Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2018 | 03h00

ELEIÇÕES

Bolsonaro x Haddad

Vou parafrasear os tribunos romanos: “Preferimos a dúvida de sermos devorados por um único leão do que a certeza de sermos devorados por centenas de ratos”. As guerras civis eram constantes e a corrupção, endêmica, ao final da República Romana, levando muitas vezes à ascensão de generais ao poder. Caso de Júlio César, que em 44 a.C. foi apunhalado até a morte pelos corruptos senadores. No dia 28 vamos escolher entre a certeza e a dúvida. Petistas, cúmplices e simpatizantes do maior caso de corrupção da História vão de Fernando Haddad, eleito o pior prefeito de São Paulo e que recebe instruções de um condenado pela Justiça de dentro da cadeia. Do outro lado temos um ex-capitão do Exército sem envolvimento com corrupção, que vem embalado com o apoio de liberais e conservadores, católicos e evangélicos, nacionalistas e militares. Não podemos permitir que a nossa Bandeira seja substituída pela de uma facção criminosa. Enquanto gritam “ele não!”, o povo da Venezuela – e o de tantos países que viveram e vivem sob as botas do socialismo – é perseguido, torturado ou deixado para morrer de fome. Seja hoje ou em 1964, a esquerda socialista nunca foi favorável à democracia, a legalidade eleitoral é um meio para se perpetuar no poder ao corromper os Poderes institucionais, a sociedade, a família. Socialismo é divisão classista e moral, perversão da democracia, deterioração dos valores nacionais, é a guerra fratricida em nome do poder.

LUIZ FABIANO ALVES ROSA

fabiano_agt@hotmail.com

Antonina (PR)

Democracia?

Passado o primeiro turno, vem o derrotado petista Haddad convocar os democratas a apoiá-lo no segundo turno. É a conversa de sempre do PT, usando e abusando da democracia, que, em sua expressão maior, é o que eles menos querem. 

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Ou eu enlouqueci ou não entendo mais nada. Leio que todos os quadros do PT proclamam que no segundo turno a democracia (Haddad/Lula) precisa derrotar o fascismo (Bolsonaro). Que democracia o PT prega? A de Cuba, a da Venezuela, a pretendida por José Dirceu, que quer “tomar o poder” a qualquer custo, ou a do programa de Haddad/Lula, que quer calar a imprensa e todos os setores que são contra eles (Judiciário, Legislativo, etc.)? Ficou muito claro nestas eleições que a maioria dos brasileiros acordou e não cai mais nessa lábia enganosa.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Segundo turno

Independentemente de quem vencer o segundo turno para presidente, parafraseio a letra de Cazuza para dizer que “meus inimigos estarão no poder”. Infelizmente para mim, que lutei tanto pelo impeachment de Dilma Rousseff e combato o PT há quase 30 anos, vejo com tristeza que o candidato que melhor soube explorar o desgaste petista é uma nulidade intelectual e política, com sérias e preocupantes tendências autoritárias e antidemocráticas. Ao contrário de quase metade dos eleitores brasileiros, tenho a convicção de que Jair Bolsonaro será um desastre para o Brasil, seu histórico pífio como deputado é o maior atestado disso, além do infame elogio a um torturador inominável da ditadura militar. Basta pesquisar e ver que em 28 anos de vida pública o deputado só criou confusão e baixaria, não fez nada de relevante. Como democrata convicto, sinto-me envergonhado pelos brasileiros que entraram nessa onda tão cegamente, numa idolatria insana a alguém sem mérito para tal. A partir de 29 de outubro estarei na resistência democrática contra o arbítrio, venha de que lado vier. Não passarão aqueles que flertarem com o fascismo ou o socialismo. Por enquanto só nos resta uma certeza, a de que teremos mais um presidente medíocre para nossa extensa coleção.

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

Estamos numa encruzilhada, não há mais a possibilidade de não se envolver e deixar a decisão para os outros. Não há mais um caminho do centro, da conciliação, da união de todos, da paz e da omissão. Agora estamos divididos, os mais de 200 milhões de brasileiros, no momento da decisão que vai determinar o destino do País. Não há mais o meio-termo nem a terceira via que permitiam continuar ao deus-dará. Agora depende exclusivamente da escolha de cada um. As alternativas estão claras: é Lula ou Bolsonaro. Há muito tempo o povo brasileiro não tinha uma oportunidade como esta de se definir e assumir a responsabilidade por sua decisão. Cabe a cada um de nós refletir sobre o que quer para o futuro do Brasil. E só existem duas possibilidades: seguir dependente do Lula e sua quadrilha, recebendo migalhas, ou acreditar que há, sim, um mundo melhor a conquistar com trabalho, estudo, honestidade e respeito aos outros, que Bolsonaro oferece. Nada mais há a dizer. É decidir e assumir a responsabilidade!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Não foi golpe!

O povo nas urnas, democraticamente, de forma acachapante e soberana, validou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e, em alto e bom som, declarou: “Não foi golpe!”. Engulam o choro, petistas, essa página da História do Brasil está definitivamente virada com a humilhante derrota de Dilma nas eleições de 2018.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

A voz do povo é a voz de Deus, diz um antigo provérbio popular. Depois que o sr. Ricardo Lewandowski livrou a cara da sra. Dilma, poupando-lhe os direitos políticos, contrariando a própria Constituição que ele jurou defender, o povo fez valer a justiça, punindo nas urnas a despreparada senhora.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Finalmente a verdadeira democracia está vencendo!

