Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2018 | 04h00

ÀS URNAS!

A festa da democracia

Hoje elegeremos o futuro presidente da República, 27 governadores, 54 senadores, 513 deputados federais e mais um bloco de deputados estaduais. É a festa da democracia, a vontade popular é soberana nas urnas! Antes de escolher os candidatos analise suas propostas, a vida pregressa, o histórico político e familiar. Verifique se as medidas anunciadas nos planos de governo são praticáveis e condizem com o que você pensa e acredita. Não vote com ódio, vote com consciência, civismo e espírito democrático. Sem agressões, sem violência, sem intolerância. Política se faz com convencimento, diálogo e espírito público. Ainda estamos afundados numa crise ética, moral e econômica. Não há espaço para divisões.

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

É chegada a hora

Chegamos, enfim, ao grande dia em que depositaremos não apenas nossos votos, mas nosso futuro e nossas esperanças num Brasil maior e melhor. Por longos 16 anos vimos grassar e vicejar em nossa política o que existe de mais sórdido, imoral e desonesto. O maior ladravaz do planeta, ao longo de sua deplorável existência, plantou, adubou e fez florescer a cultura odienta do nós contra eles. Fez-se de vítima, zombou da Justiça e do povo, como se as leis não fossem aplicáveis a ele. Comanda da cadeia, como habitualmente fazem os chefes de quadrilhas do mesmo grau de periculosidade e letalidade que ele. De seu confortável aposento em dependências da Polícia Federal, e não de um presídio comum, o “dono do Brasil” indicou um laranja para concorrer à Presidência, certo de que o povo que aqui vive não tem memória nem caráter e de que, se eleito tal fruto cítrico, a concessão de sua liberdade será imediata, como imediato será o início de seu real governo. E assim teremos a “tomada do poder” tão desejada pela tigrada. Por isso, e na esperança de que essa quadrilha e seu chefe sejam varridos definitivamente do cenário, temos de votar em quem hoje reúne as melhores chances de vitória. Se este é considerado pela mídia um tiro no escuro, o laranja com certeza é um tiro na cabeça. Como não pretendo cometer suicídio...

RENATO OTTO ORTLEPP

renatotto@hotmail.com

São Paulo

Avançar é preciso

Embora mergulhados em imensa tristeza por termos de optar pelo voto “envergonhado”, em vez do voto ideal, pelo Brasil, podemos conservar a esperança de renovar o Legislativo e de poder usar este espaço democrático para pedir que os eleitores não esqueçam as seguidas tentativas de bloquear a liberdade da imprensa feitas pelo PT. Que Deus nos proteja de hoje caminharmos para o retrocesso!

MARIA TOLEDO A. G. DE FRANÇA

mariatoledoarruda@gmail.com

Jaú

Sugestão ao eleitor 

Quando você, eleitor, for votar hoje em alguma escola pública estadual, aproveite e beba água no bebedouro, passe pelo banheiro abandonado, depois entre na sala calorenta com paredes deterioradas para votar, verifique a estrutura das cadeiras e das mesas e lembre quais os governantes já tiveram a chance de fazer algo do que foi dito nas campanhas, mas não o fizeram. Observe também de que partido eles então faziam parte.

PAUL FOREST

paulforest@uol.com.br

São Paulo

Aposta x certeza

Após quase quatro mandatos dos corruptos governos petistas, que até ontem sabotavam os sonhos deste país, impedindo-o de crescer não só no plano econômico, mas também no da ética, é chegada a hora de mais um pleito. Um pleito que se caracteriza por um intenso antipetismo, “como nunca antes neste país”. Esse sentimento, que vem sendo represado, embora tenha tido um certo alívio após o impeachment do poste n.º 1, manifesta-se em sua plenitude agora, potencializado pela pífia oposição dos que deveriam tê-la feito com mais intensidade, digo o PSDB, partido que sempre polarizou as disputas com o PT. Não fazendo isso, criou-se um vácuo oposicionista, muito bem capitalizado pelo presidenciável que está disparado na frente nas pesquisas. O candidato do PSL, embora seja uma aposta, não é a certeza que o PT representa, para o Brasil, de desintegração das instituições democráticas, de caos econômico, social e moral.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@hotmail.com

