Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2018 | 03h00

CAMPANHA ELEITORAL

A marcha da insensatez

Em carta divulgada na quinta-feira, Fernando Henrique Cardoso descreve um quadro eleitoral preocupante e diz que ainda há tempo para deter o que denomina, à maneira de Barbara Tuchman, a marcha da insensatez. O veterano político sabe, porém, que, a duas semanas das eleições mais crítica dos últimos tempos, quase no fim de uma campanha carregada de ressentimentos e ousadias contra a Justiça emitidas de dentro da cadeia por um condenado que demonstra não estar minimamente interessado em harmonia nacional, e logo após o atentado contra o candidato que lidera as sondagens, será difícil reverter o rumo da agressividade e da intolerância reinantes. Nesse sentido, seu apelo se nivela às propostas irrealizáveis dos candidatos a que se refere no texto. Só nos resta rezar para que, após o processo eleitoral, as forças que se digladiaram entendam a gravidade dos problemas a serem enfrentados, reúnam os cacos e entendam que, como o próprio FHC finaliza, a Nação é o que importa neste momento histórico.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Chamamento tardio

Em 1989 não houve coalizão do centro democrático, que ficou de fora do segundo turno, disputado por Lula e Collor. Em 2018 tampouco há coalizão do centro para evitar a atual polarização entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, que rumam em direção ao segundo turno. A fragmentação do centro, a radicalização política e a polarização ideológica dos extremos são fruto e consequência do presidencialismo, do personalismo e do centralismo, que enfraquecem os partidos, os programas e o federalismo. O chamamento contra a marcha da insensatez parece tardio, quando já se está à beira do precipício e sem consenso para uma conciliação nacional.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Toada sombria

A carta aberta divulgada pelo ex-presidente Fernando Henrique aos eleitores e eleitoras é contundente, lúcida e verdadeira. Ao que tudo indica, no entanto, chega tarde demais. O tão esperado apoio do chamado Centrão a Geraldo Alckmin – o único candidato que, segundo FHC e os brasileiros de bom senso, tem “melhores condições de êxito eleitoral” entre os candidatos de centro para evitar o “aprofundamento da crise econômica, social e política” – não se concretizou, e não foi por acaso. Como muitos previram – e acertaram –, esse Centrão, que de centro não tem nada, é um mero apanhado de parlamentares interessados na própria reeleição e nos conchavos vindouros do próximo governo, seja qual for. O cenário do País, neste momento em que os líderes nas pesquisas se pautam pelo discurso populista, rasteiro e demagógico, é, sim, dramático. E a única forma de deter a “marcha da insensatez” seria votar em candidatos sensatos, tanto para o Executivo como para o Parlamento. Voto é coisa séria e votar exige consciência e aprendizado. As perspectivas para o próximo pleito são, infelizmente, desanimadoras. A continuar esta toada sombria, é bem possível que FHC tenha de reescrever essa mesma carta nas eleições de 2022.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Nome aos bois

Em editorial, a revista britânica The Economist diz que Jair Bolsonaro é uma ameaça ao Brasil e à América Latina. Diz também que a economia do País “é um desastre, as finanças públicas estão sob pressão e a política está completamente podre”. É verdade, mas omite que tudo o que o País vive hoje se deve ao “exemplar” governo do PT e que muitos petistas se encontram presos, especialmente o chefão Lula da Silva, condenado e trancafiado. Falar é fácil, o duro é dar o nome aos bois que saquearam o Brasil. Será mais uma obra de petista descontente?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Ameaça à democracia

Infelizmente, a visão a distância da prestigiosa revista The Economist acusa certa miopia. A meu ver, a verdadeira ameaça à democracia em nosso país é o lulopetismo, tão venerado por incautos, alimentador da corrupção monstruosa que se instalou ao longo do nefasto governo petista e tendo o candidato Fernando Haddad projetando a imagem do seu mentor, Lula da Silva, preso por crimes comuns, a quem pretende submeter-se política e moralmente, caso eleito.

PAULO EDUARDO GRIMALDI

pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

ATENTADO A BOLSONARO

Crime imperfeito

Não existe crime perfeito. Por mais que a polícia não queira enxergar, o fato mais importante no crime contra Bolsonaro não é a faca, mas a presença de quatro advogados de uma renomada banca caríssima de Belo Horizonte, a que poucas pessoas têm acesso, surgidos de imediato, vindos de avião particular, para a defesa do agressor Adélio Bispo de Oliveira. Alguém acredita que esses advogados tenham aparecido de livre e espontânea vontade, sem terem sido contratados por pessoas interessadas em afastar da eleição o presidenciável mais bem colocado nas pesquisas? Usando o raciocínio lógico, é fácil concluir que havia um plano A e se não desse certo, como não deu, pois Bolsonaro sobreviveu e Adélio não foi linchado pelos manifestantes nem morto pela polícia, já havia um plano B, com os advogados adrede preparados a fim de impedirem que o criminoso falasse algo comprometedor. Só não vê quem não quer. 

