Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2018 | 03h00

CAMPANHA ELEITORAL

A festa da hipocrisia

O Brasil do futuro vai enfrentar novamente as urnas. Que país é esse onde o dever compulsório do voto se sobrepõe ao “pseudodireito” do cidadão de decidir se quer ou não participar do pleito? Que democracia é esta em que o chamado coeficiente eleitoral faz aqueles que conquistam mais votos não serem necessariamente os eleitos? Que liberdade de opção nós temos, se o programa eleitoral gratuito é pago pelo contribuinte e obrigatório? Que estrutura política é esta que não permite escolhas conscientes, já que os 35 partidos se aliam nos mais variados lugares e pelos mais diferentes motivos, menos os ideológicos? Que candidatos são esses que, na TV, têm a enorme capacidade de construir um País perfeito, mas quando eleitos se notabilizam pela inigualável competência de frustrar todas as expectativas? Que eleições são estas em que, ao mesmo tempo que mobilizam a esperança, incentivam o medo? Já passou a hora de o gigante adormecido não apenas sonhar, mas exigir um mínimo de ordem e obter o máximo de progresso. E que brilhe o céu da Pátria a todo instante!

MAURO WAINSTOCK

mauro.wainstock@gmail.com

Rio de Janeiro

Bolsonaro x PT

A candidatura de Jair Bolsonaro é, obviamente, resultante de seus atos de resistência a ações do petismo. O deputado, que até há pouco era um simples componente da bancada da bala, tornou-se popular por receber ataques de parlamentares do PT e por revidá-los fortemente. Pouco a pouco, sempre a partir desses episódios, passou a ter projeção nacional. Daí à candidatura a presidente foi um passo. Hoje ele representa o antipetismo passional, maior rival do petismo fanático. Se pudéssemos reduzir esses dois grupos a termos matemáticos, a soma dos dois seria igual a zero. Se qualquer um desses grupos vier a ganhar as eleições, o outro não vai deixar governar. A pergunta que se faz é: como sair dessa?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br

Cotia

Entre a bala e a faca

Faz mais de 20 anos que o PSDB se tornou para Lula e todos os seus adoradores o seu principal adversário político e alvo de constantes críticas incondicionais. E por que o PSDB não capitalizou as notáveis e já históricas divergências, desde que o PT foi contrário à Constituição de 1988 e, depois, votou contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, obras tucanas, ativando, então, a natural atração do eleitorado antipetista? Em vez disso, deixou o campo livre para que outro candidato o ocupasse à vontade. Esse erro nos faz lembrar que já é recorrente: quando do estouro do escândalo do mensalão, o PSDB não quis pedir o impeachment do chefão, o então presidente Lula da Silva, dizendo que este iria “fritar” durante os meses anteriores à eleição e nela perderia. Mas, e agora, ainda existe algum remédio possível? Ou nós, os eleitores da prosperidade em ambiente de paz, ficaremos sem opção, entre a bala e a faca?

EUVALDO REBOUÇAS P. DE ALMEIDA

euvaldo@uol.com.br

São Paulo

Voto útil?

Muito se tem falado sobre o voto útil contra A ou B, pois o Brasil estaria dividido. É fato, dúvida não há, consequência da tática do “nós contra eles”, adotada pelo partido que chegou ao poder central em 2003. De minha parte, não é esse o caso, é que desisti mesmo do partido em que votei desde 1988. Fui eleitor de primeira hora, não me arrependo, ele consolidou a nossa moeda, criou a Lei de Responsabilidade Fiscal e foi bem no governo federal e aqui, no Estado de São Paulo. Na verdade, foi proveniente dele o melhor presidente desde a redemocratização, o que em si não é muito, mas se considerarmos a situação econômica que havia em nosso país após mais de uma década, pouca coisa não é. Acontece que esse partido jamais defendeu o seu legado, deixou o outro, sabe-se lá o motivo, apropriar-se das suas realizações e desconstruir sua história. Foi assim nas campanhas de 2002, 2006, 2010 e 2014. Houve até uma composição informal chamada “Lulécio” em Minas Gerais, na eleição de 2010 (alguém ainda se lembra?). Hoje, como posso acreditar num partido e em seu candidato que permaneceram calados durante longos 16 anos e assistiram omissos à destruição institucional do nosso país?

JOSÉ JAIRO MARTINS

josejairomartins7@gmail.com

São Paulo

União pela Pátria

Tal como milhares de outros brasileiros, acompanho atentamente os programas e a evolução das tendências de voto de cada um dos candidatos à Presidência. Ainda temos pouco mais de duas semanas pela frente, mas se tirarmos uma fotografia de hoje o quadro é desolador. Ficou claro na segunda-feira, no programa Roda Viva. Não há termos de comparação entre Persio Arida e os demais participantes. O Brasil não pode optar entre o péssimo ao quadrado e o péssimo ao cubo. Os candidatos do centro precisam ser magnânimos. É necessário haver entre eles a escolha de um e os demais abrirem mão das suas candidaturas. Precisamos pensar no Brasil, nos 13 milhões de desempregados e na certeza de ruína total caso permaneça o quadro atual. A situação é gravíssima, mas é possível revertê-la.

