Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2018 | 03h00

CAMPANHA ELEITORAL

Voto útil

Não sei por quê, ultimamente tenho notado a insistência com que uma lembrança volta à minha memória. Há muitos anos um jovem senhor, que foi muito merecidamente considerado o atleta do século, disse com simplicidade que o brasileiro não sabe votar. Foi criticado duramente, mas hoje podemos notar que realmente uma grande parcela do eleitorado vota por bairrismo, raiva, até inveja, e continua transformando algo tão importante e decisivo para o País numa medíocre disputa entre habitantes de uma aldeia, demonstrando assim, de maneira clara, o amor pelo Brasil. Quando será que um país grande como o nosso se transformará num grande país, uma vez que a riqueza de uma Nação está em seu povo?

VERA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

Medo e vergonha

Numa simples observação no trânsito em São Paulo, percebo a ausência de propaganda eleitoral nos para-brisas traseiros dos carros, ao contrário das eleições passadas, que ostentavam banners de candidatos. Depois da tentativa de assassinar Jair Bolsonaro, entendo que as pessoas sintam medo de se declarar. Mas também não há propaganda de Fernando Haddad. Dizem ser esse um voto envergonhado. Então, fica a pergunta: se sentem vergonha do próprio voto, por que votam?

MARCIA MEIRELLES

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

Tudo pelo poder

Adversários que hoje pegam carona com o PT na oposição são os mesmos que menosprezaram o potencial eleitoral de Jair Bolsonaro diante do momento econômico depressivo e de insegurança insana vivido pela população. Essa miopia lhes custou o preço que hoje estão pagando. Aliás, essa miopia chega às raias da cegueira ao se aliarem hoje ao partido a que se opuseram ontem. Tudo pelo poder. Criticam o grito e querem ganhar usando o mesmo método, já que as plataformas de atração do eleitor não surtiram efeito. Com isso facilitam a vida dos contrários à Operação Lava Jato, permitem alimentar a esperança na soltura de Lula e jogarão por terra todo o esforço de saneamento da Petrobrás, dos fundos de pensão, dos Correios, etc. Se são apoiadores do PT, que tenham a coragem de admitir. Assim, ao menos não poderão ser chamados de hipócritas ou de mistificadores. Essa conduta nos permite afirmar que são maus perdedores.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Convicção política

Dependendo de acertos e conveniências, o Centrão pode gostar tanto do lulopetismo como do bolsonarismo...

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

Que baixaria!

É uma vergonha constatar que a principal preocupação dos candidatos é atacar os rivais. Isso é baixaria! Não conseguem convencer os eleitores com argumentos positivos, mostrando as providências para tirar o País do buraco em que o governo anterior nos colocou? Ou seja, divulgam calúnias, inverdades, só para afundar os outros candidatos. Dá para confiar num candidato a presidente que age assim?

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

Campanha negativa

Suponho que Geraldo Alckmin, ao perceber que suas chances de ir para a disputa do segundo turno não são boas, resolveu atacar. Mas o ataque não surtiu o efeito esperado, pois, ao dizer que se Bolsonaro for eleito é o mesmo que dar um tiro nos pobres, contribuiu para a campanha de Haddad. E ainda atribuiu aos militares o mal do Brasil. É importante lembrá-lo de que o mal do Brasil é o PT, que se não for derrotado agora pode voltar ao poder. E o que é pior: voltando, certamente trará consigo Lula e toda a sua quadrilha para aniquilar de vez o nosso país.

DANIEL DE JESUS GONÇALVES

al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

Agora ou nunca

Srs. dirigentes e marqueteiros da campanha de Alckmin, ainda há tempo para a reviravolta, acordem! Em vez da divulgação das podridões e mazelas dos governos lulopetistas, devem mostrar o que de bom, certo e útil foi feito no governo Alckmin, deixando as falcatruas por conta do juiz Sergio Moro, que vai pôr todos os corruptos e ladrões na cadeia. Está em jogo a consciência patriótica. É agora ou nunca, senão será a derrocada do País.

ONOFRE ROSA DE REZENDE

onofrerezende@yahoo.com.br

Barretos

Abandono

Nunca antes neste país, que me lembre, um candidato foi tão rifado, abandonado, maltratado por seus pares de partido, e pelos outros, como Geraldo Alckmin. O que demonstra a fragilidade e o racha em que se encontra o PSDB.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Elites que não pensam

O fracasso do social-liberalismo no Brasil se deve ao despreparo das nossas elites. Não souberam liderar o processo político e abriram espaço para o populismo de ambos os extremos. Agora o Brasil se vê diante do ruim e do péssimo. Duas alternativas que empurrarão o País para mais uma crise, que certamente desembocara em nova Constituinte ou em outro impeachment!

JOSE E. BANDEIRA DE MELLO

josedumello@gmail.com

Itu

Omissão

Ficamos entre a cruz e a caldeirinha. Erros entre ser oposição e a adoração constrangida de um operário na Presidência acabaram com o PSDB. Triste página de nossa História. Excelente o editorial A responsabilidade dos omissos (26/9, A3).

NELSON MATTIOLI LEITE

nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

Vendeta

Apesar de o novo poste do PT prometer, em caso de vitória, um acerto de contas sem revanchismo, sem ódio, e reafirmando o compromisso de o povo mandar no Brasil, vislumbra-se uma vingança sem precedentes pois, o “Andrade” afirmou que “eles” têm de aprender a respeitar o resultado das urnas (impeachment da Dilma) e que o povo se vai lembrar de tudo o que aconteceu (prisão do Lula). O mercado teme uma concentração do poder, a implementação de uma agenda inflexível e a revogação de medidas corretas tomadas pelo governo Temer. Por isso tudo, só resta uma saída: PT nunca mais!

