Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2018 | 03h00

PETROBRÁS

Herança lulodilmista

Por informações inidôneas durante o governo petista, a Petrobrás vai pagar aos investidores dos EUA R$ 3,4 bilhões para encerrar investigações. É mais um legado dos governos do PT.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Vendo o atual quadro político do País, em que um dos líderes das pesquisas eleitorais tem grandes chances de ser o próximo presidente da República e sempre fez parte do partido que arruinou não só a Petrobrás, mas todo o Brasil, fica a terrível certeza: o grande problema não são nossos políticos, e sim quem os apoia e vota neles. 

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

CAMPANHA ELEITORAL

Em busca de culpados

Os responsáveis pela campanha de Geraldo Alckmin à Presidência da República procuram os culpados pela estagnação do candidato nas pesquisas de intenção de voto apresentadas até o momento. Ora, o que mais poderiam esperar? O PSDB, como oposição ao PT, foi absolutamente morno durante os 13 anos de governo desse partido. Fernando Henrique Cardoso impediu o impeachment de Lula quando do escândalo do mensalão. E o resultado nefasto para o País todos conhecem... Agora os tucanos não têm moral para um ataque frontal ao PT e, então, voltam insensatamente seus canhões contra o líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro. E pior, muito mais vergonhoso, escondendo-se atrás das saias feministas do ridículo movimento #elenão! Se a podridão corrupta (PT) voltar ao poder em nosso massacrado país, os culpados têm nome: Alckmin e PSDB.

EDMEA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

Canto do cisne

Um dos lanterninhas nas pesquisas, Geraldo Alckmin continua errando na campanha, insistindo em chamar Bolsonaro de candidato da bala, porque ele defende o direito de qualquer um, por lei, adquirir uma arma e defender a própria vida. Será que o ex-governador não percebe que é justamente o caos na segurança pública em sua gestão que agora leva seus antigos eleitores a preferirem o discurso do deputado? Que as polícias de São Paulo ficaram jogadas às traças, mal remuneradas e pessimamente armadas, com delegacias desaparelhadas, faltando até papel higiênico para os funcionários? Que os criminosos transitam livres e destemidos, a causar-nos danos e morte, motivados pela impunidade legal, e que a imagem da nossa polícia foi desconstruída pelo petismo sem que houvesse uma reação contrária do governante a seu favor? E que a propaganda petista levou os moradores das comunidades e periferias a rejeitar a ação de policiais e preferir a proteção dos criminosos? Alckmin não enxerga o mundo em que vivemos nosso dia a dia, cheios de temor? É claro que a população ao léu vai procurar ajuda naquele que fala a sua linguagem e reflete seus sentimentos! Errando na propaganda do começo ao fim, Alckmin decretou seu canto do cisne político.

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Grande realizador

Não sou paulistano nem PSDB, mas acredito no Alckmin como grande realizador. Hoje temos o Rodoanel, a ligação Capão Redondo-Guarulhos com três baldeações por via férrea atravessando toda a cidade, privatizações eficazes, sistema de interligação de reservatórios, finanças em ordem, embora com saúde, educação e segurança deixando a desejar, mas isso não depende só dele, estamos em guerra civil não declarada contra o tráfico e a privilegiatura organizados. Mas ainda prefiro isso a uma prestidigitação do baixo clero que só será minha opção de segundo turno como contraposição a uma postura ideológica rasa. Quem nasceu em São Paulo neste milênio praticamente só foi governado por Alckmin. O problema, a meu ver, é uma capacidade incomensurável dele de não saber se promover adequadamente. Lamento. Mas democracia é isso aí, o pior regime com exceção de todos os outros (apud Winston Churchill).

SÉRGIO A. DE MORAES TORRES

sergio.torres47@gmail.com

São Paulo

EDUCAÇÃO

Novos médicos

Causa espécie e profunda apreensão saber que recém-formados em Medicina, após seis longos anos de estudos, erraram nada menos que 40% (!) das questões do exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), piorando ainda mais o resultado alcançado em 2017. É absolutamente inacreditável e inaceitável que os novos médicos, que cuidarão da saúde dos brasileiros, tenham sido reprovados em questões básicas da profissão, como a simples aferição da pressão arterial (!) e o atendimento inicial a vítimas de acidentes de trânsito. Para piorar ainda mais o quadro, nada menos que 68% (!) dos novos doutores desconheciam o procedimento diante de um paciente com enfarte do miocárdio. Como se vê, é realmente gravíssimo o estado de saúde do ensino de medicina no País. Até quando?