JOSÉ PACHECO E SILVA

josepacheco@later.com.br

São Paulo

Quero ‘meu’ Brasil de volta

A despeito de reconhecer as qualidades de gestor de Geraldo Alckmin, como governador em São Paulo, o momento atual, em que o PT nos ameaça com uma possível volta ao poder, eu, como eleitora tucana por quase duas décadas, ousei mudar de direção. Ousei porque percebi que neste período todo em que votei no PSDB, na verdade, ajudei o PT a se manter no poder, já que nas horas prementes, como no mensalão, os medalhões tucanos resolveram conciliar com a desculpa da manutenção da governabilidade. Não tivessem agido assim, o PT teria morrido na praia já em 2004. E a morte de Celso Daniel, que oficialmente acabou como um crime de assalto e sequestro malsucedido, quando todos sabem que mais de sete pessoas tiveram de morrer para calar a boca e não denunciar o mandante? E essa atitude do PSDB foi recorrente durante as gestões petistas. Agora Alckmin se vê numa situação constrangedora, quase lanterna nas pesquisas, e vem apelar para seus eleitores não o abandonarem? Quer evitar o voto casado de Doria com Bolsonaro... Sinto dizer, eu acordei! Fui usada como eleitora durante anos para simplesmente aguentar estoicamente o PT no poder, graças ao beneplácito do PSDB a esse partido. Agora vou lutar para tentar recuperar os valores culturais, morais, éticos e educacionais que foram pervertidos pela esquerda durante anos, pois eu quero o “meu” Brasil de volta. 

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

COMO NOTA DE R$ 3

Volta e meia o cidadão é agredido com informações verdadeiramente malucas provindas não de bunkers cibernéticos que espalham "fake news", mas de conhecidos organismos internacionais que gozam de ampla respeitabilidade. A última da vez, li na primeira página do "Estado" de 15/9: "Brasil fica atrás da Venezuela em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)". Por trás do referido indicador está o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud), órgão de uma instituição (ONU) que tem sido questionada até mesmo pelos EUA, que há semanas retirou-se de seu Conselho de Direitos Humanos  porque, entre outras razões, este prestigia países, como a Venezuela, que sabidamente os vilipendiam. E, por falar nisso, dá o jornal que o Brasil situa-se uma posição abaixo da... Venezuela (!) no IDH, índice que avalia o progresso dos países com base em três itens: saúde, educação e renda. Ora, parafraseando Shakespeare, eu diria que há "algo muito estranho" em tudo isso. Nem precisa ser muito "antenado" para saber que, hoje, o país vizinho vive um drama humanitário sem precedentes na América Latina. Ali, por causa dos desvarios do desgoverno chavista, falta tudo: comida, medicamentos, insumos hospitalares, gêneros de primeira necessidade, etc. Como o país vive em contínuos apagões, não há vida regular, a começar nas escolas, que passam por toda sorte de privações. E, quanto à renda, o salário mínimo venezuelano, corroído diariamente pela hiperinflação, não é suficiente para comprar dois ou três frangos no mês - se tanto -, vivendo as pessoas disputando "o que tiver" em mercados onde a escassez é a palavra de ordem. Convenhamos, muito diferente da situação brasileira, que, conquanto esteja longe de ser a "maravilha" que todos gostaríamos, ainda assim está a milhas náuticas de se equiparar a esse caos no país vizinho. Aliás, com todos os nossos problemas, todos os dias vêm para cá hordas de refugiados venezuelanos, justamente em busca de sobrevivência. Para mim, a credibilidade da ONU e de seu IDH é a mesma que uma nota de R$ 3.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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O IDH E A ELEIÇÃO

As informações sobre o Índice de Desenvolvimento Humano colocam o Brasil numa posição que exige profunda reflexão. Estamos na 79.ª colocação, abaixo inclusive da Venezuela, que passa por uma grave crise econômica e social. Essa questão precisa merecer um posicionamento efetivo de todos os candidatos desta eleição e colocada em destaque envolvendo os mais diferentes segmentos sociais. O processo eleitoral pode e deve servir de motivação em busca efetiva das mudanças de que precisamos. 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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BENEFÍCIOS FISCAIS

"Montadoras terão R$ 7,2 bilhões em benefícios fiscais" ("Estado", 16/9). O título da reportagem é bem atrativo. Logo de cara, uma forte acusação: "O governo vai abrir mão, no ano que vem, de R$ 7,2 bilhões em impostos com a concessão de incentivos tributários para a indústria automobilística, um dos setores com maior força de pressão em Brasília. A renúncia fiscal mais do que triplicou em relação aos R$ 2,3 bilhões previstos para este ano". A continuidade da leitura, porém, decepciona, pois revela que o articulista não tem conhecimento nem preparo para escrever sobre um assunto tão interessante. Nenhuma referência sobre a utilização do planejamento tributário governamental para estimular ou desestimular setores, seja para ampliar o emprego, seja para desenvolver uma região, ou muitos outros fins que a ciência econômica preconiza. O articulista só se preocupou em atacar a administração pública, sem qualquer análise ou qualquer referência aos objetivos das medidas, limitando-se a sugerir corrupção ou administração deficiente. Perdemos a oportunidade de uma leitura aproveitável que, para variar, ao invés do costumeiro ataque à elevada carga tributária, contribuiu só para a desinformação.