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

CONSIDERAÇÕES AO CENTRO

O Brasil tem três grandes problemas imediatos: um déficit gigantesco nas contas do governo, um desemprego absurdamente elevado e um sistema político que precisa ser reformado. A campanha eleitoral deveria focar nesses aspectos, mas as candidaturas que despontam estão ocupadas em levar a eleição às últimas consequências numa disputa puramente ideológica. De um lado, o lulopetismo, de outro, o bolsonarismo, ambos movimentos com tendências autoritárias. O discurso radical, à esquerda e à direita, acaba excluindo as candidaturas mais moderadas do jogo e leva somente ao ódio e a pautas populistas, regressão política e social. Uns não aceitam que seu líder tenha sido preso pelos crimes que cometeu, outros acham que se resolve tudo na bala. Não há autocrítica, só revanchismo. Aumentar a divisão e deixar um país rachado em cima de temas que estão longe de ser nossos maiores problemas é o pior desfecho possível. Eleição não é hora de destruir tudo o que está em volta e democracia não é aniquilação do "inimigo". Sempre há um "day after". O resultado, qualquer que seja, precisa ser reconhecido e legitimado, garantindo a governabilidade. Mas, com o que se desenha para o segundo turno, falta razão para otimismo. Não custa lembrar que o vencedor será o presidente de todos, e não só dos seus eleitores, e deve ser capaz de pacificar o País. Ao mesmo tempo, quem perde tem o dever de ajudar na travessia desses problemas, buscando os consensos possíveis. O ranço de oposição sistemática para inviabilizar o futuro governo só fará piorar a crise. Há opções em todos os quadrantes do espectro político. A escolha dos eleitores - e o espírito democrático do eleito - pode definir como será o dia seguinte: um governo atrasado, corporativista, voltado somente aos "seus" e um país ainda mais dividido que o pós-2014 ou, então, um governo capaz de diálogo, com esperança de reconciliação em casa e abertura para o mundo civilizado. O País já tem problemas demais e o presidente não deveria ser mais um problema. O que precisamos desesperadamente é de normalidade.

Rodrigo Schroeder Canova rodrigo.s.canova@gmail.com

Porto Alegre

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MODERAÇÃO

O ambiente eleitoral é cada dia mais tenso. Verifica-se nas redes sociais um alto índice de agressividade entre os partidários das diferentes tendências. Candidatos desesperados, cujas campanhas patinam, partem para a agressão aos concorrentes líderes das pesquisas. Já se identificam até agressões físicas. A eleição deve ser uma festa cívica. É uma temeridade quando descamba para a agressão. Espera-se que todos os candidatos estejam em condições de cumprir todos os compromissos de campanha. Dos militantes, a expectativa é de que atuem de forma positiva, buscando evidenciar as qualidades de seus preferidos e jamais o lado negativo dos adversários. Os artistas, que desfrutam de nome público, deveriam se abster e com isso evitar a antipatia dos que não concordam com suas posições políticas, mas podem ser simpáticos às suas obras artísticas. Moderação é o que se pede a todos os envolvidos. Só assim é que poderemos aferir e desfrutar da verdadeira opinião do eleitor. A grande massa não comprometida com ideologia ou esquemas político-partidários está aí para ser conquistada. E para conquistá-la é preciso propostas que a convençam a dar seu voto a este ou àquele candidato. Com xingação, ardis e mistificações ninguém vai conquistá-la. Pensem nisso e baixem a bola, até porque, independentemente do resultado das eleições, depois de contados os votos, todos continuaremos tendo um país para viver e por ele trabalhar. Haverá vida depois das eleições.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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ÂNSIA DE VÔMITO

Os dois candidatos mais cotados a chegarem ao segundo turno da eleição presidencial, pelo que indicam as pesquisas, que não costumam errar muito, me provocarão ânsia de vômito na hora fatal de apetar o botão "confirma", já que não concordo com votar em branco ou anular o voto. A minha dúvida é saber se um desses candidatos - o que tem ojeriza à democracia e prega a violência como meio de administração, no hospital se recuperando de um atentado, ou o que é marionete do chefe do maior esquema de corrupção já visto no País, não à toa preso em Curitiba - poderá me dar tempo de pelo menos deixar a zona eleitoral antes de consumar o ato.   

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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ENCURRALADO

Não morro de amores pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL), mas só de pensar que a "tigrada" petista poderá retomar o "pudê", não resta alternativa. Que me desculpem Ciro Gomes (o "cangaceiro"), Marina Silva (a "prolixa") e Geraldo Alckmin (o "picolé de chuchu"), mas o Brasil em primeiro lugar. 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PESQUISAS ELEITORAIS

Toda esta confusão que se armou no Brasil a respeito das próximas eleições é consequência direta das pesquisas eleitorais. Se não soubéssemos das faladas "tendências", do "crescimento" de uma candidatura e do "decréscimo" de outra, cada eleitor escolheria, tranquilamente, seu candidato e o primeiro turno não seria desvirtuado. É por causa das pesquisas que surge o conceito de "voto útil". Eu mesma estou inclinada a mudar meu voto, porque estou vendo que meu candidato não tem chance. Se não houvesse pesquisa, o primeiro turno seria sincero: cada um votaria de acordo com suas preferências. Aí, com o resultado verdadeiro das urnas, poderíamos acreditar que a eleição refletiria a vontade do povo. A meu ver, as pesquisas deveriam ser simplesmente proibidas.