Marília

Terapia de emergência

Apesar de muitos analistas reafirmarem a opinião de que o eleitor brasileiro vai mais uma vez às urnas para ungir um salvador da pátria, deve-se considerar, no entanto, que desta vez, além de tal fator, inevitável enquanto o povo não entender o poder que lhe cabe numa democracia, haverá outro substancialmente diferente. Trata-se do desejo de mudar o paradigma da esquerda petista, que marcou de maneira desastrosa a política, via corrupção institucionalizada, e a economia, via fixação pela tomada do poder, objetivo que acaba de ser confirmado por um de seus representantes, solto, mas condenado por formação de quadrilha e associação criminosa. Assim, para boa parcela da população a escalada do candidato esfaqueado, longe de anunciar a chegada de um santo milagroso, está mais para tratamento de quimioterapia que visa a combater um câncer que ameaça espalhar-se por metástase venezuelana.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Luz e trevas

Esta eleição para presidente do Brasil pode ser definida como mais um capítulo da milenar luta entre o bem e o mal.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Neste domingo em que as urnas decidirão o futuro do País, cabe, por oportuno, citar frase célebre do político irlandês Edmund Burke (século 18): “Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados”. Vota certo, Brasil!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

Votar num ideal

Devemos votar pensando em Sergio Moro, na Lava Jato e num Brasil sem corrupção.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Esperança

Para o Brasil ser grande é preciso pensar nos pequenos, dar prioridade à infância e à adolescência. Assegurar direito à educação hoje permitirá um futuro promissor amanhã.

VIDAL DOS SANTOS

vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ELEIÇÃO 2018

O ainda alto índice de intenção de votos nulos e brancos nesta eleição, segundo apontam as pesquisas, é reflexo natural do desânimo da população brasileira perante os discursos dos candidatos, que, embora animados e promissores, carecem de convicção, provocam desconfiança e, não raro, resvalam pela demagogia. Entretanto, embora seja um direito inalienável do eleitor votar branco ou nulo, tal omissão é condenável. Por pior que sejam as perspectivas - e realmente são ruins -, um dos candidatos à Presidência será eleito para, bem ou mal, administrar a Nação. Voto de protesto é meramente um fim em si mesmo e não leva a absolutamente nada. Portanto, eleitor, se não existe candidato ideal, é menos ruim votar no menos pior. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

DIREITO VIOLADO

As eleições de 2018 serão marcadas pela maior e mais grave das violações dos direitos políticos: algo entre 8 a 9 milhões de brasileiros não votarão, pelo simples fato de estarem fora de sua circunscrição eleitoral ("em trânsito"). Essa violação será perpetrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que se autointitula "o tribunal da democracia", com a conivência e omissão do Supremo Tribunal Federal. O contingente de eleitores excluídos equivale ao quinto maior contingente eleitoral brasileiro, o Rio Grande do Sul com 8,3 milhões de eleitores. Esse número desequilibra qualquer eleição no mundo, sendo duas vezes maior que a população da Costa Rica, terra natal de Laura Chinchilla, ex-presidente daquele país, que lidera uma missão de observadores internacionais nestas eleições brasileiras. Para fins de comparação, a Região Centro-Oeste tem 10,7 milhões de eleitores. É flagrante a violação da Constituição, no art. 1.º, inc. I (Cidadania) e parágrafo único (o poder emana do povo por meio de representantes eleitos); ao art. 14, caput (sufrágio universal) e art. 60, II e IV (proibição de abolição do voto universal e dos direitos individuais). Da mesma forma, resta violado o Pacto de San José (art. 1.º, "1"; art. 23, "1" e art. 27, "2"). A razão é simples: a urna eletrônica transformou-se num fim em si mesma, mais importante do que o voto e o cidadão, sendo o caso do remédio que matou o paciente. Lembro que é exatamente neste contexto que a cédula eleitoral deveria ser usada, a teor dos artigos 59 c/c e 82 da Lei 9.504/97, mas isso contrariaria interesses e conveniências internas do TSE (a começar pelo eficiente marketing de "modernização das eleições" e "rapidez na apuração das eleições" para o mundo). Esconde-se o que é ruim (violação de direitos políticos), mostra-se o que é bom. Num jogo de "faz-de-conta que trabalham em prol da democracia", ofereceram a possibilidade do "voto em trânsito" impondo regras draconianas e exigindo o voto eletrônico. Resultado? Menos de 88 mil eleitores se cadastraram. Com a palavra, os observadores da Organização dos Estados Americanos, considerando a absoluta inércia do Ministério Público, que se omite no cumprimento de suas elevadas missões, como as plasmadas no art. 129, inc. II e III da Carta Magna.

