Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2018 | 03h00

CAMPANHA ELEITORAL

Bolsonaro x Haddad

O espectro de duas narrativas virtuais de ruptura democrática ronda a eleição presidencial, pelas redes sociais. Por um lado, o discurso anticomunista, da lei e da ordem, com a bandeira verde-amarela e o Hino Nacional, será atacado como fascista e pró-golpe. A vitória não teria legitimidade por causa dos votos em branco, nulos e abstenções. Por outro, o discurso da justiça social, com a bandeira vermelha, será atacado como comunista, bolivariano e pré-revolucionário. A vitória seria considerada uma fraude nas urnas. Depois de suicídio (1954), renúncia (1961), golpe (1964) e impeachments (1992 e 2016), prenuncia-se um desfecho trágico para o presidencialismo e a governabilidade do País, no quadriênio 2019-2022, se ambos os discursos conseguirem os votos suficientes no primeiro turno para se enfrentarem no segundo, pois nenhum dos dois lados aceitará a derrota.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

O Brasil e o beco

A Nação está anestesiada ou, definitivamente, esses institutos das pesquisas de intenção de voto estariam a atuar de forma partidária, em benefício do “nós contra eles”? O que verdadeiramente estamos vivenciando neste país é o aperfeiçoamento do quanto pior, melhor. Enquanto, de um lado do terreno movediço, temos um candidato boneco de ventríloquo, também reconhecido como poste, confessadamente manipulado por um condenado criminalmente e preso por diversos crimes cometidos contra o País e o povo brasileiro, de outro, temos um pretendente ao cargo de presidente da República que, internado em UTI de hospital, sabe-se lá em que condições de saúde se encontra, ainda assim se arvora em grande salvador da pátria. E, entre ambos, um monte de outros falsos e pretensiosos “heróis nacionais”, sem exceção, ávidos por deixar o pensamento do brasileiro refém das falácias e mentiras que ousam contar. Que escândalo se tornou o Brasil! Tempos escuros estes... Momento de pensar no poema de Manuel Bandeira: “Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte? O que vejo é o beco”. Que venha a solução divina, se realmente Deus for brasileiro. Do contrário, teremos futuro?

CLÁUDIO MARCIO A. ANTELO

claudio@ahantelo.com.br

São Paulo

Datafolha

Com tantas propostas nada democráticas e a chance de transformar o Brasil numa Venezuela, é absolutamente inacreditável o crescimento do PT. Os eleitores estão loucos ou são suicidas?

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Três nações

A campanha eleitoral confirmou a divisão dos brasileiros em três posições político-ideológicas irreconciliáveis. Um terço da população segue religiosamente o PT de Lula. Outro terço é da direita radical de Jair Bolsonaro. Como pertenço à minoria que gostaria de viver num país que adotasse a política do Estado de bem-estar social, numa verdadeira social-democracia moderna, na prática, e não apenas na sigla e no discurso, sinto-me excluído do quadro dominante na política brasileira atual. Incompetência e corrupção, posições ideológicas radicais e fanáticas. Educação, saúde e segurança da pior qualidade. Candidatos à Presidência líderes nas pesquisas sem as mínimas condições de assumir o governo da Nação. Compreendo e concordo com a atitude dos jovens que estão deixando nosso país em busca de uma vida melhor e mais esperançosa em outro. O Brasil levará mais de uma geração para voltar a ser uma boa terra para viver. Cabe a nós que aqui vamos permanecer fazer as mudanças e reformas estruturais que um dia tornem o Brasil digno de receber de volta os jovens que não soubemos manter em nossa pátria.

