Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2018 | 03h00

TOMADA DO PODER

A espada de Dâmocles

“É questão de tempo para tomar o poder”, diz José Dirceu. Como pode um condenado dar uma declaração com esse teor?!

GILBERTO DAGA

gilberto.daga@uol.com.br

São Paulo

Sede de vingança

Falta apenas uma semana para o primeiro turno das eleições e temos assistido a uma verdadeira carnificina entre candidatos: um fala mal do outro e o outro fala mal do um, sem contar a tentativa de homicídio de quem se atreveu a abrir dianteira. Tudo indica existir, de fato, um plano diabólico de tomada do poder por quem está preso, já contando com a subserviência do Judiciário para determinar sua liberdade e de todos os seus cúmplices. A declaração do “capitão do time” - livre, leve e solto - ao jornal El País de que “é questão de tempo para tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”, não esconde o ódio e a sede de vingança, estampada na face, com os olhos injetados de sangue. E agora, ainda resta alguma dúvida de que o caminho foi e está sendo pavimentado com muita eficiência pelos malfeitores, com o próprio presidiário-chefe agora sendo autorizado a dar entrevista a jornal, na cela?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Entrevista atrás das grades

Lula consegue permissão de Ricardo Lewandowski para ser entrevistado. Como pode um presidiário conseguir autorização para fazer propaganda política atrás das grades, ainda mais com a colaboração de um órgão de imprensa? Se Lula pode, todos os demais presidiários também podem, porque a lei serve pra todos - não é assim, STF? Podem o Marcola, o Fernandinho Beira-Mar e todos os milhares de encarcerados. Se ninguém impedir essa barbaridade, vai virar bagunça. Só no Brasil...

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Teste para o pior

Realmente, este não é um país sério, mas, sim, de faz de conta. Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) libera entrevista de presidiário e um condenado que, não se sabe a razão, continua solto, falando contra tudo e contra todos, afirma que é questão de tempo “tomar o poder”, o que se entende que será na marra. A Justiça até agora não descobriu a razão do ataque a um presidenciável, os “direitos humanos” então calados, a OAB não se manifesta. E candidatos, em vez de se manifestarem contra essa violência, aproveitam para atacá-lo! Estou vivendo realmente no Brasil ou isso é um teste para a venezuelização?

JOSÉ FERNANDEZ RODRIGUEZ

rodriguez1941@gmail.com

São Paulo

A Venezuela será aqui?

Uma parcela do eleitorado brasileiro, por falta de informações, ainda insiste em votar no PT, sem se preocupar com o risco para a democracia, uma vez que lhe estará dando os instrumentos necessários para o seu projeto de poder. Esquecem-se esses eleitores de que um novo governo petista vai nomear pelo menos mais três ministros do STF, além de continuar aparelhando o Estado, controlando fundos de pensão, bancos estatais e a unir-se a empresários corruptos e criminosos, que vão proporcionar os recursos e o apoio jurídico para a perpetuação do partido no governo do País. Além disso, várias serão as tentativas de controle da imprensa, do Ministério Público e do Poder Judiciário, como já tentaram fazer anteriormente. Tudo isso levará ao aumento do desemprego, da inflação e dos juros, ao colapso da educação, da saúde e da segurança, como já vimos nos 13 anos de desgovernos petistas, tornando o Brasil uma nova Venezuela. 

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Aviso aos desavisados

Fernando Haddad é apenas um poste. Quem vai voltar é Lula da Silva, que dá carta branca a José Dirceu e sua trupe diabólica para destruírem de vez o Brasil. O aviso vale também para a imprensa, que se mantém passiva diante de todas as ameaças e do perigo do retorno do PT!

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

Sepultar a Lava Jato

O apoio à impunidade está ganhando terreno entre os eleitores. O crescimento dos índices do candidato Fernando Haddad, do PT, nas pesquisas eleitorais deixa claro que o objetivo maior é dar o comando do País ao chefe maior, Lula da Silva, sepultando tudo que foi conseguido pela Operação Lava Jato.

