Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2018 | 03h00

IDH

O Brasil não avança

Uma vergonha o nosso país se manter, lamentavelmente, estacionado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), permanecendo pelo terceiro ano consecutivo na 79.ª posição, entre 183 nações pesquisadas. Esse índice, que compulsa dados de educação, saúde e renda, também constata mais uma vez nossa extrema desigualdade social. Mas o que esperar de um país que teve no poder, entre 2003 a meados de 2016, governos demagogos, populistas, formados por corruptos, como o presidiário ex-presidente, um analfabeto funcional, cuja sucessora, o primeiro poste, tem dificuldade até para construir uma simples frase? Ora, um país é reflexo de seus governantes. Não por outra razão, infelizmente, esta Nação está sem rumo. E dependendo do resultado desta próxima eleição, poderá piorar muito...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Vara de pesca

Se o PT, nos 13 anos de governo, tivesse ensinado os seus seguidores a pescar, em vez de só dar o peixe, o IDH do Brasil não seria tão vergonhoso. Iniciativa privada e meritocracia são o que move a economia e uma nação.

CARLOS E. CABRAL DE MELLO

cabral.porto@uol.com.br

Jundiaí

Os intocáveis

A explicação para a manchete Brasil fica atrás da Venezuela em índice de desenvolvimento (15/9, A1) está no artigo de Ives Gandra na página A2 Como a burocracia destruiu o País. Nem mais, nem menos. Temos 14 milhões de desempregados “à custa da preservação dos intocáveis privilégios” e, segundo dados colhidos no desenrolar dos acontecimentos até o momento, tudo tende a piorar caso o sucessor de Michel Temer seja um esquerdista, pois todos eles, não importa a sigla, são estatizantes, o que é ruim para os negócios e o crescimento econômico e péssimo para os mais pobres. Pior ainda se for do PT, pois, além de incompetentes, os petistas são ultraperdulários. É exatamente neste momento que lamentamos a falta de estrutura educacional que tudo isso gera, impedindo o povo de enxergar.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Vítimas dos privilegiados

Um país a serviço do funcionalismo! Todos os brasileiros deveriam ler o artigo de Ives Gandra e se conscientizar de que somos reféns do funcionalismo e vítimas dos seus privilégios.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

CAMPANHA ELEITORAL

Engana-trouxa

Incrível como o PT persiste na tática da mentira repetida à exaustão na expectativa de que se torne verdade. Fernando Hadad todo dia repete na TV que o desemprego, a alta da gasolina, culpa de Michel Temer. Não sou prosélito do Temer, mas qualquer pessoa minimamente informada sabe que o governo desastroso do PT é o pai de toda esta crise. Vamos votar conscientemente para tentar colocar o Brasil onde merece.

SILVIO LEIS

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

Só até amanhã

Até esta terça-feira, dia 18/9, é possível pedir à Justiça a impugnação da candidatura de Haddad, porque os partidos não podem substituir candidatos impedidos de disputar eleições quando o impedimento ocorre anteriormente à data do registro da candidatura, caso de Lula.

ARCÂNGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Organização criminosa

Então, se por infelicidade o PT ganhar a eleição para presidente, o Brasil será mesmo governado da cadeia, como o PCC?!

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Conciliar é preciso

Dois extremos políticos relativamente consolidados põem o País “entre a cruz e a caldeirinha”. Mas será isso que precisamos neste momento, uma disputa entre “esquerda” e “direita”? Oportuna seria uma conciliação nacional ao centro, para iniciar o processo de colocar o País nos eixos. Afinal, uma vitória pírrica que atenda aos aproximadamente 30% que cada um dos lados lidera com certeza não resolverá nem os problemas imediatos que afligem o País, quanto mais os estruturais! Mais do que um líder comprometido com uma ideologia, penso que precisamos hoje de um governo pragmático, com competência comprovada para administrar a res publica e capacidade de conciliar os conflitantes interesses da população, representados pelos congressistas. Pois seja quem for o candidato eleito para presidir o País, ele vai precisar negociar com um Congresso com mais de 30 partidos. Como liberal, gostaria de não ter de raciocinar assim e simplesmente votar no “meu” candidato, mas, como brasileiro preocupado com o destino da Nação, não posso deixar de analisar o assunto durante as próximas semanas.