PAULO SÉRGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Campanha do ódio

Um lixo! Nem com toda a boa vontade do mundo é possível ouvir ou assistir a esta campanha política. Seja quem for o eleito, terá, no máximo, um terço de aprovação popular, o restante é o voto do ódio pelo adversário. O povo brasileiro é cordial, ordeiro, apesar do descaso do poder público em todas as áreas em que atua, mas está sendo induzido a odiar, demonizar o adversário. Temos um candidato que não fala o próprio nome, seu dono não permite. Uma aberração jamais vista numa democracia. E a Justiça nada pode fazer – ou pode, mas tem receio de quebrar a garrafa e soltar o diabo que vive nela. O nível é tão baixo que o vencedor será o primeiro perdedor, da vergonha e do respeito. Basta, vergonha na cara já!

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Pioneirismo

Ao lançar uma propaganda eleitoral fraudulenta, com o intuito de confundir o eleitor, o PT mais uma vez mostra seu DNA de agente promotor da derrubada de nossas instituições. Conta para essa empreitada com a prestimosa colaboração de um poste que, de forma pioneira, contacom o aval de um criminoso devidamente enjaulado em Curitiba. E a Justiça, encantada com o desenrolar dessa farsa, assiste a tudo como que hipnotizada.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

O súcubo e o íncubo

Como explicar que um professor da USP se preste a servir de candidato marionete a um presidiário? A resposta está no Direito Penal, psicopatologia criminal, capítulo O súcubo e o íncubo.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

Lei confusa

Alguém me perguntou: você votaria para presidente num candidato cuja indicação nasceu na cadeia? Não respondi, mas concluí ser essa uma verdade que só acontece num país com uma legislação eleitoral confusa.

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Alô, TSE!

Se Lula agora é Haddad e Haddad é Lula, a candidatura de Haddad a presidente não deve ser aceita pelo TSE, pois o Lula é ficha-suja. Para ser aceita Haddad deveria declarar que elegê-lo não significa, em absoluto, a eleição de Lula. Será que ele pode garantir isso?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Ovo da serpente

E será que o Brasil vai trocar sua liberdade pela do Lula?

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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“Com Lula, preso, sendo representado por um poste, o dólar já bateu a casa dos R$ 4,20. Calculem a quanto iria com esse cidadão livre, leve e solto”

CLAUDIO JUCHEM / SÃO PAULO, SOBRE A REAÇÃO DO MERCADO ÀS PESQUISAS ELEITORAIS

cjuchem@gmail.com

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“Analisando as teses de Manuela, Boulos e Lulo-Haddad, até Maquiavel é mais moderno!”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE O ANACRONISMO DOS BOLIVARIANOS BRASILEIROS

fransidoti@gmail.com

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PARA MUDAR O BRASIL

Pobre eleitor que sonha em mudar o Brasil por meio do seu voto para presidente! Para mudar de fato, só mudando o Congresso Nacional. 90% dos congressistas estão se recandidatando e mais de 80% deles devem ser reeleitos. Os congressistas que temos já desfrutam do paraíso na Terra e estão muito satisfeitos com como a coisa está. Se quisessem acabar com a corrupção, teriam aprovado as medidas contra a corrupção e não teriam bloqueado as acusações contra Michel Temer. Se estivessem preocupados com a economia do País, teriam aprovado as reformas. Se quisessem reduzir os juros e a dívida e gerar desenvolvimento, teriam equilibrado e reduzido as contas públicas. Se estivessem descontentes com a conjuntura política, teriam proposto reformas políticas. Se pretendessem falar a verdade ao seu eleitor, teriam apresentado a verdadeira situação em que o País se encontra, ao invés de prometerem o que sabem que não dará para entregar. E pior: os brasileiros continuam com os mesmos sonhos de décadas atrás, à espera de que surja um salvador da Pátria que os entregue - alguém que pense como eles. Enquanto isso, o Brasil segue andando para trás em relação ao mundo. Haja nostalgia! Isso posto, em 2019 já dá até para escutar a voz de Ronnie Von cantarolando: “O mesmo Congresso, os mesmos bancos (...), tudo é igual, mas estou triste (...)”.

