Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO E POLÍTICA

É isso que queremos?

Solto graças ao habeas corpus “de ofício” do ministro Dias Toffoli, José Dirceu, apenado em 39 anos, foi claro na entrevista ao jornal espanhol El País: a pretensão do PT não é somente vencer a eleição, mas “tomar o poder” – a velha estratégia petista do “quanto pior, melhor”. A Justiça está batendo cabeça, o Congresso não aceita as reformas imprescindíveis, a economia patina por causa da insegurança jurídica e, com o crescente #Elenão, falta pouco para a marionete do presidiário mais honesto do Brasil assumir o poder, quando, então, será questão de tempo para a imprensa ser tolhida pelo Nicolás Maduro brasileiro. E o que já está ruim vai, sim, piorar. Daí por que 62% dos jovens brasileiros e 56% dos adultos com nível superior gostariam de deixar o Brasil. É isso mesmo o que nós queremos?

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Apatia do povo

Entre 2000 e 2014 estive na Venezuela mais de dez vezes a trabalho. As duas empresas em que trabalhei nesse período tinham escritórios com gente competente. Mas a cada viagem, uma nova visão negativa do país, que definhava rapidamente. Muitos profissionais foram embora da Venezuela, não havia mais perspectivas. O país foi tomado pelo caos dos governos corruptos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, ambos apoiados com dinheiro desviado do povo brasileiro pelo PT. Mas a culpa pela destruição do país não foi apenas dos dois tiranos, mas também da população venezuelana, que ficou inerte e se deixou ludibriar por um sistema populista mentiroso, que prometia benefícios e entregou a fome, a falta de energia, a falta de água potável, de medicamentos, etc., etc. A Venezuela acabou – quem não acredita vá até lá conferir. Que os brasileiros levem a sério a política, para impedir que o mesmo aconteça por aqui. Não repitamos os erros do passado, sob pena de não termos futuro.

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Para o Suriname

É de bom alvitre convidar à reflexão os cidadãos, normalmente desmemoriados, que dentro de poucos dias elegerão o seu presidente. Não devem esquecer o populismo inconsequente liderado por um hoje condenado e preso por corrupção, com duração de 13 anos, ao fim dos quais o Brasil mergulhou em alarmante recessão, que persiste. Além disso, seria aconselhável ter em mente que o presidiário, atropelando todos os princípios elementares de ética, coordena de dentro da cadeia, com o beneplácito da Justiça, os rumos do partido do qual se julga proprietário. E designou, após negativas de inúmeros recursos, um candidato postiço para representá-lo. Diante deste pano de fundo, um simples, porém significativo, fato veiculado em recente reportagem na TV merece ser levado em consideração, num momento tão importante para a Nação: a despedida de um microempreendedor brasileiro, que transferiu sua empresa para o Suriname (!) por falta de ambiente de negócios por aqui. A escolha é dos eleitores.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Marionete de presídio

Fernando Haddad, o candidato laranja de Lula, é um marionete de presídio, submisso às ordens e orientações do maior corrupto já visto neste país. Que vergonha para todos nós. 

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Aos eleitores da esquerda pouco importa que seu candidato não passe do preposto de um detento e sua vice seja alguém a quem não confiariam a conta da padaria. Só interessa a ideologia.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Choque de realidade 

O artigo Entre a prisão e o hospital (1.º/10, A2), de Denis Rosenfield, é um choque de realidade para os que ainda pensam numa terceira via como alternativa ao PT e a Bolsonaro. Como sempre, o PSDB contenta-se em ser a barata tonta no cenário político nacional, esgotando a paciência dos seus adeptos, enquanto o PT continua na sua cansativa ladainha enganadora, tentando disfarçar a defesa a todo custo da adoção definitiva do “socialismo bolivariano”. Tarde demais! Parabéns ao professor Denis pela clareza com que nos põe diante da realidade e, ao mesmo tempo, diante da necessidade de uma aposta em mudanças. 

FLAVIO CARLOS GERALDO

flavio@fg4mad.com.br

São Paulo

O que está em jogo

Nestas eleições se decide sobre um rumo para condições venezuelanas de um comunismo tardio ou um rumo aberto às mudanças num ambiente liberal. De certa forma, significa uma quebra de paradigmas culturais de excesso de tolerância, de vícios tradicionais.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

O liberto ‘de ofício’

José Dirceu, ao sentir a possibilidade de eventual vitória do PT, vem pondo as manguinhas de fora. Agora, ao pregar a retirada de todos os poderes do Supremo Tribunal, deve se explicar. Caso exista algo que de fato deva ser suprimido, uma reforma do Judiciário resolverá. Mas, ao que parece, trata-se só de vingança por sua condenação, com o objetivo de enfraquecer a Justiça.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Os mortos-vivos

A expectativa de vitória do PT nas eleições presidenciais provocou a ressuscitação de personagens envolvidos em escândalos que, até agora no ostracismo, resolveram dar o ar de sua graça. Além de Dirceu, Genoino e Gilbertinho já estão botando as manguinhas de fora e falando pelos cotovelos. Cuidado com o andor que o santo é de barro!

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Curiosidades

Gleisi Hoffmann disse que, da cadeia, Lula sabe de tudo o que se passa aqui fora e coordena a campanha eleitoral do PT. Curioso, quando era presidente ele nunca sabia de nada.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Esta é a primeira vez no Brasil que um candidato, no caso, Jair Bolsonaro, tem a sua campanha feita quase exclusivamente por seus eleitores.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

IMPRESSIONANTE E PERIGOSA

A manifestação ocorrida em diversos Estados no sábado reuniu um impressionante número de manifestantes, na sua maioria jovens. Este movimento, recrutado pela internet, deixa um recado perigoso à população de um país de governo ainda democrático. A fala assustadora do presidiário José Dirceu promete que, logo, manifestações desse tipo se voltarão contra a liberdade ainda reinante em nosso país. Para quem já viveu os horrores da Segunda Guerra Mundial, só faltaram um palanque, um símbolo e as mãos espalmadas.

