Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2018 | 03h00

CAMPANHA ELEITORAL

Democracia em causa

Lapidares os editoriais de ontem Senhora de seu destino e Espírito antidemocrático (A3). Tanto as candidaturas à esquerda quanto à direita vêm atacando sistematicamente a nossa ainda frágil democracia. Os brasileiros – num misto de ignorância, vieses ideológicos prestimosos e revolta com o atual estado das coisas – apostam nelas como salvadoras da Pátria, mas trata-se, na verdade, de potenciais vetores de uma derrocada econômica e social que será triste de ver e ainda mais triste de viver.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Governabilidade

Depois de dois mandatos de Lula e um e meio de Dilma Rousseff, das ações de quase “terrorismo” do PT para tentar impor um presidiário a todo custo no mais alto cargo político do País, por todo o desenrolar da campanha eleitoral até o momento e pelo conhecimento prévio que temos dos candidatos a presidente em disputa, que jamais abrirão mão de concorrer em favor de outro, temos a certeza de que não haverá consenso para a proposta de “pacto pela governabilidade” que o Estadão fez aos candidatos em editorial de 22/9 (A3) – em especial as tradicionais forças do atraso encarnadas pela esquerda, PT à frente, pois a visão deturpada pelo populismo as impede de ver a realidade que nos assombra. Mesmo porque a esquerda não está preocupada com “paz social, desenvolvimento econômico e governança estável”. O que os esquerdistas querem é o poder absoluto e eterno e, por sua estreita visão de mundo e de relações humanas de paz e concórdia, não importa que haja guerra, desde que eles ganhem. Ora, o “fenômeno” Bolsonaro só despontou graças a tudo isso que está aí e à visão medíocre da política do PSDB e de seu candidato. Eis a tragédia! Que Deus nos salve.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Manifesto mimimi

Intelectuais e outros que assinaram o manifesto Pela democracia e pelo Brasil poderiam ser levados a sério se não apontassem apenas o líder nas pesquisas, o sr. Jair Bolsonaro, mas também o sr. Fernando Haddad, cujo chefe, preso, várias vezes já se manifestou sobre “regular” e controlar a imprensa, portanto, acabar com a democracia. Se estivessem mesmo dispostos a defender o Brasil, fariam um manifesto de apoio ao mais preparado para governar o País, o sr. Geraldo Alckmin, que com toda a certeza não acabaria com a nossa democracia. No mais, é mimimi. A propósito, recebi isto pelas redes sociais: “Tive um funcionário que me roubou e agora está preso. Ele me indicou um substituto. Devo admitir o amigo indicado pelo ladrão?”. Com a palavra, digo, com o voto, o eleitor.

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Renovar é preciso

É uma pena que a maioria dos brasileiros não sinta que estas eleições são uma oportunidade imperdível para transformar totalmente a desoladora situação política, social e econômica do Brasil, procurando mudar todos os candidatos – que tanto no Legislativo como no Executivo já tiveram oportunidade de fazer o que agora prometem e pouco ou nada fizeram. É uma pena que, em vez de se resignarem a escolher entre velhos candidatos de tendências fortemente populistas e autoritárias, não se preocupem em ler as propostas dos novos, com quem se identifiquem, para que possamos ter a esperança de um país livre dos velhos vícios e privilégios políticos. Se os eleitores continuarem achando que não vale a pena votar em novos nomes porque não têm chance, só teremos a chance de ver o Brasil mergulhado em mais do mesmo ou até mesmo num perigoso retrocesso.

MARIA TOLEDO GALVÃO DE FRANÇA

mariatoledoarruda@gmail.com

Jaú

CRIME E CASTIGO

Terrorista sequestrador

Pelo que se lê na reportagem de domingo Norambuena: recorde de 16 anos na solitária, o preso Mauricio H. Norambuena antes de mais nada foi um perigoso meliante, que tanto praticou crimes políticos como crimes comuns, e agora sofre as consequências. Não sei por que tanta celeuma por mais um arquicriminoso que povoa nosso planeta. Ou, conforme a cartilha dos esquerdistas, seria ele uma “vítima” de duas sociedades, tanto a chilena como a brasileira...?

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

SANEAMENTO

Rio Tietê

Na realidade, são 80 toneladas diárias, e não 8, como consta no editorial O rio em recuperação (22/9, A3), a quantidade de esgotos que deixa de ser lançada no Rio Tietê com o aumento da capacidade da Estação de Tratamento de Esgotos em Barueri de 8 para 12 metros cúbicos por segundo. Mesmo assim, é baixo o montante de esgotos tratados lançado, atingindo 18 metros cúbicos por segundo, o que equivale a apenas 36% dos esgotos domésticos e não domésticos gerados só na Região Metropolitana de São Paulo.

