Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO E POLÍTICA

A delação de Palocci

A menos de uma semana das eleições são divulgados trechos da delação de Antônio Palocci envolvendo propinas pagas ao PT e aliados nas campanhas para que Dilma Rousseff pudesse ser eleita em 2010 e reeleita em 2014. Tudo isso com autorização e presença de Lula da Silva, além do conhecimento da própria candidata. No depoimento, Palocci diz que as campanhas de Dilma de 2010 e 2014 custaram entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões, respectivamente. Mas tudo isso já era, e é, do conhecimento do Ministério Público e da Justiça, que, neste caso, demoram a tomar providências. As denúncias sobre irregularidades nas eleições de 2014 tanto de Dilma para a Presidência como de Fernando Pimentel para o governo de Minas Gerais já foram comprovadas e a responsabilização eleitoral, civil e criminal segue devagar, quase parando. Tanto que, não se sabe o porquê, Dilma, responsável pelo desastre econômico que se abateu sobre a Petrobrás e mais ainda sobre o Brasil, saiu como candidata ao Senado por Minas e lidera as pesquisas. Memória curta, má-fé ou ignorância de parte do eleitorado mineiro? Nas campanhas do PT para este ano, tentam pôr a culpa pela recessão no presidente Michel Temer (duas vezes escolhido por eles para ser vice). Se no processo de impeachment a Constituição não tivesse sido rasgada por um ministro do Supremo e pelo então presidente do Senado, Dilma estaria inelegível por oito anos. 

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Fazendo o diabo

Em sua delação premiada, Palocci disse que o Lulla sabia do esquema do petrolão desde 2007. Mas não nos esqueçamos de que do mensalão, que estourou em 2004, ele sabia também. Por sua índole, gostem ou não, Lulla sempre foi o “poderoso chefão” da máfia que tomou conta do País. Tudo pelo poder eterno. Só não contaram que ainda existe democracia na Terra brasilis!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Xeque-mate

Como bom estrategista, no momento certo o juiz Sergio Moro, no caso da delação de Palocci, e sempre de acordo com os ditames da lei, deu xeque-mate.

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

São Paulo

O ‘modus operandi’ do PT

O PT, ajudado por parte do nosso jornalismo, fez uma oposição muito suja e impatriótica ao governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e conseguiu chegar ao poder em 2003. No governo fez o que fez, aí incluídas as maiores falcatruas e roubalheiras da nossa História. Ante o gigantesco volume de dinheiro proporcionado pelas propinas recebidas e movimentado em suas campanhas eleitorais, cabe perguntar: foram limpas e legítimas as eleições que levaram Lula da Silva e Dilma Rousseff à Presidência da República? Se a resposta for negativa, outra pergunta: nada é possível fazer legalmente contra um partido que atua contrariando sistemática e continuadamente as regras do jogo democrático?

EUCLIDES ROSSIGNOLI

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

E Fernando Haddad, hein? Omitindo o valor real de um bem à Justiça Eleitoral?! É o jeito PT de ser: escondendo, enganando, escamoteando, burlando, etc.

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Efeito contrário

Pegou mal a quantidade de bandeiras pró-PT, PSOL, PCdoB e PCO na manifestação contra a eleição do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, no sábado. Os eleitores indecisos que assistiam às manifestações das varandas dos prédios ou mesmo pelos veículos de comunicação não se sentiram representados por partidários de legendas afundadas em corrupção. Para comprovar isso, a última pesquisa veiculada pelo Ibope, realizada justamente no dia do protesto e no domingo, mostra a total estagnação do candidato petista, Fernando Haddad, e uma íngreme ascensão repentina do candidato de direita, acima da margem de erro. O medo do povo é continuar na mesma situação, mais do mesmo não interessa a ninguém. Faltaram nessas manifestações as cores do nosso país. 

THIAGO ANDRADE

thiagocandrade@gmail.com

Recife

‘O dia seguinte’

Louvável e otimista, editorial do Estadão de 1.º/10 (A3) faz um chamado ao bom senso – como seria de esperar do mais importante jornal do País – ao vencedor da eleição. Dia 29 de outubro será o day after dos últimos 50 anos. Um dia referencial e emblemático dos dois momentos opostos que marcaram a nossa política no período: governos militares e governos petistas. Infelizmente, não sou tão otimista quanto o jornal, que espera ver o País superar sua “crise política, econômica e moral”. Bolsonaro e Haddad trazem no bojo de suas candidaturas ressentimentos e desejos de revanche. Tudo o que o Brasil não precisa. Continuaremos chafurdando no pantanal das ideologias fracassadas. Em vez de tomar a estrada do futuro, vamos fazer “meia-volta volver”? Esperamos que as premissas do editorial sejam adotadas e algum milagre nos salve do retrocesso anunciado. Caso contrário, o país conhecido como Pindorama, a partir de 1.º de janeiro de 2019, passará a se chamar Pandemônio.