Sarah C. F. Barbosa sarahdecfontesbarbosa@gmail.com

São Paulo

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Sugiro aos institutos de pesquisas eleitorais que façam suas pesquisas perguntando aos eleitores se eles realmente acreditam nos resultados apresentados.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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INDUÇÃO

Pode até ser real, mas os institutos de pesquisas estão induzindo o eleitor ao voto útil.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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E AGORA?

Nas últimas eleições, antes das investigações da Operação Lava Jato, portanto, meu candidato era Aécio Neves. Nos dias anteriores ao pleito, decidi mudar meu voto. Embora ninguém do meu relacionamento acreditasse, votei em Dilma por achar, com os pés no chão, que a bomba deveria estourar no colo do partido que a armou. Deu no que deu, felizmente. Ao ler o artigo de Mônica de Bolle no "Estadão" de ontem ("Com Haddad ou Bolsonaro, é provável que o Brasil fique ingovernável"), o bichinho voltou a me morder. É bem verdade que a Justiça falhou desavergonhadamente, no sentido de não ter afastado Dilma das possibilidades políticas, cumprindo a Constituição, mas hoje os tempos são outros, não aceitaremos mais o PT e seus puxadinhos em nossa vida, definitivamente. É com dor no coração, ainda tenho algum tempo para pensar, mas, como dizem, não dá para fazer omelete sem quebrar os ovos.

Dina Benetti dibemei@yahoo.com.br

São Paulo

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SEGUNDO TURNO

As pesquisas demonstram claramente um segundo turno entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Ciro Gomes, Marina Silva e Geraldo Alckmin parecem ter chegado ao teto, logo, será, penso, um desserviço à democracia o voto antipetista, colocando para dirigir nosso país um radical e despreparado político como Jair Bolsonaro. Votarei com a consciência plena e tranquila em Fernando Haddad.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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MUDANÇA

A eleição mais fácil de votar: quem concordar com a caca deixada pelo PT e pelos políticos aliados já sabe em quem votar, mas quem quer ter esperança de mudanças sabe que tem de votar em Bolsonaro. Agora, se ele entrar lá e decepcionar, começamos um movimento pelo impeachment. O povo põe e o povo tira. 

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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FIM DE FEIRA

Infelizmente, a situação do brasileiro, faltando pouco mais de uma semana para as eleições, é similar a estar num fim de feira, tendo de selecionar o ruim do péssimo, com a desavença de que no final de uma feira você paga mais barato, e na escolha dos nossos presidenciáveis o preço será bem caro. A economia nacional sofreu com 12 anos dos fungos vermelhos que findaram com a sua saúde, e ela pode vir a óbito se não a livrarmos deste mal. O problema maior é que o antídoto que está sendo escolhido para essa doença de fato não passará de um placebo. Tudo vai se encaminhando para que a decisão caia nas mãos dos indecisos, que dizem agora não saber ou declaram que votarão nulo/branco, mas que de última hora determinam um número na urna - na verdade não é bem na última hora, pois nesta escolha entre ruim ou péssimo já tem gente que pegou sua fruta e colocou lá no fim da sacola, mas fala que ainda não escolheu ou que prefere ficar sem levar nada.

Higor Gabriel Duarte Lima higorduarte14@gmail.com

São Paulo

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MANIPULAÇÃO?

Vimos o resultado da recente pesquisa Ibope, divulgada esta semana. Não dá para entender os números catastróficos que mostram Fernando Haddad, orientado por um "presidenciário", subido tanto. Temos visto as públicas demonstrações de apoio ao candidato, com carreatas e passeatas dos "petralhas", e elas sempre nos pareceram pífias diante das de Bolsonaro. Chego a ter muitas dúvidas quanto ao resultado apresentado pelo Ibope. Haddad subir como um foguete não faz sentido, nem o chefão está com toda essa bola para influir nesse resultado. Será que estão manipulando os resultados desde já?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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BALÃO METEOROLÓGICO

A primeira vez que resolvi escrever para o "Fórum dos Leitores", há uns 10 anos, foi justamente contra um determinado instituto de pesquisa, questionando a pesquisa feita na época entre 136 ou 144 municípios. E, passados tantos anos, as pesquisas feitas pelo Ibope e Datafolha/TV Globo e "Estadão" continuam nebulosas. Não se sabe onde foram feitas, em que Estados e quais cidades. Então os dados podem ser manipulados ao bel prazer. Lendo  manchete do "Estadão" de 25/9, "Bolsonaro estaciona em 28%, Haddad atinge22%", e depois lendo todo o conteúdo da matéria, Haddad, além de ser um "poste", marionete, virou balão meteorológico a gás hélio no processo isobárico, quando a temperatura do balão aumenta e o volume dobra (de 4% para 8%, para 16%/19%, e chegou a 22%). Cuidado! O balão de hélio, quando sobe, com a densidade do ar e a pressão que diminuem rapidamente, além dos fatores de desgaste como temperatura, umidade e incidência de raios solares, mais cedo ou mais tarde ele não vai resistir e estourará.

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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FENÔMENO

Qual é a necessidade de fazer pesquisa eleitoral de dois em dois dias? Ah, sim, para dizer que Haddad está subindo... Gente, disfarça um pouco, porque nesse ritmo ele vai bater os 100% das intenções de voto antes mesmo do dia 7 de outubro. Fenômeno!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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NÃO RESTA ALTERNATIVA

Perfeito o editorial "A responsabilidade dos omissos", publicado pelo "Estado" ontem (26/9, A3). Independentemente de ser eleitor de longa data do PSDB, considero, dentre todas as candidaturas, a de Geraldo Alckmin e Ana Amélia a mais preparada para governar este país. Mas, infelizmente, nesta eleição a polarização Bolsonaro x Haddad parece consolidada e não me resta outra alternativa senão declarar meu voto em Bolsonaro. É preferível correr o risco de cair do cavalo do que ter a certeza de que terei meu cavalo roubado, se votar no PT.

