Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2018 | 03h00

CAMPANHA ELEITORAL

Pessimismo exacerbado

Sem dúvida o País está com os nervos à flor da pele, obscurecendo o pensamento racional e equilibrado das pessoas. Não bastasse a profunda divisão política que nos levou ao antagonismo sempre pregado pelo PT do “nós contra eles”, que poderá ser responsável por mais uma derrota do partido, especialmente pelo acréscimo ao “eles” do segmento antipetista, fica difícil compreender o pessimismo que tem tomado conta de leigos e especialistas sobre a nossa economia. A devastação provocada pela incompetência e roubalheira dos anos de governo petista, herdada por um grupo de políticos e especialistas que pegou o bonde andando, não permitia ter alguma expectativa, não digo otimista, mas ao menos moderada de alguma coisa boa. E eis que em duas páginas do Estadão de 22/9 (B8 e B9), temos algumas notícias alvissareiras. No País foram criadas 110 mil vagas de emprego formal no mês de agosto. Não bastasse isso, a prévia de inflação para setembro estimada pelo Banco Central é de 0,09%, o menor índice desde 2006. Enquanto isso, a Bolsa terminou a semana em alta e o dólar, em queda. Na situação de terra arrasada deixada pela ex-presidente, temos de considerar que as coisas não estão tão caóticas como muitos nos levam a crer. Previdência, reformas, controle de gastos, isso tudo são problemas que não vêm de hoje e caberá ao próximo presidente procurar solucionar. Apesar das tormentas, o País navega. Se olharmos para trás ou para os lados, enxergaremos situações bem mais graves.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Acorde, Brasil

Nem seria necessário que um ex-presidente dirigisse à Nação um manifesto apregoando o fim da marcha da insensatez. O quadro mostrado pelas pesquisas é de um futuro apavorante: o Brasil sendo a Venezuela de amanhã! Nossos sonhos, nosso trabalho, os frutos de nossos esforços jogados no lixo, vilipendiados por oportunistas do tipo que não se envergonha de comer e fumar charutos em caros restaurantes estrangeiros, enquanto o povo precisa fugir para outros países só para se alimentar e sobreviver. Como ensinou um sábio grego, a virtude está no meio, não nos extremos. Destarte, que os candidatos “do meio” esqueçam suas vaidades pessoais enquanto é tempo e se unam em torno de um nome com passado limpo e experiência já comprovada, capaz de ajudar na salvação do País depois do tsunami econômico, embora a tarefa seja hercúlea e demande tempo. Agora é a hora de os candidatos “do meio” demonstrarem que realmente desejam o progresso do Brasil e que suas promessas são de boa-fé, não fantasias para inebriar incautos! Portanto, deixem de infantilidades, replicando bobagens estimulados por setores irresponsáveis da imprensa, que insistem em culpar o atual governo por tudo de errado que ainda persiste. Vamos chamar o Meirelles!

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Ainda há tempo

Seria uma atitude de grandeza dos candidatos para presidente sem nenhuma possibilidade de vitória – Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e João Amoêdo (Novo) – desistir de suas candidaturas para apoiarem Geraldo Alckmin (PSDB), a fim de evitar mais uma tragédia para o Brasil. O brasileiro consciente não suporta mais políticos com ideologias radicais, tanto de direita como de esquerda, e com propostas populistas, que brincam com a economia, gerando insegurança e fuga de investimentos do País, prejudicando principalmente a população mais carente.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Murro em ponta de faca

Se o candidato Geraldo Alckmin quiser disputar o segundo turno das eleições, basta guardar suas munições contra o Jair Bolsonaro e explicitar ao eleitor que (diferentemente do PT) apoia a prisão em segunda instância e, no poder (diferentemente do PT), não pretende aparelhar a Polícia Federal e (diferentemente do PT) nem indicará militantes políticos para o Supremo Tribunal Federal. Só assim, indo ao encontro da vontade do povo, Alckmin poderá ter alguma chance de demonstrar, na segunda etapa das eleições, que seus métodos e ideias são melhores que os do capitão. Antes é murro em ponta de faca. O eleitor já sabe com quem conta para acabar com a corrupção no Brasil.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

São Paulo

Baile

O PT já quebrou o País uma vez. Haddad, eleito, requebra. E o “Brasil feliz” dança...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Cubanização

As dúvidas que temos em relação aos presidenciáveis são as mesmas de sempre. Agora, a certeza que nos domina quanto ao que pretende cubanizar o Brasil, adotando os métodos demagógicos que faliram a Venezuela, é cristalina. Está em tempo de os desavisados tomarem conhecimento da fuga de venezuelanos para não morrerem de fome.