Miguel Gross mgross509@gmail.com

São Paulo 

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ELESIM X ELENÃO

Estive nos dois movimentos ocorridos no sábado e no domingo, para medir a temperatura de ambos. Não sei se consigo explicar a linha que separa os dois, é muito tênue, mas vou tentar. No primeiro, "EleSim", pessoas de todas as classes sociais buscavam individualmente um bem coletivo, como, por exemplo, a saúde. Os que estávamos lá, possuindo um convênio médico, nos apiedamos de quem depende do serviço público por não ter tratamento, cirurgia ou sequer um remédio. No movimento que não aceita o candidato à Presidência Jair Bolsonaro, o "EleNão", e vários outros atualmente conhecidos como "coletivos", era o contrário. Igualmente de todas as classes sociais, percebi uma união, mas para proveito individual. Minoritariamente representado por homens, a totalidade de mulheres defende o aborto, por exemplo, em benefício próprio, quando diz "o corpo é meu, faço com ele o que quiser". Sou contra, a favor da vida, não da morte, que a criança seja dada à adoção, mas, se é o que quer, porque não conseguiu segurar a onda, como se diz, até chegar à farmácia mais próxima para comprar preservativos, que faça o aborto, então, à própria custa, não leve os impostos de quem realmente está doente, dependendo de leitos e cirurgias. Mais que direita contra esquerda, ricos contra pobres, infelizmente nossa sociedade se resumiu, não sei ainda, se, majoritariamente, ao eu contra você. A conferir no próximo domingo.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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EU SÓ QUERIA ESCLARECER

Afinal, movimento #EleNão, que saiu às ruas Brasil afora no sábado, é contra a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) ou a provável volta do presidiário Lula e ao escangalho lulopetista? Se for a última alternativa, se esqueceram de botar um "l" na tal hashtag?

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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MANIFESTAÇÕES

Ao comentar as manifestações que ocorreram no sábado, a grande imprensa mostrou que pretende iludir os eleitores para induzi-los a acreditar que os petistas deram uma demonstração de força com manifestações maiores do que as que até então vimos nas ruas acompanhando seu candidato. Com fotos focadas nos palanques, e não na multidão, criaram a falsa impressão de que um grupo de poucas centenas, no máximo 2 a 3 mil presentes, eram milhares. Menosprezaram as multidões que, em São Paulo e outras capitais, voluntariamente, saudaram nas ruas a alta do candidato Jair Bolsonaro. Particularmente na orla e no aeroporto do Rio de Janeiro, onde milhares foram às ruas recebê-lo, de acordo com vários vídeos publicados na rede. Aliás, causa estranheza que a grande imprensa venha ignorando o apoio surpreendente que a população vem dando ao candidato Bolsonaro desde o início da campanha. Sua presença nas ruas até ser atacado pelo assassino que, sabe-se lá a mando de quem, tentou matá-lo, sempre contou com a participação de centenas de apoiadores. A propósito, a cobertura do atentado não conseguiu disfarçar a multidão que o apoiava naquela oportunidade. Mas esta foi a única vez que a imprensa registrou inadvertidamente, embora sem comentar, as multidões que o apoiam nas ruas de todo o País. No domingo mesmo a Avenida Paulista estava cheia de manifestantes a favor dele. O fato é que, claramente, a grande impressa é contra ele e joga sujo para tentar desqualificá-lo. Ainda bem que sem sucesso. Gostaria muito de entender por que preferem derrotá-lo a derrotar o PT. Estranhamente, uma vez que o programa do PT claramente afirma que eles vão implantar o controle da imprensa. Além de tudo, não existe pronunciamento mais antidemocrático do que o do guru do PT, José Dirceu, afirmando que eles querem "tomar o poder". Será para destruir a democracia?

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PROTESTO FEMININO

O vídeo de 15 primaveras da deputada Maria do Rosário utilizado pelos marqueteiros de Geraldo Alckmin contra o candidato Jair Bolsonaro, até agora, só beneficiou o partido do PT. Serviu até de desculpa para o atentado contra a vida do candidato em ascensão. No mundo conservador, onde o machismo é maioria, este partido se diverte com a gravidade do assunto e se utiliza da subversão já instalada no País para alcançar lucro de forma desumana, induzindo, ludibriando e utilizando da bravura feminina para seus objetivos ilícitos no jogo sujo político e maquiavélico, que transformam anos de ideais conquistados pelas mulheres em simples migalhas. Margaret Thatcher e tantas outras mulheres que fazem parte da História pela sua honra e bravura não aceitariam essa vergonha.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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VOTO

Sou mulher, sou patriota, sou cristã, sou articulada, sou muito bem informada, chefe do meu núcleo familiar e digo: vou votar em Bolsonaro.

Maria Helena A. Piovesan raquel.helenap@uol.com.br

São Paulo

  

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IDENTIFICAÇÃO & ADESÃO

A considerar a "classificação Lulla", nenhuma das mulheres do "grelo-duro" faltou aos protestos...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O MOMENTO DAS MULHERES

O momento em que vivemos é muito especial para nós, mulheres. Eu diria quase único, pois várias novas frentes se abriram para a nossa manifestação. Saímos do casulo. Casulo da dependência, do medo de se manifestar politicamente, aguentando as críticas da oposição e escolhendo quem pode ou não participar do seu círculo, da vergonha de denunciar os abusos que a grande maioria de nós sofre ou sofreu, do casulo do silêncio, da opressão, da desigualdade no salário, do medo e do enfrentamento da intolerância. Não à violência! Não perca este momento. Temos muita força e ela não deve ser desperdiçada!  