JOSÉ OLINTO OLIVOTTO SOARES

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

Siga o dinheiro

Adélio Bispo de Oliveira, que quase conseguiu matar Jair Messias Bolsonaro, apesar de sua pobreza, vivia viajando por vários Estados, hospedando-se em hotéis simples ou pensões baratas, sim, mas inacessíveis a um desempregado. O militante esquerdista há anos vinha se preparando para o atentado que pôs em prática em 6 de setembro. Lúcido e articulado, alegou ser o motivo de seu crime a divergência política com o candidato. Fez curso de tiro, bem pago, possuía dois notebooks e quatro celulares, conseguiu no mesmo dia quatro advogados bancados por sujeitos ocultos e tinha amigos até na Câmara dos Deputados, que visitava secretamente. Obviamente sua ação foi política, mas para não ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional foi aconselhado a alegar motivação religiosa e agora lhe imputam até insanidade mental. Para quem tem olhos de ver, está tudo muito claro. A quem poderia interessar o alijamento do candidato da campanha eleitoral? Ele é uma pedra no sapato de quem? Follow the money! 

CLÉA M. GRANADEIRO CORRÊA

cgranadeiro@construtivo.com

São Paulo

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CONTRA A ‘MARCHA DA INSENSATEZ’

Raramente concordo com Fernando Henrique Cardoso. Contudo, desta vez, aplaudo com entusiasmo a carta aberta que fez para eleitores e eleitoras, alertando para o risco que corre o Brasil diante da insensatez, do retrocesso e do caos que se antevê com a vitória de Jair Bolsonaro ou Fernando Haddad (“Estado”, 21/9, A9).

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmil.com

Brasília

A VIRTUDE ESTÁ NO MEIO

A atemporalidade dessa máxima aristotélica grita à consciência dos brasileiros. Estamos todos correndo o sério risco de um retrocesso institucional que nos remeteria de volta ao que vivemos no Estado Novo e na ditadura militar. As pesquisas eleitorais para presidente vêm reiteradamente apontando para um segundo turno em que teremos de optar entre um neocaudilho de orientação fascista e um dublê de boneco de ventríloquo preparado para fazer o que seu condenado mestre mandar. Na carta aberta que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou na quinta-feira, ele conclama pela união dos candidatos “que não se aliam a visões radicais” e afirma que o quadro é alarmante, “mas ainda há tempo para deter a marcha da insensatez”. Talvez seja otimista demais esperar que a união proposta por FHC venha a se concretizar. Mas, nestes tempos bicudos, onde mais se agarrar?

José Roberto Monteiro jm6042645@gmail.com

São Paulo 

A ANTESSALA DO INFERNO

Convencido de que dificilmente Geraldo Alckmin conseguirá chegar ao segundo turno, o ex-presidente FHC andou dizendo que, “por exclusão”, terá de apoiar Fernando Haddad contra Jair Bolsonaro, sustentando que o partido deveria seguir a mesma opção. Pelo último Ibope, o petista chegou a 19% e se isolou na vice liderança, atrás do deputado do PSL, que tem 28%. O tucano-mor diz não gostar da volta do PT ao Planalto, mas considera que Bolsonaro seria uma opção pior; um “risco autoritário” permanente e ameaça de “crise institucional” por falta de apoio no Congresso. Já eu penso exatamente o oposto: a volta do PT ao poder pavimentaria o caminho de Lula rumo à liberdade com implicações negativas para a Operação Lava Jato. Com a caneta e o “Diário Oficial” à mão, não há motivo para duvidar de que Haddad ampliaria o loteamento dos cargos públicos com figuras do lulopetismo rejeitadas nas urnas. Na economia, tudo o que se espera do PT é a mais rematada irresponsabilidade fiscal, isso num momento em que o País está quase quebrado, com déficits bilionários. Para tocar seus projetos populistas, o PT teria de descurar-se do ajuste fiscal, ampliando o já absurdo endividamento público, com impacto devastador nos índices de inflação, já se antevendo fuga de capitais temerosos do “efeito Grécia”, alta do dólar, dos juros futuros e queda na Bolsa. Falando nisso, a Petrobrás, saqueada pelo PT, voltaria a ser administrada por gente suspeita e a cotação de seus papéis desabaria. No âmbito das relações externas, o Foro de São Paulo teria uma belíssima sobrevida, com o Brasil voltando a se aproximar de seus cúmplices “bolivarianos” na região e ditaduras na África, entre outros regimes exóticos “irmãos” do PT mundo afora. E nem falei ainda que a vice de Haddad é Manuela D’Ávila (PCdoB), que poderá, eventualmente, vir a tornar-se presidente do Brasil (vários vices assumiram a Presidência). Haddad, presidente, estaria apto a nomear dezenas de novos desembargadores dos Tribunais Regionais Federais e membros dos tribunais superiores, a começar pelo Supremo Tribunal Federal, aumentando – e muito – a presença de ministros “petralhas” na Suprema Corte, pavimentando o caminho para nossa “venezuelização”. Não sei o que os demais pensam. Para mim, é a antessala do inferno.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

TARDE PIASTE

  