GERALDO SIFFERT JUNIOR

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

Assombração

O fantasma do anticomunismo ronda por aí. Brasileiros estão vendo espectros. Os militares viram em João Goulart uma aproximação perigosa com o socialismo soviético, que de fato existia. Mas agora já tivemos 13 anos de governo PT. Apontem o que tem aí de esquerda/socialismo. Nada. No tempo dos militares havia mais estatais que no governo PT. Educação financiada, por exemplo, existe nos EUA, assim como cotas para pobres e negros. Bolsa Família nunca existiu em países socialistas, serve para ganhar uma massa eleitoral de manobra. O que vimos do PT foi uma associação com o capitalismo predador de corruptos. O PT não é de esquerda.

WILSON DE CAMPOS VIEIRA

wilsondcv@uol.com.br

São Paulo

Saída radical

A mídia em geral insiste em que Bolsonaro não tem capacidade de governar o Brasil, um país quebrado, muito menos entende de economia, tão importante hoje para se tentar restabelecer o equilíbrio de suas finanças depois dos assaltos sofridos pelos cofres públicos. Nesta situação desesperadora, sem segurança, sem educação e sem saúde, somados os 13 milhões de desempregados e a taxa de pobreza de 40% da população, só vejo uma hipótese: doente em estado terminal, o Brasil precisa de um tratamento de choque para sair da UTI e começar a recompor a sua saúde. Não tem outra saída.

LEONIDAS RONCONI

ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

 

O OVO DA SERPENTE

 

Desde o confronto entre Lula e Collor na eleição de 1989, o ovo da serpente do conflito político entre esquerda e direita estava pronto para chocar no Brasil. Após ler o artigo de Marco Aurélio Nogueira ("Incompetência geral", "Estado", 22/9, A2), cheguei à conclusão de que o atual cenário de distopia de segundo turno deriva não apenas dos problemas de curto prazo ilustrados por ele, mas da ausência do discurso visionário de fundação da Nova República. Se Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) forem ao segundo turno, surgirão o medo do caos e a insegurança do futuro, enquanto a simbologia e a semiótica tomarão conta das eleições pelas redes sociais. A posse do presidente, em 1/1/2019, coincide com os 60 anos da Revolução Cubana. Por um lado, a tomada do poder nas ruas de Brasília e nas urnas do País encheria um mar vermelho de bandeiras na capital federal, se triunfar a aliança petista-comunista. Por outro lado, haveria o maior desfile militar de tropas verde-oliva, se triunfar a aliança conservadora. Faz muita falta uma alternativa mais democrática, pois nunca ouviremos o discurso de posse de Tancredo Neves, em defesa da conciliação nacional.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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PERDA PARA O IR

 

Planos de Bolsonaro e Haddad criam perda bilionária para o Imposto de Renda ("Estadão", 22/9, A1). Finalmente temos uma... boa notícia?

 

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

 

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MALUQUICES

 

Não entendo mais nada. O brasileiro reclama diariamente com a penalização absurda dos impostos brasileiros que infernizam a vida de todos, principalmente por saber que o maior valor arrecadado é para manter uma máquina gigantesca, ineficiente e ineficaz. Vem um ou mais candidatos e propõem a redução do valor do Imposto de Renda pago por todos nós e a imprensa aturdida alardeia que este projeto vai tirar bilhões e bilhões da arrecadação federal. Obviamente que ao propor esta redução os candidatos sabem muito bem que vão ter que diminuir os gastos com a máquina estatal, anseio de todo brasileiro. Mas, como o Brasil está de pernas para cima, vamos continuar lendo diariamente estas maluquices.