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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É PRECISO EXPLICAR

Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, na TV Bandeirantes, o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, à pergunta se os militares aceitariam um resultado das eleições que não fosse a sua vitória, declarou que não poderia responder pelos comandantes, mas ele não aceitará nenhum resultado nas próximas eleições que não seja a sua vitória nas urnas. Ora, ainda faltam cinco dias para a votação no primeiro turno, numa campanha das mais tumultuadas dos últimos 30 anos, e uma reviravolta de última hora nos resultados das pesquisas de voto não pode ser desconsiderada. Considerando ainda que todas as pesquisas até hoje realizadas apontam que haverá segundo turno, em que o candidato Bolsonaro seria derrotado quem quer seja o seu oponente, cumpre o candidato esclarecer a sua afirmação. Pareceu-me uma ameaça velada, de um candidato que milita na política há muitos anos como deputado federal e jamais manifestou dúvidas sobre a lisura das eleições no Brasil. Não bastasse o seu candidato a vice, o general Hamilton Mourão, já vir tumultuando o panorama com declarações antidemocráticas, agora vem o próprio candidato afirmar que, se perder, vai criar caso. Ora, numa campanha já por demais complicada, em vista da realidade atual, tal declaração terá de ser muito bem explicada, para não ser considerada como uma ameaça concreta. Para as pessoas da minha idade, que já conviveram com a ditadura de Getúlio e, depois, com a última ditadura militar, não dá para entender sequer alguém pensar numa nova ditadura, pois as que já tivemos não se pode afirmar que foram proveitosas para o desenvolvimento da Nação e de seu povo. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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A 'DEMOCRACIA' DO PT

Cumprimento o "Estadão" pelo excelente editorial "O PT quer 'tomar o poder'" (29/9, A3), mas ressalvo que tudo o que ali foi dito não constitui novidade para aqueles que acompanham mais de perto o rumo da política brasileira. Só mesmo um néscio para acreditar que o Partido dos Trabalhadores (PT) seja um integrante comum de nosso sistema político, obediente às regras institucionais vigentes e convicto das virtudes de nosso sistema democrático. Quem imagina algo assim do PT está, literalmente, com a cabeça em outra galáxia. Se há algo que o PT despreze até a medula é nossa democracia - chamada "interna corporis", depreciativamente, de burguesa -, embora, para "consumo externo" e com o propósito de não espantar simpatizantes, seus próceres acusem o regime militar de décadas atrás dando a entender aos milhões de desavisados que existem por aí que, já àquele tempo, "lutaram" pelo restabelecimento da boa e velha ordem democrática. Acreditar nisso, todavia, é de uma parvoíce que dói nos ossos, porque todos os fatos relacionados a essa malsinada legenda política revelam seu caráter autoritário e evidenciam a velhacaria de suas invectivas. Que fique muito claro para todos: o PT nunca foi contra ditaduras, tanto que seus mandachuvas sentam-se à mesa alegremente com déspotas de todos os quadrantes do globo, alguns dos quais de nossa América Latina. A indignação do PT contra ditaduras é seletiva, a ver o próprio cacique da tribo (Lula) dizer que a Venezuela - com tudo o que sabemos do regime de Nicolás Maduro - é um "exemplo" de democracia. Assim, que fique bem claro o que o PT quer dar a entender quando diz ser a favor da democracia: refere-se à democracia "popular" (ditadura do proletariado) que vigeu na parte oriental da Europa no pós-guerra. O resto é papo furado.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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A AMEAÇA DO CORRUPTO

Em entrevista concedida ao jornal "El País", o corrupto José Dirceu, que saiu da cadeia por um habeas corpus estranhamente concedido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, afrontando o nosso Brasil, afirmou: "Dentro do País, é uma questão de tempo para a gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição". Esta afronta à nossa sociedade foi retratada no excelente editorial do "Estadão" de 29/9. José Dirceu, corrupto e amante dos países antidemocráticos, como não conseguiu com Lula e seus traidores da Pátria a tomada total do poder da República nos 14 anos do PT no Planalto, agora, na maior cara de pau e aos quatro cantos desta terra tupiniquim, escancara o velho plano petista de transformar o Brasil numa Cuba, numa Venezuela, etc. Para estes vândalos do PT, mandá-los para a cadeia ainda é pouco.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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O PERIGO QUE NOS RONDA

Cumprimento o "Estadão" pelo editorial de 29/9 "O PT quer 'tomar o poder'", por alertar os brasileiros quanto à imensa responsabilidade do voto dos dias 7 e 28 deste mês. A fala de José Dirceu, um criminoso condenado por crimes lesa-Pátria, ao roubar o pão da boca dos pobres deste país para se perpetuar no poder, apenas corrobora a via "democrática" exposta no programa de governo do PT, caso alcance a Presidência da República novamente. Trata-se do controle do Estado com a participação dos tais movimentos sociais, hoje já aparelhados durante os 13 anos de governo petista. Serão chamados para referendar as propostas socialistas que transformarão o Brasil num país comunista, com os resultados já sobejamente conhecidos mundo afora, dos quais a Venezuela é o exemplo mais evidente. Portanto, os brasileiros que amam este país têm no voto o instrumento mais poderoso para evitar que essa catástrofe se materialize.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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OUSADIA