PAULO SÉRGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Polarização eleitoral

Enquanto não encontrarmos alternativas fora do populismo tosco e rasteiro, à esquerda e à direita, não importa, ambos baseados na idolatria, estaremos fadados ao atraso e ao fracasso. Infelizmente, somos um povo que tem dificuldade de aprender com a História.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

Dúvida e certeza

Poderemos vislumbrar avanços na evolução da democracia em nosso país se focarmos o mundo real, abandonando de vez o ilusório mundo da fantasia. Assim sendo, e considerando a realidade de que há dois candidatos com possibilidades reais de se tornarem o presidente na próxima eleição, o eleitor comprometido com o progresso de sua pátria, pensando no bem comum, deverá decidir entre o “certo” representante do sempre nefasto lulopetismo e o “duvidoso” representante do partido que a ele se opõe. Nesta hora, vale outra máxima: é melhor trocar o certo pelo duvidoso. Vale a pena correr o risco. 

PAULO EDUARDO GRIMALDI

pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

A DELAÇÃO DE PALOCCI

Segundo o ex-ministro Antonio Palocci, em trecho de delação liberada pelo eminente magistrado Sergio Moro, Lula da Silva sabia de todos os fatos relacionados com a corrupção do mensalão até o petrolão e suas sequências, colaborando e recebendo propinas. Quer isso dizer que o demiurgo do PT é canalha e ladrão da Pátria, e é inadmissível, portanto, o voto em sua pessoa. 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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TRISTE FIM

A delação de Palocci decreta a permanência de Lula na cadeia até o fim dos seus dias. Certamente, apodrecerá lá. Triste fim de um encantador da fragilidade humana. Palocci é médico sanitarista, a especialidade de que Lula estaria precisando agora. Triste fim de um ser.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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O BRASILEIRO PRECISA SABER

Cumprimento o juiz Sergio Moro pela liberação de trecho da delação de Antonio Palocci. O magistrado é o verdadeiro salvador do Brasil. Primeiro, foi a divulgação daquela conversa entre Dilma e Lula; agora, a liberação da delação de Palocci, que mostra a verdadeira face do ex-presidente, da sua turma e do seu partido.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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PAI E MÃE

Só a gurizada do parque infantil, os repórteres da Globo, os inocentes petistas, os também inocentes, bem intencionados e patriotas ministros do STF não sabiam que Lula sabia de tudo e que era o pai, a mãe e o mentor de toda a corrupção e de todo o plano.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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PÁ DE CAL

A delação do criminoso Antônio Palocci joga uma pá de cal na candidatura da chapa Lula/Haddad. A candidatura do PT deveria ser retirada da corrida presidencial e a da ex-madame presidente Dilma Rousseff ao Senado também deveria ser barrada pelas autoridades competentes. Qual o sentido de permitir que Lula e seu preposto continuem na disputa diante da avassaladora avalanche de crimes delatados por Palocci, um dos chefões da quadrilha do PT? Qual o sentido de eleger Dilma Rousseff senadora, quando ela deve ser presa nos próximos dias? O PT deveria ter o mesmo tratamento de Anthony Garotinho, e quem votar 13 terá o voto anulado pela Lei da Ficha Limpa. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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O JUIZ CULPADO

Pronto! O PT arrumou em quem jogar as mazelas de seu governo. O vilão voltou a ser o juiz Sergio Moro, por liberar a delação premiada do principal ministro do PT, Antonio Palocci - mesmo tendo o juiz seguido determinação do advogado do delinquente preso, que não deve entender patavina de Justiça (ou também recebeu ordens de dentro da cadeia). Agora, como o tiro saiu pela culatra, a culpa volta para o juiz mais íntegro que o Brasil já conheceu. E olhem que desde a República poucos foram aqueles que realmente lutaram pela verdade, porque até na Justiça existe o tal "jeitinho brasileiro". 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SERGIO MORO

De acordo com os petistas, Moro é o culpado de tudo, inclusive de o Lula ser corrupto! 

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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ÍDOLOS BRASILEIROS

Recordando os anos que antecederam a eleição de Lula em 2002, as mídias nacionais e internacionais, tanto escritas como televisivas, o adotaram como o seu queridinho, endeusaram Lula a ponto de transformá-lo no que é hoje, este ser egocêntrico, sem a menor autocrítica, autocentrado e narcisista a ponto de referir-se a si mesmo na terceira pessoa, majestaticamente. Foi eleito com o apoio midiático e dos partidos de esquerda e centro-esquerda, embalado que foi pelo PSDB e pelo PMDB. Não houve a mínima isenção e pruridos profissionais de jornalistas em suas análises sobre o personagem que eles mesmos ajudaram a criar. Era o salvador da Pátria, era o implantador do ineditismo da transparência e ética na política, transformou-se no político mais famoso sobre a face da Terra e, como enfatizou Obama sobre Lula, era "o cara"! Pois é... este é o ídolo de pés de barro que a mídia criou, um quase-deus que ninguém ousava contrariar ou falar mal. Hoje sabemos bem quem é este cara... não vou falar nada, basta lembrar que está preso. Quanto ao líder nas pesquisas para as próximas eleições, Jair Bolsonaro, este também é tratado pela mídia sem o menor traço de isenção profissional, só que com a nítida intenção de desconstruí-lo. E, mesmo assim, esfaqueado e quase morto, ausente dos debates, das manifestações, com a mídia martelando diariamente contra si, este candidato cresce pelo único motivo que seus adversários e mídia não querem aceitar: o povo o quer. E quem o fez e faz crescer é a própria exaustão do povo contra a lama com a qual o PT e o lulismo cobriram o Brasil de vergonha, quase o levando ao caos falimentar bolivariano. Este não é um falso ídolo criado pela mídia nacional e internacional, este é um líder que saiu do meio do povo espontaneamente e que fala nossa língua, defende nossos valores e nos enche o coração de esperança. Os institutos de pesquisas que tentaram brecar sua escalada dando-lhe até agora índices baixos, ao se aproximar o dia da eleição, já começam a tentar consertar a distorção. O Ibope de ontem já deu 4 pontos a mais para Bolsonaro e manteve Haddad estagnado no primeiro turno. Deve estar batendo um desespero danado naqueles que viveram por anos pendurados nas tetas generosas do governo. Que venham novos tempos! 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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A AMEAÇA PETISTA