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Humor do eleitorado

A derrota eleitoral de Dilma Rousseff, Eduardo Suplicy, Lindbergh Farias, Roseana Sarney e a votação forte em Jair Bolsonaro, Major Olímpio, Wilson Witzel mostram o humor do leitor: estamos inseguros e cansados de corrupção, demagogia e incompetência. José Dirceu já adiantou que o plano do PT é “tomar o poder”. Falta saber: qual é o plano de Bolsonaro?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

A DISPUTA DA PRESIDÊNCIA

Não vai ser fácil escolher entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), diz o editorial "Uma escolha muito difícil" (8/10, A3). Mas basta ler o "Programa Lula", em que o Partido dos Trabalhadores faz, com todas as letras, ameaças em nome de "refundar a democracia". Quem sabe ler já sabe que o PT pretende controlar a mídia, desfazer privatizações, acabar com a reforma trabalhista e restaurar o regime de exploração do petróleo que arruinou a Petrobrás. É preciso tomar a Petrobrás novamente e fazer dela um queijo suíço. Pior de tudo, o candidato Haddad, marionete de Lula, recebe ordens de dentro da cela na Polícia Federal em Curitiba, do presidiário. Este seria motivo se sobra para escolher entre um candidato e outro, ou seja, uma escolha fácil. Falta coerência ao eleitor: se ele não aceita que bandido comande o crime de dentro da prisão, como aceita e vota em quem lhe dá ordens de uma cela? O plano de governo de Bolsonaro é claro e agrada a muitos brasileiros que não querem o comunismo. Defende a privatização, corte de gastos, o fim da Lei Rouanet para artistas já consolidados, o fim do uso de dinheiro público para financiar movimentos partidários, MST, CUT e ONGs, o aumento do Bolsa Família e o combate às fraudes no programa, a diminuição dos ministérios, o combate à corrupção, o fim do imposto sindical, da CPMF e a manutenção do 13.º salário, entre outros, que geraram tanta polêmica no primeiro turno, porque a mídia explorou comentários truncados. Em três semanas acredito que cada candidato terá tempo para esclarecer seu eleitor e deixar claro o Brasil que cada um quer.  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A DIVISÃO DA NAÇÃO EM DOIS EXTREMOS

Há certa dificuldade no Brasil de estudar um pouco mais de História, ou de até mesmo puxar na memória fato de que já temos conhecimento. Vamos, agora, para o segundo turno das eleições com candidatos extremistas à Presidência, podendo impor suas ditaduras tradicionais. De um lado, o candidato do PSL é extrema-direita, com estilo muito próximo do militarismo, regime este que, no Brasil, na Argentina e no Chile, juntos, matou quase 35 mil pessoas. No outro lado, o candidato do PT é extrema-esquerda, que tem o estilo que vai muito além de assassinar a economia do País e encher os bolsos de seus líderes. Se pegarmos só os dados da China e da União Soviética, juntos, esses regimes mataram 85 milhões de pessoas. Claro que os bons moços jamais seguiriam tão rigidamente a linha desses regimes. Será? Seguindo ou não, parece que o brasileiro quer pagar para ver. Agora, vamos ter uma união homogênea da esquerda, de um lado, e, do outro, a união anti-PT, lutando para ver quem deixa a imagem do País mais arruinada. E nós, que somos a favor do Brasil, que não queremos sujar nossas mãos, nos tornemos Pôncio Pilatos e, diante dessa péssima escolha, vamos lavar as mãos, votando em branco? Esse ato não seria condenável, pois é uma forma de ter a consciência limpa ao ver o País afundando num lamaçal de ideias pífias.

Higor Gabriel Duarte Lima higorduarte14@gmail.com

São Paulo

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'O DIABO'

Com a confirmação do segundo turno entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, cabe prestar muita atenção aos movimentos de Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que já tentou autorizar uma entrevista de Lula direto da carceragem da Polícia Federal de Curitiba. Se pensarmos que o PT faz "o diabo" para ganhar uma eleição, convém prestar muita atenção a Lewandowski e também a Dias Toffoli.

Cláudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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DISRUPÇÃO

Raramente eu discordo dos editoriais de "O Estado". Ontem foi um desses dias raros. O editorial "Uma escolha muito difícil" (8/10, A3) ignora fenômeno de grande importância que está acontecendo no País: a opção ideológica. Ficou clara a escolha do liberalismo em oposição ao dirigismo estatal. Programas e projetos, que fizeram falta ao editorialista, serão consequências dessa opção. Enumerá-los, como sempre se fez no Brasil, e com alguns candidatos derrotados o fizeram, é uma inutilidade, a situação do País não permite prometer nada. A hora é de reformas estruturais e é uma felicidade saber que os eleitores deram o caminho certo para elas. Esperamos que o confirmem no segundo turno. Na encruzilhada em que se acha o Brasil, o chamado "centro", que equivale a acomodação e omissão, iria negligenciar e agravar os problemas. Precisamos de disrupção, e é o que o resultado das urnas promete.

Wagner de Goes wtgoes9@gmail.com

São Paulo

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UMA LUZ

O editorial "Uma escolha muito difícil" ("Estadão", 8/10, A3) nos esclarece que, realmente, o céu não está para observar estrelas. Mas, no final, nos deixa uma luz: "privilegiar apoios consubstanciados em honestidade, decência e competência".