Como cidadão e leitor do "Estadão", estou muito agradecido pela publicação do editorial de 29/9, sobre a entrevista dada ao jornal "El País" por José Dirceu. Quando li a entrevista, pela internet, fiquei gelado com a declaração de Dirceu ("vamos tomar o poder, o que é diferente de ganhar a eleição"). Ficam claros o objetivo, a missão, o compromisso com a tomada do poder. O PT quer o poder, quer o domínio em todas as esferas do comando da República. Daí o aparelhamento do Estado, a corrupção sistemática do sistema público e seu envolvimento com o setor privado, a enganação da sociedade com medidas populistas e de gestão irresponsável. Tudo para aliciar consciências e adeptos dentro e fora do governo para a causa cujo proposito é a dominação total de esquerda e o fim do processo democrático. É uma ameaça declarada, não é bravata, oportunismo ou escorregão. Veio dar o recado. Nosso papel, como cidadãos, é contestar tamanha ousadia. As vésperas da eleição e avaliando os candidatos que têm chance de saírem vitoriosos, dois candidatos são alinhados com a esquerda: Fernando Haddad, que é do grupo PT e representa Lula, e Ciro Gomes, que está sendo utilizado pelo grupo e se apresenta como favorável a Lula e sua camarilha. Nestes dois candidatos não devemos votar, pois não têm compromisso com a democracia e o Estado de Direito. Visam ao retorno do sistema PT de governo e facilitam a tomada do poder pela esquerda. Dos candidatos com chance de vitória, descarto o voto em Jair Bolsonaro por causa de seu posicionamento antidemocrático e exageradamente radical de direita. Não desejamos a tomada do poder pelo viés contrário. O único candidato com chance de vitória, comprometido com a democracia, com a legalidade e com a gestão responsável é Geraldo Alckmin. É de votarmos numa pessoa com formação, capacidade, conhecimento, experiência e com coragem para enfrentar o desafio de propor e realizar as mudanças que todos desejamos que sejam feitas. Uma pessoa a comprometida e com poder para realizar, dentro da legalidade, respeitado o processo democrático e todos os cidadãos. 

João Medeiros jrmedeirosn@gmail.com

São Paulo 

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O SONHO

José Dirceu afirma que vai "tomar o poder". Pensando friamente, realmente o partido a que pertence reúne todas as condições de retomá-lo após a desastrosa administração de Dilma Rousseff. Esta vitória avalizará ações inconclusivas nas gestões passadas, como ideologizar o Exército e a finalização do controle do Judiciário, contando com a fácil cooptação do Legislativo. Também serão aceitas vigorosas pedaladas econômicas para encobrir rombos deficitários. A predominância petista reorientará também na área externa o eixo comparativo dos brasileiros. Do efeito Orloff argentino, "eu serei você amanhã", nossas vistas se voltarão rumo à Venezuela, a Cuba, à Nicarágua como padrões. Estados absolutistas. Tudo isso se fará menos por méritos próprios do PT do que pela augusta incompetência das siglas de direita. Incompetência é a palavra mais branda para definir a situação a que deixaram se levar. Apos esta eleição, as capitanias hereditárias do PSDB tenderão a se fragmentar. Um movimento que, na verdade, já começou. Lula disse um dia que acabaria com a ex-Arena. Talvez amanhã possa se vangloriar de ter acabado com o PSDB também. A salvação do PSDB está nas mãos de seus líderes. Política não é sonho.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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JOSÉ DIRCEU

É só encarcerá-lo que o PT perde o fôlego.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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O PT QUER 'TOMAR O PODER'

Com certeza, José Dirceu conta com o apoio do STF.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo 

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MAL ESTAR NO STF

Como diferente não poderia ser, a autorização dada na semana passada pelo ministro petista Ricardo Lewandowski ao jornal "Folha de S.Paulo" para entrevistar o presidiário Lula da Silva acabou, acertadamente, sendo revogada pelo seu colega Luiz Fux. Lewandowski já atropelou a Constituição federal quando optou por não cassar os direitos políticos do "poste" Dilma Rousseff - arrancada da Presidência em 2017. Agora, entende que o demiurgo possa "exteriorizar sua campanha política" - como já vem fazendo no "otário político" do PT. Ora, se o fato causou "mal estar no STF", imaginem a repugnância que causou ao incrédulo povo brasileiro. Lewandowski, peça para sair. O Brasil agradece!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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LOTERIA JURÍDICA

O Supremo Tribunal Federal virou uma loteria, senão vejamos: a Constituição federal brasileira prevê a perda ou suspensão dos direitos políticos no seu art. 15 em caso de improbidade administrativa. Dilma Rousseff foi afastada da Presidência da República por essa razão. Novamente, agora, o ministro Lewandowski vem em auxílio do PT, autorizando que um determinado jornal fizesse uma entrevista com uma pessoa que está cumprindo pena em regime fechado. Se por acaso os advogados de Marcola, líder do PCC, solicitassem uma entrevista com o seu cliente, a concederiam? Façam as suas apostas, cidadãos e cidadãs brasileiros!

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro 

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RICARDO LULA LEWANDOWSKI

Temos de destacar a lealdade infinita de Lewandowski a seu amigo fraterno Lula. Faz de tudo por ele e pelo PT, mas não tem dado muita sorte. Luiz Fux (com duplo sentido) acabou com a alegria dele. Por mim, Lula poderia até falar. Não ia acrescentar nada. Aliás, para mim, Lula nunca foi nada além de um grande enganador. Tenho pena de quem acreditou e ainda acredita nele.

Iria De Sa Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SUPREMA ENRASCADA

Ricardo Lewandowski, compadre da falecida Marisa Letícia, nomeado para o STF por Lula da Silva, concedeu autorização para que o líder petista condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro fosse entrevistado. Luiz Fux, atendendo a petição do Partido Novo, vetou tal entrevista. Decisões monocráticas dos ministros do STF, além de provocar discórdia e bate-bocas, deixam a população num dilema. Quem está certo? Graças aos desmandos do partido mais corrupto da história brasileira, o Brasil está numa sinuca de bico e a mais alta Corte de Justiça, que deveria ser mais cautelosa, rigorosa e rápida em suas decisões, ajuda a complicar ainda mais a enrascada em que estamos metidos. Por que facilitar, se podemos complicar?

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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FUX E A CENSURA

Lamentável a decisão do ministro Luiz Fux (STF) a favor da censura, ao proibir a entrevista do ex-presidente Lula pela imprensa. Fux, o mesmo juiz que sentou em cima do processo e garantiu o auxílio-moradia para os juízes de forma corporativista e que emplacou sua jovem filha como desembargadora no TJ/RJ, revela pouco apreço pela democracia, pela liberdade de expressão e pelo direito de informação. Com um STF desses, país algum precisa de inimigos externos.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CENSURA? NÃO, BOM SENSO!

