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O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2018 | 03h00

POLÍTICA E CORRUPÇÃO

Brasil em chamas

Saí do Brasil dois dias após a tragédia do nosso Museu Nacional e retornei há menos de uma semana. Propositalmente isolado das notícias brasileiras durante a viagem, atualizei-me lendo os jornais e revistas desses 23 dias e essa pequena janela de distanciamento temporal me permitiu concluir que o Brasil está em chamas. Nos precários espaços de rescaldo do incêndio dominante, candidatos indiferentes às proposituras consistentes e necessárias, sem exceção, pisam nas cinzas jogando as brasas sobre nós, enquanto disputam o jogo do poder. Não importando quem seja o vencedor, é o momento para uma profunda reflexão quanto ao futuro que queremos. Certamente não é uma Nação cada vez mais calcinada por uma disputa insana, bem distante de uma democracia edificadora que faça jus à nossa eterna esperança do berço esplêndido.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Prenúncio de tirania

“Ao afirmar que é apenas uma ‘questão de tempo’ para que o PT efetivamente tome o poder, (José) Dirceu dá a entender que esse processo já está em curso”, sintetiza o editorial O PT quer ‘tomar o poder’ (29/9, A3). Responsável pela programação cultural do petismo, esse condenado se baseia em Antonio Gramsci, marxista italiano que ensinava como avançar gradualmente sobre todas as instituições da sociedade para a implementação do socialismo. É o que temos observado no Brasil, com a infiltração esquerdista instilando novos “valores” e subvertendo a ordem nas escolas, na mídia, nas igrejas, nos meios político e jurídico e até nas forças militares, pois uma sociedade enfraquecida em seus valores éticos, morais e culturais é mais facilmente manipulável. A coisa é tão grave que estão conseguindo até mudar o conceito de democracia, impondo a tese de que tanto o justo impeachment de Dilma quanto a tardia prisão do “mais honesto” foram golpes, e não atos imprescindíveis aos valores democráticos. A liberdade da imprensa, à qual eles recorrem quando lhes convém, será a primeira ser suprimida caso a maldição se concretize. Oremos.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Pesadelo encarnado

Por que o PT não aparelhou a Polícia Federal e as Forças Armadas? Porque, além de essas áreas terem uma hierarquia de promoções disciplinada em leis, os salários e seus orçamentos são – na visão dos larápios – modestos. Daí o desinteresse do PT e seus corruptos aliados por tais áreas. Esse grosseiro erro desmistifica a inteligência do “ideólogo“ José Dirceu, que, amadurecido pelas grades e agora revigorado pelas pesquisas eleitorais, traça novos meios e métodos para “tomar o poder” – como bem demonstra o oportuno editorial O PT quer ‘tomar o poder’.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

São Paulo

Ação e reação

O triplamente condenado José Dirceu, ao asseverar que é questão de tempo para o PT tomar o poder, dá a seus contrários o direito de reagir, dizer que não deixarão o PT tomar o poder, porque temos lei, Constituição e instituições organizadas. Entretanto, de uma coisa o camaleônico José Dirceu precisa saber: jamais os brasileiros que honram e amam a Pátria deixarão este país se tornar uma Venezuela. Nós temos milhões de “guerreiros” muito melhores do que ele!

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

Quem cala consente

Se o PT tivesse um mínimo de apreço pelos valores democráticos, desmentiria e desautorizaria imediatamente a afirmação arrogante, autoritária e perigosíssima de José Dirceu sobre a tomada do poder.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Só Deus para nos ajudar 

Quando vejo o final desta campanha eleitoral caminhar para um embate decisivo entre um ex-militar e a marionete manipulada por um condenado pela Justiça, mas hospedado numa suíte da Polícia Federal em Curitiba... realmente não é para animar. Todos sabemos que os 13 anos de mando petista resultaram num país dominado pelo banditismo. Chegamos ao ponto de a cidade brasileira mais buscada por turistas estar totalmente subjugada pelas várias gangues que ocupam suas comunidades. E essa tendência vai se espalhando com sucesso por todo o Brasil. A menos que surja um governo que reaja de forma duríssima contra essa situação. Esse tipo de reação está muito longe do que se pode esperar de um governo petista, pois foram justamente o (des)governo petista e sua filosofia cheia de maneirismos que resultaram na quadrilha que tomou de assalto os cofres federais e daí se passou a considerar criminosos como deficientes culturais, abandonados pela sorte e outras desculpas. E foi também quando começou este estado de anarquia, que sei lá se mesmo um candidato de formação militar será capaz de resolver. Só resta esperarmos que Deus nos ajude, porque, se depender da politicanalha que domina o Brasil, sempre estaremos ferrados e mal pagos.