MIGUEL GROSS

mgross509@gmail.com

São Paulo

CAMPANHA ELEITORAL

Não haverá outra igual

Dificilmente o Brasil tornará a participar de uma eleição presidencial nos moldes do que a imprensa tem noticiado. A quantidade de candidatos de longe supera a qualidade. Chama a atenção também o fato de que, na atual situação econômica e institucional do País, os três Poderes da República vivam se entrechocando, contradizendo o barão de Montesquieu. Esta campanha tem condenado preso fazendo propaganda política! Jamais se ouviram tanto as palavras recurso e habeas corpus. O mais recente petardo foi atirado pelo candidato a vice-presidente pelo PSL, general Hamilton Mourão, que num programa de TV no Rio Grande do Sul defendeu o fim do 13.º salário, uma das maiores conquistas trabalhistas. Enfim, nas suas apresentações cada candidato sabe onde se encontram os problemas e sua solução... E, mais ainda, a oposição que enfrentará dos derrotados.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Certo por linhas tortas

O que o general Hamilton Mourão disse está certo, trata-se mesmo de jabuticabas, nas quais os intelectuais de araque têm medo de mexer porque são difíceis de explicar. Mas é preferível receber nosso salário de forma integral, em vez de aguardar 12 meses para receber o 13.° e até dois anos para receber férias remuneradas, bem como uma vida inteira para receber o FGTS. Embora tudo isso componha o custo de mercadoria/serviço, o empregado é obrigado a emprestar esse dinheiro para o patrão financiar o capital de giro a custo zero, e o empregado não recebe nenhuma remuneração sobre este capital. Falando em emprestar, o FGTS vai para o governo quase a custo zero para promover políticas de sua obrigação. Solução: pagar mensalmente as verbas de férias remuneradas, 13.º e FGTS. Com isso o salário mínimo subiria mais de 50%, sem aumentar um centavo o custo das mercadorias e dos serviços - aliás, como se faz no mundo civilizado.

FLAVIO PINHO

flapinho@uol.com.br

São Paulo

MULHERES CONTRA BOLSONARO

Cumprimento todas as mulheres "do grelo duro" - palavras ditas por um conhecido presidiário de Curitiba - que hoje estão se organizando em manifestações Brasil afora, no estilo "nós contra eles", contrárias ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), selando de tal maneira a vitória do "poste" Fernando Haddad e o retorno do PT ao poder. Lamentável.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

REVERÊNCIA

É auspicioso verificar a participação das mulheres na política e sua representatividade eleitoral no País. O peso delas no contexto social e político de São Paulo não é novo: na época bandeirantista, mulheres cuidaram do lar e dos bens enquanto seus maridos ficavam fora de casa por anos na conquista de ouro, estendendo o território brasileiro. Em fase mais próxima, temos a Marquesa dos Santos, renomada paulista, casada então com o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, que exerceu a liderança junto com seu marido, em atividades sociais e políticas. Dona Veridiana Prado é outro exemplo de destaque. Mecenas de artistas, filantropa, teve atitude à frente do seu tempo ao se separar do tio, com quem se casara. Como mãe, orientou e formou filhos que posteriormente se tornaram líderes políticos do Estado. Lembremos, também, das mulheres anônimas que trabalharam na roça de café, escravas e imigrantes lado a lado. Força econômica. Além destas, destaquemos a doutora Carlota Pereira de Queiros, médica e primeira mulher eleita deputada federal no Brasil; as 70 mil mulheres que trabalharam como voluntárias na Revolução de 1932; dona Leonor Mendes de Barros, atuante filantropa; Perola Byington e Carmem Prudente. Finalmente, entre mulheres que fazem a diferença hoje: doutora Angelita Habr Gama, Niede Guidon, clube da Lady de Campinas, fundadora do Hospital Centro Boldrini em Campinas, referência em oncologia e medicina pediátrica. Ainda, Luiza Erundina, que fez sua carreira política em São Paulo e não teve medo de enfrentar bichos-papões; e Marta Suplicy, política atuante que debatia temas até então inéditos, tabus, como a sexologia. Todas as citadas fizeram e fazem a diferença. Lutaram para obter o referencial com galhardia e merecimento. Que a marcha das mulheres neste sábado saiba reverenciar essas antecessoras que lutaram para conquistar o respeito que a elas dedicamos. Fizeram por merecer.

Sergio Holl Lara 

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

PROTESTO FEMININO

A cantora Madonna aderiu ao #EleNão. Considerando que esta turma só se lembra de que o Brasil existe quando come banana, sua opinião é perfeitamente dispensável. Aliás, alguém peça a ela para sinalizar nosso país num globo terrestre. Estamos precisando de uma hora de recreio para serenar os ânimos, dar muita risada, pois é bem provável que ela espete o cangote da África.