Luiz Augusto Casseb Nahuz luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

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CLASSE MÉDIA

Benefícios fiscais de R$ 7 bilhões para a indústria automobilística e carros populares de R$ 50 mil, só mesmo sendo classe média alta. Numa época em que carros já não fazem tanto sentido assim... Lembro-me de que, nos tempos do ex-presidente Lula, o cidadão morava muito mal, mas tinha o seu carro financiado até a morte na garagem. Os tempos são outros, graças a Deus. Afinal, ser classe média não é ter um carro, mas sim moradia e boa educação. A juventude está cada vez menos alienada e muito mais engajada com os novos modais: bicicletas, patinetes e o revolucionário Uber. Isso faz com que nossas preocupações sejam outras, e não ser classe média por ter um carro no "barraco" e filhos fora da escola, como no lulopetismo. A contrapartida para este axé de R$ 7 bilhões não respinga no valor do carro, que continua sendo um dos mais caros do mundo.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL QUE EU NÃO QUERO

Uma parte do eleitorado está sinalizando que quer ver o País comandado de dentro de uma penitenciária. Se você é uma dessas pessoas, por favor, me diga como você consegue explicar isso para os seus filhos e depois me dê a dica para que eu possa fazer o mesmo com as minhas netas. 

Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

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PROPOSTA

A proposta do PT é a de que o Brasil seja governado por um corrupto diretamente da cadeia!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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'O PT E O PCC'

Excelente o artigo do professor Denis Lerrer Rosenfield "O PT e o PCC" ("Estadão", 17/9, A2). É a realidade do império do crime no Brasil, comandado de trás das grades.

Luiz Bedran lcbedran@gmail.com

Vitória

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IRMÃOS SIAMESES

Magnífico o artigo "O PT e o PCC", do professor Denis Lerrer Rosenfield, no "Estadão" de 17/9 (A2). Poderemos até entender que os dois (PT e PCC) são irmãos siameses, devido a tantas peculiaridades e coincidências, bem como depois de ter lido todo o artigo chegaremos à conclusão de que o PCC é que imita o PT.

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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CHEFE É CHEFE

Poucas vezes se vê na mídia um artigo tão cheio de ousadia e coragem, como o do professor de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Denis Lerrer Rosenfield, no "Estadão" (17/9, A2), sob o título "O PT e o PCC". Por ele visualizamos com a maior nitidez a estratégia de um partido que surgiu como o único e maior defensor da ética e da lisura política do País e se transformou no que todos sabemos, inclusive os petistas, e que segue hoje, sem nenhum escrúpulo, o modelo do chefe dos traficantes do famoso PCC, e com ele se iguala. Ambos dirigem da cadeia as medidas, ou melhor, os ataques que devem ser postos em prática por seus fiéis seguidores. O texto de Rosenfield é uma análise sucinta, mas bem elaborada, e muito esclarecedora para quem ainda não se conscientizou das mazelas mais torpes utilizadas pelo comandante das massas, o sr. Lula, com o fito de ludibriá-los, ciente da profunda cegueira política de uns e/ou do fanatismo ideológico de outros. Num momento ele diz: "Presidente é presidente, independentemente de ser presidiário. Chefe é chefe e, como tal, deve ser obedecido". Leiam o trabalho do professor Denis Lerrer Rosenfield.

Neiva Pitta Kadota npkadota@terra.com.br

São Paulo

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DUAS FACES

Que 30% do eleitorado brasileiro seja, segundo pesquisa Ibope, declaradamente antipetista, não é nenhuma surpresa. Afinal, após 13 anos de petismo irresponsável, cuja herança maldita é esta crise deplorável em que o País se encontra, este índice poderia facilmente ser maior. O que surpreende, no entanto, é o inexplicável apoio da maioria absoluta deste contingente (53%) ao extremista de direita, Jair Bolsonaro. Se a eventual vitória de Fernando Haddad (PT) na eleição presidencial representaria o retorno do lulodilmismo incompetente - numa versão talvez até piorada -, a do misógino, homofóbico e violento Jair Bolsonaro seria, de outra parte, uma ameaça concreta aos direitos individuais e aos pilares da democracia. Duas faces opostas da mesmíssima e nefasta moeda. O povo brasileiro não merece extremismos desta natureza. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PT NO PODER 

 

Se Haddad for Lula, como anuncia, será preso por corrupção, caso eleito. O aparelhamento da Polícia Federal e a inclusão de mais petistas no Supremo Tribunal Federal (STF) será a sua única saída!

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo                  

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LIMITES

Quem acredita que Haddad, sendo eleito, não indultará Lula da prisão? Ninguém. Na verdade, ele seria muito mau caráter se não o fizer, já que deve a Lula sua carreira política, indicação a prefeito de São Paulo, sucesso na campanha e, agora, mais esta, a Presidência. Neste caso, inclusive, além de poste, virou um ventríloquo, já que semanalmente pede a bênção a seu mentor na prisão de Curitiba. Sabemos que há sempre um grupo de apoiadores petistas que entende as decisões de Lula como inquestionáveis. Esta será a base de votos de Haddad. Mas para tudo há limite. Haddad já foi derrotado em sua reeleição à Prefeitura. Por que não poderá ser derrotado mais uma vez?