A menos de uma semana das eleições que devem decidir se o País segue no rumo da democracia ou toma o perigoso atalho sonhado pelas esquerdas, que nos levaria ao mesmo abismo da Venezuela, a engrenagem petista começa a se movimentar. De uma parte, com a distribuição ilegal de material de propaganda eleitoral exibindo a imagem do presidiário em panfletos apreendidos pela polícia em várias cidades do País. De outra parte, com a tropa de choque infiltrada no Congresso Nacional e no Judiciário, empenhada em abrir espaço para que Lula volte ao poder colocando em liberdade o réu José Dirceu, condenado triplamente em vários processos e cabo eleitoral que prometeu, em entrevista ao jornal "El País", que o PT tomará o poder independentemente de ganhar eleições, o que, segundo ele, seria apenas uma "questão de tempo". Com isso, fica evidente que o projeto criminoso de poder não era apenas força de expressão usada por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão, mas um plano que ganhou vida própria por meio do aparelhamento de várias instituições, incluindo o STF. Este pessoal não desistirá até transformar o Brasil numa Venezuela, numa Cuba. É preciso lutar com todas as forças para impedir a volta da esquerda e do PT ao poder. Nesta eleição, a escolha dos eleitores vai decidir se deseja viver num país livre de ameaças antidemocráticas ou mergulha no caos bolivariano tão sonhado pelos petistas. Sobre a disputa final pela Presidência, quanto ao candidato Fernando Haddad, representante do lulopetismo, existem certezas; quanto ao novato Jair Bolsonaro existem dúvidas, que podem ser revertidas com o tempo. Como lembrou o ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes, o candidato Bolsonaro "joga de acordo com as regras da democracia" e não traria "nenhum retrocesso" para a democracia e para as relações internacionais do Brasil. Já o do PT...

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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MANGAS DE FORA

Com os olhos sangrando de ódio, o prepotente José Dirceu colocou as mangas de fora. Arrancou a máscara de cordeiro. Voltou a ser o incendiário lobo e abutre petista. Com a palavra, o sábio José Dirceu: "É questão de tempo para a gente tomar o poder. Que é diferente de ganhar uma eleição". O destemperado, arrogante e ameaçador Zé Dirceu, condenado em segunda instância, mas estranhamente solto, também faz pouco caso da vitória de Jair Bolsonaro. "Acho improvável. O Brasil caminhará para um desastre total. Na comunidade internacional isso não vai ser aceito." O monumento de asneiras de Dirceu foi erguido em entrevista ao jornal espanhol "El País". Pelo tom de revanchismo, estrelismo e triunfalismo de imaculado Dirceu, Fernando Haddad despachará com Lula direto da Polícia Federal, em Curitiba. Com um detalhe: terá de passar na cela ao lado e pedir permissão a José Dirceu.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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DIRCEU E A ELEIÇÃO

A fala do presidiário José Dirceu facilita a escolha do candidato nestas eleições. Ou queremos o retorno de um governo bandido e corrupto, responsável pela crise econômica e moral em que vivemos, ou desejamos um novo governo não comprometido com o PT. A análise das falas e as manifestações dos diversos candidatos dão-nos uma identificação entre os a favor e os contra o PT. A nau está à deriva com os motores parados. Necessitamos um novo capitão não compromissado com a política vigente para voltar a navegar em águas claras. 

Miguel Gross mgross509@gmail.com

São Paulo

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ANTIPROPAGANDA

Bolsonaro tem Mourão e o PT tem José Dirceu! Os dois falando besteiras, mas Dirceu é macaco velho e dá medo. Quem tem estes dois nem precisa de inimigos. Não está fácil para ninguém.

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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O 'GORÓ' DE DIRCEU

Zé Dirceu toma o poder. "Lulla" fica de porre. O Brasil sofre a ressaca.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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BRINCANDO DE GATO E RATO

Triplamente condenado a 33 anos de prisão dando entrevista ao jornal "El País"? Não faz o menor sentido. Tenho a impressão de que a melhor maneira, mais simples e mais barata, de recolocar o Brasil nos trilhos é destituindo todos os 11 ministros do STF sob a acusação de prevaricação corporativa organizada, substituindo-os por pretendentes, donos de grande saber jurídico, severamente sabatinados por uma comissão de notáveis escolhidos pelo Poder Executivo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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COORDENAÇÃO DE CAMPANHA

José Dirceu, criminoso condenado a mais de 30 anos de prisão, está livre, leve e solto coordenando a campanha à Presidência da República do PT. Em qual país do mundo isso poderia estar acontecendo, além do Brasil? O ministro do STF Dias Toffoli, que o libertou da prisão, poderia responder?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PAÍS DE CANALHAS

Só no Brasil um bandido degenerado como José Dirceu, um vagabundo da pior espécie, pode estar solto e dando declarações estapafúrdias em nome da República. Este senhor merecia prisão perpétua, mas está solto por conta do beneplácito da nossa incompetente Justiça, que tem um Supremo cheio de pilantras. Apenas neste país canalhas estão em todas as instâncias e o povo, cansado dessa gente!