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

QUARTEL HISTÓRICO

Descaso 

Reportagem do Estado (26/9, A16) evidencia o grave descaso da Polícia Militar de São Paulo com relação ao secular quartel da Tabatinguera. Uma das consequências da derrota militar de São Paulo em 1932 foi a perda daquela gigantesca instalação, como também do Campo de Marte, para o governo ditatorial de Getúlio Vargas. Passados 60 anos voltou a ser patrimônio dos paulistas e hoje é uma grande ruína. Em 2002 o poeta Paulo Bomfim, preocupado com a visível degradação do lugar, lançou a ideia de que lá fosse constituído um Memorial de São Paulo (MemoSP), com salas para exposições permanentes e temporárias, auditórios para cursos e apresentações artísticas, praça escultórica e oficinas de restauro para formar mão de obra voltada para a recuperação e manutenção daquele imenso conjunto imobiliário, como também de outros prédios históricos. Em 2009 a ideia foi formalmente apresentada, mas não sensibilizou nenhum dos coronéis ocupantes do posto de comandante-geral nos últimos dez anos. A Preserva São Paulo vem acompanhando desde o início essa crônica omissão lesa-memória e tentando corajosamente tomar alguma medida salvacionista. Será vergonhoso para a PM de São Paulo essa vetusta instituição, que já foi comandada por pessoas do quilate de Pedro Dias de Campos e Júlio Marcondes Salgado, ver-se compelida a tomar alguma providência mediante ordem judicial.

JOSÉ D’AMICO BAUAB, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

josedb02@gmail.com

São Paulo

À MODA PT

Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência, põe acusado de caixa 2 como tesoureiro da campanha ("Estado", 27/9). É o jeito de ser e de viver do PT, sempre.

José Roberto Niero 

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

PÉ NA JACA

Se a nossa Constituição permite que um presidiário indique seu representante nas eleições, por que, então, Lula não indicou a ex-presidente cassada, inelegível e anistiada por um juiz do Supremo? Não foi "golpe"? Não seria a melhor forma de fazer justiça? Se a nossa Constituição e o Código Penal permitem aberrações como esta, que seja feito o serviço completo. Volta, Dilma, e termine o que começou, cavando um pouco mais o buraco em que estamos.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

TEMER É PT

Seria até engraçado, se não fosse repulsivo, ver o poste Fernando Haddad acusando "os outros" ou "eles" quando se refere a Michel Temer estar na Presidência, omitindo que foi o PT que o colocou onde está!  

Aparecida Dileide Gaziolla 

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

ALMOÇO GRÁTIS?

Vem aí mais uma herança petista: o candidato Fernando Haddad fala em Financiamento Estudantil (Fies) sem fiador, caso seja eleito. Vai aumentar mais essa dívida. Precisa ser um gênio para saber quem vai pagar esta conta e que serviços à população deixarão de ser oferecidos? Está explicado por que este partido-quadrilha ainda tem tantos seguidores. Impera no País a mentalidade "o Brasil que se dane, quero saber de mim".

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

DESOBEDIÊNCIA JUDICIAL

O PT e seu chefe, Lula, continuam indo "de encontro" com o que foi decidido pela Suprema Corte. Continuam chocando-se com o Judiciário e desprezando a lei. Lula vai parar de aparecer e falar no horário político ou vai continuar zombando do Judiciário no rádio e na TV? Que se multe a estação de televisão, e esta, por sua vez, que vá atrás dos delinquentes que desobedecem o Judiciário.

José Jair Januzzi de Assis

januzzi.adv@terra.com.br

São Paulo

VISITA À CARCERAGEM

Uma curiosidade assalta os brasileiros neste momento de guerra política: por que Haddad, com a experiência obtida no Ministério da Educação, tendo sido prefeito de São Paulo e com dois cursos superiores, tem de visitar Lula, com instrução primária e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, com tanta frequência? Só pode ser para aprender a malandragem. 

Jota Treffis 

jotatreffis@outlook.com

Teresópolis (RJ)

REFERÊNCIAS

Por que usam a expressão ex-capitão, quando se referem a Jair Bolsonaro, e não usam o termo "poste" ou "clone do presidiário", para falar de Fernando Haddad?

Manuel Pires Monteiro

manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

RETALIAÇÃO

O candidato Haddad, em seu programa de governo, fala em reforma do sistema judiciário e em "democratização dos meios de comunicação". Demonstra que desconhece princípios republicanos elementares sobre a separação de Poderes e joga delirante para a plateia, mas a overdose do besteirol, felizmente, tem seus dias contados. Quebrou a loja do pai na Rua 25 de Março, a Prefeitura de São Paulo e, agora, pretende quebrar ainda mais o Brasil.

Yvette Kfouri Abrão 

abraoc@uol.com.br

São Paulo

  

EFEITO ORLOFF

O editorial "A Argentina como lição" (27/9, A3) traz um importante alerta aos eleitores que não estão enxergando o enorme risco de o País, a depender da eleição de um dos dois populistas que lideram as pesquisas de intenção de voto, cair numa situação análoga ao drama hoje vivido pelo nosso vizinho do sul. Ou pior, pois corremos o risco, não desprezível, de nos tornamos uma Venezuela 2.0. Nunca o mote "Efeito Orloff" (eu sou você amanhã), daquela propaganda de vodca dos anos 80, nos foi tão apropriado. Se Lula - ops, perdão, Haddad - ou Jair Messias Bolsonaro (que não se perca pelo nome) forem eleitos, o Brasil sofrerá uma avassaladora ressaca pós-eleitoral, com a possível volta da hiperinflação, a tentativa de um crescente cerceamento das liberdades individuais, quiçá com o controle dos meios de comunicação, o aumento do desemprego e uma revoada de empresas e investidores nos deixando. Portanto, recomenda-se aos leitores do "Estadão" que leiam e releiam aquele editorial, e reflitam com serenidade.

