Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

23 Setembro 2018 | 03h00

CAMPANHA ELEITORAL

Tempos medonhos

Tivéssemos no Brasil o regime parlamentarista de governo, não estaríamos vivendo agora este clima tenso de incerteza e medo. Estaríamos, sim, preocupados em eleger os melhores programas, os deputados e senadores que teriam a responsabilidade de propor, discutir republicanamente e ser fiadores de um plano de governo contemplando todo o espectro ideológico existente no País, isto é, maiorias e minorias. Teríamos assim um Congresso Nacional responsabilizado diretamente pelos atos de governo. Mas, não. Em vez disso estamos discutindo quem é o candidato menos ruim para votarmos em segundo turno e deixamos de lado a eleição para o Congresso Nacional. É o efeito boi de piranha na política. Vamos reeleger sem a mínima atenção quase os mesmos deputados e senadores, vendilhões de si e da Pátria, que continuarão a ser protagonistas do despudorado jogo do “toma lá dá cá” com o Palácio do Planalto. E esse jogo, pelo nível dos que serão eleitos, agravará a desgraça e a desesperança do povo brasileiro. E não me venham os presidencialistas argumentar: como ter parlamentarismo com esse nosso Congresso? Essa questão é a mesma da de quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. É evidente que a implantação do parlamentarismo nas nossas circunstâncias terá um custo de aprendizado, mas esse custo será muito menor do que temos pago pelo nosso presidencialismo do “toma lá da cá”.

RUY SALGADO RIBEIRO

ruysalgado@uol.com.br

Ribeirão Preto

Novo pacto

Enquanto se polariza a campanha presidencial – entre Jair Bolsonaro e o lulopetismo tentando sobreviver por intermédio de Fernando Haddad – pouca atenção prestamos ao restante das eleições. Os candidatos a governador trocam farpas, as promessas são as mesmas de quatro anos atrás. Os concorrentes a deputado percorrem os Estados prometendo emendas parlamentares e obras públicas. Prefeitos e vereadores, feitos cabos eleitorais de luxo, trabalham para eles esperando retribuição daqui a dois anos. Ninguém fala de reformas e muito menos de diminuir gastos e empreguismo, o que será necessário, independentemente de quem vencer as eleições. Com qualquer dos concorrentes, a máquina pública terá de ser reduzida, haverá que rever desonerações e renúncias fiscais e acabar com a compra de votos parlamentares. Estados e municípios precisam readquirir sua capacidade tributária, em vez de irem a Brasília de pires na mão. O País requer novo pacto político-econômico e os políticos têm de reaprender suas funções na vida pública, pois o que praticam hoje é a mais perfeita caminhada rumo ao caos.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

O melhor dos mundos

Ah, eu acho que deveríamos ter eleições presidenciais todos os anos. Assim, teríamos centenas de novas escolas, inflação de Primeiro Mundo, rodovias ampliadas e asfaltadas, melhorias na segurança, na saúde e na educação. E se o eleito não cumprisse as promessas de campanha, seria impedido de se candidatar nas eleições do ano seguinte.

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Promessas de mau pagador

Este período eleitoral tem revelado que a maior preocupação dos eleitores é a corrupção dos políticos, mais que problemas concretos do cotidiano, segurança, saúde e educação. Creio que o povo votará em quem não pairem suspeitas de lavagem de dinheiro, recebimento de propinas e outros ilícitos. Promessas? Ora, os candidatos prometem o que não podem cumprir, não há dinheiro público para nada. Mas o povo não tem ideia da finitude dos recursos, acha que governos podem gastar à vontade. Minha preocupação é resolver o problema da Previdência, antes que fiquemos sem a aposentadoria e caiamos na mesma situação em que ficou a Grécia. Vamos votar em quem tiver a capacidade de aprovar projetos no Congresso e esquecer promessas inviáveis.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Renovação já

Dada a séria crise, é nosso dever patriótico de eleitores renovar o Senado e a Câmara dos Deputados. Principalmente não reeleger os parlamentares da duas Casas que foram contra a reforma da Previdência, para sustar o crescente déficit e garantir as atuais e futuras aposentadorias.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Reeleição, não

As eleições já estão logo ali e o melhor caminho para tentar acabar com os corruptos é não reeleger ninguém, incluídos os deputados e senadores que não participaram diretamente de atos ilícitos e não estão sendo julgados pela Justiça. Isso porque esses supostamente honestos foram coniventes com os atos de devassidão e prevaricação, por omissão.

ARCÂNGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Eleitores antenados

Segundo o IBGE, 63% dos lares brasileiros têm acesso à internet, 80% têm aparelho de TV e 92%, de rádio. E há cerca de 205 milhões de linhas de celulares. Portanto, dá para dizer com tranquilidade que praticamente 100% dos eleitores do País têm acesso à informação. Logo, só vota em candidato corrupto, processado ou preso quem é irresponsável ou vigarista.

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Abandono. E daí?

Os Tribunais de Contas informam que 7.160 obras públicas estão apodrecendo em todo o Brasil. Por absoluta incompetência e corrupção generalizada. O governo federal candidamente confessa que não sabia de nada disso. E no próximo dia 7 de outubro a maioria dos governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais será reeleita por seus inteligentes eleitores, por sua grande competência e alta moralidade...

PAULO SÉRGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

EDUCAÇÃO

Professor agredido

Assistimos na semana passada pela TV a uma cena em que um professor foi humilhado e maltratado em sala de aula – como, aliás, acontece com milhares de professores, só que nada se comenta. Não se fala nem se tomam providências! A educação no Brasil está tão ruim, mas tão ruim mesmo que muitos se confundem e acham que “presidiário” é para “presidir” o País. Lamentável... Pobre Brasil!

FRANCISCO J. CARDIA, professor

fra.cardia@hotmail.com

São Paulo


MATO SEM CACHORRO

Que estas eleições gerais são as mais complicadas entre todas para nós, eleitores, em termos de escolhermos o “menos ruim”, tanto para os cargos executivos quanto para os cargos do Legislativo, já não resta mais dúvida. Eu não me lembro de nenhuma outra eleição em que apareceram tantos cabeças-de-bagre disputando cargos importantes. E ainda numa época em que o País se encontra em situação realmente complicada, com a economia periclitante e um porcentual de desempregados inédito. E as reportagens dos últimos dias confirmam, mais uma vez, a esculhambação geral. O candidato que desponta na dianteira nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência foi obrigado a dar um puxão de orelha em dois de seus principais colaboradores. O conselheiro da área econômica, Paulo Guedes, com a sua ideia do imposto único, conseguiu provocar um estrago na campanha de Jair Bolsonaro maior do que qualquer outro que os seus oponentes, em conjunto, poderiam ter feito. De uma só tacada, confirmou tudo o que o economista Pérsio Arida, um dos pais do Plano Real, pensa dele como economista. Já o vice do deputado federal, general Hamilton Mourão, não ficou atrás, com a sua brilhante ideia de que se faça uma nova Constituição, elaborada por um grupo não definido de pessoas (“notáveis”), e não pelos representantes da população. Ora, se tais companheiros de chapa pensam assim antes das eleições, nem quero imaginar o que farão se vencerem o pleito. E, na pior hipótese, se o general Mourão vier, por qualquer motivo, a substituir o presidente eleito em definitivo, não podemos esperar muito do seu governo, em vista de suas ideias. Já o representante do ex-presidente Lula, que está preso por corrupção, segue em segundo lugar na disputa, de acordo com as pesquisas mais recentes, claro. Mas é preciso lembrar que ele será o representante de Lula, e não acredito que terá condições de governar sem o beneplácito do ex-presidente. Muito mais importante: não podemos nos esquecer jamais de que Lula indicou a ex-presidente Dilma, por duas vezes, e sabemos no que resultou. Como aprendemos, a duras penas, temos de prestar muita atenção em quem são os vices dos candidatos a presidente e os suplentes dos candidatos ao Senado. Enfim, estamos no mato e sem cachorro.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ENCRUZILHADA

Esvaziando Brasília, o poder refugiou-se numa cela da Polícia Federal em Curitiba e na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Os eleitores, divididos entre um preso (Lula) e um hospitalizado (Jair Bolsonaro), entre esquerda e direita, estão numa encruzilhada sem sinaleira, em meio a uma tempestade que destruiu certezas e bloqueou a visão da Nação. Espera-se que o tempo abra nossas mentes até 7 de outubro e que o bom senso guie nosso dedo indicador para uma decisão sábia.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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GANSOS E RATOS