Paulo Roberto da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CARÊNCIA E PRAGMATISMO

Pesquisas demonstram que as categorias sociais mais carentes do País são as que mais se identificam com o PT. Essa identificação se mostra porcentualmente maior no Nordeste. Dizem que por admirar quem conseguiu ser vencedor. Entretanto, a maioria destes Estados é dominada por famílias que se alternam no poder, eleitas desde o império. Famílias que ostentam seu poder localmente e adrede sem pejo. Praticam em seus domínios o oposto ao defendido pela esquerda. Algumas delas foram, inclusive, alicerces da ditadura. Hoje, porém, se dizem democratas e se aliam pragmaticamente ao petismo. Não se envergonham da existência do voto de cabresto nem de falcatrua tipo enganar o eleitor mostrando numa cédula com o número 13 e uma foto de Lula sem identificação - situação facilitada pela pouca instrução, que leva homens e mulheres à ignorância e à necessidade de sobrevivência, garantida pelos políticos em questão. Estas, sim, são as reais molas propulsoras eleitorais.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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LULA ESTÁ ELEGENDO BOLSONARO

Lula é tão esperto que conseguiu, da cadeia, inventar tantas coisas que a mídia lhe deu uma cobertura enorme. O perigo de termos novamente o PT no governo provocou uma reação tão grande que muitos correram para Bolsonaro, em busca de salvação. Na realidade, pode ser uma opção tipo da panela para o fogo, mas é ridículo pensar que a esperteza de Lula é o principal motor da candidatura de Bolsonaro. A verificar.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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O STF REFÉM

Lula, de dentro de uma cela nesta campanha eleitoral, zomba do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também do STF, graças a decisões desabonadoras de alguns ministros íntimos do corrupto. Isso deixa uma fissura perigosa no seio da nossa Corte. Um exemplo é a preocupante decisão de Ricardo Lewandowski de conceder liminar para que o presidiário formador de quadrilha Lula dê entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo". A decisão foi derrubada pelo ministro Luiz Fux e, horas depois, decisão de Lewandowski dizia que Fux, ao derrubar a liminar anterior, "desrespeita todos os ministros do STF". Na realidade, é Lewandowski quem perversamente desrespeita toda a população brasileira ao insistir em que um criminoso e presidiário que lesou a Pátria dê entrevista a um jornal. Triste dizer que a indignação que sentimos com parte da nossa classe política é a mesma que sentimos com parte dos ministros do STF, que se lixam para a ética e a Constituição. Infelizmente, estão ajudando a construir um perigoso caminho para uma ruptura institucional.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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O PRESIDIÁRIO QUER FALAR

Até que enfim apareceu alguém de bom senso no STF para impedir a descarada campanha do demiurgo Lula da Silva, que fatalmente vai mandar no País caso seu segundo "poste" vença as eleições. Com bizarras decisões, o ministro Ricardo Lewandowski - aquele que não cassou os direitos políticos da "poste" Dilma Rousseff - autorizou entrevista do presidiário ao jornal "Folha de S.Paulo". Todavia, o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, desautorizou a empreitada. Nem o TSE tem a coragem de proibir que o encarcerado apareça, com sua arrogância, na campanha eleitoral da "tigrada" petista, o que causa dúvidas nos eleitores mais desatentos. Afinal, preso tem de ficar atrás das grades e calado, quer queira, quer não.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ENTREVISTA DE LULA

Por questão de isonomia, Fernandinho Beira-Mar também quer mandar seus recados aos "companheiros" por meio da TV, como faria Lula, igualmente preso e réu em outros seis processos.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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SÍNDROME DO COITADINHO

Lula sabe muito bem aproveitar-se da Síndrome do Coitadinho, que afeta grande número de brasileiros, principalmente os com pouca leitura e conhecimentos e os que dependeram de seus favores quando esteve no governo. Sai por aí falando e repetindo à exaustão que o estão "perseguindo", e o povão e até gente lá de fora acredita nele. Até a grande mídia nunca deixou de falar nele, de divulgar seus choros e reclamos. Agora, que está preso, meliante que é, então é o máximo: poderia até ser eleito, caso não fosse proibido por lei de ser candidato. Impedido de ir ele mesmo, indicou um poste amigo, que seus fiéis seguidores imediatamente aceitam, sem qualquer outra razão que não essa síndrome.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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A CORAGEM DO NOVO

O partido Novo não pode participar dos debates eleitorais porque não atende ao sistema eleitoral vigente, que é ruim, viciado e injusto: exige que o partido do candidato tenha cinco parlamentares eleitos, o que não é o caso do Novo. Ainda assim, o Novo foi o único partido, entre os mais de 30, que teve a coragem de recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão do ministro Ricardo Lewandowski que autorizou a "Falha de S.Paulo" a entrevistar Lula. Os demais partidos ficaram calados, demonstrando que, além de covardes, são coniventes com as propostas do PT.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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BRASIL, UM PAÍS DE TOLOS

Todas as propagandas que vi do candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, sr. Luiz Marinho, traz a informação "Lula 13 presidente". É uma clara demonstração de crime para enganar o eleitor menos informado. E o que fizeram o Tribunal Regional Eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral? Nada! Brasil, um país de tolos.