É claro que não se trata de censura a decisão do ministro Fux, do STF. É, na verdade, uma decisão acertada e coerente. Não é admissível que a "Folha" seja cúmplice de um sujeito preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que de dentro da cadeia quer influir na já conturbada eleição presidencial. Ora, ora, voltemos à razão! Cadeia não é colônia de férias, onde quem está preso pode, ao sabor dos ventos, participar de sabatinas, dar entrevistas, fazer teasers eleitorais, etc. A prisão tem o caráter pedagógico de fazer aquele que se encontra detido refletir sobre seus crimes, e uma das formas de materializar isso é limitar a sua liberdade de expressão. Que tivesse pensado nisso antes de se mancomunar com empreiteiros e empresários mafiosos. Lula fez uma escolha pessoal de cometer crimes. Lula não é vítima e precisa arcar com as escolhas daquilo que fez. 

Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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A UMA SEMANA DA ELEIÇÃO...

Lewandowski está esperneando e proclamando que o STF calou um dos maiores jornais do País. Mas sabemos que não é verdade. O STF amordaçou um ladrão, safado, apedeuta, que quer falar para perturbar a ordem social.

Jorge Carrano carrano@carrano.adv.br

Niterói (RJ)

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LEWANDOWSKI E A LÓGICA DOS FATOS

O ministro do STF Ricardo Lewandowski entrou firme na campanha do PT para presidente, ao conceder autorização para uma jornalista da "Folha de S.Paulo" entrevistar o presidiário de Curitiba, invocando a liberdade de imprensa. Trata-se evidentemente de uma manobra do ministro do STF para subverter a lógica dos fatos. A proibição para Lula dar entrevistas não fere a liberdade de imprensa. A jornalista continua livre para entrevistar quem ela quiser, desde que a pessoa a ser entrevistada não esteja legalmente impedida, que é exatamente o caso do ex-presidente condenado por corrupção. Lula, se quiser se manifestar, que o faça indiretamente, por meio de seus advogados ou das pessoas autorizadas a visitá-lo na prisão. Ele não pode fazer de sua cela em Curitiba um comitê de campanha eleitoral. Felizmente, o ministro Luiz Fux decidiu que Lula "se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral".

Fabio de Araujo fanderaos@gmail.com

São Paulo 

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ORDEM NO TRIBUNAL!

O ministro Luiz Fux, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski que autorizava o ex-presidente Lula a conceder entrevistas na prisão e encaminhou a discussão ao plenário da Casa, impedindo, assim, que viesse a acontecer uma aberração: os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já haviam decidido rejeitar o registro da candidatura de Lula à Presidência da República e proibir sua participação na campanha. A decisão de Fux, por salutar que seja, entretanto, escancara dois problemas. O primeiro deles, de fácil solução pelo caráter eminentemente administrativo: a transferência de Lula para cumprir a condenação num presídio, submetido às regras comuns a todos os prisioneiros. O despropósito que é sua permanência cercada de regalias na carceragem da Polícia Federal acaba por favorecer o acontecimento de situações e de decisões judiciais para lá de extravagantes. O outro, muito mais grave, não prescinde de alterações legislativas: a reforma do Judiciário, para pôr fim, entre outras, à festa de decisões monocráticas desencontradas, muitas delas em franca oposição ao entendimento de órgãos colegiados e da própria letra da lei. 

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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SANÇÃO

O ministro Luiz Fux concedeu liminar anulando a decisão do ministro Lewandowski que havia autorizado Lula a conceder entrevista ao jornal "Folha". Pergunta: qual a sanção que se deve aplicar ao ministro Lewandowski pelo ato praticado concedendo benesses a um presidiário?

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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ALTERNATIVA

Não deu para entrevistar Lula, que tal Fernandinho Beira-Mar?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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ORDENS DA CADEIA

"Haddad visita Lula pela quarta vez como candidato" ("Estadão", 1/10). Como fiel cachorrinho, o "poste" Fernando Haddad vai beijar as mãos de seu amo e senhor para receber novas ordens. Todavia, o "poste" será mijado durante a eleição, porque este é o destino natural de postes. 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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PROPAGANDA ELEITORAL

É inacreditável que a Justiça Eleitoral ainda permita que a campanha do PT apresente flashes na TV e inserção de voz do ex-presidente "presidiário" na propaganda nas rádios. Mas nada mais nos espanta quando outro personagem condenado a 30 anos de reclusão e gozando de liberdade pode dar entrevista a um dos jornais mais importantes na imprensa internacional.

Maria H. Fernandes Berenguer mhelenaberenguer@gmail.com

São Paulo

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SÍNDROME DE ESTOCOLMO

Não preciso enumerar, pois a lista é imensa, tudo o que de ruim vivemos nos 14 anos do PT no governo, ou melhor, desgoverno. E não é que existe uma camada da população propensa a votar no pior prefeito que São Paulo já teve, para colocá-lo na Presidência do Brasil? O que está acontecendo neste país? Quem sabe Nils Bejerot, se estivesse vivo, que era um psiquiatra e criminologista sueco, mais conhecido por seu trabalho sobre o abuso de drogas e por cunhar a teoria da síndrome de Estocolmo, conseguiria criar uma nova teoria para a "síndrome" do que está ocorrendo no Brasil, considerando que uma grande porção da população, vitimada pelo PT, ainda consegue simpatizar e até "morrer de amores" pelas idiotices do PT e da esquerda. Pena que não temos mais o psiquiatra para explicar o presente fato.