Celso Neves Dacca celsodacca@gmail.com

São Paulo

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CAVALO NOVO

Nas próximas eleições, prefiro votar num candidato novo e cair do cavalo do que votar no PT e ter o cavalo roubado!

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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A MELHOR VICE

Alckmin, além das qualidades próprias, tem a melhor vice: Ana Amélia Lemos, 40 anos de jornalismo, senadora atuante (assiduidade e 91 projetos); manifestou-se contra a corrupção e a favor do agronegócio - que é o que vem mantendo o Brasil à tona. Por que não lhe conferir um papel mais relevante nesta campanha política? Além de tudo, o eleitorado feminino é numeroso.

Joel Massari Rezende joelrezende07@gmail.com

São Paulo

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'A RESPONSABILIDADE DOS OMISSOS'

Esclarecedora e devastadora a conclusão a que se chega quase na hora de votar para presidente. "A responsabilidade dos omissos", editorial do "Estadão" (26/9, A3), pontua com clareza o porquê de a candidatura de Alckmin não ter convencido seus eleitores. O candidato subestimou a inteligência dos eleitores e não foi capaz de ler o desejo daqueles que cansaram de gritar contra a estrutura corrupta montada por Lula. Era preciso combater a corrupção, era preciso se opor ao lulopetismo, mostrar suas realizações e defender tudo o que o PSDB conquistou para o Brasil. Mas Alckmin, além de omisso, se aliou ao "centrão", não soube valorizar a Lava Jato e teve dentro do partido pessoas distribuindo o fogo amigo - ficaram parecendo irmãos siameses. Bolsonaro, sem tempo de TV, sem estrutura político-partidária, ocupou o espaço deixado pelos tucanos e falou o que o povo queria ouvir. Combater a corrupção, a violência. Provou ser ficha limpa e bateu fortemente no PT. Pode não ser o ideal, mas mostrou aos eleitores que é preciso mudar a sujeira que aí está. Nesta hora em que é preciso decidir quem pode mudar o Brasil, o eleitor vai optar por aquele que corajosamente se mostrou disposto a fazer o que Alckmin deveria ter feito e não fez. É como no futebol, quem não faz toma.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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OS FATOS E O FUTURO

Não sou eleitor de Bolsonaro (ainda). Assim, dois fatos recentes me impressionaram muito negativamente, por serem tremendamente injustos com aquele candidato que foi quase assassinado por elemento esquerdista. O primeiro fato é a total ignorância e tendenciosidade da matéria publicada pela revista "The Economist", que deve ter sido patrocinada por algum partido político brasileiro. A revista deveria ter dedicado seus esforços destrutivos ao candidato que, segundo todas as previsões, vencerá o segundo turno. Segundo o "Estadão" de 26/9, esse candidato responde, no momento, a oito ações na Justiça. Este senhor pertence a um partido que, simplesmente, arruinou o Brasil em todos os aspectos: moral, político, econômico e cívico. Este senhor é um títere comandado por um presidiário responsável pela desgraça brasileira. Este senhor, rejeitado por São Paulo, representa uma ameaça real ao nosso futuro. Quanto a Bolsonaro, "poderá degradar ainda mais a política", abrindo caminho "para algo ainda pior", segundo o editorial do "Estadão" também de 26/9, que quota o artigo da revista. Este é o segundo fato que me impressiona: um editorial que simplesmente ignora fatos reais que assombram o País e se concentra em possibilidades que, talvez, venham a ocorrer caso Bolsonaro venha a vencer no segundo turno, o que parece improvável.

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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A DERROTA DO PSDB

Perfeito o editorial "A responsabilidade dos omissos" (26/9, A3). O PSDB perdeu seus eleitores em São Paulo porque eles se sentiram órfãos. Nem mesmo as manifestações de rua pelo impeachment de Dilma Rousseff o PSDB comandou. Sempre que atacou o PT, foi com luvas de pelica, e por isso foi perdendo seus eleitores. Não só eu, mas amigos, escrevíamos para nossos deputados do PSDB, e nada. Que medo é este do PT? Será a violência deles? Geraldo Alckmin pagou o pato pelas infelizes manifestações de seus "líderes", que mais atrapalham do que ajudam. Ciumeira? Se Covas fosse vivo, o PT não passaria de 2005. Quanto ao centrão, desculpe, enquanto não houver reforma política, todos os candidatos "queriam" e querem o centrão. Acho que já tivemos amostra do que foi e é o PT, e do que foi capaz de (des)fazer em 13 anos. Não tenho medo do novo, mas tenho medo dos radicais que já deram mostra do que são capazes pelo poder. Que sinuca!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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TRISTE FIM DO PSDB

Excelente o editorial "A responsabilidade dos omissos" ("Estadão", 26/9, A3). O PSDB está à beira da morte. Errou ao pegar carona na canoa furada de Temer, até então aliado do desastroso governo do PT. E vai errar ainda mais se apoiar Bolsonaro ou Haddad. Deveria sair de cena sem tomar partido, apenas assumindo um compromisso com o País em prol da democracia. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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OMISSÃO

O editorial "A responsabilidade dos omissos", do "Estadão" de ontem, faz uma reflexão dolorosa sobre as eleições. Dolorosa e verdadeira. É lamentável ver o nosso país abandonado à sua própria sorte, polarizado e raivoso. "Vai dar ruim!"