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

DISPUTA PRESIDENCIAL

As pesquisas de intenção de voto apontam que as eleições deste ano devem se resumir a dois candidatos: um que representa tudo aquilo que o País tem vivenciado nos últimos 13 anos (corrupção metastática, economia estagnada, reformas adiadas, aparelhamento das instituições, incluindo o Judiciário e sua mais alta Corte, o STF, além da invasão de propriedades rurais e urbanas por coletivos sem identidade jurídica, que agem impunemente) e, por outro lado, temos um candidato que promete combater todos os abusos que a esquerda comandada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) vem praticando nos últimos anos, sob a complacência de uma oposição que sempre usou punhos de renda no trato com quadrilheiros e baderneiros. Diante da truculência - por enquanto verbal - com que elementos ligados ao PT vêm agindo, a exemplo de José Dirceu, que recentemente prometeu "tomar o poder" ressalvando que isso seria "diferente de ganhar uma eleição", não resta outra opção a não ser recorrer ao candidato que poderá evitar que o caos se instale no País com a volta do PT ao poder e com boa parte do caminho já cimentando para instalar o projeto bolivariano de dominação, com políticos e juízes cooptados pela facção que nos ameaça, libertando da prisão todo tipo de delinquentes, alguns condenados a mais 30 anos de prisão. A opção por Jair Bolsonaro é similar à aplicação de uma dose de quimioterapia forte a um paciente com um tumor agressivo, causando queda de cabelo, perda de peso e enjoo, mas é a única chance que o paciente tem de sobreviver. Talvez ele não seja ótimo nem bom, mas merece uma chance, pois é ele ou a volta do PT. Não existe caminho do meio nesta estrada que pode nos levar direto ao abismo venezuelano.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

DESFECHO TRÁGICO

O espectro de duas narrativas virtuais de ruptura democrática ronda a eleição presidencial pelas redes sociais. Por um lado, o discurso anticomunista, da lei e da ordem, com a bandeira verde-amarelo e o Hino Nacional é atacado como fascista e pré-golpe. A vitória não teria legitimidade por causa dos votos brancos, nulos e da abstenção. Por outro lado, o discurso da justiça social, com a bandeira vermelha, é atacado como comunista, bolivariano e pré-revolucionário. A vitória seria considerada uma fraude nas urnas. Depois de suicídio (1954), renúncia (1961), golpe (1964) e impeachment (1992 e 2016), prenuncia-se um desfecho trágico para o presidencialismo e a governabilidade do País, no quadriênio 2019-2022, se ambos os discursos conseguirem os votos suficientes neste primeiro turno para se enfrentar no segundo turno, pois nenhum dos dois lados aceitará a derrota.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

RADIOGRAFIA PLEBISCITÁRIA

De alguns candidatos, já o sabemos. Nesta eleição, ficaremos todos sabendo do caráter dos eleitores...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

#ELENÃO

Tento ser justa, o que quer dizer exatamente nada, já que cada um o faz à sua maneira. Mas - e longe de estar defendendo - não acho certo culpar apenas o movimento #EleNão pelo avanço de Jair Bolsonaro nas intenções de voto. Se a imensa parte da imprensa não tivesse mostrado tão festiva e efusivamente as imagens do movimento, aquela coisa deprimente, tanto quanto não mostrou o #EleSim, talvez hoje fosse diferente. Deu no que deu e agora é tarde.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