Marcia Meirelles 

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

#MEUPIRAOPRIMEIRO

Acho justos quaisquer movimentos populares que queiram manifestar sua contrariedade ou mesmo seu repúdio a candidaturas como as que estão postas no atual cenário, que pretende definir quem irá dirigir os destinos do País a partir de 1.º de janeiro. Só que alguns tendem (sem trocadilho) a perder credibilidade por estarem, de alguma forma, comprometidos com o projeto ideológico de subversão que se instalou no Brasil nestes mais de 25 anos, sem falar na corrupção com as muitas irregularidades em setores como a Cultura, que, por meio da Lei Rouanet (apelidada de "Roubanet"), beneficiou - e ainda beneficia - artistas que, agora, se mostram contrários ao nome de Jair Bolsonaro, por exemplo, muito provavelmente por temerem mudanças e novas propostas também nas estreitas ligações que costumam ter com o PT, o PCdoB, o PSOL e outros menos votados, espetacularizados ou afoitos. Sendo assim, se querem fazer críticas e, mesmo, mostrarem ser contra, que mostrem, primeiro, o quanto estão limpos, sem qualquer vínculo com a corrupção ou privilégios e lutando por um Brasil livre e melhor para todos. Sem máscara, sem maquiagem, sem tanta representação. Sem palhaçada.

João Direnna 

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

MEDIDAS IMPOPULARES

Tende ao fracasso a candidatura de Jair Bolsonaro ao Planalto enquanto o general Hamilton Mourão, seu vice, seguir dando entrevistas aos grandes veículos de comunicação ("Mourão critica 13.º salário e Bolsonaro impõe silêncio", "Estado", 28/9, A4). Fosse um pouco mais perspicaz, o postulante a vice-presidente da República amenizaria as suas declarações polêmicas, como sua aversão a alguns direitos trabalhistas, e jogaria o jogo do povo, estratégia bem mais competitiva. Até a ex-presidente Dilma Rousseff - notadamente portadora de um déficit cognitivo acentuado - poupou-se ao trabalho de anunciar medidas impopulares em 2014, durante a sua campanha à permanência no comando do Poder Executivo, como as mudanças no seguro-desemprego, na pensão por morte e no auxílio-doença. Espertamente, fez as alterações de surpresa, no ano seguinte, logo após tomar posse para um novo mandato.

Thiago Andrade 

thiagocandrade@gmail.com

Recife

DÉCIMO TERCEIRO

O general Mourão acertou errando ou, se quiserem, errando, acertou. O décimo terceiro salário é, mesmo, uma "jabuticaba", mas italiana, e não brasileira, criada durante a era Mussolini, junto com vários outros benefícios trabalhistas que até hoje existem, aumentando custos e causando desemprego. Até mesmo a pessoa do então ministro do Trabalho do governo Lula, Jacques Wagner, reconheceu isso quando propôs reduzir e limitar o benefício às pequenas e médias empresas.

Paulo Boccato 

pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

JABUTICABA

A pergunta que não quer calar: destas "jabuticabas", o general Hamilton Mourão já comeu quantas? É o lobo em pele de lobo!

Marco Dulgheroff Novais 

marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

O VICE

É preciso ser justo com Jair Bolsonaro e a sua linha de pensamento, pois quem poderia ser seu vice, a não ser esta figura patética, arcaica, radical e pouco instruída de Mourão.

Marcos Barbosa 

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

OBRA

Já está pronto o primeiro volume das sandices e patetices do general Mourão. O título é irretocável: "Como vou ajudar Bolsonaro a desgovernar o Brasil". O curto prefácio é do próprio Bolsonaro: "Cala a boca, Mourão!"

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

PERIGO À VISTA

Para preservar sua campanha, Bolsonaro já silenciou o "posto Ipiranga" (Paulo Guedes) e o vice, Mourão. Será que, para preservar o mandato, vai silenciar a mídia e o povo? E como será o seu diálogo com o Congresso? Com ou sem bala? Estou ficando com muito medo. E se conseguirmos nos livrar deste perigo, será que nossa pátria voltará a ser assaltada pelo PT? Ou nossa Polícia Federal conseguirá combater a corrupção em tempo real? Será que existe um futuro para o nosso país?

