Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2018 | 05h00

CAMPANHA ELEITORAL

Testa de ferro de criminoso

Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, foi ungido candidato do PT à Presidência da República por Lula, cuja candidatura fora indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Convicto de seu papel de marionete, Haddad visitava Lula - que cumpre pena de prisão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro - na cela da Polícia Federal em Curitiba, onde recebia instruções para a campanha. Alçado à disputa do segundo turno com o candidato Jair Bolsonaro (PSL), Haddad ouviu sem constrangimento a proclamação desavergonhada da senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, na reunião da Executiva Nacional: “Lula mandou Haddad fazer campanha. Não precisa mais ir para Curitiba”. Haddad merece sofrer a repulsa dos eleitores porque é inaceitável que o País possa vir a ser presidido por um testa de ferro do chefe de um megaesquema criminoso. Quanto ao seu adversário, Jair Bolsonaro - temido pela origem militar, por suas propostas conservadoras e pelo temperamento mercurial -, não existem acusações de corrupção contra ele. Dê-se-lhe, então, o benefício da dúvida. Até porque, dentro da estrada da democracia, é o único caminho que resta.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

O PT e seu guru são entidades muito estranhas. Agora o Andrade tem de assumir que é Haddad e o guru se esconde a fim de que o preposto adquira personalidade para ser eleito no segundo turno. Se for eleito, voltará a ser Andrade e o capo reassume, da cadeia, o cargo de chefão. 

PAULO M. B. ARAUJO

pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

Salvar o espertalhão

Lula enrolou o PT e o Haddad até o último minuto para fortalecer sua posição de “injustiçado”. Exigia que Haddad fosse tomar a bênção e orientações sobre a campanha, semanalmente. Agora, com o fracasso do PT nas urnas na maior parte do Brasil, quando Haddad correu a Curitiba no dia seguinte ao da eleição, Lula manda que ele não mais o visite. Estaria Lula tentando salvar a campanha de Haddad ou, como sempre, tentando se salvar da derrocada? Quando havia chance de vitória, Lula era Haddad e Haddad era Lula. Agora, com o recado das urnas, só falta o criador negar sua criação.

CLÁUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Mera ingenuidade?

Espanta-me a cândida ingenuidade com que alguns analistas da mídia levam a sério planos e declarações do PT e de seus aliados. Louvam os “compromissos democráticos” da marionete e do presidiário, como se houvesse alguma sinceridade. Esquecem-se de que são membros de uma quadrilha que destruiu o País, roubou dezenas de bilhões de dólares, quebrou a Petrobrás, o BNDES e os fundos de pensão, numa sucessão de crimes que levaram à condenação e prisão do chefão e de mais de uma centena de criminosos de alta estirpe. Agora, falando mansinho e vestindo ternos de almofadinha, os petistas buscam retomar o poder para nunca mais largá-lo, como assegurou o maquiavélico José Dirceu. Todos mentem desavergonhadamente, sabendo que mentem, querendo enganar todos. E muitos analistas lhes dão crédito! É preciso um pouco mais de seriedade.

CÉSAR GARCIA

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

O Brasil infeliz de novo

José Dirceu foi sincero quando deu sua declaração sobre o objetivo do PT de “tomar o poder”. Seu programa de governo recorrente é uma comprovação dessa tomada de posição. O que causa surpresa, mas, na verdade, não nos deveria mais surpreender, é o partido tentar colar no adversário exatamente o que pretende fazer. Falta-lhe a necessária coragem de assumir posições controversas, que possam trazer riscos eleitorais. A hora é de se mostrar bonzinho e construir pontes. Assim foi na segunda eleição de Dilma, quando atacaram Marina, comprometendo-a com banqueiros, e, já eleita, executando o oposto do que diziam que fariam. Vera Magalhães e Fernão Lara Mesquita fazem bem em trazer o programa petista à baila neste momento, para refletirmos sobre a veracidade de sua “nova” postura. A pele de cordeiro já está impregnada do cheiro de lobo. Não cola mais.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Lobos em pele de cordeiro

Então, por alianças o PT mudará o plano de governo? Temos o clássico, é o lobo vestindo pele de cordeiro. Frase que se origina de uma parábola de Jesus, inserida no Novo Testamento: “Cuidado com os falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores” (Mateus 7:15). 

NELSON MATTIOLI LEITE

nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

Exército do Stédile

Alguém já se perguntou por que o MST anda sumido? Não aparece na mídia há tempos. Por que não se declara a favor do candidato de esquerda? Cuidado! Estão só querendo o seu voto.