Moyses Cheid Junior jr.cheid@gmail.com

São Bernardo do Campo

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BOA MEMÓRIA

Após a divulgação da última pesquisa Ibope/Globo/Estadão, assisti a um debate entre jornalistas na GloboNews sobre os resultados obtidos por Jair Bolsonaro (crescimento nos votos e diminuição da rejeição) e Fernando Haddad (estagnação nos votos e aumento acentuado da rejeição). Não conseguiram se entender nem convencer. A situação é simples. Em pesquisas anteriores houve aumento na votação do petista, assombrando os antipetistas (como eu). Daí o sentimento antipetista voltou a se manifestar, desta vez com maior força. Muito embora talvez não se tenha traduzido num aumento de votos a Bolsonaro no primeiro turno, grande parte dos eleitores de Alckmin, Álvaro Dias, Almoêdo e Meirelles se manifestou claramente que não quer o PT de novo no poder de jeito nenhum, embora mantendo os votos de primeiro turno naqueles candidatos. Todos têm boa memória. Assim como eu. Simples.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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PRIMEIRO TURNO

Os institutos de pesquisas não estão levando em conta e vão comer broa, pois não informam aos eleitores sobre a real possibilidade de o candidato a presidente Jair Bolsonaro ganhar as eleições no primeiro turno de votação. Não podem continuar mantendo essa omissão, pois novamente vão perder o trem da história e informar erroneamente seu público, o que é lamentável. Ninguém pode ir contra a tendência do eleitorado. 

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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COMBATE AO COMUNISMO

Haddad, candidato-poste sem luz, está estagnado nas tabelas. Os mortadelas maldizentes recolheram-se no refúgio. Sobraram sem entusiasmo o coxinha do PT; Fernando Haddad, o mortadela chique; e o poste reserva, a vermelha Manuela D'Ávila, a comunista, plantada pelo partido corrupto como vice para dar o golpe final no povo brasileiro. Combatemos o destino terrível que o comunismo reserva para o Brasil. Votemos todos na direita.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito 

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O CENTRO

Eu queria entender: os candidatos do centro não vão despertar e se unir, para evitar o pesadelo da polarização no segundo turno? Vão manter as suas posições cômodas e egoístas, e assim morrer abraçados, de costas uns para os outros, e de costas para a sociedade? Encerrarão sua carreira com esse vexame?

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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'O QUE ESTA ELEIÇÃO VAI DECIDIR'

Senhor Fernão Lara Mesquita, quando leio suas análises perfeitas do caos que é o Brasil, tenho vontade de largar tudo e ir embora ("Estado", 2/10, A2). Eu, idoso, só penso no futuro de nossos filhos. Tenho uma filha morando na Austrália e uma aqui, no Brasil. Tendo a oportunidade de comparar as duas realidades, minha angústia aumenta, pois vejo que estamos atrasados em centenas de anos em relação àquele país. Por favor, persista com suas ideias, pois tenho esperança de que um dia uma grande alma como a sua vai iluminar nosso povo. 

Paulo Ribeiro pauloribeiro634@gmail.com

São Paulo

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POR QUE VOTO EM BOLSONARO

A esperança renasce agora porque ela nunca morreu. Há muito tempo não me sinto tão esperançoso. Afinal, parece que a razão tomou conta da maior parcela dos eleitores brasileiros. Não fosse assim, eu estaria, de qualquer forma, lutando e procurando a alternativa correta para o meu país. Eu nunca desisti, embora tenha sido frustrado inúmeras vezes em meus anseios por progresso, por liberdade, por igualdade. Eu sempre quis poder sair à rua a qualquer hora, sem preocupação, sem medo, sem o constrangimento de ter de dar um trocado ao garoto miserável no farol. Garoto que deveria estar na escola, mas a falta de oportunidade o levou para a rua, e daqui a pouco o levará para a prisão. Eu sempre quis poder sair à rua e tomar um sorvete, sem o constrangimento de ser abordado por um mendigo pedindo dinheiro para comprar comida. Eu sempre quis sair à rua simplesmente para andar em torno da minha casa, sem ter de ver uma família embaixo de uma marquise e ficar com o coração partido. Eu sempre quis sair à rua para ver as crianças indo à escola em busca do futuro, colocado a disposição delas em todo o Brasil. Eu sempre quis sair à rua e, ao passar pelo hospital, constatar o socorro a todos os que precisam recuperar a saúde. Eu sempre quis sair à rua e parar na banca de jornal para ler as manchetes dos jornais e não ficar envergonhado de ler sobre os escândalos de corrupção. Eu sempre quis sair à rua e tomar o ônibus às seis da manhã, com conforto e segurança. Eu sempre quis sair à rua e deixar a minha casa segura e na certeza de que, ao voltar, encontrar tudo em seus lugares. Domingo próximo eu vou sair à rua. Vou vestir o verde da esperança, o amarelo do sol do novo tempo, o azul da alegria e o branco da paz. Eu vou escolher o meu futuro. Eu vou votar. Votarei em quem, como eu, busca o progresso, a liberdade e a igualdade. Eu tenho certeza de que nem tudo o que eu quero poderá ser feito em quatro anos, mas é o começo. O caminho será longo e difícil, mas será muito melhor do que já trilhamos. Deus ajude o Brasil. 

