Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2018 | 03h00

GUINÉ EQUATORIAL

Estranhas ligações

Em 2013, a então presidente Dilma Rousseff perdoou uma dívida de US$ 12 milhões da Guiné Equatorial, dirigida por um ditador sanguinário há mais de 35 anos. Dois anos depois, o mesmo país africano doou R$ 10 milhões para a Beija-Flor fazer um enredo no carnaval, exaltando-o, e Teodoro Nguema Obiang Mangue, vice-presidente e não por acaso filho do dirigente, veio com comitiva de 40 pessoas para prestigiar o evento carnavalesco, hospedando-se em várias suítes do Hotel Copacabana Palace. E agora, neste último fim de semana, no Aeroporto de Viracopos, dentro de um avião da Guiné com uma delegação chefiada por ele foram apreendidas malas contendo US$ 1,4 milhão e R$ 55 mil em dinheiro vivo, mais 20 relógios de ouro e diamantes avaliados em US$ 15 milhões. Pelo visto, nossos impostos foram muito bem empregados nesse perdão tão generoso. Aliás, os governos petistas repassaram bilhões de dólares a ditaduras comunistas, como Cuba e Angola. E o Brasil continua estagnado economicamente, amargurando um desemprego de mais de 13 milhões de pessoas.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.co

Rio de Janeiro

A mala de dinheiro

A desculpa dada pelo filho do ditador da Guiné Equatorial é de que a fortuna encontrada pela Polícia Federal em Campinas era para pagar um tratamento médico. Por acaso não seria com algum médico petista, visto que, pelas notícias, o PT está com problemas de caixa para pagar prestadores de serviço da campanha eleitoral e não tem mais as empreiteiras para alimentar o caixa 2? Não custa lembrar que Lulla financiou com o nosso dinheiro várias ditaduras.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Franciscano

O dinheiro apreendido com o filho do ditador da Guiné Equatorial, mui amigo de Lula da Silva, em plena campanha, de fato viria bem a calhar para os petistas tentarem retomar o poder e pode muito bem ser a retribuição pelos cinco projetos desenvolvidos naquele país africano por empreiteiras brasileiras, intermediados pelo boquirroto presidiário. É dando que se recebe!

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Tudo muito estranho

Notícias nos dão conta de que o vice-presidente da Guiné Equatorial, filho do ditador daquele país, justificou a “ninharia” que carregava no avião alegando que se destinava a negócios em Cingapura, aonde iria em missão oficial após o tal tratamento que disse que pretendia fazer aqui, no Brasil. Trouxe também uma grande quantidade de relógios de luxo. Para uso pessoal, claro... Mas que tratamento é esse, que médico ou hospital o atenderia? E quem, estando tão doente, tem cabeça ou tempo para usar relógios de luxo - um deles notadamente feminino - ou fazer viagem diplomática ao outro lado do mundo? Sei não, mas ninguém me convence de que não haveria lavagem de dinheiro e/ou alguma outra situação suspeita, haja vista o currículo (ou capivara?) do paciente e a amizade com notórios contraventores brasileiros em tempos de eleições e com a necessidade de compra de apoio... Estranho, muito estranho!

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

De volta ao dono

A Polícia Federal não precisa procurar muito, esse dinheiro todo pertence originalmente ao BNDES. Faz parte do financiamento oferecido pelo ex-presidente Lula à Guiné Equatorial via contrato de obras da Odebrecht. Muita coincidência, de fato, esse dinheiro voltar nesta época pré-eleitoral, justamente quando o PT se queixa de falta de verba para a sua campanha.

MIGUEL GROSS

mgross509@gmail.com

São Paulo

DEBATE EM SÃO PAULO

Gestão do PSDB, o alvo

Sugiro aos srs. candidatos ao governo do Estado de São Paulo que criticaram a gestão do PSDB que visitem os outros Estados brasileiros, principalmente o Rio Grande do Sul, o Rio de Janeiro e Minas Gerais, para verem in loco o estado de penúria a que as administrações populistas irresponsáveis dos petistas e aliados os levaram. Talvez alguns até resolvam se mudar para esses Estados, que, do ponto de vista deles, devem estar em condições de Primeiro Mundo.

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

RANKING DOS ESTADOS

Crise fiscal

A crise fiscal que abate vários Estados e cidades no Brasil não é culpa apenas dos governadores e dos prefeitos, mas de todo o sistema político. Começa na eleição de pessoas sem a mínima capacidade sequer de se candidatarem. Depois os Tribunais de Contas não fiscalizam os gastos. A imprensa tem sua parte, pois não faz mais jornalismo investigativo. Por fim o povo, que acha que ao votar acaba a sua responsabilidade. E assim os líderes políticos enriquecem ilicitamente, prejudicando milhões de pessoas. Vamos mudar?

LUIZ CLAUDIO ZABATIERO

zabasim@outlook.com

São Paulo

LIBERALISMO

Bode expiatório

A respeito do editorial de domingo O desafio do liberalismo (A3), é realmente triste constatar que o liberalismo é no Brasil, em geral, o bode expiatório dos erros que, na verdade, têm como causa o histórico Estado-Leviatã brasileiro, inchado, caro, ineficiente, atrasado e corrupto. Ironicamente, a única diretriz econômica liberal que o País teve na História foram os capítulos econômicos da Constituição de 1967, escritos por Roberto Campos, com base nos quais a economia brasileira cresceu a taxas chinesas de 10% ao ano entre 1970 e 1973. O pior é que as perspectivas do liberalismo brasileiro são negras, com nossas universidades aboletadas de professores marxistas e políticos demagogos enganando uma população ingênua e desinformada. 