 

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

 

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INCOMPETÊNCIA ESCANCARADA

 

Duas manchetes na edição de sábado do "Estadão" informam o essencial a respeito dos dois candidatos líderes nas pesquisas para presidente: planos de Haddad e Bolsonaro criam perdas bilionárias para o Imposto de Renda; redução de R$ 68,9 bilhões e R$ 38,7 bilhões, respectivamente; e gastos do governo com estatais deficitárias subiram 125% desde 2009. Deixando de lado a questão do viés autoritário de ambos, atendo-se apenas à questão econômica, pergunto: é preciso dizer mais aos suicidas que pensam em votar em qualquer um destes dois?

 

Luiz Mario Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo

 

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O BRASIL QUE EU QUERO

 

O Brasil que você quer é este? A volta da corrupção? A volta da CPMF? A volta da anarquia? Pense bem, faltam poucos dias para você decidir o futuro do Brasil. Ele vai depender de você, do seu voto. Se ainda pairar alguma dúvida, leia com muita atenção e diariamente o "Fórum dos Leitores" do "Estadão" e vote com firmeza e cidadania, para não se arrepender e chorar depois. Está chegando a hora de você provar que é um bom patriota e poder dizer: "O Brasil foi salvo com meu voto". Vamos, todos juntos, proclamar com muito orgulho e raça: "Este é o Brasil que eu quero".

 

Antonio Godinho godinho.antonio@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ESTÁ TUDO ENQUADRADO

 

O líder nas pesquisas Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que está enquadrado, infelizmente, num leito de hospital, agora enquadra também seu vice, o general Mourão, que fala mal e pelos cotovelos, e também seu guru na área econômica, Paulo Guedes, que entre outras asneiras deseja recriar a CPMF e assaltar o caixa das empresas, o bolso dos trabalhadores e dos cidadãos pobres deste já surrupiado Brasil. 

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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A CANDIDATURA DE BOLSONARO

 

Ficou claro para todos os eleitores, na semana passada, que o "posto Ipiranga", na realidade, não passa de um posto Tabajara. Divergências que evidenciam a falta de um manual, que não há regras e tampouco um plano de governo. Um candidato vitimizado no hospital, um candidato a vice que julga a periferia e o economista que promete soltar o "monstro" da CPMF.

 

Leandro Ferreiraferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

 

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ALTO CUSTO

 

Imposto serve para corrigir distorções. Imposto serve como ferramenta para o governo direcionar a economia. Nada disso a CPMF consegue fazer. Imposto regressivo, faz pouco mais do que simplificar a arrecadação. O custo, alto. Pode desorientar a economia a longo prazo. Economias imaturas, como a nossa, não podem se permitir simplificar-se além da conta. Um dia, pagaremos o preço.

 

Bruno Hannud hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo

 

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CPMF

 

No próximo dia 7 de outubro, vote em Jair Bolsonaro, pois assim teremos a certeza da volta da CPMF. Simples assim.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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AUTORIDADE

 

Depois da "escorregada" do general Mourão e do economista Paulo Guedes, parte da mídia faz a interpretação menos favorável aos dois, com respingos sobre Bolsonaro. Um outro olhar pode revelar que, estando Bolsonaro temporariamente fora de combate, estes seus assessores procuraram simplesmente evitar um vácuo. São homens competentes, mas desconhecem as mumunhas da política. Bolsonaro, ao chamá-los à fala, mostrou que manda quem tem voto. Fez bem, acabou com aquela conversa de que Guedes daria as decisões econômicas e de que Mourão se incumbiria de projetos estratégicos. Serão certamente auxiliares valiosos, proporão várias linhas de ação para solução de problemas e acatarão a decisão do chefe como se fosse a sua própria. Assim se ensina na casa de onde saiu o capitão, a Aman.