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque 

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ESCOLHA ENTRE SISTEMAS

"Uma escolha muito difícil", entre PT/Lula/Haddad e Bolsonaro/PSL. É mesmo? Opção 1: Haddad = PT no poder (José Dirceu), visão econômica seria a que criou a crise com o desemprego atual, continuação da subversão da democracia na direção de um sistema socialista e estatizante, libertação de Lula e de muitos outros corruptos. Retrocessos nas mudanças. Opção 2: Bolsonaro = visão econômica liberal com detalhamento a ser definido, desenvolvimento econômico e social livre, sem metas ideológicas, salvo a continuação da democracia, redução das despesas de custeio, repressão à corrupção, apoio à Operação Lava Jato, combate enérgico à criminalidade, recuperação do sistema de educação, continuidade nas mudanças. Pendências: desmatamento zero. Não se trata de uma escolha entre pessoas, mas de uma escolha entre sistemas. Basta aferir o foco, que para a maioria a escolha se torna evidente.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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DEPOIS DAS URNAS

Eleitores que conhecem o lulopetismo e seu terrível e nefasto legado causador de 13 milhões de desempregados (e a desgraça de suas famílias), indignados com a abominável divulgação do "kit gay" pelo então ministro da Educação Fernando Haddad, poste cravado no coração do Brasil pela jararaca que comanda seu títere a partir da cela da Polícia Federal, à moda de líderes do PCC, não titubearão em sufragar Jair Messias Bolsonaro como presidente "salvador da Pátria" neste momento crítico da democracia tupiniquim. Ele, inocente em mostrar seus sentimentos e apregoar valores fundamentais - ao invés de esconder as reais intenções, como fazem políticos profissionais sem vergonha na cara -, deverá livrar o País do caos e da veneração de regimes ditatoriais da América e da África, marca registrada do petismo.

Paulo Eduardo Grimaldi pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

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UMA IDEIA MELHOR?

Sou assinante deste jornal há muitos anos, a mim apresentado por meu pai, que dizia ser este "o melhor jornal do País". O "Estadão" sempre foi o meu porto seguro com relação à política. Sempre encontrei respostas para minhas dúvidas por intermédio de seus editoriais, que são o que mais aprecio no jornal. No entanto, com relação ao momento político que estamos vivendo, não estou conseguindo entender que atitude sugerem que poderíamos tomar. O editorial de ontem me pareceu contraditório. De um lado, temos Haddad com seu "Programa Lula", e de outro temos Bolsonaro e suas deficiências. O primeiro já conhecemos e sabemos quais serão seus projetos, que, tirando o aspecto político, ainda trazem um retrocesso na economia e a tudo o que conseguimos atingir. O outro é uma aposta. Já que só temos duas opções, não seria mais interessante pagar para ver? Se tiverem alguma ideia melhor, ficaria agradecida se me apresentassem.

Maria Léa Coelho de Almeida mariacalmeida46@gmail.com

São Paulo

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SEM DIFICULDADE

O editorial de segunda-feira, ao citar Bolsonaro como ausente dos debates "por vontade própria e, depois, por ter sido vítima de uma facada", não condiz com o editorial sério do jornal "Estadão". Percebo que o jornal está muito interessado em puxar a sardinha para o lado do esquerdista Haddad, que nada mais é do que uma marionete nas mãos de um prisioneiro que se por azar for vitorioso no segundo turno, o que eu muito duvido, seremos governados por um ladrão e de dentro de uma cela da Polícia Federal. Dizer que é "uma escolha muito difícil" entre Bolsonaro e Haddad é ser pretencioso demais. Qualquer cidadão de bem que trabalha e paga seus impostos já sabe a escolha certa, é só observar a queda do dólar e a alta da Bolsa nos últimos dias para fazer a escolha. 

Orélio Andreazzi orelio@andreazzi.com.br

Suzano

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A FAVOR DA LIBERDADE

Eu não sou evangélico do tipo que crê na existência de um Deus que separa os homens e me coloca na categoria dos bons lutando uma guerra contra os ímpios para impor meus valores. Não sou ruralista do tipo que acredita ser responsável por alimentar o mundo e que este propósito me autoriza a destruir o meio ambiente e tomar para mim toda a terra que conseguir. Não sou militar do tipo que julga que manter a ordem e o progresso implica abolir princípios civilizatórios e suprimir a integridade, a liberdade e a vida de quem discorde e seja diferente de mim, e também não sou político convencido de que a conquista do poder prescinde de escrúpulos e que os meios justificam os fins, inclusive roubar, mentir e trapacear para impor minha visão de mundo. Sou um brasileiro da maioria silenciosa que rejeita os rótulos que possam me segregar das pessoas, que pensa com a própria cabeça e não suporta o pensamento binário que divide o mundo entre a minha turma e os inimigos. Sou um eleitor que acredita na democracia e que, por meio do voto, posso exercer meu direito de votar e eleger aqueles que compartilham os meus valores. Com respeito absoluto aos resultados da eleição, sejam quais forem. Eu não voto contra, voto a favor da liberdade.

José Tadeu Gobbi tadgobbi@uol.com.br

São Paulo 

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QUEM HERDARÁ OS VOTOS DO CENTRO?