Tomara que o ódio não seja a herança das eleições 2018. Democracia não se constrói com ódio. Nem o PSL, de Bolsonaro, nem o PT, de Fernando Haddad, mostram-se pontes para a modernidade. Haddad quer soltar o presidiário Lula e sua gangue. De índole stalinista, o PT se inebria com a sanguinária ditadura bolivariana de Nicolás Maduro, na Venezuela. Jair Bolsonaro afaga generais, presumíveis guardiães da Pátria, no entender do candidato. O ex-capitão, convenhamos, é efeito, não causa, da desordem instalada no País e da falta de progresso. O voto deveria ser a vacina contra a corrupção e a promiscuidade institucional. Deveria. Instituições fortes deveriam equilibrar extremos e a ausência de rumos. Deveriam. O Supremo Tribunal Federal (STF) protege bandidos ricos e delinquentes condenados, como Zé Dirceu. Nomeado para a Corte pelo generalíssimo Floriano Peixoto, o médico Barata Ribeiro tinha mais saber que Dias Toffoli – reprovado em dois concursos para juiz –, cuja posse na presidência do Supremo foi notabilizada pela cantoria alcoolizada, seguinte à mediocridade do discurso de arrancar os cabelos de concreto da estátua-símbolo da Praça dos Três Poderes. Militares da reserva e da ativa estão a falar demais, picados por holofotes e manchetes. O gangsterismo político criou um fundo de R$ 1,7 bilhão para reeleger gatunos. Ladrões grifados e aspirantes a ladrões bem cotados nas pesquisas – herança genética, em alguns casos – sugerem que brasileiros eram maioria na turba que preferiu Barrabás a Jesus. O poder é monumental escândalo na cabeça, o Congresso, templo da malandragem; no tronco, o Judiciário, que se lixa para o povo que o sustenta com luxuriantes salários; e nos tenebrosos membros ou tentáculos do Executivo, elevado a coio na era PT-PMDB-PP. Na Roma de Catilina e bando, política não chegava a ser um larvário, havia a voz de Marco Túlio Cícero. Doutra feita, gansos guardiães do Capitólio grasnaram para alertar os defensores da colina sagrada da aproximação dos assaltantes. No Planalto Central, os ratos devoram as instituições e a paciência do povo.

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém

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PÉSSIMO FILME

Nossa campanha eleitoral para presidente tem todos os ingredientes de um péssimo filme B: atentado a faca, presidiário ditando rumos, terrorismo barato, internado balbuciando em vídeos, vices desatinados fazendo afirmações deploráveis e, por fim, desenhando o pior dos cenários, dois extremistas dançando os passos de um baile macabro, no qual ambos têm alta rejeição. O País segue com grande parcela da sociedade querendo se vingar do próprio País. O eleitor deve ficar alerta e não embarcar na onda do voto útil, podendo o tiro sair pela culatra.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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PREÇO A PAGAR

Diante do preocupante e nada promissor quadro eleitoral em que as candidaturas de centro não prosperam na reta final da eleição, sejamos realistas e pragmáticos: se o caríssimo preço a pagar para evitar o ameaçador retorno do cleptolulopetismo ao poder for eleger a extrema-direita verde-oliva-amarela, que então seja pago. Com efeito, se o Brasil voltar às mãos sujas do PT, estará definitivamente condenado à venezualização. A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MASOQUISMO

Dois anos de crise (2015/2016) seguidos de mais dois anos de crescimento pífio (2017/2018), e o que temos para hoje? Bolsonaro, de um lado, e Haddad, do outro. Socorro! Isso é muito mais que masoquismo, é pura cegueira. Retrovisores avariados, falta de parâmetros após tantas agressões verbais e pedaladas. Para conter o dólar e não deixar a Bolsa descambar de vez, já não basta uma carta teleguiada, e sim um livro de mil páginas direto do cárcere, para segurar a debandada. Por que, depois de tanto sofrimento e descalabro sob o lulopetismo, temos de escolher entre um “poste” ou um Trump tupiniquim? Só nos resta rezar para Deus, não o deus de uma bancada fajuta, mas o Deus do esclarecimento e do discernimento, em nome dos nossos filhos, que anseiam por dias melhores, sem agressões verbais e sem “poste” que não ilumina absolutamente nada.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

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O CANDIDATO DO PT

Porta-voz da tragédia, embaixador do atraso, fiador do golpe petista, garoto-propaganda da farsa. Haddad é marionete de Lula, que quer voltar com sangue nos olhos contra o Brasil! Atenção, eleitores!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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QUEM MERECE O SEU VOTO ÚTIL?