Quando Fernando Henrique Cardoso se candidatou a senador, quase não votei nele. Parecia soberbo, prepotente, acima dos outros. Mas votei. Quando, no governo Itamar Franco, estabeleceu a nova moeda e foi vitorioso, bati palmas. Votei nele para presidente e não me arrependi. Fez um governo ótimo. Repudiei os ataques de Lula a ele. Aquilo de “herança maldita” era odioso e mentiroso. Perverso. Vi, no Facebook, ofensas absurdas a FHC, como “canalha” e “ladrão”, o que sei que ele não é. Inventaram o apartamento em Paris, que sei que ele não tem. Mas FHC, agora, só me inspira raiva. Criticamos Marina Silva, que aparece e reaparece de quatro em quatro anos, mas FHC aparece e reaparece entre algumas das muitas viagens que faz ao exterior e, pior, dizendo bobagens. Vontade de gritar “cala a boca, Magda!”. Depois de ter sido xingado, vilipendiado e humilhado pelo PT e por Lula, agora assopra que, entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, vai votar em Haddad? Não há outras opções, Magda, inclusive Geraldo Alckmin, que é do seu partido? E agora, a poucos dias das eleições, vem com a carta em que diz que as forças de centro precisam se unir. Não será um pouco tarde, Excelência? Por que não tentou isso antes? Um ex-presidente da República tem prestígio e enorme representação, e poderia muito bem tentar liderar este bando de picaretas e conseguir a pacificação do País. Mas na última hora não dá mais! Tarde piaste, FHC!

Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo

UNIÃO AO CENTRO

Ainda que invertendo a ordem, eu gostaria de saber, na teoria, se existiria a proposta de FHC em unificar o chamado centrão contra a polarização das próximas eleições, caso fosse Fernando Haddad a estar disparado à frente nas pesquisas de intenção de voto, porque, na prática, há muito tempo sei que o PSDB não passa de um PT que estudou e seus integrantes não são nada além de uns “Lulas” de verniz. Mero exercício de memória, basta relembrar as vezes em que o PSDB foi massacrado pelo PT, mas nunca se defendeu. Certo? Meio que na linha do “um finge que bate e o outro finge que apanha”.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

INSENSATEZ

Prezado senhor ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), sua carta aberta na qual afirma que a situação do País é “dramática” chegou tarde. O centrão, grupo de partidos de apoio a Geraldo Alckmin, a quem vossa excelência prega a união, começa a se dissolver. Deputados da coligação já estão em revoadas à procura de terras firmes para se ajeitarem por mais quatro anos. “Em tempo de murici, cada um cuida de si” (Dionísio da Silva). O seu PSDB já foi derrotado quatro vezes pelo PT, em eleições presidenciais, e já conquistou o penta antecipadamente com o fracasso deste ano. A continuar omisso, em cima do muro quanto a fatos graves por que passamos, como o mensalão, quando o presidiário Lula, com claras evidências de sua direta participação, saiu ileso, e como o petrolão, quando não se ouviu um pio da tucanagem, vai conseguir o hexa muito antes da seleção brasileira de futebol. Nota: suas afirmações e reafirmações de que o PSDB pode se aliar ao PT no segundo turno das eleições de outubro próximo deram conta de quem realmente é insensato.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

A CARTA DE FHC

Nos últimos tempos FHC, que passou pela nossa história, mas hoje vive em doce ostracismo com a nova esposa, costuma sair de seu “tugúrio” no tradicional bairro de Higienópolis, em São Paulo, para dar uns pitacos na política nacional. São tão inoportunos que tenho vontade de dizer-lhe: “Alguém lhe perguntou alguma coisa?”. Esta carta aberta em que ele fala em necessidade de “deter a marcha da insensatez”, contra “soluções extremas”, no ver dele, só é extrema porque tem um forte candidato da direita que tem toda chance de ganhar a eleição para presidente. Nunca FHC teve pruridos de vergonha ao defender a governabilidade de Lula à época do mensalão, apesar das evidências robustas contra ele – e vejam até onde nos levou tudo isso: à reeleição de Lula, à eleição de Dilma Rousseff, à reeleição deste mesmo “poste” e ao Brasil falido, escorchado pelo petismo em prol do sonho de poder bolivariano em toda a América Latina, à custa do nosso erário. Tudo isso devemos exclusivamente a Fernando Henrique Cardoso e a seus pitacos. Que medo é este de alternância de poder que o faz sair publicando suas elucubrações supostamente em defesa do centro político, quando está mais do que claro que só o que lhe interessa é o bem da esquerda nas figuras de Haddad-Lula? 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

NHÉM, NHÉM, NHÉM

Na carta tardia de FHC pedindo união, faltou explicar não apenas sua ausência das ruas, como a de Lula, Dilma, Temer, Collor, Sarney... Estes, que agora se intitulam moderados, costumam aparecer com soluções de última hora para problemas que deveriam ter sido enfrentados quando ainda distribuíam santinhos e tapas nas costas de seus correligionários. Despidos de humildade, inebriados pelo poder, tornaram-se intelectuais de apartamento, enriqueceram na política, marcaram presença nos melhores circuitos gastronômicos do mundo, escreveram, fumaram “seu cubano”, mas, vejam só que deslize, esqueceram que são parte indissociável do cerne da (mal)dita desunião, que principia no desprezo absoluto pelas mazelas do Brasil e do povo brasileiro, avança para um quadro de estagnação indesculpável, culminando na atual miséria, principalmente ética, a que todos nós estamos submetidos. 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

SÓ AGORA?