Na disputa eleitoral que reinicia, e mirando apenas os presidenciáveis, os votos recebidos no primeiro turno são o seu capital inicial. Briga-se, agora, pelos votos dos que saíram da contenda. Diz-se que Haddad já procura os caciques partidários para herdar-lhes o acervo de votos. Bolsonaro estaria buscando as lideranças informais, gente recém-eleita para as Casas Legislativas ou prestes a ganhar a corrida para governador. Geraldo Alckmin, ACM Neto e outros não lideram as suas hostes pelas opções erradas que fizeram, mas devem seguir a reboque delas posando de ganhadores, e, no fim, quem sabe, abocanhando um naco de poder. O caso de Neto é doloroso: enquanto o DEM ressurge forte, ele, até então líder inconteste, cavou a sua sepultura política omitindo-se na eleição baiana, não elegendo nenhum deputado federal ou senador para a sua coligação. A transferência de votos à esquerda virá de Marina Silva (traço) e Ciro Gomes (dos seus currais). Os que buscavam em Ciro uma solução de centro possivelmente rumarão para Bolsonaro. Os votantes em Alckmin e nos nanicos, exceto Guilherme Boulos, tendem a apoiar Bolsonaro. São lideranças menores, é verdade, mas têm bons quadros. O que se percebe é que, se não houver erros crassos nos próximos dias, a centro-direita, por muitos anos envergonhada, empolgará a Presidência do Brasil.

Paulo Mello Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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A DIANTEIRA DE BOLSONARO

Espero, torço e rezo para que, na prática, Jair Bolsonaro de fato se torne uma boa surpresa para os brasileiros e para o Brasil. Que pense grande. Com sensatez e firmeza de atitudes. Que seja feliz na escolha de auxiliares qualificados. Que suas ações sirvam para diminuir hostilidades, mágoas, preconceitos e patrulhamentos doentios, covardes e descabidos. Que trabalhe com afinco e ardor para ser um presidente respeitado pela maioria dos brasileiros. Que trate adversários com grandeza. Os brasileiros estão cansados de desilusões. De ser saco de pancadas. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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'ESPERTEZA' CONTRAPRUDUCENTE

                          

Por 30 anos, pós-governo militar, escolhemos sempre o menos pior para os cargos do Executivo, elegendo candidatos despreparados não só para os cargos do Executivos, como também para os cargos do Congresso Nacional e Assembleias Legislativas. E, depois da desastrosa administração Dilma Rousseff, que levou a economia do País à beira do abismo, chegamos ao caos atual. Eleita por duas vezes por obra e arte do ex-presidente Lula, sofreu o impeachment, não por meio de um golpe, como querem fazer crer os petistas e seu seguidores, ao contrário, foi por incompetência explícita. Entregou o governo com 13 milhões de desempregados e um déficit orçamentário absurdamente alto. Para complicar ainda mais, o ex-presidente, preso por corrupção, e o seu partido entraram com um número imoral de recursos no Poder Judiciário, ao mesmo tempo que ele era registrado como candidato à Presidência da República, só indicando o seu substituto na data-limite. Como resultado dessa "esperteza", praticamente jogaram no colo das forças da direita, representada pelos militares, a Presidência da República. Estas voltarão ao poder, agora por meio do voto. O capitão Bolsonaro, sem ter mostrado nenhuma atribuição para exercer o cargo de presidente, teve uma votação acima do esperado, e com certeza será eleito o novo presidente da República. E deverá a sua vitória à estúpida atuação dos petistas, que, além de propiciar a Operação Lava Jato, aviltaram o Poder Judiciário com tantas chicanas, que chegaram à beira do achincalhe. Tal postura irritou a população, tratada como estúpida por eles e levando-a a apoiar o deputado federal. Não acredito que será uma boa solução para o País a sua vitória, não só pela pessoa do candidato, como pelas declarações de seus auxiliares mais próximos. O general que cuidará da infraestrutura do País já apresentou como objetivos de sua administração construir mais uma hidrelétrica no Rio Tapajós, na Amazônia, por exemplo, além de mais uma usina atômica em Angra dos Reis. Ambas contra a tendência mundial de priorizar as energias renováveis, mais seguras e menos custosas, nas quais o Brasil é um país privilegiado. A população comprou a ideia de um governo mais eficiente e que dará maior segurança ao País, mas não é o que eu me lembro do período do governo militar e o que eu estou assistindo com a intervenção militar no Rio de Janeiro. Obras como a hidrelétrica de Balbina, na Amazônia, e a própria Itaipu foram obras totalmente equivocadas, por sua localização. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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O 'PROGRAMA LULA'

Cumprimento o jornal "Estado" pelo brilhante editorial "Pior que a Venezuela" (7/10, A3).

Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

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O NORDESTE COM O PT

Esta, sem dúvida, é a eleição das revelações e das curiosidades. Mesmo depois de José Dirceu revelar que o PT quer "tomar o poder" para que, afinal, eles implantem no Brasil o socialismo bolivariano combinado no Foro de São Paulo, ainda assim o preso de Curitiba, digo, Fernando Haddad, conseguiu emplacar um segundo turno. A curiosidade fica por conta de que o PT desviou R$ 50 bilhões para ajudar ditaduras latino-americanas e africanas, mas nenhum centavo para a transposição do Rio São Francisco ou para melhorar a vida da população carente do Nordeste. Contudo, é o Nordeste que se mostra cativo ao PT. No entanto, se lá houvesse melhores condições de vida e a maioria pudesse acessar a internet e não dependesse, para se informar, só das TVs esquerdistas, provavelmente o resultado seria outro. Perdoamos o Nordeste pela falta de conhecimento e informação, mas não perdoaremos os candidatos derrotados que apoiarem o PT, pois acima de tudo prezamos a democracia - que o PT não tem - e a nossa liberdade. Lula, vade retro!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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VITÓRIA DE HADDAD NO NE

Um carro de propaganda passando defronte à sede do PT foi apedrejado só porque tocava o sambinha cujo refrão é "se gritar 'pega ladrão'...". O eleitor do interior nordestino é, claramente, desinformado e teimoso. Deve crer que seus conterrâneos, nas capitais, bem como o resto do Brasil, estão errados. E todos pagamos com os governos desonestos dos petistas. Agora, proporcionam o segundo turno ao "poste" Fernando Haddad, que, se não foi competente como prefeito, está apto a ser presidente? Triste, muito triste.