ARMANDO HECK

projetos@plannerinfo.com.br

Guarulhos

Em cima do muro, não!

Embora não simpatize com o PSOL, o PSB e outras siglas “progressistas”, tenho de admitir sua coerência: aderiram à campanha do PT sem titubear. Parabéns. O mesmo não posso dizer de do PSDB, do DEM e outros “muristas”, além do Novo, que começa com práticas velhas. Lamentável. O momento é de sair do armário! São a favor do Brasil ou não? O destino desses partidos é o ostracismo político. 

CARLOS BENEDITO P. DA SILVA

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

Segundo turno no primeiro

Sinto muito, governador Alckmin. Sempre votei no PSDB. Mas não podemos deixar voltar o partido que nos mergulhou na atual crise. Antecipei, sim, como muitos, o voto que darei no segundo turno. Isso não é traição.

LILIA HOFFMANN

liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo

TUCANATO

Saudade dos líderes

Se vivos fossem, não creio que André Franco Montoro e Mário Covas tivessem permitido a derrocada do PSDB. Todos do partido, sem exceção, são responsáveis, e não apenas Geraldo Alckmin, com sua derrota. Geraldo conseguiu perder todo o seu capital político e eleitoral no imenso interior paulista. Resultado da omissão do partido, que vem desde 2/1/2003. Urge profunda autocrítica, resgatando os nossos valores, ou a extinção.

JOSE WILSON GAMBIER COSTA

jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista

NEM TRAIDOR NEM FALSO

Sempre fui eleitora de Geraldo Alckmin e admiro suas qualidades de bom gestor. Porém, diante de um mal maior, migrei meu voto nesta eleição para Jair Bolsonaro, e com muita esperança de que ele quebre um ciclo nefasto de governos petistas. Ontem, contudo, deparei-me com uma matéria que conta que Alckmin bate no peito e diz para João Doria que nunca foi traidor nem falso, acusando-o de traição por ter apoiado Bolsonaro. Ah, sinto contradizê-lo, mas quando da campanha para a Prefeitura de São Paulo, todos esperávamos que Andrea Matarazzo fosse indicado pelo partido para assumir o cargo de prefeito, pois se preparou para isso exaustivamente durante as gestões de Serra e Kassab, ocupando os cargos de secretário de Subprefeituras de São Paulo e subprefeito da Subprefeitura da Sé, mudando a cara de nossa cidade. No entanto, para surpresa nossa, Alckmin, amigo de frequentar a casa de Andrea, indicou o novato em política Doria sabe-se lá por quê, causando espanto a todos nós, de São Paulo, e um desgosto profundo em Andrea Matarazzo, que o acabou até levando para outro partido. Quem foi o traidor e falso neste caso, prezado Alckmin? 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

COLEÇÃO DE FIASCOS

Ver Geraldo Alckmin dizer que foi traído por João Doria é de lascar. Que tal colocarmos os pingos nos is? Pelas pesquisas em 2006, José Serra derrubaria o presidente Lula à época, principalmente por causa do mensalão, porém Alckmin deu uma rasteira em Serra, candidatou-se e o ilustre desconhecido ao Brasil sofreu aquele fiasco nas urnas. Depois, em 2008, quando Gilberto Kassab, parceiro do PSDB, se candidatou à reeleição à Prefeitura de São Paulo, torcíamos pela vitória dele para que o PT não se elegesse. Alckmin, contrariando até seus parceiros de partido, candidatou-se e perdeu feio. Segundo fiasco. Quando deixou o governo em 2018 para se candidatar à Presidência, mesmo sabendo que João Doria salvaria nosso Estado da esquerda, simplesmente apoiou seu vice, Marcio França, do esquerdista PSB. Portanto, não dá para se sentar no rabo e falar de outros. Fora que o PSDB hoje saiu minúsculo nas eleições por culpa do próprio Alckmin. Terceiro fiasco. Doria seria a regeneração do partido junto com os chamados "cabeças pretas". Senão, daqui a pouco, estará no nível de PCdoB, Rede, etc. Nem Fundo Partidário vai conseguir. Ou mudam ou morrem! 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

TRAIÇÃO INESPERADA

Confesso que fui iludido pelos fatos e "fakes" da atualidade. Nunca esperei que o voto popular pudesse renovar o Congresso Nacional e fizesse ali uma faxina. Foi uma bela surpresa. Outro imprevisto foi saber que parte dos políticos do PSDB é simpática à esquerda. As traições seguem a história do Brasil e da humanidade. O marechal Deodoro da Fonseca, monarquista e amigo íntimo de Dom Pedro II, traiu o imperador e proclamou a República; no Chile, Pinochet traiu Allende; em Roma antiga, Brutus traiu Julio Cesar; na "Bíblia" está registrado que Caim traiu Abel, etc., etc., etc. Na história recente do Brasil, assistimos a um ensaio de traição aos seus admiradores protagonizado pelo ex-presidente Fernando Henrique.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

APOIO

Talvez o candidato João Doria devesse perguntar a Geraldo Alckmin: quem precisa do seu apoio?

