Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2018 | 03h00

POLÍTICA E CORRUPÇÃO

Eleições e participação

Às vésperas das eleições, temos dois presidenciáveis no topo das pesquisas: um que se diz salvador da pátria, embora seu isolamento terapêutico o tenha poupado de esclarecer como o fará, dados os seus medíocres mandatos legislativos e a total inexperiência em gestão pública; o outro navega embarcado numa nau capitaneada por um condenado encarcerado, que ecoa para seus seguidores o ritmo dos remos buscando impulso para romper as ondas da ordem institucional da Nação, prática que seu passageiro, se eleito, indica que vai continuar. Diante dessas candidaturas desanimadoras, torna-se oportuno refletir sobre como chegamos a este caos. Uma das razões é nosso persistente comportamento omissivo, sempre responsabilizando o “outro” pelo que fará, fez ou deixou de fazer. Outra é achar que é suficiente sair às ruas de quando em quando carregando faixas e bandeiras e depois se vangloriar disso como participação, não percebendo que esse comportamento eventual não altera nada e na maioria das vezes é usado pelo oportunista de plantão, como se está vendo nestas eleições. Por fim, temos de nos conscientizar de que a solução é a participação constante, seja na rua, no bairro, na cidade, na escola de nossos filhos, na crítica e cobrança pelos atos dos gestores e legisladores. Ou exercemos plenamente nossa soberania e nosso poder de cidadãos, ou estamos fadados a enterrar o futuro de nossos filhos e de gerações vindouras.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Desastre petista

Parabéns pelo editorial Números do desastre petista (4/10, A3), destacando que “a trágica herança deixada pelos últimos anos da era lulopetista fica evidente nos dados do IBGE. Em 2016, o Brasil perdeu 70,8 mil empresas, o que resultou na demissão de 1,6 milhão de pessoas”. Trata-se de análise fundamentada em dados estatísticos indiscutíveis e que mostra claramente o risco que estamos correndo nestas eleições. “São números que o eleitor deveria levar em conta quando for depositar seu voto domingo”, adverte o editorial. As pesquisas indicam que a eleição presidencial será decidida entre Jair Bolsonaro e Fernando Hadad, no primeiro ou no segundo turno. O que podemos esperar dessas duas opções? De um lado, as dúvidas levantadas pelos adversários, por setores da grande mídia e artistas sobre se teremos um governante pouco democrático e sem apoio dos políticos; de outro, com o PT não existem dúvidas quanto a um governo que não buscará nenhuma conciliação com os vencidos e já tem bandeiras bem definidas, como dar força ao Foro de São Paulo para nos tornar uma Venezuela continental, ensino com ideologia de gênero, aparelhamento do Estado para eternizar o conluio com grandes bancos e empreiteiras e afrontar o Judiciário para liberar do cárcere seu líder condenado (e, por isonomia, dezenas de empreiteiros, bicheiros e políticos corruptos já condenados em segunda instância e cumprindo pena). É chegado o momento de deixar de lado purismos e utopias e decidir com pragmatismo. Entre a certeza do mal e a possibilidade de algo melhor devemos todos conscientizar-nos do alto risco de retrocesso e votar com pragmatismo para cortar o mal pela raiz já no primeiro turno.

FRANCISCO PAULO URAS

francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

Não existe uma terceira opção: é Jair Bolsonaro ou Fernando Haddad, o poste de Lula. Você decide, caro eleitor. Se Bolsonaro se eleger no primeiro turno, estará tudo resolvido. Caso contrário, corremos o risco de perder para o petismo e aí volta tudo de novo: Lula sairá da prisão e vai mandar na Presidência da República. É isso que o eleitor quer? Vamos deixar de romantismo, idealismos e de fidelidade inútil. Os demais candidatos não têm a menor chance de ser eleitos, todos sabem disso. Vamos, sim, para o voto útil.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

Hora de pôr os pés no chão

“Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia...” – trecho de Como uma Onda, de Lulu Santos. Se a situação do Brasil atual pudesse ser representada por uma frase, certamente seria essa. Ganhe nas próximas eleições Jair Bolsonaro ou Fernando Haddad, nem adianta comparar com os chamados anos de chumbo ou com os mais recentes, quando fomos apresentados ao maior roubo cometido por um governo, em todos os tempos e lugares. Quanto ao primeiro, nada, absolutamente nada faz crer que haverá uma repetição do governo militar. Bolsonaro apenas quer pôr um freio numa sociedade que há muito tempo perdeu os valores mais primordiais para o desenvolvimento de uma nação. Poderá ser eleito de forma democrática, conforme desejo da maioria. E nada será igual com Fernando Haddad, haja vista uma série de declarações sobre o que os petistas pretendem fazer ao ganhar. Também poderá ser eleito de forma democrática, mas é o trecho final da estrada que nos levará à Venezuela – falta muito pouco. Que se respeitem todos os que querem outros candidatos, estamos numa democracia, mas vamos pôr os pés no chão, eles não têm chances. Então, teremos de tomar um rumo, se não agora, no final do mês. Por pior que seja o voto útil, que se acabe com esse inferno já no próximo domingo. No mínimo, seria uma grande economia para os cofres públicos do Brasil.