Jorge A. Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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NEM JESUS CRISTO

Os candidatos à Presidência da República que não apresentarem soluções para a economia e para o déficit público, como as reformas da Previdência e outras, estarão lançando “fake news” para os eleitores. Não adianta falar de educação, segurança, saúde, infraestrutura, criação de empregos e demais matérias que encantam a população, sem falar no assunto fundamental ligado ao desenvolvimento e ao crescimento econômico do País. Lamento que os candidatos se detenham a falar de assuntos menores, e não em cortar gastos, ministérios, mordomias, frotas de carros com motoristas, assessores em excesso, etc., etc., etc. Enganar o povo já não é mais a forma de ganhar votos. Pode-se eleger Jesus Cristo para presidente, mas, se Ele não tiver maioria no Congresso, não fará nada.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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A DURA REALIDADE

O eleitor brasileiro esperava um mínimo de determinismo, o vislumbre do ponto aonde chegar. Ao invés disso, como papagaios, candidatos repetem promessas sem nenhum constrangimento: vou fazer, vou criar, vou resolver... É muito simples desarmar esses impostores: basta exibir, a cada pausa, um vídeo em preto-e-branco com tudo aquilo que já foi dito nas últimas décadas, e olha que, para alguns, são mais de 30 anos de vida pública. Não é difícil de concluir que nunca pensaram no País, mas sim no que dizer ao País, na retórica sem qualquer compromisso com a verdade. Desencanto é uma boa palavra para exprimir o estado de espírito de uma nação que continuará a ser desrespeitada (e enganada) pelos próximos quatro anos, venha quem vier.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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ELEIÇÕES 2018

Está mais do que provado que as eleições de 2018 vêm marcadas com um item novo: o voto contra este “socialismo mentiroso” que domina há décadas o País e a direita que trata o brasileiro como gente, e não fantoche. Os brasileiros pós PT cresceram, acreditam que todos nós temos nosso livre arbítrio: trabalhar, batalhar por seu lugar ao sol, concorrer em pé de igualdade, desde que o governo não o atrapalhe e lhe dê condições para isso. Saúde, educação, segurança e liberdade. O socialismo maquiavélico brasileiro quer dominar o povo no cabresto, fazendo-o acreditar que precisamos de um paizão Estado para crescer. Uma grande maioria hoje não encontra eco entre candidatos que não entenderam o teor dessa mudança, entre o que queremos e não queremos no futuro. Nós evoluímos e, como mostram as pesquisas, a “economia” não está entre nossas preferências, e sim “a continuação do paternalismo ou o crescimento como nação”. A conferir.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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QUE DEMOCRACIA É A BRASILEIRA?

Decididamente, este não é um país sério. Jair Bolsonaro, candidato a presidente do Brasil, foi tirado do combate porque vinha incomodando alguém e, por uma facada planejada, foi atingido seriamente. E fica por isso mesmo? Que democracia é a brasileira que não sabe conviver com a divergência de ideias? Para que existe o diálogo? Se não concordamos com uma posição, o dia 7 de outubro é o momento adequado para escolhermos quem melhor reúne as condições para governar o Brasil. Certos veículos de comunicação também não ajudam quando estimulam a guerra entre as pessoas e candidatos. Cabe ao Estado combater a criminalidade. Infelizmente, não é com beijos e abraços que vamos resolver. A violência cresceu assustadoramente, sob os olhares temerosos dos cidadãos, que ficaram reféns dos bandidos. Aqueles que podem têm porte de armas, seguranças e carros blindados. E quem não pode pagar pela sua segurança particular, morre? No Brasil mata-se mais do que numa guerra. É preciso dar um basta nesta intolerância com quem pensa diferente e na tolerância total com a criminalidade. Nesta época de promessas todos têm a receita, mas por que não a colocaram em prática? Por que para resolver é preciso coragem. As eleições passarão e tudo ficará igual ou pior, pois só mesmo no Brasil um candidato ficha limpa é perseguido e um ficha suja, endeusado por parte da imprensa e certos eleitores. Complicado.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MUITO CUIDADO NESTA HORA