JOSE EDUARDO W. DE A. CAVALCANTI, engenheiro

cavalcanti@ambientaldobrasil.com.br

São Paulo

MEIO AMBIENTE

Monteiro Lobato

O costume de atear fogo às matas como maneira “prática” de preparar terras para o plantio, devastando o meio ambiente, a flora e a fauna, vem de longa data, como se sabe. Monteiro Lobato, no clássico Urupês (parasita, piolho-da-terra) debate a questão das queimadas, cultura arraigada nos hábitos do caboclo brasileiro, “fazedor de desertos”, na região do Vale do Paraíba, onde se situavam suas terras, a Fazenda Buquira, herdada do avô visconde de Tremembé. A obra fará cem anos em 2019. A ideia do livro começou com a repercussão das denúncias de incêndios nas matas do Vale do Paraíba, escritas em cartas enviadas por Lobato ao Estadão, narrativas bombásticas a ponto de a direção do matutino transformá-las em matéria de destaque, ocupando corpo de página, em 12 de novembro de 1914 – relata artigo da escritora e jornalista Marcia Camargos (Caderno2, C3, Literatura, 22/9). Jeca Tatu espelha o homem simples, do povo, a sobreviver no ambiente rural, indolente, abandonado à própria sorte, doente e engraçado na caricatura estilizada, sentimental, poética, ultrarromântica, alçado ao protagonismo da história, realçando a linguagem direta e melodiosa do caipira, época em que o uso do português corrente na literatura não era bem visto: havia preconceito e o estilo era tido por “cultura inferior”. Urupês tomou feição de livro em dezembro de 1919, estimulado o autor pela transcendência das cartas enviadas ao jornal e publicadas no espaço destinado aos seus leitores. 

ARNALDO C. MONTENEGRO

ac.montenegro@uol.com.br

São Paulo

VOTO ÚTIL

Onde foi parar a nossa democracia? Ao invés de incentivar o voto livre, atualmente somos incentivados ao voto útil. Pensei que eu fosse livre para escolher o meu candidato, sem pressão das redes sociais pelo tal voto útil. Por que será que os eleitores é que devem deixar de votar no candidato de sua preferência, para votar em outro candidato, para que outro candidato não vença? Por que os próprios candidatos não se reúnem e escolham o "candidato útil" e os demais abrem mão de sua candidatura? Fica a dica!

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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NOSSA REALIDADE

Extremamente sereno e profundo o artigo de Fernando Gabeira em "O Estado" de 22/9 ("Pão, pão, queijo, queijo"). É, inclusive, um vento de esperança a todos, como eu, que parecem ter perdido a esperança neste Brasil. Realmente, todos os que compõem a sociedade civil vão ter de trabalhar mais neste futuro próximo, especialmente porque nada ou pouco fizemos. E, com nossa omissão, contribuímos para que forças contra a democracia ganhassem força. Mas o que podemos fazer? Como ajudar? Como ter verdadeira voz e não assistir atônitos a este espetáculo triste e desumano? É uma pergunta que me faço todos os dias.

Alberto Helzel albertohelzel@gmail.com

São Paulo

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CONSENSO PELO DIÁLOGO

Um recado às nossas redes de TV: leiam e divulguem o oportuníssimo artigo de Marcos Guterman "A pertinência de Hannah Arendt" ("Estado", 23/9, A2). Tenho pena de que poucos eleitores tenham tido a oportunidade de lê-lo. Quem promulga a força não tem o poder. Caberia à nossa paupérrima mídia televisiva divulgar esses pensamentos de forma compreensível ao restante dos nossos eleitores.

Sérgio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo

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A VEZ DO ELEITOR

O dia em que o Brasil tomará o seu rumo para alto-mar está chegando. Apesar de todo este mercado eleitoral, há lados positivos a serem estudados após o pleito, tais como: aumentou no Congresso o interesse por uma política honesta? Diminuíram os votos em branco? O comparecimento às urnas aumentou? Um dos pontos essenciais é o efeito "Lava Jato", valeu o esforço do juiz Sergio Moro em prender os corruptos e, consequentemente, torna-los inelegíveis?

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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À FLOR DA PELE

Analisando a conduta da imprensa neste processo eleitoral, verificamos como os grupos televisivos se mostram subservientes a tudo o que está ocorrendo. Verifico que tudo o que se refere ao PT toma-se um cuidado para não ofendê-los, mas para deturpar uma notícia dos outros candidatos, é rapidinho. Por outro lado, "o prisioneiro", ao invés de estar numa cela de algum presídio, continua com suas mordomias na sede da Polícia Federal em Curitiba. Pergunto: qual o critério da Justiça? Por que um Cunha está na cela de uma penitenciária e Lula, não? Por que José Dirceu, condenado a 30 anos, também está solto? Por que o cuidado que todos os partidos, assim como nossa imprensa, têm em informar alguma irregularidade do PT? Com tudo isso, entendo que há um grande interesse da mídia em colocá-los de novo no poder. Ninguém rebate a aparição de Lula no programa eleitoral de Fernando Haddad. O que esperar deste país que se reduzirá a Jair Bolsonaro e Haddad, quiçá Ciro Gomes? Decepciona-me que se fale em presidente, mas ninguém fale em Congresso, Senado. Os Renans, Barbalhos, os Requiões, Suplicy, Gleisi, Dilma continuarão se reelegendo, e nada acontece neste país. Assistimos a um Geraldo Alckmin perdido apelando para a desconstrução dos dois candidatos à sua frente - fora isso uma conversinha mole que não cheira nem fede, bem ao estilo do PSDB, sempre em cima do muro. O que esperarmos do Brasil? Nos meus 64 anos de vida, ainda me decepciono com tudo o que está acontecendo, não vejo líderes que possam mudar o Brasil, vejo oportunistas que só olham em seu benefício, vejo jovens alienados, muitas vezes omissos a tudo o que está acontecendo, talvez em detrimento de um ensino pífio e da falta de educação de berço. Tenham certeza de que, com o que está se apresentando para nós, trabalhadores, teremos quatro anos de muita preocupação, porque o Brasil está quebrado, sem credibilidade moral, econômica e política e o povo, sem paciência para nada. Todos andam à flor da pele.