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

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O VOTO DO BRASILEIRO

Fernando Haddad foi o pior prefeito de São Paulo de todos os tempos? Sem dúvida alguma, e a prova disso é que, na tentativa de reeleição, ele não só perdeu para um desconhecido, como também em todas as zonas eleitorais, inclusive nos reconhecidos rincões petistas. Agora, ele surge como forte candidato à Presidência da República. Isso mostra claramente duas coisas: primeiro, que o brasileiro não sabe votar e adora fazer o papel do "ente" puxado pelo cabresto; e, depois, que Lula da Silva, mesmo sendo do mal, é um gênio político. Conhecendo todos os de seu entorno, ele escolheu a dedo o cordeirinho que jamais vai trai-lo (a máxima de que a criatura mata o criador) e vai deixar de todas as formas Lula, mesmo na prisão, governar e definir o que se pode e o que não se pode fazer no Brasil petista.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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BOLIVARIANOS

Enquanto boa parte dos eleitores do PT mal tem o que comer, a candidata a vice do partido Manuela D'Ávila foi vista almoçando num dos restaurantes mais caros de São Paulo. Lembrou Nicolás Maduro, mostrando que o socialismo só serve para o povo pobre e ignorante.

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

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MANUELA, A CANDIDATA OCULTA

A campanha eleitoral petista esconde Manuela, a vice comunista de Haddad, potencial presidente da República, tal como Temer.

  

Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo

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CIRO E O PT

Ciro Gomes vê PT como estrutura "odienda" e descarta aliança com o partido. O que mais caracteriza Ciro Gomes é a verborragia. Em desespero, ele está cada dia mais parecido com Paulo Maluf. Competente, ele compete, compete, compete e nunca ganha. E também mais parecido com Marina Silva. Inconvicto, ele se contradiz e não acha mais que o impeachment de Dilma tenha sido um golpe. E perdido no jogo político, que ele não está sabendo jogar, não sabe se se coloca à esquerda, à direita ou fora do centro. Assim fica difícil, né, Ciro Gomes?

Mário Luiz Lúcio mllucio@yahoo.com.br

São Paulo 

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CAÇA ÀS BRUXAS

Muitos entendem que esta eleição para a Presidência da República não será igual às demais já realizadas. Esta será um verdadeiro plebiscito, em que, provavelmente, a escolha será feita entre o candidato que representa o caos instaurado no País em decorrência dos últimos governos do PT e o candidato que combate esse estado de coisas, muitas vezes de maneira pouco ortodoxa. Em caso de derrota do candidato representante do caos, seus seguidores dirão que foi "golpe", haja vista que o seu candidato natural está preso em Curitiba, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Por outro lado, em caso de derrota do outro candidato, as consequências serão imprevisíveis, haverá uma verdadeira "caça às bruxas", sem nenhuma alusão ao eleitorado feminino, que realmente vai decidir a eleição.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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DESSERVIÇO

Mais um desserviço do PT à Nação: não podemos escolher o melhor entre os candidatos, pois teremos um plebiscito de escolher se queremos nos tornar uma Venezuela com seu populismo e suas riquezas (petróleo) praticamente em mãos de empréstimos chineses que terão de ser honrados pelo governo Maduro que os pede para sobreviver seu regime ou outro governo futuro, ou termos um pouco de ordem para progredirmos. Mesmo se o governo não fizer nada, o governo crescerá. O que não pode continuar é o roubo sistematizado pelo governo há 15 anos em todas as áreas econômicas de atuação pela organização criminosa dirigida hoje de Curitiba.

Ciro Bondesan cirobond@hotmail.com

São José dos Campos

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MOMENTO POLÍTICO

O professor Denis Lerrer Rosenfield retratou o momento político pelo qual estamos passando ("Entre a prisão e o hospital", "Estado", 1/10, A2). Infelizmente, as incoerências tucanas levaram seu candidato viável a nem ao menos chegar ao segundo turno, a se confirmarem as pesquisas. Geraldo Alckmin, ao se juntar ao centrão, ficou de salto alto. Achou que ganharia admiração de seus eleitores e passou a atacar a candidatura de Bolsonaro, que se colocou como alternativa no combate à corrupção, à insegurança e ao politicamente correto que grassa pelas ruas. Com relação a Fernando Haddad, seu partido descambou para o crime e para o aparelhamento dos Poderes constituídos. Aí aparece alguém defendendo que é preciso apostar numa terceira via. E vem Alckmin falando na contramão do que o eleitor quer, combate o candidato que se mostrou disposto a combater a corrupção e, com isso, faz a alegria de Lula, que se coloca como vítima e como representante da democracia. Ou seja, Alckmin não foi capaz de enxergar que a vítima é o povo brasileiro, mas o povo sentiu na pele quem foi que perdeu. Ele, que está desempregado, que não tem escola, saúde, transporte, segurança e moradia decentes. E por isso escolhe em quem votar, independentemente do horário político. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A FARSA ELEITORAL

O Brasil flerta com uma farsa nesta eleição: o candidato do PT, Fernando Haddad, está denunciado por crimes de corrupção, o que não é novidade alguma, tendo em vista que Lula e grande parte das lideranças petistas estão na cadeia ou em liberdade vigiada. A eventual eleição do candidato do PT, que pode ser preso a qualquer momento com a homologação da delação do comparsa Antônio Palocci, vai tumultuar o cenário eleitoral e eventualmente pode tirar um candidato do segundo turno. Urge que a situação da candidatura da chapa Lula/Haddad seja revista diante desta nova realidade que se agiganta contra a própria existência do PT como partido político. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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OS INIMIGOS DO PT

A continuar este cenário, o PT será reconduzido ao poder por obra e graça de seus inimigos. Uma incoerência, um paradoxo, que os mais estudiosos em Antropologia não conseguirão explicar jamais na teoria. Mas há, na prática, uma resposta simples, que podemos dividir em três tópicos: 1) os inimigos do PT acreditaram que extirpar aquela senhora do Palácio do Planalto eliminaria qualquer possibilidade de retorno dos "companheiros" ao menos em curto prazo. Erraram, pois o que veio em seu lugar foi tão ruim que trouxe saudades da era petista. 2) Os inimigos do PT acreditaram que encarcerar o ex-presidente Lula eliminaria sua força política. Erraram, pois o que se viu foi o aumento de devotos em número assustador, dispostos a eleger quem o condenado indicasse para concorrer como seu substituto. 3) Os inimigos do PT se dividiram em candidaturas inviáveis, fracionando o eleitorado que por princípio não elegeria uma organização criminosa, mas que se viu obrigado a encarar do outro lado uma força representativa de posições igualmente indefensáveis. Com isso, pode-se dizer que o PT não será eleito apenas por seus apoiadores, mas, também e principalmente, por seus inimigos.