JORGE R S ALVES

jorgersalves@gmail.com

Jaú

Voto útil

O que chamam de voto útil eu às vezes chamo de voto responsável, mas prefiro mesmo chamar de voto necessário. Não quero o caos!

FRANCISCO EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

MOBILIDADE PAULISTANA

Dane-se o pedestre

O número de ciclistas na contramão, para tudo quanto é lado nas calçadas e fazendo manobras imprevistas e perigosas aumentou muito com a operação dessas novas bicicletas comunitárias. Mas agora temos também patinetes e outras geringonças com motor elétrico para aumentar a confusão geral. Mais ainda, os motociclistas de aplicativos, que ganham por entrega, não se importam com nada, seja sinal vermelho, contramão, pedestres, ciclistas ou o que estiver no caminho. Nem motorista de ônibus escapa de sustos. Pedalo no trânsito de São Paulo desde 1977 e não me lembro de uma fase tão caótica, nem mesmo no pior momento dos motoboys, quando eles se orgulhavam de ser chamados “cachorros locos” (sic). Todas as cidades do planeta estão passando por uma rápida transformação nas suas formas de transporte, a dita mobilidade, e o trânsito ficou mais confuso. Mas o que acontece aqui, em São Paulo, passou do admissível, entrou no campo da baderna. Como sempre, pedestres e pessoas com deficiência são os grandes prejudicados. Mas quem se importa?

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo


IRRESPONSABILIDADE EGOÍSTA

O “Estado” de domingo (16/9) trouxe a notícia alarmante de que metade dos eleitores anti-PT optarão por Jair Bolsonaro nas eleições de outubro. A manchete é, no mínimo, assustadora, haja vista os riscos de um eventual governo de extrema-direita caso vença o candidato do PSL, inclusive mencionados em pelo menos quatro partes relevantes do jornal (editorial, entrevista de Pérsio Arida, coluna de Vera Magalhães e ausência de proposta de Bolsonaro para o equilíbrio das contas públicas). Assim, ainda dá tempo de livrar o País inteiro de um pesadelo sem precedentes, o que implica jamais substituir uma herança maldita por outra.

Maria Lucia Ruhnke Jorge

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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ROLETA RUSSA

O Brasil caminha para um duelo de Roleta Russa, com duas balas mortais, no segundo turno: Bolsonaro e Luladdad. Eles duelam, nós morremos.

Paulo Sérgio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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NOVAMENTE O ESQUERDOPETISMO

De omissão em omissão, o centro pode cair e o esquerdopetismo, voltar para completar a destruição do Brasil.

José C. de Carvalho Carneiro

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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CORRIDA DE CAVALOS

Nas próximas três semanas, até a eleição de 7 de outubro, o País será inundado por pesquisas a cada 48 horas, porém vale lembrar que muitas pesquisas erraram feio em eleições passadas e recentes, inclusive nas vésperas de vários pleitos. E esta eleição presidencial, com ao menos seis candidatos competitivos e tendência de pulverização dos votos, com alta volatilidade nos ânimos dos eleitores, fica ainda mais difícil de as pesquisas acertarem seus números. No entanto, até este momento o candidato Jair Bolsonaro (PSL) parece estar consolidado no segundo turno, considerando que um em cada quatro eleitores diz estar convicto em votar no deputado. Ou seja, só um terremoto político ou um fato novo pode tirá-lo da rodada final. A despeito do clima de oba-oba na campanha de Bolsonaro, alguns com delírios de vitória já no primeiro turno, e os próprios filhos do candidato calçando salto alto, ainda existem possibilidades matemáticas de que o capitão não vá sequer para o segundo turno, por mais improvável que isso possa parecer neste momento, em que ainda há forte comoção pelo ataque sofrido em Juiz de Fora (MG). Nas últimas eleições presidenciais o pêndulo eleitoral vem vindo lentamente da esquerda para a direita. Nas quatro vitórias do PT sobre o PSDB desde 2002, a diferença de votos foi se estreitando, chegando a ser de praticamente 51% contra 49% em 2014, quando Dilma venceu Aécio por muito pouco, mesmo tendo feito “o diabo”. Em 2010 a diferença contra Serra foi de 55% a 45%. Em 2006, de 62% a 38%. E esse pêndulo que dificilmente reverte sua rota, pois detecta inclusive as mudanças demográficas da população, deve nesta eleição tender ainda mais para a direita, pois é fato comprovado que o candidato Jair Bolsonaro, de extrema-direita, conseguiu a proeza de abocanhar uma fatia de eleitores que tradicionalmente votava no PT, como a categoria dos caminhoneiros, por exemplo, além de outros estratos da população que antes votavam em Lula e Dilma e agora também se tornarem bolsonaristas. Portanto, é possível que nesta eleição os votos mais à direita atinjam um patamar inédito. Em razão disso, considero esta eleição absolutamente imprevisível, na qual tudo pode acontecer, inclusive a vitória de um azarão. Aliás, nenhuma analogia é melhor em relação a este pleito do que uma corrida de cavalos. Por enquanto, Bolsonaro segue líder disparado, seguido por um pelotão embolado entre Ciro, Haddad, Alckmin e Marina, e logo atrás Henrique Meirelles, Álvaro Dias e João Amôedo, e à frente dos lanternas Boulos e cia. Quem frequenta hípicas e páreos de cavalos sabe que na reta final alguns animais se cansam, outros avançam e que as corridas mais emocionantes são decididas no foto chat. Façam suas apostas.