Luiz Mario Leitão da Cunha

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

'A MONOTONIA DOS INQUÉRITOS SEM FIM'

Sobre o artigo "A monotonia dos inquéritos sem fim" ("Estado", 21/9, A2), de Aloisio de Toledo César, o motivo disso é claro. Com a demora, o presidente fica nas cordas e não tem força para fazer a reforma da Previdência. Rodrigo Janot começou com esta tática e os procuradores a seguem. Assim seus privilégios são mantidos. Michel Temer, em quem não votei, tem tentado fazer o que o País precisa, mas o corporativismo domina tudo. Não vejo saída.

Daniel Bayerlein 

danielbayerlein@icloud.com

Jandira 

O VALE-TUDO DA ELEIÇÃO

O pleito deste ano para a Presidência da República é um dos mais bizarros da história deste país. O que se vê é uma Justiça Eleitoral omissa, acovardada e conivente com o crime eleitoral. Lula está sendo mostrado como candidato em várias regiões do País, para confundir o eleitor mais humilde e desinformado. Aliás, enganar é uma prática reiterada do partido, sob o olhar resignado da nossa Justiça, que estranhamente não toma nenhuma providência. Os crimes eleitorais vêm sendo praticados diária e seguidamente, levando à incredulidade da nossa indignada população. As forças do mal que habitam os sinistros corredores do nosso Judiciário agem movidas pela sede do poder e pela esperança de verem enterradas suas falcatruas perpetradas ao longo de décadas.

Fernando Sobral 

eskaf@hotmail.com

São Paulo

COMICHÃO

Imaginar a possível vitória de Haddad ou Bolsonaro me provoca comichão. Imaginem Haddad eleito e, na coletiva de imprensa, acompanhado de Dilma Rousseff, José Dirceu, Gleisi Hoffmann (sorridente) e um holograma do ex-presidente condenado e preso, Lula. Ou mesmo Bolsonaro, o terror da periferia e das senhoras, cercado de fardas a tordo e "a direita", muito além de "Rota na rua". Causa ou não causa comichão?

Leandro Ferreira

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

O RADICALISMO ESTÁ POSTO

Infelizmente, sem possibilidade de alteração, salvo melhor juízo, teremos no segundo turno das eleições o embate entre Bolsonaro e Haddad, ou melhor: entre o lulopetismo e seus adversários. E qual seria o melhor para o Brasil? Nenhum deles poderá levar o Brasil a atingir os objetivos desejados. Se vencer Haddad, o lulopetismo conseguirá governar com as interferências militares? E, se vencer Bolsonaro, a sua equipe poderá dirigir contando com greves, invasões e interferências várias? Assim, em ambos os casos, o que será necessário para que o Brasil não seja prejudicado e possamos ver a Nação crescer e se desenvolver satisfatoriamente? O Brasil não suportará esperar mais quatro anos!

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

BOLSONARO X HADDAD

Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, os presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, deram declarações muito importantes. O primeiro deixou claro que é a favor da prisão após condenação em segunda instância, já o segundo é a favor do indulto ao demiurgo presidiário Lula da Silva, que assumiria o cargo de ministro da Casa Civil em seu governo. Com essas posições, fica mais fácil para os eleitores indecisos definirem seu voto. Muda Brasil! 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

EM TERRA DE CEGOS

Concordo com a opinião expressada por uma leitora deste "Fórum" sobre a pseudoutilidade das pesquisas eleitorais, pois, lamentavelmente, elas não ajudam a esclarecer o eleitor, mas, ao contrário, manipulam as intenções de voto. Se fossem proibidas, os eleitores votariam com mais tranquilidade nos candidatos que julgassem merecedores de sua confiança e o pleito refletiria a verdadeira intenção do povo. É de observar que algumas pesquisas chegam ao cúmulo de apresentar somente a "colocação" daqueles que, segundo seus realizadores, seriam os mais votados. Houve até um certo programa de entrevistas de um conceituado canal televisivo que convidou para serem entrevistados em sua roda apenas os representantes dos seis presidenciáveis mais bem votados (!), ignorando os demais, a despeito de suas qualificações. Isso me faz lembrar de certo dito popular: "Em terra de cegos quem tem um olho só é rei". 

Arlete Pacheco

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

CRER OU NÃO CRER...

