Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2018 | 03h00

DEPOIS DAS URNAS

Sentimento cristalizado

Jair Bolsonaro causa espécie, é uma surpresa. É um obstáculo inesperado na trama do PT de subversão da democracia. Mas de fato sensacional é a atitude de rejeição a esse PT que se cria perto de poder continuar essa trama por ter engabelado - encharcado - as mentes durante décadas segundo a receita do comunista Antonio Gramsci. Bolsonaro apenas proporcionou a concretização de sentimentos - abstratos - em ação determinada. Esta cristalização ainda será objeto de “estudos acadêmicos de sociologia”. E se constatará que foi desfeito o mito, nada honroso, de que o brasileiro não sabe votar. Na primeira oportunidade, ele se manifesta contra toda a prática politiqueira da “classe política”, representada por Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Ciro Gomes e Álvaro Dias. Não existe bolsonarismo nenhum. Existe um muito justificado antipetismo, ao qual Bolsonaro apenas deu forma concreta, com um mínimo de recursos. As acusações de fascismo e nazismo são pura maledicência de campanha caluniosa, essa, sim, extremista ao máximo, de mau gosto e de comportamento público vergonhoso. Aliás, o Partido Novo foi uma segunda surpresa positiva destas eleições.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Cigarras e formigas

As formigas sempre nos ensinaram sobre disciplina e sucesso e, ao que parece, Jair Bolsonaro nada mais fez do que adotar o pensamento do grande poeta e músico baiano Raul Seixas: “A formiga é pequena, mas elas são um exército quando juntas”. Além de Raul, o capitão também mostrou conhecer e aplicar muito bem a clássica fábula da cigarra e da formiga. Moral da história: enquanto os outros candidatos cantavam como as cigarras, Bolsonaro trabalhava como as formigas.

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

São Paulo

Escolha

Dentre os candidatos disruptivos e com mais chances nas pesquisas, decidi pelo novo. Confiança só se perde uma vez.

SÉRGIO AUGUSTO TORRES

sergio.torres47@gmail.com

São Paulo

Sintonia

Perfeito o editorial Da marola ao maremoto do PT (5/10, A3), concluindo que “se algo sobrou, foi porque faltou tempo para uma devastação mais completa”. Assim também entendeu o eleitor da cidade de São Paulo, que derrotou o candidato do PT à reeleição para a Prefeitura logo no primeiro turno.

ALVARO A. FONSECA DE ARRUDA

alvaro.arruda@uol.com.br

São Paulo

Eleitores no exterior

Correspondentes do Estadão no exterior constataram um aumento considerável de eleitores aptos a votar nas eleições de ontem no Brasil. Ou seja, por lei, algumas centenas de milhares de eleitores puderam escolher os seus candidatos. Esses eleitores, em esmagadora maioria, estão vivendo lá fora, pelo mundo inteiro, somente por causa da falta de recursos financeiros e de oportunidade profissional. Eles se transferiram para a Europa e a América do Norte em busca de melhor condição de vida. Em priscas eras o Brasil já foi considerado o Eldorado, o destino de quem procurava um futuro garantido. Hoje o brasileiro que tem condições se escafede de seu país em busca de um futuro melhor. O Brasil precisa ser reconstruído, com urgência!

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Mídia estrangeira

Como publicado no Estadão de sábado, jornais estrangeiros disseram que Bolsonaro é um risco para a democracia brasileira, mas silenciaram sobre o PT, verdadeira arma de destruição em massa. Tendenciosos, não?