José Eduardo Louzã Prado jeduardo@fprado.com.br

São Paulo

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SURINAME

É de bom alvitre convidar à reflexão os cidadãos, normalmente desmemoriados, que dentro de poucos dias elegerão seu presidente. Não devem se esquecer do populismo inconsequente, com duração de mais de 13 anos, liderado por um hoje condenado e preso por corrupção, ao fim dos quais o Brasil mergulhou numa alarmante recessão que ainda persiste. Além disso, seria aconselhável ter em mente que o referido presidiário, atropelando todos os princípios elementares de ética, coordenou, de dentro da cadeia, com o beneplácito da Justiça, os rumos do partido do qual se julga proprietário e designou, após negativas de inúmeros recursos, um candidato postiço para representá-lo. Diante deste pano de fundo, um simples, porém significativo, fato, veiculado em recente reportagem na TV, merece ser levado em consideração, em momento tão importante: a despedida de um microempreendedor brasileiro transferindo sua empresa para o Suriname, por falta de ambiente de negócios por aqui. A escolha é do eleitor. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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É MUITO SÉRIO

Uma catástrofe se aproxima. Atônitos, desesperados e impotentes, querendo ou não, fazemos parte desta fila macabra em direção ao precipício do retrocesso e da mesmice, em que o que menos importa é o País e o grande derrotado será seu povo, que, de protagonista de fato e direito, vai sendo conduzido como marionete, ao bel prazer e escárnio de megalomaníacos e loucos. Que tal começar a "brincar" de pensar? "Estadão", 30/9/2018, Eliane Cantanhêde: "Beneficiado pelo impeachment de Dilma (livrou-se de um fardo), na eleição o partido garantiu a hegemonia na esquerda, pondo o PCdoB no seu devido lugar e aniquilando as chances de Ciro Gomes. Da cadeia, Lula escolheu o nome, a estratégia, o timing, os alvos e até o adversário. A fé cega dos lulistas fez o resto". E Vera Magalhães: "Porque o plano ideal vislumbrava que Bolsonaro se manteria resiliente durante a campanha, fruto justamente da outra face da doença legada pelo PT ao País nos últimos 16 anos: o antipetismo cego". 

Miriam Ibraim Hallack mhallack@hotmail.com

São Paulo

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PT VERSUS PSDB

A análise de Eliane Cantanhêde sobre o lugar em que os líderes políticos do centrão estarão ao término das eleições foi muito oportuna. Estarão, como sempre, ao lado dos vitoriosos. No entanto, a maneira como ela se referiu aos candidatos que lideram a corrida presidencial - ao PT como "um exército bem treinado e pronto para voltar ao poder" e aos colegas Bolsonaro, Mourão e Guedes como "um exército de trapalhões" - deixou claro quão tendencioso é o seu olhar.

Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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O CENTRÃO NA DISPUTA

Os mal votados e os mais ou menos votados, todos de partidos do centro, o que desejam se não podem ou não conseguem ir para o segundo turno? Têm força eleitoral para afastar o radicalismo entre Bolsonaro e Haddad? Se não têm, estão pregando para o deserto de desejos!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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OS FANÁTICOS ESTÃO À SOLTA

Poucos dias nos separam das eleições. Pelo que observo, escuto e vejo, muitos não decidiram seu voto. É o espaço em que fanáticos descrevem e postam coisas incríveis. Para atingir este ou aquele candidato, fake news se espalham, deixando um rastro de lixo.  Uma paixão cega toma conta das conversas sem o menor pudor. Este candidato é bom o outro é mau. Assim a paixão cega nos pode levar a uma crença irracional e muitos a se desorientar. É triste ver multidões caminhando e levantando bandeiras sem saber por quê. Candidatos também são fanáticos por si mesmos ao se arvorarem curandeiros de nossas chagas. Estas são expostas diariamente pela imprensa: saúde, educação e segurança. Sem nenhuma humildade, proclamam solucionar nossos problemas. Nenhum é capaz de dizer que tentará resolver e que fará o possível diante da crise em que vivemos. Sabemos o que nos é devido como cidadãos. Trabalhamos e pagamos nossos impostos sem recebermos o mínimo respeito dos candidatos que imploram nosso voto. Precisamos nos desgarrar dos fanáticos e racionalmente escolhermos nosso novo presidente. Espero que a gangorra do bem e do mal não nos deixe cair e que o equilíbrio norteie nossas escolhas.