Célio Dal Lim de Mello dallimmello@icloud.com

Curitiba

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PELO CHEIRO DA BRILHANTINA...

As recentes pesquisas eleitorais que trazem Jair Bolsonaro como líder de primeiro turno, mas que perde de todos no segundo turno, são no mínimo muitíssimo estranhas. Jamais, em tempo algum, vimos um candidato com tamanha aceitação e que arrasta multidões por onda passa. Até no Norte e no Nordeste, reduto petista, o capitão cresceu assustadoramente. Não é o meu candidato ideal, mas é o único que tem a chance de varrer do nosso mapa o crime organizado que se instalou em 2003 quando Lula assumiu a Presidência da República. A declaração de José Dirceu a um jornal espanhol, de que o PT tomaria o poder independentemente de eleição, soa como uma profecia fatídica de quem tem certeza do resultado. O que vejo é um planejamento orquestrado de alguns setores da mídia, de institutos de pesquisas e figurões dos Três Poderes para derrubar Bolsonaro. Isso é muito fácil de explicar. A Lava Jato está fazendo verdadeiros estragos na organização criminosa que por vários anos dominou o País e precisa, a qualquer custo, ser barrada. Esta eleição precisa, necessariamente, ser fiscalizada, em seus mínimos detalhes, senão corremos o risco de amargar mais quatro ou oito anos de impunidade.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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AMOSTRA MINÚSCULA

Por favor, me expliquem: como pode uma pesquisa feita com 2 mil entrevistados em 190 municípios, que vai dar a média de 1 ou 2 entrevistados, para a corrida presidencial se sobrepor a 140 milhões de eleitores? É impossível fazer qualquer prognóstico com um número tão ínfimo de pessoas. Se as pesquisas fossem realizadas com 10 milhões de pessoas no Estado, aí teríamos alguma base, mas com 2 mil pessoas, é absurdo. Entre todas as pesquisas feitas até agora, o total de entrevistados não chegou a 150 mil. Eu até hoje não fui entrevistado em meu município. Não sei como são feitas essas pesquisas. Nem pela internet, nem pelo telefone e, principalmente, pessoalmente. Como dizia o macaco, eu só queria entender.

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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O QUARTO COLOCADO

Não é querer ser engenheiro de obra pronta, mas será que Geraldo Alckmin ainda não percebeu por que não decolou nesta eleição? Em julho, desdenhava o bom desempenho do atual líder nas pesquisas dizendo que a campanha de verdade só começaria com a propaganda eleitoral na TV. Pelo tempo na TV, fez acordo com o centrão, aparecendo nos noticiários ao lado de Valdemar Costa Neto, Paulinho da Força e outras tenebrosas figuras de reputação duvidosa. Nos debates, gosta de citar números, cifras, siglas e estatísticas, coisas que não impressiona o eleitor médio, além de usar técnicas fajutas de neurolinguística. Em campanha, visita associação comercial, comissão da Unicef, grupo de "líderes" locais, mas nunca consegue reunir multidões nas ruas. Ultimamente, ao atacar o líder, passa a impressão de ser cínico e oportunista barato. Por tudo isso, estar hoje em quarto lugar nas pesquisas já é lucro... 

Sergio Araki Yassuda sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

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GERALDO ALCKMIN

Discordo da leitora sra. Mara Montezuma Assaf ("Canto do Cisne", 28/9, A2). O ex-governador Geraldo Alckmin não terminou sua carreira política, pode ainda ser vereador em Pindamonhangaba.

Ademar Birches Lopes ademarblopes@hotmail.com

Ribeirão Preto

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O TIRO PELA CULATRA

Vendo os resultados das pesquisas de intenção de voto na campanha eleitoral brasileira, lembro-me da campanha eleitoral de 2016 norte-americana, quando as pesquisas apontavam a candidata democrata Hillary Clinton disparada na frente de seus adversários, Donald Trump e Gary Johnson. Ela atacou tanto o candidato Trump que o tiro saiu pela culatra. Assim como lá me parece que vai ser aqui. O maior candidato às eleições de 2018, Geraldo Alckmin, do PSDB, fortíssimo adversário do PT, esqueceu-se de atacar seu maior opositor e resolveu atacar o candidato Jair Bolsonaro, do PSL. Em vez de subir nas pesquisas, ajudou o PT a disparar, mesmo com Lula na cadeia e a maioria de seus representantes presa e respondendo a processos, acusada de corrupção - como seu candidato à Presidência, Fernando Haddad, também acusado de corrupção pelo Ministério Público. Aqui, como lá, parece-me também que o tiro sairá pela culatra. A campanha do PSDB de Alckmin é um desastre a céu aberto, que só beneficia o PT, além de ajudar Jair Bolsonaro a continuar em evidência e se destacar em primeiro lugar nas pesquisas. Lembram-se daquela velha frase "fale bem ou falem mal, mas falem de mim"? Pois é, valeu para o PSL, e o PT só deita e rola.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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TIRO NO PÉ

Senhor Geraldo Alckmin, quanto mais o senhor ataca o candidato "da bala", mais nós, eleitores do PSDB, aderimos a ele.

