Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO E POLÍTICA

Bandeira Nacional vermelha

Há não muito tempo, o PT e o PCdoB expediram nota felicitando o povo venezuelano (!) pela “vitória” de Nicolás Maduro num pleito sabidamente manipulado e severamente criticado pela comunidade internacional, no qual a oposição foi severamente manietada e o resultado das urnas – sem inspeção independente –, fraudado na caradura. Também José Dirceu – o notório apparatchik petista – vem de deixar claro que ganhar a eleição é pouco para as ambições de seu partido: o que importa é “tomar o poder” – nem foi original, o histórico líder comunista Luiz Carlos Prestes expressava o mesmo antes dos eventos de 1964.

Dizem que para bom entendedor pingo é letra, mas será que todos aqui, na Terra de Santa Cruz, estão de fato “entendendo” o que está acontecendo de verdade? Digo-o porque a fala de José Dirceu evidencia o projeto totalitário do PT até para quem não é bom entendedor... Enquanto isso, ao centro e à direita, seguem as tertúlias sobre as “possibilidades” eleitorais – sabidamente nulas – de candidatos ignorados, se não reprovados, pelo eleitor. E de entremeio temos, neste exato momento, certa imprensa gastando tinta para denunciar antiga briga que teria havido entre Bolsonaro e sua ex-esposa, de resto, desmentida por ambos.

Pelo visto, para o centro político e as forças conservadoras, a ficha só vai mesmo cair quando a cor da nossa bandeira for oficialmente mudada para o vermelho por ato do Planalto publicado no Diário Oficial – e com direito ao “brasão” da foice e do martelo inserido ao centro da flâmula. Para certa imprensa (que tanto diz defender a liberdade de expressão), a ameaça totalitária petista parece ter menos significado do que um suposto diz que diz entre marido e mulher, velho de anos. Depois não reclamem.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Dirceu e a tomada do poder

Um dos chefes do megaesquema criminoso petista que destroçou a economia brasileira, José Dirceu cumpria pena por condenação na Lava Jato e foi solto por “habeas corpus de ofício” – sem previsão legal – concedido pelo atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, na época na Segunda Turma. A decisão foi acompanhada por Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Este último, a propósito, insiste em exercer influência, ainda que indireta, no processo eleitoral. Foi ele que contrariou a Constituição da República e permitiu a Dilma Rousseff manter os direitos políticos, quando presidiu o julgamento de seu impeachment – por isso ela pôde candidatar-se ao Senado pelo PT em Minas Gerais. Ainda agora Lewandowski concedeu a Lula o direito de dar entrevistas de dentro da prisão, mesmo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) haver rejeitado sua candidatura e vetado sua participação na campanha petista. Por essas e outras as declarações de Dirceu não devem ser vistas como mera bravata, mas como uma ameaça real, em especial quando afirma: “Nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

A higienização petista

Só a cegueira ideológica explica pessoas inteligentes caírem na esparrela de que o PT é um partido que acredita na democracia e aceita o resultado das urnas.

MARCOS LEFEVRE

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

Dois presos, duas medidas

Lewandowski autorizou o ex-presidente presidiário a dar entrevistas na prisão (decisão suspensa liminarmente pelo ministro Fux). A entrevista do Adélio Bispo de Oliveira (esfaqueador do presidenciável Bolsonaro), que havia sido autorizada, foi suspensa – um desembargador do TRF-3 entendeu que “a concessão de entrevistas e a realização de matérias jornalísticas com internos de estabelecimentos prisionais federais não se coadunam à própria razão de ser desses estabelecimentos”. Na minha terra isso é conhecido como “balaio de gatos”. É, vão vendo onde amarramos o nosso bode. 

JATIACY FRANCISCO DA SILVA

jatiacy@hotmail.com

Guarulhos

Jabuticabal

Comitê eleitoral na sede da Polícia Federal, cela especial, comitiva, entrevistas à mídia, etc., etc... É a casa da mãe Joana!

MOISES GOLDSTEIN

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Assombroso

Quando o Lula escolheu Fernando Haddad para ser candidato a presidente pelo PT, fiquei estupefata. Afinal, Haddad é considerado um dos piores prefeitos que São Paulo já teve e foi fragorosamente derrotado na tentativa de reeleição para a Prefeitura. Um partido como o PT, que nem deveria mais existir por tudo o que fez, culminando, após 13 anos e meio, com desemprego atroz e até aumento na taxa de suicídios, lança mais uma vez um poste, que já vem com atestado de incompetência. Mas mais estupefata ainda fiquei quando vi as pesquisas apontando a possibilidade de esse marionete vencer a eleição. Será que os brasileiros ainda não aprenderam a lição e teremos de passar por mais anos de corrupção, aparelhamento do Estado pelos companheiros incompetentes, “empréstimos” a Cuba, Venezuela, etc., enquanto aqui não cuidam da saúde nem da educação do nosso povo? Até quando?