Sandro Ferreira

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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PESQUISAS ELEITORAIS

Se me perguntarem para quem vão meu votos, responderei: como vou saber,  já que a urna é eletrônica?

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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A DEMOCRACIA NO BANCO DOS RÉUS

O País vive um período catastrófico, a tragédia brasileira começou com a redemocratização e a morte do presidente eleito Tancredo Neves. O vice José Sarney lançou o País no caos da hiperinflação. Democraticamente eleito, Fernando Collor confiscou o dinheiro do País inteiro, uma lambança sem precedentes na história econômica mundial. Collor foi afastado por corrupção e até hoje não se sabe quem matou PC Farias, seu principal operador de propinas. A eleição de FHC trouxe um raro período de estabilidade econômica, Lula se beneficiou desse período de prosperidade para implantar programas sociais absolutamente insustentáveis e desviar dinheiro público numa escala jamais vista, lançando o País no caos novamente com a eleição da bomba atômica Dilma Rousseff. Cassada, Dilma foi sucedida pelo seu vice, Michel Temer, acusado de corrupção, organização criminosa e obstrução à Justiça. Dos 8 presidentes que o País teve depois da volta à democracia, só 3 se salvam, Tancredo Neves, FHC e Itamar Franco; os outros 5, Sarney, Collor, Lula, Dilma e Temer, deveriam estar na cadeia pelos seus crimes de lesa pátria. A democracia brasileira está perdendo de 5 a 3 e deveria rever os seus conceitos, pois tudo indica que a goleada vai aumentar na próxima eleição.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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INCONGRUÊNCIA

O presidenciável Fernando Haddad (PT) altera o plano de governo de seu mentor tornado inelegível e registra no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a proposta “Dívida Zero”, em moldes semelhantes aos da congênere “Nome Limpo”, do também candidato Ciro Gomes (PDT). O foco é aliviar a situação dos inadimplentes cadastrados no SPC e Serasa, mediante linha de crédito em banco público, com juros e prazos camaradas. Apartando-me de considerações acerca de plágio e demagogia, assim como sobre quem vai pagar este almoço grátis ilusório, limito-me a questionar o senhor Haddad sobre a incongruência de propor desafogo a 63 milhões de cidadãos, ao tempo em que o petismo alardeia aos quatro ventos ter tirado brasileiros da pobreza.

Joaquim Quintino Filho

jqf@terra.com.br

Pirassununga

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CÂMERA, AÇÃO!

O ex-presidente do Brasil e agora presidiário, Luiz Inácio, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o autorize a gravar áudios e vídeos como apoiador da campanha daquele mequetrefe que destruiu a cidade de São Paulo quando prefeito. Cabe ao TSE não permitir que se construa uma jurisprudência deste tipo, pois os chefões de quadrilhas que, assim como ele, estão encarcerados vão pegar uma carona para pedir apoio aos candidatos deles... Com toda razão, afinal todos são iguais perante o Código Penal.

Jatiacy Francisco da Silva

jatiacy@hotmail.com

Guarulhos

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DESPERDÍCIO DE TEMPO

A finalidade das entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República deveria ser a de apresentar aos eleitores seus programas de governo. O tempo do petista Fernando Haddad, na sexta-feira, porém, foi totalmente consumido pelo candidato na defesa das falcatruas do PT e de seus atos corruptos quando prefeito de São Paulo. Não convenceu! Que desperdício de tempo para quem assistiu, pois já sabemos a que veio o PT. Pobre Brasil!