Quem ainda é petista, a despeito de toda a comprovação de corrupção, condenação e prisão de vários correligionários da cúpula do partido, de Vaccari Neto a Lula da Silva, vota em Fernando Haddad e na Manuela do PCdoB. Quem ainda é petista, por concordar com a roubalheira, o desmonte e o prejuízo (R$ 42 bilhões) ao patrimônio da Petrobrás, que o povo brasileiro está repondo fruto de suor e lágrima ao abastecer os seus veículos próprios, do transporte público e de carga, e pagando extorsivos reajustes nos preços dos combustíveis, vota em Haddad e na Manuela do partido comunista. Quem ainda é petista apesar dos bilhões de dólares sugados por meio do BNDES, envolvendo empreiteiras para obras e criação de empregos em países dos comparsas corruptos, em detrimento do povo brasileiro, que tem 14 milhões de desempregados, vota na aliança PT/PCdoB. Quem ainda é petista por admiração à primorosa administração da “presidenta” Dilma, responsável por uma das maiores recessões do País, e devoção ao “Lula Livre” vota na aliança PT/PCdoB. Quem ainda é petista e torce para Lula ser indultado vota da dupla vermelha. Quem ainda é petista por apoiar o kit gay distribuído às crianças nas escolas, a ideologia de gênero e que homem gay possa frequentar banheiro feminino vota no programa vermelho. Na pesquisa divulgada no dia 18/9, Haddad vem de abocanhar a segunda colocação na corrida presidencial, com votos dos ainda petistas lembrados acima. Jair Bolsonaro lidera, e bem à frente dos demais. Próximo à aliança PT/PCdoB, na intenção de voto, está o candidato Ciro Gomes, do PDT de Carlos Lupi. Ciro, em vídeo recente, declara que devotou fidelidade ao PT por 16 anos. Ou seja, Ciro e Haddad têm a mesma identidade. Votar em um ou no outro é o retorno do PT ao poder. Depreende-se disso que a manutenção consentida de Lula como candidato e, presente nas pesquisas, sem possibilidade de participar do pleito, com índice inflado, ao que parece de forma exagerada, não transferiu para Haddad a totalidade dos votos de possíveis eleitores de Lula. Mas a ameaça do retorno petista ao governo tem servido de argumento para o voto útil no candidato Geraldo Alckmin (PSDB-FHC-Aécio). Embora, as pesquisas sejam desacreditadas pelos desencontros havidos em pleitos anteriores, são bem exploradas pelos órgãos de imprensa, de um modo geral, de acordo com pauta única que a todos orienta. Na pesquisa acima citada, Bolsonaro cresceu 2%, atingindo 28%; Haddad está com 19%; Ciro, com 11%; Alckmin e Marina decresceram, empatados tecnicamente em torno de 7%; e Álvaro Dias, Amoêdo e Meirelles têm em torno de 2%. Dois aspectos conflitantes nas candidaturas de Bolsonaro e Alckmin: primeiro, a expressiva diferença de tempo disponível na televisão (Alckmin dispõe de 332 segundos e 434 inserções e Bolsonaro, de 8 segundos e 11 inserções); segundo, Bolsonaro mantém ascensão, e Alckmin se mantém mais ou menos estagnado (queda de 9% para 7%). A demonstrar que a propaganda agressivamente feita contra Bolsonaro nas várias inserções, com partes dos pronunciamentos do oponente, não está surtindo efeito. Talvez pela maneira como as expressões são expostas (truncadas) e o conhecimento na íntegra das pendengas fartamente publicadas nas redes sociais favoráveis à credibilidade em Bolsonaro. Claro que o cidadão está atento e não perdoa o artifício empregado na propaganda do Centrão. Alckmin não tem atraído o voto útil. A pesquisa Ibope (19/9) reforça que a candidatura Alckmin em São Paulo não vai bem. Isso no Estado onde foi governador por quatro vezes, que com ufanismo exclama na sua propaganda farta em minutos. E diz que tem experiência e que está pronto. O eleitor, no entanto, não lhe credita esse reconhecimento. Alckmin tem 13% na intenção de votos, empatado com Haddad, que perdeu na tentativa de se reeleger prefeito no primeiro turno. Ambos não estão bem, pois que Bolsonaro está no patamar de 30% na intenção de votos do mesmo eleitor paulista. No Rio de Janeiro, Bolsonaro lidera com 30,4%, enquanto Alckmin tem 4,1%. Os demais, Amoêdo, Álvaro e Meirelles, em termos nacionais, permanecem no entorno de 2%. O eleitor de Bolsonaro está mais próximo de Alckmin, Amoêdo e Álvaro, que rejeitam Lula e o petismo pelos desastres sobejamente conhecidos nas suas administrações. Ao que parece, o perfil dos eleitores de Alckmin, Amoêdo e Álvaro está mais próximo da candidatura Bolsonaro do que da de Ciro e Haddad/Lula. Assim, o eleitor vai analisar os dados expostos pelas pesquisas e despejar o voto útil naquele que tem a vantagem de sacramentar a vitória no primeiro turno, e não arriscar a disputa no segundo turno com a possibilidade de retorno do PT/PCdoB.  

Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com

Campo Grande


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O MAL MENOR

Se for eleito, o candidato “fake” Fernando Haddad será mais um “poste” comandado pelo chefe preso em Curitiba, por eminências não muito pardas do PT e aconselhado por incendiários do tipo de João Pedro Stédile. Na sua sabatina na TV, Jair Bolsonaro mostrou que seu horizonte é chegar à Presidência da República e que o resto é resto, ou seja, deixado para os outros (Paulo Guedes, por exemplo). Além disso, Bolsonaro admira Donald Trump, que graças ao seu desequilíbrio emocional está desestabilizando o mundo. Ao contrário do frágil Brasil, Trump comanda o país mais forte do planeta, economicamente e tecnologicamente. Dos que têm chances, sobra o professor “chuchu” Geraldo Alckmin. Governou São Paulo sem afundá-lo (como fez Quércia), mas também sem avanços notáveis em nenhum campo (educação, saúde, transporte, etc.). Devemos pensar se Alckmin não seria o mal menor nesta “missão impossível” de escolher um presidente, pelo menos até aparece algo melhor na próxima vez?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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O CENTRO UNIDO

Roberto Macedo, em “Centro unido para não ser vencido” (“Estado”, 20/9, A2), deve ser lido e digerido mais por Marina Silva, Henrique Meirelles, João Amoêdo e Álvaro Dias do que por seus eleitores. Esses quatro candidatos, se pensarem, agirem e decidirem pelo sistema 2, as chances de nós, brasileiros, não sermos vendidos por medo e/ou mentiras falaciosas ganharão contornos de vitória já no primeiro turno. Não faltará posição no governo Alckmin para quem tem opinião sensata e coragem de criar consenso. Para o bem do povo brasileiro. Convenhamos.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo


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NÃO DECOLA

O candidato Geraldo Alckmin não decola nem com aquela propaganda demonizadora contra o candidato Jair Bolsonaro e, para um velho político de guerra, ele ainda não entendeu. Uma que o Brasil não é quintal de São Paulo, mas São Paulo é o coração que envia sinais para todo o País. Não entendeu nem quando a cidade de São Paulo levou mais de 2 milhões às ruas contra o PT e a roubalheira escancarada pela Lava Jato. Alckmin se manifestou “contra o impeachment” da gerentona “Dillma”, que esfacelou nossa economia. Outro ponto fora. Começou sua campanha com um discurso velho, que sua intuição de velho político não entendeu. O Brasil mudou e pede o novo. Errou no marketing e na visão do novo Brasil que queremos hoje. Alckmin pode jogar as mentiras que quiser em sua propaganda eleitoral, porque, agora, já Elvis. Só vai perder votos. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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‘ANTECIPAÇÃO DO VOTO ÚTIL’

A antecipação dos nomes de seus futuros ministros ainda não foi considerada como ponto positivo para o candidato, líder de movimento iracundo, que quase morreu estripado por um facínora ligado a movimento que só prega a paz e o amor.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PESQUISAS X VERDADE

A duas semanas do pleito, as pesquisas de intenção de voto têm de convergir para a verdade, sob o risco de perderem totalmente a credibilidade. E o que acontece antes disso? Alguém tem um palpite? A única forma de questionar as pesquisas feitas a meses da eleição seria fazer uma eleição primária, ou uma pesquisa monstro. Quem pagaria? Mas as pesquisas anteriores influenciam os eleitores e, por isso mesmo, podem ser tendenciosas... e valiosas! É necessário regulamentar isso. Pesquisas enganosas prejudicam o País.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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PERDIDOS

Nosso país é atípico, as pesquisas que deveriam nos dar informações precisas quanto às eleições são totalmente furadas. Os números que apresentam não são confiáveis e nós ficamos na dependência do “achômetro”, pois, se dependermos delas, estaríamos perdidos. Infelizmente, elas são manipuladas, não sabemos o porquê, mas o são.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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FLERTANDO COM O ABISMO

Estou cada vez mais estarrecido com a histeria daqueles que querem ver o PT morto e enterrado nas eleições presidenciais, a qualquer custo. O antipetismo, por si só, não quer dizer que os flagelos econômicos deste país serão resolvidos, muito pelo contrário. Existem versões de antipetismo de todas as cores do espectro ideológico. Mas, tomados por uma histeria coletiva de salvação (quase que do capeta), uma porção enorme da nossa população está se aglutinando ao redor de um candidato que não oferece absolutamente nenhum histórico de crença num conjunto de opções econômicas diferentes do que foi feito pelo PT durante as administrações Lula e Dilma. É o flerte final com o abismo. Sem ter nenhum paraquedas, acho que só me resta rezar.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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COMPROMISSOS...