DIVA A. ANDRADE MAZBOUH

diva.am@uol.com.br

São Paulo

Tesoureiro de Haddad

Não nos causou nenhuma surpresa a indicação do sr. Francisco Macena como tesoureiro da campanha de Haddadeles se conhecem de “outros carnavais”. E, segundo as investigações em curso, sabem muito bem como operar um caixa 2 – . Como o sr. Macena já foi seu secretário, certamente há uma boa sintonia entre ambos e, quiçá, muitos segredos de outras campanhas.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Tchau, queridos

Ao observar as pesquisas indicando a eventual vitória das esquerdas no pleito que se avizinha, acertei com a minha esposa: vamos converter nossos ativos em dólares, fazer as malas e procurar modesta e confortável residência... no Paraguai. Isso mesmo, no nosso vizinho Paraguai, país por tantas décadas desprezado pelos brasileiros e que, no entanto, demonstra hoje em dia invejável crescimento, estabilidade e pujança econômica. Assim, vou lá viver a minha senectude, com paz e harmonia, longe deste tenebroso, soturno e provável futuro que nos espera no Brasil, que será solapado e vilipendiado ainda mais pelas mazelas do lulopetismo.

 

CELSO A. MONTEIRO DE BARROS

ccmontesbar@hotmail.com

São Paulo


"A candidatura e a campanha da parelha Lula-Haddad ao mesmo cargo parecem um caso único de ideopatologia de dupla personalidade. Em qual delas acreditar?"

ETELVINO JOSÉ HENRIQUES BECHARA / SÃO PAULO, SOBRE A CAMPANHA PETISTA

ejhbechara@gmail.com


"De alguma forma, em algum momento, o povo brasileiro aprenderá que sem galinha não se faz canja e colocará um estadista no poder!" 

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE AS SINISTRAS PERSPECTIVAS ELEITORAIS

fransidoti@gmail.com


A AMEAÇA DE JOSÉ DIRCEU


É de causar espécie e profunda apreensão a declaração do ex-ministro condenado José Dirceu ao jornal “El País”: “É uma questão de tempo pra gente tomar o poder, que é diferente de ganhar a eleição”. Às vésperas do pleito, soa como uma declarada ameaça contundente e beligerante do ex-guerrilheiro treinado na doutrina castrista cubana. Vota certo, Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

RETOMADA DO PODER


De acordo com reportagem de sexta-feira (28/9) no “Estadão”, um condenado da Justiça diz claramente que é uma questão de tempo para eles assumirem o poder. Cita, também, que sem Lula, terão o Ciro Gomes e o Haddad para serem os portadores do presidiário. Temos um partido político, por intermédio de um presidiário, que desafia o nosso Judiciário dizendo que é um injustiçado, porém que não reconhece o seu erro e tão pouco aceita uma decisão judicial. É lamentável saber que estão preparando para o Brasil para se transformar numa Venezuela.


Francisco Ruggero f.ruggero@terra.com.br

São Paulo


*

INSANIDADE COLETIVA


Fernando Haddad (PT) escolheu um acusado de caixa 2 como tesoureiro da campanha presidencial. Se a insanidade coletiva continuar no nível atual, ele será o futuro ministro da Economia. Alguém aqui se lembra de alguns nomes, como Guido Mantega, Antonio Palocci e João Vaccari Neto? Qualquer semelhança com fatos passados NÃO é mera coincidência.


José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul


*

CERTEIROS


O PT escolhe a dedo os seus tesoureiros.


Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


*

QUE BELEZA!


Caso Haddad seja eleito, João Vaccari Neto presidirá o BNDES e Lula, o Banco do Brasil.