LAÉRCIO ZANNINI

spettro@uol.com.br

Garça

Uma semana para decidir

Esta é a última semana para pensar em quem votar nas eleições. Vemos a polarização dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas e o desespero daqueles cuja campanha não decolou. Exageros e absurdos são postados nas redes sociais. É importante considerar que todas as agressões e tentativas de vitimização cessarão assim que forem fechadas as urnas. Aí só nos restará um país com muitos problemas. Por isso o aconselhável é fugir dos extremismos e pensar no que nos interessa como cidadãos. Se quisermos mudanças, é importante ver quem está acusado ou condenado por corrupção e outros problemas. O populismo barato e descomprometido trouxe-nos à mais aguda crise da nossa História. Se quisermos escapar dela, temos de mudar e, principalmente, evitar continuar entregando o galinheiro à guarda da raposa. Independentemente de quem seja, o próximo governante precisará reorganizar a administração pública de forma a conseguir que o dinheiro arrecadado com os tributos seja suficiente para o investimento em serviços e obras que o governo tem o dever (muitas vezes, constitucional) de prestar à população. Para nosso próprio interesse como cidadãos, e até para a estabilidade das próximas gerações, o importante é escolher com critério. Eliminar os demagogos, os incompetentes e, especialmente, os corruptos. Resta-nos uma semana para pesquisar, conhecer e escolher o futuro do Brasil.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

O acordo Petrobrás-EUA 

Como as heranças da era maldita do PT não cessam sobre esta maltratada terra tupiniquim, a Petrobrás, no afã de encerrar as investigações da corrupção na estatal na terra de tio Sam, acaba de fazer um acordo com a Justiça norte-americana e vai pagar R$ 3,6 bilhões. E para confirmar que finalmente a estatal, fora das mãos petistas, está sendo bem administrada, prova a confiança de seus acionistas o fato de que no pregão de quinta-feira (27/9) na Bolsa as ações da empresa fecharam em alta de 5,60%.

 

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

Eles voltarão? 

Agora, que a Petrobrás está saneando suas pendências – vejam os acordos com o EUA e outros –, que admitiram ser a empresa estatal “vítima” de esquema de corrupção pelos malfeitos da camarilha petista e partidos aliados, que dirigiram por 13 anos o governo federal, ainda temos de aguentar o candidato do preso Lula ir para (talvez) um segundo turno na eleição presidencial. Se eleito, voltará toda a camarilha para, de novo, acabar com a Petrobrás e o Brasil. Como diz frase que circula nas redes, se o seu candidato a presidente precisa ir a uma cadeia buscar orientações de um corrupto condenado, nossa divergência não é política, nossa divergência é de caráter.

 

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

Nós pagamos 

A Petrobrás pode ficar tranquila para pagar o acordo que fez com a Justiça dos EUA, basta incluir alguns centavos a mais nos preços dos combustíveis e assim nós, consumidores brasileiros, pagaremos tranquilamente pelos desvios – aliás, como sempre fazemos!

 

MARCOS DE LUCA ROTHEN

marcosrothen@hotmail.com

Goiânia

 

‘O dilema do prisioneiro’ 

O excelente artigo de Monica de Bolle (“O dilema do prisioneiro”, 26/9) indica as prováveis consequências políticas e econômicas para o vindouro quadriênio presidencial (2019-2022). Aplicando-se a radicalização política e a polarização ideológica ao próximo Congresso Nacional, o mesmo problema indicado pela articulista aconteceria para a votação de emendas constitucionais. Por exemplo, tanto uma bancada do centro/sul contra Fernando Haddad como uma bancada do norte/nordeste contra Jair Bolsonaro poderiam bloquear a aprovação de emendas constitucionais, quando é necessário o quórum qualificado de 3/5 dos membros em duas votações, tanto na Câmara dos Deputados (308 votos do total de 513 membros) como no Senado Federal (49 votos do total de 81 membros). Como os presidentes das Casas Legislativas não votam, bastam 2/5 dos membros (ausentes, presentes ou que optem por abstenção) contrários aos interesses do governo, a ser eleito em outubro, para bloquear as reformas constitucionais, durante todo o período de quatro anos do mandato presidencial. A falta de diálogo levaria à paralisia decisória que provocaria uma grave instabilidade política e uma enorme crise de governabilidade no País. Os fins justificam os meios para a volta ao poder nas eleições de 2022.