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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CONSELHEIRO

Haddad: "Lula será grande conselheiro". Deus nos livre disso! Lula foi condenado, está preso e continua mandando. Até quando? Fora PT!

Maria Virgínia M. F. F. Alves mvmffa@icloud.com

Botucatu

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POR DEUS!

O candidato Haddad enche a boca e diz que, se eleito, terá Lula como seu conselheiro. Pelamordedeus! Além de derrotado, é prisioneiro. Se vivo meu pai fosse, diria assim: "Santo Deus, caso esse homem ganhe as eleições, estaremos com  os peixes vendidos e o dinheiro esparramado".

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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HADDAD, O AUTORITÁRIO

Confesso que nunca esperei que Haddad fosse imprimir uma fotografia pessoal em sua campanha para presidente da República, até porque ele só herdou a vaga do PT porque foi fiel aos mandos e desmandos de Lula. Quem reza na cartilha de Lula tem de mergulhar no populismo, radicalismo e proselitismo. Haddad, além de ter se dobrado às vontades de Lula, foi o escolhido por ser autoritário, predicado que combina com seu chefe, pregar a mentira e fugir da transparência. É o PT rasgando sua bandeira em nome do poder. Pobre Brasil! 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SACI PERERÊ

Segundo o candidato do PT à Presidência da Republica, o ex-presidente Lula descarta a hipótese de indulto caso o seu preposto seja eleito. Já o ministro Dias Toffoli garante que as urnas eletrônicas são seguras, totalmente confiáveis e auditáveis, e que, portanto, não há risco de manipulação nem vulnerabilidade.  Diante dessas afirmações, tudo nos leva a crer que, se há gente que acredita em Saci Pererê, há quem ainda ache que brasileiro é otário.

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

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COERÊNCIA PROBATÓRIA

"Lulla" não sabe de nada, não é proprietário de nada e nada possui em seu nome. Prova cabal é sua candidatura, feita em nome de terceiros...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PORTA ABERTA

Se, no segundo turno, o Brasil tiver mesmo de escolher entre a esquerda desonesta e imoral de Lula-PT-Haddad e a direita truculenta do milico Jair Bolsonaro, aí então estará aberta a porta que poderá levar nosso país à convulsão social. Infelizmente! 

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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RECOMEÇAR É PRECISO

Provérbios 22:6 "Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele!". Se os pais dos jovens e adolescentes tivessem observado essa Palavra, hoje não precisaríamos de Bolsonaro.

                                             

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@hotmail.com

Guarulhos

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ESTADO DE TUMULTO

Vir a ser compelido a votar em Jair Bolsonaro, para mim, é um pesadelo. Parece que a sociedade pouco progrediu desde 1964. Agora, os subversivos ditos "de esquerda" querem continuar a realizar a meta de sempre: perpetuar-se no poder. São os ambiciosos - muitos recalcados por falta de competências profissionais -, apoiados por aproveitadores que votam neles junto com inconscientes mobilizados via demagogia. Assim se instauram regimes autoritários. Seguem uma cartilha que não li, de autoria de um comunista chamado Gramsci. Para eles, socialismo democrático não existe. Para evitar esse desastre, mobiliza-se a outra metade da sociedade em torno de um autodenominado "de direita", que nem sabe o que é uma economia liberal, um oportunista ambicioso, sem base parlamentar, também populista com feições "Colloridas". Penso que os militares iriam acudi-lo, então estaríamos de volta a 1964. O que será da economia e do emprego neste estado de tumulto?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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O TERCEIRO ELEMENTO

A partir do momento que institutos de pesquisa despertam o eleitor para o chamado "voto útil", eles deixam de ser um instrumento democrático. Parece, e é, uma dissimulada ingerência no livre direito de escolha do cidadão.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A OFENSA DO GENERAL

Deploráveis as declarações do general Hamilton Mourão, candidato à vice-presidência na chapa de Jair Bolsonaro, em clara ofensa às mães solteiras e avós que lutam dignamente para criar sozinhas seus filhos e netos. Mourão já havia atacado negros e índios e dito que a Constituição deveria ser feita por um grupo de "notáveis", e não pelos representantes do povo. Ele deveria ficar em silêncio, pois cada vez que abre a boca é para demonstrar seu total desprezo pela democracia, direitos humanos, cidadania, ética e solidariedade humana. Pessoas como ele são a favor da ditadura militar e contra o povo.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PELO EM OVO

Não há qualquer absurdo na proposta do general Mourão, candidato a vice-presidente na chapa do deputado Jair Bolsonaro, de que um grupo de ilustres juristas elabore uma nova Carta constitucional e a submeta a plebiscito perante a população brasileira. Não seria nada inusitado nem no mundo nem mesmo aqui, no Brasil. Aliás, os norte-americanos possuem uma longeva e simples Constituição assim elaborada. Parem de procurar pelo em ovo. 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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REAÇÃO