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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FALTA POUCO

Não sei por que tanta indignação. O Nordeste será, apenas, a última região a se livrar do PT.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DEZ A ZERO

Parabéns ao Nordeste e ao bravo povo nordestino, por ter votado de forma progressista, a favor da democracia e contra o fascismo nas eleições de 2018. O Brasil deve muito ao Nordeste e aos nordestinos. Como paulistano, expresso minha indignação e vergonha alheia pelo voto reacionário, conservador e alienado de São Paulo. O Estado mais rico e populoso do País elegeu Jair Bolsonaro, João Doria e figuras lamentáveis como Janaína Paschoal, Kim Kataguiri, Tiririca, Alexandre Frota, Major Olímpio, entre outros para o Legislativo, com maciça votação. Nordeste 10 x 0 São Paulo, fora o baile.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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VASSALAGEM

A primeira atitude de Fernando Haddad e das lideranças petistas após a indicação de que haverá segundo turno foi sair correndo para Curitiba conversar com o "padrinho" Lula. Que absurdo! Que falta de caráter! Que vassalagem! 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A DEMOCRACIA EM RISCO

Haddad, além de pau-mandado, é um cínico cara de pau. Diz que a democracia está em risco (8/10, A10). Só se ele ganhar a eleição (Deus nos livre!), pois são os "petralhas" que idolatram os ditadores Nicolás Maduro e Daniel Ortega.

F. G. Salgado Cesar fgscesar@hotmail.com

Guarujá 

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SÍNDROME DA DEMOCRACIA

O resultado inexpressivo da maioria dos candidatos ao cargo de presidente indica que vivemos a síndrome da democracia, e muitos que disseram não ser aliados nem da direita e muito menos da esquerda já bafejam o fisiologismo do poder. É impossível mantermos um modelo dessa natureza para um Brasil que se apresenta ao mundo como jovem democracia. São urgentes e inadiáveis a reforma político-partidária, o fim do voto e do horário obrigatórios e a extinção da reeleição.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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DISCIPLINA

Vejo a dita elite deste país muito preocupada com a democracia, mais que elite é esta que jamais se manifestou contra o mensalão e petrolão? Agora, temos um candidato que se dispõe a colocar a "disciplina" dentro das escolas públicas, princípio fundamental para permitir que alunos que estejam dispostos a estudar possam progredir. Só isso já vai valer a pena. Estudei no melhor colégio em Santos (SP) em 1972, e era um colégio público.

Marcos Campos marcosscampos@hotmail.com

São Paulo

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PREPARO

É curioso, no mínimo, o artigo de sábado do jurista Miguel Reale Júnior ("Entre les deux mon coeur ne balance pas", 6/10, A3). Nas primeiras eleições do sr. Lula da Silva, o mesmo jurista se calou diante do postulante ao Planalto quanto ao preparo para tal incumbência. Como agora fala do sr. Jair Bolsonaro, até porque no mínimo "minimorum" o sr. Bolsonaro, por pior que seja, tem muito mais preparo que o sr. Lula da Silva. 

Luis Fernando M. Carvalho meirelles@meirellescarvalho.com.br

São Paulo

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RENOVAÇÃO AGORA

Catorze Estados definiram os seus governadores no primeiro turno das eleições de 2018. Os 13 restantes indicarão os seus representantes no próximo dia 28. O PT só ganhou em três Estados da Região Nordeste. O MDB só foi vitorioso em um Estado, também do Nordeste. O PSB venceu em três Estados; o DEM, em dois; e o PDT, o PHS, o PP, o PSD e o PCdoB angariaram um Estado cada. Eduardo Suplicy, Dilma Rousseff, Lindbergh Farias, Vanessa Grazziotin, Romero Jucá, Fernando Pimentel, Eunício Oliveira e Maia perderam. Bolsonaro e Haddad continuam brigando pela cadeira de chefe de Estado e de governo da República. Renovação foi o recado claro transmitido pelos eleitores brasileiros no domingo. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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BRASILEIRO SABE VOTAR, SIM!

Contrariando alguns, o povo brasileiro mostrou que sabe, muito bem, votar. Para confirmar, basta verificar os nomes que foram "jogados na lata do lixo": Dilma Rousseff; Lindbergh Farias; Eunício Oliveira; Romero Jucá; Edison Lobão; Beto Richa; Eduardo Suplicy; Marconi Perillo; entre outros. A limpeza começou. Parabéns ao povo de bem! Muda, Brasil! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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NAS URNAS

Que maravilha!  Dilma, Lindbergh e Suplicy não entraram. O PT vai desaparecendo. 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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LIMPEZA

Renovação ou limpeza? Suplicy, Ibope, Dilma, Ibope, Jucá, Ibope, Lindbergh, Ibope, Beto Richa, Ibope, Perillo, Ibope, Eunício, Ibope... Eu prefiro denominar como limpeza. Pena que ela poderia ter sido bem maior ou melhor: ninguém ter sido reeleito.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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HIGIENE NA POLÍTICA