MARCIA MEIRELLES

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

Alternância no poder

Argumento definitivo: se a organização criminosa vencer a eleição, sob o comando do presidiário Lula, o poder será definitivamente “tomado”, como quer e já anunciou o também condenado ideólogo do PT, José Dirceu. Se, entretanto, vencer o candidato Jair Bolsonaro ou outro não comprometido com o PT, mesmo que não se apresente como um bom governo, a perspectiva de tempo será apenas de quatro anos. Democracia é isso, alternância de governo! 

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

São Paulo 

Ecos de 2015

Em 2015 os brados dos manifestantes foram “fora Dilma!” e “Lula na prisão!”. Conseguiram. Por coerência, agora hão de votar por fora PT, Lula, Dilma, Haddad e, claro, corruptos na prisão! Conseguirão?

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

PT nunca mais

Haddad foi considerado pelos paulistanos, em pesquisa, o pior prefeito da História de São Paulo. Logo, num Brasil que está na UTI, Haddad é incompetente para salvar o doente.

ROBERTO HUNGRIA

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

MAIS UMA VEZ

No dia seguinte à eleição de 2014, que reelegeu Dilma Rousseff para a Presidência da República, foi publicada carta minha neste espaço com os dizeres "cada povo tem o governo que merece" ("Fórum dos Leitores", 27/10/2014). Naquele momento, a eleição de Dilma era, e se confirmou, tragédia anunciada. Salvo algum milagre de última hora, no próximo domingo mais uma vez o povo brasileiro encaminhará o pleito para escolher não o que é bom para o País, mas o que há de pior. Seja no primeiro ou no segundo turnos, o cenário que se vislumbra é de que o vencedor será ou Jair Bolsonaro (PSL), candidato de extrema-direita, ultraconservador, que pouca ou nenhuma simpatia tem pelas liberdades individuais e que já declarou inúmeras vezes nada ter contra autogolpes ou ditaduras militares; ou Fernando Haddad (PT), um dos piores prefeitos que a cidade de São Paulo já teve, um vassalo assumido a serviço do partido que criou 13 milhões de desempregados e cujos líderes máximos, Lula e José Dirceu, representantes da esquerda populista velha e obsoleta, instituíram sem nenhum pudor a corrupção sistêmica no Brasil como forma de perpetuação de poder. Sim, mais uma vez o povo brasileiro terá o governo que merece. E, a partir de 1.º de janeiro de 2019, só nos restará olhar para o céu, não para adorar a Deus, como propõe cabo Daciolo, mas para pedir misericórdia. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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'QUESTÃO DE TEMPO'

Disse o grande guru José Dirceu que "tomar o poder é uma questão de tempo", já que interessa o poder, não necessariamente a eleição. Portanto, o falso "guerreiro do povo brasileiro", que teria lutado (?) contra a ditadura, deixou claro e sem qualquer constrangimento que aquilo que houve foi uma disputa de ditaduras, um embate apenas para ver qual das ditaduras se sairia melhor. Para quem quiser enxergar, também ficou claro que Dirceu combaterá o governo de quem for eleito, como fazem atualmente os adeptos de seu bando com o governo Temer, pois sabedores de que no mundo existem crédulos para tudo. Afinal, denegrir opositores é sua marca patenteada. Vade retro!

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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UNIÃO INTELIGENTE

Todas as pesquisas de intenção de voto nestas eleições apontam que Bolsonaro e Haddad irão para o segundo turno, deixando para trás os candidatos mais moderados. O que eu não entendo é por qual motivo estes ainda não se uniram em torno da candidatura de Ciro Gomes (PDT), que está em terceiro lugar, abrindo mão das suas candidaturas a favor de Ciro. Com tal união, certamente, alcançariam o segundo turno, com enormes possibilidades de vitória. Os atuais candidatos que se retirariam a favor de Ciro poderiam até ocupar alguns ministérios de acordo com os seus perfis técnicos. Se não se unirem, vão morrer na praia e o País poderá passar por situações difíceis, pois na atual conjuntura um governo de extrema-direita ou esquerda não seria o melhor caminho.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo 

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O MITO SALVACIONISTA

Cegueira dos brasileiros em acreditar num herói salvador. Com bolsonarismo, petismo ou cirismo, o projeto é o mesmo: o poder. Na fantasia se pode tudo, na realidade, não. Acorda, Brasil.

Alice Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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CHEGA DE ILUSÃO

Os eleitores brasileiros continuam tendo a ilusão de que surgirá o salvador da pátria para resolver todas as mazelas que acometem o País desde a época do império. O grande homem, sem pecados, com valores nobres, honesto, correto, disciplinado, que encarne todos os anseios da Nação. A fé sempre supera a razão. Depois da reabertura, já tivemos o caçador de marajás, o operário que se comparou a Deus, e agora estão depositando todas as esperanças no Messias. Às vezes, fé demais é prejudicial. Um pouco de razão e ceticismo não fariam nenhum mal ao Brasil neste momento. Chega de ilusão.