Angela Wirth Quartim Barbosa

angela@bocadaonca.com.br

Presidente Prudente

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BOA NOITE INDECENTE

O candidato-tampão, ventríloquo ou serviçal de Lula, Fernando Haddad (PT), promoveu na sua entrevista ao “Jornal Nacional”, da TV Globo, um dos momentos mais constrangedores da história política deste país: ao vivo, enviou para o presidiário corrupto e formador de quadrilha um “boa noite presidente o Lula”. Só faltou a Haddad fazer o gesto de coraçãozinho para o ex-presidente. O candidato do PT ao Planalto, em delírio pelo sonho de poder, não reconhece o lamaçal petista e tampouco concorda que o PT deveria pedir desculpas à Nação pela corrupção, como sugerido pelos entrevistadores. Este é Haddad, um cara de pau que também defendeu Dilma Rousseff ao culpar a oposição pela quebra da economia brasileira. Para milhões de telespectadores, certamente, um espetáculo dantesco! E, para a história, Haddad passa a ser reconhecido como mais um político que se lixa para a ética e faz até “o diabo” para defender um presidiário vil e seus corruptos no PT. Que decadência!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SOB A MÃO DE FERRO

Pelo que se vê, Fernando Haddad virou o ventríloquo de Lula e, claro, caso vença, será um presidente decorativo, afinal Lula, que diz ser democrata e que controla o honesto PT com mão de ferro, governará. Mais um motivo para não eleger Haddad, afinal, depois de mais de 13 anos, a “herança maldita” que eles diziam ser da oposição fica melhor com eles. PT saudações.

Marieta Barugo

mbarugo@bol.com.br

São Paulo

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CAMPANHA DE QUEM?

Ao TSE, perguntar não ofende. O candidato é Haddad ou “Lulla”? A campanha é de quem?

Cléa Granadeiro Corrêa

cgranadeiro@construtivo.com

São Paulo

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CONFUSÃO DE IDENTIDADE

“Luiz Fernando Haddad Lula da Silva” é o candidato-poste do PT à Presidência. Com efeito, nunca antes na história do Brasil houve algo tão bizarro e absurdo. A que ponto chegamos!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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A CHAPA DO PT

O ventríloquo Lula e seu fantoche Haddad. Nomes artísticos: presidiário e poste.

Ely Weinstein

elyw@terra.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO DO CAOS

As próximas eleições serão marcadas pelo caos que já se instalou no País. Propostas inexequíveis, candidatos “abaixo” de qualquer suspeita. Como resultado da incerteza eleitoral, temos o recorde na alta do dólar e o recuo significativo da Bolsa de Valores. Quanto ao Brasil, diz a politicalha: “Dane-se”!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DÓLARES DE PARTIDA

Os investidores mostram a sua insatisfação e a sua insegurança nos últimos dias. O dólar continua subindo, o que significa que os observadores mais atentos estão levando embora a moeda do Brasil. A Bolsa de Valores está caindo vertiginosamente, retratando que o risco Brasil aumenta a cada dia. Nenhum grande investimento será iniciado no País diante de tanta incerteza política. As péssimas opções de candidatos à Presidência da República não convencem os acionistas de eventuais grandes investimentos. O Brasil está dividido, brigando entre direita e esquerda, esquecendo-se de que o mais importante é pegar a rota do crescimento, do emprego e da estabilidade.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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ONDE VAI PARAR?

A grande imprensa dedica-se hoje quase que exclusivamente ao próximo pleito eleitoral, o mais problemático e imprevisível dos últimos tempos. Uma rápida observação, no entanto, da postura do cidadão comum nas ruas em relação ao seu interesse pelo evento demonstra desalento e não engajamento no espírito do voto, reflexo da descrença na classe política e na sua evidente promiscuidade com a Justiça, a ponto de determinado deputado há pouco aparecer em vídeo gravado, divulgado nas redes sociais, afirmando que um dos ministros da Corte Suprema é, no momento, aliado de seu partido. O País está diante de uma combinação explosiva: eleitor desmotivado que, consequentemente, vai votar mal, somente por ser obrigado a fazê-lo, candidatos suspeitos e perdidos, bradando propostas impossíveis de concretização, e a sensação de que a lei serve aos poderosos. Onde vai parar nossa democracia?