 

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

 

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BOM REMÉDIO

 

Ainda não decidi meu voto, mas lamento o enfoque do editorial de 20/9, "O ressurgimento do monstro", confundindo a proposta de Paulo Guedes (A7) com uma nova CPMF que fora acrescida à carga tributaria já extorsiva a seu tempo. A proposta de um imposto único em substituição à parafernália hoje vigente, creio, poderia vir a ser o melhor e mais eficiente remédio para reduzir o custo Brasil, tornar competitivos nossos produtos e gerar mais empregos. Uma modernização que, mais dia, menos dia, será inevitável. A tecnologia já o permite. E Marcos Cintra, quando o propôs, defendia que em meros 3% de incidência produziria o triplo da arrecadação. Só precisamos acabar com as isenções que dão vida aos fornecedores de recibos de qualquer valor e branqueiam muitas fortunas.

 

Nevino Antonio Rocco nevino_a_rocco@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

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'O RESSURGIMENTO DO MONSTRO'

 

É visão míope dos economeses do editorial "O ressurgimento do monstro". A CPMF, da forma como foi criada, é de fato um monstro, como é qualquer imposto adicional que se crie à monstruosidade de impostos no País. Economês nem sequer define o que entende por imposto. Conceitualmente, o imposto só tem sentido para "pessoa física", porque é só ela que usufrui da sociedade, dos seus governos, de suas riquezas. Máquina, terra, serviço etc. não usufruem de nada, apenas permitem a existência de bens e serviços de que o indivíduo de uma sociedade usufrui. Então, só ele pode pagar por isso. No Brasil, imposto é a sacanagem de um governo corrupto, incompetente, mentiroso, etc. E é, aliás, a forma como se faz imposto no mundo, algumas nações de forma mais civilizada, outras de forma escravagista, como é no Brasil. Desta forma, o imposto recolhido através de movimentação financeira seria a forma mais racional, barata e efetiva de recolher impostos das pessoas físicas, desde que substituísse todos os demais. Ficariam apenas as "taxas", que a cobrança de um "serviço ou coisa" prestada a alguém (sem imposto evidentemente). Algum iluminado economês do editorial poderia explicar como isso seria possível? A começar por uma Constituição de gente grande, não esta coisa de 1988 chamada de Constituição.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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VIVEMOS NUMA DITADURA

 

Ditadura é uma forma de governar em que os mandantes impõem as regras e fazem o que lhes convém, mesmo contrariando a Constituição que impõe que todos são iguais perante as leis. É o nosso caso. Exemplos, comparando com os cidadãos que pagam os impostos: nos Três Poderes, a maioria se apropria deles em concorrências fraudadas, em obras desnecessárias ou pagas e não executadas; não marcam ponto nem trabalham 8 horas/dia cinco dias por semana; têm férias maiores e recessos; aposentadorias obtidas sem tempo de contribuição, em valores astronômicos, até em casos de perda do cargo por desonestidades; carros e motoristas, auxílios disto e daquilo; despesas de viagens para atender a interesses pessoais; aumentos de salários "decretados" pelos "funcionários". A lista é muito maior, mas paro por aqui e espero que outros cidadãos que pagam os privilégios façam parte desta reclamação e listem outras coisas.

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

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AMEAÇA

 

A revista "The Economist" chama Jair Bolsonaro de "a mais recente ameaça da América Latina". Mas não falou absolutamente nada durante quase 14 anos em que o País foi sistematicamente roubado. Deveria, sim, cuidar do Brexit, dentro da casa dela, esta, sim, uma ameaça não só à União Europeia, como para o mundo todo.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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BREXIT

 

Após colocar na capa da revista "The Economist" que Jair Bolsonaro é uma desgraça, a Inglaterra mostra seu desastre econômico. Não sabem fazer nem a lição de casa e corrigir seus problemas, mas querem intervir na eleição do Brasil com informações incorretas e tendenciosas. A economia britânica hoje está nas mãos dos países do Oriente Médio. Cuidar de si mesmo já faria um grande bem aos ingleses.