Elisabete Darim Parisotto beteparisotto@gmail.com

São Paulo

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RETA FINAL

Interessante: onde estão os petistas que diziam que era mais fácil de ganhar de Bolsonaro do que de outros candidatos? Seria este caso semelhante ao dos banqueiros que "tirariam a comida da mesa dos pobres" se Marina Silva fosse eleita? Ou já estarão dando a eleição por perdida e tentando encontrar um pretexto para explicar a derrota para a militância?

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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TIRO NO PÉ

O movimento #elenão, de protesto contra o candidato Jair Bolsonaro, favoreceu o candidato do PSL, segundo pesquisa divulgada na segunda-feira. Donde dá para concluir que Bolsonaro é como fermento: quanto mais batem, mais ele cresce. Um aceno positivo vem do mercado, que está eufórico: a Bolsa de Valores disparou quase 3% e o dólar voltou a ficar abaixo de R$ 4 com a recente pesquisa do Ibope. Sinal de que o candidato não amedronta a economia do País. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A REAÇÃO DO MERCADO

A ascensão nas pesquisas eleitorais do postulante ao Planalto pelo PSL, Jair Bolsonaro, mostrou que o mercado financeiro está otimista com o possível ministro da Fazenda Paulo Guedes. A queda do dólar e a subida íngreme da Bolsa comprovaram que os candidatos comprometidos com a aprovação da reforma na Previdência e a não revogação da reforma trabalhista tendem a fazer uma boa administração. Governando com apenas dois partidos, o PSL e o PRTB, Bolsonaro poderá utilizar pessoas mais técnicas em seus ministérios e obter retornos imediatos que poderão devolver os empregos perdidos ao País, juntamente com a autoestima da classe trabalhadora. Reduzindo o Estado, conforme foi prometido, os bilhões que são desviados anualmente das nossas estatais por governos inescrupulosos deixarão de ser fonte de receita para projetos de perpetuação de poder e autoenriquecimento.

Thiago Andrade thiagocandrade@gmail.com

Recife

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ESPERANÇA

Não resta a menor dúvida de que Bolsonaro encontrará grande dificuldade para governar este país, pois contará com a ação deletéria dos adversários de esquerda que tudo farão para infernizar sua vida e a dos brasileiros. Entre estes, espero não estarem incluídos os eleitores do tucano Geraldo Alckmin nem os políticos do PSDB, pois imagino que tenham mais consciência cívica e patriotismo, sabedores de que estamos no mesmo barco e de que, se ajudarem a remar, o resultado será muito melhor para todos. Para bem governar, Bolsonaro terá obrigatoriamente de fazer aprovar as reformas estruturais que nos tirarão a economia do marasmo e até do caos. Precisará de aliados para isso, mas não sei se haverá real interesse desta classe política em melhorar o Brasil. Sem as reformas, não haverá a retomada do crescimento econômico, não será controlada a falência da indústria nem o desemprego e a inflação, herança mais que maldita do populismo irresponsável do lulopetismo que nos espoliou por 14 longos anos. Espero que Bolsonaro consiga levar à frente este país, ele é a nossa esperança de interromper um ciclo nefasto de nossa história.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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FUTURO NEGRO

Acho incrível que pouco ou quase nada se fale na imprensa da importância do fortalecimento das empresas, da indústria e do comércio para o crescimento da oferta de emprego no País. Quem esta gente petista, por exemplo, acha que lhes oferecerá trabalho? Não sou empresária, nem industrial, nem coisa nenhuma, mas este pensamento me parece tão óbvio! E ninguém fala nisso. Coitados dos milhões de desempregados, se o PT voltar ao poder. Serão os primeiros a sofrer as consequências.

Lucia Mendonça luciamendonca@terra.com.br

São Paulo

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O VICE

Tudo leva a crer que o sr. Bolsonaro é, no momento, um candidato fortíssimo a se tornar presidente. A voz das urnas é indiscutível e cabe à Nação aceitar sua manifestação. Contudo, entre outras, tenho uma séria preocupação: o seu vice. O homem ou está deslumbrado com a possibilidade de ser eleito ou pensa fazer valer sua patente de general em relação à do seu companheiro de chapa, que é capitão. Se não, como explicar que o candidato a vice continue falando de 13.º salário - que ele chamou de "jabuticaba" brasileira -, quando já tinha sido proibido de fazê-lo pelo senhor Bolsonaro? Agora ele quer ensinar aos empresários como fazer para aliviar a pressão do dito 13.º no fim do ano, parcelando-o ao longo dos meses do ano. Mas o que se passa na cabeça deste senhor imiscuindo-se em assunto que não é da sua alçada, fazendo sugestões sobre algo que duvido tenha aprendido na caserna. Se como candidato o senhor Hamilton Mourão tem essa ousadia, fico imaginando como será em caso de vitória, quando for empossado. Vai enquadrar o presidente?