Nosso país vive um momento extremamente delicado, exigindo de todos nós muita responsabilidade na hora do voto, sendo necessária uma análise sem paixões, mas guiada pelo bom senso. Embora vítima de condenável e covarde atentado, não se pode ignorar que quem pega na mão de uma criança para que ela simule estar com uma arma e, assim, poder matar um bandido, de verdade ou fabricado, não pode esperar ser tratado com flores. Pobre do país onde a violência é enfrentada na base da bala, pois facilmente se poderá chegar da defesa pessoal à queima de arquivo, sob aplauso dos manipuláveis de plantão. Pobre do país onde um demagogo promete resolver as pendências financeiras de todos os cidadãos, eliminando seus nomes dos cadastros de devedores, criando ilusões e gerando expectativas em ingênuos.    Pobre do país onde este mesmo demagogo, que se pretende ver na Presidência da República, mostra sua total falta de educação e de respeito aos semelhantes, comportando-se como malandro de rua, não aceitando críticas e tachando de “cadelas no cio” quem não aceita suas lorotas. Imagina-se o que essa criatura poderia dizer e fazer se um dia estivesse no mais alto posto de governo do País. Pobre do país onde um indivíduo com grau de instrução universitária não se envergonha de servir de mamulengo a um apedeuta totalmente desprovido de senso do ridículo, que visa não à felicidade da Nação, mas apenas e tão somente a um futuro indulto, para poder dar continuidade ao seu projeto criminoso de apoderamento do Estado. Pobre do país onde um pretendente ao governo federal se alia a diversos partidos para poder aparecer mais em horário de propaganda política, a fim de vender sua mercadoria, não informando aos incautos que não há almoço gratuito e que o aliado de hoje vai cobrar com juros os cargos de amanhã, ou acaso pensa que os aliados apenas estão encantados com suas propostas? Pobre do país onde uma ministra não se constrangeu em fazer parte de um governo envolvido em mensalão e Lava Jato, só deixando seu posto para fundar uma agremiação que não passa de um puxadinho do partido que infelicitou a Pátria, portanto, faces da mesma moeda. Pobre do país onde um falastrão líder de invasores de propriedade alheia diz que vai acabar com os juros altos cobrados pelos bancos com uma “canetada”. Em resumo: vamos procurar eleger alguém que não faz promessas ilusórias, mas promete trabalho. Vamos depositar nossas esperanças em alguém que, após um tsunami que quebrou as finanças do País, assumiu e desempenhou com competência um cargo ministerial de um governo fabricado e vendido, por irresponsáveis ressentidos e seus papagaios adestrados, como o pior da história republicana, apoiados por segmentos de uma imprensa parcial, não se sabe ainda exatamente com que interesses.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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A CAMPANHA COMO CASO DE POLÍCIA

A campanha eleitoral já leva a mancha de sangue do atentado a Jair Bolsonaro. Além desse crime maior, existem outros de menor monta. O candidato petista ao governo do Paraná foi alvo de uma bomba de fabricação caseira, em Curitiba, e outros incidentes pipocam pelo País afora. São frutos da intolerância e do clima de desobediência civil, estimulado pela falta de punição exemplar aos desordeiros. Precisamos da presença efetiva da autoridade estatal e da certeza de pena a quem cometa crimes no âmbito das campanhas. Os candidatos devem se abster de incitar o ódio ou de exacerbar a vitimização. O ideal é uma campanha propositiva, discutindo o futuro e as saídas para a sociedade, e ignorando a perna torta, o olho defeituoso ou a feiura do adversário. O eleitor deve ser atraído pela perspectiva de futuro. O resto é pura perda de tempo e, muitas vezes, incentivo ao crime.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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A SEGUNDA CIRURGIA DE BOLSONARO