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


*

O PLANO DO PT PARA 2019


Na hipótese de o PT chegar novamente ao poder federal, o seu plano real de governo já está devidamente traçado: 1) estratégia de se perpetuar no poder governamental; a) aparelhamento completo do Estado, com a nomeação dos filiados do partido em diversos níveis do governo e parte dos salários, por meio de dízimos, vai para o partido, para reforçar o seu caixa; b) com muita certeza, com esse aparelhamento nos diversos níveis do governo, a gestão de contratos de obras, serviços e estatais novamente estará nas mãos do PT, e a história já deixa claro como eles utilizam o canal da corrupção institucionalizada, e isso será reestabelecido para reforçar o caixa e a sua estratégia de se perpetuar no poder, assim como solidificar a implantação do socialismo no Brasil e na América Latina, retomando a estratégia interrompida com o impeachment de Dilma; c) sustentação no poder, já com as fontes de recursos definidas, aí vem a estratégia Zé Dirceu para garantir os votos e apoio dos mais humildes e desgraçados na condição de vida, principalmente no Nordeste, mas não exclusivamente nessa região, dando-lhes a migalha financeira para se sustentar e os mantendo convenientemente nessa condição e com muita publicidade como no caso do famigerado Fome Zero. A desgraça da fome acabou? d) Controle da imprensa, falada, escrita e televisiva, será retomado buscando fechar o cerco do centro do poder socialista conforme desejo diversas vezes expressado pelo ex-presidente Lula. 2) Judiciário – ponto fundamental para a proteção da estratégia petista no governo federal; a) com o ministro do PT na Justiça, a Operação Lava Jato será extinta, e o cabeça dessa operação, eminente juiz Sérgio Moro, será transferido para uma geladeira no Judiciário, assim como diversos membros do Ministério Público, e em outros níveis dessa instituição, como o TRF-4 e as cortes do Rio de Janeiro. Curitiba, Brasília e São Paulo, sendo substituídos por juízes alinhados à causa petista, como ficou claro no episódio da tentativa de soltar Lula no plantão do desembargador e juiz do PT no TRF-4. Não tenham dúvida, nas cortes superiores também ocorrerá esse alinhamento, para dar segurança à estratégia maior do PT, que é se perpetuar no poder (ver como foi feito na Venezuela, a quem o PT apoia). Com esse aparelhamento do Judiciário, com muita certeza a missão será engavetar todos os processos em que os petistas estão envolvidos até a sua extinção por decurso de prazo, e aí não teremos julgamentos do sítio de Atibaia, do caso do sobrinho de Lula em Angola, dos caças da Força Aérea e tantos outros, implantando definitivamente a impunidade geral no País e acobertando a corrupção generalizada e institucionalizada dessa partido. Operações da Polícia Federal também serão extintas ou raras (desde que não haja membros do PT envolvidos), simplesmente para encobrir ainda mais a estratégia petista; b) a liberdade de Lula e só uma questão de oportunidade e momento, e quando o povo menos esperar ele estará livre e sem outras condenações e desfrutando do poder e das regalias que ele tanto gosta. Se você pensa em votar no PT, no poste Haddad, tenha isso em mente, pois após esta gangue se estabelecer novamente no poder, não haverá mais retorno, pois o que eles deixaram de fazer na primeira vez não o deixarão nesta nova chance.


Carlos Sulzer csulzer@terra.com.br

Santos


*

CRONOGRAMA DE UM ACIDENTE


Como num desastre aéreo, em que uma soma de fatores contribui para o surgimento de um acidente, a situação a que chegamos a pouco dias das eleições é fruto da omissão de uma oposição que deixou de cumprir seu papel durante os longos 13 anos de reinado petista, quando o que não faltou foram escândalos de roubo de dinheiro público, políticas errôneas que destruíram a economia, além dos bilhões enviados para ditaduras latinas amigas, para falar o mínimo. Muitos eleitores cansados de corrupção e da impunidade tiveram de engolir a seco a inércia de uma suposta oposição que, sabe-se lá por que razão, deixou de cumprir sua função principal. Temerosos de mais do mesmo diante da ameaça lulopetista que promete lançar o País no mesmo caminho que levou a Venezuela ao abismo, boa parte dos eleitores aposta no candidato que promete reagir contra toda esta esbórnia que hoje se traduz numa clara ameaça à democracia, como promete a turma do PT em seu manual socialista. Na dúvida, os passageiros preferem arriscar um voo com um piloto que promete desviar a aeronave da rota de colisão do que permitir que um acidente fatal acabe com nossas esperanças em dias melhores.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


*

RUMO À VENEZUELA?


O que Lula não previu no percurso para a perenização do PT no poder foi: 1) uma deleção do mensalão por um aliado frustrado; 2) a Operação Lava Jato e a sua popularidade; 3) as demonstrações de 2015; 4) o impeachment de Dilma; 5) a própria condenação e prisão; 6) o surgimento de Bolsonaro e a articulação anticorrupção e anti-PT. Tudo muito improvável na visão dele, conhecedor dos comportamentos da sociedade. Agora, a sociedade precisa se unir para dar um basta ao PT e a seus métodos: corrupção sistêmica, locupletação, demagogia, mentira, bravatas, difamação e desinteresse por redenção da pobreza (vide estagnação do IDH). As metas do PT levavam a Cuba; hoje, levam à Venezuela.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


*

O APOIO CUBANO


“Cuba defende Lula na ONU” (“Estadão”, 27/9). O presidente de Cuba, ao defender Lula na ONU, bem como ao comparar o Brasil com Venezuela e Nicarágua, é nada mais do que um roto que fala mal dos esfarrapados. Cuba, além de ser o país mais pobre da América Latina, continua sendo uma longeva ditadura do proletariado tropical, muito distante do que se considera uma democracia.