VICTOR HUGO RAPOSO

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

As mesmas publicações europeias, Le Figaro, Le Monde, The Economist, Libération, que ajudaram a criar o “mito” Lula, enaltecendo sempre as suas qualidades (?) e ajudando a levá-lo ao poder em 2002, os mesmos que se omitiram quando seus podres começaram a pipocar e se tornar evidentes, os mesmos que abominam sua prisão e defendem a ideia do “Lula livre”, agora criticam Bolsonaro por sua suposta misoginia (aversão a mulheres!), por suas ideias supostamente homofóbicas pelo fato de ele não aceitar a teoria de gênero sendo aplicada nas escolas, por sua defesa do direito de o cidadão ter acesso a armas para sua defesa, principalmente os fazendeiros, que têm suas terras invadidas pelo MST, a propriedade vandalizada, seu gado roubado com a maior facilidade. E a cereja do bolo crítico dessa mídia é o linguajar “tosco” de Bolsonaro. Ora, mais tosco do que o palavrório do Lula é impossível, e isso não impediu a mídia de esquerda de endeusá-lo. A signatária da reportagem do Libération dramaticamente termina seu artigo conclamando as mulheres brasileiras: “Acordem!”. Pois é, acordamos um pouco tarde, mas acordamos, sim! Deixem-nos em paz para tentar outra via para um Brasil melhor, porque este que herdamos do PT está praticamente na UTI! 

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Isonomia constitucional

A mídia noticia que o Ministério Público Federal do Trabalho (MPFT) teria intimado o dono da empresa Havan a prestar esclarecimentos sobre eventual transgressão eleitoral. E quando a Dilma usou - fato público e notório, portanto, não precisa de provas - os Correios para divulgar sua campanha, usando dinheiro público, o fiscal da lei, que se calou, não teria prevaricado? E prevaricou de novo quando questionou o uso de dinheiro privado em ação meramente ilustrativa do certo - honestidade e trabalho - e do errado - roubo dos recursos públicos pela administração do PT há mais de uma década. Os advogados da Havan decerto vão pôr os direitos nos trilhos, como Bolsonaro fará com o Brasil. Onde o certo é certo e o errado é errado.

CARLOS BENEDITO P. DA SILVA

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

Democracia firme

É extremamente salutar o resultado de recente pesquisa indicando que 69% dos brasileiros consideram o regime democrático a melhor forma de governar o País. Essa realidade é a mais absoluta barreira contra arroubos autoritários que eventualmente alguns políticos eleitos agora, em 2018, possam ter na gestão pública que se inicia no próximo ano. 

JOSÉ DE ANCHIETA N, ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

ELEIÇÃO 2018

 

Independentemente dos resultados apresentados neste domingo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esta eleição, mesmo com algumas infrações e prisões, transcorreu em paz, com o eleitor depositando seu voto nas urnas de forma soberana e democrática!

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

FALTA POUCO, GENTE...

 

Considerando que não era eleição, era plebiscito, e todos sabiam disso, parece que mais da metade do povo brasileiro tem um “pezinho” na Venezuela, arrasta uma asinha por ela, sente simpatia, quase amor. Que tenham paciência os que não votaram em Jair Bolsonaro, até o final do mês muita gente vai “fazer o diabo” para que essa paixão se torne realidade. Aguentem firme, falta pouco, mas não vale trair depois, nada de se casar com Paris, Lisboa ou Nova York.

 

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

 

OTIMISMO

 

Está começando a ser escrito um novo livro sobre a política brasileira. Que seja com bons princípios e leve ao resgate do orgulho que queremos ter do Brasil. Vamos aos novos tempos...

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

REJEITADOS

 

Rejeição massiva ao Partido dos Trabalhadores (PT) em praticamente todo o País. Não sabemos o que virá pela frente, mas a sociedade já sabe o que não quer. 

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

O BRASIL PERDEU

 

Independentemente do resultado das urnas, a única certeza que temos é a de que os grandes derrotados das eleições de 2018 foram o Brasil e o povo brasileiro. A guinada à direita mostra que o Brasil emburreceu, andou para trás e votou contra si mesmo. O crescimento do fascismo, da intolerância, do preconceito, das fake news, do fanatismo religioso e da boçalidade generalizada são um triste e trágico retrato atual do País. Com certeza, o Brasil e seu povo são muito melhores do que isso. Agora é lutar e resistir.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

SUSPEITAS DE FRAUDE

 

Muitos casos de urnas fraudadas, muitas urnas fotografadas e casos relatados nas redes sociais de eleitores que afirmam e mostram que, ao apertarem a tecla 1, apareciam a foto e o número de Haddad. Muito embora a juíza Rosa Weber tenha dito que confia no sistema, pelo que vimos, o sistema é realmente falho. Em uma só urna foi relatado que 70 votos em Bolsonaro não foram confirmados. O “Partido das Trevas” continua seu processo de tomada do poder. Sérias providências devem ser tomadas, inclusive anular esta eleição e promover outra, com votos impressos. Não queremos mais Lula e sua quadrilha por aqui.