O sonho da esquerda está se materializando. A campanha de Jair Bolsonaro, que se dava por três vias - debates e entrevistas na TV, nas ruas e pelas redes sociais -, reduziu-se a uma após o atentado. Não acredito que tenha sido planejado pela esquerda, mas é certo que milhões de seus membros e simpatizantes estão comemorando o ataque ao candidato e suas consequências. Primeiro, por uma questão pessoal, pois têm ódio de Bolsonaro, e, segundo e naturalmente, pelo aumento das chances de volta ao poder da doença que idolatram. Caso Geraldo Alckmin não chegue ao segundo turno, o pesadelo macabro de uma Venezuela gigante poderá se materializar.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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CALAR E NÃO CALAR

Como seria bom para a honestidade intelectual que deve balizar o bom jornalismo que a mesma cobrança que diariamente é feita pelos meios de comunicação social - há oito meses - para apurar o bárbaro assassinato de Marielle fosse igualmente feita para descobrir os mandantes do não menos bárbaro intento de assassinar, a golpe de faca, o candidato Jair Bolsonaro, apesar de toda evidência dos elementos de prova já colhidos de que a barbárie foi tramada por uma quadrilha de celerados. Quem, de sã consciência, pode acreditar na enganosa tese do “lobo solitário”, que visa a encobrir os mandantes do crime? Que vergonha.

Rui Elia rui.elia29@gmail.com

Rio de Janeiro

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ANTES DA ELEIÇÃO

A população brasileira quer saber quem mandou assassinar o candidato Bolsonaro. Isso tem de acontecer antes das eleições, sob pena de cometermos um erro histórico e imperdoável. Há outra questão: pela rápida decisão de advogados que declararam que vão defender o meliante de forma gratuita e pelas declarações de jornalistas chamando o sujeito de “lobo solitário”, percebe-se que o crime fora premeditado com o apoio e conhecimento de muita gente. O que torna ainda mais urgente o desfecho da investigação.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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NOTÁVEIS?

Quem vivenciou a Constituinte de 1988, a primeira após a redemocratização, lembra muito bem que houve participação ativa de vários setores da sociedade no Congresso para a elaboração da Carta. Entre erros e acertos, a Constituição foi promulgada consolidando, assim, a democracia. A proposta do general Hamilton Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, de que o País precisa de uma nova Constituição, elaborada por “notáveis” e aprovada em plebiscito, sem a eleição de uma Assembleia Constituinte, é francamente autoritária e frontalmente antidemocrática, pois não só exclui a sociedade da discussão, como impõe verticalmente este tal grupo de notáveis. Não é a primeira vez, nem será a última, que o general expressa opiniões poucos afeitas aos fundamentos democráticos.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MORALIZAÇÃO

Que maravilha, uma nova Constituição sem passar pelo Congresso, elaborada por “notáveis” e aprovada em plebiscito pela população. Seria isso um sonho do candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, o general Mourão, uma nova Constituição sem a participação da bandidagem eleita que hoje compõe o Congresso Nacional e que pessimamente e/ou vergonhosamente nos representam? Caso esse sonho se realize, com toda certeza estaríamos dando o primeiro passo para a moralização deste país.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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O VICE

As manifestações do general Mourão, vice do candidato Bolsonaro, mostram que a equipe não tem um posicionamento comum. E ele mostra duas situações, quais sejam, que efetivamente o candidato não está em condições de fazer a campanha, e, como vice, quer mostrar um posicionamento com a mesma radicalidade, como se constata pela sua proposta de reforma constitucional. As próximas pesquisas mostrarão os reflexos desses posicionamentos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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TODOS PELO BRASIL

Tanto o fanatismo petista quanto o bolsonarista apelam para a deletéria polarização do País, estimulando a odiosa divisão do “nós” contra “eles”. O caminho do meio e da salvação deve ser o que inclua todos contra o “status quo” do atraso, da corrupção, da paralisia geral da Nação em meio à mais aguda e profunda crise política, econômica e ética de sua história. É preciso unir os brasileiros num mesmo tom de chamamento patriótico para que juntos lutem e trabalhem para tirar o País do poço sem fundo em que foi atirado pelos desastrosos desgovernos cleptolulopetistas. O Brasil por todos, todos pelo Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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JOSÉ DIRCEU E A ELEIÇÃO