MULHERES CONTRA BOLSONARO

A reboque do "Ele não" das famosas veio o "Ele sim" da mulher comum, que rala na vida para ser feliz. Razão tinha Leila Diniz, feminista de primeira hora, que ganhou música de Erasmo Carlos com sua declaração corajosa e debochada: homem tem de ser durão! Nada que ver com maltratar mulheres, mas protegê-las, coisa que ricas e famosas conseguem com seus guarda-costas. Está bem que as funções sociais de homem e mulher hoje se confundem, no lar e fora dele, mas as funções primeiras do sapiens permanecem: defender e prover a família, para que a mulher garanta a sobrevivência da prole e, assim, da espécie.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

#ELESIM

A solução para o Brasil, para o afastamento definitivo do PT da vida política nacional, será o voto útil no único candidato gabaritado a vencer esse partido que, com suas péssimas administrações,  levou o País ao caos econômico. Ou seja, temos de votar em Jair Messias Bolsonaro. É uma façanha que cidadão,  seja agora considerado o melhor para ser presidente da República.   Mas isso é o de menos, perto das péssimas lembranças deixadas por essa agremiação partidária. Mensalão, petrolão, vários presos na Operação Lava Jato e o mestre-mor mofando numa cela em Curitiba, isso já é muito para direcionar o voto para um caminho melhor. Será que tudo que foi feito pelo juiz de Direito Sergio Moro vai ser em vão? Que um indulto insulto presidencial vai soltar um sujeito condenado pela Justiça, num regular processo judicial? Vai ser uma infâmia para a população. Com o "mito", como é chamado de forma afeiçoada pelos seus seguidores, é a pessoa certa para evitar que o mal, a meu ver, volte a rondar os lares dos brasileiros. Nadando contra a maré, contra a imprensa hipócrita e seletiva, cada vez mais conquista adeptos pela linha coerente de ideias que é a receita certa para por em ordem nossa nação com progresso. Não podemos deixar nosso país a deriva, com chances concretas de se transformar em uma grande Venezuela num eventual novo desgoverno petista. O navio vai afundar, mas o eleitor tem chances de evitar um mal maior, votando útil no primeiro turno do embate eleitoral.  Candidaturas sem nenhuma chance de vitória devem ser deixadas de lado e  optar pelo #elesim, sem medo de ser feliz e o Brasil voltar a ter esperança. 

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

O ESPÍRITO DA COISA

O único candidato à Presidência que absorveu os ensinamentos do grande Ulisses Guimarães foi Bolsonaro. O saudoso Ulisses pregava: "Respeito à Sua Excelência, o eleitor!"

Walter Rosa de Oliveira walterrosa@raminelli.com.br

São Paulo

TRUMP E BOLSONARO

O esquerdismo no Brasil é parvo. O atual cenário eleitoral brasileiro, similar ao que antecedeu a eleição de Donald Trump, nos EUA, se amolda na análise de Mark Lilla, catedrático da Universidade de Columbia, em luzente artigo no "The New York Times", intitulado "The end of identity liberalism". Lilla disseca os erros da pauta identitária, voltada para minorias, em detrimento do eleitorado branco, conservador, cristão, moído pela economia claudicante. Jair Bolsonaro, do PSL, atento a isso, trucidou a esquerda.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte 

A CARAVANA VAI PASSAR

Muitos acham que Jair Bolsonaro e Fernando Haddad são um retrocesso ao País, mas a pergunta que fica é por que pessoas como Henrique Meirelles, Geraldo Alckmin, Álvaro Dias  e Joao Amoêdo não chegaram ao primeiro turno? Meirelles tem larga experiência na área econômica, mas extrema dificuldade de comunicação. Alckmin, o maior detentor de tempo na TV, não convenceu nem seus eleitores no Estado que governou por 20 anos; Álvaro Dias, apesar da experiência adquirida, também não emplacou. Amoêdo, apesar do discurso, até que fez bonito, se comparado aos demais. De acordo com as pesquisas, Bolsonaro e Haddad foram os preferidos dos eleitores. Nesta corrida, em que os demais foram caindo da caravana, restará ao eleitor escolher entre B ou H. O voto não pode ser chamado de vergonha, pois se há alguém que deveria se envergonhar é o candidato que não soube cuidar de sua ficha. Haddad ocupou cargo executivo e não se reelegeu na maior cidade da América Latina. Bolsonaro, se vencedor, ocupará pela primeira vez um cargo executivo. O Brasil é o país das chances. Chegamos, enfim, ao dia que vai determinar o que ocorrerá nos próximos quatro anos. Que o povo use seu bom senso e eleja aquele que menor risco trará ao País, pois os cães ladram e a caravana vai passar. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

MEDO DO QUÊ?