José Saez jsaez2007@gmail.com

Curitiba 

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ESCOLHAS POLÍTICAS

Nesta eleição, o meu favorito à Presidência da República seria João Amoedo, se a situação do País fosse outra. Hoje, porém, tudo indica que terei de escolher entre PT e Jair Bolsonaro, e fico, é lógico, com Bolsonaro, que é ficha limpa e que prefere o discurso da força e da ordem diante do caos em que fomos inseridos pela "alma mais honesta" da Nação e que curte, hoje, seus feitos numa suíte presidencial em Curitiba. Lembrando também que Bolsonaro nunca esfaqueou ninguém para atingir seus objetivos políticos, diferenciando-se, assim, dos "lulinhas paz e amor" que tanto mal fizeram ao nosso país e que ainda contam em seu histórico com os fantasmas insepultos dos prefeitos Celso Daniel, em Santo André, e Toninho, de Campinas. O que percebo, no espaço político, é que, para vencer eleições, uns se fingem de lobos e outros de cordeiros. Prefiro os lobos.

Neiva Pitta Kadota npkadota@terra.com.br

São Paulo

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CONSIDERAÇÃO

Esqueçam por um minuto o risco (muito real) de Bolsonaro não se eleger no segundo turno, e é uma certeza estatística que haverá segundo turno. Os três primeiros colocados nas pesquisas são Bolsonaro, Haddad e Ciro. O que vocês acham que acontecerá se Bolsonaro passar para o segundo turno e, Deus nos perdoe, ele não resistir à tentativa de assassinato (o que ainda é uma realidade). Teremos, então, um segundo turno com Haddad e Ciro. Será que, se o objetivo é não eleger a esquerda, vocês não deveriam seriamente considerar outro candidato?

Oscar Thompson OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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ALZHEIMER

Doença progressiva degenerativa que causa uma irreversível perda de memória. As pesquisas eleitorais mostram que boa parte do eleitorado sofre dessa doença, pois continua a apostar nos mesmos ilusionistas causadores da grande crise em que nos encontramos.

Miguel Gross mgross509@gmail.com

São Paulo 

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APOSENTADORIA NO SUPREMO

A recente notícia de que conhecido membro do Supremo Tribunal Federal (STF) pedirá sua aposentadoria caso Jair Bolsonaro seja eleito reforçou minha intenção de votar no candidato do PSL.

Gilberto de Lima Garófalo gilgarofalo@uol.com.br

São Paulo

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INCENTIVO

Dois motivos para votar em Bolsonaro: 1) Ciro Gomes prometeu abandonar a política, caso isso aconteça. Oba! 2) Gilmar Mendes deixará o STF, aposentando-se antes do tempo. Maravilha! Ambos o prometeram publicamente.  

Jorge Carrano carrano@carrano.adv.br

Niterói (RJ)

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MANIFESTO

Sobre a nota "Intelectuais lançam texto com críticas" (24/9, A7), trata-se de um grupo de irresponsáveis. Afirmar, por meio de manifesto, "pela democracia, pelo Brasil", que um candidato representa "ameaça franca" ao "patrimônio civilizatório", sem indicar apoio a um outro candidato alternativo, reforça a minha convicção sobre a origem desse apavoramento apelativo geral que está contagiando todos aqueles que se colocam obstinadamente contra  Bolsonaro: rabos presos com desoneracões ou "benesses" recebidas irregular ou ilegalmente dos governos petistas de Lula e Dilma, passíveis de futuras investigações.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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ALTERNATIVA?

Ridículo este manifesto de intelectuais, artistas e companhia limitada. Afirmam que: "Bolsonaro é uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial". Eu gostaria de saber quem é a alternativa a Bolsonaro que não represente ameaça à democracia. Vamos ficar nos que têm de fato chances de ir ao segundo turno: Ciro Gomes E Fernando Haddad. O primeiro é totalmente desequilibrado. Só um exemplo disso é que, dias atrás, chamou um repórter de "filho da p." só porque fez uma pergunta de que ele não gostou. Além disso, ainda pediu que prendessem o repórter, alegando que ele era "do Romero Jucá". Muito democrático. Já Haddad representa o partido - na verdade, a quadrilha - que dilapidou o País durante 13 anos, que fez o mensalão e o petrolão, que tem o ex-presidente da República preso, porque é o chefe da quadrilha, e que ainda por cima acha que a Venezuela é uma democracia. Senhores intelectuais e artistas, gostaria que me respondessem, dentre os que de fato têm chance de ser eleitos o novo presidente do Brasil, quem é o melhor candidato. Quem é que pode colocar um pouco de ordem no País e fazer com que os brasileiros do mal respeitem mais as nossas leis e instituições. Não sou bolsonarista, mas vou votar nele e torço para que não nos afundemos de uma vez por todas. Acho que vocês deveriam fazer um manifesto, sim, contra a situação na Venezuela e na Nicarágua, por exemplo.