...eis a questão. Estamos na 5.ª edição das pesquisas e essa dúvida persiste. A pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira, para presidente, mostra Bolsonaro com 27% e Haddad com 21% das intenções de votos. A diferença destes para os outros 11 candidatos é astronômica, no entanto, não jogam a toalha. A razão dessa relutância, com certeza, é que ainda acreditam que as amostras estejam furadas. Só a descrença pode levar esses postulantes ao cargo a insistirem por uma vaga no segundo turno, praticamente já decidido. Gostaria de saber, assim como milhões de brasileiros, a metodologia empregada para a apuração das amostras, qual seria o conteúdo desse misterioso questionário. Nunca tive o prazer de conhecê-lo. Será que ouvir 2 mil eleitores (somos 145 milhões, em 125 municípios, são quase 6 mil num espaço exíguo de três dias, 22, 23 e 24/9) é o suficiente para afirmar que as pontuações obtidas estejam corretas? Muitos erros em eleições anteriores, proporcionais ou majoritárias, não deixaram dúvidas de que novos vexames podem ocorrer. Em 2016, na eleição para prefeitos e vereadores, na Capital, João Dória tinha, dois dias antes do pleito, 35% das intenções, e ganhou em primeiro turno com 53,1%. Ah, mas a pesquisa é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E daí? Isso não significa lisura nas pesquisas, porque estamos no Brasil, e por aqui a seriedade em coisas "sérias" passa a quilômetros de distância. Portanto, a incerteza seguirá até a véspera do pleito, que será decidido com o voto "boiada": de quem estiver na frente nas pesquisas o eleitor vai atrás. Infelizmente, ainda é o hábito de muitos eleitores.    

Sérgio Dafré 

Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

BURLA

Não faz nenhum sentido realizar pesquisa eleitoral de dois em dois dias, a não ser que haja intenção premente de consolidar determinada candidatura. O ritmo é frenético e tão claramente tendencioso que o "escolhido" poderá chegar às eleições com um pé na lua, beneficiado por gráficos (virtuais) de ascensão vertiginosa meticulosamente programados para os dias finais. 

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

BELA PERSPECTIVA!

Vivemos hoje, no Brasil, uma situação que apenas teve semelhança com outra, vivida em 1994: os dois candidatos que lideram as pesquisas para avaliação de suas probabilidades de serem eleitos "presidente" somam 50% de preferidos, e, em contrapartida, 50% de índices de rejeição. Ou seja: estamos na iminência de eleger um presidente (seja qual for) que responderá por 50% de descontentes. Que bela perspectiva!

Celso Colonna Cretella

cpropano@gmail.com

São Paulo

INEPTOCRACIA

Aprendi uma nova palavra: ineptocracia. É o sistema de governo no qual os menos preparados para governar são eleitos pelos menos preparados para decidir e produzir, e no qual os menos capazes são agraciados com bens e serviços pagos com impostos e confiscos coletados de um número decrescente de produtores. Fica cada vez pior. Alguma analogia?

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

'TORTURA E ESTUPRO NA CULTURA POLÍTICA'

Sob o título "Tortura e estupro na cultura política" (27/9, A2), o jornalista Eugênio Bucci discorreu sobre as bravatas de Jair Bolsonaro. Agora, deve ao público de leitores uma apresentação igualmente crítica às bravatas e mentiras de Lula e entorno, além dos casos de corrupção, da imposição de obras não sustentáveis, de "presentes" a Estados estrangeiros, da falta de progresso no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil nos governos petistas, etc. E a explicação dos enriquecimentos próprios e de membros da família Lula ali incluídos.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

VÍTIMA

Há tempos não lia um texto tão claro e coerente sobre as falas e destemperos do candidato do PSL à Presidência. Eugênio Bucci disse tudo: ao "fazer do seu candidato uma arma, a vítima pode ser você".

Maria Ísis M. M. de Barros

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

O REVERSO DA MEDALHA

No artigo "Tortura e estupro na cultura política", publicado ontem no "Estadão", o autor traça um perfil realista do candidato líder das intenções de voto nas pesquisas para a Presidência da República, ressaltando os seus traços negativos antidemocráticos favoráveis à tortura, ao estupro e à violência armada. Faz, ainda, o articulista uma advertência séria: "Cuidado. Não faça do seu candidato a presidente uma arma, a próxima vítima pode ser você". Nada a objetar. Entretanto, gostaria que este mesmo jornalista, professor da ECA-USP, escrevesse um artigo fazendo uma análise equivalente do outro candidato ao cargo máximo executivo. Ele precisaria responder algumas questões específicas sobre os pontos levantados no editorial "Teste institucional" (27/9, A3), do mesmo jornal. Por exemplo, sobre a tendência "do lulopetismo, de submeter permanentemente a administração pública federal a 'conselhos populares' - uma forma desavergonhada de aparelhamento do Executivo, próprio de ditaduras". Outro exemplo a comentar pelo autor do artigo seria sobre "a tramoia para dar a grupos controlados pelo PT - chamados eufemisticamente de sociedade civil" (...) com "poder de ditar políticas de órgãos federais". Ou, ainda, sobre "(...) a investida lulopetista contra o Congresso, por meio dos esquemas de corrupção, conhecidos como mensalão e petrolão". Mas acho que ele não fará o artigo respondendo a essas questões por uma das duas, ou pelas duas, razões seguintes: uma, ele é petista e vai votar no candidato da orcrim; outra, ele não que sofrer represálias pelo patrulhamento esquerdista-comunista-petista que domina a universidade onde ele é professor. Assim, faço eu uma advertência: Cuidado. O eleitor que se cuide, pois este país pode se transformar numa nova Cuba ou nova Venezuela.