Bete Marun elisabetemarun@hotmail.com

São Paulo

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ÓDIO POLÍTICO NO BRASIL

O atual ódio político entre lulistas/petistas e bolsonaristas/anticomunistas já superou o confronto político que havia entre getulistas e lacerdistas na década de 1950, durante a guerra fria, que culminou com um trágico desfecho em 24 de agosto de 1954. Atualmente, a imprensa é acusada de ser golpista ou comunista e isso tende a agravar o conflito político, durante as eleições de outubro e no próximo quadriênio presidencial (2019-2022). Só há um paralelo histórico que supera a atual radicalização política e polarização ideológica, o confronto entre a imprensa monarquista e a imprensa republicana que ocorreu na última década do século 19. O imperador Dom Pedro II havia sido derrubado e, posteriormente, morrera no exílio na França. Inviabilizado o Terceiro Reinado, não houve apoio à reforma agrária para assentar os ex-escravos e tampouco medidas como o voto feminino (ideia da Princesa Isabel) e a ampliação da rede de ensino público para reduzir o analfabetismo. Portanto, havia um clima de ressentimento político e desencanto com a mudança do regime político. Deodoro da Fonseca, então chefe do governo provisório, foi eleito presidente da República numa eleição indireta. Posteriormente, durante a crise política de novembro de 1891, ele renunciou por não concordar totalmente com o texto final da nova Constituição em vigor, que fora promulgada em 24 de fevereiro de 1891. O presidente decidiu dar um golpe militar e fechar o Congresso Nacional, ao defender a dissolução e a convocação de novas eleições parlamentares com o objetivo de alterar a Constituição, o que não era mais possível com a introdução do presidencialismo e a estabilidade dos mandatos dos parlamentares. O vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o poder, mas logo ocorreu uma divergência de interpretação constitucional sobre a convocação de novas eleições diretas para presidente, por causa de a vacância ter ocorrido antes da metade do mandato (Art. 42), ou se ele deveria permanecer no cargo até o fim do mandato presidencial (como previsto no art. 1.º, § 2.º das Disposições Transitórias). Por isso, o País entrou em conflagração bélica tanto na Revolta da Armada como na Revolução Federalista. Os vários excessos cometidos, durante a vigência do Estado de Sítio, não foram punidos porque o Supremo Tribunal Federal tinha lavado as mãos por 10 a 1, embora o voto divergente de Pisa e Almeida (HC 300) tenha se firmado, posteriormente, como jurisprudência dominante no País. O término dos conflitos armados e a realização da eleição presidencial, para o subsequente quadriênio (1894-1898), não serenaram os ânimos políticos por muito tempo. Em 1896 surgiu um conflito armado em Canudos. O afastamento do presidente Prudente de Morais, por motivo de uma cirurgia, e o exercício do poder pelo vice-presidente Manuel Vitorino ajudaram a agravar a crise política do País. Após encarniçadas batalhas, duas expedições militares foram derrotadas. No início de 1897, a terceira expedição do Exército foi fragorosamente derrotada, com a morte dos comandantes militares (coronel Moreira César e coronel Tamarindo). O Clube Militar fez duro pronunciamento em defesa do Exército, o que elevou a temperatura política. O presidente reassumiu o cargo, mas seu governo era sempre acusado de ser muito prudente pela imprensa opositora a ele. Vários jornais monarquistas vinham sofrendo empastelamento (invasão e destruição da redação e da tipografia). O clima de ódio entre monarquistas e republicanos, na imprensa do Rio de Janeiro (então capital federal), levou à divulgação de notícias falsas que provocaram um desfecho trágico. Dono de jornais monarquistas, Gentil de Castro foi acusado de enviar armas e munições, mesmo sem provas, para os apoiadores de Antônio Conselheiro. Numa estação de trem do Rio de Janeiro, Gentil de Castro foi cercado por uma turba republicana e, mesmo armado com um revólver e um punhal, acabou morto a tiros e punhaladas. Diante do clima de guerra e de vingança que tomou conta da opinião pública, uma quarta expedição do Exército foi enviada e arrasou o Arraial de Canudos, promovendo um massacre. Após o retorno da quarta expedição ao Rio de Janeiro, o presidente da República passava a tropa em revista, quando foi atacado pelo anspeçada Marcelino Bispo de Melo com uma faca, após falhar o disparo da garrucha. O Marechal Bittencourt, ministro da Guerra, se interpôs ao agressor e acabou morto em defesa do presidente. Nunca houve punição aos envolvidos na conspiração político-militar porque o assassino apareceu enforcado com um lençol na cadeia. Após uma década perdida na economia, que começara com o Encilhamento (especulação na Bolsa de Valores) logo após a Abolição (1888), o país estava em completa bancarrota em 1898. Eleito como novo presidente da República, Campos Sales foi a Londres com o objetivo de obter um empréstimo internacional, mesmo antes da posse. Posteriormente, várias medidas de austeridade foram implantadas durante seu governo para estabilizar a economia. Houve um acordo entre as elites regionais que resultou na Política dos Governadores, durante as posteriores três décadas. Devido ao restrito sufrágio nas eleições, a população ficou afastada da política assim como das decisões, em decorrência do controle político do governo federal pelas oligarquias regionais até 1930. A situação atual do País é completamente diferente e muito mais complexa, dada a total imprevisibilidade do cenário político nacional e das eleições presidenciais de outubro. De qualquer forma, uma reflexão sobre o ódio político e sobre a falta de autocrítica é válida tanto sobre o passado como sobre o presente, por causa das consequências de atos impensados cujos resultados não podem ser previstos de antemão por todos os atores políticos.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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'O FUTURO DO MAGISTÉRIO'

No domingo foi publicado um artigo escrito por João Batista de Araújo e Oliveira sobre o futuro do magistério (30/9, A2), em que ele disse que a qualidade dos professores é muito baixa. E comparou o ensino da Finlândia com o do Brasil. O salário médio de um professor primário finlandês é de 3.132 euros mensais (cerca de R$ 11,8 mil). E aqui, no Brasil, um professor sobrevive e sustenta a família com cerca de R$ 1.800. E ainda acorda em seu dia de descanso, quando ainda vai trabalhar em casa, e lê este artigo. Isso é muito desmotivador. Professor aqui, no Brasil, trabalha em três escolas e muitas vezes tira do próprio bolso para dar um mínimo de dignidade ao seu trabalho. A pessoa estudou, se preparou para o Enem ou o vestibular e escolheu a licenciatura iludida com a dignidade ao professor. Que tal melhorar a qualidade da educação nas famílias brasileiras?

Carla Carvalho car_carvalho@yahoo.com.br

São Paulo

 

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