Silvio Schaefer excesso@netpoint.com.br

São Paulo

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O IMPUNE CIRO GOMES

Por que o candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) pode agredir, xingar e mandar prender jornalista, chamar outros candidatos de nazista/fascista e "filho da p.", dizer que criminosos têm "pênis diminuto", dizer que no Sul há nazistas, e nada disso é veementemente divulgado e criticado pela grande imprensa?

Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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NO DNA

"Protesto na Nicarágua deixa ao menos um morto e vários feridos" ("Estadão", 24/9). Para observadores mais atentos, na Nicarágua está em desenvolvimento mais uma "Ditadura do Proletariado Tropical", tal qual na Venezuela. Todos os dirigentes esquerdistas têm em seu DNA a tentação totalitária de ficar eternamente no poder, se houver condições locais para tal. O Brasil, com a derrota das esquerdas nas próximas eleições, ficará mais distante desta terrível possibilidade de ditadura.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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SONHAR É DE GRAÇA

Os notáveis criticam Bolsonaro e fazem vista grossa ao PT, que jogou o País na lama, assaltou os cofres da Petrobrás e tem na prisão quase todos os responsáveis pela corrupção, inclusive o ex-presidente. Como pode uma classe ser tão combativa para uns e apoiar outros? O PT nunca fez seu "mea culpa". Acha que com discurso e apoio de cidadãos avessos à verdade se consagrará vencedor? O fato de Bolsonaro estar na dianteira deve-se ao antipetismo. E o PSDB, que desdenhou do candidato hoje em primeiro lugar, acredita que pregando um acordo com o centrão iria sagrar-se vencedor? Ambos os partidos esticam a corda, o PT contestando a condenação de Lula e dizendo que o impeachment de Dilma foi golpe e Alckmin segue acreditando numa virada no jogo. Posso estar enganada, mas nos dois casos os partidos sonham, e sonhar é de graça. Duro é encarar a realidade, e quem sofrerá as consequências é o cidadão brasileiro. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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VERGONHA

Hipócritas que conviveram durante os 13 anos dos (des)governos lulodilmistas, acomodados em seus afazeres, sem se preocuparem com os desmandos, a corrupção, os desvios éticos e morais, e compondo ou aumentando seu patrimônio privado, vêm agora unidos em críticas ao único candidato à Presidência capaz de derrotar o nefasto e vergonhoso lulopetismo. Parece que membros privilegiados da nata social, econômica e política da Nação firmaram um manifesto contra a candidatura do deputado Bolsonaro, a quem conferem o título de "ex-capitão" com torpe e descabido sentido de inferioridade. Que inferioridade? A bacharéis? A banqueiros? A cantores populares? A miliardários? A artistas de telenovelas? A jornalistas? A empresário? Os militares são ou foram em algum tempo uma casta inferior? Onde? Quando? Senhores signatários, envergonhem-se!

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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O MÍNIMO

De Bolsonaro, um mínimo - muito importante - que podemos esperar é patriotismo. Não fará nada contra o Brasil. É um alívio, mas não o que eu desejaria. Significa não à corrupção e não ao PT no governo.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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A MANIFESTAÇÃO DE FHC

Vejamos: onde esteve o PSDB todos estes anos, enquanto o PT urdia sua perpetuação no poder pela via populista? Parece-me que esteve perdido em suas próprias disputas internas, fingindo não perceber o desastre que se aproximava. Foi uma oposição pífia, quando não conivente. Não nos esqueçamos de que quem criou a cultura do "nós" contra "eles" foi Lula, instilando ódio nas camadas que influenciava (e ainda influencia). Então, lamentar a polarização a esta altura, como fez Fernando Henrique Cardoso em carta divulgada na semana passada, me parece um tanto ingênuo, assim como chamar os agentes ao bom senso depois que a vaca foi para o brejo. Eu passei toda a minha vida votando no PSDB. Mesmo frustrado, estava pronto a votar em Alckmin, no segundo turno, ao menos. Mas vocês pagaram pelo desempenho pífio (para dizê-lo de forma elegante). E a casa caiu, professor! No meu entorno ninguém aguenta mais essa situação, independentemente de nível socioeconômico. O Brasil precisa começar a sair do buraco! Isso é o que mais interessa no futuro imediato! E não será pela via da esquerda, como a maioria das pessoas esclarecidas parece julgar. Nas circunstâncias atuais, muitos eleitores estão se agarrando à única esperança que vêm, por mais insensata que possa parecer, de que se consiga começar a resolver os problemas. Ao meu ver, o mal original está no sistema político, que começou... bem, o sr. FHC sabe quando. Este sistema político é o que propiciou os absurdos que levaram à crise ética e, daí, à crise econômica que nos destrói há anos. Este mesmo sistema é o que tira as chances de, por exemplo, um João Amoêdo ser alçado a uma condição competitiva - o que, na minha opinião, é uma pena. Embora o político seja o problema mais importante, o econômico é o mais urgente, extremamente urgente! Então, com todo respeito à biografia de FHC, passou da hora de fazer apelos ao bom senso. Ele deveria ter se preocupado e se movimentado há mais tempo. 