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

MOBILIDADE URBANA

Lei de Murphy

A manifestação do leitor sr. Arturo Condomi Alcorta (Danem-se os pedestres, 17/9) lembrou-me a Lei de Murphy. Em Goiânia os motociclistas fazem tudo o que fazem os de São Paulo, mas ainda têm o descaramento de trafegar sobre as calçadas, algumas vezes em alta velocidade. Ou seja, nada está tão ruim que não possa piorar. E mais: podem estar certos de que as “autoridades” daqui se importam menos que as de São Paulo.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

A POLÍCIA E AS ELEIÇÕES

A Polícia Federal (PF), que tem atuado tão bem na Operação Lava Jato, tem agora de esclarecer fatos recentes antes das eleições, pois eles serão decisivos para a nossa democracia. O ataque ao sr. Jair Bolsonaro, feito por um pedagogo, pedreiro, desempregado e filiado ao PSOL, que em menos de 24 horas preso teve ao seu alcance excelentes advogados para justificar (doente mental, medo do candidato, etc.) seu atentado. Essa história é para despistar os verdadeiros mandantes deste crime, que devem ter nomes e sobrenomes. A perícia da PF tem de apurar esse caso antes do primeiro turno e dar nomes aos bois, doa a quem doer. A outra situação foi o avião do ditador Teodoro O. Nguema, da Guiné Equatorial, “aparecer” por aqui, próximo do primeiro turno das nossas eleições, com US$ 15 milhões a bordo, entre joias, relógios e US$ 1,5 milhão em papel moeda. Havia empreiteiras brasileiras trabalhando lá. Para que tanto dinheiro? Faz-nos lembrar da história de Chávez, que enviou para a Argentina dólares durante a campanha dos Kirchner, e foi descoberto. Portanto, este caso também tem de ser resolvido pela PF antes das eleições, pois depois os estragos podem comprometer a nossa democracia.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

EM TEMPOS DE ELEIÇÃO...

Data vênia, o Fundo Partidário não é suficiente? Tinham de ir buscar mais da Guiné Equatorial?

Moises Goldstein mg2448@icloud.com 

São Paulo

O DINHEIRO DA GUINÉ

Após ser pego pela PF, embaixada diz que vice da Guiné visitaria médico no Brasil. O dinheiro apreendido não teria sido para pagar os advogados de Lula?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

CHICANA NO STF

Na sexta-feira, quando o placar já apontava 7 a 1 no julgamento virtual de mais um recurso para libertar o populista irresponsável Lula da Silva, o ministro Ricardo Lewandowski pediu vista do processo, e o pedido será analisado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), começando do zero. Foi uma manobra arquitetada para reiniciar o debate após prisão em segunda instância e livrar a cara do cidadão mais “desonesto” da história brasileira. É mais uma chicana de um ministro do STF.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

MUDANÇA DE ENTENDIMENTO

O que fez o ministro Lewandowski pedir vista sobre o julgamento do presidiário Lula? Forçar uma votação presencial para dar uma satisfação ao PT. Não é a lei que está em discussão, mas o destino de um condenado endinheirado que colocou no cargo grande parte dos ministros no STF e quer forçar nova votação sobre a prisão em segunda instância. Alguém acredita que, se fosse um pobre o condenado, o Supremo iria se debruçar para mudar o entendimento? O teatro está armado, sem data para votar, mas com os votos favorecendo aquele que afronta, insulta e desrespeita a Justiça. A conferir.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

DESRESPEITO À JUSTIÇA

Até quando o ministro Luís Roberto Barroso e este bando do Tribunal Superior Eleitoral vão ficar com esta cara de pau, passando vergonha mais uma vez diante do desrespeito de Lula? Lula não está proibido de aparecer na propaganda política do PT? Ah, Suas Excelências não viram nem escutaram, não é?

Nicanor Carvalho jrnc@uol.com.br

São Paulo

AFRONTA AOS TRIBUNAIS

Insta registrar o que disse de forma concisa o leitor sr. Wilson Scarpelli, neste “Fórum dos Leitores”, de forma concisa, no domingo (18/9, A3), sobre a gravíssima passividade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diante do que propugna o candidato que substituiu Lula nos registros oficiais, mas na prática tenta abusivamente enganar milhares de eleitores, levando-os a tomar uma pessoa por outra, causando equívoco, eis que Fernando Haddad não é Lula. Um equívoco pernicioso tolerado pelo TSE ao deixar ir ao ar jogo de imagens e palavras a um só tempo, com o propósito doloso de confundir o público, misturando o candidato com um condenado excluído, porém mantido no ar em flashes a misturar a real identificação do pouco conhecido, quase estranho, ao surgir na tela por ordens ditadas supostamente da carceragem da PF, pouco importando se fora gravado antes de entregar-se, tornando-os indistintos na visão do público ao reiterar o mantra de que “Lula é Haddad e Haddad é Lula”, gerando inegável confusão, dando a impressão aos que não acompanharam as decisões da Corte de que ficou tudo como estava: a candidatura de Haddad com a vice Manuela D’Ávila/Lula, numa aparente “aliança tríplice”. Impõe-se o esclarecimento por nota oficial e no horário exclusivo destinado à agremiação radical e teimosa, com o pronunciamento do ministro Luís Roberto Barroso, que votou pelo deferimento de Fernando Haddad, separadamente, isto é, antes do judicioso e longo voto, acompanhado por seis ministros no indeferimento do registro de Lula, no mesmo plenário, com uma divergência do ministro Edson Fachin. Após a palavra oficial da presidente do TSE ou do ministro Luís Roberto Barroso, as inserções deverão respeitar a decisão excluindo-se aquele que não será candidato a posto nenhum pelos motivos de todos conhecidos, parte não respeitada (fato gravíssimo e vergonhoso para toda a Nação) de um condenado que nos espaços publicitários de dia e à noite surge com feições de afronta aos tribunais, ditando ordens em horário eleitoral, em pleno cumprimento de pena em regime fechado por diversos crimes, resgatando o império de lei, respeito à Corte, aos eleitores e à República. Com a palavra, o TSE. 