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

CANDIDATO AUSENTE

A ausência forçada do candidato Bolsonaro em razão do seu internamento hospitalar, por certo, está evitando que ele faça mais declarações que poderiam ter influência na sua campanha. Ele ainda está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, mas isso não assegura sua presença num possível segundo turno. É mais um ponto a ser citado em relação ao atual processo eleitoral. Com risco de repercussão, inclusive, para o futuro da política brasileira.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

REJEIÇÃO

Os eleitores de Bolsonaro se acham mais inteligentes que os da esquerda, mas a estupidez de muitos deles está custando ao candidato uma rejeição potencialmente fatal. Ao bradarem sua intolerância às demandas das minorias, ações afirmativas e programas sociais, fazem crescer, na mesma intensidade e proporção, o contingente dos que não votam em Bolsonaro sob nenhuma hipótese. Será deles boa parte da culpa, caso o preposto de presidiário e sua vice airada vençam as eleições.

Marcelo Melgaço

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

NA DÚVIDA, NÃO USE

Em matéria de primeira página de ontem, vi meu jornal ironizar sutilmente um indevido uso do sinal de crase em manifestação do candidato Bolsonaro no Twitter. Ora, Lula pespegava o teratológico "menas" a três por dois, e Dilma abusava de alocuções semânticas e gramaticalmente desconexas, mas, se bem me lembro, o "Estadão" foi mais condescendente com ambos quanto a isso. Peço vênia e aproveito a ensancha para repetir sábio conselho de um mestre do vernáculo de idos tempos, que pode aproveitar a muitos: "Sinal de crase, na dúvida, não use".

Joaquim Quintino Filho

jqf@terra.com.br

Pirassununga 

COMPARAÇÕES

O juiz Brett Kavanaugh, indicado pelo presidente Donald Trump para a Suprema Corte dos EUA, está prestes a ter sua nomeação negada pela Comissão de Justiça do Senado, por acusações de conduta sexual inapropriada, ocorridas há mais de 30 anos. A sociedade norte-americana é muito rígida ao analisar o comportamento ético, presente e passado, de pessoas públicas. Enquanto isso, a ex-esposa de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle, foi ameaçada de morte pelo ex-marido, em 2011 (embora ela negue, há documento interno do Itamaraty atestando isso), e os eleitores do candidato do PSL parecem pouco se importar com este fato. Não é a opinião pública norte-americana que exagera. Nós é que somos displicentes com a escolha dos nossos candidatos. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

UM BRASIL MELHOR?

Todos os brasileiros que estão enviando vídeos para o programa de campanha da TV Globo "O Brasil que eu quero" desejam um país com mais educação, saúde, segurança, transporte digno, moradia decente, emprego e, principalmente, um país livre de políticos corruptos. Caros eleitores, isso é o mínimo que se pode esperar de um governo honesto e com excelente know-how administrativo. Todavia, a incongruência de nossos eleitores está sendo claramente mostrada quando os resultados das pesquisas de intenção de voto apontam o candidato do PT, Fernando Haddad, indicado pelo presidiário, em segundo lugar, atrás apenas 6% do primeiro colocado, Jair Bolsonaro. Como podem estes mesmos eleitores querer um Brasil melhor, se continuam apostando num candidato cujo partido governou o País nos últimos 14 anos deixando-o atolado num lamaçal de corrupção e vergonha, com o seu ex-presidente na cadeia? Esperamos que até o dia 7 de outubro os brasileiros de brio acordem e votem no candidato que vai acabar com a farra destes políticos corruptos que tanto envergonham a nossa nação.

Valdy Callado

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

'TORTURA E ESTUPRO NA CULTURA POLÍTICA'

Eis o título do artigo publicado na quinta-feira no "Estado", assinado pelo professor Eugênio Bucci, no qual ele narra os arroubos do sr. Jair Bolsonaro. São os mesmos que todo dia uma parte da imprensa e da mídia social publica. São realmente lamentáveis. Mas, por outro lado, que tal se o sr. Bucci tivesse falado também da tortura e do estupro na moral e nos bons costumes que o outro candidato lançou quando era ministro da Educação, com o famoso kit gay para crianças com 6 anos de idade? Vi recentemente um vídeo no qual o coordenador daquela infâmia diz aos risos que levaram três horas discutindo a profundidade do beijo de língua entre as meninas, que deveria ser incluído naquela infâmia. Ele, como seu partido, parecem querer continuar com esta ignomínia. Como avô, dá-me arrepios este tipo de estupro e tortura na moral e nos bons costumes por que minha neta poderá passar pela iniquidade daquela ação. Tão grave e odiosa quanto a tortura e o estupro mencionados no artigo. Portanto, o jogo está empatado. Se, de um lado, houve destempero ao falar, no outro houve e há uma prática que parece ter como objetivo destruir o conceito de família. Pena que o articulista tenha se esquecido de mencionar isso.