Atualmente, Bolsonaro só tem medo de outra facada. Não tem medo dos demais candidatos à Presidência, que de uma maneira geral são todos gente boa, mas se puder evitá-los... Convém.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

TERCEIRA VIA

Pelo que apontam as pesquisas de intenção de voto, neste domingo, dia 7 de outubro, vamos levar para o segundo turno um populista de esquerda ou um de direita. O primeiro já foi exaustivamente testado, e agora, comandado diretamente de dentro de uma cadeia, oferece o mesmo cardápio que causou indigestão em todo o País, levando-o até a UTI. O segundo é capitaneado por um militar, que parece ter sido descongelado 54 anos após o golpe de 1964, que não tem capacidade e não faz a menor ideia de como administrar o País, em pleno século 21. É preciso muito otimismo para acreditar, mas ainda é possível uma terceira via, que nos livre destes perversos extremismos populistas.  

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

A VAIDADE

As eleições deste ano se constituem nas mais inexplicáveis, de todas as outras a que já assisti ao longo da minha vida. Os eleitores foram conduzidos a uma situação surreal. Não existe nenhuma conotação com a escolha de um candidato de direita ou de esquerda, como comumente classificamos as diferenças ideológicas. Os eleitores estão tendo de escolher entre um candidato, deputado federal, militar da reserva e descomedido, com pouca ou nenhuma vivência como administrador público, e um outro que, na realidade, representa um político impedido de concorrer por estar preso, condenado que foi por corrupção e lavagem de dinheiro. Os demais candidatos mais bem colocados nas pesquisas, que ideologicamente podem ser classificados como de centro, dividem as intenções de votos em tal proporção que, se eles se unissem em torno do candidato classificado em terceiro lugar nas pesquisas, este certamente iria para o segundo turno, dando uma opção mais racional aos eleitores. De fato, o que está ocorrendo é que os eleitores estão sendo obrigados a escolher entre um que é associado aos militares, que muitos ainda temem devido ao período da ditadura militar, e um outro que representa o que de pior nos aconteceu nos últimos anos, certamente responsável pelo caos econômico em que nos encontramos. Os demais candidatos estão levando em consideração as suas vaidades pessoais, em lugar de se unirem e proporcionarem aos eleitores uma escolha mais racional, seja qual dos candidatos for de sua escolha. O País não pode, nas atuais circunstâncias, ser governado por um presidente escolhido na base do mal me quer, bem me quer.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

CANDIDATOS DESPREPARADOS

É decepcionante assistir aos debates de candidatos à Presidência da República. Ao invés de mostrarem quais seriam suas ações quando eleitos, os candidatos perdem seu precioso tempo de TV mentindo, como fizeram Haddad, Ciro Gomes, Marina, Alckmin, Meirelles e Boulos. Este último prega vergonhosamente a anarquia, invasão de propriedades, um comunista falando em democracia. O último debate antes do primeiro turno, na TV Globo, na quinta-feira, foi uma vergonha. Se os eleitores pensavam em quem votar dependendo das propostas que fariam, viram que eles são despreparados e que só nos fizeram perder tempo, madrugada adentro.  

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

DEBATE

A mitomania compulsiva foi a característica predominante no último debate dos candidatos a presidente!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

AUSÊNCIA

A respeito da ausência do candidato Jair Bolsonaro no debate de quinta-feira, alguém se lembra de que, em 2006, Lula, por seu bel prazer e conveniência, não compareceu ao debate da TV Globo? Há uma foto circulando nas redes sociais que nos mostra o lugar dele vazio, ao lado de Alckmin e Heloisa Helena.     