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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VOTO INCONSCIENTE

O eleitor brasileiro precisa obrigatoriamente descobrir com precisão cirúrgica quais os candidatos aos Poderes Legislativos estaduais e federal passíveis de serem eleitos. Não há saída para a nação brasileira senão a de eleger para as Assembleias Legislativas e para o Congresso Nacional gente com o mínimo de condição moral e com reputação ilibada se quisermos ver o início da reconstrução deste país. Sem esses poderes bem preenchidos não adiantará a sociedade pensar em cobrar o presidente da República e os governadores de Estado que vierem a ser eleitos, até mesmo porque, dentre as opções que se apresentaram ao cargo máximo da República, por exemplo, nenhuma delas irá concretizar a esperança de virmos a ter um Brasil melhor sem uma sociedade bem representada e que tenha a plena condição de cobrar os resultados pretendidos. Esse mesmo risco existe em relação aos Estados-membros da Federação. A única saída para a nossa frágil democracia está no fortalecimento do Poder Legislativo, tanto na esfera estadual como na esfera federal. Democracia não é somente o direito de votar, mas a capacidade da sociedade em pensar livremente e de cada cidadão poder exercitar na plenitude a sua opinião. Não obstante tratar-se do óbvio, é fato concreto que o eleitor precisa ter essa consciência e buscar a melhor alternativa dentre os candidatos, ainda que seja um grande desafio encontrá-la, mas é indispensável votar com sabedoria e, depois da eleição, cobrar dos eleitos a execução dos compromissos assumidos, caso contrário não restará outra alternativa senão o choro dos derrotados diante da vitória dos malfeitores que se espalham por todos os cantos desta nação e que precisam ser definitivamente dela expungidos. Não há mais espaço para aventureiros, palhaços, corruptos e fundamentalmente para esta gente descompromissada com o bem comum. Se for repetido o que até aqui estamos vivenciando, talvez seja melhor transformar o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas dos Estados em presididos de segurança máxima, considerando que de dentro dessas instalações, há “tempos”, a sociedade brasileira de bem já vem sendo governada, resultando no que aí está. Todos os dias, sem que nos apercebamos de pronto, nos retiram um pedaço da liberdade de exercitarmos o livre pensamento, pois são tantas as mazelas impostas que os conteúdos das informações que nos chegam, muitas vezes manipuladas, nos impedem de prosperarmos e de nos desenvolvermos como nação, bastando para tanto relembrarmos que neste ano faremos uma década em que não se vê e não se ouve outra notícia em nosso dia a dia senão a de eventos de corrupção, tais como, primeiro, o mensalão e depois o petrolão. Qual será o próximo e até quando teremos de viver desta maneira a que estamos sendo submetidos?

Cláudio Antelo

claudio@ahantelo.com.br

São Paulo

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‘A GRANDEZA DO SUPREMO’

Em editorial de sábado (15/9) intitulado “A grandeza do Supremo”, o “Estadão” diz que em seu discurso de posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) o ministro Dias Toffoli sustentou que a “harmonia e o respeito mútuo entre os Poderes da República são mandamentos constitucionais”. Disse mais: “Com eles e ao lado deles, harmoniosamente, servimos à nação brasileira: por isso nós, juízes, precisamos ter prudência”. Sábias e jurídicas considerações! Será que o ministro da mais alta Corte da Justiça brasileira Gilmar Mendes, ao mandar soltar o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), preso na terça-feira na Operação Radiopatrulha, que apura suposto esquema de propinas em contratos de manutenção de estradas rurais, mandando também soltar todos os outros presos envolvidos na mesma operação, agiu imprudentemente? A prisão também alcança a mulher de Richa, Fernanda, e mais 13 envolvidos na operação. Será que o referido ministro Gilmar agiu com prudência (cautela, precaução e seriedade), virtudes que todos os magistrados devem ter, como quer o novo presidente do STF? Será que o digno juiz Fernando Bardello Silva Fischer, da 13.ª Vara Criminal de Curitiba, que decretou a prisão preventiva do ex-governador e dos outros alvos da Radiopatrulha, agiu também sem prudência, para ter sua decisão revogada pelo ministro Gilmar? Fico eternamente grato a quem me puder responder.