Acabo de receber pela internet um vídeo de José Dirceu conclamando a militância petista para a luta política nas próximas eleições. Me estarrece saber que este desgraçado, com várias penas, que totalizam 41 anos de cadeia, permanece em prisão domiciliar, usando apenas tornozeleira eletrônica, com acesso livre e garantido a todos os meios de comunicação. Que Justiça é esta tão complacente?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

Quem escreveu a carta que “autorizou” Fernando Haddad a assumir o pretendido lugar do presidiário Lula da Silva - a “alma mais honesta”? Numa rápida vista de olhos, não se encontram erros de Português e muito menos erros de concordância. Afinal, a carta foi elaborada em computador da própria Polícia Federal, local onde fica o escritório político do demiurgo? O povo de bem aguarda uma resposta!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A LULA O QUE É DE LULA

O editorial do “Estadão” intitulado “A ‘Paixão’ de Lula” (13/9, A3) é uma visita a parte das intermináveis peripécias perversas do demiurgo de Garanhuns, Lula da Silva, que um dia, infelizmente, chegou ao poder máximo desta República, com o seu PT, roubou, quebrou o País e acabou com a esperança do povo brasileiro. Porém, até de dentro da cadeia o ex-presidente, como um fantasma da perturbação nacional e incapaz de reconhecer sua decadência moral, fez seu carnaval ao dar as bênçãos ao seu literal candidato-laranja, Fernando Haddad, autorizando-o a ser o nome do PT a lhe substituir (como se não fosse inelegível) no pleito de outubro. E, se Haddad for eleito, Lula disse: “Neste dia estarei junto com Haddad, para fazer o governo do povo e da esperança. Nós estaremos lá, juntos, para fazer o Brasil feliz de novo”. Ou seja, com todas as letras e descaradamente, Lula diz que jamais em tempo algum Haddad, se eleito, será o presidente de fato do Brasil. Mas, sim, um figurante serviçal de um condenado e preso, e da “tigrada” petista, também corrupta. Neste puro delírio do ex-presidente, como diz o editorial, o presidiário de Curitiba “faz o que pode para encarnar a figura de um messias”. Mas este Lula se esquece de que ainda tem nas costas mais seis ações em que já é réu, e, se julgado, assim como se espera, pode ser condenado e passar outras dezenas de anos na cadeia. Na realidade, Lula segue em harmonia com seu partido, que tem “P” de podridão e “T” da traquinagem, trapaça e traição ao povo brasileiro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A CHAPA DO PT

Cumprimento o jornal pelo editorial “A ‘Paixão’ de Lula”. Descobriu a América, que até aluno do primário já sabia. Faltou dizer que Haddad é um postezinho ordinário do porte de Dilma Rousseff. E ainda vem com a comunista ralé a tiracolo, o que o editorial também não comenta.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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INDULTO

Se Haddad for eleito, o que é inviável, os Poderes Executivo e Judiciário vão se comportar como “famiglias” mafiosas e soltar o “capo”, qualificado como criminoso, condenado e preso. Vamos virar chacota internacional. Não há uma maneira de impichar o presidente do STF? 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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A PAZ VAI DURAR POUCO

Estão abertas as apostas para a “LotoLulaSolto”. Ricardo Noblat aposta em que ele sai em janeiro. Já no próximo governo, por obra e graça de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Eu acho que Lula será solto pelo trio de supremos libertadores ainda este ano, logo após o segundo turno da eleição, seja qual for o eleito. Se Fernando Haddad for eleito, estará livre de ter de dar o “indulto presidencial”, o que lhe seria desgastante entre a oposição. Geraldo Alckmin se livraria do “prisioneiro de Zenda”. Ciro também respiraria melhor. Bolsonaro gostaria de transferi-lo para uma instalação militar no Acre. Bolsonaro em Brasília e Lula, preso ou solto, e vamos ter quatro anos de pancadaria bravíssima. A paz no Brasil vai durar de 24 de dezembro até a manhã do dia 1.º de janeiro de 2019. Seja qual for o presidente. Presidente do Brasil em 2019 deverá ser o pior cargo do mundo.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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LULA LIVRE EM HORÁRIO ELEITORAL