Assim como Fernando Haddad diz que, caso eleito, não concederá indulto ao ex-presidente Lula, Jair Bolsonaro afirma que somente decretará intervenção militar – o chamado autogolpe – em caso de ameaça concreta à segurança nacional. Políticos brasileiros são sabidamente conhecidos por não cumprirem compromissos de campanha. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PARA NOS GUIAR NA ESCURIDÃO

Como ministro da Educação do governo Lula, Haddad viu nove questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serem vazadas para uma escola de Fortaleza 15 dias antes da prova. Indicado pelo “criador” para a Prefeitura de São Paulo, a “criatura” conseguiu construir a pior e mais cara ciclovia do mundo, além de acabar com a inspeção da Controlar. Agora, à distância, da cela, Lula tenta novamente eleger um poste sem luz própria para nos guiar na escuridão por quatro anos. Se “cada povo tem o governo que merece”, segundo o francês Marie Maestre, e as pesquisas forem assertivas, serei obrigado a votar em branco no segundo turno para presidente.

Rodolfo Jesus Fuciji fucijirepresentacao@ig.com.br

São Paulo


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‘MEMÓRIA’

Sobre o artigo “Memória”, de Luis Fernando Veríssimo (“Estadão”, 20/9, C10), no Brasil real, a “direita fardada” foi tenebrosa. A “esquerda intelecto-patriótico-democrática” não foi menos pior. E se resta ao amnésico colunista um resquício de memória histórica factual, talvez se lembre de um Mario Kozel Filho.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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LEMBRANÇAS EMBARALHADAS

Parece-me que as memórias de Veríssimo estão meio embaralhadas. Ele pretende retornar ao final do século 20 para reeditar alguma coisa que, segundo ele, ficou por lá perdida. Ele se esqueceu de dizer que ele viveu no bem bom familiar durante boa parte daquele tempo do milagre econômico.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro


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DIREITA E ESQUERDA

O que quer dizer esquerda e direita, nas palavras de Lula/PT? Lula declara que o impeachment de Dilma e, agora, sua prisão foram obra da direita. Vamos procurar entender o uso de direita e esquerda feito por Lula. Embora não explicitada claramente, existe na população a ideia de que na direita estão os mais ricos.  Como a maioria da população brasileira é pobre, sente-se, consequentemente, estar fora da direita, sem necessariamente se sentir de esquerda, mas tende a votar do lado de Lula, que, como pensa, não se identifica com a direita/ricos. Por que, então, Lula não diz logo “os ricos”, em vez de “a direita”? Sabem por quê? Porque como ele iria explicar ter se associado aos maiores magnatas, como Odebrecht, Joesley, OAS, Bumlai e Cia. Ltda.? Ele quis ser preso no sindicato dos metalúrgicos, e não na sede da Odebrecht nem na fazenda do compadre Bumlai. Quatorze anos de governo do PT, e não vemos bem o que nele existe inequivocamente de esquerda. Pior: no discurso atual das campanhas eleitorais, é dito que o PT é radical de esquerda!  Conclusão: não importa que candidato esteja defendendo, aquele que diz que Lula/Haddad é de esquerda (ou radical de esquerda) está mais dando voto a Haddad do que tirando.

Wilson de Campos Vieira wcamposvieira@gmail.com

São Paulo


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CUMPLICIDADE, UMA QUESTÃO NACIONAL

O problema não são os corruptos, mas os cúmplices que os apoiam! Ser corrupto é uma questão pessoal, ser cúmplice é uma questão nacional!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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PURA INOCÊNCIA

Durante entrevista realizada no dia 20, o candidato Álvaro Dias (Podemos) disse que o voto útil é o mesmo que assinar um atestado de burrice e que deseduca politicamente o cidadão. Afirmou que a mídia convencional privilegiou alguns candidatos, ou seja, houve seletividade no palanque eletrônico monumental. Dias definiu o Podemos como um movimento, negando que é seja um partido político. Disse, também, que não temos partidos políticos no Brasil, existem apenas siglas. Ele se disse revoltado com o sistema vigente, apesar de estar na vida pública há 42 anos, mudando de siglas frequentemente. Dias já fez campanha para Aécio Neves e, agora, fez coligação com o PSC, que foi citado na Operação Lava Jato. Acredita que as pesquisas de intenções de votos partem de uma base irreal, pois a metade dos eleitores consultados está indefinida. Garantiu que Bolsonaro nunca combateu a corrupção e que Lula comandou o esquema do mensalão. Segundo ele, as leis no Brasil são aprovadas para não serem cumpridas. Definiu como corruptos os sistemas Fies e Prouni. Sendo eleito, diz que limitará as despesas, diminuirá os impostos para o consumidor e aumentará a tributação da renda. Acredita que a diminuição do contrabando de armas e do tráfico de drogas reduzirá a violência no Brasil. É lamentável ouvir esse discurso de campanha partindo de um dos mais antigos congressistas, que iniciou a carreira como vereador, em 1969. Será que só agora ele enxergou todo o lixo das Casas parlamentares brasileiras?