"Brasil não precisa de Constituição imposta", reage Sindicato dos Delegados da Polícia Federal a Mourão. Na verdade, as imposições são emanadas pela atual Constituição, em que poucos, as castas, têm tudo e são ultraprotegidas e só têm direitos. Todas as obrigações ficam com a parte que leva estas castas e todos os outros que não gostam de trabalhar nas costas. Não se esqueçam, também, de que na proposta do general Mourão existe o plebiscito, e notáveis participariam da construção da nova Carta Magna do País.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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LUCIDEZ

Tudo parece indicar que a lucidez do general da reserva Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, quando manifesta seus pontos de vista, incomoda vários segmentos da sociedade. Já o tacharam de antidemocrático, ao que replicou que, se o fosse, não estaria participando de uma eleição, e sim a postos, com a arma pronta. Difícil deparar-se com resposta mais consistente diante de insinuação tão maliciosa. Ao opinar que a Constituição atual precisa ser trocada - constatação evidente diante da sua inadequação para lidar com questões nacionais urgentes -, foi criticado por um dos postulantes à Presidência e por vários "especialistas". Como se trata somente de uma perspectiva particular, e não de uma das absurdas propostas com as quais a população é diariamente bombardeada nas campanhas em curso, fica-se a refletir sobre a razão de tais reações. Será que o fato de o, antes de tudo, cidadão Mourão estar envolvido na política, com formação militar, é para eles um elemento perturbador? Aguardam-se justificativas que, espera-se, sejam tão razoáveis quanto as colocações do general. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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EM LATIM

Estou de acordo com o general Mourão, vice de Bolsonaro: a nova Constituição poderia ser feita por notáveis e referendada por um plebiscito. Reconheço que a Constituição "cidadã" de 1988 foi feita açodadamente e com excessos de regras. Creio que a nova Lei Maior deveria ser escrita em latim, para que não houvesse mudanças nem interpretações distorcidas. O latim é uma língua morta, motivo pelo qual é utilizada para designar espécies de plantas e animais sem haver possibilidade de alterações. Seria uma Constituição enxuta e com as principais diretrizes morais que orientariam a Nação.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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CONGRESSO CONTAMINADO

Todos sabem que o maior problema do Brasil atual é a nossa Constituição, criada em 1988. Ela é tão aberta que dá aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, terem posições tão diferentes entre si que vemos quase todos os dias decisões absurdas deles. Temos de repensar este assunto para o Brasil avançar, para mim está muito claro. Dias atrás, o candidato a vice na chapa de Bolsonaro, general Mourão, propôs, com ousadia, criar uma nova Constituição, feita não por eleitos, mas sim por um grupo de notáveis (coisa que não falta no Brasil, apesar de tudo) e referendada pelo povo brasileiro. Nossa, ele tomou pau de todos os lados: de políticos a jornalistas e analistas políticos. Coincidentemente, defendo isso há muito tempo, pois não acredito que este Congresso Nacional, tão contaminado, consiga fazer uma nova Constituição isenta e melhor que a existente. Certamente, eles vão aprimorar e fechar as portas abertas existentes, para se protegerem mais ainda, pois depois de 20 anos eles sabem muito bem onde o calo ainda aperta.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

  

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PLATAFORMA IRREAL

Concordo plenamente com o general Mourão em que o Brasil necessita de uma Constituição nova mais enxuta, feita por especialistas e depois aprovada por um plebiscito. Uma das causas da falência do Estado é a "Constituição Cidadã", feita por políticos que a tornaram uma plataforma política irreal. Nela existem muitos direitos e poucos deveres e responsabilidade. Trinta anos depois, temos um Estado inchado de muitos funcionários públicos regiamente pagos, semifalido, que gasta mais do que arrecada, com uma imensa dívida pública, quase impagável, e que perdeu quase toda a capacidade de fazer investimentos.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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POR QUE O MEDO?

Só no período republicano o Brasil já teve seis Constituições. A primeira, de 1891, e a última e atual, de 1988, resultando num período médio de 19 anos para cada mudança. A atual já vigora por 30 anos, período em que o País teve hiperinflação, cinco planos econômicos, dois impeachments, a maior corrupção da história com o mensalão e o petrolão sob o mesmo presidente, que está preso, 14 milhões de famílias ociosas dependentes de mesadas, crise institucional nos Três Poderes, o maior desemprego, a maior criminalidade, a pior educação, a pior saúde, 99 emendas constitucionais e um atentado contra o líder na corrida eleitoral. Mesmo assim, os sábios de ocasião criticam propostas para uma nova Constituição. Após exatos 30 anos da promulgação da atual Carta Magna, as regras do jogo estabelecidas em 1988 já se tornaram altamente prejudiciais para um desenvolvimento sustentável do País. Os problemas não estão nos detalhes, nem no tamanho, mas nos princípios fundamentais, que correspondem ao DNA da nação decorrente. Alguns desses princípios não estão explícitos, mas distribuídos na letra de inúmeros artigos, criando o viés constitucional que impede mudanças por simples emendas. Um dos mais graves é o princípio da presunção de inocência, herança do ranço da ditadura que leva à impunidade, aos impasses no STF e à pantomima dos direitos de Lula. Outro é o princípio absolutamente esquerdizante dos direitos grátis, sem reciprocidade desenvolvimentista, que leva ao absurdo de em um único artigo garantir 11 direitos sociais abrangentes para toda a população, por conta do Estado, ou seja, do contribuinte. Outro é o princípio da tutela do povo pelo grande irmão Estado, obrigando-o a votar para "aprender a votar" reconhecendo, mas insistindo em manter, a baixa qualidade do voto que leva aos Tiriricas e corruptos da vida. Mais um princípio deletério, dentre outros, é a farsa da soberania popular começando pelo preâmbulo, que, em vez de declarar que "nós, o povo brasileiro, promulgamos (...)", declara "nós, representantes do povo, em Assembleia Constituinte, promulgamos (...)", rebaixando descaradamente o povo ao terceiro lugar, nada soberano. Só os maus brasileiros temem uma nova Constituição, a única solução para uma mudança nos rumos do País.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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PODER ARMADO