Uma vergonha Fernando Haddad fazer papel de “boneco de ventríloquo”! Essa é qualidade de um candidato a presidente da República?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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SÃO LULA, O INJUSTIÇADO

Antes de ser canonizado em vida, o ex-presidente Lula precisa ser julgado e condenado pelos crimes que cometeu. Crimes muito mais cabeludos foram cometidos por Lula e seu bando - o sítio em Atibaia e o triplex na praia são apenas o troco do cafezinho. A colaboração do criminoso Antônio Palocci torna evidentes os tantos crimes cometidos por Lula e por sua quadrilha, o PT. O processo de canonização na igreja costuma demorar séculos, mas a Justiça brasileira é capaz de demorar mais para concluir os processos contra Lula, Dilma e sua quadrilha.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CADÊ AS PROVAS?

Um jornalista aventou a possiblidade de o material originado do delator Antonio Palocci vir a público agora, na campanha eleitoral, para servir como golpe de morte na inocência de Lula e seu poste, Fernando Haddad. Mas, se ele espera sair-se bem, terá de trazer provas materiais fortes o suficiente para, como se diz no popular, “matar a cobra e mostrar o pau”. Se for como alguns delatores que deram material passível de condenação, mas nada palpável, melhor esquecer o trato feito e metê-lo na cadeia sem qualquer benesse.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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A DELAÇÃO DE PALOCCI

Acordem, brasileiros! O que vocês querem mais?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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NOVO COMANDO NO STF

Como esperávamos do ministro petista Dias Toffoli, logo no primeiro dia como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), tirou das mãos do juiz Sérgio Moro ação contra outro petista de carteirinha, o ex-ministro Guido Mantega. Já posso imaginar o que vai fazer quando estiver mais à vontade neste cargo. Todos os petistas condenados - e olhem que não são poucos - devem estar radiantes.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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TOFFOLI E SUA CONSCIÊNCIA

Será que o senhor Dias Toffoli já se perguntou: se não tivesse sido advogado do PT, seria ministro do STF? Se tivesse passado no concurso para magistrado no Estado de São Paulo, chegaria aonde está? Então, as suas posições não são de gratidão ao partido sem ética, o PT? O eminente magistrado Sérgio Moro precisa rir das ações de Dias Toffoli, porque elas têm como suporte, primeiro, a inveja de que se revestem certos atos do integrante da Corte acima das outras, mas Suprema?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ETERNOS EMERGENTES

Como é que pode um país com as dimensões e as riquezas que tem nunca sair da condição de “emergente”? Tudo leva a crer que, com os atuais políticos e o STF que temos, caminharemos para o caos nos próximos quatro anos.

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

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‘O MUSEU E O TETO’

O sr. Marcos Mendes citou, no artigo “O museu e o teto” (“Estado”, 14/9, A2), que estudos do Banco Mundial mostram que um profissional funcionário público no Brasil ganha 70% a mais do que um do setor privado, mas essas generalizações são perigosas. Ele deveria explicitar quais as áreas pesquisadas nesta comparação, pois eu sou funcionário público da área da saúde do município de Campinas (SP) e, na minha função, de físico médico em Radioterapia, por exemplo, acontece exatamente o contrário, e os demais profissionais da saúde que trabalham comigo, como médicos, enfermeiros e técnicos, também ganham bem menos que profissionais que exercem a mesma função no setor privado. E, se eu for exonerado, não terei nenhum fundo de garantia nem terei direito a seguro-desemprego. Portanto, seria interessante mostrar quais áreas do setor público estão nestas condições citadas pelo Banco Mundial, para que a sociedade saiba quem realmente consome a maioria dos recursos públicos com altos salários e pouca produtividade.