Arnaldo Cordeiro Montenegro ac.montenegro@uol.com.br

São Paulo

EM NOME DE AMIGOS

Lula sempre afirmou que “não tem nada em seu nome”, tudo está em nome dos amigos. Até a candidatura à Presidência...

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

LULA CANDIDATO

O ex-presidente Lula comanda integralmente as ações da candidatura petista à Presidência da República: nomeou toda a estrutura da campanha e diz ao candidato que escolheu para ser seu representante nas urnas qual postura adotar, aonde ir e a quem deve atacar. Não dá para entender por que um homem como Haddad, com boa formação, ex-prefeito da maior cidade do País e que já foi ministro da Educação compromete a sua biografia ao aceitar ser comandado, como se tivesse cordas amarradas em seus braços e pernas, por uma espécie de ventríloquo, que de dentro de uma cadeia, onde cumpre pena de mais de 12 anos por corrupção e lavagem de dinheiro, o trata como uma verdadeira marionete.  Não há nenhuma dúvida de que o candidato é Lula.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

‘O PT E O PCC’        

Mais uma aula de lucidez e brilhantismo do professor Denis Lerrer Rosenfield (17/9, A2). Se, no primeiro minuto de jogo, o bandido tivesse sido preso, como os demais “iguais”, não estaríamos lendo diariamente “os seus salve” para os comparsas ainda em liberdade. E agora, o que esperar com o Supremo Tribunal Federal (STF) presidido por...? Deixa pra lá.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

POSSE NO SUPREMO

Compreende-se que uma solenidade de posse da presidência do STF deva ser revestida de muitas formalidades. Mas nos tempos sombrios que atravessamos a solenidade e os discursos deveriam ser mais simples e modestos e, talvez, mais sintéticos. Ao longo das 27 laudas do discurso do ministro Dias Toffoli, constata-se que, além de uma miríade de citações, a retórica é a mesma: harmonia entre poderes, respeito, prudência, transparência e por aí vamos, até resvalar na irreverência de Cazuza: “Porque o tempo, o tempo não para”. Nessa me detive, pois, no preâmbulo da citação do artista, nota-se: “É dever do Judiciário pacificar os conflitos em tempo socialmente tolerável”. Imaginem, leitores, o que diria, então, o senhor Renan Calheiros com as suas dezenas de inquéritos e, pelo menos, um deles com mais de dez anos, naquela Corte. Essas questões da retórica tropical me remetem à lembrança de uma citação do historiador Thomas Carlyle sobre os ingleses vitorianos: “De todas as nações do mundo atualmente, os ingleses são os mais obtusos no discurso e os mais sábios na ação”. E Eduardo Giannetti, no seu livro “Vícios públicos, benefícios privados?”, arremata: “Podemos dizer dos brasileiros, invertendo os sinais”. Enfim, caro leitor, mais do mesmo. Aguardemos o amanhã. 

Jose Antonio S. Bordeira bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

BRASIL DESIGUAL

Num Brasil com 13 milhões de desempregados, após o Judiciário, mesmo cheio de penduricalhos, autoreajustar seus invejáveis salários em 16,38%, aconteceu aquela festa de arromba, à custa da viúva, com 3 mil convidados para a posse de Dias Toffoli na Presidência do STF. É de causar espanto à plebe de 30 milhões de desesperados inclusos no SPC. É um Brasil cada vez mais desigual.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

CANOA FURADA, ISSO SIM

Assustado com a eleição de outubro, o cantor Ney Matogrosso profetiza: “Entraremos na canoa errada de novo” (“Estadão”, 17/9, C2). Portanto, segundo a visão dele, navegamos na canoa certa, pois não? Já do meu ponto de vista embarcamos numa canoa furada 16 anos atrás. Para ele, quem sabe, a viagem estava confortável, sei lá. Mas, para o Brasil, não só não evoluímos, como o curupira do PT fazia que andava para a frente e nos levou para trás, para trás, para trás... E chegamos aonde chegamos, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de fazer chorar de vergonha! Os brasileiros, neste momento, têm de ousar! Ousemos!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gtmail.com

São Paulo

  

NEY MATOGROSSO

A entrevista com Ney Matogrosso no “Caderno 2” de ontem foi sensacional. Homem e artista talentoso e de ideias íntegras. Amante da natureza, grande cantor. Uma vitalidade invejável. Sou sua fã! Parabéns, “Estadão”! 

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

O VOTO ANTI-PT

O voto antipetismo não é novidade, como mostrou a votação em Aécio Neves. Metade dos votos em 2014 era contra Lula, sem estar a favor de uma mudança definida. Aquele tipo de eleição não leva a nada, como de fato ocorreu. Era apenas a rejeição a Lula. A grande e importantíssima novidade, agora, é que a metade dos votos é a favor de uma mudança definida, além de contra Lula. Não só há rejeição ao lulopetismo, como atração ao bolsonarismo, uma mudança bem definida. O Brasil está na adolescência e descobrindo que, para ser feliz e produtivo, tem de se definir entre dois caminhos, o natural “de dois sexos” ou a “ideologia de gêneros” que mistura tudo num único, nem isso nem aquilo. O que houve foi que surgiu um líder que, sem se colocar antiqualquer coisa, abriu a porta da direita que o lulismo trancara e mostrou o caminho. O Brasil está amadurecendo e mostrando que agora sabe o que quer. Simples assim!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

A FACADA

Até que enfim lemos algo com isenção e seriedade em torno da facada no candidato presidencial Jair Bolsonaro, que prega a violência e faz do ódio sua única bandeira. Refiro-me ao artigo “Nas cinzas da facada”, do jornalista e escritor Flávio Tavares (“Estadão”, 14/9, A2). É estranho que ninguém mais observe que Hitler pode “ressuscitar” e que violência só gera violência e nos leva ao desastre total.