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

NO AGUARDO

Equilibrando o seu "Tortura e estupro na cultura política", o  professor Eugênio Bucci poderia discorrer sobre "Sindicalismo e Roubalheira na Idolatria Petista".

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

O PERIGO DE VER SÓ UM LADO

Muito providencial a análise do senhor Eugênio Bucci (27/9, A2). Lamentável que ele não tenha pontuado as aberrações ditas por Lula que estão na internet, quando se pesquisa sobre dizeres desrespeitosos. Lula ofendeu as mulheres ao dizer em conversa com Vanucchi: "Faz um movimento da mulher contra esse filho da puta. Porque ele batia na mulher, levava ela pro culto, deixava ela se f., dava chibatada nela. Cadê as mulheres de grelo duro do nosso partido?". Lula sempre apoiou ditadores como Fidel Castro, Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Neste quesito, nenhuma palavra. Dirá o professor "mas Lula não é candidato", porém o professor faz vista grossa ao que faz Lula, porque todos sabem que é o presidiário quem dá as ordens de dentro da prisão. Se Bolsonaro estivesse preso no lugar de Lula, o professor Bucci teria algo a dizer? Uma pena que um professor só enxergue um lado dos fatos. No caso, aquele que lhe interessa. Pobres de seus alunos.  

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

ARMAS

Sobre o artigo de ontem "Tortura e estupro na cultura política", não sou favorável à tortura ou à "revolução redentora de 64", e muito menos sou coxinha. Mas penso que entre uma arma que atirou contra a economia do Brasil e uma arma que poderá atirar contra as armas do PT e demais asseclas, eu prefiro a segunda, que possivelmente ajudará. Alguém precisa esclarecer o professor Eugênio Bucci.

Eurio Sidou 

euriosidou@yahoo.com.br

Amparo

ONDE É?

Sou mulher, filha, mãe, esposa, tia, nora, profissional, comigo ninguém pode, prendo, bato, arrebento e ainda caseio, chuleio e prego botão. Quero, portanto, saber onde será o movimento das empoderadas contra Bolsonaro dia 29, porque pretendo... passar bem longe! Falando sério agora: espaço e respeito não se reivindicam, espaço e respeito se conquistam. 

Marcia Meirelles

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

#ELENÃO E #ELESSIM

Mulheres livres do Brasil: continuem a afirmar a liberdade conquistada. Não se submetam às ordens de políticos que querem que vocês façam movimento em favor do #Elenão ou em favor do #Elesim. Nos dois casos, objetivam apenas seus interesses próprios. Que não é preciso citar, pois todos sabem quais são. Não sejam utilizadas por quem não merece e que, por tudo o que fizeram, agora se sentem perdidos. E imaginam usar vocês, por causa do desespero que os consome, como "inocentes úteis". E depois escolham, livremente, aquele que, entendem, pode nos livrar da "banda podre" da política e salvar o Brasil.

José Etuley Barbosa Gonçalves

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

A PROPÓSITO

Simplesmente lamentável a proposta do candidato Fernando Haddad de, se eleito, fazer com que a escritura de todos os imóveis adquiridos pelo programa "Minha casa, minha vida", mesmo quando adquiridos com os esforços de um casal, fiquem necessariamente em nome da mulher, nunca do marido. Com isso, o candidato estabelece direitos diferentes para cada gênero e cria privilégios para um gênero que o outro não teria (não terá, em caso de eleição deste homem), independentemente de qual tenha sido o porcentual de contribuição do marido e da esposa para a aquisição do imóvel. O detalhe - que o candidato que se propõe a presidir o Brasil demonstra ignorar - é que, na maioria dos casos de separação, geralmente é o marido que se afasta do lar, dificilmente a esposa. Com essa proposta de Fernando Haddad, que fere o princípio da igualdade entre os gêneros, nem mesmo amparo legal pelo imóvel pelo qual provavelmente também pagaram esses ex-maridos terão. E finalizando: como ficaria a situação dos casais homossexuais? Falam de Jair Bolsonaro, mas parece que, para o senhor Fernando Haddad, casais do mesmo sexo não são nem mesmo levados em consideração em seu programa de governo.