 

Marcos de Carvalho Costa marcos.50@uol.com.br

Sapucaí

 

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VELHAS RAPOSAS

 

Engraçado que as velhas raposas da República bananeira estão esperneando com medo do novo. Primeiro, o ex-presidente Sarney, aquele que saiu sem nunca ter saído das cúpulas governamentais, afirma que "Bolsonaro ganha, mas não fica seis meses no poder", o que para o cidadão comum pode até passar por uma ameaça. Agora sobre a mesma vitória do candidato, FHC faz uma carta à Nação convocando união do centrão, porque com Bolsonaro "nos tornaremos uma Venezuela". Escreve isso na maior cara de pau, enquanto rola pelas redes sociais foto dele com Chávez e Fidel ao lado. O que mais nos surpreende é que, se fossem estes dois ex-presidentes lúcidos, teriam percebido que o País mudou e a alternância de poder faz parte do inconsciente coletivo hoje. As ideias disseminadas pelos dois estão caquéticas.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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CAPENGANDO

 

"Ainda há tempo para deter a marcha da insensatez", diz FHC em carta aos eleitores. Pena que os marchadores estão tão capengas!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

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A CARTA DE FHC

 

Desde o início da década de 60 o Brasil não enfrentava uma crise política e socioeconômica tão aguda como esta, que foi gestada no segundo mandato de Lula, mas detonada e turbinada no desastre Dilma Rousseff, uma das piores governantes do mundo. Veio Michel Temer e ao invés dele selecionar melhor os amigos e os ministros, caiu em gravações clandestinas do açougueiro mafioso Joesley Batista, com anuência do açodado procurador Rodrigo Janot e seu braço direito Marcelo Miller, cujo objetivo era derrubar o governo e "refundar a República", para talvez colocar lá os jacobinos da Lava Jato. Mas eis que deu tudo errado para quase todos e criou-se a tempestade perfeita, que agora cai sobre a nossa cabeça na forma de um terrível cenário de segundo turno, entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, o que provavelmente irá incendiar o país de norte a sul, pois ambos os lados tem estratos radicalizados, e a maior prova disso foi o ataque a faca contra o deputado, cujo autor tem ligações políticas e uma estrutura de defesa advocatícia só comparável com a de Lula, afinal, quem pode ter quatro advogados de defesa? A falsa expectativa e narrativa criada pelo PT de que Lula seria candidato, mesmo preso, fez a eleição ganhar contornos inéditos, e depois ainda houve a facada em Bolsonaro, o que mudou o quadro eleitoralmente a favor do deputado que já liderava as pesquisas de primeiro turno, mas não as do segundo. Pós-atentado ele cresceu nos dois turnos, por compaixão, oportunismo, efeito manada, sentimento de pertencimento e antipetismo. A racionalidade por enquanto não prevalece sobre uma boa parte desses eleitores, mas talvez muitos ainda possam ser resgatados do transe. Infelizmente a marcha dos acontecimentos nos trouxe a esse destino indesejável, arriscados a ter de optar entre o petismo ou o militarismo para os próximos quatro anos. Caso isso ocorra aflorará ainda mais a praga maniqueísta de lado a lado, o que poderá gerar mais violência, hostilidades e talvez até mortes. O candidato que poucos dias depois de tomar uma facada, numa tentativa frustrada de assassinato, aparece no leito do hospital fazendo o gesto de uma arma, jamais poderá ser um estadista, pois tal qual Dilma Rousseff não fazia questão, ele também não fez nenhum gesto de pacificação e união, mas sim de provocação. Os pronunciamentos que fez foram igualmente incendiários, propagando a ideia de que se ele não vencer, terá havido fraude nas urnas eletrônicas. E pior, instigando as forças Armadas do Brasil a tomar partido em seu favor, como se ele fosse um Hugo Chávez ou outro caudilho qualquer. A postura autoritária e egoísta não ficou oculta nem no leito da UTI. Ora, como participa de um pleito se não acredita nas regras do jogo? Desacreditar o resultado é golpear as instituições do País, das quais o deputado e seus filhos desfrutam há muito tempo. O candidato do PT dispensa mais comentários. Os 13 anos de seus governos falam por si, mas seu pior legado foi a cisão nacional, agora alimentada por Bolsonaro. A proposta de FHC para união do centro democrático é sim uma saída para que não ocorra o que aconteceu com a Itália de Berlusconi, a Espanha de Franco e em pior caso com a Venezuela de Chávez e Maduro. A situação clama por grandeza e sacrifício de poucos, para o bem de todos. Alguns candidatos unirem-se em torno de outro para evitar um mal muito pior, é comum nas eleições da Europa e teria o impacto do fato novo que pode mudar o resultado da eleição. Geraldo Alckmin, Marina Silva, Álvaro Dias, Henrique Meirelles e João Amôedo podem integrar uma Aliança em defesa da Democracia, e cada um em sua especialidade, formarem um governo que finalmente traga paz e prosperidade ao Brasil e aos brasileiros. Finalizo com a máxima de René François Bazin: "Temos oportunidade de ser corajosos três ou quatro vezes na vida, mas todos os dias temos oportunidade de não ser covardes". 