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

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13.º SALÁRIO

O "economista" Mourão se esquece de que o 13.º, embora represente um custo, impulsiona o comércio e gera impostos. O que deve ser combatido é, sim, o 14.º salário oficial ou disfarçado para muitos setores privilegiados.

Fábio Duarte de Araujo fabionyube@visualbyte.com.br

São Paulo

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PRENDE E SOLTA

Julgo que o capitão reformado do Exército Jair Messias Bolsonaro deva mandar prender o general da reserva Antônio Hamilton Martins Mourão por... insubordinação. Penso que o professor do ultraliberal e pró-mercado do Insper, Fernando Haddad, mandará soltar o Lula por... subordinação.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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NOSSO VOTO

Dia 7 de outubro teremos eleições para presidente, governadores, senadores e deputados estaduais e federais. A responsabilidade é enorme e devemos ponderar sobre em quem votar. Afinal, são eles que vão instituir e aprovar as nossas leis e nos governar. Nós, eleitores, estamos incrédulos com a maioria da classe política brasileira, diante de tanta corrupção e inércia dos eleitos. Porém votar nulo ou em branco é um "protesto" que só vai beneficiar os perversos e corruptos. E em quem votar? Candidatos de direita, centro ou esquerda? Os termos "esquerda" e "direita" surgiram na Revolução Francesa, no século 18, e parte do mundo os adotou de forma equivocada. Os partidos de esquerda do Brasil defendem o socialismo, mas o PT, por exemplo, defende e apoia Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, etc., países onde o povo não tem liberdade e todos são controlados pelo governo. Enfim, dias menos sofridos no futuro dependem de nosso voto!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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A REPULSA DO ELEITOR

A cidadania está sendo coerente com manifestações anteriores e agora atualizadas em objetivos resumidos em "Fora PT" e "Corruptos na Prisão". Não acredito em nenhuma iniciativa contra a ordem democrática por parte de Bolsonaro eleito, como adversários e elementos da mídia/imprensa insinuam com maledicência e malícia. O eleitorado decide pelas repulsas explicitadas. Significam quebras de paradigmas, uma afirmação cultural.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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A RESPONSABILIDADE

Meus caros companheiros do "Estadão", com quem há tanto tempo venho acompanhar e compartilhar opiniões sobre temas nacionais, regionais, sociais e morais. Vamos dar um passo à frente? Vou votar em Bolsonaro, embora as teses de Alckmin sejam razões mais que contundentes para nele apor meu voto nas urnas, embora fraudadas pelo vergonhoso ambiente familiar de que nada muda, como FHC bem disse e José Dirceu fortaleceu que "é só questão de tempo". Vamos dialogar com Bolsonaro, que nada sabe de economia, mas tem boas intenções quanto a viver no amor à Pátria. 

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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PARANOIA

Lendo a maioria das cartas deste "Fórum dos Leitores", percebo que os "Napoleões de hospício" e paranoicos como Cabo Daciolo não estão sozinhos. O que é o bolsonarista, senão um malufista de anteontem, um tucano de ontem e um lulista de ocasião, como as bancadas BBB (boi, bala e "Bíblia")?

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

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PRESENTE

Lula já nos deu de presente Fernando Collor. Agora, está embrulhando para presente Bolsonaro!

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

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TRAMBICAGEM

A "tigrada" petista, assessorada pelo PCdoB, novamente, foi pega com a mão na botija. Desta vez, pela eterna inércia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram pegos com material de campanha eleitoral que retratava o demiurgo presidiário Lula da Silva como candidato oficial do PT à Presidência do Brasil. O material, considerado subversivo, estava circulando na Bahia e em Minas Gerais - reduto eleitoral do "poste" Dilma Rousseff -, e confunde o eleitor desavisado. Esta é mais uma trambicagem da "tigrada" petista que o Brasil não quer!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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RÉQUIEM

O ano de 1964 prenunciava, para o Brasil, nuvens vermelhas, encimadas dos temíveis foices e martelos, quando surgiram os militares para pôr ordem na casa de mãe Joana. O povo está tão temeroso do retorno ao poder de quem esteve mais de dez anos lá e só fez vampirizar o País, que redutos do lulismo e do PT, xiitas por DNA, estão sendo conquistados por Bolsonaro na sua avassaladora arrancada para o Palácio do Planalto. Não tenhamos dúvida de que a vitória do candidato do PSL à Presidência marcará uma nova aurora. No velório do PT, o ex-ministro Antonio Palocci fará as exéquias que a cerimônia merece, ou seja, a última pá de cal-virgem. Só cabem as lágrimas copiosas dos petistas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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COMO CRIANÇAS INDEFESAS