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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ESCOLHA DA GRANDE MÍDIA

Parece que todos os partidos que se unirão em manifesto em favor do candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, em São Paulo, ainda não entenderam que o pleito deste ano está entre os "contra" e os "a favor" de toda a roubalheira. Alckmin não entendeu os sinais particulares que desde o início do ano se manifestavam nas redes sociais. Ou não acreditou na onda Bolsonaro, ou se achou a "cereja do bolo", que com seu manjado discurso convenceria a população cansada de corrupção. Fora que a máscara do PSDB de puro, ético e honesto caiu por terra, colocando-o na vala comum junto dos que vêm roubando e vilipendiando a Nação há décadas. Podem vir os artistas, interessados na continuação do velho sistema, porque quem elegerá hoje serão as redes sociais. Não acreditamos mais no Ibope, que foi denunciado por receber propina, manipulando dados para enganar o povo. Mas gostaria de perguntar à grande mídia: caso ganhe o PT nestas eleições, a imprensa fará suas malas, como ameaçam os empresários, ou fará parte do esquema? Isso porque no plano de governo de Fernando Haddad está explícita a proposta de "regulação da mídia". Quem vai apoiar? 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SEM CONDIÇÕES

Se as pesquisas de intenção de voto estiverem certas e assim se mantiverem até a eleição (já erraram muitas vezes e desejo que aconteça novamente), preocupa-me sobremaneira quem será o novo presidente do nosso país. Para mim, os dois que as lideram não têm a mínima condição para governá-lo. Um já demonstrou ser misógino, homofóbico e com tendências ditatoriais; o outro, sem personalidade, verdadeiro títere nas mãos de um presidiário, dispondo-se descaradamente a ser o que não é. O que esperar de ambos? Nada de bom. Pobre Brasil! 

Paulo Guida paulo.guida@yahoo.com.br

São Paulo

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#ELETAMBÉMNÃO

As manifestações programadas para o próximo fim de semana, organizadas por mulheres contrárias ao presidenciável Jair Bolsonaro, são justas, procedentes e necessárias, perante as reiteradas declarações fortemente misóginas do candidato do PSL. Entretanto, tanto estas mulheres como os demais eleitores contrários a Bolsonaro não se podem furtar ao fato de que a alternativa imediata, segundo apontam as pesquisas, é Fernando Haddad, do PT, partido este responsável direto pela atual e maior crise econômica e política do País. A eleição de Haddad representaria, sem dúvida, a perpetuação desta crise, com consequências não imprevisíveis, mas previsivelmente piores, já que o partido não oferece nada de novo, apenas as mesmas ideias retrógradas e obsoletas. Sem contar que o presidente de fato seria a iminência - não parda, mas declarada - Luiz Inácio da Silva. Se o movimento #Elenão é fundamental e verdadeiro, igualmente verdadeiro seria um movimento intitulado #Eletambémnão. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MULHERES, UNI-VOS!

Parabéns às mulheres! Novas aliciadas ao grupo já engajado no engodo da luta do "nós" contra "eles", aderindo aos movimentos "contra Bolsonaro", estarão consolidando o retorno do PT ao governo, com seu grande timoneiro por ora manobrando do cárcere.

Edison Ribeiro Pereira edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo

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VAZIA ATITUDE

O que levou mulheres talentosas e conhecidas do público a se organizarem nas redes sociais e lançarem movimento explícito de repulsa contra um dos candidatos à Presidência (Jair Bolsonaro)? Por acaso o visado já deu mostras inequívocas de misoginia? Aparentemente, não, e também nunca rotulou desrespeitosamente qualquer grupo representativo delas, como o fez um hoje condenado por corrupção (Lula) ao conclamar, em 2016, as mulheres de "grelo duro" de seu partido a intervir em seu próprio benefício. Se o objetivo das atuais fosse somente firmar posicionamento político, não precisariam formar núcleo exclusivo, bastaria a manifestação como cidadãs que são. Lamentável e vazia a atitude cujo efeito poderá ser contrário aos seus propósitos.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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HADDAD É MANUELA

Vote em Haddad e eleja Manuela! Tem razão o leitor sr. José Carlos Degaspare (26/9, A2). Pela primeira vez o Brasil poderá ser presidido por um(a) comunista de carteirinha. Talvez seja isso que o destino queira nos dar, se as "mulheres" brasileiras continuarem com esta rejeição a Bolsonaro. Ponham a mão na consciência e assumam a responsabilidade que toca às mães de verdade, ou seus filhos e netos as culparão pela guerra civil que destruirá o Brasil!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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QUESTÃO DE EGO

Um candidato à Presidência da República deveria se envergonhar de conquistar eleitores se obrigando a ser o alter ego e a vestir camiseta com a figura barbuda de quem o manipula como fantoche de teatro mambembe. Se isso não se chamar falta de personalidade, não sei o que é.

Paulo Mario B. de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro 

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VERDADE SEJA DITA

Apenas um esclarecimento, sra. Manuela D'Ávila: foi o PT que lançou a política do ódio. Seu cabeça de chapa é que dividiu o Brasil.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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COMPARAÇÕES

Ciro Gomes, o coroné das catingas, para criticar o "Manifesto à Nação" de Bolsonaro, chamou-o de mentiroso e comparou-o a Hitler. E eu, agora, comparo Ciro Gomes a Stalin, aquele genocida verborrágico comunista que, para cumprir sua meta fantasiosa na economia da URSS, não titubeou em provocar o Holodomor, ou Holocausto ucraniano, que matou milhões de fome neste país durante os anos de 1932-1933, baseado talvez no mote esquerdista que diz que, para fazer uma omelete, tem de quebrar alguns ovos! Já Haddad, o preposto do criminoso preso em Curitiba, Lula da Silva, volta a bater nas teclas de que Bolsonaro tem "declarações óbvias segregando mulheres, LGBTs e negros", e teria a obrigação de comprovar na mídia essas afirmações, pois está usando a tática do ministro da Propaganda nazista Paul Joseph Goebbels, que afirmava que uma mentira, repetida à exaustão, se transformava em verdade. Chacrinha tinha razão: neste mundo, nada se cria, tudo se copia!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ABISMO À VISTA