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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PRESIDIÁRIO-PROPAGANDA

Mais uma pérola do Judiciário: o “tse” (minúsculas) liberou a participação do presidiário Lula em publicidades de candidatos do “pt” nas mídias. E chamam estes tribunais que judiam da Justiça, da ética e do patriotismo de “Supremos” ou “Superiores”. Como esperar que no futuro seremos um país de Primeiro Mundo, se não podemos confiar em nenhum dos Três Poderes da República? Conta outra.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo


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AVALISTAS

Os chefes do PCC e do Comando Vermelho também poderiam avalizar candidato a presidente da República no horário eleitoral? Gostaria de saber se presos podem avalizar candidato presidencial. E, se não pode, por que Lula não é coibido pelo TSE e o PT não perde seu tempo de horário eleitoral?

Renata da Silva Prado Cook renata.cook@icloud.com

São Paulo


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ATÉ QUANDO?

É inacreditável que Lula, criminoso condenado e preso, consegue tumultuar e ameaçar o povo brasileiro com seu velho discurso de encantador de ingênuos e desinformados.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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JUSTIÇA BANANA

Justiça Banana que não consegue evitar que Lula apareça na TV fazendo propaganda para correligionários e que distribua santinhos de norte a sul do País mostrando-o candidato. Com um partido tão desonesto quanto o PT, deveria haver endurecimento maior das autoridades para não permitir tantas afrontas à Justiça. Quando seremos um país minimamente decente?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo


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BIZARRICES

Imaginemos que um membro externo da organização criminosa PCC, já denunciado à Justiça, mas ainda não condenado, consiga se inscrever num dos partidos que constituem esta verdadeira miríade de organizações (sic) políticas nacionais como candidato a um cargo eletivo qualquer e pretenda que o chefão internado e preso da ORCRIM da qual ele é membro grave vídeos de propaganda que são veiculados pela televisão, apresentando-se como seu apoiador. Como isso seria encarado e tratado pela Justiça Eleitoral? Difícil de acreditar que seria aceito pelas autoridades do Poder Judiciário. Seria um escândalo, uma vergonha! Pois bem, esta semana noticiou-se que a Procuradora-Geral da República autorizou que um membro externo de outra organização criminosa ­– conforme demonstraram os procuradores da Justiça de Curitiba através de um ilustrativo slide em Power Point –, candidato ao principal cargo eletivo do País, já denunciado e ainda não condenado, seja apoiado pelo principal membro desta ORCRIM, já condenado e atualmente preso na mesma cidade, grave vídeos de propaganda que são veiculados pela televisão, apresentando-se como seu apoiador. Então, quando certas autoridades afirmam que as instituições no Brasil estão funcionando, acho que estão confundindo instituições com “picadeiros” onde se apresentam “palhaços em profusão”. É, no mínimo, bizarro!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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JUSTIÇA INJUSTA

A Justiça, nos casos de comoção nacional, não pode ser lenta, pois faz o brasileiro desacreditar nela. Como pode um grupo de abestalhados agredir judeus e aguardar 13 anos para ser julgado? Como pode Lula, neste momento dificílimo para o Brasil, ficar esperando um julgamento final que daria um norte importante para o nosso futuro? Casos emblemáticos têm de ter preferência. São vistos, sentidos e acompanhados por todos. Soluções tardias levam ao descrédito do Judiciário, mostrando também que o dinheiro fala alto e que os corruptos têm direitos matreiros que são imperdoáveis. 

Geraldo de Paula e Silva geraldo-paula2015@bol.com.br

Teresópolis (RJ)


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SEDE DE GOVERNO

Na hipótese de vitória de Fernando Haddad, a capital do Brasil passará a ser Curitiba e o Palácio do Planalto, a cela da Polícia Federal.

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

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COVARDIA

O PT (Lula e Dilma) conseguiu destruir o País, e culpa Temer por isso. É muita covardia e sacanagem.