Carlos Frederico Schmitz schmitz.carlosfrederico@gmail.com

São Paulo

LAMENTO DIVERGIR

Sobre o recente atentado à faca contra a vida do candidato Jair Bolsonaro, li há dias que “a diferença entre um esquerdista radical e um moderado é que o primeiro tenta te matar e o segundo te convencer de que você mereceu”. O tom é jocoso, mas encerra grande verdade, ainda mais quando temos à frente um texto como o escrito por Flávio Tavares, sob o título “Nas cinzas da facada” (“Estado”, 14/9, A2). Ali o articulista assevera que o presidenciável do PSL seria “vítima da própria ideia de violência, suporte de sua candidatura”, meio que estabelecendo uma relação de causa e efeito à conta do acontecido com o candidato e chegando até a fazer um estranho paralelo entre Bolsonaro e Adolf Hitler. Com todo o respeito, divirjo. A tomar pelo valor de face o que diz o articulista, como explicar os atentados (com morte) de conhecidos pacifistas como Mahatma Gandhi (1948), Martin Luther King (1968) e do ex-beatle John Lennon, ativista contra a Guerra do Vietnã (1980)? Isso para não falar do atentado contra o papa João Paulo II que quase lhe ceifou a vida, entre outros de conhecimento público. Que eu saiba, o candidato do PSL não tem culpa alguma pelos 63 mil homicídios que banham de sangue esta terra após a passagem do PT pelo poder – isso para ficarmos apenas nessa modalidade criminosa, esquecendo tudo o mais. Também não é o candidato aquele que incita grupos armados a invadir propriedades privadas e prédios públicos, procurando, na base da força bruta, fazer valer suas razões. Aliás, e a este propósito, lembro algumas frases recentes de políticos esquerdistas: 1) Benedita da Silva (RJ), “é preciso derramar sangue”; 2) José Dirceu (PT), “eles vão apanhar nas ruas”; 3) Gleisi Hoffmann (PT), “vai morrer gente” (pela prisão de Lula); 4) Lula, “nós sabemos brigar (...) sobretudo quando o João Pedro Stédile colocar o exército dele do nosso lado”; 5) “vamos fazer uma guerra civil” (CUT); 6) “vamos incendiar o País” (MTST); 7) Mauro Iasi (PCB), “vamos fuzilar a classe média num paredão”. E por aí vai... Nunca vi o presidenciável do PSL passar a mão na cabeça de celerados ou justificar estupradores do naipe de um Champinha – como fez a petista Maria do Rosário em bate-boca com Bolsonaro no Congresso Nacional –, nem tampouco justificar que bandidos agridam cidadãos de bem ou esbulhem sua propriedade sob a justificativa da desigualdade social, como costumam fazer os próceres esquerdistas. Muito menos vi o candidato do PSL pregar a “liberação” (indiscriminada) de armas, mas, isto sim, que se respeitem os termos do plebiscito, feito em 2005, no qual a população se manifestou democraticamente a favor do direito à possibilidade de compra de uma arma para autodefesa. Pode-se discordar do resultado do plebiscito de 2005, mas decisão é decisão. Ou vamos ser democratas só até a página dois? A “oca campanha eleitoral não pode ser substituída pela violência”, concordo com o articulista, mas não sei de apoiador algum de Bolsonaro pregando quebra-pau por aí. Aliás, a esse propósito, não custa lembrar que em 13 anos no poder nenhum líder esquerdista sofreu qualquer atentado à sua vida. Bastou um candidato conservador, que prestigia os valores familiares, se destacar no cenário político para um militante de esquerda tentar assassiná-lo. Bolsonaro é, rotineiramente, associado à violência, mas nunca o vi agredir ninguém. Vi-o, sim, pregar o respeito à autodefesa, o que, aliás, é algo inerente ao Direito Natural. Os violentos, resta claro, não são os que estão junto de Bolsonaro; pelo revés: situam-se claramente à esquerda do espectro político. Mas, também, tendo figuras como Mao Tsé-Tung, Ernesto “Che” Guevara, Stalin e Pol Pot, entre outros exemplos a serem seguidos, a tentativa de eliminar fisicamente um adversário político deve-lhes parecer coisa banal. Peço perdão por discordar do jornalista e renomado escritor, laureado com o badalado “Jabuti”, mas não podia deixar de expressar o que penso. Democraticamente.  

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

‘NAS CINZAS DA FACADA’

Credo, sr. Flávio Tavares! Você acha mesmo que, se Jair Bolsonaro for eleito, tropas brasileiras invadirão a Bolívia no dia 1.º de setembro de 2019? Você crê, mesmo, que as tropas bolsonaristas chegarão rapidamente ao Pacífico, subjugando os exércitos do Chile e do Peru? Você acredita, mesmo, que Bolsonaro dará início à perseguição e à exterminação das etnias quíchuas e aimarás, acusando-as de marxistas e encaminhando-as para campos de concentração, para dar início ao seu projeto de genocídio? Se acredita, seria bom procurar um psiquiatra.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Oliveira (MG)

EXASPERADO E SEM RUMO

O jornalista e escritor Flávio Tavares, em seu excelente artigo publicado no “Estadão” (“Nas cinzas da facada”), diz que o Brasil de 2018 é um país exasperado e sem rumo. Assim como lembra que o povo alemão somente aceitou as absurdas ideias nazistas do ultrapopulista Hitler porque na época era também um país exasperado e sem rumo. E deu no que deu... Hoje, no Brasil da intolerância, da corrupção, do “nós” contra “eles” do presidiário Lula e de um candidato ao Planalto que prega, entre outras asneiras, armar a sociedade, o que esperar?! E, como escreve o articulista, “desvarios e desequilíbrios atraem os desequilibrados e neles se multiplicam”. Um destes desequilibrados, filho dessa intolerância, falando em nome de Deus e financiado sabe lá por quem, infelizmente, em praça pública de Juiz Fora (MG), deu uma facada no intestino do candidato líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), hoje na UTI do hospital. E destas “cinzas da facada”, infelizmente, outro marco do nosso desprezo à memória do País foi quando assistimos ao incêndio de grandes proporções que dizimou 200 anos da história do Brasil, no Museu Nacional. E, encerrando esta pérola de artigo, Flávio Tavares faz um alerta: “A oca campanha eleitoral não pode ser substituída pela violência”.  “Não há nenhum espaço para mártir”. E tampouco “gestos como o da foto de Bolsonaro”, na UTI do hospital, levantando os dedos para simular um revólver.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

URNAS ELETRÔNICAS

Segundo informa o “Estadão”, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) rebateu o candidato à Presidência Jair Bolsonaro, que disse que as urnas eletrônicas não são confiáveis. São confiáveis para quem, ministro? Para os eleitores não são. Nos países desenvolvidos o sistema não é usado, por insegurança. Também qualquer pronunciamento de ministros indicados pelo PT não é confiável.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

CONFIÁVEIS?