Carlos da Silva Dunham 

caduque.pezao@gmail.com

São Paulo 

EVIDÊNCIAS

Não sou nenhum analista político, mas vejo algumas evidências: mesmo as pessoas equilibradas e de bom senso se tornaram raivosas e intolerantes com o Brasil de hoje. Acham que Bolsonaro usará a força para acabar com a corrupção e a bandidagem e as resolverá em curto espaço de tempo. Como seria possível isso num regime democrático? Ninguém percebe, mas os eleitos para o Congresso e governadores serão praticamente os de sempre, com pouca renovação. Como Bolsonaro conseguirá governar? Agora, a opção PT, nem pensar, já destruíram o Brasil em que todos nós gostaríamos de viver. Precisamos de ajuda divina, já que Deus é brasileiro... 

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

O CASO DA EX-MULHER DE BOLSONARO

A história da ex-mulher de Jair Bolsonaro, que dizem ter sido ameaçada por ele no passado, quando disputavam a guarda do filho e ela quis emigrar para a Noruega, é uma vergonha para o Itamaraty e para a imprensa. Pode ser resumida assim: ela levou o filho dos dois para o país nórdico sem consentimento do pai, que informou ao Itamaraty pedindo ajuda; a ex-mulher foi à embaixada do Brasil naquele país e, dizendo-se ameaçada, preparou o caminho para obter o status de refugiada; a Justiça brasileira deu ganho de causa ao deputado, inclusive a guarda do garoto, permitindo visitas acompanhadas até os 15 anos. Feito o resumo, parte da imprensa, como o "Estadão", publica a história real, mas sob uma manchete tendenciosa. Grande jornal carioca não clarifica nada e omite a decisão final do Judiciário. Pior de tudo, o Itamaraty, sob Aloízio Nunes (terrorista hoje no PSDB), deixa vazar o caso e candidamente informa que o consulado apenas anotou o que a mulher declarou, sem queixar-se à polícia da Noruega! A ex-mulher, em vídeo recente, desfaz a mentira, mas, entre acreditar nele, mesmo com manifestações da Justiça a seu favor, parte do eleitorado, com a dúvida insinuada pela mídia, duvidará.

Paulo Roberto Santos

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

A FORÇA DO LÍDER

Impossibilitado de fazer campanha no primeiro turno, em decorrência do seu restabelecimento de saúde no Hospital Albert Einstein, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) mostra força ao se manter líder isolado na liderança, sem indícios de queda, segundo recentes pesquisas divulgadas pelos institutos Ibope e Datafolha. Sua imagem vem recebendo contundentes ataques de todos os lados, e mesmo assim ele caminha com folga rumo ao segundo turno. Chegando lá, com 50% de tempo de televisão, terá condições de se defender e também atacar. Enquanto isso, o seu adversário mais próximo, Fernando Haddad (PT), sobe nas pesquisas e ainda não foi atacado, embora seja alvo de oito processos na Justiça decorrentes de sua gestão como prefeito de São Paulo (2013-2016).

José Carlos Degaspare

degaspare@uol.com.br

São Paulo

IDIOTICE

Corre nas redes sociais que Adélio Bispo, o esfaqueador de Jair Bolsonaro, foi autorizado a dar entrevistas a jornais, rádios e Tvs. Dizem, ainda, que o que ele vai dizer no fim de semana será uma bomba, também contra Bolsonaro, e que está sendo treinado para fazê-lo. Em suma, dirá que quem preparou o golpe, contra si próprio, foi o candidato. Convenhamos, é muita idiotice isso.  Bolsonaro não seria tão estúpido para preparar este ato contra si mesmo. Mas tem muita coisa estranha. Disseram que a dona da pensão onde Adélio ficou em Juiz de Fora morreu misteriosamente. O delegado que concluiu o inquérito, dizem, é um assessor particular de Fernando Pimentel. Mas quem contratou os quatro advogados, caríssimos, para defender o esfaqueador? Quem realmente está por trás de tudo isso? Sabemos que os esquerdopatas são capazes de tudo, e já o disseram, quando são confrontados por alguém, o que é o caso deste candidato, que é uma pedra no sapato do "chefão". Muita coisa precisa ser esclarecida, mesmo, para que todos nós possamos conhecer a verdade.

Carlos E. Barros Rodrigues 

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

APENAS UMA PERGUNTA

Como pode um sujeito sem "eira e nem beira" atacar a facada um candidato à Presidência da República e ser considerado pela Polícia Federal como o único mentor do crime? De onde vieram quatro advogados?