Foi descoberta e aplicada a vacina a favor da higiene na política. Ela se chama Jair Bolsonaro. Erradicou políticos tradicionais, e isso pode ser atestado na configuração do mapa político brasileiro. Encontra, ainda, forte resistência no Nordeste, onde as bactérias sobrevivem sugando aquele sofrido povo. Mas isso tem data para acabar. Não percam a esperança. Quem viver verá.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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MOTIVOS PARA COMEMORAR

Aqueles que estão ansiosos por um Brasil livre da bandalheira já têm motivos para comemorar. Vimos que muitos maus políticos  foram repudiados nas urnas pelos eleitores. Cresceu o voto consciente. Diminuiu o voto de cabresto. O nosso Congresso, com certeza, será melhor. Está vindo gente que deseja realmente representar o povo e que irá trabalhar para o bem da nossa nação, e não só para o bem deles. Uma boa quantidade de lobos em peles de cordeiros foi mandada para o ostracismo. Ah, como foi bom ficarmos livres destes sugadores da pátria! Como será agradável nunca mais ouvir falar destes nocivos que se foram. Falta pouco para que a nossa vitória seja mais expressiva. No dia 28 de outubro, nosso país ficará livre do risco de se tornar uma Venezuela. Vai brilhar o verde da esperança. O vermelho do socialismo e do comunismo é assustador.  

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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HIERARQUIA E RENOVAÇÃO

Renovar o Congresso e os cargos majoritários de presidente, governador e prefeitos é até simples: 1) para cada cargo só podem se reeleger uma vez; 2) hierarquia dos cargos na política na ordem vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, prefeito, governador e presidente. Dessa forma, quem foi vereador pode ascender a qualquer cargo acima. Senador não pode retornar a deputado estadual, federal ou vereador, e assim por diante. Presidente, depois de reeleito, não pode mais retornar a nenhum dos cargos abaixo. Seria, mal comparando, o coronel não poder ser mais soldado. Tem de subir, não podendo retornar a nível abaixo na hierarquia.

Valdir Pricoli cambuci@yahoo.com

São Paulo

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QUE BRASIL É ESTE?

Fiquei pensando no resultado das eleições. As mulheres que saíram às ruas pedindo mais poder, respeito, igualdade e honestidade não votaram na candidata Marina Silva e votaram no grosseiro, no machista e no corrupto. Os eleitores despacharam Dilma, Suplicy, Pimentel, Sarney, Jucá, mas deram abrigo a Gleisi Hoffmann, Alexandre Frota, Aécio Neves, Tiririca e Renan Filho. No Estado mais escolarizado no País, não souberam dar valor ao mais culto e preparado. O Estado mais pobre votou por ser mantido na miséria. Cristãos votaram em comunistas que ofendem a religião. Ateus votaram em santos milagreiros. Reclamamos de políticos que não fazem nada, mas boa parte de nós nem sequer foi votar. Falam em ação, mas pedem autorização de um preso condenado para falar. Que país somos nós? Que Brasil é este?

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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ABANDONADO

Nesta eleição, Geraldo Alckmin (PSDB-SP) foi abandonado por membros do seu próprio partido e com isso perdeu as eleições, e o Brasil perdeu ainda mais.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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A VAIDADE 

 

Se não fosse a vaidade de Geraldo Alckmin, quando da escolha do candidato à Presidência pelo PSDB, que realmente impôs seu nome, é certo que teríamos outra pessoa, como, por exemplo, Henrique Meirelles disputando com Jair Bolsonaro e com chances de ser eleito. 

Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br

Campinas

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Alckmin não precisa, agora, apoiar o candidato do PSDB ao governo do Estado. Ele não merece. Continuamos acompanhando o ex-governador, que merece nosso respeito. O atual candidato tucano ao governo do Estado de São Paulo não é reconhecido pelos "reais" peessedebistas. Abaixo Doria.

Lydia L. Ebide lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo

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A DEPUTADA MAIS VOTADA

Cumprimento a deputada eleita Janaína Cabral, liderança maior que emerge destas eleições. São Paulo pagou o tributo à sua coragem e determinação. Aguerrida, posicionando-se sempre com clareza, sem aquelas firulas e indefinições tão comuns em nossos políticos, mostrou o que querem os brasileiros dos seus representantes. #Elasim!

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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ESFORÇO RECONHECIDO

Dra. Janaína Paschoal, meus parabéns por vossa vitória! Continue combatendo a hipocrisia petista!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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A DERROTA DE DILMA ROUSSEFF

O desrespeito à Constituição federal ocorrido no processo de impeachment capitaneado pelo ministro Ricardo Lewandowski e por Renan Calheiros foi corrigido pelo povo mineiro, que deu plena efetividade à cassação, ao não eleger Dilma Rousseff para o Senado.