O artigo "Militar ou não militar" ("Estado", 18/9, A2), de Fernão Lara Mesquita, cita o fato de que o poder, mais que tudo, corrompe, referindo-se ao poder armado. Lembro ao articulista que o então presidente Médici, ao ser proposto por um grupo de políticos para ter seu mandato prorrogado, recusou peremptoriamente, afirmando que o poder corrompe, corrompe sempre e ele não desejaria ser corrompido. Toda regra tem exceção.

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

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MILITARES NO PODER, PELO VOTO

A cada dia fica mais claro o novo momento de corte na história política brasileira. De um lado, a classe política com séria rejeição, de outro, parcelas da população pedindo a intervenção militar e, diante dos últimos e trágicos acontecimentos, a possibilidade de o capitão Jair Bolsonaro - sem partido, sem dinheiro do fundo partidário e sem horário de rádio e TV - ir ao segundo turno ou até vencer a eleição presidencial já no primeiro. E ainda a adesão dos militares às eleições. Além do cabo Daciolo e do general Mourão, candidatos a presidente e a vice, temos 533 candidatos militares, um número 12 vezes maior que nas eleições de 1994, quando os militares eram apenas 43, e 39% superior aos registrados em 2014. Os militares assumiram o poder em 1964 atendendo ao apelo da sociedade civil. O Brasil de então vivia grande efervescência ideológica e logo surgiu a luta armada, combatida pelas forças oficiais. Como em qualquer guerra, ocorreram excessos de ambos os lados. Mas, após a anistia e a redemocratização, os adversários dos militares construíram a narrativa em que se apresentam como vítimas e os governantes da época, como carrascos. Muitos, a título de terem sido perseguidos, receberam polpudas indenizações e têm pensões pagas pelo cofre público, o que escandaliza a sociedade. Tanto que o próprio povo demonstra descrença e temos hoje o ambiente favorável à participação do militar na política sem a necessidade de quebra institucional. Pelo caminho democrático do voto.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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URNAS ELETRÔNICAS

O ministro Dias Toffoli, em resposta ao candidato Jair Bolsonaro, alegou que as urnas eletrônicas são confiáveis. Eu não tenho dúvida quanto a isso, quem não são confiáveis são os administradores do sistema agindo a mando do TSE/STF. A programação permite que sejam manipulados os resultados, como também não são confiáveis as pesquisas eleitorais, a mídia, as loterias da CEF, etc. Será que todos os brasileiros acreditam na lisura da Mega Sena, naquele papo de que os ganhadores são pessoas de passagem em cidades pequenas e outras tantas evidências mal esclarecidas? Será que acreditam também que Dilma Rousseff teria ganhado de Aécio Neves em Minas Gerais, nas eleições de 2014? Tudo é muito estranho, como o atentado a Jair Bolsonaro, será que está sendo investigado adequadamente, para descobrir quem são os mentores? Será que não são os mesmos que assassinaram Celso Daniel e as sete testemunhas ligadas ao caso? Toninho de Campinas e tantos outros acidentes suspeitos e não devidamente investigados? Uma coisa é certa, o PT tem muito dinheiro, aliás, roubado dos brasileiros, e está fazendo uso dele para retornar ao poder. Daí uma pergunta, qual o benefício de tornar o Brasil uma Venezuela, será que há algum motivo que desconhecemos para degradar ainda mais o nosso Brasil? Quanto às eleições, uma sugestão: convidem especialistas do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) para acompanharem todos os sistemas. Se são realmente confiáveis, como diz o ministro, não haveria razão para não fazê-lo.

Waldir Cassapula waldir.cassapula@uol.com.br

São Paulo

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APURAÇÃO SECRETA

O ministro Dias Toffoli, agora na presidência do STF, contesta a afirmação do candidato presidencial Jair Bolsonaro quanto à vulnerabilidade das "urnas eletrônicas". Nós, brasileiros de bem, é que contestamos a sua inexistência de garantia constitucional para quem foi o voto do eleitor. Como o senhor poderá nos garantir que, votando nestas arapucas eletrônicas, o voto foi para aquele candidato que o eleitor votou? Ainda não me esqueci da eleição de 2014, com apuração secreta.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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COMO OS RELÓGIOS DE PONTO