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


*

CUBA NA ONU


Miguel Diaz-Canel, presidente de Cuba, afirmou na ONU: “Somos a continuidade, não a ruptura”. Ou seja, mudam as moscas, mas a m...


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


*

A DEMOCRACIA BRASILEIRA


Em seu artigo publicado no “Estadão” de 25/9, sob o título “Democracias podem morrer”, o professor José Álvaro Moisés, que dispensa apresentações, nos demonstra como temos sido espoliados pela classe política dominante, há muito tempo. Somos regidos por uma série de “jabuticabas”, que foram incorporadas ao nosso regime político. Como aponta o professor, chegamos ao extremo de fragmentação partidária, com 35 partidos e outros 50 na fila para serem registrados e, como não poderia deixar de ser, digo eu, os seus programas partidários, a rigor, não representam nada de útil. São criados apenas para os seus idealizadores se aproveitarem prioritariamente da verba partidária e abertos apenas para a turma do seu líder. O articulista também comenta a discrepância das representações estaduais no Congresso, controladas por uma artimanha constitucional de que a representação máxima de deputados federais na Câmara é de 70 deputados e o mínimo de 8. Com isso São Paulo, por exemplo, que deveria ter mais de 100 deputados, fica sub representado, pois o voto do eleitor paulista vale menos que o de Roraima, o Estado que tem muito menos habitantes que o dos paulistas. Também oportuna a observação do professor Moisés, de que o Congresso descontinuou as coligações proporcionais a partir só de 2020, mas está mantida para 2018. Isso explica, acrescento eu, por que Tiririca voltou atrás na sua retirada da vida pública. Seus amigos do PR contam com as sobras de seus votos e não iam deixá-lo se afastar assim sem mais nem menos. Por fim alerta o articulista e com razão, que “O País não resiste a mais crises políticas”. De fato, o que ocorreu nas últimas administrações do governo federal, foi de uma calamidade de tal ordem, que somente a índole pacifica do nosso povo pôde aguentar sem partir para a revolta civil. Novamente nas próximas eleições estaremos ante a realidade de votar no menos pior, para os cargos dos Executivos, tanto estadual como federal, assim como para os cargos do Legislativo. E aqueles que assumirem tais cargos, têm que saber desde já que não haverá mais manobras para prevaricações e negociações escusas, pois caso em contrário a casa vai cair.


Gilberto Pacini  benetazzos@bol.com.br

São Paulo


*

TRÊS OPÇÕES


Caso as pesquisas de intenção de voto estejam corretas e nada aconteça para mudá-las, no segundo turno das eleições presidenciais teremos três opções: Jair Bolsonaro, Fernando Haddad e branco. Sim, podemos apertar a tecla “branco”, e este voto é democrático, pois esta opção está disponível nas urnas eletrônicas. Portanto, é um direito de cada eleitor, insatisfeito com os candidatos, anular o seu voto. E chega desse “mi mi mi” dizendo que quem anula seu voto está automaticamente votando no vencedor. No meu entendimento, e esta será a minha opção, o voto nulo é apenas um recado para os candidatos acima: vocês não me representam e eu não sou obrigada a escolher entre o ruim e o ruim.


Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


*

O CONFRONTO


Estamos diante do confronto entre a extrema-direita e a esquerda. As duas tendências prometem que resolverão todos os nossos problemas. Infelizmente, teremos mais problemas do que soluções. Primeiramente, a sociedade brasileira ficará dividida entre “nós” e “eles”. Se for Haddad, eles serão os bolsonaristas e aqueles que não aceitam nenhum dos dois. Se for Bolsonaro, eles serão todos que são de esquerda, os centro esquerda e centro. Essa divisão terá consequências profundas, pois dificultará a governabilidade do País. Ninguém pode governar ignorando a existência de diferenças de visão de mundo. Como diz Hanna Arendt, ignorar o outro é autoritarismo e a porta de entrada para o totalitarismo. Os adeptos de Bolsonaro acreditam que ele não precisa entender de economia para governar o País. Mas, como escreveu Maquiavel: o príncipe precisa se cercar de sábios, mas precisa ser também sábio, pois caso contrário pode ser induzido a tomar decisões erradas. Quem diz que Lula também não entendia nada de economia se esquece de um detalhe: Lula governou numa situação muito favorável e entregou a economia para pessoas que agiram com racionalidade como Meirelles e Palocci. Mas a história não se repete, senão como farsa. O momento é outro e a crise é profunda. É preciso mais do que vontade política para resolver os graves problemas pelos quais passamos. Precisamos de muita inspiração e transpiração. Nada sairá de graça. Não existe almoço grátis. Alguém paga a conta. Haddad diz que vamos voltar ao período de bonança, mas como já disse, o momento é outro, a economia é outra, a situação política é adversa. Garantir que todos os problemas vão ser resolvidos é populismo com promessas falsas e decisões erradas que poderão agravar a situação mais adiante. Não existem mágicas para resolver os problemas econômicos e financeiros do País. O Estado não produz dinheiro. O dinheiro vem dos impostos pagos pela população e empresas. Não dá para inventar a roda. Déficit se resolve com redução das despesas e aumento das receitas. Acabar com o teto de gastos é demagogia primária. É como o provedor liberar a família para gastar a vontade sem se preocupar em como pagar a conta. É preciso gastar com racionalidade e definir as prioridades com os recursos disponíveis. É preciso evitar o radicalismo, pois as soluções só ocorrerão a médio e longo prazo. Não existe mágica na caixa de Pandora. A realidade é uma conta de aritmética relativamente simples. É preciso reduzir o tamanho do estado. O Estado não pode arcar com despesas e privilégios porque somos um país pobre. Não somos a Suécia ou a Noruega. Os políticos e a população acreditam que o estado tem fontes infinitas de recursos. O estado se apropria de parte do excedente social para se manter. Se o excedente social diminui, o estado tem também que reduzir o seu tamanho. A arrecadação é para manter a segurança, saúde, educação, infraestrutura. A iniciativa privada sozinha não fará isso pelo estado se não for para ganhar. Privatizar é só quando o estado tiver certeza de que o privado pode fazer melhor e com custo mais baixo. O estado não pode manter empresas deficitárias nem investir nelas, pois estará retirando recursos escassos de necessidades prioritárias. A solução pode estar no meio, pois o meio é o menor caminho entre os dois extremos e ficará mais fácil encontrar soluções alternativas. O meio evitará a divisão radical do país entre “eles” e “nós”. Todas as vezes que salvadores da pátria assumiram o poder tivemos problemas. É bom lembrar de Collor, de Hugo Chávez e de tantos outros. Não basta ser bem intencionado, pois desses o inferno está cheio.


Renato Ladeia rladeia@fei.edu.br

São Paulo


*

TRAGÉDIA E FARSA


E corremos o risco de termos no segundo turno Bolsonaro, o milícola, e Haddad, o lulícola. A tragédia é o “boçal” (figurativo) prestar culto à ditadura. A farsa é o “intelectual” (figurativíssimo) prestar culto à luladura.


Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo


*

RESPONSABILIDADE


A alguns dias da eleição presidencial, sinto-me com muita responsabilidade para escolher, entre os dois candidatos até agora tidos como favoritos, pelos índices de pesquisa: um já deu mostras de a que veio, representa o ódio, a maldade, a malversação e desvio do dinheiro público, o mau-caratismo dos políticos adeptos daquele partido, e que, em caso de vitória, governará o País da cela de um presídio. O outro, um militar ultranacionalista da reserva, que já deu mostras de sua vida pregressa, talvez até não seja um líder, mas nesta hora o Brasil está precisando de alguém que desenvolva e governe este país com mão de ferro, que faça um governo que restaure a frase “ordem e progresso” sem alternativa, o Brasil em primeiro lugar.


Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva


*

SEITA


É impressionante o apoio que o candidato da extrema-direita angariou! De onde vem isso? O medo do retorno da esquerda não pode embotar mentes pensantes a este ponto! Parece seita, em que seguidores cegos seguem um líder que prega truculência, vingança e é um tiro no escuro. E seus filhos rezam da mesma cartilha, óbvio. Metem medo. E a opção? Onde o povo depositou suas esperanças? Na volta do partido mais corrupto da história da humanidade? Deus nos salve desses males!


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


*

FENÔMENO BOLSONARO


Desde a Constituição de 1988 (30 anos) a política se tornou tão corrupta e incompetente que o povo está querendo experimentar qualquer outra porcaria. Isso explica Bolsonaro, que entre a ralé que se apresenta como candidato é apenas mais um.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


*

NOVO STF


No dia 13 de setembro o povo brasileiro foi tomado de surpresa durante a esperada posse do ministro Antonio Dias Toffoli na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) ao vê-lo nomear o ex-comandante do Estado Maior do Exército (EME) general Fernando Azevedo e Silva para assessorá-lo. Causou-nos perplexidade nesse momento de turbulência no País, um general sendo convocado para o STF. Difícil de engolir Dias Toffoli, o mais questionado do STF, depois da nomeação ainda balbuciar: “Não somos mais nem menos do que os outros Poderes”. Deixou-nos a impressão de uma convocação para guerra, caso o resultado da eleição para presidente da República aconteça diferente daquele que a esquerda quer. Nosso sentimento é de que a vitória de Jair Bolsonaro no primeiro turno está preocupando os corruptos e corruptores (ladrões) já conhecidos dentro e fora dos governos.


Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)


*

ALVÍSSARAS!


O candidato presidencial mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto é constantemente acusado de ter dito e falado coisas politicamente incorretas. Alvíssaras! Pudessem todos os políticos nada ter em seus passados que configurasse crimes por atos praticados, mormente no que diz respeito à corrupção com o dinheiro público.


Marcelo G. Jorge Feresmarcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


*

HISTÓRIA


Tem pai que é cego. Tem gente que vai votar em Jair“Boçalnaro” e adora criticar Lula e o PT, mas se esquece de que foi nos governos militares, através do general Golbery, que surgiram Lula e o PT, contra Brizola. O resto da história já conhecemos. O bolsonarista é o tucano de ontem e o malufista de anteontem.


Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia


*

COMPETÊNCIA


As únicas coisas que o PT fez com competência foram destruir o País e mostrar que o regime militar tinha razão.


André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas


*

DIFERENÇAS


Pior cego não é aquele que não vê. Enquanto Fernando Haddad veste a camisa “vermelha Lula”, Jair Bolsonaro vai de camisa “amarela o Brasil é meu partido”. Pior cego é aquele que não quer enxergar. A escolha está entre o bolivarianismo/corrupção e o patriotismo/ordem.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


*

INJUSTIÇA ELEITORAL


A dupla petista Haddad e Lula, que está em plena campanha eleitoral, mesmo que um se encontre enjaulado na Polícia Federal e o outro desmoralizado pelos eleitores paulistanos quando tentou a reeleição à Prefeitura, agora pretendem passar uma imagem de salvadores da Pátria, engabelando o humilde povo de bem. Ora, com a perene omissão da Justiça Eleitoral, que não proíbe que o presidiário apareça no “otário eleitoral”, nada de bom se pode esperar dessas eleições. Que vergonha do pobre Tribunal Superior Eleitoral (TSE)!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

UM CONAR PARA A JUSTIÇA ELEITORAL


Na reta final da propaganda eleitoral, já que o TSE nada fez para coibir o verdadeiro circo de horrores da propaganda eleitoral (palhaços, presidiários, fantoches, psicopatas, mentirosos de todo tipo, etc.), sugiro para a próxima vez que o Conar fique encarregado de garantir um mínimo de ética, suspendendo os “anunciantes”.


Luiz Henrique Penchiari  lpenchiari@gmail.com

Vinhedo


*

CARCOMIDOS


Quando vejo o tratamento dispensado aos condenados políticos e grandes empresários, indago se há Justiça no Brasil, e o sinal de impunidade que nos carcome é exatamente este binômio da impunidade aliada à imunidade e à lentidão cega da Justiça em permitir que réus condenados falem e influenciem o processo eleitoral sucessório.


Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


*

PERGUNTAS


Votar, mas analisando antes. Haddad será capaz ou terá forças para destruir a indústria de propinas deste país? Eliminará de vez o propinoduto? Bolsonaro, para realizar as tarefas referidas, está menos compromissado com as forças corruptas? No plano ético, Haddad tem compromissos a serem respeitados ou seguirá a cartilha do presidiário? Bolsonaro deverá honrar o compromisso de ser militar, mesmo da reserva? Após as respostas, poderemos votar.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro


*

FACADA IDEOLÓGICA


Caso seja eleito presidente da República, Jair Bolsonaro enfrentará dura oposição no Congresso Nacional. Os partidos de esquerda trabalharão como um paredão, reprovando todas as reformas propostas pelo Palácio do Planalto. Nesse caso, o Poder Executivo poderá negociar cargos com os seus opositores, repetindo o procedimento que vem sendo adotado nas últimas décadas. A segunda opção de Bolsonaro será um governo inexpressivo, sem a realização das reformas política, reforma da Previdência e reforma tributária. As promessas de campanha serão engavetadas. A extrema-direita ficará engessada e o País estagnado. Qualquer deslize de Bolsonaro poderá culminar em outro processo de impeachment.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


*

A CULPA DE FHC


Se existe um culpado pelo holocausto político brasileiro esse culpado é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. FHC ganhou de Lula duas vezes e talvez por pena do colega não apoiou o candidato de seu partido, José Serra, e jamais disse nada que desabonasse Lula na próxima eleição. FHC vinha do grande sucesso do plano real, dois mandatos bem sucedidos como presidente da República, era de longe o principal líder da Nação, se FHC tivesse apoiado José Serra e exposto o real perigo de uma gestão Lula o Brasil não estaria atolado até o pescoço nesse mar de lama. Alguém faça as contas de onde o Brasil poderia estar substituindo as duas gestões de Lula por Serra. O pesadelo Dilma Rousseff também não teria acontecido sem Lula, portando FHC é o responsável direto pela ruína da Nação brasileira, ele, só ele e mais ninguém poderia ter evitado o holocausto de Lula, Dilma e do PT.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*