Fernando Barreto Nogueira fernando@bikeways.com.br

São Paulo 

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DEVORADOS

Em 3/6/2018, Fernando Henrique Cardoso, menos afobado com a perspectiva de derrota do candidato de seu partido à Presidência, escrevia num artigo neste jornal: "Não se trata de formar uma aliança eleitoral apenas, muito menos de fortalecer o dito 'centrão', um conjunto de siglas que mais querem o poder para se assenhorearem de vantagens do que se unir por um programa para o País". Ora, o PSDB, capitaneando esse centrão, seria diferente ou é mais um que quer o poder pelas mesmas vantagens? Pois então, mestre, lamentavelmente, nem o senhor nem o seu partido conseguiram perceber que , majoritariamente, o voto no PSDB era antipetista e que, ao praticamente se aliar ao PT, fez desencadear o voto Bolsonaro, que é o mais recente anti-PT. "Decifra-me ou te devoro" era o nome do artigo mencionado. Vocês não decifraram e foram devorados. Tchau, queridos.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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A 'CARTA'

Quando uma intempestiva "carta" é enviada em plena fase pré-eleitoral e o missivista precisa explicar suas razões e a quem ela seria destinada é o típico caso de flagrante impertinência, não é mesmo, FHC?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MUITO TARDE

Se Fernando Henrique Cardoso quisesse participar do processo eleitoral, não deveria esperar até os 48 minutos do segundo tempo...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ERROS E ACERTOS

FHC acertou algumas vezes e errou em outras: quando leiloou, barganhou e vendeu a reeleição errou muito; e na época do mensalão, quando podia ter apoiado um impeachment de Lula, mas não o fez, achando que devia dar corda para o PT se enforcar sozinho e pensando que um novo impeachment era muito ruim para o Brasil, colaborou para uma nova reeleição de Lula, e, depois, de Dilma, levando o País ao caos em que está hoje, com roubos bilionários, um genocídio contra o povo, que ficou sem saúde, segurança e escola, e com o nosso dinheiro dos impostos (que não é pouco) sendo levado para outros países, para retornar em forma de dólares para ajudar na campanha dos petistas. Não sei se FHC agiu assim por ingenuidade, por estar idoso ou por ter o rabo preso.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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CINISMO

Na qualidade de eleitor de FHC por duas vezes, estranhei muito a sua carta à mídia em geral e estranhamente tardia. Não esqueça FHC que ele não se manifestou nenhuma vez diretamente contra o "apedeuta", inclusive tendo sido sua testemunha no inquérito da Lava Jato em Curitiba. Não posso também deixar de citar o ar de satisfação com que FHC passou a faixa de presidente ao hoje apenado. FHC sempre o admirou e foi desprezado todos estes anos por ele. Refrescando, novamente, a lembrança do ex-presidente, quem cunhou o "eles" contra "nós" foi exatamente ele, gerando ódio cada vez que abria a boca. O pronunciamento de FHC, infelizmente, veio eivado de cinismo.

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

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NADA MODESTO

Fernando Henrique Cardoso nunca foi um homem modesto. Considera-se o pai da Pátria, mas anda caducando, pelo visto. Primeiro, sugeriu um pacto PSDB - PT (sob protagonismo do PT), como se tivesse a capacidade de manipular seu eleitorado como Lula tem. Rechaçada essa ideia, propõe, agora, uma união de centro, sob Geraldo Alckmin, claro, mesmo com os seus ridículos e estacionados índices de aceitação. Se fosse para valer, deveria promover Ciro Gomes ao primeiro posto, com a renúncia do seu candidato à disputa à Presidência. Parafraseando o rei da Espanha: "FHC, por que não te calas?". 

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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NÃO É BRINCADEIRA

"Centrão já discute opção em segundo turno sem Alckmin" ("Estado", 24/9, A4). Os componentes do centrão não brincam de "como está fica". Não brincam! Só ficam com quem possa ganhar.

Fausto Ferraz Filho faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

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UM CONSELHO PARA GERALDO

Faltando duas semanas para as eleições, caso Geraldo Alckmin ainda tenha a pretensão de virar o jogo, deve começar por livrar-se de seus conselheiros, de seus marqueteiros e, especialmente, do centrão; deve parar de vociferar contra Bolsonaro e o PT - Ciro Gomes já faz isso e muito melhor do que Alckmin; deve falar sobre seus planos de governo com sinceridade, não prometendo o inexequível - Marina Silva já ocupa esse nicho; deve expressar o repúdio aos criminosos do seu partido, não só aos de outras agremiações - e dar nomes aos bois; deve desmentir FHC e dizer logo que, passando ou não para o segundo turno, não fará coligação com o PT; e, por fim, deve esquecer os indecisos e dedicar-se a recuperar os votos dos eleitores peessedebistas, aqueles de raiz - são em número suficiente para levá-lo ao segundo turno. Mesmo que não tenha êxito, terá restaurado, ao menos, um pouco do respeito que vem jogando pelo ralo ao se comportar tal qual o pior da política brasileira. Aquela mesma que o PSDB, em suas raízes, surgiu para combater.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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PECADOS

Na minha simples opinião de dona de casa eleitora, Geraldo Alckmin pecou, primeiro, com os aliados que escolheu: Roberto Jefferson e sua filha quase ministra corrupta Cristiane Brasil, Paulinho da Força investigado, que só está interessado na volta do Imposto Sindical, e até o Pastor Valdomiro, que ficou milionário se aproveitando da ingenuidade de pessoas simples. E agora, durante a campanha, pecou com seu discurso fraco, fazendo jus ao seu apelido de "picolé de chuchu". Acho que sua vice, Ana Amélia, que eu admirava, deu um tremendo tiro no pé, já que sua reeleição como senadora estava garantida.