Durante anos vimos o ex-presidente “Lulla”, poderoso à época, tripudiar, pisar e menosprezar o governo FHC, chamando-o de “herança maldita”. Por mais que pedíssemos a FHC uma posição, o silêncio foi sua arma. Agora, vem demonizar uma mudança de rumo exigida pela população, depois do estrago proporcionado pela esquerda no poder? Esquerda que ele vem camuflando em seu coração há décadas, mas somente diante de uma alternância em nossa democracia resolve fazer uma carta à nação brasileira, da qual ele se esqueceu durante 15 anos? Ameaça-nos com um fim como o da Venezuela, caso o candidato Jair Bolsonaro, de direita, seja eleito? Ora, FHC, hoje nós, brasileiros, sentimos o cheiro de mais do mesmo em suas declarações e, como dizem nas redes sociais, “o PSDB é o PT de banho tomado”. Melhor repensar suas estratégias, se tiver condições.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

MUDANÇA NECESSÁRIA

Há tempos venho criticando os tucanos pelo ranço ideológico que persiste na cabeça deles, principalmente de FHC. Se tivemos 13 anos perdidos nas mãos de gente mal intencionadas e bolivariana inspirada no Foro de São Paulo, foi graças ao PSDB, que, mesmo levando chumbo, parecia estar satisfeito em poder manter o seu irmão desajustado no poder. Tudo começou quando FHC preferiu Lula a José Serra em 2002, abandonando-o numa campanha praticamente isolada do partido, só porque o seu amigo dos tempos das Diretas precisava um dia ser presidente. Com isso, perdemos 13 anos, fora a conta enorme que nos sobrou para pagar. Que venha, agora, um sangue novo e com novo rumo politico, para ao menos mostrar que existe um outro jeito de governar o País. Viva a democracia, viva a alternaria de poder. Só assim podemos ter uma saudável concorrência, para saber que tipo de política dá mais certo. Chega de 30 anos de socialismo que, de tantos direitos e privilégios que deu, nos deixou este monstrengo que é a corporação formada pelos Três Poderes e as estatais, nos quais o inchaço, a ineficiência, os altos salários e as despesas absurdas imperam e aos quais políticos e pessoas corruptas se agarram sistematicamente.

Miguel Pellicciari mptengci@uol.com.br

Jundiaí 

APELO AO BOM SENSO

Ao falar em união das esquerda, FHC já considera o candidato do PSDB fora de qualquer possibilidade de chegar ao segundo turno, fato este comprovado nas pesquisas, e apela ao bom senso e à sensatez para derrotar um mal maior, Bolsonaro.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

CAIU A FICHA

É triste termos FHC como líder de um partido de centro que sem dúvida nenhuma é o mais preparado para governar (não é radical de esquerda atrasado nem direita que invade a vida pessoal do brasileiro), mas que por longo tempo abandonou seus candidatos e viu apenas aos 44 minutos do segundo tempo que precisava apoiar Geraldo Alckmin, senão perderá para Bolsonaro ou para seu querido amigo Lula. Espero que tenha acordado a tempo e assuma posição contrária ao PT, enfim. Chega de apanhar e ficar todo “pimpão” com esse partido. Se não se importa por sua pessoa, que o faça por nós, brasileiros que depositamos votos no PSDB. Enquanto o culto FHC se calou, favoreceu o PT, e seus fiéis eleitores, com toda razão, saíram para outro candidato que se declara anti-PT. Caiu a ficha? Ou ainda não? 

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

NO ATAQUE

Geraldo Alckmin, com 4% de intenção de votos, vem atacando Bolsonaro, que está com 28% e que se encontra hospitalizado. Difícil está imaginar sua intenção desses ataques, porque está perdendo de goleada.

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

DERROTA À VISTA

Estou tendo o prazer de ver o enterro do iluminado Geraldo Alckmin (PSDB) e seus áulicos que tiveram a pretensão de elegê-lo presidente (quando, em 2016, impediram Serra de derrotar Lula). Vai para a pindaíba.

Carlos Norberto Vetorazzo cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

UM TIRO NO ESCURO

Assistindo a mais um debate, continuo achando que, tecnicamente, os capacitados a governar o País são Alckmin, Meirelles e Álvaro Dias. Mas o povo quer o poste arrogante e o internado no hospital, que nem sequer participa dos debates e não pode expressar seus planos de governo. O povo está dando um tiro no escuro. Estou pasma. 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

FATO NOVO

De todo o lixo que está disputando a Presidência da República, a senadora Ana Amélia se destaca como um raio de luz em meio à escuridão. Geraldo Alckmin segue impávido rumo à derrota anunciada, incapaz de alcançar dois dígitos nas pesquisas de intenção de voto. Alckmin poderia fazer a gentileza de trocar de lugar com sua vice, Ana Amélia, uma ação que pode mudar a sorte desta eleição. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

CAUTELA

Por pouco a facada não mata Jair Bolsonaro. Mesmo internado, o candidato cresceu e tomou a dianteira nas pesquisas eleitorais. Confirmada sua liderança e a tendência de ir ao segundo turno ou, até, de vencer no primeiro, o capitão é alvo de ataques dos concorrentes. Devem eles se acautelar para não provocar o efeito-fermento, em que o atacado, quanto mais apanha, mais cresce. Já sabemos quem, entre os candidatos, tem e os que não têm possibilidades de eleição. Só falta saber como será o desempenho de Haddad, se ele conseguirá os votos transferidos de Lula ou se os perderá para Ciro Gomes e Marina Silva, que também os disputam. Também não se sabe qual o tamanho do espólio lulista. E Alckmin, apesar do maior tempo de rádio e TV, patina e corre o risco de perder aliados, além de não ter presentes em campanha as lideranças do próprio partido. Ao eleitor só resta procurar informações sobre os candidatos viáveis e direcionar seu voto ao que melhor lhe parecer. Mas deve tomar cuidado com as “fake news”, que certamente aparecerão... 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

POLARIZAÇÃO

Depois de mais de 20 anos de polarização na disputa presidencial entre os melancias (verde por fora e vermelhos por dentro) e os mortadelas (vermelho total), parece que nestas eleições a polarização vai mudar e ser entre os mortadelas e os verde e amarelo.