Ademir Alonso Rodrigues

rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

LIBELO 

O artigo do professor da USP Eugênio Bucci, publicado na edição de 27/9/2018 do "Estadão", mais se assemelha a um libelo de acusação contra o candidato Jair Bolsonaro. Nele são citadas mulheres vítimas, não tão inocentes, como procura fazer crer, uma com passado de terrorismo armado e outra conhecida por defender direitos humanos de marginais que não os merecem. O texto chama a atenção, também, pelo completo esquecimento de grosserias contra mulheres, semelhantes às dirigidas a uma delas pelo seu acusado, chanceladas, no entanto, pelo ícone petista preso por corrupção, manipulador do atual postulante à Presidência por seu partido, ao tentar usá-las - as de "grelo duro" - em benefício próprio, e pelo fato de não mencionar que o governo por ele conduzido, continuado pelo de seu poste feminino, sempre acariciou ditadores, além de ter sido o maior responsável pelo clima de polarização reinante na atual campanha. 

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

OUTROS TEMPOS

Cumprimento o jornalista Eugênio Bucci pelo artigo "Tortura e estupro na cultura política", publicado na quinta-feira no "Estadão". Felizmente, o Exército de Caxias, a que tive a honra de servir, não abriga mais torturadores de porão e capitães do mato.

Arsonval Mazzucco Muniz

arsonval.muniz@adv.oabsp.org.br

São Paulo

'MORRENDO PELA BOCA'

Em seu artigo de 28/9 (A6), a jornalista Eliane Cantanhêde se esqueceu de mencionar que o comando do PT segue à risca a "omertá". Somente organizações antidemocráticas têm um policiamento ideológico igual ao da máfia. A jornalista se esqueceu do caso do prefeito de Santo André, Celso Daniel. Acredito que, se o PT assumir novamente o País, quem irá praguejar não serão os partidos derrotados, mas o povo brasileiro, vivendo numa Brazuela.

Vitrtorio Gilberto Zottino

vittoriogz@hotmail.com

São Paulo

ERRO CRASSO

As eleições estão chegando, com grande radicalização entre PT x anti-PT (Haddad/Lula x Bolsonaro), o que é ruim para a democracia e para o País. Voto útil, na base da redução de danos e do "menos pior", só no segundo turno. No primeiro turno, o eleitor deve votar no candidato/partido que seja mais próximo de sua visão política e ideológica e de seus princípios e valores, e não se pautar pelos resultados das pesquisas de intenção de votos e das suas chances de vitória. Devemos valorizar o voto e defender sempre o pluralismo, o debate de ideias e a democracia. Se já no primeiro turno os eleitores optarem pelo voto útil e pela radicalização, estarão cometendo erro crasso em detrimento da democracia e da pluralidade de ideias, projetos e propostas.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

BOLSONARO SALVOU O PT

Vinha vindo tudo muito bem: a bravura da Operação Lava Jato, milhões nas ruas, o impeachment de Dilma, Lula preso, os militares não precisaram intervir na política e o Brasil ia finalmente se livrar do PT. Então vem Bolsonaro e estraga tudo. Pois, como indicam as pesquisas, deve haver segundo turno, e nele Bolsonaro perde para Haddad, que seria vencido por Geraldo Alckmin ou por Ciro Gomes, com mais chances do que Marina Silva. 

Wilson de Campos Vieira

wilsondcv@uol.com.br

São Paulo

A SORDIDEZ PETISTA

O editorial do "Estadão" de ontem ("A higienização petista", 28/9, A3) externou toda a sordidez petista. Simplificando: relembrou as mentirosas, sofríveis e repetidas palavras do demiurgo Lula da Silva, dizendo que "sempre aceitou o resultado das urnas em suas derrotas". Relembrou que a "tigrada" exigiu o impeachment de todos os presidentes do País, quando "elle" não era governo, e, quando o "poste" foi arrancado do Palácio do Planalto, tratou-se de um "golpe". Com espírito antidemocrático - ou espírito de porco -, os petistas denegriram de maneira sórdida, no exterior, o nome do Brasil, do Judiciário, do Congresso Nacional e da imprensa, por considerarem todos "golpistas". Já no apoio às ditaduras de Cuba e da Venezuela, além da própria admiração, destinaram vultosos recursos a título de fundo perdido. Ora, pensando bem, para "enterrar" em definitivo toda a irresponsável "tigrada" petista, seria liquidar a "fatura" já no primeiro turno eleitoral. Essa é uma excelente ideia para libertar o Brasil desta "quadrilha".