Após Jair Bolsonaro questionar as urnas eletrônicas, Dias Toffoli diz que elas são “confiáveis”. Sim, Papai Noel, Saci Pererê, Coelhinho da Páscoa existem e são totalmente confiáveis. 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

DISCUSSÃO INÚTIL

É inútil discutir a legitimidade das eleições usando o argumento da urna eletrônica, como se houvesse alguma dificuldade em fraudar as antigas urnas de papel, tanto na contagem como na recontagem. O País em pé de guerra, os candidatos são um pior que o outro, seja lá quem for eleito não vai reconhecer o resultado da eleição, e este clima só ajuda a afundar o Brasil ainda mais no caos do desgoverno, com a falência completa das instituições. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

PROCURA-SE

Horário eleitoral é um desfile de vendedores de ilusão. Época de eleição funciona como balcão de negócios: é “quem dá mais”. Enxurrada de promessas que deseducam mais ainda um povo já pouco afeito ao trabalho. Discursos que me fazem lembrar textos bíblicos sobre falsos profetas, os populistas e demagogos daquele tempo que só falavam o que agradava ao povo. Procuro discurso honesto e corajoso, que diga ao povo verdades do tipo “pergunte não o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer por seu país”. A partir daí, teremos prosperidade.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

HORÁRIO POLÍTICO

O horário político, lembrando Napoleão Bonaparte, mostra que existem candidatos com safadeza bastante para se passarem como pessoas honestas.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá 

 

DESEQUILIBRADO

No fim de semana, o candidato a presidente sr. Ciro Gomes (PDT) mostrou seu desequilíbrio e grosseria, além da falta de compromisso com a democracia, diante de um inconveniente manifestante. Para mim, não tem as mínimas condições (até por suas demagógicas propostas) de governar o Brasil. 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

CONSIDERAÇÕES POLÍTICAS

Começando pela eleição para presidente, uma boa porcentagem dos votos para Jair Bolsonaro não são de brasileiros radicais, mas de cidadãos que prezam por uma economia liberal, um Estado menos burocrático, um Estado que viabilize a ampla privatização em tudo o que é possível, um Estado que opte pelo empreendedorismo, cujos cargos são preenchidos por técnicos, e não por indicações políticas, um mercado livre, que preza pelo trabalho, e não pelas acomodações, por cidadãos cansados da mesmice, buscando a eficiência de um país para que o governo foque apenas em educação, saúde e segurança. Ciro Gomes também mostra destempero e não é tachado de radical. Marina Silva não passa confiança para enfrentar os grandes problemas do País. Geraldo Alckmin não encanta. Se o Brasil tivesse um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elevado, hoje João Amoêdo, Henrique Meirelles e Álvaro Dias estariam disputando quem desses não atingiria o 2.º turno, e, no entanto, estão lá embaixo nas pesquisas. O PT não criou, mas exagerou na corrupção e nos loteamentos de cargos. O PSDB não se posiciona. O governo Temer entrou, mas não se esforçou para que as reformas fossem adiante. O Congresso Nacional se omitiu na continuidade das reformas, com medo de seus pares sofrerem nas eleições. Se o tivesse feito, o Brasil hoje estaria criando emprego e renda, crescendo e gerando expectativas promissoras. Senadores e deputados poderiam usufruir disso e se vangloriarem de que eles colocaram este país no rumo. Mas ficaram com medo. No Estado de São Paulo, o PSDB provavelmente perderá o governo do Estado depois de tantos anos, não porque foi incompetente, e sim porque faltou criatividade. O tempo de poder fez mal, não conseguia criar algo novo. Um Estado rico onde Alckmin fez muito pouco, que não aparecesse aos olhos dos seus habitantes. Gerindo São Paulo, podia-se fazer muito mais. Por isso não decola. João Dória, que fora um “outsider”, levou no 1.º turno a Prefeitura porque São Paulo não queria o PT, não queria Fernando Haddad, não queria Marta Suplicy, e, em vez de se concentrar na Prefeitura e dar tempo ao tempo e não se envolver nas disputas estaduais e federais, preferiu esquecer a capital e viajar. Foi ingênuo, sua rejeição na capital que administrou por um ano é o dobro da do interior do Estado, não porque foi ruim, mas por desrespeitar o eleitor que o elegeu. Paulo Skaf tem grande chance de se eleger governador e, por ser um empresário de sucesso, tem ótimas chances de fazer muito por São Paulo e de quebra, daqui a quatro anos, ser hipercotado para se tornar presidente da República. Na sua gestão da Fiesp e do Sesi, cumpriu quase por completo o Planejamento Estratégico que desenhou. O PSDB vai ficar sem a Prefeitura, o governo do Estado e não alcançará a Presidência do País. Sinal de envelhecimento e de miopia de seus líderes. Pobre destino tem um país que depois de toda a divulgação da Operação Lava Jato ainda corre o risco de ver o PT disputando o segundo turno e ter Dilma Rousseff liderando com folga a eleição do Senado por Minas Gerais. É muito triste e desanimador. Parece que o Brasil está fadado a nunca ser protagonista e sempre acreditar numa esperança que jamais alcançará. Tomara que quem entrar, seja lá quem for, tenha sabedoria e clareza para fazer acontecer.