José Wilson de Lima Costa  jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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CORRIGINDO O ERRO

Em referência à exclusão da ora cabisbaixa "ex-presidenta" Dilma, detentora de nada honroso 4.º lugar na disputa de vaga ao Senado por Minas Gerais, saúdo o esclarecido povo brasileiro que, em substituição à inepta e inconstitucional decisão do ministro Lewandowski, soube muito bem tolher o direito de atuar na esfera pública durante a próxima legislatura.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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NA MIRA DA LAVA JATO

Dois mineiros, Dilma Rousseff e Fernando Pimentel, colegas de aventuras subversivas na clandestinidade, poderão ser acusados, julgados e condenados por corrupção. Presos, poderão cumprir pena numa mesma cela, se o Projeto de Lei 5.002/13, de autoria do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e da deputada Erika Kokay, do Distrito Federal, que trata do direito de identidade de gênero, for aprovado.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PESQUISA FALHA

Na pesquisa divulgada um dia antes da eleição (6/10), o prestigiado instituto Datafolha informou que o governo de Minas Gerais seria disputado entre Antonio Anastasia (PSDB) e Fernando Pimentel (PT), com, respectivamente, 40% e 29% das intenções de voto. Deu Romeu Zema (Novo), com 42,7%, e Antonio Anastasia, com 29%. Já para o Senado, segundo o Datafolha, seriam eleitos Dilma Rousseff (23% das intenções) e Rodrigo Pacheco (15%). Carlos Viana, com 14%, não seria eleito. O resultado foi Rodrigo Pacheco (20,5%) e Carlos Viana (20,2%). Dilma ficou em 4.º lugar, com 15,4%. Considerando esses resultados, dou uma sugestão: mudem o nome para Datafalha. Seria mais coerente.

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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FALSO GUIA

A se confirmar o resultado das eleições em 1.º turno nos seus mais variados quadros, os institutos de pesquisa Ibope e Datafolha deveriam pedir licença e sair de mansinho. Afinal, ascensões e quedas tão distantes do prognóstico não acontecem assim, do dia para a noite. Desta vez, os erros foram grosseiros, estiveram muito longe da curva e devem ser questionados.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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SINAL DE ALERTA

O volume de denúncias sobre irregularidades em urnas eletrônicas na eleição de domingo - muitas delas documentadas pelos eleitores - acende um sinal de alerta. A maioria das inconsistências apontadas envolveu os nomes dos candidatos à Presidência Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). Explicações de autoridades da Justiça Eleitoral, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Ministério da Segurança Pública garantindo a confiabilidade dos equipamentos não podem ser recebidas como dogma. Muito menos o argumento usado pelo ministro Dias Toffoli de que as urnas eletrônicas são "totalmente confiáveis" e que Bolsonaro "sempre foi eleito" por meio desse equipamento. Afinal, as denúncias sobre fraudes no uso dessas urnas sempre se referiram aos cargos majoritários e a inexistência de ocorrências antecedentes não elide a hipótese de que ocorram na atual eleição. Mais salutar será a contratação de auditoria independente para dirimir dúvidas sobre o sistema utilizado. Nada é excessivo quando se trata de proteção à democracia.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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URNAS ELETRÔNICAS

Concluído o "plebiscito", ficou clara a rejeição em âmbito nacional e internacional (votos do exterior) à agremiação que mandou elemento seu participar, à ordem do comandado da organização criminosa, centrada no interior da Polícia Federal (cárcere especial) em Curitiba. Objetivamente, o escrutínio foi ótimo sob o ponto de vista da praticidade. Varreu do cenário político, por vontade e soberania do voto, elementos que desserviam ao País. Feita a primeira etapa da faxina, há que convir: as pesquisas eleitoreiras a influenciar resultados tiveram também o dedo do diabo. Vários candidatos que se distanciavam à frente nos garranchos improvisados dos pesquisadores dias antes chegaram em último; dir-se-ia que o ser humano é vacilante, mudou de ideia na última hora, sempre assim... Porém, ficando para o segundo turno o partido da plutocracia, terá folga de caixa a manter os companheiros eliminados em atividades múltiplas, enxugando gelo ou fazendo cera, cuidando da burocracia da Ursal, no Foro de São Paulo, enquanto seu lobo não vem. O sistema de urnas eletrônicas, ao contrário do que dizem e afirmam a ministra Rosa Weber e a procuradora-geral Raquel Dodge, não é seguro, o formalismo solene de entrevistas ou pronunciamento oficial não afastam nem apagam a gravidade das ocorrências nas eleições deste ano: teriam, sim, ocorrido com tranquilidade, não fossem os fatos (vários) trazidos por eleitores nas redes sociais (testemunhas e vítimas) sobre urnas programadas, com provas, filmes, declarações de policiais, enfim. Não basta dizer que eram "fake news" e assunto encerrado. A menção resumida pelas autoridades confessando que, sim, tiveram casos "isolados" de urnas avariadas é o suficiente para concluir: o sistema é falho, incontroverso. Isso é de uma gravidade infinita. Ponto pacífico. A sociedade merece respeito e esclarecimentos. Ficam sugestões de quesitos a serem respondidos pela Superintendência da Polícia Federal e seus peritos: 1) quantas urnas foram apreendidas e constatadas com violações? 2) Quantas urnas foram constatadas danificadas ou com sinais de adulterações? 3) É certo que urnas estariam "programadas" para surgir na tela e computar votos ao número 13, clicando-se somente o primeiro algarismo, número 1 do candidato a presidente? 4) Em quantas urnas "tais defeitos" foram encontrados e apreendidas documentações, provas, pen drives declinando-se o conteúdo, etc.? 5) Houve alguma seção eleitoral isolada pela Polícia Militar antes da chegada da perícia? 6) O que escreveram mesários e outros responsáveis pelas seções eleitorais envolvidas, ao lacrar ou separar tais urnas? 7) A perícia identificou eleitores vítimas pela internet, cadastrando-as para futura instrução e provas? 8) É possível que outras falhas tenham ocorrido durante o escrutínio de 7 de outubro, sem que mesários ou responsáveis tenham comunicado oficialmente à perícia? 9) Pelo quantitativo de urnas avariadas, qual o impacto negativo, em porcentuais, ao candidato prejudicado? 