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

É O FIM!

A assessoria do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou à Reuters que o ministro autorizou o ex-presidente Lula a conceder uma entrevista a um jornal da capital paulista. E "la nave vá...".

Artur Topgian

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

CONFUSÃO

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, afirmou que o uso da imagem de Lula na campanha eleitoral não confunde o eleitor. Então tá!

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

PELA TERCEIRA VEZ

Gostaria de ponderar ao ilustre leitor sr. Marcos Barbosa ("Fórum dos Leitores", 27/9, "Segundo Turno") que observo com certa descrença a tranquilidade de seu voto em Fernando Haddad em possível segundo turno do petista contra Bolsonaro. Meu candidato é João Amoêdo, sobre o qual minhas avaliações pesaram, por ser alguém comprometido com o enxugamento e a otimização do Estado. Ainda assim, enxergo perfeitamente que Amoêdo e o Novo não são para estas eleições. Ele está se preparando. Logo, no segundo turno, igualmente ao colega leitor, terei de optar por um lado. Em que preze, respeite e admire a democracia e a liberdade de escolha, confesso ter ficado decepcionado com a ponderação do sr. Marcos na escolha de Haddad. Particularmente, seguirei Bolsonaro, mas não por considerá-lo o Eldorado. Em absoluto. É uma aposta arriscada, reconheço. Mas, em minha opinião, com total respeito à divergência alheia, entregar o País nas mãos do PT não é entregar o País nas mãos de Haddad. É entregar o Brasil nas mãos de um criminoso condenado e preso e, talvez ainda pior, entregar o Brasil nas mãos da verdadeira mente do diabo, José Dirceu. O realinhamento político-ideológico com as ditaduras de esquerda, o ralo de dinheiro brasileiro para obras inúteis no exterior (que certamente culminarão em prejuízo), a certa censura à imprensa, o ódio desmedido contra a Justiça, que puniu os companheiros, me parecem algumas das muitas razões para evitar a volta do PT. Eis um partido que nunca amou o Brasil, apenas a si próprio. E, para seu próprio bem, é capaz de passar por cima de nosso país, de nossa gente, como nenhum outro partido. Bolsonaro não é o candidato dos sonhos de muita gente. Mas num momento tão complexo desta eleição, quando Ciro, Marina, Alckmin e Dias colocaram seus caprichos à frente da terceira via, Jair Bolsonaro parece ser a escolha com menos certezas de erro. Errar é humano. E erras duas vezes, ao contrário do que muitos pensam, não é burrice. Pode ser despreparo, desconhecimento, teimosia. Mas errar pela terceira vez, perdoe-me o leitor, mas beira a falta de amor próprio. Jair Bolsonaro pode ser contido, caso se extrapole; já o PT, como vimos, é um monstro que ninguém mais segura. E isso pode destruir o Brasil.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

O TESOUREIRO

Causa espécie saber que o segundo poste de Lula, vice-líder das pesquisas de intenção de voto à Presidência, acaba de nomear como tesoureiro de sua campanha seu ex-secretário Francisco Macena. Como se sabe, ambos são alvo de inquérito da Polícia Federal por suposto uso de caixa 2 na eleição de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo em 2012, conforme acusação de Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana. Diante do absurdo, cabe perguntar em que outro país um fato como este seria tolerado e permitido. Vota certo, Brasil!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

O PT E MICHEL TEMER

O candidato Fernando Haddad mentiu descaradamente no debate do qual participou na quarta-feira, 26 de setembro de 2018, ao responder mal à candidata Marina Silva e dizer que "quem colocou o Temer lá (na Presidência) foram vocês". Não, candidato, quem colocou Michel Temer na Presidência, ao considerá-lo o nome ideal para ser o primeiro na linha de sucessão, foi o seu partido, uma vez que foi o PT quem considerou Michel Temer o nome ideal para formar uma aliança e compor a chapa de disputa presidencial não somente na última, mas nas duas mais recentes eleições à Presidência da República.