Alexandre de Oliveira alexsccp@gmail.com

Indaiatuba

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AGÊNCIA DOS MUSEUS

Sobre a criação de uma agência dos museus, na verdade, o que deveriam fazer é criar o Museu da Ineficiência e Ineficácia (MII) e colocar lá todas as agências hoje existentes, que não servem para nada além de defender os interesses de empresas e corporações. E não criar mais uma agência que, além do já citado, serve também para ser mais um cabidão de empregos.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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PROVA DE INCOMPETÊNCIA

“Transferência de verba diminuirá atendimento a microempresas, diz Sebrae” (“Estadão”, 14/9). A Medida Provisória que cria uma nova “agência”, agora a de museus, tirando verbas do Sebrae, mostra toda a incompetência do governo Temer em seu apagar das luzes. Em vez de fazer trabalhar melhor o Instituto Brasileiro de Museus, que já existe, cria-se um novo rótulo e procura-se sequestrar verbas existentes, de algo que está funcionando bem como o apoio de pequenas e médias empresas. Mais uma amostragem da decadência e da decrepitude do Estado criado pela Constituição Cidadã, em adiantada falência, que 30 anos depois criou um monstro, melhor chamado de “Museu de Inutilidades”, que consome 33% do PIB em tributos e pouco faz pela sociedade.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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TRAGÉDIA EDUCACIONAL

No país dos paradoxos que é o Brasil, tivemos na mesma primeira página do jornal de 13/9 duas chamadas para editorial e matéria às páginas A3 e A16, respectivamente, sobre a tragédia educacional do País e sobre o veto do Supremo Tribunal Federal (STF) ao ensino domiciliar no Brasil, que o jornal verte para o inglês, “homeschooling”, a fim de melhor ser entendido por seus eruditos leitores, que não sabem Português, aliás, língua bastante abastardada por estas plagas. O editorial tem o título “A OCDE e a tragédia educacional” - “ensino de má qualidade nega aos jovens brasileiros uma boa capacitação”. E a matéria, “Supremo Tribunal Federal proíbe prática do ensino domiciliar no País” (a maioria dos ministros considerou que o Congresso, e não o Judiciário, seria o local adequado para discutir essa opção). Quanto à má qualidade de nossa educação, parece não existirem dúvidas ou discordâncias. Quanto à capacidade de o Congresso ser o local para essa discussão, dado o baixo nível intelectual, moral e ético da maioria de seus membros, parece temerário. Mas, como era costume dizer antes do politicamente correto, abaixo do Equador nada é impossível.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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PROFESSOR, A RAIZ DO PROBLEMA

Sem sombra de dúvida que boa parte das nossas mazelas políticas, econômicas e sociais passa pela nossa deficiente educação. As sucessivas estatísticas, algumas recentes, realizadas dentro e fora do País, demonstram que nosso ensino vai de mal a pior. Concomitantemente, surge a decisão do STF impedindo o “homeschooling” (educação doméstica), no meu modo de ver acertadamente. Vamos juntar os cacos. À educação doméstica cabe ensinar os princípios básicos de honestidade, pudor, educação social, amor, fraternidade, etc. Dizer, como certa mãe afirmou no “Estadão” de 13/9, que ninguém melhor que ela para educar seu filho, digo, respeitosamente, que é um equívoco, porque a criança necessita, além da educação, conviver com outras crianças da mesma idade com as quais ela vai até mesmo aprender o que é bom e o que é ruim. Cabe aos pais neutralizar estes últimos e separar o joio do trigo. Portanto, ir à escola é salutar e recomendável. O nó górdio da questão está no fato de que o País, infelizmente, relaxou na preparação dos professores. Se alguém, em qualquer nível de governo, tiver um olhar objetivo nesse ponto, vai ter bons resultados, tanto é verdade que há escolas e municípios bem-sucedidos, com excelência de ensino, simplesmente porque tiveram essa visão. Professor! É onde está verdadeiramente a raiz do problema. Ele precisa urgentemente de ajuda.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

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