 

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

 

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DISCURSO HISTÓRICO

 

Tem muita gente emoldurando o discurso histórico de Fernando Henrique Cardoso. Só faltou dizer porque FHC não aparece na propaganda eleitoral pedindo voto para o Alckmin.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ECONOMISTAS

 

O economista Pérsio Arida é conhecido agora por tentar desestruturar a figura e a importância de seu colega Paulo Guedes. Que não conheço. E que, com ele, não tenho nenhuma ligação. A não ser haver lido exposições por ele feitas - como, também, leio as demais - a respeito da situação fiscal e econômica do Brasil. As quais, sem entrar no mérito das propostas, mostram conhecimento da matéria. Isso posto, devagar com o andor. Li na revista "Veja" de 19/9, edição 2.600, na página 64, o seguinte: "(...) FHC tratou de limar quadros próximos de sua equipe econômica (Pérsio Arida, Gustavo Franco) para preservar o governo e o Plano Real" (?). Além disso, o que tem a dizer Pérsio Arida sobre os "economistas" que, em 13 anos de desgoverno, geriram as contas nacionais e arrasaram o País? Nada?

 

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

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A DÍVIDA MORAL DE LULA

 

Lula, com sua megalomania demagógica, foi o grande avalista dos empréstimos feitos pelo BNDES aos companheiros Cuba e Venezuela. Deveria, portanto, pagar a dívida de seus amigos do peito.

 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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FICHAS-SUJAS

 

Com efeito, o que se pode esperar do futuro de um país em que cerca de 1.400 políticos que disputam as próximas eleições tiveram seus registros barrados pela Justiça Eleitoral, dentre os quais 12 ao cargo de governador, 26 de senador, 462 de deputado federal e 855 de deputado estadual? A que ponto chegamos!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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ELEIÇÕES: SEGURANÇA PÚBLICA POR ECONOMISTAS

 

Eleições presidenciais aproximam-se e já é possível avaliar as propostas dos candidatos em matéria de segurança pública. Chamam-me a atenção, embora sem surpreender, aquelas envolvendo as reformas da Lei de Execuções Penais, para dificultar a progressão de regime, por exemplo, e do Código Penal, para aumentar determinadas penas, tudo visando a reduzir a "impunidade", desprezando o fato de termos a terceira maior população carcerária do mundo e um sistema prisional colapsado. A lógica por trás de tais medidas é velha e pode ser traduzida numa análise custo-benefício generalizada. Botando na balança, não valerá a pena cometer crimes diante de uma punição severa, e isso reduzirá a criminalidade. A economia, em regra, funciona assim. Mas a própria economia, há de se dizer, já reconhece o equívoco da universalização desse critério quando se está diante do comportamento humano, levando em consideração as particularidades de cada caso concreto e a singularidade de cada indivíduo. Um exemplo bastante esclarecedor pode ser extraído do best-seller internacional "Naked Economics", escrito pelo economista e professor Charles Wheelan. Ao tratar de globalização e aquecimento global (incentivos e sanções em prol do meio ambiente), Wheelan exemplifica: "Será que o aquecimento global é um problema sério? Sim. Seria nossa preocupação principal se as crianças em sua cidade morressem rotineiramente de diarreia? Não. (...) Alguém que vive confortavelmente em Manhattan pode encarar esses custos benefícios de forma diferente de alguém que viva à beira da fome no Nepal." Bingo!, diria Streck. É razoável que um país com o nível de desigualdade social do Brasil espere resolver o problema da criminalidade a partir de um raciocínio simplista e generalizado como esse? Ou alguém que vive em condições indignas e com baixíssima ou nenhuma expectativa de ter um futuro diferente tem muitas outras questões a se preocupar antes disso para fins de determinar suas ações? Não sejamos tão ingênuos.