Não há previsão institucional para lidar com o fato de uma quadrilha criminosa ter alcançado a presidência da República. As instituições brasileiras são como crianças indefesas numa escola invadida por um franco atirador armado até os dentes. Lula e Dilma são dois criminosos que alcançaram a Presidência da República roubando o País. Essa verdade se torna cada vez mais cristalina com a delação do número 3 da quadrilha, Antônio Palocci. Assim como Lula e Dilma infiltraram diretores e presidentes na Petrobrás para roubá-la, eles infiltraram juízes no Supremo Tribunal Federal (STF) e em outras altas cortes de Justiça. E não há previsão para afastar esses juízes de seus cargos vitalícios. É como se Paulo Roberto Costa não pudesse ser afastado da Petrobrás. Graças à ingenuidade das instituições brasileiras, o País terá de engolir juízes como Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski no STF até que eles se aposentem. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CONHECE MUITO

Nestes últimos anos conhecemos muitos arapongas. Alguns cantaram, outros declamaram ou delataram e estão presos. O mais novo delator, Antonio Palocci, ligou o ventilador e fez um pequeno estrago. Tem muito ainda a falar. Aguardemos. Outros, mesmo sem cantar, também estão na cadeia. Pensaram se Zé Dirceu ficar zangado e resolver dar um telefonema? Por hora, fora da prisão (em vias de retornar), dança, reclama, declama, lançou até um livro. Deu entrevista (sinistra) exclusiva a um jornal espanhol, quando ameaçou "o PT vai tomar o poder". Quando está em evidência, como nestes tempos, os "chegados", tremem, suam frio, sentem calafrios, vai que o cara surta. Sabe muito.

José Perin Garcia jperin@uol.com.brentilador 

Santo André

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CULTO À PERSONALIDADE

O desespero do PT nesta eleição é estampado diariamente nas camisetas do candidato "Andrade" e dos que o ladeiam nos palanques, ostentando a cara raivosa do barbudo "Lulla". Como é possível um partido, em pleno século 21, viver de tão exacerbado culto à personalidade de um líder sindical, condenado e preso? E ainda quer que o Brasil lhe devolva o poder pela mão de tão estranhos personagens, tipo mortos-vivos, sem o menor resquício de personalidade. 

Paulo Mario B. de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

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FALHOU

Haddad vai ser enquadrado pelo partido. Tem aparecido na mídia sem usar a camisa vermelha com efigie do guru preso. 

F. G. Salgado Cesar fgscesar@hotmail.com

Guarujá

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VISITA AO PRESÍDIO

Candidato Haddad, qual o recado do presidiário que você trouxe aos eleitores do "13" de dentro da cadeia?

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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DIFERENÇA PROVIDENCIAL

Haddad é Lula? Ainda não: Haddad só tem 55 anos, enquanto Lula tem 72. Faltam-lhe 17. Mas não precisa se preocupar que, muito em breve, o eleitor lhe brindará com o que lhe falta.  

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PRESIDIÁRIO FOLGADO

A corriola petista não se toca. Não tem senso de ridículo. Queria que jornalistas entrevistassem Lula na cadeia. A Justiça negou o absurdo e o privilégio. Depois, exigiram que o sentenciado ex-presidente votasse, domingo, dentro da cela. Outra pantomima negada pela Justiça do Paraná. Não demora Gleisi, Lindbergh e companhia vão querer que Lula saia da cadeia para ir ao Programa do Faustão e ao jogo do Corinthians. Dependendo do ínclito ministro do STF Ricardo Lewandowski, Lula poderá inclusive sair da cadeia, onde cumpre pena de 12 anos e 1 mês, para ir ao Vaticano receber a bênção do papa Francisco. Tudo pela salvação do Brasil. Vamo nóis!

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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A DEFESA DO PADRE

Seria trágico, se não fosse triste, ver a figura de um padre, o reitor do Santuário Nacional de Aparecida, padre João Batista de Almeida, pedir tolerância aos fiéis e católicos de todo o nosso país, sobre o tema deste ano, que é a Restauração. Mas foi este mesmo senhor Padre João Batista de Almeida que abriu as portas deste mesmo santuário pedindo a liberdade do presidiário-mor de Curitiba. Padre, está na hora de o senhor rever seus votos.

Cláudio Nogueira nogueira.rededifusora@gmail.com

Taubaté 

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RADICALIZOU

Eu acho que Geraldo Alckmin (PSDB) seria o melhor candidato à Presidência, mas está no momento errado, com o discurso errado. Os eleitores estão decepcionados e intolerantes com o "status quo" e com "sangue nos olhos".

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PERDEU O BONDE

"Faça o que eu digo, não faça o que eu faço" parece ser o mote do candidato tucano Geraldo Alckmin. Inconformado com o apoio da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, o tucano disse que o anúncio dos ruralistas seria "desrespeitoso" consigo. Quem, todavia, o vê pregando "respeito" pode até pensar que Alckmin não tem aproveitado seu latifúndio de tempo no rádio e na TV para atacar de forma suja e desrespeitosa o candidato do PSL - que convalesce de atentado e mal tem 8 segundos no rádio e na TV, fazendo uma campanha verdadeiramente franciscana em termos de recursos físicos e financeiros. Todos viram a edição mais que desrespeitosa que a campanha tucana fez ao exibir vídeo de antigo bate-boca entre Bolsonaro e a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), procurando dar a entender que ele tivesse insultado "todas as mulheres", e não respondido (à altura) às calúnias a ele dirigidas pela petista. Isso entre outras patranhas e baixarias de sua campanha. Pelo que se vê das prévias, de pouco adiantou a velhacaria - bem típica da velha política que todos queremos superar - e Alckmin segue empacado em um dígito a poucos dias da eleição. Pelo visto, perdeu o bonde (novamente) e a culpa é toda sua. 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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ALIADOS OU TRAIDORES?