Márcio Roberto Lopes da Silva marcioped.itu@gmail.com

Itu

AMOÊDO E OS PALÁCIOS

Lamento profundamente que a prestigiada “Coluna do Estadão” (17/9, A4) tire conclusões precipitadas sobre a proposta do presidenciável João Amoêdo (Novo) de não ocupar os palácios da Alvorada e do Jaburu para economizar dinheiro público. Não se trata simplesmente de não usar o palácio, mas sim de transformá-lo em museu. Palácio é gasto, museu é investimento em educação e cultura.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

EXEMPLO MORALIZADOR

Estapafúrdio o destaque dado a uma declaração de Amoêdo na “Coluna do Estadão” de 17/9. Realmente, “promessa de desocupar palácio não reduz gastos”. Mas muita gente ainda não entendeu o exemplo moralizador de uma atitude como esta. Somente a realeza britânica tem mais palácios do que o Brasil...

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

ENTREVISTA COM PÉRSIO ARIDA

Durante entrevista ao “Estadão” (16/9, A6), o coordenador do programa econômico de Geraldo Alckmin, Pérsio Arida, atacou o economista Paulo Guedes, ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro numa eventual vitória, tachando-o de mitômano que cria uma falsa narrativa para enganar os eleitores. Afirmou, ainda, que a postura liberal de Bolsonaro é uma farsa que segue o mesmo roteiro de líderes de esquerda latino-americanos ao acenar aos liberais nas eleições. O “Estadão” poderia ter questionado o entrevistado sobre a declaração de FHC de que o PSDB juntaria forças com o PT no segundo turno das eleições para derrotar o candidato Bolsonaro. Como é possível crer nas palavras do entrevistado que critica o PT, mas cujo candidato a presidente pode fazer uma aliança com o “Partido das Trevas”, que arrasou a economia do País adotando a corrupção como método de governo para chegar lá? E mais, Pérsio Arida associou várias vezes Jair Bolsonaro a Hugo Chávez, esquecendo-se de citar que o PT, a quem Alckmin pode se associar no segundo turno, foi o maior patrocinador dos ditadores Chávez e Maduro. Ah, ele foi preso pela ditadura? Então está tudo explicado.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

O ANTAGÔNICO PÉRSIO ARIDA

Assunto pesado o que foi abordado pelo economista Pérsio Arida, coordenador do programa econômico de Geraldo Alckmin, em sua recente entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo” (“‘Paulo Guedes é um mitômano e criou falsa narrativa’”, 16/9, A6). Fala o que quer e o que não quer sobre o brilhante economista Paulo Guedes, do qual se espera algum comentário, digamos, incisivo e definitivo, especialmente neste momento de decisão para as candidaturas presidenciais, considerando que os comentários ferem fundo o (des)acerto de eventuais programas de governo a serem seguidos... em 90 dias! Admirável o currículo acadêmico de Pérsio Arida. Conforme sua biografia revela, mais admirável e curiosa, ainda, é sua evolução intelectual de guerrilheiro da VAR-Palmares para a posição de banqueiro, além dos cargos públicos ocupados. Surge aí uma clara dúvida: por que um ex-guerrilheiro submete-se a todos os exames necessários e vai estudar no icônico Massachusetts Institute of Technology (MIT), no coração capitalista mundial? Entendo que ninguém fica impune a essas duas experiências: na organização terrorista de extrema-esquerda que pregava a ditadura do proletariado e, logo após, como aluno de uma das dez mais importantes academias dos EUA. Posicionamento claramente antagônico, resta-nos perguntar-lhe: em qual estava enganado? Ah, ele recebe “Bolsa-Ditadura”?

Antonio C. de S. Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

O PASSADO

Na entrevista ao “Estadão” em 16/9, Pérsio Arida faz duras críticas a Bolsonaro, afirmando que sua eleição é um “risco à democracia”, pois no passado votou contra o Plano Real, privatizações e que pregava o “fechamento do Congresso”. Acredito, porém, que hoje os dois mudaram radicalmente suas opiniões sobre política e economia. Pérsio Arida foi líder da mais violenta guerrilha terrorista, a VAR-Palmares e Colima, que assaltava bancos. Participou de sequestros, defendia a estatização, o controle dos meios de comunicação, a luta armada, etc. Foi preso, condenado e hoje é sócio de uma conceituada instituição financeira, um respeitado e competente banqueteiro e, ainda, por ironia do destino, milionário. Concluo que, analisando o passado dos dois, como no futebol, o jogo está empatado.

Sergio A. Monteiro samvilar@uol.com.br

São Paulo

‘FALSA NARRATIVA’

Pérsio Arida quer nos fazer acreditar que Geraldo Alckmin é o “Santo” que vai nos salvar da iniquidade. Assim como fez nestes anos todos em que governou o Estado de São Paulo, onde tudo funciona maravilhosamente bem: a educação é um primor, a segurança pública é inquestionável, o transporte público a cargo do Estado é de fazer inveja, a saúde é de Primeiro Mundo, a administração penitenciária está sob controle total do Estado, a antiga Febem não mudou só de nome, o programa de habitação zerou o déficit habitacional, a ciência é prestigiada e o meio ambiente é respeitado. São Paulo é a Nova Jerusalém.

Mário Luiz Lúcio mllucio@yahoo.com.br

São Paulo 

CANSADOS

Este senhor Pérsio Arida, pretenso sábio intelectual e sábio economista, já ditou e impingiu a todos os brasileiros chavões e regras que não resolveram nossos enormes problemas. Estamos cansados, dr. Pérsio! Continue a enganar os incautos de sua turma.