Os candidatos e os eleitores não confiam nas urnas eletrônicas e a Justiça se nega a imprimir o voto, alegando que as urnas eletrônicas são confiáveis. Se as urnas eletrônicas são confiáveis, os relógios de pontos eletrônicos também não são confiáveis? Por que os empresários, por lei, são obrigados a imprimir o comprovante do ponto de seus funcionários e a Justiça Eleitoral está isenta dessa responsabilidade? 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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SUSPEITA

Muito suspeita a negativa do ministro Toffoli sobre a possibilidade de fraude nas próximas eleições. Por que essa suspeição? Não podemos nos esquecer de que em 2014, durante a campanha eleitoral, Toffoli era o responsável pelo controle da eleição para presidente no Nordeste. Durante uma semana, suspendeu a publicação dos resultados daquela eleição para verificação das urnas. Comentou-se, entre os entendidos, que isso era para constatar se as alterações introduzindo 1% a mais nos votos para Dilma sobre o candidato José Serra. O resultado foi este: Dilma ganhou com vantagem de 1% sobre Serra. Agora, na próxima eleição, em outubro, essa vantagem poderá ser transferida para Fernando Haddad, e assim o próximo presidente será Haddad. Essa alteração é apenas para presidente, e não para governador.

Waldomiro Benedito de Carvalho waldomiroxuca@globo.com

Itapetininga

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FISCAIS

Dias Toffoli disse que as urnas serão fiscalizadas por órgãos internacionais. Quem são? Por que precisamos de outros países para nos fiscalizar? 

Angela Wirth Quartim Barbosa angela@bocadaonca.com.br

Presidente Prudente

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CONFUSÃO

As eleições de 2018 têm se tornado um cansativo conjunto de informações que, ao invés de ajudar o eleitor, acabam confundindo. Diariamente somos massacrados por institutos de pesquisa, comentários de jornalistas, cada um com seu conceito, referente a cada candidato, que ao invés de esclarecer confundem o eleitor. Quanto aos institutos de pesquisa, a metodologia, a meu ver, é totalmente equivocada, favorecendo determinado candidato, seja por preferência ou não, alinhamento com os demais candidatos, etc. Esta não é apenas minha opinião, mas a de várias pessoas com quem conversei a respeito. Não é possível, num universo de 5 mil municípios, tomar como base de pesquisa 2 mil pessoas. Portanto, esse tipo de informação, sejam pesquisas e comentários de jornalistas, podem sim induzir o eleitor. Enquanto não tivermos educação cívica, teremos sempre este grave problema para nossa imatura democracia. As eleições de 2018 tendem a serem marcadas por falta de consciência cívica, desinteresse do voto e, principalmente, por fatores ligados a pesquisas, debates que não esclarecem e só servem para ataques pessoais e comentários dos ditos jornalistas políticos, cada um com sua preferência. Vai demorar para termos uma campanha com candidatos que transmitam para o eleitor apenas suas ideias e programas de governo, e não o blá, blá, blá de sempre.

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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PARA O FUTURO PRESIDENTE

Em 1990, aos 53 anos de idade e 30 de formado, fui convidado a assumir a presidência de uma empresa de Engenharia. Esta possuía um grande passivo, mas, por outro lado, apresentava uma perspectiva de contratos a celebrar que asseguravam sua recuperação e grandes resultados futuros. Senti insegurança em aceitar o convite, mas todos quantos eu consultei transmitiram-me a certeza de que, com meu acendrado amor ao trabalho, eu teria sucesso. O presidente Collor caiu e os contratos previstos não se concretizaram. A falência foi inevitável e, com ela, a perda dos poucos bens que eu amealhara, incluída a inacreditável perda de meu último teto, um modesto apartamento, pago e quitado há anos. Por essas razões (ou não), contraí câncer e acabou um casamento de 26 anos. Pois bem: tudo isso passou e hoje sou um homem completamente feliz. Pergunto: como é que o nosso futuro presidente fará para conseguir recuperar uma "empresa" chamada Brasil, com 90% de seu PIB já comprometido pelo inevitável custo Brasil? Como eliminará os abusos e "direitos adquiridos" que compõem esse absurdo custo? Como explicará a todos os seus eleitores quais as razões pelas quais não conseguirá executar as inadiáveis reformas? A ver...

Celso C. Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo

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TEATRO DE QUINTA

É necessário um consagrado diretor de encenação teatral para a ágora tropical (campanha presidencial). A tragédia (drama) e a comédia (farsa) são uma catarse de quinta categoria. Tudo é muito canastrão. Das sabatinas e dos debates aos atentados, tudo é de péssima qualidade. Nem mesmo o atentado foi político ou ideológico. Não passou de um ato de um coadjuvante amador e doente mental. Nem mesmo a imprensa escapa da mediocridade! Preparemo-nos: daqui a dois anos haverá o repeteco municipal. Alcaides e edis nas campanhas vis.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo 

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REFORMA POLÍTICA

"Apenas 3 candidatos querem fim da reeleição" ("Estado", 17/9, A19). Não há motivo para controvérsia. Se o eleito é contra a reeleição, simplesmente não a buscará.