POSICIONAMENTO PESSOAL


Durante o governo militar, Lula, Serra e FHC eram líderes de importantes setores da oposição. Lula no ABC, Serra na UNE e FHC na USP. Como sociólogo, FHC deve ter ficado orgulhoso do Brasil por ter eleito um representante dos trabalhadores para substituí-lo. Deu todo o apoio possível. Nem reagiu quando foi dito que havia deixado “herança maldita”. Quando surgiu o escândalo do Mensalão, FHC e “seu” PSDB recolheram-se envergonhados. Desde então Lula mandou e desmandou e o PSDB continuou envergonhado. Agora, ainda envergonhados, muitos do PSDB vão votar em Bolsonaro. Eu ainda penso em votar no Alckmin, pois até agora está limpo e não fez parte daquela troica que mencionei acima. Até pelo contrário, a troica nunca gostou dele, o que em si é muito significativo. De qualquer forma, como de costume, meu voto defino nesta semana. Uma coisa eu sei: NÃO voto no PT, seja lá quem for que estiver do outro lado. Não quero ver o regime mudado para o modelo bolivariano.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


*

O VOTO PAULISTA


São Paulo contribui com 40% da arrecadação federal e recebe de retorno 10%; nossa população representa 20% da brasileira; logicamente deveria contar com 20% da arrecadado, para resolver os inúmeros problemas decorrentes da superpopulação. Apesar dessa situação, é o Estado líder e mais bem administrado da Federação. Cito algumas das muitas realizações: o melhor sistema de saúde (recebe pacientes de outros Estados), os melhores hospitais, Aes e UBSs, universidades públicas exemplares, estradas seguras e com bom asfaltamento, a maior linha de metrô do País, o Rodoanel, a interligação dos reservatórios no combate à seca, o restaurante Bom Prato e o Poupatempo, o maior índice de moradias populares, finanças em ordem, pagamento de funcionários em dia, diminuição nos índices de criminalidade, escolas e faculdades técnicas exemplares. Outras realizações poderiam ser citadas. O nome do governador responsável por essas realizações é Geraldo Alckmin (45), ficha limpa, não responde a nenhum processo. Você, paulista, ainda não descobriu qual o melhor candidato a presidente? Orra, meu!


José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto


*

MEDIOCRIDADE ELEITORAL E POLÍTICA


Com exceção de Geraldo Alckmin, prossegue acentuada a demagogia populista dos candidatos à Presidência da República.  Faltam informações e ideias. É a ausência de um programa consistente de governo. Falta racionalidade. É enorme a pobreza mental das campanhas. A mediocridade é diária e repetitiva nas televisões e nos rádios. Estamos perdidos e mal pagos. Tudo indica que faz tempo que Deus deixou de ser brasileiro.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


*

FOGUEIRA DAS VAIDADES


Alckmin, Marina, Álvaro Dias, Meirelles e Amoêdo, reunidos na edição “Páginas Amarelas” da revista “Veja”, se disseram horrorizados com a perspectiva de termos um segundo turno com os extremistas Bolsonaro e Haddad, mas não admitiram desistir de suas já derrotadas candidaturas em favor de um nome de consenso de centro. O único nome viável não foi sequer nominado: Ciro Gomes, terceiro lugar em todas as pesquisas e que ganha tanto de Bolsonaro quanto de Haddad no segundo turno. O quinteto da morte, já defuntos, vão morrer abraçados na fogueira de suas vaidades pífias. Se apoiassem Ciro, poderiam fazer um governo de coalizão e bom senso, com amplo apoio no Congresso. “Morituri te salutant.”

          

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


*

O IBOPE E A INSENSATEZ DAS ELITES


Sobre o editorial “A insensatez das elites” (29/9, A3), um membro delas, conhecido articulista, recentemente comparou Jair Bolsonaro – tratando de sua formação e desconhecimento de assuntos relativos à condução de um país – a Dwight Eisenhower, também militar, mas que graças a uma ótima equipe fez um dos melhores governos da história dos EUA, sugerindo que Bolsonaro poderia fazer o mesmo. Ora, Eisenhower foi general de cinco estrelas e ninguém menos que o comandante supremo das Forças Aliadas na vitoriosa guerra mundial contra o nazifascismo. Já Bolsonaro não passa de um capitão da reserva que flanou por sete mandatos na Câmara dos Deputados. Conforme indica a última pesquisa Ibope, será lamentável termos que escolher, no 2.º turno, entre um preposto de presidiário e um notório inapto para a liderança de uma nação tão necessitada de um grande presidente.


Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia


*

DUPLO SUICÍDIO


As duas grandes bobagens do PSDB: defender o indefensável Aécio Neves e o tal apoio do “centrão” a Geraldo Alckmin. Os seus eleitores não aguentam mais o tal governo de coalização.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


*

‘A RESPONSABILIDADE DOS OMISSOS’


O melhor do “Estadão” é a página de opinião do jornal. Seu posicionamento equilibrado é um alívio em meio a tanta falta de bom senso reinante no país. De fato não se chega aonde o Brasil chegou por um ou dois erros. Foram décadas em que os responsáveis por liderar o país se omitiram ou não tiveram capacidade (a maioria medíocre) para estabelecer um debate sério. Todos os políticos acreditam que por termos um contingente grande de pessoas sem educação formal que isso se confunda com burrice. Bem explicado a maioria da população entenderia coisas óbvias como a necessidade de termos um estado mais moderno, ágil e que trabalhe a favor do cidadão e não para a casta que se apossou dele. Nesse sentido fica fácil entender que privatizar é bom (telefonia, Embraer, Vale, etc.) e que esse remédio seria bom para a Petrobras. Infelizmente nenhum debate foi feito e a guerra de bugios proposta pelo PT foi o que tivemos. Agora temos que escolher entre o caos certo do PT ou uma chance incerta de algo caminhar melhor. A ver.


Jorge Dib jdib1998@gmail.com

São Paulo


*

VOTO ÚTIL


Discordo da manchete do “Estadão” de 27/9: “Voto útil não decola”. No dia 7 de outubro todos vão ver com surpresa que o uso do voto útil vai surpreender. Certamente, ele não será usado a favor de quem sugeriu, mas com certeza para evitar um mal maior.


Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo


*

ELEIÇÃO E TECNOLOGIA


Vamos, lamentavelmente, usar urnas eletrônicas novamente, apesar das varias críticas e comprovações de possibilidade de fraude, já que na última eleição só no Rio de Janeiro 2.880 urnas apresentaram defeito e foram substituídas. Agora, com o presidente do STF – o mesmo que em decisão monocrática não permitiu a recontagem de votos afirmando “não vou permitir um terceiro turno” –, dependendo da situação favorável ou não ao partido que já defendeu, permite ou não a recontagem de votos, até que se adapte às previsões das firmas que fazem estatística. Vejam os exemplos de utilização de aparelhos eletrônicos nos jogos de vôlei e futebol. No vôlei o jogo Brasil e Rússia foi usado várias vezes sem reclamações, e o que foi mais importante, o próprio juiz pediu a utilização eletrônica e corrigiu falhas próprias na interpretação. No jogo Cruzeiro e Boca Juniors, o juiz consultou os aparelhos e erradamente expulsou o jogador. Foi corrigido o erro em instância superior, mas o erro provavelmente alijará o Cruzeiro, pois tomou um segundo gol sem um jogador. Agora, o mais grave foi no primeiro jogo entre o Palmeiras e o Cruzeiro, que redundou na eliminação do time da capital de São Paulo. Neste caso, o juiz errou duas vezes e a instância superior não corrigiu os erros nem puniu o juiz e muito menos compensou o Palmeiras, que já entrou derrotado no segundo jogo. Portanto, as urnas eletrônicas podem cometer erros.


Flavio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo


*

BIOMETRIA


O cadastramento biométrico obrigatório, que ofereceu prazo largo aos eleitores, visou a evitar fraudes, e, como não podia deixar de ser, o cancelamento de diversos registros concentrou-se no Norte e no Nordeste. Imagino que boa parte envolveu o desinteresse, e sugiro uma pesquisa que pergunte ao eleitor se ele iria votar, caso não fosse obrigatório.


André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo


*

HORÁRIO DE VERÃO


Há várias décadas, o horário de verão é aplicado tanto nos Estados Unidos como na Europa para aproveitar a luz solar e economizar energia. No Brasil, sua utilização sempre foi tanto irregular (período de tempo) como instável (alteração de região). Foi aplicado entre os anos de 1931/1933, 1949/1953 e 1963/1968, quando foi revogado pelo presidente da República. Desde a redemocratização do país, em 1985, voltou a ser usado, mas com constantes inclusões e exclusões de estados ou regiões. A recente modificação de início do horário de verão, do terceiro domingo de outubro para o primeiro domingo de novembro, visa única e exclusivamente a não atrapalhar a divulgação do resultado do segundo turno da eleição presidencial. Agora, o Ministério da Educação quer a alterar a modificação para não prejudicar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), divulgada em janeiro, que será realizada em 4 e 11 de novembro. A ausência de planejamento e organização do País em coisas simples do dia a dia mostra como interesses se sobrepõem a princípios gerais e estáveis, causando instabilidade e insegurança para a sociedade.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.