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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SÓ BOAS INTENÇÕES

O “Estado” (“A grandeza do Supremo”, 15/9, A3) celebra as palavras do ministro Dias Toffoli no seu discurso de posse como presidente do Supremo Tribunal Federal, no qual esbanjou propósitos sadios enfatizando a necessidade “de respeitar a Constituição, aplicando-a em fiel consonância com o seu conteúdo” e proclamou: “A Constituição da República será meu guia”. O jornal conclui seu comentário expressando esperança de que o ministro seja bem-sucedido em fazer com que a Corte assuma plenamente “a identidade e as funções que a Constituição de 1988 lhe atribuiu”. Da mesma forma que agora, em 2009, na sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para aprovação de sua indicação ao STF, Toffoli era só boas intenções: afirmou que sua relação com o PT não influenciaria suas decisões e que se daria impedido ou sob suspeição quando o processo assim demandasse. Disse mais: “Minha ligação com a defesa de causas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma fase encerrada da minha vida”. Como é notório, Toffoli vem agindo ao inverso do que prometeu. Para ficar apenas em dois exemplos: recentemente, votou a favor de habeas corpus para Lula contra jurisprudência do tribunal e, em outro processo, concedeu habeas corpus de ofício para José Dirceu, medida incabível para o tipo de ação que era julgada. Por isso, tomara que os votos do jornal se concretizem, mas, em se tratando de Toffoli, lamentavelmente, a expectativa é sempre a pior.

Sergio Ridel

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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DÚVIDA

A grandeza do Supremo como instituição não resta nenhuma dúvida, porém parte dos seus membros coloca em dúvida a imparcialidade ao proferirem os seus votos ou mesmo na hora de pedirem vista a um processo, quando muitas vezes a maioria já está consolidada numa manifestação clara de julgarem pela capa do processo do processo. Vejam o que aconteceu no processo de liberdade do ex-presidente Lula, julgado virtualmente, quando um dos seus mais contestados membros pede vista ao processo quando a maioria já estava consolidada em 7 a 1. Vergonha, e a justificativa é mero jogo de palavras para justificar a intenção.

Carlos Sulzer

csulzer@terra.com.br

Santos

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O TEMPO DIRÁ

As palavras do novo ministro presidente do STF, Dias Toffoli, recém-empossado, se alinham com pensamentos de quem quer ver o Brasil novamente em harmonia, em paz e com uma economia em dinamismo. Se foi advogado do PT, se libertou José Dirceu (que tem o direito de ser socialista e pensar que este é o modelo ideal para tirar o Brasil da miséria intelectual, cultural e social em que vivemos e que por esta causa fez o que fez, ou seja, tentar comprar a consciência de representantes do povo no Congresso Nacional, que em 2005 o deputado federal Roberto Jefferson denunciou, dando no que deu), se se posicionou e tomou decisões que contrariam aquelas que outros brasileiros que não envergam sua toga não tomariam, e que imaginam que este togado irá, a partir de então, vergar-se para o pendão da esperança de harmonia entre os poderes da República, pouco importa. O que importa é que possamos acreditar em suas palavras no ato da posse. O tempo dirá quem merece ser protagonista da evolução intelectual e espiritual da humanidade.

Carlos Leonel Imenes

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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CERIMÔNIA DE POSSE

Mas o que foi aquilo na posse do ministro Toffoli na presidência do STF? Música, convidados cantando, etc. Não me lembro de algo semelhante em outras posses. O protocolo permite? Imagino o juízo que farão do País no exterior.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PROVOCAÇÃO

A posse do novo presidente do STF, com 3 mil convites para o posterior coquetel, não há duvida: é uma provocação e um aviso a todos os brasileiro de quem manda neste país, que está pagando caro pelos erros cometidos na gestão de Lula & Cia.

Jose Millei

millei.jose@gmail.com

São Paulo

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AUTOAVALIAÇÃO

A desejada segurança jurídica, como oportunamente advoga o editorial de sábado (“A grandeza do Supremo”), com um Supremo Tribunal Federal (STF) respeitado, só se conseguirá quando a própria Suprema Corte instituir mecanismos de autoavaliação que inibam a profusão de liminares que aparentemente só servem para obstruir a própria Justiça e reforçar a ideia de que o protagonismo de seus membros – “cada um a seu modo, com suas idiossincrasias, seus tempos e seus métodos” – está ao lado do crime e acima do colegiado.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

São Paulo               

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NOTÍCIA REQUENTADA

A notícia mais requentada do ano: “Gilmar Mendes manda soltar Beto Richa”. Só rindo...