 

Ruiz Ritter ruiz@ritterlinhares.com.br

Novo Hamburgo (RS)

 

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COMO GERAR EMPREGO

 

Se um chefe de família não produzir, sua família passa fome. Não existe outro caminho sem a produção, seja ele em nossa casa ou em nosso país, nossas contas só serão pagas se trabalharmos, e com o País não é diferente. O governo, por intermédio de homens sérios (infelizmente muito difícil), deveria focar na produção, parar de jogar dinheiro fora com desonerações e incentivar a indústria, transformar a ociosidade em produtos acabados, bancar a indústria e armazenar seus produtos, acreditem, ele tem dinheiro para isso, o que falta é vontade política, ou melhor, o que falta é vergonha na cara, é patriotismo, é hombridade e, acima de tudo, respeito a nós, os mais de 200 milhões de brasileiros. Acorda, Brasil.

 

Arnaldo de Almeida Dotoliarnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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TRABALHO INTERMITENTE

 

Alguém pode me explicar como, num país com 50 milhões de pessoas vivendo na linha da pobreza e 13 milhões de desempregados, o trabalho intermitente não "pegou", segundo a reportagem de 11/9 (B3)? Será mesmo que as pessoas preferem não trabalhar a aceitar essa modalidade? Será mesmo que os sindicalistas (estes bem empregados) estão fazendo terrorismo? Será que o governo é tão insensível que passados 10 meses ainda não esclareceu e acalmou o mercado a respeito dessa contratação? E as pessoas morrendo de fome...

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

 

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JUSTIÇA X ECONOMIA

 

O Brasil e as empresas nacionais e estrangeiras já se acostumaram com tempestades políticas e escândalos, que vão continuar no próximo ano, ao menos. No entanto, o principal fator que pode destruir de vez nossa economia (ou dar um fôlego) é a insegurança jurídica. Espera-se que nossas cortes, como Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, e demais instâncias do Poder Judiciário tenham juízo. Não dá para fazer nenhum planejamento tributário, orçamentário ou força de trabalho com uma Justiça que pode agir de forma irresponsável.

 

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

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GUERRA COMERCIAL

 

Para mim, a essência da taxação sobre produtos chineses promovida pelo sr. Donald Trump é a visão futura de perda do status de maior economia mundial, no máximo em médio prazo, o que, para os EUA, é inadmissível. Como sabem que a perda do mercado chinês não significará grande coisa, procuram abrir empregos para americanos e postergar, ao máximo, a ameaça. Vale apontar, também, o desrespeito dos chineses às patentes e o roubo sistemático de direitos intelectuais e industriais. Luta de gigantes, sofrem os anões.

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

 

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NOTÍCIA ALVISSAREIRA

 

Acabo de saber por um jornal de TV que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai bloquear todos os celulares irregulares, inclusive os roubados. Não podia ser mais alvissareira essa atitude, eis que, por vontade própria e indiretamente, ela está cooperando com a polícia para pôr fim ao nefando crime de morte praticado por ladrão que rouba este pequeno, mas útil, aparelho, para revendê-lo aos incautos compradores. Merecidamente e por justiça, louvo a Anatel.