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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'MENOS PIOR'?

Ao afirmar que Jair Bolsonaro pode ser pior do que o PT, Alckmin deu o tiro de misericórdia em sua própria campanha. Estamos atravessando nossa pior crise por causa do PT. Essa verdadeira facção criminosa roubou o suficiente para fundar um país, e Alckmin ainda tem a cara de pau de dizer que o PT é menos pior?

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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'NOTÁVEIS'

Um ilustre jurista que já ocupou cargos importantes como o de presidente do STF, ministro da Defesa do governo do ex-presidente encarcerado, etc. deu uma entrevista ao "Estadão" de sábado (22/9, A12) na qual criticou a sugestão do candidato a vice na chapa que lidera as pesquisas para que seja redigida uma nova Constituição. Na crítica, relembrou que a elaboração de uma nova Constituição para a Alemanha, a cargo de "notáveis", acabou resultando no nazismo. Acontece, salvo melhor juízo, que quem sugeriu a mudança na Constituição não falou em "notáveis". E, realmente, não vai adiantar nada, ou vai ter resultados nefastos como na Alemanha, se os considerados "notáveis" no ambiente político atual forem encarregados de elaborar o novo texto constitucional. Acredito que a ideia do general que sugeriu a nova Carta Magna seja a formação de uma Assembleia Nacional Constituinte, formada por membros convocados em todos os segmentos da população brasileira, que nunca tenham tido qualquer mandato legislativo, como por exemplo membros selecionados no meio jurídico, na saúde, na segurança pública, nas Forças Armadas, na educação, na indústria, no comércio, no agronegócio, nos sindicatos autênticos, entre servidores públicos e privados, etc. Os "notáveis", quando muito, iriam orientar os trabalhos da assembleia inexperiente com seu notório saber constitucional.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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'O PAÍS NO ESPELHO'

Excelente o artigo do economista Cláudio Frischtak no "Estado" de domingo (23/9, B2). Ali ele simplesmente disse tudo sobre o Brasil. Infelizmente, não deu nome aos "bois", mas, para bom entendedor, já é o suficiente. Um país onde toda a mídia (sem exceção) impressa, televisiva e internet, somada às grandes instituições financeiras, ao sindicalismo, às empreiteiras, aos servidores públicos e aos analfaindolentes, se junta para o retorno do messianismo populista do "molusco" enjaulado via um bobo-boçal da corte, sabe quando chegará ao dito Primeiro Mundo? Nunca. 

Nelson Piffer Jr. pifferjr86@gmail.com

São Paulo

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PÉROLAS AOS PORCOS

O candidato à Presidência Henrique Meirelles já colocou do seu próprio bolso a bagatela de R$ 45 milhões na própria campanha. Cada um gasta o seu dinheiro onde achar mais adequado, ou seja, não temos nada que ver com isso. Mas colocar tanto dinheiro num projeto com pouquíssimas chances de sucesso e que em tese visa ao bem público, se eleito, equivale a arremessar pérolas aos porcos. Por que não investir num projeto social no seu Estado de origem, Goiás, tão carente nas áreas de educação e saúde? A grave crise econômica do País não tolera laivos de vaidade pessoal, com tantos déficits sociais à mostra.

Renato Consolmagno rconsolmagno@gmail.com

Belo Horizonte 

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CANDIDATOS 'SUB JUDICE'

Os resultados das eleições de 7 de outubro podem ficar comprometidos em sua legitimidade. Cerca de 1.400 políticos, com registros barrados pela Justiça Eleitoral, estão concorrendo "sub judice". Há 12 candidatos a governador que podem comprometer a realização do segundo turno (com substituição pelo terceiro colocado) ou até mesmo anular a eleição, em caso de vitória no segundo turno. Há 26 candidatos ao Senado que podem provocar a convocação para posse do terceiro colocado ou até mesmo do quarto colocado, para as duas vagas em disputa por Estado. Há 462 candidatos a deputado federal e 855 candidatos a deputado estadual, sendo que a impugnação ou não dos votos pode comprometer o resultado e modificar o quociente eleitoral em todas as 27 unidades federativas, alterando a diplomação e a posse dos eleitos.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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AINDA DÁ TEMPO

Ainda dá tempo de evitar a catastrófica e ilegal volta de Dilma Rousseff à vida pública: basta que alguém apresente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a manobra criminosa do companheiro Ricardo Lewandowski, que não cumpriu a Constituição e não suspendeu os direitos políticos de Dilma após o impeachment. Absolutamente nada sustenta a manobra do juiz petista nomeado por Dilma para o STF. Basta que alguém se coce para fazer valer o que está claramente escrito na Constituição. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A VOLTA DE DILMA

Dilma Rousseff "dilmando": ao apresentar os candidatos do PT ao governo de Minas e à Presidência, a ex-presidente disse "Estou aqui com o Fernando Pimentel e com o Fernando Haddad, dois Haddads. Não, dois Pimentéis. Não, um Fernando". Coragem, Dilma! Faça um esforço que você consegue!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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ALGO PODRE...