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

DESCONFIANÇA

 

Na urna em que votei, no Colégio Rio Branco, não apareceu a foto nem a confirmação do meu candidato a presidente, mas já direto a palavra FIM. Será que minha urna está fraudada?

 

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

MEDO

 

Quando alguém me diz que tem medo de Jair Bolsonaro, eu fico rindo. Porque eu tenho medo de sair de casa sem saber se vou voltar, sem saber o que vai me acontecer, e Bolsonaro não é culpado disso. O culpado eu sei quem é, e acho que até quem diz que tem medo de Bolsonaro sabe quem é o culpado. Então eu tenho de rir, mesmo, de tanta idiotice.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

SEGUNDO TURNO

 

Quais serão os nanicos perdedores que virarão traíras para o lado de Lula?

 

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio 

 

LULA

 

Nestas eleições, saiu vencedor o povo, e o grande perdedor foi Lula, que, além de perder em todo o Brasil, perdeu com Fernando Haddad e, definitivamente, com o poste que criou, Dilma Rousseff.

 

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

A DERROTA DE DILMA ROUSSEFF

 

Tchau, querida. Não adiantou rasgar a Constituição.

 

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

 

MARANHÃO

 

Finalmente o povo do Maranhão defenestrou a família de José Ribamar, vulgo Sarney.

 

Célia Henriques Guercio Rodrigues celitar@icloud.com

São Paulo

 

PESQUISAS ELEITORAIS

 

Até quando serão permitidas as pesquisas eleitorais? Um absurdo as distorções verificadas entre o que apontavam os institutos de pesquisa e os resultados efetivos. Percebe-se claramente os interesses escusos. Deveriam ser proibidas. 

 

Jose Emilio Nico emilionico@uol.com.br

Santos

 

COMUNICAÇÃO INEFICAZ

 

“Na vida política não basta ter ou imaginar que se tem razão, é preciso que a mensagem seja sentida pelas pessoas e que elas escutem e queiram avançar na direção proposta” (Fernando Henrique Cardoso, 7/10, A2). Sou admiradora incondicional do ex-presidente e sociólogo de (justo) reconhecimento internacional, porém estou perplexa com a sua total ausência de sensibilidade para se comunicar com a população, com o leitor, com o ouvinte e com o eleitor na hora certa, e não apenas na “hora do voto”, título de seu artigo de ontem. Há quantos meses e anos a sua mensagem e a do partido não estão sendo ouvidas pela população e até mesmo pelos filiados? Estou triste e decepcionada com a falta de união dos líderes e também com a insensibilidade na comunicação entre eles próprios e, deles, com a população. Permita-me algumas perguntas: qual o efeito do seu apelo a um grupo de intelectuais para apoiar o Geraldo Alckmin a menos de uma semana da eleição? Qual o efeito multiplicador da declaração do seu voto a presidente, no dia da eleição? Se o partido pretende sobreviver, como sair da “caixa”, reconhecer os erros e aprender com eles? Qual o ânimo existente para aprender novas lições e investir nos “novos” líderes que já chegaram com força e determinação e manter portas abertas à inovação?

 

Maria Elisa de Almeida Mariz mariz.elisa@gmail.com

São Paulo 

 

CREDIBILIDADE

 

Fernando Henrique Cardoso, em sua manifestação pela imprensa no dia das eleições, domingo, 7/10, mais uma vez apela aos que vão às urnas que parem o que denomina a “marcha da insensatez”. Sabe ele, no entanto, que tal marcha teve sua origem nas estripulias financeiras que corroeram a economia, executadas por Dilma Rousseff, na desmoralização da política, por meio dos atos de corrupção revelados pela ação penal do mensalão, e que, naquelas ocasiões, procurou até aliviar as responsabilidades daqueles protagonistas. Posiciona-se, agora, como eleitor incondicional de Geraldo Alckmin, embora não tenha explicitado tal apoio na ocasião em que foi necessário, em 2006, quando o mesmo então candidato disputou o segundo turno com Lula. É uma lástima que a figura que deveria servir de referência ao seu partido apresente conduta tão confusa e incoerente, a ponto de perder a credibilidade.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