 

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

Rumo ao Cadafalso 

Segundo Monica de Bolle, estamos indo rumo ao cadafalso. A economista e pesquisadora tem suas razões para nos dizer que estamos tontos e confusos. Acrescento que o medo se instalou no País diante do quadro estarrecedor que está à nossa disposição, desde o voto a governador, senador, deputados e, por fim, presidente. É horrível, mas é o que nos resta. Se existem os dois extremos, é porque a terceira via não soube se colocar. Aquele que poderia mudar o Brasil, o mais centrado e talvez o que traria menor risco ao País e que o mercado gostaria, se acovardou. Não temos saída. De narizes tapados, olhos fechados e um medo atroz, iremos enfrentar as urnas, teremos de escolher, por repúdio, voto útil, ignorância, prisioneiros que somos deste sistema político que não quer o bem do Brasil.

 

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

2019...

O País vai entrar em 2019 com o pé esquerdo ou direito? Vota certo, Brasil!

 

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

 

Temas tabus

 Neste país saído de dominação petista por 14 anos – eles que se prepararam para permanecer por 40 anos no poder –, alguns temas não se podem comentar, contestá-los, então, é proibido! Foi o caso do fim do imposto sindical obrigatório, um dos principais itens da reforma trabalhista já aprovada, e que ainda não desceu goela abaixo da pelegada inconformada. Afinal, como sobreviverão sem os milhões que enchiam as burras dos sindicatos? Como manter nas ruas as manifestações ostentosas sem dinheiro? Agora pegaram o general Hamilton Mourão como bola da vez, e seu raciocínio é lógico: ele fez a constatação óbvia de que, para os empresários e o próprio governo, que arrecadam  por 12 meses e acabam pagando por 13, isso é um custo extra que pesa, sim. Sem falar que pagamos 1/3 a mais de salário para o trabalhador que entra em férias. E daí vem Fernando Haddad dizer que “estes caras” estão com a cabeça no século 19. “Abolimos a escravidão e eles não acordaram para isso ainda.” Quero lembrar esse ex-prefeito de São Paulo de não saudosa memória que a maior democracia do planeta, os Estados Unidos, não paga 13.º salário, não paga salário quando o funcionário tira férias, muito menos um extra de 1/3 a mais (se trabalhar, ganha, se não trabalhar, não, é assim que lá funciona) e imposto sindical nem existe, quanto mais obrigatório. E, com tudo isso, milhares de jovens brasileiros se dispõem a ir trabalhar sob o “regime escravocrata” dos americanos. Só nesta República das bananas é que a esquerda inventou essas “jabuticabas”... E, agora, caem de pau no general Mourão, que apenas usou da lógica em seu raciocínio, já que bater e até tentar matar Jair Bolsonaro não funcionou.   

 

MARA MONTEZUMA

Assafmontezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

Populismo Getuliano

 Vamos remontar às origens dos direitos a essas “jabuticabas” conquistadas por nossos trabalhadores. Nos anos 30, Getúlio Vargas criou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e muitos outros direitos, como jornada de oito horas de trabalho, estabilidade no emprego e por aí foi. A estabilidade (que o empregado adquiria com dez anos de emprego na mesma empresa) fez com que os empresários passassem a dispensar funcionários muito antes de completar esse período, provocando desemprego. Anos depois, já no regime militar, a estabilidade foi substituída pelo FGTS (outro tipo de ônus para o empregador). Muitas empresas, as que ao fim do ano tinham auferido bons resultados, para incentivar seus funcionários, pagavam aos empregados o que se chamava “bônus de Natal”. Isso, ao invés de ser um incentivo, se transformou em obrigatório, criando o 13.º salário, uma aberração, que virou cláusula pétrea na Constituição. Mesmo as empresas que fechavam o ano no vermelho são obrigadas, agora por lei, a pagá-lo. Adicional de 30% nas férias é mais um absurdo, que as empresas pagam adiantadamente. Tudo isso é consequência do populismo demagógico getuliano, mais tarde acompanhado do, também demagógico, socialismo pregado pelos que querem amealhar votos. Isso não quer dizer que não acho que os bons funcionários e trabalhadores não mereçam receber aumentos ou incentivos, pelo contrário. Nos EUA os funcionários de grandes empresas recebem os seus bônus, merecidamente, quando mostram seu empenho através dos resultados obtidos no decorrer do ano. Indenização por tempo de serviço lá não existe, mas, sim, um incentivo aos que trabalham bem. Férias, claro, sempre tiveram o direito, mas 30% a maior, justamente quando não estão trabalhando? Jamais. Enfim, nossas leis trabalhistas, elaboradas da maneira como foram, demagogicamente, acabaram por ser até nocivas a todos, tornando os nossos produtos mais caros, pois tudo isso é repassado para o valor final dos produtos, e diminuindo a possibilidade de concorrência dos nossos produtos com os de outros países produtores da mesma linha produtos no mundo. Mas agora é tarde para mudarmos tudo isso, os direitos dos trabalhadores aí estão, petrificados, e só nos resta obedecê-los. Mas, e os deveres destes? Isso é outra coisa.

