só recorde de multas no trânsito, mas recorde de congestionamento (843 km lineares), recorde em poluição por causa do fim da fiscalização eletrônica veicular, aumento brutal da temperatura ambiental nos horários de pico, aumento de 5% em doenças cardiorrespiratórias e 8,78% de doenças alérgicas, somadas ao estresse com brigas no trânsito. Alguém terá pena das mulheres donas de casa, que, antes de sair, precisam acordar os filhos e preparar um almoço - e as que moram no subúrbio ainda saem no escuro, correndo o risco de ser estupradas?

Flávio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

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'DROGA LIVRE, CRIME SOLTO'

Discordo em gênero, número e grau do texto do jornalista Carlos Alberto Di Franco ("Droga livre, crime solto", 10/9, A2), um excelente artigo. Tudo o que lemos aqui neste espaço é: "perdemos a guerra contra as drogas" e blá, blá, blá. Logo, quem enfrenta o bicho de frente e faz a curva, como o Uruguai, do ex-presidente Mujica merece apoio. Os filhos da classe média ou periferias do Brasil não compram maconha nas farmácias, freeshops, duty free, eles compram na "boca", e quando a boca diz não tem maconha, a curiosidade os leva ao que tem no menu, o mix do dia, sabe qual? Cocaína. Comparar dependência química com a maconha que nossos filhos fumam na praia é que é inocência. Uma coisa é a supressão da fome e a insônia carregada de paranoia, seguida de depressão. Vender as cortinas de casa para cheirar, por exemplo. Outra coisa são as delícias do apetite e a doçura do sono, um regalo na praia, a "larica", como diria Manu Chau. Se o cigarro faz mal, se a bebida alcoólica faz mal, todo mundo sabe, porém são regulados e tributados e têm publicidade. Tratar as pessoas como crianças, falando em "porta de entrada", é subestimar o cidadão. Ridículo um cidadão ter que comprar maconha no subterrâneo enquanto o europeu, ou o americano, vai a farmácia e é tratado como adulto, e não infante, como aqui. 

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo 

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DROGAS

Enquanto o mundo notícia casos de celebridades internando-se por dependência química, enquanto nos becos e antros enxergamos, sem edição, farrapos humanos, crianças de cor acinzentada por uso de crack, adolescentes de nossa apequenada classe média morrendo ao misturar as "drogas da balada" com bebidas e energéticos, discute-se a liberação das drogas. Inexplicável, para quem sofre com o problema com alguém próximo, chega a ser revoltante. Só pode ser a favor da liberação das drogas alguém que, além de cego e surdo às cenas supradescritas, nunca conheceu de verdade um adicto.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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TELEFONIA NOS DECEPCIONA

Uia, será que alguém consegue se comunicar com a Vivo? Eu não estou conseguindo. Há pouco tempo, contratei a Vivo Fibra Óptica (telefone fixo e TV a cabo) e aí passei a ter o número (19) 3406-7397. Pois é, estou recebendo ligações da Vivo, por um tal robô, perguntando se eu sou Alexandre.  Adoraria responder que eu não sou Alexandre, que eu sou Maria Carmen, mas tal ligação não permite isso. Mas será que a Vivo, que me deu o tal número (3406-7397), quando a contratei, não sabe que eu sou Maria Carmen (quem está pagando a conta em dia) e que eu não sou Alexandre? Até quando vamos ser incomodados por essas empresas de quinta categoria? Até quando vamos pagar caro para receber péssimos serviços dessas empresas de telefonia e internet? A resposta é clara: até quando os eleitores votarem errado e elegerem populistas e corruptos. Até quando a mídia não der espaço para políticos decentes. Depois da facada, cadê João Amoêdo?

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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