ATENÇÃO

 

Com as atenções voltadas para eleger o próximo presidente do Brasil, estamos subestimando o impopular presidente Temer e suas perigosas manobras e canetadas em final de mandato.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

 

ROMBO NO SETOR PÚBLICO

 

É incrível, senão assustador, ver o governo comemorar que, em vez de R$ 160 bilhões de déficit do setor público em 2018, chegaremos à bagatela de R$ 120 bilhões. Alegria apenas para eles, porque, se levarmos em consideração que a dívida interna do País beira os R$ 5 trilhões, sendo que a maioria deles criada durante o lulodilmismo, é de estarrecer se essa gente “excelente gestora” voltar ao poder em 2019. Várias ameaças já foram feitas: nova Constituinte, regulação da mídia, união das esquerdas patéticas da América Latina, STF mais domesticado ainda, etc. Nunca “antes neste país” precisaremos tanto de consciência nas urnas, porque pelos sinais dados por Zé Dirceu, guru do PT, daqui para a frente, se eleitos, nossa democracia já era. Continuarão “eles” ou “nós, Brasil”? A conferir...

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

MENOS MAL

 

Lendo a manchete sobre o rombo do setor público (4/10, B1), “que virá abaixo do esperado e não deve passar de R$ 120 bi”, lembrei-me da piada: “O médico entrega à viúva o atestado de óbito de seu marido e ela pergunta ‘doutor, foi pneumonia dupla?’, ‘não’, responde-lhe o médico, ‘foi simples’. ‘Ah, menos mal’, diz a viúva”. Na verdade, o Brasil não está morto, está simplesmente na UTI.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

JUÍZO

 

O título “Números do desastre petista”, do editorial do “Estadão” de 4/10, é incontestável! Como o retrato da demografia das empresas que o IBGE divulga, que, dos 4,5 milhões de empresas que existiam em 2016, período da gestão Dilma, 70,8 mil empresas faliram! Como diz o editorial, nesta “trágica herança pelos últimos anos da era lulopetista na economia”! E, em razão desta tragédia da administração petista, em 2016 essas empresas demitiram 1,6 milhão de trabalhadores! E, no total, fruto da recessão econômica promovida pelo PT, 14,2 milhões de trabalhadores perderam seus empregos. Mesmo porque, para se reeleger em 2014, Lula e seu poste Dilma, sem piedade, mentiram e enganaram eleitores, quando esconderam a realidade das já deterioradas contas públicas. E somente com o providencial impeachment de Dilma e, a duras penas, Michel Temer, com sua competente equipe econômica, vem reorganizando as contas públicas, conseguindo até uma lenta recuperação de novos postos de trabalho, etc. Porém, é de lamentar que, mesmo com essa trágica herança, quase 25%, ou 37 milhões de eleitores, ou idólatras de Lula, insistem em votar neste pleito no candidato do partido, Fernando Haddad, avaliado como um dos piores prefeitos que São Paulo. Na realidade, deveriam criar juízo e escorraçar de vez a possiblidade de o PT voltar ao poder.  

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

 

COMÉRCIO GLOBAL

 

“É preciso dialogar com a Casa Branca.” Caro diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, por favor, não subestime a minha capacidade e não faça pouco caso da minha inteligência. 

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

NO PAÍS DA IMPUNIDADE

 