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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BENEVOLÊNCIA

 

O bloqueio dos celulares irregulares no Rio teve início ontem. A Anatel enviará um aviso dizendo que o celular está irregular e será desligado em 75 dias. Qual a razão da Anatel conceder 75 dias? Este assunto já é do conhecimento público há muito tempo. Todos sabem disso, então não há razão para concessão nenhuma. Emite um aviso simples "este celular está irregular" e desliga no ato. Por que este país tem benevolência com os irregulares, com quem está errado? Quem está correto e procura fazer o certo se sente ofendido com isso.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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ARMAS PESADAS

 

Sobre a apreensão de uma metralhadora "canhão" noRio de Janeiro ("Estadão", 21/9), ela mostra que a bandidagem está equipada com o melhor que existe no mercado internacional. Pobrezinhos dos milicos que os têm de enfrentar, com revólveres quase de brinquedo .38. Realmente, algo terá de acontecer, senão começarão a surgir no Brasil territórios totalmente controlados pelo crime organizado. Na reportagem, faltou dizer que a Browning .50, uma metralhadora pesada, participou na Primeira e na Segunda Guerras Mundiais, também em conflitos menores como Coreia, Vietnã e outros, além de atualmente equipar a Nato como armamento padrão, para ter uma ideia do poder de fogo desta arma. Pelo andar das coisas, apenas um combate da bandidagem com meios militares poderá reverter este terrível processo, que desandou para uma quase guerra civil.

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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AINDA O MUSEU NACIONAL

 

Algumas considerações sobre o incêndio do Museu Nacional: 1) não existe combustão espontânea. É preciso uma fagulha para o fogo pegar e iniciar um incêndio. Por isso, em muitos locais, é proibido fumar. O incêndio do Museu Nacional começou no domingo às 19h30 do dia 2 de setembro de 2018, logo após o encerramento do horário de visitação. Quatro seguranças conseguiram escapar. O fogo só foi controlado após seis horas (!), por volta das 4 horas da madrugada após a queima de todo o conjunto edificado, de três andares. Não se tem mais informações. O inquérito não divulgou mais detalhes. A perda foi total. Parece que não havia um regulamento de medidas de segurança. Só o fato de que as condições eram precárias e as correções estavam para ser tomadas. 2) O que se faz no mundo: obtenção de autonomia financeira - os museus e galerias de arte cobram entradas. Apenas num dia da semana é que existe gratuidade na visitação. A administração é atribuição de uma fundação, que pode receber doações particulares e goza de isenções de taxas e impostos, pois não tem finalidade lucrativa. No Brasil esse modelo já tem sido adotado, mas sem conseguir se manter. Exemplo: Fundação Rádio Roquete Pinto.

 

Roldão Simas Filho rsimasfilho@gmail.com

Brasília

 

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HOMOFOBIA NA CAIXA

 

Compareci, no dia 21/9/2018, às 12h09, à casa lotérica situada à Rua Quintino Bocaiuva, 201, bairro da Sé, no Centro de São Paulo, com o objetivo de efetuar um depósito; fui atendido no caixa 5, e não tenho queixa alguma da moça que me atendeu. Ocorre que, no guichê ao lado - caixa 4 -, um homem estava sendo atendido e começou a fazer uma série de comentários homofóbicos, inclusive utilizando palavrões. Sei que a Caixa não tem culpa dos atos de seus clientes, mas o que me indignou foi que este senhor fazia tais comentários para a caixa que trabalhava no guichê 4, e esta funcionária não tomou nenhuma providência no sentido de advertir o cliente. Reclamei à funcionária que tais comentários ofendiam minha condição de homossexual e lembrei-lhe de que homofobia é crime no Estado de São Paulo (Lei 10.948/2001). A funcionária estava omissa durante toda a "sessão de impropérios" e assim permaneceu, mesmo quando o homem que efetuava tais comentários inclusive chegou, na frente dela, a me dar um leve empurrão e dizer que "não gostava de viado". Funcionário algum tomou providência alguma, e a caixa do guichê 4 em momento algum teve interesse sequer em se desculpar pela omissão perante os comentários que, afinal, eram dirigidos a ela. Repito que sei que a Caixa não pode ser responsabilizada pelos atos de seus clientes, mas acredito que seus funcionários deveriam ser orientados a não aceitarem de forma omissa comentários homofóbicos como os que foram feitos por esse cliente à mencionada funcionária.

 

Carlos da Silva Dunham caduque.pezao@gmail.com

São Paulo

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