 

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

Carlosceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

O vice de Bolsonaro

Quem diria que o general Hamilton Mourão iria fazer campanha para Fernando Haddad?

 

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

 

Vice e suplentes

Ninguém pode garantir que um candidato, uma vez eleito, vai poder, ou querer, cumprir o seu mandato, por uma série de razões alheias à sua vontade. E o eleitor brasileiro comete um grave erro quando, ao escolher um candidato a um cargo executivo ou um senador, não procura conhecer melhor o seu vice, ou o seu suplente, no caso dos senadores. A votação para o cargo no Executivo é para a chapa, portanto elegemos, sim, o titular e o seu vice. E o nosso erro é maior ainda na escolha dos senadores, pois estes, em suas campanhas, via de regra nem sequer citam os seus suplentes, que, aliás, são dois. E nenhum eleitor se preocupa em saber quem são essas pessoas. Entretanto, se um senador eleito vier a deixar o cargo, por qualquer motivo, o seu primeiro suplente ocupará o seu lugar no Senado. Em São Paulo, são três os candidatos ao Senado que lideram as pesquisas. Eduardo Suplicy, do PT, de 77 anos, que tem como primeiro suplente o sindicalista Eduardo Annunciato, o Chicão, do PCdoB, mesmo partido da vice de Haddad. Mário Covas Neto, do Podemos, tem como primeiro suplente o administrador de empresas Raul Abreu. Já o major Olímpio, do PSL, tem como seu primeiro suplente o empresário Alexandro Giordanio, do mesmo partido. Todos esses suplentes, que são desconhecidos da grande maioria dos eleitores, poderão assumir o Senado mesmo assim. Só na breve análise dos dois candidatos que lideram as pesquisas para a Presidência teremos que, na falta de Haddad, assumirá a sua vice, que é do PCdoB e desconhecida por boa parte do eleitorado nacional. Se algum eleitor do PT, por hipótese, não concorda em ter uma presidente do PCdoB, não deveria, então, votar em Fernando Haddad. No caso do candidato Jair Bolsonaro, a situação, a meu ver, é mais delicada, pois o seu vice, o general Mourão, agora veio a público se posicionar contra o décimo terceiro salário e o abono de férias, propondo a extinção de ambos. Essas afirmações somam-se à anterior, de se promulgar uma nova Constituição sem a participação do povo. Evidente que ele não tem a mínima condição de assumir a Presidência da República, o que poderá acontecer se Jair Bolsonaro for leito e depois tiver de deixar o governo por algum imprevisto. Já tivemos três presidentes eleitos e, depois, substituídos por seus vices.

 

GILBERTO PACINI 

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

Por que não o PT?

A hipocrisia é uma das mais marcantes características do povo brasileiro. Segundo as pesquisas de intenção de voto, quase 40% dos brasileiros querem o PT de volta ao poder. Por que não? O País terá novamente a oportunidade de sair desta situação catastrófica em que se encontra, Haddad terá muita facilidade para governar, terá um time de notáveis: Lula, solto, poderá ocupar a Casa Civil; Dilma Rousseff, presidente da Petrobrás, Delúbio Soares, ministro da Fazenda. João Vaccari Neto, presidente do Banco Central; Zé Eduardo Cardoso, ministro da Justiça; e José Dirceu e Antonio Palocci, após perdão da cúpula petista, poderiam assumir o cargo de conselheiros e estrategistas para oficializar e legalizar a corrupção. Tudo absolutamente dentro da lei, afinal o poder emana do povo.