Qualquer que seja o veredito soberano das urnas, se o eleito for do cleptolulopetismo ou do bolsonarismo, então o País estará condenado ao abismo. Vota certo, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O QUE ESTÁ EM JOGO

O editorial do "Estadão" "Senhora de seu destino" (25/9, A3) não representa a realidade que vivemos. Seria até brilhante, se a eleição atual fosse destinada a escolher um programa de governo a ser executado por instituições democráticas sólidas, após uma mera troca dos nomes dos governantes. Neste contexto, obviamente, estaríamos interessados em programas de governo e em quem seria o melhor candidato para executá-los. Ora, todos sabemos que essa não é a realidade. O que é absolutamente claro para a maioria dos eleitores é que, nos últimos anos de governos esquerdistas, o País foi destroçado e as instituições, criadas por eles, ditas democráticas, são tudo, menos sólidas. Portanto, o que está em jogo nesta eleição não é democracia ou populismo, nem muito menos democracia ou ditadura, como subliminarmente o texto procura insinuar para desqualificar um dos candidatos - não por acaso o único contrário ao sistema que nos governa há 30 anos. Não é preciso listar a que este sistema nos levou, pois todos vivemos as trágicas consequências na segurança, na economia, na saúde, na educação, etc. O que está em jogo é se queremos ou não nos tornarmos uma verdadeira democracia em que o povo realmente seja soberano e decida os rumos da nação. Para isso, a primeira e inadiável tarefa é expulsar do poder os responsáveis pelo caos que foi instalado no País. Para isso, é de suma importância que um candidato com propostas liberais de direita vença o pleito para garantir que uma nova visão de política seja testada, após a limpeza democrática consagrada pelo voto. Teríamos outras opções, se os dois outros representantes destas políticas tivessem alguma chance eleitoral, mas não é o caso. 

 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

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'VELHACOS'

Relendo Dostoievski, em "Crime e Castigo" (1866), encontrei uma afirmação muito interessante: "Ideias, sim, pululam, o desejo do bem existe, embora sob uma forma pueril, e honestidade também se encontra, apesar de que, visíveis ou encobertos, abundam os velhacos!".                        Quanta sabedoria e realidade perenes! Ingenuamente, desejando mudar para melhor, podemos simplificar demais e, assim, ratificar ideias surrealistas e radicais. Temos de cuidar muito para não cometer erros graves e perigosos. Nota: qualquer semelhança com personagens atuais é mera coincidência.

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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CONFUNDIMOS TUDO

Vivemos num país extremamente hipócrita, confundimos democracia com tudo. O que realmente mudou depois que caiu a ditadura? Governos civis, liberdade de expressão, direito de dizer o que quiser, e aí? O problema não está em ser democracia ou ditadura, o problema somos nós, que acabamos aceitando tudo o que nós é colocado. Qual a diferença entre todos os candidatos a presidente? Nenhuma, são todos farinha do mesmo saco. Falta-nos quase tudo, e continuamos cordeirinhos do sistema. A reação mais lógica seria uma rebelião pacífica, mas contundente, para mudar tudo o que está instalado no País.

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

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DOM SEBATIÃO VEM?

José Álvaro Moisés, no artigo "Democracias podem morrer" ("Estado", 25/9, A2), afirma que cabe aos presidenciáveis resgatar a confiança dos brasileiros na democracia. Permita-me discordar. O presidente não é só ele o responsável por tarefa tão hercúlea quanto esta, até porque os governos petistas e seus aliados na ideologia e na corrupção, não necessariamente nessa ordem, dilapidaram o patrimônio de confiabilidade que detinham junto à opinião pública e que já não era grande. Será que estamos em busca de um salvador da Pátria? Continuaremos à espera de Dom Sebastião? 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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PROMESSA DO PT

Um povo honrado não precisa de um governo que o faça feliz, mas, sim, exige que os políticos não impeçam sua felicidade...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MANIFESTOS

Manifesto intitulado "Pela Democracia, Pelo Brasil" foi lançado por juristas, artistas e esportistas desestimulando o voto em Jair Bolsonaro, tendo em vista seu radicalismo em determinados temas. Bolsonaro é uma incógnita, é um tiro no escuro, é líder nas pesquisas de intenção de voto, espontâneo e ficha-limpa. Por outro lado, Haddad representa a volta dos "petralhas" ao poder. Imaginem um governo assessorado por Lula, Zé Dirceu, Vaccari, Dilma e o restante da quadrilha que levou o Brasil ao fundo do poço. Será que até as eleições aparecerá algum manifesto contra os quadrilheiros do PT?

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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OS 'INTELECTUAIS' DE SEMPRE

Ao iniciar a leitura da página A7 da edição de 25/9 do "Estado", vieram-me à mente os "intelectuais" de sempre. Aqueles que gostam de usar a Lei Rouanet para seus "projetos artísticos" ou buscam sair do ostracismo profissional, politico e social. Não deu outra, são os mesmos que não perdem uma oportunidade. E "bater" em Bolsonaro dá prestígio na mídia e está na moda. Mas por que não fizeram um "manifesto" quando Dilma Rousseff começou a afundar a economia do País e quando dos primeiros indícios de roubo da Petrobrás pelos políticos? Homenageando a verdade, dentre os signatários citados há um que assinou o impedimento da "presidenta".  Mas este é o Brasil, com todas as suas idiossincrasias.