Maurício Lima  mapeli@uol.com.br

São Paulo

ELEIÇÕES E O SEGUNDO TURNO

Pelo cenário político atual, há uma significativa probabilidade de dois candidatos irem ao segundo turno: um em tratamento depois de um atentado gravíssimo, preso à UTI hospitalar; e outro se tratando de falhas gravíssimas na personalidade, preso à custódia da Polícia Federal. Bem, este segundo, apesar de trancafiado, usa de um sombra que fala e se movimenta orquestrado por si. As organizações alternativas são, por óbvio, bastante organizadas, a ponto de o sombra, seguindo os estatutos da gafieira, pedir e ter o nome deferido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para concorrer ao posto de presidente bossa-nova. E, se vencer, exercerá o mandato por procuração verbal do padrinho: a formal, o futuro mandatário quiçá presidente, como já disse e discursou até imitando a voz do chefe, seguindo criteriosamente a pauta que o preso da Polícia Federal ditar, atitudes que encerram a ideia de “fatos públicos e notórios” que a lei dispensa provas, no caso a procuração. Porém, sendo funcionário público de autarquia (USP), seu comportamento deveria ser mais parcimonioso. O princípio da moralidade administrativa passou batido. As constantes visitas ao preso, que têm evidentes interesses na administração pública (Poder Judiciário), e servindo o sombra candidato de pombo-correio (toda semana pousa em Curitiba e pega a agenda dos dias seguintes), corre-se o risco de nosso ex-alcaide, se a sorte o contemplar, de acordo com pesquisas, adentrar ao Planalto com o pé esquerdo: alguém deixou escapar ser vontade do professor puxar Lula para algum ministério, não muito sério, se algum writ vingar até o fim do ano calendário. Enfim, tudo é possível abaixo dos trópicos, até mesmo, enquanto não forem muito bem esclarecidas as infinitas dúvidas que o procurador candidato (nas horas vagas advogado do chefe) não discriminar em detalhes: o indulto, graça ou seja lá o que for, sai ou não sai? Aliás, hoje como funcionário público autárquico, não pega bem ficar patrocinando interesses subalternos na administração pública. E Lula tem muitos interesses, principalmente em eleger o sombra à chefia do Executivo, azeitando portas e portões que começarão a se destravar a partir de 2019. Cuidado com a galera do Ministério Público, que pode ver nessa amizade exagerada uma afronta à Lei 8.249/92, que em seus artigos e incisos equipara o agente, professor da USP e candidato, nessa constância de levar e trazer recadinhos seja lá para quem for, o intuito de obter vantagens ou influenciar via embargos auriculares a quem de direito em nome do custodiado, uma flagrante conduta típica de improbidade administrativa. Mas parece que essas leis burguesas a partir do ano que vem serão todas revogadas, então deixa para lá... 

Arnaldo Cordeiro Montenegro ac.montenegro@uol.com.br

São Paulo

CECILINHA PAZ E AMOR

Estou me retirando da arena. Minha filha me convenceu. Realmente, analisando os últimos tempos, cheguei à conclusão de que a insensatez e a agressividade correm soltas a ponto de nas Minas Gerais um candidato ser barbaramente esfaqueado e a polícia até agora nada esclarecer a respeito. Os dois líderes nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, um na cadeia (sala privada na Polícia Federal transformada em comitê de campanha) e outro no hospital, dirigem seus subordinados rumo ao caos, penso eu. Agressividade, mentiras, insultos, promessas vazias, enfim, é desesperador o rumo que o País está tomando. O povo que tem a arma na mão, o voto, pelas pesquisas, vai reeleger corruptos e põe um presidiário como líder. A perspectiva de sermos governados por um ventríloquo diretamente do xadrez me enche de revolta! Enfim, que as forças do universo trabalhem a nosso favor.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

ENSINO À DISTÂNCIA

Enquanto o candidato Jair Bolsonaro prega por mais ensino à distância, o “candidato” preso quer é distância do ensino.

Harry Rentel harry@countryroad.com.br

Vinhedo

                  

FALEM MAL, MAS FALEM DE MIM

Lula foi julgado pelos vários crimes que cometeu contra a Nação, mas, de dentro da confortável sala de 15 m2 na Superintendência da Polícia Federal, berra e dá ordens a seus “companheiros” e a quem ele bem entender – se bobear, vai presidir o País de lá mesmo. Realmente, o Brasil é um pais “sui generis”, basta ser um criminoso como ele, Marcola, Fernandinho Beira-Mar, Suzane Von Richthofen e outros mais, para se tornar um ícone para a mídia. E aí aquele velho jargão funciona: “Falem mal, mas falem de mim”. É triste, mas é a nossa realidade.