Carlos da Silva Dunham

caduque.pezao@gmail.com

São Paulo

MORTE NA PRAIA

"Voto útil não vinga; Ciro e Marina atacam Haddad" ("Estadão", 27/9). Pelo visto, as esquerdas vão se carnear mutuamente até as vésperas da eleição do primeiro turno, para que talvez um deles chegue ao segundo turno. Como diria o "tertius ridenti", vamos ver quem sobrará para o duelo final? Todavia, existe uma forte possibilidade de ninguém dos beligerantes mútuos chegar lá, pois todos morrerão na praia.

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

EPITÁFIO

O epitáfio dos candidatos no processo eleitoral dia 7 será: "Fomos sem nunca termos sido".

Francisco José Sidoti 

fransidoti@gmail.com

São Paulo

VERÍSSIMO, TOCANDO A VIDA

A propósito da crônica "Exílio" ("Estado", 27/9, C10), na qual Luis Fernando Veríssimo diz estar fazendo planos para qualquer eventualidade (conforme se dê o resultado das eleições deste ano no Brasil), chamou-me a atenção o "mais irrealizável" deles, que seria "ir tocar saxofone no metrô de Paris, para garantir o croissant das crianças". Ao ler, fiquei a divagar... interessante que, vira e mexe, vemos socialistas tupiniquins - como o citado - ameaçando ir para Londres ou Paris, capitais de potências capitalistas, para "escapar" a eventuais vicissitudes por que eventualmente tenham de passar no Brasil à conta de circunstancial mudança de governo (observem: não de regime; de governo!). Nenhum deles declara amor por Pyongyang, Havana ou Caracas, capitais do socialismo que defendem. Também não há registro conhecido de tais personagens fazendo "planos" para tocar sua vida no metrô ou em outro ponto qualquer dessas cidades. Um tanto contraditório, diria. 

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

MUDANDO DE IDEIA

Minha intenção original de voto para a Presidência era no candidato tucano, que no meu modo de ver seria o melhor presidente para o Brasil, nas condições políticas atuais. Infelizmente, graças à incompetência e burrice das "zelites" do PSDB, essa candidatura foi destroçada. A alternativa que restou para votar contra o PT seria o candidato líder (até o momento) nas pesquisas de intenção de voto. Assim, minha intenção era votar (com as narinas tapadas por um pregador de roupas) nesse líder (até o momento) na preferência da maioria (até o momento) do eleitorado do País. Acontece, porém, que as "zelites" que sustentam a candidatura do capitão reformado são tão incompetentes e burras, ou mais ainda, do que as tucanas. Todos os dias, o escolhido para o futuro Ministério da Fazenda num eventual governo de PSL, ou o escolhido para compor a chapa na posição de vice, ou o próprio candidato sofrem crises repetidas de "evacuação cerebral". É inacreditável! Com isso, estão também destroçando essa candidatura. Enfim, fica claro que as "zelites" de uma maneira geral são incomensuravelmente burras e incompetentes para governar o País. Ou melhor, querem entregar o governo de bandeja no colo da orcrim. Dessa forma, estou mudando de ideia e não sei mais em quem votar. Lamentável!

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

GERALDO ALCKMIN

Pelo que temos observado nos últimos dias, nos vem a certeza de que o candidato Geraldo Alckmin está muito mal assessorado. Pois, se a intensão dos seus ataques era subir nas pesquisas, o resultado foi exatamente o contrário. Segundo as pesquisas, ele vem na quarta posição nas intenções de voto e as chances de ir ao segundo turno seriam bem remotas. Diante disso, seus ataques deveriam ser contra o candidato Fernando Haddad, que por sinal carrega oito processos e vem em segundo, e não contra Jair Bolsonaro, que ocupa a primeira posição e com uma larga vantagem. Ocorre que com esses ataques a sua colocação nas pesquisas permaneceu a mesma, mas, no entanto, beneficiou Haddad. Dessa forma, muitos eleitores estão entendendo que ele está, mesmo que sem intenção, fazendo campanha para o PT, e não a si mesmo. Imaginávamos que era bem mais inteligente, pois o bom politico não trai os seus fiéis eleitores e jamais entregaria o País aos maiores ladrões da história.