Notícia publicada na semana passada deu conta de que depois de longos 35 meses foi fechado o acordo entre a Fundação Renova, mais uma jabuticaba tupiniquim, e o Ministério Público, exclusivamente para a indenização dos moradores atingidos pelo rompimento fatídico da barragem da Samarco, empresa pertencente à Companhia Vale do Rio Doce, que destruiu a Bacia do Rio Doce e causou prejuízos inclusive no Oceano Atlântico, onde deságua aquele rio. Foi o maior desastre ambiental da nossa história e, certamente, um dos maiores do planeta. Eu tenho certeza, como engenheiro, que o desastre ocorreu pelo fato de os responsáveis por aquela empresa não observarem as mais elementares diretrizes da engenharia, enchendo aquela barragem acima dos índices de segurança, que deveriam ser rigorosamente observados. E, decorrido tão longo período, nenhum dos responsáveis foi ainda condenado, como mereceria, e agora as negociações serão realizadas individualmente, enfraquecendo o poder de cada um dos prejudicados. Estima-se entre 3 mil e 4 mil o número de moradores atingidos pela hecatombe, pois esse é o termo cabível por tal pavoroso desastre. Nada ainda foi noticiado sobre o prejuízo para o País, pois não é possível que uma empresa cujos dirigentes, cegos pelo lucro fácil, agiram sabidamente no sentido de correrem o risco de tamanha destruição. O custo de recuperação de uma bacia hidrográfica de 83.400 km² extensão é simplesmente inimaginável. A rigor, as empresas envolvidas deveriam ficar proibidas de atuarem no País, mas aqui a realidade é outra. Além da impunidade e da lerdeza da nossa Justiça, somos obrigados a engolir propaganda da Vale do Rio Doce apregoando que respeita o meio ambiente. É surreal.

 

Gilberto Pacini  benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

O EXEMPLO QUE VEM DE CIMA

 

Quando se vive num país onde o índice de corrupção é altíssimo, cujos governantes de todas as esferas de poder enchem suas burras à vontade, roubam, desviam verbas públicas e roubam até merenda escolar, fica difícil evitar que seus exemplos sejam seguidos. É o caso dos quase mil quilos de maconha que sumiram de uma delegacia de polícia no centro de São Paulo (Liberdade), tá na cara. E quem roubou foram os policiais que ali trabalham, eles devem pensar mais ou menos assim: se o nosso Judiciário está infestado de ladrões com altos salários e que usam capas pretas, por que somente eu vou ficar aqui enfrentando bandidos e ganhando um salário de fome?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

  

PENA DE MORTE NO IRÃ

 

O Irã ratificou tanto o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos como a Convenção sobre os Direitos da Criança, que comprometem o país a proteger e respeitar o direito das crianças à vida. Essas convenções também proíbem, inequivocamente, o sentenciamento e a execução da pena de morte contra qualquer pessoa menor de 18 anos. A execução de Zeinab Sekaanvand é uma afronta ao direito internacional porque era vítima de agressão verbal, violência conjugal e repetidos estupros praticados pelo próprio marido, quando ela era menor de idade. No caso, há ainda o agravante de que não foi considerada a legítima defesa.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

MEDONHA PROXIMIDADE

 

O Irã executou uma mulher, condenada por matar o marido, sob legítima defesa, após anos de violência doméstica. A confissão, obtida sob tortura, ignorou a participação do irmão do marido dela. Cabe lembrar que Lula e o PT sempre flertaram com o Irã, um regime violento, antidemocrático e terrorista. Preciso dizer mais?

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

 

ESTATUTO DO IDOSO

 

O Ministério Público deveria fiscalizar e cobrar o respeito ao Estatuto do Idoso amplamente desrespeitado, inclusive pelo governo federal. O INSS, por exemplo, exige a presença de idosos de até 90 anos ou mais na rede bancária, sempre cheia e com péssimo atendimento, para fazer a prova de vida, quando um simples atestado médico declarando que o aposentado ou pensionista está vivo seria o suficiente. Hoje, se o idoso não puder ir de maca ou cadeira de rodas às agências bancárias, tem de constituir um procurador, cuja procuração tem de ser “refrescada” anualmente, com elevado custo para quem ganha pouco mais de R$ 900. O que vemos nas agências são cenas lamentáveis de completo desrespeito ao ser humano e idosos vítimas de uma burocracia imbecil e desumana. Tal exigência foi estabelecida no desgoverno do PT e permanece vigente no governo de seu vice. Ninguém é contra o controle e combate às fraudes, mas isso é uma imbecilidade e desrespeito completo com o idoso sob a omissão de todos.

 

Elcio Dias Gomes ele56@bol.com.br

Brasília

 

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