Reinaldo Cammarosano tatocammarosano@hotmail.com

Santos

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AS URNAS E A AUTORIDADE DO STF

O ministro presidente do STF declarou que qualquer que seja o resultado da eleição, ele será respeitado. Bem, não poderia imaginar outra opinião, a menos que a votação eletrônica mostre alguma coisa diferente do que imaginamos, ainda que somos os únicos no mundo que votam crendo nestas caixas eletrônicas. A credibilidade é posta em dúvida quando se sabe da existência dos experts capazes de quebrar códigos e entrar em programas talvez mais difíceis que o existente nesse tipo de escolha. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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'UM PAÍS COMO REFÉM'

Análise perfeita da situação a que chegamos foi feita por Vera Magalhães em seu artigo "Um país como refém" (30/9, A10): o ex-presidente Lula, de dentro de sua cela (?!), coordenou a escolha de Bolsonaro para ser o adversário do PT num segundo turno. E o fez de maneira a que os partidos do centrão e os mais "considerados" politicamente, não se apercebendo de que estavam sendo os "inocentes úteis" da trama, escolheram o capitão para ser o mais atacado e injuriado (inclusive em sua vida pessoal). "Fazendo o diabo" - como disse a ex-presidente expulsa do cargo antes que acabasse com o País. Só nos resta, agora, escolher entre um partido que em 13 anos levou o Brasil à situação de debacle financeira e moral em que está - e que nós já conhecemos como procede para tanto - e outro que possa evitar esse desastre. Por evidente, não vinculado ao "poste sem luz própria" e à esquerda gramscista do Foro de São Paulo. Isso, e só isso, poderá ser nossa salvação. Ainda que façam algumas ressalvas ao modo franco e direto de que se utiliza. Exorbitadas, é claro, pelos adversários e pelos mais "influenciáveis". O País não aguentará mais quatro anos (ou mais, como pretendem) de PT. Não aguenta mais a insegurança existente, o sofrimento dos desempregados, os calotes internacionais que vem sofrendo, a "educação" ao jeito petista, o fechamento de empresas, os "negócios" em que tantos enriqueceram sob as asas do desgoverno, etc., etc. A responsabilidade é nossa. Cumpramos com o nosso dever para com a Pátria.

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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'SÓ PROBABILIDADES MATEMÁTICAS'

Por mais de 25 anos, fui leitor de outro grande jornal paulistano, mas cansei-me de só ler artigos políticos tendenciosos, contrários ao bom princípio do jornalismo, que é narrar fatos reais, acurados e verdadeiros, sem tendências políticas ou ideológicas. Ontem, data em que comemorei meus 60 anos de vida, tornei-me um novo assinante do "Estado" e recebi de presente o maravilhoso artigo de Flávio Tavares, "Só probabilidades matemáticas" (2/10, A2), que discute exatamente o que devemos esperar dos candidatos presidenciais: que mostrassem os seus feitos e explicassem à população os seus erros passados, e não que ficassem atacando seus adversários. Obrigado ao "Estado" por me dar novamente o prazer de ter uma boa leitura num jornal.

Silvano Wendel snwendel@terra.com.br

São Paulo

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QUEM AVISA AMIGO É

A propósito do editorial "Teste institucional" ("Estado", 27/9, A3), chamou-me a atenção a forma como o jornal procurou nivelar praticamente como "iguais" (!) supostas ameaças à nossa democracia representadas, segundo se infere das referidas linhas,  pelas candidaturas Bolsonaro (à direita) e Haddad (à esquerda).  Não entendi, sinceramente, a menção ao candidato Bolsonaro no contexto referido. Sejamos honestos, o próprio editorial relata as constantes invectivas dos governos petistas contra nossa estabilidade democrática e institucional (mensalão, petrolão, "Soviets", etc.), enquanto não relata ameaça alguma vinda do "outro lado", salvo o (meritório) alerta feito por Bolsonaro para o perigo que representam o PT e suas conhecidas bandeiras liberticidas - inclusive a advertência para a possibilidade de o Brasil, futuramente, tornar-se uma nova Venezuela, dadas as sabidas identidades entre o Partido dos Trabalhadores e o chavismo. Tal advertência de Bolsonaro não autorizaria, em minha modesta opinião, interpretar as palavras do candidato que hoje pontua as prévias eleitorais como maquinação de algum golpe, autogolpe ou virada da mesa em nosso país. Sua fala, a meu juízo, deve ser interpretada de forma positiva, na linha do dito "quem avisa amigo é", até porque a ameaça petista, para quem tem olhos de ver, está longe de ser imaginária; é real. Acredito-me longe de estar isolado nesse julgamento. 

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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AS INSTITUIÇÕES

Felizmente, acontece de as instituições brasileiras funcionarem em nosso Estado Democrático de Direito. Entretanto, como bem lembrado no editorial de 27/9 do "Estadão", o PT, enquanto no Executivo, buscou solapá-las, Judiciário e Congresso Nacional, em particular. No varejo, deturpou a educação básica, aparelhou o ensino superior, interferiu nos fundos de pensão, buscou cercear a imprensa, apaniguou artistas do caos com a Lei Rouanet em cenários dignos do maligno e até na Embrapa conseguiu inverter valores, sem esquecer a Petrobrás, o BNDES e os Correios. A volta do PT ao poder significará para esta canalhada portas escancaradas para que cada vez mais as instituições sejam solapadas. Embora o cenário seja de radicalismos à esquerda e à direita, penso que pela direita as instituições estarão menos sujeitas a psicopatas, já que o "centro" não tem opinião, apenas umbigo e apetite por verbas, salvo raras exceções que, infelizmente, não alcançam as massas.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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O VICE DE JAIR BOLSONARO