Não no reino da Dinamarca, mas aqui, no Brasil. A atitude do então presidente do STF Ricardo Lewandowski e de seu assecla presidente do Senado Renan Calheiros, quando rasgaram nossa Constituição no processo de cassação do mandato de Dilma Rousseff, não retirando seus direitos políticos por oito anos e regalias do cargo de ex-presidentes, contrariando dispositivo constitucional; o privilégio concedido a Lula, completamente diferenciado de presos "comuns", permitindo que ocupe cela individual de 15 m2 na sede da Polícia Federal, com água aquecida e televisão, podendo receber visitas a qualquer hora e transformar sua cela em comitê eleitoral; as seguidas decisões da segunda turma do STF em favor de políticos já condenados; tudo isso, realmente, exala um odor putrefato... e ninguém fala nada!

Amaury Antonio Pasos amaury@esbelt.com.br

São Paulo

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RESSSUSCITADOS

Infelizmente, viveremos mais alguns anos completamente órfãos do Congresso Nacional. O show de horrores ressuscitando César Maia, Tiririca, Aécio Neves, Dilma Rousseff, Renan Calheiros e centenas de outras nefastas criaturas é o que se nos apresenta. "O brasileiro não sabe votar", frase dita por Pelé, se mostra em total exuberância no nosso Brasil de hoje. É lamentável. 

Joao Paulo de O. Lepper jp@seculovinteum.com.br

Rio de Janeiro

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AS ELEIÇÕES PARLAMENTARES

Concordo que qualquer mudança estrutural e profissional do nosso sistema político e eleitoral exigirá muito esforço e tempo. Infelizmente, não sinto que haja algum esforço, os interesses se sobrepõem: a aceitação dos princípios da Lava Jato pelos Legislativos e Executivos é inexistente. O dr. Sergio Moro foi homenageado pelas Forças Armadas e no exterior, mas as homenagens da sociedade civil, se houve, foram bem disfarçadas. Estamos doentes há muito tempo e continuamos ignorando isso.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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LEGISLATIVO

O Poder Legislativo federal (Câmara e Senado) tem fundamental importância na condução da democracia e da governabilidade, por elaborar as leis, aprovar as propostas do Poder Executivo e as reformas necessárias para o desenvolvimento do País. A polarização em torno dos candidatos à Presidência diminui o foco e a importância da renovação do Legislativo, e com isso corremos o risco da ingovernabilidade plena. Eleitor, antes de votar, analise criteriosamente seus candidatos à Câmara e ao Senado avalie seu passado, competência, honestidade. Não vote por corporativismo, o povo brasileiro pode e deve contribuir para um futuro melhor. As novas gerações dependem de nossa escolha e decisão.

José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto 

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

O candidato do PSDB ao governo paulista parece ter perdido a civilidade ao promover ataques ao governador Márcio França, do PSB, candidato à reeleição. O tucano usou na propaganda eleitoral uma foto de quando França era obeso para dizer que ele não é "novo" na política, tentando associá-lo às gestões do PT. Nesse sentido, o tucanato paulista mostrou despreparo e uma agressividade gratuita e exagerada. Nos debates com os candidatos a governador de São Paulo, vimos uma versão Dória demasiadamente agressiva com seus adversários, evidenciando, inclusive, total despreparo para comandar o Estado mais rico do País. O PSDB comanda o Palácio dos Bandeirantes há 24 anos, mostrando-se absolutamente hegemônico no maior colégio eleitoral brasileiro. Ao atacar França de maneira tão enfática, mostra-se frágil e temeroso com o crescimento do candidato do PSB, visto o aumento de sua penetração junto de eleitores tradicionalmente do PSDB e cansados de "mais do mesmo". O "gestor" que abandonou a prefeitura da capital para concorrer ao governo do Estado não entregou suas promessas e descumpriu um compromisso assumido e assinado. Em 2018, ao que tudo indica, os tucanos perderão espaço na política nacional e regional. Os brasileiros clamam por mudança e essa vontade não passará incólume no Sudeste, mais precisamente em São Paulo.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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DORIA X FRANÇA

Não poderíamos esperar outro comportamento do engodo João Agripino Doria. Se até velhos fundadores do PSDB já mostraram publicamente este comportamento, como o ex-governador Alberto Goldman, o ataque ao governador Marcio França é desespero de causa, porque, com a maior rejeição, Doria será derrotado, se caso for ao segundo turno, afinal a população ainda pode acordar para a realidade daquele que, ao largar a Prefeitura de São Paulo, disse que havia acabado com a Cracolândia, por exemplo. Quantos devaneios.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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BANDITISMO DESENFREADO

Só este ano, 95 agentes de segurança pública e militares foram assassinados no Estado do Rio de Janeiro. Em qualquer parte do mundo, o assassinato de um policial é ocorrência gravíssima. Aqui, é o contrário: a indignação ocorre quando se mata o bandido. A certeza da impunidade gera no criminoso a audácia, a grande causadora dessa tragédia. Aqui, bandido canta de galo porque as leis penais são frouxas. Direitos humanos o protegem da cadeia. O País está a caminho do caos, se não houver mudanças enérgicas nas leis. Existe um complô internacional socialista, trabalhando com afinco, com o propósito bem definido de destruir os valores morais e cristãos.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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ACORDO ENTRE RORAIMA E VENEZUELA