Quem pula do barco antes do primeiro turno das eleições não é aliado, é traidor. E é isso o que estamos acompanhando, um bando de traidores em busca apenas de dinheiro. Geraldo Alckmin (PSDB) foi detonado após o seu partido fechar coligação com o tal centrão, inclusive por mim. Agora, este bando de chupins já está puxando o saco de Bolsonaro e parece que ele está gostando, falando até em "governabilidade", e seus eleitores estão aplaudindo. A política do "toma lá, dá cá" seguirá firme e forte nos próximos quatro anos. A traição ocorre entre os aliados do próprio partido de Alckmin, PSDB. Na minha opinião, se Alckmin tivesse um pouquinho de amor próprio, abandonaria sua candidatura, para que seus eleitores pudessem se unir aos eleitores do candidato João Amoêdo (partido Novo) e, quem sabe, aí teríamos em quem votar no segundo turno. Mas desejar bom senso é uma falácia, e ao fim os verdadeiros traídos seremos nós, eleitores. Triste sina de ser brasileiro ou brasileira.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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CAMPANHA ELEITORAL

Depois de passar à História como o único candidato a ter menos votos no segundo turno do que no primeiro, em 2006, Geraldo Alckmin encerra sua participação na eleição deste ano como titular da mais desastrada propaganda eleitoral de que se tem notícia. A campanha se iniciou com uma cópia do filmete "Kill the gun", criado na Grã-Bretanha, seguiu com a imagem de uma bandeira do Brasil em que o dístico "ordem e progresso" era substituído pelo número 1533, sugerindo apoio de uma facção criminosa, e termina com uma sequência de frases absolutamente comprometedora. O candidato fala nos "responsáveis pelos escândalos de corrupção", para emendar dizendo que "nós estamos no meio deles".

Roberto Dufrayer robertodufrayer@gmail.com

Rio de Janeiro

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LIQUEFAÇÃO

Neste final da campanha, o PSDB é só um palito. O "picolé" derreteu...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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NUNCA MAIS

Não é engraçado que durante 15 anos em que o PSDB foi tripudiado e demonizado pelo PT não vimos uma carta sequer de Fernando Henrique Cardoso se defendendo do achincalhe à "herança maldita", como dizia "Lulla", ou preocupado com os rumos da economia do País? Mas agora, para ele, o problema é o candidato Jair Bolsonaro, que à frente nas pesquisas diz o que todos nós, brasileiros, queríamos ouvir do PSDB nesses 15 anos. Votei no PSDB durante 30 anos, enganada, pensando serem eles diferentes do PT. Mas agora, nesta disputa do "nós" contra "eles", ficou claro que o PSDB sempre fez parte do "nós", enquanto "eles, povo" ficaram enganados. PT e PSDB são farinha do mesmo saco e me sinto completamente enganada e frustrada por isso. O PSDB dos velhos caciques, nunca mais.   

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CARRO REMENDADO

Sabem aquele carro velho todo remendado, com portas de Chevette, paralamas de Brasília e capô de Fusca, que de vez em quando avistamos pelas ruas de São Paulo? Assim é o candidato a presidente da República Ciro Gomes em relação aos partidos. No mínimo, Ciro já pertenceu e/ou apoiou quase todos, já foi amigo de Fernando Henrique, de Lula, Dilma e Temer já foram seus ídolos. Agora, objetivando os votos de Lula que irão para o candidato Fernando Haddad, está gritando aos quatro ventos que somente ele poderá tirar seu ídolo-mor da cadeia. Pois é, candidato Ciro, quem te conhece não te compra. Nós, eleitores brasileiros, sabemos que vossa senhoria é daqueles que vai para onde o vento levar, o famoso Maria vai com as outras. Não estranharei nem um pouco caso vossa senhoria venha a apoiar Bolsonaro no segundo turno.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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FUGA DO DEBATE?

O Hospital Albert Einstein deveria entrar com uma ação de difamação contra o falastrão irresponsável Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência, pela ousadia de acusar um dos mais conceituados médicos deste que é um dos mais respeitados hospitais do País de ter assinado um atestado de saúde fajuto para Jair Bolsonaro. Como acusar o candidato Bolsonaro, que nem pode ser abraçado por conta da gravidade da facada covarde que levou há menos de um mês, de ter fugido do debate presidencial? Se Ciro anda delirando ao ponto de acreditar que Jair Bolsonaro tem medo de enfrentá-lo, já está se tornando um caso para camisa de força. Melhor voltar logo para o Ceará.