Sérgio S. Pegoraro sspegoraro@pegoraro.com.br

Porto Alegre

MUDANÇA NECESSÁRIA

Pérsio Arida, em entrevista ao “Estadão” sob o título “Paulo Guedes é mitômano e criou falsa narrativa”, poderia ter passado incólume aos menos esclarecidos sobre sua biografia. Mas aos mais críticos acabou de nos convencer de que a mudança é necessária. Hoje queremos menos de esquerda. Menos da palavra escrita em escrivaninha. Menos discurso e mais ação. Só o fato de Pérsio Arida ter participado da guerrilha armada nos anos 1970, participado dos mirabolantes planos do desastroso governo Sarney, nos dá um norte, por ser continuação dos governos socialistas que nos levaram à pior crise econômica enfrentada desde o governo Sarney, de que ele participou e será provável ministro da Fazenda do candidato Geraldo Alckmin. Democracia se faz com alternância, e hoje ela está realmente pedindo mudança. Fora que a entrevista do economista ao “Estadão” cheirou a uma dor de cotovelo danada, e o que Paulo Guedes prega continua batendo com nossas aspirações por mudança “já”. Chega de mais do mesmo!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

FORA DE SI

Pérsio Arida está manchando sua própria imagem com este impropério tentando manchar a imagem de um candidato à Presidência. Faça seu papel de bom e sério economista, ou nós, brasileiros, estávamos redondamente enganados quando o tínhamos na mais alta conta? Quando comparou Bolsonaro com Hugo Chávez e disse que o sr. Paulo Guedes é “um mitômano”, o sr. Pérsio Arida não estaria fora de si? Ainda dá tempo de reconstruir sua imagem. Nós precisamos de homens sérios, humanos e engajados também na reconstrução de um Brasil que quase entrou na UTI, como a Venezuela arrasada de Hugo Chávez. Reflita.

Ricardo Guilherme ricardoguilherme88@gmail.com

Monte Alegre do Sul

A MUDANÇA SE IMPÕE

Gostaria muito de fazer chegar ao economista Pérsio Arida a seguinte ponderação: anos se passaram desde que os militares passaram o poder. Não vimos soluções para os problemas básicos do Brasil. Queremos alternância de poder. Os que estiveram no poder se preocuparam com os próprios umbigos, enriquecendo o seu grupo com um sistema bem orquestrado de concessões. Ao povo, nem sequer o básico: educação acima de tudo, saneamento básico, alguma coisa de saúde, e não vejo o que mais. Temos ou não razão de estarmos descontentes e mesmo indignados? Por isso a mudança se impõe.

Carlos Machioni machionicarlos@gmail.com

São Paulo

INTERVENÇÃO NA VENEZUELA

O uruguaio Luís Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), não descarta uma intervenção militar na Venezuela. Por um lado, há pressão diplomática para que vários chefes de Estado apoiem queixas de crimes contra a humanidade e de violação dos direitos humanos, perante o Tribunal Penal Internacional (TPI), contra o governo de Nicolás Maduro. Por outro lado, durante o triênio 2016-2019, a Venezuela assumiu a presidência temporária do Movimento dos Países Não-Alinhados (MNOAL), organização que surgiu em 1961, durante a guerra fria, e que atualmente engloba 120 países. Entretanto, a defesa dos Dez Princípios de Bandung (local da conferência na Indonésia em 1955), que deu origem ao movimento, com seus nobres fins e objetivos políticos, não pode agora ser utilizada de maneira vil por um ditador, diante da crise humanitária com milhões de refugiados e enorme instabilidade política, econômica e social, que afeta a segurança regional.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

TRAGÉDIA ANUNCIADA

Finalmente, a Venezuela chegou ao “socialismo” pleno. Todos os venezuelanos chegaram, por igual, à pobreza. E tem gente que quer este regime para o Brasil!

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

‘‘QUENTURA’, A POESIA ARRASADORA’

Sob o título acima, em sua crônica de 14/9 (página C6), o escritor Ignácio de Loyola Brandão cita o documentário de Mari Corrêa “Quentura”, de média metragem, que ele resumiu assim: “Pura realidade, ele nos comove e nos indigna, ao mostrar como a nossa inconsciência e a paralisia de vários governos, presidentes, ministros, esta canalha que há anos estamos elegendo e que destrói a floresta e a várias comunidades e ameaça a sobrevivência indígena. Ou a nossa”. E o citou, a propósito de reportagem recente do “Estadão”, revelando que uma rodovia pretende cortar o Amazonas ao meio com as devastadoras consequências que acarretará àquela floresta. Loyola Brandão é meu contemporâneo, pois é pouco mais velho que eu e também assistiu, nessas últimas décadas, à destruição incrível do nosso meio ambiente. E nesse compasso, em conjunto com as demais nações, conseguimos provocar um aquecimento global que, se não for revertido, poderá decretar, no limite, o fim da atual civilização. Temos uma enorme responsabilidade na reversão da atual situação global, pois a Amazônia é tão imensa e especial que influencia o clima do planeta. Recentemente, assisti a um pronunciamento do candidato Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, de que iria acabar com esta história de meio ambiente e terras indígenas, e liberar a Amazônia para as hidrelétricas e a mineração em nome do progresso, demostrando uma incompreensível ignorância sobre ambos os assuntos. Com a evolução da energia fotovoltaica e, sendo o Brasil detentor do maior potencial mundial deste tipo de energia, hidrelétricas na Amazônia não se justificam mais, pois, além da devastação da floresta, implicam a construção de extensas linhas de transmissão, algo em torno de 2 mil km, até os centros de consumo. Quanto à mineração, basta lembrar o que a Samarco, empresa pertencente à Vale do Rio Doce, fez destruindo totalmente a bacia do Rio Doce, no maior desastre ambiental do mundo. Causou de imediato a morte de 19 pessoas e mudou para sempre a vida de um número incalculável de vítimas.  