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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A SETA E O ALVO

"Prova da Faap usa texto que chama Bolsonaro de 'boçal' e seu eleitor de 'desorientado'" (matéria publicada no "Estadão"). Os temores e o pesadelo das esquerdas são amostragens do crescimento de preferências políticas e possibilidade de vitória popular do deputado candidato, na prova de redação da Faap. Os ataques gratuitos à sua pessoa são um alento para seus apoiadores, demonstrando que o furor da seta dignifica o alvo. Para os "petralhas", um mundo escatologicamente está caindo, dos que se julgavam a vanguarda progressista, na prática fracassaram nos 13 anos de poder, tanto por incompetência como pela corrupção e muita cara de pau.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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O BARRANCO E O ABISMO

Somando o brilhante texto de Fernão Lara Mesquita ("Esquerdo x Direitopatas, Brasil à parte", 25/9, A2) com o editorial "A insensatez das elites" (25/9, A3), podemos concluir que o eleitor, dirigindo seu voto na estrada da democracia, terá de jogar seu carro (voto) no barranco (Bolsonaro) para não cair no abismo (PT) da verdadeira ditadura, caso em que, similarmente aos venezuelanos, teremos de fugir para o Paraguai. Ou, como dizia meu velho pai, entre o câncer (PT) e a tuberculose (Bolsonaro), fico com a última, pois pode ser curada.

Celso Francisco Alvares Leite celso@celsoleite.com.br

Limeira 

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BRASIL VERDE E AMARELO

O artigo "Esquerdo x direitopatas, Brasil à parte", de Fernão Lara Mesquita, caiu feito uma luva, ou melhor, adequou-se ao momento por que passa o País. Dá como caminho, apesar dos pesares, o candidato líder nas pesquisas, pois é nisso que é preciso investir. Escreve ainda: "Vai ter de haver mudança", e grande como nunca houve. E afirmou: "(...) é a vez do meio se mostrar magnânimo. A distensão tem de começar já". Enfim, propõe um Brasil verde e amarelo inteiro, em velocidade recorde logo adiante. Gostei!

Ruyrillo Pedro de Magalhães ruyrillopedro@gmail.com

Campinas

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'A INSENSATEZ DAS ELITES'

Eleitores de Bolsonaro querem a reversão do legado deixado pelo PT na sociedade: a imposição de aberrações de minorias ditas não inclusas na sociedade e a impunidade de marginais pobres, pretos e da periferia que a esquerda apazigua por serem fruto das desigualdades sociais criadas pelo "capitalismo selvagem", legados estes que transformaram o Brasil numa casa de mãe Joana, com polpudos recursos do Estado na mão de outros marginais, locados nas "elites empresariais", como Odrebechts, Joesleys Batistas, Eikes "et caterva". Eleitores do "Andrade" querem deixar de pertencer à periferia social, sem se darem conta de que pertencem à periferia do abandono a que foram relegados pela educação, pelo subemprego, largados na ignorância nos 13 anos em que o País foi governado pela cartilha do Foro de São Paulo. Estes não se dão conta do perigo que os cerca, caso o PT retorne ao poder. Em 2006, Alckmin perdeu no segundo turno para a reeleição de Lula por falta de apoio de seu partido, o PSDB, mesmo após a vinda à tona do mensalão. FHC titubeou na época, e titubeou feio, recentemente, falando em apoiar o PT caso o segundo turno contraponha Haddad e Bolsonaro. Santo Deus, ainda não passamos pelo primeiro turno, Alckmin pode crescer. Mas, antes tarde do que nunca, vem o ex-presidente assumir que tem liderança para iluminar cabeças pensantes. Oxalá nossas elites se debrucem e pensem sobre as consequências da insensatez.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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CAMPANHA DISTORCIDA

A campanha que o candidato Alckmin desencadeou contra o presidenciável Bolsonaro é, no mínimo, sórdida. Para mim, foi uma grande decepção. Distorce uma discussão havida entre Bolsonaro e Maria do Rosário, dando a entender ao público menos esclarecido uma mensagem que não corresponde à realidade do que aconteceu. É de uma baixeza muito grande. O que não faz uma pessoa sem escrúpulo e desesperada? 

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

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XADREZ

Geraldo Alckmin, do PSDB, age tal como um tucano turbado que, excluído da final do torneio do xadrez eleitoral, cujo prêmio é o Palácio do Planalto, torna imundo o tabuleiro com seus dejetos e espalha as peças, provocando confusão e avacalhando o estratégico jogo do enxadrista mais forte, que é Jair Bolsonaro, do PSL. Essa postura vergonhosa de Alckmin, além de sujar o cenário político, suja, também, a sua própria biografia, que já exala o mau cheiro da corrupção. Lula e o PT agradecem.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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500 MIL PORTAS, UMA SÓ CHAVE

Diego Aranha é professor de Computação na Unicamp, especialista em criptografia e segurança computacional. Diego considera que é fácil de fraudar as urnas eletrônicas brasileiras. Segundo o especialista, todas as 500 mil urnas eletrônicas compartilham a mesma chave criptográfica. Para ser confiável e transparente, cada urna deveria possuir uma chave criptográfica exclusiva. A possibilidade de fraude no sistema brasileiro é muito grande, pois não existe o registro físico de cada voto, de forma a permitir a certificação de cada eleitor. Diogo analisou e testou o código fonte dos programas das urnas e garante que um agente interno do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou um agente externo podem facilmente quebrar o sigilo e manipular os dados, pois o sistema é vulnerável. A integridade dos dados não é garantida, pois se trata de um sistema de primeira geração, ultrapassado. Por exemplo, a Suprema Corte da Alemanha considera que o sistema de urnas eletrônicas deve possibilitar uma eventual auditoria pela própria população. No Brasil, esse sistema só poderá ser auditado por especialistas, com a anuência do TSE. Uma totalização paralela poderá ser feita com fotos dos boletins das urnas. Percebem-se claramente conflitos de interesses, pois o poder de auditoria é concentrado em poucas esferas. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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CPMF OU CPMF?