Arnaldo Cordeiro Montenegro ac.montenegro@uol.com.br

São Paulo

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FRAUDE?

Fui votar ainda de manhã. Em meu voto para presidente, apareceu a foto, mas não houve o "confirma". Apareceram o "fim" e a consolidação. Na hora, achei estranho, mas aceitei. À tarde, quando vi as denúncias de fraude, é que me clareou o estranho. Sensação horrível de fraude.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@gmail.com

São Paulo

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MAL ESTAR GENERALIZADO

Vários depoimentos, veiculados nas redes sociais, acompanhados de filmagens (com depoimentos dos próprios policiais que lá estavam), denunciaram no domingo irregularidades nas urnas eletrônicas. Concidentemente, favorecendo o candidato do PT à Presidência. Este material era falso ("fake")? Foi forjado? As e-urnas do Brasil são uma jabuticaba. Sem back-up, só existem aqui. Por que não há um esclarecimento definitivo do TSE? Sem isso, um mal estar generalizado permanece. As urnas eletrônicas têm de parecer confiáveis. Como a mulher de César, não basta serem confiáveis (honestas).

Ulysses Fernandes Nunes Junior Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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A OMISSÃO DO TSE

Mais uma vez as urnas eletrônicas foram as grandes protagonistas das eleições. Infelizmente, enquanto não tivermos um meio seguro de votação, as eleições serão objeto de manipulações. Várias foram as reclamações de votos para presidente não processados e o site do TRE/TSE, embora tenha a opção de denúncia, não contempla esse tipo de verificação. No meu caso, ao apertar o número do candidato, a urna processou o voto, sem que eu tivesse chance de apertar a tecla "confirma" e verificar se estava correta a minha opção. Até quando?

Gilberto de Lima Garófalo gilgarofalo@uol.com.br

Vinhedo

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A LISURA DAS URNAS

Sobre a matéria "Presidenciável do PSL questiona resultado e lisura das urnas" (8/10, A6), antes de defenderem a lisura das urnas, o jornal "Estado" e a TV Globo (sra. Sadi) deveriam consultar as denúncias de eleitores à Justiça Eleitoral do Estado de São Paulo, em 7/10/2018, quando inúmeras pessoas foram impedidas de votar para presidente. Após votar em governador e confirmar, ao digitar o número 17, para presidente, o equipamento não apresentava a foto do candidato, não autorizava "confirmar" e mostrava na tela simplesmente um "FIM". Fui também vítima dessa ocorrência eleitoral.

Altivo Campos Silveira altivosilveira@uol.com.br

São Paulo

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ACUSAÇÃO DESCABIDA

Não entendi. Quer dizer que na votação extraordinária dos filhos de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro e em São Paulo não houve fraude, mas em relação ao pai, sim? Os votos de todos eles não estavam na mesma urna? Faz sentido? Se houvesse fraude numa urna, todos os resultados seriam igualmente adulterados, pois não? Essa acusação de Bolsonaro denigre a lisura do pleito e desmoraliza todas as autoridades envolvidas. Desvaloriza, também, a lisura do pleito em nosso país diante do mundo todo. Tem o mesmo apelo da acusação de golpe feita "ad nauseam" pelo PT.  O mais incrível é que as pesquisas acertaram o resultado com muita precisão antes do pleito e na boca de urna. Como, então, acreditar na adulteração dos resultados, como está acusando Jair Bolsonaro? Talvez melhor seria ele compreender que uma grande parte do povo brasileiro lhe deu um recado:  de que quer conhecê-lo melhor, quer saber quais suas ideias sobre os vários temas que um presidente precisa dominar, que deseja vê-lo debater com o oponente para saber como se sai e também que ele mostre que consegue enfrentar o contraditório, e não que faça apenas monólogos. Não é justo que assim seja, já que agora está em condições boas de saúde? É isso que se espera do líder das pesquisas com grande chance de vencer. E isso é o mínimo que se pode esperar do candidato Bolsonaro. Que aja com a lealdade ao País e ao povo brasileiro, sem tentar implantar a discórdia e a desconfiança, exatamente como fazia Lula da Silva.

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas 

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TAL PAI

Se o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) vencer o segundo turno das eleições presidenciais de 2018, como seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL), que, pleiteando a reeleição a deputado federal, bateu o recorde de votos absolutos para a Câmara dos Deputados, com mais de 1,8 milhão de votos, ter-se-á confirmado politicamente o adágio "tal pai, tal filho", o que para o Brasil será uma esperança de que pai e filho, no Poder Executivo e no Poder Legislativo, tudo farão para que nossa pátria se livre dos corruptos que tanto a conspurcam. "Ita speratur" (assim se espera).

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis 

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UM EXEMPLO DE MULHER

Gostaria de elogiar a postura da empresária Cristiana Arcangeli em entrevista para o "Caderno 2" ("País precisa de ordem para ter progresso", 8/10, C2). Tenho visto muitas pessoas em busca de mudança para o nosso Brasil, mas poucas, muito poucas expondo de fato sua cara e opinião sobre um tema carregado de tabus, como é a nossa política. Um exemplo de mulher, destemida, empreendedora, dinâmica e que faz a diferença na busca de resultados positivos, dentro dos paradigmas democráticos de nossa sociedade. 

Eduardo Foz de Macedo efozmacedo@gmail.com

São Paulo

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