 

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

 

Água na cara 

“Estadão”, “IstoÉ”, “Veja”, membros da imprensa livre; PT = Dirceu = censura. Ficou claro? Algum veículo de imprensa ainda respeitável pode enfatizar isso – antes das eleições – para que o povo acorde? Porque depois não vão poder publicar Camões. O PT vai é fechá-los!

 

SÉRGIO ECKERMANN 

Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

Pesquisas eleitorais

Supondo que não sejam dirigidas nem mentirosas,pelo que de fato não se colocam as mãos no fogo, vejamos, por exemplo, o Ibope: 2 a 3 mil pessoas numa população votante em torno de 100 milhões: 0,00025%! 123 municípios de 5 mil: 2,46% Se acumularmos os dois, chegamos a uma “estatística” de 2,5% de representatividade! E os economeses juram de pé junto que o erro é de 2%; só não dizem que é apenas das pesquisas feitas por eles. É como dizer que em zero observações o erro é zero! Os grandes sábios de antigamente eram os pajés religiosos, hoje são os colarinhos brancos economeses! Todos mentem para viver!

 

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

Credibilidade ou indução

Diz o excelso Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que temos exatos 144.088.912 eleitores. Com apenas uns 2 mil deles, as pesquisas dão a intenção de voto com 95% de probabilidade de acerto. Deveriam arredondar para 113%. Ou 117%. “Para mais ou para menos”, se é que me entendem...  

 

A.FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

 

Tudo muito estranho 

O presidenciável Henrique Meirelles (MDB), que não quis os recursos do Fundo Eleitoral, optando por gastar do próprio bolso, já “enterrou” em sua campanha nada mais do que R$ 46 milhões, por enquanto. Ora, seu índice nas intenções de voto não consegue passar de míseros 1%, que na margem de erro pode oscilar dois pontos porcentuais para mais ou para menos, ainda assim, insiste em ser eleito. Apesar de os recursos estarem sobrando – é o que se presume –, não deixa de ser “tudo muito estranho”.

 

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

Coveiros

Os incompetentes com menos de 5% de intenções de votos e com muitos milhões de reais (declarados) serão considerados os coveiros da democracia e do futuro do Brasil. Quatro estarão pegando na alça dos caixões. E uma de véu preto será a carpideira do nosso país pelos próximos 30 anos. Não façam acordo por um candidato de centro. Aos 84 anos, eu já estou indo, azar de vocês.

 

JOSÉ LUIZ TEDESCO

tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

 

Eleição em SP

Votando em Paulo Skaf, do MDB, não estaríamos convidando a pousar em terras paulistas Renan Calheiros, José Sarney, Michel Temer, etc., do mesmo partido? Não dá para esquecer no que se transformou o Estado de São Paulo nos governos Quércia e Fleury, do MDB, cujas dívidas deixadas amargamos até hoje. João Doria prometeu não abandonar a prefeitura de São Paulo, preferiu correr o risco de perder nas urnas em 2018, mas sempre pensando em nosso Estado. Paulo Skaf, do MDB, será a solução ou nossa destruição? Vamos precisar conferir?

 

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

Suplicy 

Na última eleição o povo paulista defenestrou do Senado aquele senhor que usava a tribuna para cantar (?!), desfilou pelos corredores do Congresso fantasiado de super-homem e carregou no lombo – como verdadeiro equino – o candidato de seu partido ao governo do Estado de São Paulo, em 2014. Como largar uma boquinha é difícil, em 2016 ele se candidatou a vereador pela cidade de São Paulo, e foi eleito. Agora, vemos seu nome em primeiro lugar nas pesquisas dos candidatos ao Senado. Nas diversas propagandas podemos ver esse indivíduo decadente, fingindo humildade, numa cozinha tipo “minha casa, minha vida”, passando café ou desfilando num cenário de comunidade sem movimento, pedindo voto. Dá para acreditar que este encenador vive dessa forma, quando é sobejamente sabido que a residência do descendente da nobreza italiana – como gosta de afirmar – fica num dos bairros mais nobres da cidade? Que “suplícyo” aguentar tanta falsidade!