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

DECLARAÇÃO DE APOIO

Se haviam dúvidas quanto a votar em Jair Bolsonaro, o ministro do Supremo Gilmar Mendes deve ter incentivado milhares de eleitores que estavam em dúvida ou tinham restrições a Bolsonaro. Com o nível de rejeição que Gilmar Mendes tem entre os brasileiros, com sua declaração de que “caso Bolsonaro seja eleito, saio do STF”, não há melhor apoio ao candidato. Melhor que isso, só se Ricardo Lewandowski tomasse a mesma atitude.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

A QUEDA

“Cada macaco no seu galho”, reza a sabedoria popular. Quando um King-Kong da imprensa internacional, especializada em assuntos econômicos, pula desse seu “galho” para outro, a análise política da situação de países que não o seu, sem avaliar bem a capacidade que tem o novo local para suportar o peso de um símio de seu porte, corre o risco de sofrer uma queda do alto de sua prestigiosa árvore. É o caso da revista “The Economist”, que teve um artigo seu publicado na quinta-feira (“Estado”, 21/9, A7) sobre a ameaça que uma das candidaturas à Presidência do Brasil nas próximas eleições representa para, segundo o artigo, a maior democracia da América Latina. Sem fazer ressalvas ao conteúdo da publicação que, em essência, apresenta argumentos muito sólidos sobre a referida ameaça, o que é condenável é a atitude tendenciosa adotada no artigo. O que seria de esperar é que o título e o conteúdo tratassem das mais recentes ameaças da América Latina, no plural, e não no singular. A menos que a revista complemente com um novo artigo, o que faltou foi incluir neste a ameaça existente com a candidatura que se encontra no outro extremo. Como pode este órgão da mídia desprezar a ameaça à democracia representada pela volta ao poder de um partido que quando governou nosso país só fez flertar com todas as ditaduras existentes na América Latina e no resto do mundo, principalmente as de esquerda? Um governo que criou um fórum unicamente para cultuar ideias ditas socialistas (sic), mas que na verdade são simplesmente terroristas/comunistas. Um governo cuja única preocupação foi a manutenção do poder a qualquer custo, como todo regime ditatorial adota, nem que para isso fosse preciso “fazer o diabo”, leia-se praticar os maiores atos de corrupção pública já presenciados pelo País, ou melhor, pelo mundo, ou melhor ainda, pelo universo. Quer dizer que a “The Economist” não considera isso uma ameaça para a América Latina? Essa omissão só pode ser justificável se eles se apegarem à expressão salvadora “a mais recente...”, que usaram no título do artigo.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

O ARTIGO EM ‘THE ECONOMIST’

E lamentável ver gente que não mora no Brasil ditar regras sem saber de nada. Afinal, risco é o PT voltar ao poder e nele permanecer pelo poder ($), afinal de contas lembremos o mensalão e o petrolão, além das cabeças pensantes, como José Dirceu, presas. Bolsonaro já disse diversas vezes que irá governar com o Congresso, ou seja, legalmente. E ainda está em campanha. Sim, existem diferenças, e o melhor exemplo foi o “ético e honesto” Lula, em campanha, dizendo que iria taxar os lucros dos bancos, e, após ser eleito, governar um período em que os bancos mais lucraram. A imprensa precisa deixar de ser ou parecer golpista e analisar que Bolsonaro está em campanha. Apenas criticá-lo é um atentado à democracia.

Zureia Baruch Jr zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

O DESPREPARO DE BOLSONARO

Lula, em 2002, sem o menor preparo para o cargo que disputou, venceu o preparado José Serra. Novamente, em 2006, repetiu a dose vencendo o preparado Alckmin. Em 2010, Dilma, também sem o menor preparo para o cargo, venceu o insistente José Serra. Em 2014, replicando seu guru, abateu o “preparado” Aécio Neves. Agora, em 2018, indagam o que o “despreparado” mas inédito ficha-limpa Jair Bolsonaro pretende fazer na hipótese de chegar à Presidência. Puxa vida, por que não se informam lendo o seu programa de governo, apresentado minuciosamente por escrito, disponível na mídia?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

ALÍVIO GERAL

Fico aliviadíssimo quando vejo toda esta celeuma sobre o Brexit. Tem povo burro e governantes incompetentes no Primeiro Mundo também.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

DILMA NO SENADO

Incrível! Depois de o ministro do STF Ricardo Lewandowski e de o “petista” Renan Calheiros terem rasgado a Constituição e deixado a presidente cassada Dilma Rousseff elegível, pela última pesquisa Datafolha parte do povo de Minas Gerais dá a ela 29% de intenção de votos para o Senado. Será que estes seus prováveis eleitores conhecem a história da maior desgovernança dos últimos tempos, que levou o Brasil à pior recessão de todos os tempos? Ou estão com os olhos vendados, como estavam na eleição de 2014, quando deram a ela e a Fernando Pimentel a maior vitória do PT em Minas Gerais, em eleições até hoje duvidosas, pois foram envolvidas em nebulosas manobras dos lullopetistas? Já que parte da população mineira fecha os olhos para os fatos, por onde andará o Ministério Público Eleitoral?