O general Hamilton Mourão não é papagaio, tem ideias próprias e não é como todos os outros candidatos que acordam pela manhã e saem falando e repetindo as palavras das "aulas" que seus marqueteiros ensinaram durante a madrugada anterior. O que o general disse sobre o 13.º salário e pagamentos adicionais nas férias dos empregados - que, segundo ele, seriam "jabuticabas" brasileiras - é uma realidade que pesa nas empresas do País. Para tanto, basta ouvir os empregadores e empresários deste país. Agora, falar o que pensa não é pecado e não vira lei de repente. Acho salutar os políticos deixarem de ser papagaios e emitirem opiniões próprias.

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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MOURÃO E O 13.º SALÁRIO

Por que será que Mourão, vice de Bolsonaro, quer acabar com o 13.º salário e o adicional de férias? Por que ele não falou nada sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR)? Além de fazer um agrado para os empresários e banqueiros, que terão suas despesas com funcionários reduzidas, o governo também economizaria bastante, não tendo de pagar essas verbas aos funcionários públicos e, principalmente, o 13.º salário para os aposentados. Com essa economia, daria para melhorar os salários dos militares e deixá-los contentes, até para fecharem os olhos, se o governo assassinar a Constituição federal. Sinceramente, não sei quem é mais fatal para o nosso país: Bolsonaro ou Haddad. Mas o interessante é que a nossa morte se dará pelo voto, de forma democrática. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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SABOTAGEM

Volta da CPMF, fim do 13.º e do adicional de férias... Quem estará pagando para o guru econômico e o vice de Bolsonaro falarem de corda em casa de enforcado?

Délcio Nogueira dos Santos delciosantos@gmail.com

São Paulo

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A CONSTITUIÇÃO EM FOCO

As propostas de Constituinte exclusiva, defendida por Fernando Haddad, e de anteprojeto de Constituição apresentada por notáveis, apregoada pelo general Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro, são maneiras de reduzir o quórum para maioria absoluta com uma ou no máximo duas votações. O objetivo é driblar a necessidade de maioria qualificada de 3/5 dos membros em duas votações para reformas constitucionais, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. A ideia da Constituinte exclusiva foi utilizada recentemente na Venezuela. A proposta de apresentação de um anteprojeto por notáveis ocorreu no Brasil com a Constituição de 1967. Moldar as instituições políticas aos próprios interesses degenerou no comunismo (Stalin), no fascismo (Mussolini) e no nazismo (Hitler). A atual ascensão de políticos autoritários, tanto à esquerda quanto à direita, mostra o risco de como a democracia pode morrer lentamente quando as instituições são controladas por personagens autoritários.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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TOFFOLI E O 'MOVIMENTO DE 1964'

Como ex-aluno do Largo de São Francisco e defensor público, gostaria de repudiar a infeliz e insensata declaração do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que chamou o golpe militar de 1964 de "movimento de 1964", num claro desserviço à democracia. Toffoli revela desconhecer a história recente do País, os anos de chumbo com ditadura militar, tortura, censura e fim da democracia (1964-1985), que tantos males causaram ao País. Mais grave ainda é o fato de tal declaração ser dada às vésperas da eleição, quando temos um candidato fascista e abertamente a favor da volta da tortura com chances reais de ser eleito presidente. Ao mesmo tempo, há que cumprimentar o C.A. XI de Agosto, do Direito/USP, que repudiou com veemência a fala de Toffoli, seu ex-dirigente no início dos anos 90. O XI deveria considerar Toffoli oficialmente como "persona non grata".

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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O GOLPE DE TOFFOLI

Está na Constituição de 1988 que as Forças Armadas estão hierarquicamente subordinadas ao Poder Executivo, sob o comando do presidente da República. Logo, se derrubam o presidente e assumem o poder, fica caracterizado um golpe de Estado. Nesse sentido, a narrativa do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, negando a existência do golpe, que chamou de "movimento de 1964", é um verdadeiro golpe neste período da história do Brasil.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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CAINDO A FICHA

Já faz alguns anos o respeitado constitucionalista Ives Gandra da Silva Martins definiu o fato histórico de março de 1964 como uma reação democrática da sociedade brasileira, com a participação de todos. Disse mais, que o período que se seguiu pode ser considerado como um regime de exceção, com subdivisões, nas quais a última, após 1979, com a promulgação da Lei da Anistia, só não se votou diretamente para presidente. O ministro Dias Toffoli reconheceu isso de público e por isso já é imediatamente patrulhado pelas esquerdas, a minoria barulhenta de sempre. 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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BRASIL-VENEZUELA

O que impede o ministro Aloysio Nunes, das Relações Exteriores, que ainda não apoiou o processo do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o venezuelano Nicolás Maduro? Acha que lá é democracia?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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LUTO

Dois cantores de sucesso partiram nos últimos dias: a brasileira Angela Maria e o armênio francês Azanavou. Vão deixar a história de suas lendárias apresentações. Azanavour, conhecido no mundo todo e com mais de 90 anos, ainda viajava o mundo que ele conseguiu encantar pelas belas canções que mostraram sua simpatia pela vida. Ficará a nostalgia em relação a ambos.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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