A declaração do presidenciável Ciro Gomes, do PDT, afirmando que "há opções melhores" à CPMF, é tão questionável, perigosa e ameaçadora quanto a declaração do economista do presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL. Ela dá a entender que a CPMF, boa ou má para a população, nada significa e pouco importa para ele, pois a partir do momento que diz ter coisa melhor, concluímos que não deixa de ser uma opção. Né, não? Ou seja, acena com outra prática para criar novo tributo, se não igual, bem parecido, agressivo, prejudicial e maléfico à população. Afirma o candidato do PDT, com o maior cinismo e cara de pau, que ela será praticada numa "situação de emergência" e para pagar a dívida pública brasileira, que já atingiu a assustadora cifra de R$ 3,74 trilhões. Aliás, vale salientar que o único responsável por tal situação é o universo de políticos corruptos, sujos e ladrões que tivemos, temos e, pelo jeito, lamentavelmente,

ainda teremos pela frente, que se apoderaram do Brasil, dizimando-o, escorchando-o e dilapidando-o. E essa conta, como sempre, foi e será paga por nós, uma população inerte, frouxa e trouxa. Gostaria de deixar bem claro e verdadeiro, para que todos saibam, que me incluo totalmente nessa afirmação por mim efetuada.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FAMÍLIAS DIMINUEM COMPRAS

Vergonha nacional, famílias endividadas estão diminuindo compras, tirando alimento da boca de seus filhos, para pagar suas contas. É muito difícil manter uma família com um pingo de dignidade quando o casal tem dois filhos.  Pagar luz, gás, aluguel, condomínio, IPTU e alimentação num país onde o salário mínimo não chega a R$ 1 mil, que, somado com o salário da esposa e horas extras, não chega a R$ 3 mil, é muito difícil. Falo isso com propriedade, uma vez que sou aposentado, dei duro a vida toda para manter minha família, esposa e três filhos, e minha aposentadoria hoje, somada à da minha esposa, não dá para pagar a metade do nosso plano de saúde.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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'FALTAM PLANOS DE SANEAMENTO'

Lendo o jornal de domingo (30/9), página A3, deparei-me com o editorial "Faltam planos de saneamento", que vai de encontro com as nossas solicitações apresentadas a todos os candidatos a cargos na eleição de 2018, com o título "Meio ambiente preservado e saudável", e também para outras áreas, como por exemplo, a coleta seletiva e muitas outras. Na região leste da cidade de São Paulo não tem nenhum rio ou córrego saudável, bem como suas nascentes, além de ocupações irregulares em suas margens, destacando que as suas águas também chegam ao Rio Tietê. Na Secretaria do Hídrico do Estado de São Paulo, que tem sob sua responsabilidade a Sabesp e outros conselhos, quando se menciona "Alto Tietê", que envolve a nossa região, só se faz menção aos córregos/rios Pinheiros e Tamanduateí, mas aqui, na região leste, temos vários córregos que também chegam ao Rio Tietê, como, por exemplo, o córrego Aricanduva, o córrego Tiquatira, o córrego Jacu-Pêssego e muitos outros, e existem outros córregos e suas nascentes que também jogam água nesses rios e elas chegam ao Tietê. Leis que falam sobre o assunto são várias, só que nenhuma é aplicada para a nossa região leste da cidade de São Paulo, e os problemas são dos mais variados. Hoje não desfrutamos de um meio ambiente saudável e preservado para nossos rios, córregos e suas nascentes. Nas propostas apresentadas, pedimos providências urgentes para a recuperação de nossos córregos, rios e suas nascentes, melhorar a coleta e o tratamento de esgotos, além de retirar das margens e áreas de risco a população que vive ali. O foco das nossas propostas é a nossa população idosa, que gostaria e apreciaria muito que seus netos desfrutassem de uma visão ótima de um rio ou córrego limpo, saudável e preservado.

Olavo de Almeida Soares olavoasoares@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL QUE EU QUERO

40 mil pessoas num treino do Corinthians em plena terça-feira de trabalho é muito preocupante. 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo 

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TITO MADI

Morreu Tito Madi, aos 89 anos. Compositor e cantor, foi precursor da Bossa Nova e do estilo intimista de cantar músicas românticas. Em longa temporada em Porto Alegre, Tito Madi se apresentou muitas vezes na sede "excursionista" do Clube do Comércio, na Avenida Bastian, no Menino Deus, em noites gaúchas, nos "Anos Dourados" do romantismo. Nós  promovíamos festas ao som de Tito Madi, que cantava suas canções de sucesso, principalmente a linda "Gauchinha Bem Querer", um hino ao Rio Grande do Sul. Obrigado, Tito!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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RECLAMAÇÃO CONTRA A VIVO

Estou usando o espaço do "Fórum dos Leitores" deste jornal como último recurso para cobrar da Vivo que atenda meu pedido para cancelar, a partir do dia 17 deste mês de setembro, o serviço de "Identificação de Chamada" de meu telefone (14) 3471-1536, porque através de seu ramal de atendimento não consigo falar com seres humanos, mas sou atendido apenas por robôs que enrolam até que eu desista da chamada. Espero que por esta via ouçam e resolvam meu pedido.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça 

 

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