Gilberto Pacini  benetazzos@bol.com.br

São Paulo 

HIDRELÉTRICAS NA AMAZÔNIA

Quando uma pessoa que sabe que o potencial de energia eólica do Brasil ultrapassa o total de capacidade de geração elétrica instalada, sem contar com instalações offshore; que o potencial de energia solar ainda é três vezes maior; que ambas essas fontes ficam próximas dos consumidores, não precisando de linhas de transmissão extensas; e que os reservatórios das usinas hidrelétricas existentes são suficientes para acumular energia “excedente”, e ainda propaga a construção de novas usinas hidrelétrica na Amazônia, fica difícil de afastar a suposição de que ela esteja fazendo lobby para as empreiteiras.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

O ‘ESTADÃO’ E AS SEMENTES DE CULTURA

Um dos meus maiores prazeres da vida é ler o “Estadão” de domingo. Nele fui alfabetizado por um pai que me fazia ler e reler os editoriais e, não por acaso, minhas infantis redações do ensino primário já criticavam o regime de Getúlio Vargas, para espanto de professores. Nas páginas do antigo “Suplemento Literário” eu lia poesias que nada entendia, mas supunha ser o máximo que a humanidade poderia gerar estupendas criações. No “Estadão” de domingo lia desenhos em quadrinhos, estes, sim, que eu entendia ao supremo deleite, mas era nas páginas de esporte que lia histórias de heróis que me fizeram são-paulino, histórias de lendas do futebol e do atletismo, como a de Adhemar do salto triplo... Talvez isso tenha me motivado a gostar deste belo clube e de praticar corrida, como faço hoje. Certa vez, encontrei em casa uma edição inteira dedicada aos 400 anos de São Paulo (isso era 1954, ano de meu nascimento, e meus pais guardaram a edição). Lembro-me do encantamento de conhecer a cidade por aquela edição enorme e histórica, em especial ficou na memória um certo artigo sobre a São Paulo antiga (provavelmente as fotos de Militão Azevedo), e talvez isso tenha me influenciado a ser um fotógrafo da cidade (fiz com Lily Sverner um livro sobre São Paulo e uma expo coletiva com o Iatã Cannabrava). A verdade é que um jornal é mais que notícias... Isso se vê fácil na internet, um jornal é um conjunto de valores. Um jeito individual de ver o mundo na ótica de um grupo de pessoas que têm história de vida, e isso faz toda diferença. Isso semeia ideias e desejos de ser. Continuando, então, histórias com este “Estadão”, que leio sempre aos domingos, como no último (16/9), certa vez, com 15 anos, meu pai declarou “filho, você vai ser procurador do Estado!”, e “paffff”, jogou o “Estadão” na mesa, mas era o caderno de empregos que vinha por cima. E lá fui eu procurar emprego, fui mesmo, e achei. Uma tal gráfica Caravelas procurava vendedor e arrumei de ser representante – foi assim minha entrada na vida de trabalho. Procurador do Estado... Mas me apaixonei pela gráfica, aqueles papéis, cheiro de tinta, no velho Largo do Cambuci. Cheiro da tinta e toque de textura de papel já conhecia de tempos, pois minha família não jogava papel fora, tudo era guardado para vender por quilo no Mercado do Ipiranga – naqueles anos 60 as famílias usavam latas usadas para fazer vasos, leite condensado, para economizar gás, ia dentro da panela de pressão junto com o feijão, e jornal se vendia por quilo (o “Estadão” me rendia cinco “contos” por quilo todo sábado, e era minha mesada, gasta às vezes para comprar incríveis azeitonas vendidas em enormes tonéis naquele Mercado do Ipiranga, que embalava os produtos não em plásticos, que ainda não existiam, mas no quê? No “Estadão”!). Minha família era sustentável, e não sabíamos. No “Estadão” vi fascinado as notícias de uma certa Bienal de Artes Plásticas que foi, se não me engano, no mitológico 1968, e no domingo voltei lá 50 anos depois e após ler uma matéria sobre a abertura de mais uma Bienal. Com 19 anos me candidatei a ser gráfico, mas só tinha vaga de sexta e sábado no antigo parque gráfico do “O Estado de S. Paulo”, no centro de São Paulo, quase em frente à Biblioteca Mário de Andrade. Assim me tornei “impressor” do “Estado”! Durou pouco, pois era tudo de chumbo, máquinas enormes e que exigiam algo a mais que meu corpinho juvenil e intelectual da época. Mas, com 21 anos, tornei-me diagramador, e já nas novas supernovas dependências do jornal na Avenida Marginal. Passei madrugadas fazendo algo que hoje ninguém sabe o que é, chamado past-up, algo como um diagramador ou designer de hoje. Eram tempos da chamada imprensa alternativa, quando eu era fotógrafo, ilustrador, jornalista... Trabalhei, assim, no “Estadão”, “fechando” jornais de esquerda como “Brasil Mulher”, “Opinião”, “Movimento” e, o melhor, o “Versus”, do velho Marcus Faermanm, um dos melhores jornalistas do “Jornal da Tarde”, o vespertino editado pelo “O Estado”. No “Jornal da Tarde”, tive minha primeira nota sobre minha primeira exposição de fotos. Passaram-se tempos e, se para alguns o domingo virou o Faustão, para mim segue sendo o “Estadão” (nada contra Fausto Silva, foi só uma rima). Hoje, setembro de 2018, mês em que lançarei meu livro de poesias (comecei em 1968), deixo-me levar pelas lembranças e vejo que são mais que isso, são sementes! Foram sementes de cultura as que recebi em minha infância e juventude e no dia do aniversário da morte de meu pai reverencio sua mão de jardineiro de alma que em mim semeou as raízes de cultura, que agora, de mim, quiçá possam essas palavras propagar a importância de semear a notícia e a informação, na “formação” de novas gerações. E à família Mesquita, todos eles jardineiros de almas, o meu obrigado por existirem e fazerem existir o “Estadão”, e que suas sementes propaguem e fecundem, para atenuar o deserto cultural de nosso querido país.  

André Boccato andreboccato@gmail.com

São Paulo

 

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