Daniel de Jesus Gonçalves

al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

AGORA OU NUNCA

No "Fórum dos Leitores" de quinta-feira (27/9), o leitor sr. Onofre Rosa de Resende falava dos marqueteiros de Alckmin. Faço um complemento: "mostrar as rodovias do Estado (o programa "Fantástico" já mostrou as do Norte), os hospitais (incluindo o das Clínicas, que atende o Brasil), as escolas, o transporte e outras boas coisas do Estado paulista. É isso que o eleitor quer saber, e não os xingamentos atuais.

Aniz Auada

aniz.auada@uol.com.br

São Paulo

CERCO AO PSDB

Finalmente, a Operação Lava Jato atinge os intocáveis políticos tucanos. Com a prisão de Eduardo Azeredo (MG) e Beto Richa (PR) e o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos imóveis de Reinaldo Azambuja (MS) e Marconi Perillo (GO), o desconforto no partido é grande.

Yvette Kfouri Abrão

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

DECLARAÇÕES LEVIANAS

Em entrevista a jornalistas, na terça-feira, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou: "No Supremo, você tem gabinete distribuindo senha para soltar corrupto. Sem qualquer forma de direito e numa espécie de ação entre amigos". A afirmação é inaceitável da maneira como foi formulada. Barroso não pode furtar-se a individualizar quais são os ministros que mereceram sua censura e jogar suspeição sobre todo o colegiado. Tampouco é razoável, em especial se tal comportamento constituir infração legal, que Barroso o denuncie pela imprensa. É urgente que Barroso nomeie os colegas que atuariam indevidamente para a libertação de corruptos e que o Supremo, por seu presidente, esclareça as providências que serão adotadas para coibir práticas que atentem contra a normalidade institucional. Ou, não sendo o caso, o ministro Barroso retrate-se pelas declarações levianas.

Sergio Ridel

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

HORÁRIO POLÍTICO

Todos os dias somos agraciados com o horário de propaganda política no rádio e na televisão. Quando o partido dono daquele tempo não o ocupa, vem uma incessante mensagem nos lembrando de que estamos no "horário reservado à propaganda eleitoral gratuita, lei tal", até que esse tempo se esgote. Desconfio de que a turma do TSE não escuta rádio nem assiste à televisão, do contrário, já teria acabado com esta verdadeira idiotice, devolvendo o tempo não ocupado às emissoras e poupado, assim, em alguns minutos, a paciência dos ouvintes, também eleitores.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

CRISE HÍDRICA

A partir dos dados das simulações estatísticas de consumo e volume pluviométrico previsto para os próximos meses até a próxima estação seca, a crise hídrica deve agravar-se em meados do próximo ano e provocar a volta da utilização da reserva técnica do volume morto. Tema muito importante para 28 municípios da região metropolitana de São Paulo, a falta de d'água deveria estar mais presente nos debates televisivos entre o atual governador e os dois postulantes ao cargo que lideram as pesquisas eleitorais. O desabastecimento é negado pela Sabesp, mas ela utiliza válvulas redutoras de pressão que provocam uma rotina de cortes d'água que inclusive atinge quase todos os bairros da capital.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

MUSEU NACIONAL

Ainda sobre o lamentável incêndio no nosso Museu Nacional, parece que todos - governo federal, estadual e municipal, UFRJ, Legislativo, Ministério Público, etc. - têm uma parcela de culpa e responsabilidade no acontecido. Só que vai ficar por isso mesmo, cair no esquecimento, não serão apuradas as responsabilidades e todos continuarão impunes até o próximo incêndio e tragédia nacional. Mas uma coisa cabe destacar e contestar: o que é feito com a taxa de incêndio cobrada no Rio de Janeiro (e em alguns outros Estados como Pernambuco)? O dinheiro arrecadado é aplicado para melhorar as condições de atendimento dos bombeiros? Parece que não! Se não poderia ter sido evitado o incêndio, a sua extensão poderia ter sido menor caso houvesse água no local e equipamentos melhores aos bombeiros. Essa taxa é legal? Também parece que não! E por que nunca foi contestada pelo MP? Por que a Ordem dos Advogados do Brasil não a contesta? No mínimo, ela é imoral. E, com certeza, não é destinada aos bombeiros. Perguntas que não querem calar e que, com certeza, nunca serão respondidas.

Elvio Dias Gomes

ele56@bol.com.br

Brasília

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