 

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

Deboche

Inacreditável um Estado como São Paulo ter em primeiro lugar nas pesquisas para o Senado o sr, Eduardo Suplicy. Assistimos a crimes horríveis diariamente, e ele defende todo e qualquer bandido, de forma feroz, pouco se importa com as vítimas ou com a família desesperada que perdeu alguém. É um debochado.

 

ROBERTO MOREIRA DA SILVA

rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

 

Os brasileiros sabem votar? 

Observando atentamente o procedimento geral dos eleitores brasileiros, noto que grande parte deles não vota com a consciência do ato praticado e muitos sem o conhecimento para que serve o voto. Menciono para exemplo dois dos Estados brasileiros dos mais desenvolvidos do Brasil, São Paulo e Minas Gerais. Qual dos dois tem os seus eleitores mais incompetentes nas votações eleitorais: São Paulo tentando eleger Eduardo Suplicy ou Minas Gerais com Dilma Rousseff, ambos para o Senado brasileiro?

 

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

Agradecimento

Se Dilma Rousseff chegar ao Senado pelo Estado de Minas Gerais, ela não pode se esquecer de agradecer a Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski por esta façanha.

 

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

Descrença

Excitação com as próximas eleições só se detecta mesmo nas redações dos principais veículos de mídia, com seus analistas e comentaristas empenhados em descobrir o que dizem os números emitidos pelas numerosas – além do necessário, vamos combinar – pesquisas de intenção de voto. O povo que é quem, no fim, vai escolher, como elemento na ponta do processo, os seus representantes e governantes ainda não incorporou, a poucos dias da ida às urnas, a devida importância ao evento crítico que se aproxima, azafamado que está em garantir a sobrevivência. Tal apatia resulta da sua cada vez mais evidente descrença na classe política, consequência, por sua vez, do seu próprio despreparo como eleitor. O que lhe resta? O humor escrachado, configurado, por exemplo, pela quase certa reeleição do nobre palhaço Tiririca para mais um mandato, o terceiro.

 

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

Mulheres na política

Como candidata a deputada federal pelo DEM-RJ, estou sentindo na pele o descaso do partido em relação aos recursos para as campanhas das mulheres. Sinto-me usada politicamente. Fui usada para cumprir a cota e garantir “três homens a mais” na legenda do partido. Distribuíram-se recursos para as mulheres, seja em material ou dinheiro, mas esses recursos não chegaram até mim. Estou profundamente decepcionada com o partido e com o sistema eleitoral brasileiro, que usam as mulheres como coisas e cotas. Sou mãe, servidora pública e luto por causas justas e mudanças. Parabéns ao “Estadão” por colocar o dedo nesta ferida. Como querem mudar o País, se as coisas erradas são forjadas no interior dos partidos?

 

IVANIA DAS GRAÇAS MARTINS

ivaniaquinelato@hotmail.com

Niterói (RJ)

 

Corrupção

Dario Lopes, professor do ITA e ex-secretário dos Transportes do Estado de São Paulo, tornou-se réu. Nos anos 2000, cansei de denunciá-lo ao governador Geraldo Alckmin em relação ao mar de falcatruas na concessão de rodovias do Estado de São Paulo, sem que qualquer providência tenha sido tomada. Estou à disposição para levar ao processo em que é réu alguns milhares de fotos, dezenas de documentos mostrando o que entendo como falcatruas. Inclusive, estive pessoalmente com Dario Lopes, enquanto secretário dos Transportes do Estado de São Paulo, denunciando sem nunca ter nem sequer recebido resposta. A exemplo das concessões do Paraná nas quais se descobriu agora o mar de corrupção. Estou à disposição com a convicção de que no Estado de São Paulo isso tenha acontecido e o compadrio continua acontecendo, conforme constato diariamente.

 

ORIVALDO TENORIO DE VASCONCELOS

professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

 

Encruzilhada da incompetência 

Por que o Brasil não aderiu à recente ação de alguns países do Grupo de Lima contra o governo deNicolás Maduro durante a mais recente Assembleia-Geral da ONU, em Nova York? Simplesmente porque, se o fizesse, correria o risco de ver cortado o fornecimento de energia elétrica para Roraima, um Estado de grande importância estratégica, excluído inexplicavelmente do sistema elétrico nacional, dependente de energia elétrica gerada na Venezuela.

 

SERGIO S. DE OLIVEIRA 

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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