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

LULA NO CONTROLE

Sobre a nota dada pela "Coluna do Estadão" na sexta-feira (5/10), de que o staff de Lula monitora os movimentos de Haddad em campanha, desde quando um poste ou marionete, como queiram, precisa de staff e de monitoramento?

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

VOTO CERTO

Votemos em candidatos que tenham por objetivo a melhoria de condições de vida do povo brasileiro.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

SINUCA DE BICO

Há momentos na vida em que o destino nos prega uma peça ao nos colocar diante de uma verdadeira sinuca de bico, uma sinistra bifurcação em que qualquer que seja o caminho tomado não nos levará a bom destino. E, então, o Brasil vai bater continência ou voltar à podridão petista? Qual a opção menos danosa? Seja o que Deus e os votos quiserem.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

TEMPO DE BONANÇA

Graças às eleições, os lobos viraram cordeiros. É tempo de bonança. Temporariamente, cessaram as invasões no campo e nas cidades. Se não fosse tão dispendiosa a dotação (doação) aos políticos - R$ 2,604 bilhões (Fundo Eleitoral de R$ 1,716 bilhão e R$ 888,7 milhões ao Fundo Partidário) -, pela paz e respeito ao direito alheio, recomendaria eleições todos os anos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

PANDEMÔNIO

Brasil, país também conhecido como Pindorama, a partir de 1.º de janeiro de 2019 passará a se chamar Pandemônio.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

POLITICALHA COM INSÔNIA

Vários são os políticos que se afastaram obrigatoriamente de seus cargos para concorrer nestas eleições. Ocorre que a grande maioria não conseguirá se reeleger e, agora, sem o famigerado foro privilegiado, está sofrendo de insônia. Atentos à campainha de suas casas, aguardam com medo a chegada da Polícia Federal. Que dureza é ser político corrupto, não é mesmo?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

ESQUERDA PERDIDA

Os partidos de esquerda perderam o rumo e já não convencem os eleitores como antigamente, quando eram vitrine, pequenos e não participavam do governo, apenas atiravam pedras, mas, depois de participarem ativamente dos 13 anos de PT, viraram vidraça, igual à direita que tanto odeiam. A principal estratégia de campanha do PSL em 2018 foi ignorar a candidatura de Lula representada por Haddad, um tiro no pé do PT, que gritava que era do povo, entendia de povo, mas pensava que o povo é burro, o que é uma grande tolice. Em raros momentos Lula foi citado pelos partidos contrários ao PT, tirando assim a chance de alegar que Lula está sendo atacado e não pode se defender, pelo contrário, quem bate é Lula, com o punho de Haddad em ponta de faca, e o resultado vai surpreender o País e será preciso muito cuidado quando trocarem o santo do altar. Parecem sólidos, mas são frágeis.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

DESEDUCAÇÃO PETISTA 

Eleitores de Haddad são ignorantes e pobres, predominantemente, conforme perfil pesquisado pelos institutos nesta eleição. A deseducação petista, de responsabilidade do pior ex-ministro da Educação que o Brasil já teve, o hoje candidato Fernando Haddad, apoia-se, assim, no interesse do PT em ampliar as multidões de ignorantes e pobres para lhes assegurar votos cativos - sem questionamentos. Os seus primeiros deseducados já estão em idade de votar, e o Brasil precisa de urgentes medidas para assegurar educação de qualidade em todos os Estados, para todos, e assim reverter este malfeito petista, cujos resultados têm potencial para se ampliar nos próximos anos e tornar a nossa jovem democracia ainda mais vulnerável à ambição personalista do PT de tomar o poder do País e destruir suas instituições.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

FANATISMO

A drenagem (eufemismo) de recursos da Petrobrás durante os governos petistas para fins políticos exibe números impressionantes, mostrados em laudos recentemente divulgados pela Polícia Federal. Eles justificam as dificuldades que a empresa encontra hoje para saldar dívidas oriundas de ações na Justiça americana e explicam o esvaziamento econômico de municípios que tinham sua economia baseada nas atividades ligadas ao petróleo, gerando uma legião angustiante de desempregados. Há quem não entenda a razão pela qual, mesmo diante de tais dados publicamente acessíveis, existam ardorosos defensores da volta do partido ao governo central. Nada a estranhar, porém, antes de tudo em face do despreparo e alienação do eleitor brasileiro. Além disso, é notório o fato de que os seguidores do PT claramente subordinam fatos objetivos a um fanatismo irracional, atitude comprovada pela iminente eleição para o Senado Federal, por Minas Gerais, de um dos principais responsáveis pela quase ruína da estatal.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