Candida L. Alves de Almeida almeida.candida@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Aquele encenador - Tiririca da terceira idade - defenestrado do Senado estar em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto dos eleitores paulistas é surreal, especialmente porque precisamos de sangue novo. Não precisamos de gente que use a tribuna para cantar, defender bandido internacional, etc. Pelo amor de Deus, paulistas, temos melhores opções! 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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'O PAPEL DA UNIVERSIDADE'

A leitura do editorial "O papel da universidade" ("Estado", 4/10, A3) e a entrevista do professor Boris Fausto ao jornal "Valor" fazem me sentir como se vivesse em outro planeta: a Universidade de São Paulo que eu conheço é muito diferente da descrita. O que eu vejo é uma alienação, com grande parte dos professores e pesquisadores olhando somente para o próprio umbigo. Outros, sobretudo em instâncias decisórias, colaboram com o desmonte da universidade e do hospital universitário iniciado no governo Serra e continuado com Alckmin.

Tibor Rabóczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo

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ELEIÇÃO E MEIO AMBIENTE

Os cineastas André D'élia e Fernando Meirelles realizaram um importante documentário que defende a preservação das florestas, não só da Amazônia, como o Cerrado brasileiro, a fim de garantir água e comida para todos os brasileiros. Pois, se a degradação ambiental prosseguir, sem que haja atitudes concretas para evitar estes danos ao meio ambiente, num futuro não tão distante como se pensa a população morrerá de fome e de sede. E, para evitar esse risco terrível, o filme discute o novo Código Florestal, aprovado pelo Congresso no ano de 2012, mas que segundo os produtores do filme contém falhas que devem ser corrigidas em defesa do meio ambiente, uma vez que a qualidade e a quantidade da água da qual se dispõe está estreitamente ligada à legislação ambiental. As florestas são muito importantes para a preservação do solo, da produção do café e de alimentos ricos, como o milho e a soja. O filme mostra técnicas agrícolas sustentáveis e bem-sucedidas através de depoimentos com cientistas, ambientalistas, ruralistas e agricultores sobre esse assunto. Por outro lado, retrata também casos de degradação ambiental que impedem o cultivo de alimentos e a criação de animais. Conhecimento e informação sobre como preservar a vida humana por meio da sustentabilidade são essenciais para uma produção rural saudável. Daí a urgência de políticas agrícolas que não só visem ao lucro, mas também as necessidades reais e indispensáveis da população. "A Lei da Água" teve sua pré-estréia no auditório do Ibirapuera dia 31/8/2014. O documentário foi premiado no Festival Brasil de Cinema Internacional como melhor filme na categoria "Nosso Planeta" e prêmio de Melhor Filme pela 4.ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. Estamos às vésperas das eleições e vale lembrar aos futuros governantes que serão democraticamente eleitos da importância deste tema tão carinhosamente elaborado nesta obra, uma vez que se trata de uma questão de vida e da beleza exuberante de uma de nossas maiores riquezas.

Nair Lúcia de Britto lucia.nair@yahoo.com.br

São Paulo

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CONVERSA MOLE

"Nada pode levar ao descrédito da Lei das leis", afirmou o ministro Marco Aurélio Mello. Os ministros do STF são os primeiros a não respeitar e também burlar a Carta Magna. Exemplos? Luiz Fux e o imoral auxílio-moradia; e Lewandowski, que livrou Dilma Rousseff da cassação dos direitos políticos. No primeiro caso, fere o limite constitucional dos proventos dos servidores públicos. E, no segundo, a Carta foi burlada descaradamente, punindo a presidente impichada somente com a perda do mandato. E vem o ministro com esta prosopopeia flácida para acalentar bovinos... Fala sério!

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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PACIFICAÇÃO

Ao citar o período dos governos militares como "movimento de 1964", o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), assume postura moderada, diferente da vitimista do Partido dos Trabalhadores, ao qual esteve filiado e serviu no passado. Isso é interessante vindo de alguém que, na atual posição, tem o dever de zelar pelas leis, colocar água na fervura e promover o equilíbrio nacional. Naqueles anos conflagrados, quando opositores partiram para a luta armada, ocorreram excessos de ambos os lados, algo diferente do que tem sido ensinado às novas gerações. As vítimas oficialmente apuradas da chamada ditadura, que os militares rotulavam como "revolução", são 424 entre mostos e desaparecidos. Nada comparável à Argentina, que contabiliza 8.961; o Chile, com 4.299; e o Uruguai, com 300 mortos ou desaparecidos em seus regimes autoritários da segunda metade do século passado. É bom lembrar que o Brasil tem 207 milhões de habitantes; a Argentina, 43,8 milhões; o Chile, 17,9 milhões; e o Uruguai, 3,5 milhões, o que aumenta o número de vítimas "per capita" em nossos vizinhos. Cultivar ódios e dores do passado em nada contribui para o avanço do País e o bem-estar do povo. A Lei da Anistia, de 1979, foi a forma brasileira encontrada para a busca da pacificação nacional, perdoando os excessos tanto de uns quanto dos outros. A abordagem do ministro pode estar inaugurando um novo tempo. Oxalá isso se confirme.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

            

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DITADURA OU MOVIMENTO?