Fausto Ferraz Filho faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

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CACHAÇADA

Segundo vídeo que gira pela net, o ministro dias toffoli (minúsculo mesmo) estava totalmente embriagado na sua posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Era posse de ministro ou comemoração de sucesso no vestibular? Por ser um analfabeto jurídico, estou em dúvida! Questionei-o no site do STF, devidamente protocolado, mas ele não responde. Quem sabe por aqui responderá.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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DISCURSO DISSIMULADO

Dias Toffoli, presidente do STF, afirmou que vai proteger a Operação Lava Jato. Ué, não foi ele que soltou o José Dirceu?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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'VEM PRA CAIXA VOCÊ TAMBÉM!'

Beber um vinho cuja garrafa custa R$ 30 mil não é problema se o seu proprietário tem renda suficiente para comprá-la. Isso é facilmente verificado pela equipe da Receita Federal. Parece que a Caixa Econômica Federal paga altos salários aos seus funcionários, que é o caso do irmão do ministro da Suprema Corte Dias Toffoli. "Vem pra Caixa você também!"

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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ESCRAVOS DA BUROCRACIA

O artigo de sr. Ives Gandra da Silva Martins ("Como a burocracia destruiu o País", "Estado", 15/9, A2) é digno de ser colocado em murais de qualquer repartição deste país. Muito esclarecedor o porquê das dificuldades que temos na vivência do dia a dia de quem necessita de qualquer coisa do Estado. Muitas vezes eu me perguntei: "será que sou somente eu que vejo que alguma coisa está errada nesta parafernália que os burocratas estão inventando para prejudicar quem quer trabalhar?". Foi muito feliz em abordar esse assunto o sr. Ives Gandra. Revelou que não estou pensando errado nem sozinho. Até onde continuaremos escravos da burocracia? Escravos destes burocratas que acham engraçado rir dos pobres contribuintes? Que sentem enorme prazer em prejudicar quem quer trabalhar? Parabéns.

Luzaron De Marrecas luzaron@hotmail.com

São Paulo

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AS HIDRELÉTRICAS DA AMAZÔNIA

Fiquei decepcionado com o artigo do professor José Goldemberg publicado no "Estadão" de 17/9, sob o título "O TCU e as hidrelétricas na Amazônia", no qual o ilustre autor analisa os prós e contra nas construções de hidrelétricas na citada região. Sem discordar das demoras nas decisões dos órgãos governamentais e a perda da autoridade do Executivo, que realmente é de pasmar, embora previsível, estranhei o pouco potencial da energia fotovoltaica, implícita nas suas observações. Segundo o Atlas Brasileiro de Energia Solar, diariamente incide entre 4.444 Wh/m² a 5.483 Wh/m² no País. Estes dados nos dão uma ideia do potencial da nossa energia fotovoltaica. A publicação da Resolução Normativa 4822012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e sua revisão em 2015, ampliou as possibilidades da geração dessa energia, com a introdução do Sistema de Compensação de Energia, permitindo a conexão de sistemas fotovoltaicos à rede de distribuição, transformando cada uma de nossas residências em potenciais fornecedores de energia elétrica, através da energia solar. Em termos de custo/benefício, as hidrelétricas na Amazônia, que é no geral uma vasta planície, implicarão a derrubada de milhares de árvores, que são responsáveis pelas chuvas que irrigam as fazendas do Sudeste e do Centro-Oeste. A este fator somam-se as extensas linhas de transmissão necessárias para levar a energia elétrica aos centros consumidores. Há de levar em consideração, ainda, a destinação da fauna e o deslocamento dos habitantes da região. Por fim, acredito que ao governo cabe punir exemplarmente aqueles que promovem a derrubada das árvores naquela floresta, que com certeza é a nossa maior riqueza, não sendo válido comparar a área derrubada ilegalmente com as áreas a serem alagadas oficialmente. Ambas devem ser evitadas, pois já se derrubaram árvores demais ali. Não é uma questão de ser ou não um ambientalista, mas, apenas, de entender que as decisões governamentais devem se orientar pela relação custo/benefício, incluindo aí a preservação do meio ambiente, pois nossa qualidade de vida depende dessa premissa.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CAMPANHAS ANTIVACINAS

Excelente a reportagem sobre o jornalista Brian Deer, que desmascarou o médico Andrew Wakefield, na Grã-Bretanha, em relação à fraude no estudo científico sobre a relação entre o autismo e a vacina tríplice viral ("A descoberta de uma fraude", "Estado", 17/9, A17). Entretanto, esse médico encontra-se radicado nos Estados Unidos e continua fazendo campanhas antivacinas. O movimento ainda é muito grande por lá, por causa da controvertida morte (ou suposto suicídio) do médico Jeff Bradstreet, em 2015. A hipótese dele era de que o timerosal, conservante à base de mercúrio (com meia-vida de mais de 45 dias) e tóxico aos rins, poderia não ser totalmente eliminado do organismo e haver efeito cumulativo por causa da aplicação de seguidas vacinas. Entretanto, nenhum estudo científico comprovou tal hipótese ou sua relação com o autismo. Diversos países já abandonaram totalmente o uso do timerosal, ou ainda seguem progressivamente substituindo o conservante nas vacinas. De qualquer forma, a retomada da imunização é muito importante para a saúde pública, assim como a transparência na informação científica e a divulgação pela imprensa.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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