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

ELEIÇÃO EM ALAGOAS

Pesquisa Ibope: em Alagoas, Renan Filho lidera com 65% das intenções de votos. Quem escolhe os políticos é o povo, pelo voto livre. E, se o povo vota em quem não serve, então quem não serve é o povo que o elege. Só isso.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

                                             

ESTATAIS – NOMEAÇÕES POLÍTICAS 

 

Não, não e não! Não podemos permitir que nossas estatais voltem a ser cabides de empregos dos políticos! Por iniciativa do PP, foi feita nova lei cancelando a anterior, que havia sido sancionada pelo presidente Michel Temer e proibia a nomeação de indicados políticos para empresas públicas e agências reguladoras. Temos mais de 400 estatais que estavam protegidas por essa lei. O presidente Temer não pode sancionar essa lei!

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

O BANQUETE DE MADURO

O ditador Nicolás Maduro, que levou a Venezuela ao caos, deu clara demonstração de que no regime socialista é tudo para a cúpula e a sobra para o povo. Dificilmente sobram algumas migalhas. Enquanto os nossos irmãos venezuelanos estão comendo o pão que o diabo amassou, perdendo peso em virtude de não ter o que comer, o maquinista se empanturrava num restaurante famoso da Turquia. E o que me deixa estarrecido é que, se fizerem uma pesquisa naquele país sobre o ocorrido, o porcentual de favoráveis à atitude do populista deverá ser maior do que os contrários. Tenho muito medo de estarmos caminhando no mesmo rumo. Estejamos atentos.  

 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

DISPARATE

Enquanto o povo venezuelano não tem comida, remédios e empregos, o ditador Nicolás Maduro é flagrado jantando num restaurante de luxo na Turquia. Nota-se que a montanha de dinheiro emprestado pelos governos petistas de Lula e Dilma está sendo muito bem administrada pelo bolivarianismo da Venezuela.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro 

MORTALIDADE INFANTIL

São alarmantes as marcas da mortalidade infantil na Venezuela, situação ainda não denunciada por setores relacionados da ONU – a mesma entidade cujo Comitê de Direitos Humanos emitiu parecer favorável à candidatura do condenado Lula – por pressões dos aliados ao governo Maduro, cujos representantes, em manifestações externas, garantem, no entanto, que todo o povo tem acesso à saúde. Por outro lado, justificam a organismos internacionais que a inegável crise que assola o país se deve aos recentes embargos à sua economia impostos pelos Estados Unidos e pela União Europeia, o que não tem relação com a morte de crianças, intensificada a partir de 2013, bem antes das medidas restritivas. Será que a esquerda brasileira, signatária de manifesto de apoio àquela ditadura, tem conhecimento destes números? Espera-se que sim e que se sinta envergonhada.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

CRIME NÃO ESCLARECIDO

Diz a manchete: ONGs criticam o Brasil na ONU por ainda não serem identificados os assassinos da vereadora Marielle Franco. Ora bolas, a polícia está trabalhando, mas não é fácil. Por que não criticam o alto consumo de drogas no Rio de Janeiro, motivo do crescente volume da violência naquela cidade? Aliás, por que não aproveitam e reclamam dos bandidos, pelo alto número de policiais mortos por eles?

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

CRIMES ACOBERTADOS

Sobre a matéria “Viúva de Marielle vai pedir que ONU pressione Brasil por respostas”, publicado no “Estadão” em 19/9, cada qual julga os outros por si, pois as dificuldades da solução do assassinato de Marielle Franco, numa terra quase de ninguém, onde o crime campeia impunimente, um novo faroeste nacional sem lei, o “cavalo de batalha” das esquerdas nacionais e internacionais sugere que as autoridades estão acobertando criminosos, assim como se fazia nos governos do PT e puxadinhos, quando se  acobertavam muitos crimes. Não é à toa que tantos dirigentes dos governos petistas estão na cadeia, inclusive seu chefe maior, Lula.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

EDUCAÇÃO

Aproveitando o desagradável ocorrido com o Museu Nacional, quero lembrar alguns fatos de nossa história. Deixo bem claro, aqui, que não pretendo defender nem atacar ninguém. O último presidente da República que esteve no Museu Nacional foi Juscelino Kubitschek. Não nos cabe, aqui, julgar por qual motivo lá esteve, mas demonstra algum interesse em saber um pouco da história do País e mostrar à população na época que tínhamos um museu de mesma categoria de outros, mundo afora. De lá para cá, tivemos um esquerdista apeado do governo, um marechal, quatro generais, um político maranhense, um presidente que também foi apeado de seu governo, um mineiro, um pedante sociólogo e, para chegarmos próximos aos dias atuais, dois desastres presidenciais,

e o atual desastre em final de mandato. Podem ter realizado algumas obras benéficas ao povo brasileiro, mas em momento algum se preocuparam com a educação de nossas crianças, de nossa população. A educação é a base principal de uma nação, e faz parte dela o passado de um povo, o que é geralmente conhecido pelos museus, como no resto do mundo. Uma nação que não cultua seu passado dificilmente chegará a um futuro promissor. Vamos torcer para que os próximos governantes se preocupem mais com as gerações futuras, como seria o papel de um verdadeiro estadista. 