Wilson Matiotta 

loluvies@gmail.com

São Paulo

NÃO DÁ PARA ENTENDER 

Ora, se o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), probo, que foi zeloso com as contas públicas, com os recursos dos contribuintes, durante seus três mandatos, por que a maioria dos eleitores do Estado de São Paulo rejeita, conforme indicam as pesquisas de intenção de voto, votar em Alckmin para o Planalto este ano? Precisamos saber separar o joio do trigo. Não é porque é relapsa a classe política brasileira, e boa parte dela corrupta também, que vamos colocar todos os políticos no mesmo saco. Mesmo porque a Nação não pode esperar por milagres para sair deste buraco em que o PT nos meteu. O PT destruiu a nossa economia, milhões de empregos e empresas. Mesmo assim, o partido do presidiário Lula, com seu candidato, Fernando Haddad, de acordo com as pesquisas, tem a preferência de 12% dos eleitores, com quase 4 milhões de votos em São Paulo ajudando a mantê-lo em segundo lugar. E o líder nas pesquisas, o medíocre deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), também em São Paulo tem 33%, ou 10,4 milhões de votos, dos 33 milhões existentes no Estado. Ou seja, o eleitor de São Paulo deseja arriscar eleger para presidente um Bolsonaro, inexperiente e sem nenhum serviço relevante prestado ao País nos seus quase 30 anos de vida pública, ou ainda um candidato do PT, sigla que promoveu a maior corrupção da nossa história. E deixa ao relento um experiente e competente homem público, com grandes serviços prestados não somente ao Estado que governou, como também ao País. Sinceramente, não dá para entender.

Paulo Panossian 

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

'A INSENSATEZ DAS ELITES'

Nos meus mais de 80 anos, leitor assíduo do "Estadão" desde jovem, acompanho sua trajetória nos momentos mais difíceis, em que a censura funcionou no Brasil, quer no final do Estado Novo, quer no regime militar, sempre com altivez as posições tomadas por este veículo, bandeira da democracia nacional. A censura e as tentativas de mudar-lhe o rumo nunca conseguiram chegar à direção, aos jornalistas, enfim, a esta casa democrática do jornalismo e da opinião brasileira. O patriotismo do editorial "A insensatez das elites", publicado na página A3 do dia 25/9, com certeza, demonstra o espírito de colaboração e orientação patriótica que este jornal representa e pensa. Nem extrema-direita, nem extrema-esquerda podem e devem ser o norteamento de uma eleição. O anti alguma coisa não é significado de programa. Dória quis ser anti-Lula. O que precisamos ter é programa. O Brasil, por culpa de nossas elites, entra em fase de tristeza, que por erros se discute a história de um grupo e de outro grupo, e não o destino da Nação. O editorial é uma aula de bom senso, principalmente para os que ganham mais de cinco salários, que deviam pensar melhor. Os candidatos que estão liderando as pesquisas no momento não significam programa, e sim momentos terríveis que talvez o Brasil venha a enfrentar, e não é espírito democrático. Como presidente emérito e fundador de um Grupo Regional de Comunicação, com mais de 30 anos de existência, sem dúvida um dos maiores do Brasil, RIC Paraná e Santa Catarina, com 11 geradoras de TV, rádios, jornais, revistas, internet e tudo o que é da área de comunicação, orgulho-me de ser leitor deste jornal e lamento ter deixado de existir o importante vespertino que fez história no jornalismo brasileiro. As páginas A2 e A3 do "Estadão", com seus artigos e editoriais, têm sido e continuam sendo um marco de inteligência e brilho dos seus expositores. Tomo a liberdade de lembrar o belo artigo recente do meu querido amigo, brilhante sociólogo, Paulo Delgado, que bem reflete essa caótica situação que o Brasil vive.

Mario Jose Gonzaga Petrelli 

mario@petrelli.com.br

Florianópolis

O 'ESTADÃO' E FHC

Em seu editorial de 25/9 ("A insensatez das elites"), o "Estado" conseguiu dar ênfase à voz de Fernando Henrique Cardoso, então bem calada, para não dizer omissa, por ocasião dos descalabros nas gestões Lula e Dilma. Deixou de apoiar com firmeza José Serra e Geraldo Alckmin durante as campanhas eleitorais, possivelmente por não querer contaminá-los por sua atuação nos oito anos na Presidência da República, cujas dúvidas deixadas no eleitorado, estas sim, abriram caminho para governos que levaram a uma crise que persiste até hoje. Sem esquecer sua posição durante o mensalão, quando atribuiu-se a ele a sugestão de deixar o PT sangrar; ou durante o impeachment de Dilma, quando resgatou a mesma teoria do sangramento ao sugerir que destituí-la seria risco para a democracia; e, recentemente, sugerindo a possibilidade de união PSDB-PT para conter Bolsonaro no segundo turno. Ora, para quem pediu que se desconsiderasse o que havia escrito décadas antes e esquivou-se de se manifestar oportunamente em épocas de conflitos graves no cenário político-policial brasileiro, considero que escreve demais para ser levado em consideração por um jornal que pretenda manter a credibilidade.

Edison Ribeiro Pereira

edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo

MARCHA

Marcha da insensatez? Para mim, soa mais como marcha da insanidade!

Francisco Eduardo Britto

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

DICA

Geraldo Alckmin, já que a campanha não deslancha, "chama o Meirelles"! Vai ver ele resolve...