ANTIPETISMO

Ao que tudo indica, esta eleição vai servir para mensurar o tamanho do cortejo até a "sepultura" do PT.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

DERROTA NAS URNAS

Todos os antipetistas e antilulopetistas, hoje, vão ficar satisfeitos porque a Pátria livrou-se da camarilha que a destruiria em nome do bolivarianismo, a mesma ideologia que destruiu a Venezuela.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

DESESPERO

"Bolsonaro investe no NE; Haddad o associa a Hitler" (Estadão, 5/10). O desespero nos arraiais do PT deve estar feio porque mesmo nas pesquisas fabricadas Fernando Haddad cai, pois sempre queriam enganar os outros, tanto nas eleições como quando estavam no governo. Está acontecendo algo que nunca pensaram ser possível: um militar reformado será presidente por voto popular. PT nunca mais!

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

A DENÚNCIA DE PALOCCI

Conforme trechos divulgados da delação do ex-ministro de Lula e Dilma Antonio Palocci, nas campanhas de Dilma Rousseff em 2010 e em 2014 foram gastos astronômicos R$ 1,4 bilhão, ou o equivalente a quase 1,5 milhão de salários mínimos. O valor declarado ao Tribunal Superior Eleitoral, porém, foi de somente R$ 503 milhões. A diferença, conforme o delator, foi coberta com propina paga por empreiteiras no valor de R$ 897 milhões. Esses recursos seriam suficientes, por exemplo, para aliviar as finanças de todas as Santas Casas do País. Nesta delação, fica claro que Lula, assim como Dilma, tinha conhecimento da ladroagem. Arisco e corrupto, Lula cobrava essa ilícita arrecadação - encomendou, inclusive, a criação de um estaleiro para produzir sondas. Hoje a Sete Brasil está quebrada. Dos US$ 22 bilhões, ou R$ 88 bilhões, aplicados nesta estatal, 1% (ou R$ 880 milhões) era propina para o bolso de petistas e aliados. A cúpula petista esperneia contra o juiz Sergio Moro, por ter ele levantado o sigilo desta delação dias antes do fim da campanha eleitoral em curso.  Ora, Palocci negocia essa delação há dois anos, tempo exato em que está na cadeia. É um chororô fora de tempo daqueles que fizeram parte da quadrilha. Não tenho dúvida de que o teor divulgado desta delação certamente vai fazer um grande estrago principalmente na campanha do candidato do PT para o Planalto, Fernando Haddad. Ainda bem! Uma possível volta deste partido ao poder da Republica será um vexame e humilhação para parte do povo brasileiro que está preocupada com a ética e o respeito às nossas instituições.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

'O DIABO'

Agora está explicado por que a impeachmada Dilma Rousseff disse que em época de eleição faz-se "o diabo" para ganhar. Também, gastando R$ 1,4 bilhão a mais do que qualquer outro candidato, precisa de um diabo mentor para ajudar. E nada do diabo imaginado, e sim o diabo bem vivo e que se manteve por oito anos no poder para armar tudo. Ao declarar isso, Dilma já sabia de onde e como viria o dinheiro ilícito para se eleger e reeleger, como explica Palocci em sua delação premiada. Dilma só se esqueceu de pedir ao diabo para ajudá-la a não fazer as burradas que fez com nossa economia, o que nos motivou a ir às ruas aos milhões, pedindo sua saída. O diabo, nesta, lavou as mãos.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

PARA FAZER SENTIDO

Por que Palocci delata só agora, quando se delineia uma vitória de Bolsonaro? A resposta só pode ser hipotética, mas se impõe: porque para ele não faria sentido, no caso de uma vitória do PT. Agora, é uma possível pá de cal nas expectativas de Haddad.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

FACADA

Enquanto o presidenciável Jair Bolsonaro se recupera em seu apartamento da facada que recebeu em Juiz de Fora, o ex-presidente e hoje presidiário Lula acaba de receber facada certeira do seu todo poderoso ex-ministro Antônio Palocci. E olha que ele é médico e deve conhecer muito bem os pontos vulneráveis daquele que por longo tempo o chefiou.