José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto


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URNAS ELETRÔNICAS

Recentemente, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Rosa Weber, respectivamente presidente do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declararam publicamente aceitação irrestrita da urna eletrônica. A questão é complicada e suscita reflexões. Os Estados Unidos, com colossais recursos técnicos – colocaram homens e carros na Lua, etc. –, ainda usam o antigo modo de votação por cédulas eleitorais contabilizadas individualmente. Se sistemas eletrônicos fossem confiáveis e permitissem a recontagem de votos, o que não é o nosso caso, então as urnas eletrônicas norte-americanas seriam muito mais avançadas que a nossa. Respeitosamente, sugiro aos ministros que sejam mais cuidadosos em suas assertivas.

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo


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CONFIANÇA

Após Jair Bolsonaro questionar as urnas eletrônicas, o ministro Dias Toffoli disse que elas são “confiáveis”. Os bancos brasileiros são tão aparelhados quanto os melhores do mundo, em termos de tecnologia para impedir invasões e furtos de senha, dinheiro, etc. Se nem eles conseguem deter fraudes, seria interessante que eles pedissem consultoria ao TSE, ao STF, etc. Quem sabe essas fraudes não aconteçam, assim como não acontecem com as urnas eletrônicas?

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul


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EM QUEM ACREDITAR?

A ministra Rosa Weber disse que em 22 anos não ficou comprovada nenhuma fraude nas urnas eletrônicas no Brasil. O ministro petista Dias Toffoli, por sua vez, disse que Jair Bolsonaro já foi eleito pelas mesmas urnas “inauditáveis”, diferentemente do que aconteceu em 2014, quando a totalização foi executada em sala fechada, no caso do “poste” Dilma Rousseff. Ora, Nicolás Maduro se utilizou delas e deu no que deu. Já os Estados Unidos e outros países de Primeiro Mundo dispensaram a oferta e optaram por manter o voto impresso. Até mesmo as pesquisas da Datafolha e do Ibope não se entendem. Afinal, em quem acreditar?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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ATESTADO DE IDONEIDADE

Que as urnas eletrônicas são passíveis de fraude é uma realidade incontestável, segundo especialistas em informática e, principalmente, hackers. Os ministros Dias Toffoli e Rosa Weber, entretanto, alegam que elas são totalmente seguras, sem, no entanto, mostrarem provas disso. Os dois presidentes de Corte, indicados pela dupla Lula/Dilma, fogem das perguntas e dos questionamentos como o diabo da cruz. O que nos deixa indignados é o silêncio da Polícia Federal, do Ministério Público, do TSE e da OAB sobre o tema. Por que até agora ninguém convidou especialistas no assunto, de preferência de países sérios, para dar o atestado de idoneidade que todos nós esperamos? E os partidos, por que aceitam passivamente essa “conversa para boi dormir”? O Brasil está muito preocupado com isso. Ajam, senhores!

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo


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FISCALIZAÇÃO

Com a devida vênia do novo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, de quem tenho a esperança de que o Poder Judiciário da República continue a exercer constitucionalmente suas funções com harmonia e independência, discordo humildemente da sua opinião de que as urnas das próximas eleições serão fiscalizadas por órgão da Justiça internacional. Essa intervenção não afetará a soberania política do nosso Brasil? Eis que, segundo termos e locuções latinas, nosso país sofrerá uma “capitis deminutio” (diminuição de poder e perda dos direitos civis). Espero que o digno presidente da nossa colenda Corte prestigie uma instituição jurídica nacional para tal mister.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis


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TERRA DAS MARACUTAIAS

Por que acreditar na lisura das urnas eletrônicas? Estamos no Brasil, terra das maracutaias, onde dinheiro compra tudo. Se hackers invadem sistemas muito mais protegidos e sigilosos em todo o mundo, por que não agiriam aqui também? E, ainda, por que países bem mais ricos e desenvolvidos que o Brasil não adotaram este sistema?

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro


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COMO FICAR TRANQUILOS?

A polêmica questão da confiabilidade das urnas eletrônicas decorre do fato de que o processo de apuração se desenvolve através de sistema sigiloso operado por poucos, modelo aceitável em ambientes envolvendo operações militares, por exemplo, mas inadequado num regime democrático, no qual atributos como transparência e auditabilidade são indispensáveis. Hoje, sem o voto impresso, não há possibilidade de recontagem e o eleitor, após sua digitação na urna, é obrigado a acreditar incondicionalmente no pequeno grupo coordenador aninhado no Tribunal Superior Eleitoral. Decididamente, não se trata de um sistema tranquilizador.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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HASHTAG #SOMOSTODOSIDIOTAS

Relatório da investigação indica que o laptop de Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro, está inativo há seis meses; dois celulares estavam desconectados; os dois registros de presença dele no Congresso em 6/9/2018 foram por um engano do funcionário; nós acreditamos em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e Saci Pererê.

Angela Barea angelabarea@yahoo.com.br

São Paulo

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