O ministro Dias Toffoli, com muita propriedade, não aceita a palavra ditadura quando da interferência dos militares no País em épocas passadas, chamando essa interferência de movimento. O Brasil naqueles dias estava à beira da catástrofe, com políticos retrógrados dilapidando o País. E o movimento dos militares chegou em boa hora.

Flávio Pinto aniltintas@gmail.com

São Paulo

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VIDA FELIZ

No "Espaço Aberto" de 3/10, José Renato Nalini, em "Superar o anacronismo", fala que o Direito precisa ser a fórmula de tomar o ser humano feliz. Só se forem os seres humanos do Judiciário, pois não devemos nos esquecer de que este mesmo ser humano diferenciado do Judiciário, ao defender o auxílio-moradia, disse o seguinte: "Este auxílio-moradia na verdade disfarça um aumento do subsídio que está defasado há muito tempo. Hoje, aparentemente, o juiz brasileiro ganha bem, mas ele tem 27% de desconto de Imposto de Renda, ele tem de pagar plano de saúde, ele tem de comprar terno, não dá para ir toda hora a Miami comprar terno, que cada dia da semana ele tem de usar um terno diferente, ele tem de usar uma camisa razoável, um sapato decente, ele tem de ter um carro. Espera-se que a Justiça, que personifica uma expressão da soberania, tem de estar apresentável. E há muito tempo não há o reajuste do subsídio. Então o auxílio-moradia foi um disfarce para aumentar um pouquinho. E até para fazer com que o juiz fique um pouquinho mais animado, não tenha tanta depressão, tanta síndrome de pânico, tanto AVC, etc. Então a população tem de entender isso. No momento que a população perceber o quanto o juiz trabalha, eles vão ver que não é a remuneração do juiz que vai fazer falta. Se a Justiça funcionar, vale a pena pagar bem o juiz".

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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FIM DA MAMATA

Existem soluções muito simples para acabar com o mau uso da Lei Rouanet, pois bastaria obrigar que todos os projetos que receberem seus recursos não possam mais cobrar ingressos, isto é, a entrada seria sempre gratuita, já que o objetivo seria puramente cultural. A segunda alteração seria proibir a divulgação do nome da empresa que aplicou recursos pela Lei Rouanet em qualquer material vinculado ao evento. Desta forma, termina o uso da Lei Rouanet como fonte de propaganda e ações de marketing de graça para as empresas com dinheiro do Imposto de Renda. Outras importantes vantagens são a eliminação dos intermediários que atuam para aprovar os projetos culturais, sabidamente uma fonte de corrupção e propinas, como amplamente noticiado na imprensa, e redução significativa do número de artistas famosos que defendem os governos em troca de polpudos recursos.

Eduardo Kubric ekubric@terra.com.br

São Paulo

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PLANO DE SAÚDE

Não tem como suportar aumentos de até 15% no valor do plano de saúde e a operadora faz um acordo de R$ 150 milhões para segurar o acionista. Tenho de contribuir 93.750 meses seguidos para pagar esse acordo. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não pode se omitir sobre o desmando nos planos de saúde. Capitalismo, sim, porém com justiça!

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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EVO MORALES PERDE RECURSO CONTRA O CHILE

Na segunda metade do século 19, precisamente de 1879 até 1883, acontecia a Guerra do Pacífico, quando o Chile, sozinho, derrotou a coligação Bolívia-Peru. Como vencedor o Chile não hesitou em anexar terras de ambos os perdedores, impedindo, inclusive, o acesso da Bolívia ao Oceano Pacifico, que acaba de ser definitivamente confirmado pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia. Quase na mesma época, precisamente de 1864 até 1870, acontecia a Guerra do Paraguai, quando a Tríplice Aliança, Brasil-Argentina-Uruguai, derrotou o Paraguai. Como vencedor, o Brasil, por falta de uma visão estratégica mais aguda, anexou apenas 90 mil km². Foi muito pouco. Se os nossos negociadores houvessem reivindicado todas as terras a leste do Rio Paraguai, ainda teria ficado barato. Um bom exemplo de anexação mais agressiva já havia acontecido 20 anos antes, em 1848, quando depois de vencer a guerra Mexicano-Americana, os Estados Unidos anexaram 1,36 milhão de km² do território do México, ou seja, parte dos atuais Estados do Colorado, Arizona, Wyoming, Novo México e integralmente os atuais Estados de Utah, Califórnia e Nevada, garantidos pelo Tratado Guadalupe Hidalgo. Resumindo, os EUA por meio de anexações e acertos de limites, por meio de compras e indenizações, aumentou o seu território em 25% e o México diminuiu o seu em 50%.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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