Faz tempo que a governadora de Roraima clama por ajuda em face dos transtornos e custos trazidos àquele Estado pelos mais de 70 mil refugiados venezuelanos que lá aportaram. Nem o seu pedido de fechamento da fronteira, nem a cobrança por mais rigor no controle da imigração e pelo ressarcimento dos quase R$ 200 milhões que o governo do Estado já gastou até agora para prestar serviços públicos a esses estrangeiros tiveram eco. No entanto, quando ela toma a decisão de ir a Caracas e negociar diretamente com o ditador Nicolás Maduro um acordo informal entre o seu governo e a Venezuela para a repatriação desses cidadãos que estão no Brasil e querem voltar, alguns diplomatas e advogados - até então aparentemente indiferentes aos apelos da governadora - se manifestam contra, acusando-a de "atropelar a Constituição e o governo federal". O mais curioso é que nem o Itamaraty nem o Palácio do Planalto quiseram comentar o caso. Será que ambos estariam secretamente por trás deste acordo "informal"? É oportuno lembrar que quando, sem avisar, o governador do Acre, Tião Viana (PT-AC), enviou milhares de imigrantes haitianos em ônibus fretados para a capital paulista, ele utilizou suas contas nas redes sociais para contestar as críticas feitas pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, e a atitude do governo paulista foi tachada de preconceituosa. Viana, à época, classificou a conduta do governo de São Paulo como sendo "elite paulista" e disse que estariam querendo obrigar o povo acreano a "prender imigrantes" no Estado. Questionou, ainda, se as críticas não seriam motivadas por preconceito racial e uma política de "higienização". Será que, se a governadora Suely Campos (PP), a exemplo de seu colega acreano, tivesse fretado ônibus e distribuído essas dezenas de milhares de venezuelanos pelo Brasil afora, teria agido melhor do que sua tentativa de negociar o retorno deles ao seu país de origem?

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos 

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PERDA BILIONÁRIA AO IR

Sobre a matéria de primeira página do "Estadão" de sábado (22/9), "Planos de Bolsonaro e Haddad criam perda bilionária para o IR", a alegação de "economistas" do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea) de que o País perderia bilhões em arrecadação com alíquotas menores não passa de pura sabotagem ou falta de informação de seus componentes. Numa simples consulta no site da Fazenda, verifica-se que em 2018 foram "devolvidos" R$ 40 bilhões (12 lotes de R$ 3,3 bilhões) de valores arrecadados de Imposto de Renda Pessoa Física. Esses valores, deduzidos dos salários ou dos rendimentos de pessoas físicas, estavam represados e foram "restituídos" por não serem devidos. Pior: restituídos e corrigidos pela Selic. Caso não fossem na época retidos, esses valores estariam sendo gastos e bem aproveitados pelos contribuintes e, pasmem, gerando impostos com o seu uso. E quem lucraria com isso? Seria o próprio governo, que receberia esses valores em impostos, sem ter de devolver nada. Assim, concluímos que, diminuindo as alíquotas, os valores arrecadados, apesar de menores, favorecem o governo, pois o montante não retido e não represado estará sendo usado para produzir riquezas, novas compras e novos impostos. Simples assim. Sugiro ao "Estadão", na próxima vez, gastar melhor seu dinheiro em consulta, ou escolher outro órgão mais atualizado.

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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REPETIÇÃO

Mesmo cientes de que o País tem um enorme déficit fiscal, de R$ 159 bilhões, fruto da herança maldita do PT, os líderes nas pesquisas eleitorais para o Planalto, Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e Fernando Haddad (PT-SP), prometem desde diminuir a alíquota até isentar do Imposto de Renda a pessoa física, fato que prejudicará a arrecadação federal. A proposta de Bolsonaro trará perdas de R$ 69,3 bilhões, e a de Haddad, outros R$ 38,7 bilhões. Essa estimativa foi feita por um economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e publicada no "Estadão" (22/9). Foi exatamente com essas ações demagógicas citadas acima que o PT, com Lula e Dilma, quebrou o Brasil, no claro intuito de enganar o povo e se perpetuar no poder. Isso lembra o que ocorreu, por exemplo, na era petista quando o gás de cozinha, de 2003 a 2015, não foi reajustado, causando um prejuízo para a Petrobrás de R$ 35 bilhões. E sem falar, infelizmente, nos bilhões de reais que neste período desviaram das nossas estatais. Parece que os dois candidatos citados acima desejam repetir o mesmo e perverso repertório de não respeitar o equilíbrio fiscal e as já detonadas contas públicas.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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'SEU DINHEIRO'

Mais uma vez, o "Estadão" merece os necessários cumprimentos pelo site "Seu Dinheiro", que, embora sendo publicação apenas com participação do Grupo Estadão, encerra bons colunistas e boas orientações sobre investimentos e aplicações, além de demonstrar as tendências sobre a economia individual atual.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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O TITITI DE TITE

Depois de perder a Copa do Mundo de futebol em situação pior do que nas últimas, Tite vai ficar neste tititi até as próximas eliminatórias, caso vença a Copa América.

Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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