Luiz Fernando de Camargo Kastrup duasancoras@uol.com.br

São Paulo

AS RUÍNAS DO MUSEU NACIONAL

Achei ótima a proposta feita pelo antropólogo Eduardo Viveiros de Castro para resolver o problema do incêndio do Museu Nacional, que seria a não reconstrução do museu, mas a conservação de suas ruínas para sempre, mantendo apenas muito limpos e tratados seus acessos e jardins, para que possam servir de amostra do que governos irresponsáveis podem causar de perdas irrecuperáveis. É um exemplo para não esquecermos jamais.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

VACINAÇÃO EM BAIXA

O Ministério da Saúde estuda a obrigatoriedade da vacinação das crianças e, para tanto, quer a apresentação da carteira de imunização ao matricular o menor na escola. Todavia, para incrementar essa ideia, bastaria o governo federal exigir essa comprovação quando estes pais relapsos forem receber a aposentadoria, o auxílio-doença, a pensão por morte, a Bolsa Família, o saque do FGTS, o benefício do seguro-desemprego, entre muitos outros. Afinal, quando “arde no bolso”, as coisas andam neste país. Tão fácil assim!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

LIVRARIAS EM CRISE

Em relação às turbulências financeiras por que passa tão prestigiosa empresa, no Brasil há mais farmácias do que livrarias (“Em crise, Livraria Saraiva terá novo centro de distribuição em Extrema”, 19/9). O hábito da leitura evaporou-se, principalmente porque a maioria das pessoas não larga o telefone celular. Que, pelo menos, as bancas de revista não percam os clientes no futuro.

Mario Krutman mariokrutman@gmail.com

São Paulo

INVERSÃO DE RESPONSABILIDADE

Com a proximidade das eleições de 2018 e considerando o conjunto de informações que circulam na internet sobre a forma disfarçada de implantação do socialismo e comunismo no Brasil, deparei-me com uma situação pequena, porém sintomática do tema, dada a sua abrangência. Desde a década de 1990 os governos vêm com muita insistência e perseverança mudando a responsabilidade pelo recolhimento dos impostos, transferindo a responsabilidade do responsável real pelo recolhimento por outrem, algumas vezes como “substituto” e outras como “substituído”. Exemplo: esta semana, olhando a prestação de contas do condomínio, havia um recolhimento de R$ 5,67 a título de “ISS sobre Vale Transporte”. Ou seja, o condomínio, que não tem estrutura administrativa, virou o substituto tributário da empresa de ônibus (o substituído), a qual, por sua vez, tira esta obrigação do seu contas a pagar e transfere, pura e simplesmente, para o condomínio. Com essa transferência de responsabilidade, temos as seguintes situações: 1) o substituto tributário em linha de regra é uma empresa grande com enorme capacidade de discussão judicial com o governo, o qual, por razões outras, não consegue fazer valer a obrigação do recolhimento e acaba vivendo uma situação promíscua com a empresa do tipo “me engana que eu gosto, mas vamos trocando figurinhas”. 2) O substituído tributário, o caso da empresa de ônibus, em linha de regra, é um grande estabelecimento que transfere para o pequeno contribuinte a obrigação de incluir em seus processos o pagamento de R$ 5,67, e este não tem estrutura administrativa para este fim. Dada essa confusão criada pelo Estado com a transferência de responsabilidade na obrigação do recolhimento do imposto (substituição tributária), seria este ato um estímulo à “anarquia” dentro do processo que se deseja de transformação social no Brasil? Por que o Fisco tem tanta dificuldade de fechar empresas que habitualmente estão devedoras com o Estado, ao invés de ficar transferindo a responsabilidade do devedor para outro? Apenas a título do exemplo, nos Estados Unidos da América, a empresa que deixa de pagar imposto relativo às suas atividades por três meses já é objeto de suspensão das suas atividades e a porta, lacrada pelo Estado. Agora, lá a alíquota é adequada, todos pagam e o Estado presta um bom serviço à sua população.

Synval Runha srunha@outlook.com

São José dos Campos

PEDIDO DE AJUDA

Estou passando por horrível situação e horrendos pensamentos me ocorrem, pois eu sou injustiçado pelo Banco do Brasil S/A. Fui funcionário de 25/3/1974 até 31/7/1995, laborando em diversas cidades de vários Estados, desempenhando funções variadas, inclusive administrador, e o número da minha matrícula é 1.147.170-0. Mesmo tendo sofrido um infarto no mês de junho de 1993, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil não me aposentou e tive de continuar trabalhando, até não suportar mais e aderir a um famigerado Plano de Desligamento Voluntário, com minha consequente saída do banco. Por causa deste infarto, o INSS me aposentou por invalidez no ano de 1996. Meu infarto em 1993 foi acompanhado pela Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, que, ao que parece, não teve a menor consideração com minha saúde. Não podendo mais pagar o financiamento da minha casa, a Previ me executou e a casa foi a leilão em setembro do ano passado. Perdi todo o imóvel e ainda restou-me vultosa dívida. E sou eu o credor no conjunto. Hoje estou até incluído no Serasa e no SPC, com pendências a regularizar. A esperança de ser justiçado está se esvaindo. Eu já tenho 66 anos de idade e não sei o que fazer. Toda e qualquer ajuda seria bem-vinda. Minha conta bancária é a número 88026-2, agência 0726, Banco Sicredi (código 748).

Aparecido Ladislau Favini favini.1952@gmail.com

Campo Mourão (PR)

 

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