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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RECADO AO BRASIL

Gilmar Mendes, com a soltura de Beto Richa, reafirma seu recado à sociedade brasileira: o Direito é soberano e o seu convencimento é inamovível. E quem roubou, corrompeu, desviou e se apropriou, sem violência ou grave ameaça, livre está ou estará. Ou seja, eleições e nomeações públicas não só afastam a necessidade do uso de violência e grave ameaça, como também afastam a necessidade de prisões. Ora, quem mandou não ser amigo do papa?

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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VELOCIDADE

Analisando a evolução dos acontecimentos da Lava Jato, em especial a atuação do ministro Gilmar Mendes, os prognósticos são de que muito em breve os habeas corpus antecederão aos mandados de prisão.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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MOTIVO DE CHACOTA

O ministro Gilmar Mendes se tornou motivo de chacota em todo o País, e até no exterior, com o surgimento de diversos “memes” sobre sua conduta de liberar criminosos a seu bel prazer. Seria cômico, se não fosse trágico. Mas esta “brincadeira” já foi longe demais, o que está deixando alguns de seus sérios companheiros de toga e a população brasileira com os nervos à flor da pele. Não há freio que contenha as ações e os “entendimentos” desse magistrado, que sempre beneficiam os criminosos. Ele é o sonho do crime organizado e dos milionários advogados que enriquecem cada vez mais defendo clientes e encontrando o caminho da impunidade. Até quando vamos ter de aguentar isso?

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

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GILMAR SOLTA BETO RICHA

Até que demorou. O que este ministro deve estar mandando de dinheiro para fora em sua conta não deve estar no gibi, por isso até já preparou sua “moradia futura” em Portugal.

Ariovaldo Batista

arioab06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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‘TOMA LÁ DÁ CÁ’

O ministro do STF Gilmar Mendes manda soltar seus amigos políticos e empresários. O ministro Dias Toffoli também livrou da cadeia o corrupto José Dirceu. Isso vem comprovar a falta de ética do Supremo perante “juízes comuns”. A única conclusão plausível é de que também no Judiciário existe a lei do “toma lá dá cá”. A maioria dos atuais juízes do STF foi indicada pelo ex-presidente Lula. Agora, esses ministros têm de pagar a conta, tirando da cadeia políticos e empresários petistas. Vejam o que vai acontecer com Toffoli presidente do STF. Logo Lula será solto.

Valdy Callado

valdypinto@hotmail.com

São Paulo


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DESEDUCATIVO

Não se tem mais respeito entre os juízes, um prende, outro manda soltar, quem está certo, se são iguais perante a lei? Isso só serve para deseducar o povo, pobres intelectos.

Jaime Sanches

jaimesanches7373@gmail.com

São Paulo

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TODOS IGUAIS PERANTE A LEI?

O ministro do STF Gilmar Mendes é o melhor advogado dos políticos corruptos. Deveria trocar de atividade, pois está privilegiando investigados ricos em detrimento do resto dos criminosos em mesma situação no âmbito da Justiça.


Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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TÉCNICO

A chamada de primeira página do “Estadão” de sábado, “Juiz decreta prisão de Beto Richa; Gilmar manda soltar”, é falsa. Seguiu a formalidade até chegar à mão do ministro. Ele fundamentou o despacho e, sobre este ministro, um articulista deste jornal escreveu que, queira ou não queira, ele é um dos mais técnicos do STF.

Benedito Antonio Dias da Silva

beneadvdiasdasilva@terra.com.br

Tatuí

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A INSUSTENTÁVEL INEFICIÊNCIA DO ESTADO

Em entrevista ao “Estado” (15/9), Marcio França (PSB), atual governador de São Paulo e candidato à reeleição, declara, imagino que sem corar, que “cada rapaz na Fundação Casa custa hoje R$ 11,5 mil por mês, e tem 8 mil internados”. Ou seja, a manutenção desses menores naquela instituição custa à sociedade a fantástica soma de R$ 92 milhões por mês, ou R$ 1,1 bilhão anuais! Ainda assim, o moço afirma que os salários dos servidores estão defasados. Se assim de fato for, como explicar o absurdo custo da Fundação Casa? Nem servindo caviar aos custodiados... Este é apenas um exemplo, talvez pequeno, mas não menos estarrecedor, da insustentável ineficiência do Estado. 

Luiz Mario. Leitão da Cunha

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

 

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