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

DEPOIS DE PALOCCI...

A defesa do "cara" nadou, nadou, e morreu na praia com tantas chicanas.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

TIRO NO PÉ

A perseguição implacável da República de Curitiba aos dirigentes do PT não refreou as pretensões eleitorais do partido, que pode chegar ao segundo turno e vencer as eleições. Se Lula fosse elegível, então, emplacaria no primeiro turno.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

PERSEGUIÇÃO

Os petistas chegaram à conclusão de que perseguem o Lula só porque ele é corrupto!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

ELEIÇÃO NO RIO DE JANEIRO

O ex-secretário de Obras na gestão Eduardo Paes, Alexandre Pinto, voltou a ser preso. Estava em prisão domiciliar. Em depoimentos, quando foi preso na Operação Rio 40°, denunciou esquemas de corrupção, favorecimento às empreiteiras Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia. Segundo ele, empreiteiras já eram indicadas antes da publicação dos editais. Chegou a dizer que o ex-prefeito Eduardo Paes disse em seu gabinete que esta obra era da Odebrecht, referindo-se a uma das obras que seriam feitas com recursos do BNDES e da Caixa Econômica Federal (CEF), e sem edital ainda. Foi exibido este depoimento ao juiz Marcelo Bretas no noticiário matinal de sexta-feira (5/10). Então, o que temos para o governo do Estado do Rio? Um candidato que lidera e está envolvido em malfeitos. O segundo colocado também não fica atrás, com a condenação de ter de indenizar seus vizinhos por problemas causados pela obra em seu apartamento. Se fosse sério, procuraria os vizinhos para acertar. Enfim, há chance de mudar. Há candidatos sem envolvimento em falcatruas, mas parece que o eleitor é masoquista. Depois vê que seu candidato está sendo acusado de corrupção, sujeito a ser cassado, e diz que "ninguém presta". Mas votou em quem sabia que não prestava. Tem chance e joga fora.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

SEGURANÇA NO RIO

O Rio de Janeiro, a antiga "Cidade Maravilhosa", está sob intervenção do Exército para o enfrentamento do crime organizado. É a cidade-base do líder nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência nestas eleições. Ele é militar reformado do Exército e há 28 anos deputado federal, e destinou apenas um porcentual de 0,3% de suas emendas parlamentares para a segurança pública de seu Estado. Como pode falar deste tema em sua campanha, se um assunto de tal importância não mereceu dele a devida atenção?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

ANIVERSÁRIO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988

Aprendi que a cada direito deve corresponder um dever. Nossa Constituição, que completou 30 anos na sexta-feira, prevê direitos em cerca de 195 artigos e, salvo em disposições programáticas, raramente traz o dever correspondente. Também nosso Código Civil menciona aproximadamente 500 vezes os "direitos" e quase nunca traz os deveres correspondentes do cidadão. Não está na hora de mudar isso?

Paulo Antonio Neder pauloneder@adv.oabsp.org.br

São Paulo

BERNARDO CABRAL, ARTESÃO DA CONSTITUIÇÃO

Ninguém trabalhou mais na elaboração da nova Constituição do que o relator-geral, deputado Bernardo Cabral, no entender dos analistas isentos da época como "o todo-poderoso da Constituinte". Cabral trabalhou como um mouro na feitura da tarefa. Com sinceridade, espírito público, competência, firmeza de atitudes e sentimento de brasilidade. Auxiliado pelos relatores-adjuntos, José Fogaça, Konder Reis e Adolfo de Oliveira. Evidente que a Carta Magna é alvo de críticas. Porém, a meu ver, é duradoura, justa, digna e merecedora do respeito dos brasileiros e de nações mais desenvolvidas. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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