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

NÃO NOS ILUDAMOS

Numa campanha eleitoral, infelizmente, são utilizados recursos dos mais variados, alguns até moralmente condenáveis, procurando denegrir a imagem de um concorrente. Isso está ocorrendo na atual disputa pela Presidência da República. Vejo candidatos que, na ânsia de destruir aquele que lidera a corrida eleitoral, fazem de tudo, principalmente se ele está momentaneamente impossibilitado de se defender por causa de um ato sórdido como a tentativa de assassinato cujo mentor intelectual ainda está sendo averiguado. Atacam-no de tudo, inclusive de misoginia (aversão a mulheres...). Ocorre que este malvado candidato foi o deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, e curiosamente o seu eleitorado, predominantemente feminino, é formado pelas pensionistas e viúvas de funcionários federais. Um pouco de princípios éticos não faz mal a ninguém. Enquanto isso, um candidato que representa um presidiário que, quando presidente, fez um grande malefício à Nação, desviando recursos do BNDES para países vizinhos, proporcionando emprego lá fora e desemprego de 12 milhões aqui dentro, surge agora como um defensor dos pobres. Não temos o direito de nos iludirmos numa hora tão importante como esta. 

Ricardo Pereira de Miranda

ricarmiran@terra.com.br

Salvador

NUNCA MAIS!

A nefasta ditadura cubana está sentindo os efeitos da falta de benesses lullopetistas, que financiaram aquele país caribenho com dinheiro público brasileiro, principalmente do BNDES. O atual mandatário cubano, Dias Cañel, em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, criticou a prisão do dono do PT, pedindo sua libertação. O retorno do PT ao governo é o que de pior pode acontecer com o Brasil. Será a volta das palestras de Lula, a distribuição de dinheiro público às ditaduras africanas e latino-americanas e a conversa mole de que o pobre vai voltar a viajar de avião. Por isso tudo, PT nunca mais!

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

'ANÃO DIPLOMÁTICO'

O Brasil não ter assinado o documento que denuncia o venezuelano Nicolás Maduro ao Tribunal Penal Internacional e o Itamaraty nem sequer dar uma satisfação ao jornal mostram que o País é, de fato, um anão diplomático, como definiu Israel... 

Kristian Embreus

kristianembreus@gmail.com

São Paulo

'GENÉRICOS HEPÁTICOS'

A propósito do artigo "Genéricos hepáticos" (27/9, A2), do senador José Serra, não entendemos a posição de um ex-ministro da Saúde quando defende o desrespeito às leis que legitimam a propriedade intelectual e a concessão de patentes de medicamentos, sem as quais os genéricos simplesmente não existiriam. Não, não é verdade que patentes concedidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) elevam preços e impedem a produção de genéricos. A "bem-sucedida história dos genéricos", que o senador comemora, prova o contrário e só foi possível graças à existência de um marco legal, criado pela Lei de Patentes, que respeitou a iniciativa das empresas e os direitos autorais de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos inovadores, permitindo o posterior lançamento das versões genéricas. A abordagem distorcida do senador confunde a população e em nada contribui para a causa da saúde pública.

Nelson Mussolini

mussolini@sindusfarma.org.br

São Paulo

UMA CÂMARA MUNICIPAL SURREAL

O "Diário Oficial" da cidade de São Paulo de 26/9 publicou às páginas 81 a 92, a Ordem do Dia da Câmara Municipal de São Paulo, com as discussões e votações de 885 projetos de lei (PL), o mais antigo deles o veto total ao PL 824/1996, do vereador Arselino Tatto, ou seja, 22 anos atrás. Essa sistemática vem sendo aplicada há muitos anos, num verdadeiro faz-de-conta oficial. É evidente que os nobres vereadores não irão discutir e votar todos esses projetos de lei, principalmente em plena campanha eleitoral. Portanto, trata-se de mais uma despesa inútil, de uma Câmara Municipal pródiga em desperdiçar verbas públicas na elaboração de leis para a denominação de logradouros e próprios municipais, datas e eventos comemorativos. Na atual legislatura, já aprovaram 251 leis entre logradouros e edifícios públicos e datas e eventos comemorativos, o que explica o fato de existirem 885 projetos a serem votados desde 1996. Cabe ressaltar que existe uma divisão no Executivo só para preparar decretos para o prefeito denominar logradouros e edifícios públicos do município, elaborando-os através de normas estabelecidas pelo Executivo, ao contrário daqueles propostos pelos vereadores, que obedecem apenas a vontade do seu propositor. Aliás, essa mesma divisão é consultada pela Câmara Municipal sobre a validade das propostas dos vereadores, para a denominação de logradouros e edifícios públicos. Os nobres vereadores poderiam se reocupar menos com essas leis, que não têm importância para a população paulistana, e mais com outras que poderiam assegurar mais segurança no trânsito e na cidade de modo geral, nos atendimentos hospitalares, etc. Poderiam, principalmente, analisar com mais cuidado e profundidade os projetos de lei propostos pelo Executivo que propõem alterações e inovações no Plano Diretor, na disponibilização de equipamentos públicos para o gerenciamento e exploração destes. A disponibilização do Pacaembu para a exploração por particulares, por exemplo, ainda está muito mal explicada. 

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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