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

OS ERROS DE ALCKMIN

Após sucessivos erros estratégicos, começando pela escolha do seu vice em 2014 e seu candidato a prefeito em 2016, nosso ex-governador acabou colhendo o que não queria, uma fragorosa derrota eleitoral e o esfacelamento de seu partido. Evidentemente que não era o que almejava, mas acabou colhendo os amargos frutos que plantou.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

PSDB

PSDB, quem te viu, quem te vê...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

O GOVERNADOR DE SÃO PAULO

A mim, paulistano, causa espanto que João Doria tenha sido o mais votado em meu Estado, para ocupar o cargo de governador, concorrendo agora no segundo turno com o atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes. O ex-prefeito de São Paulo se elegeu para o cargo surfando na onda da Operação Lava Jato, que desbaratou uma quadrilha formada por políticos e empresários. Ligado à área da publicidade e à mídia, não precisou de ajuda para inventar o bordão "não sou político, sou gestor", que, a rigor, não queria dizer nada. Porém deu certo e foi eleito prefeito ainda no primeiro turno. E a decepção por aqui foi enorme. Tão logo tomou posse, mostrou a que veio, iniciando uma campanha pessoal para ser candidato à Presidência da República, o mesmo objetivo de Geraldo Alckmin, seu padrinho político. Nunca antes prefeito algum desta cidade faltou tanto ao trabalho, e de imediato, para alavancar o seu pretensioso objetivo. Permaneceu pouco mais de um ano à frente da nossa prefeitura, período em que demostrou ser um excelente corretor dos imóveis da prefeitura e um péssimo administrador público. Não conseguiu alcançar a candidatura ao Palácio do Planalto, mas tornou-se candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Recebi uma gravação, que constatei autêntica, do autor e jornalista Jô Soares narrando um encontro que teve com o ex-prefeito quando foi votar nas eleições de 1989. Ele o abraçou efusivamente, apesar de não gozar de sua amizade, o que lhe causou espanto. Logo em seguida, um cidadão que assistira à cena se dirigiu a Jô Soares e o avisou de que Doria havia colado em suas costas um adesivo que dizia "eu voto em Collor", o que inclusive não era a intenção do ator. E agora, tão logo foi para o segundo turno, já se apressou em apoiar Bolsonaro na disputa pela Presidência. O ex-governador Alberto Goldman, por não apoiar Doria, foi expulso do PSDB pelo seu diretório municipal, apesar de ser membro do diretório nacional, um absurdo. São Paulo não pode tê-lo como seu governador. Parece-me apenas um oportunista.

Gilberto Pacini  benetazzos@bol.com.br

São Paulo 

DECEPÇÃO

Sinceramente, foi uma decepção ver o governador Geraldo Alckmin declarar-se neutro no embate direto entre Bolsonaro e "Luladdad". Imaginava-se que ele agora iria acompanhar a grande maioria de seus eleitores, que, para não correr qualquer risco de ter o PT de volta, votou em Bolsonaro, que estava melhor que ele na linha. Governador, acredite, o povo está olhando, o futuro está aí à frente e o senhor não perdeu seus eleitores. Deixe sua neutralidade de lado e vote com sua consciência e coração, em prol do Brasil. Não podemos arriscar ter o PT de volta e repetir tudo de novo, ainda mais em escala pior. Confiamos no senhor.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

                     

OMISSÃO E TRAIÇÃO

Nossa atenção, agora, se volta para o segundo turno das eleições para presidente da República e governadores dos Estados. Muita celeuma ocorreu em quem votar ou não votar. Nosso país ficou entre a cruz e a caldeirinha, entre a cruz e a espada: de um lado, o futuro e a luz renovadora; de outro, o atraso e as trevas das ideologias esquerdistas, assimiladas pelo petismo lulista. Pela omissão de 30 milhões de cidadãos que optaram pelo não comparecimento às urnas, pelos eleitores que votaram em branco ou anularam seus votos, nossa repulsa. Traíram seu país, seus amigos, seus familiares. Sabedores das pesquisas que mostravam a inocuidade dos seus votos, insistiram em sua posição e permitiram que as trevas ainda pudessem ter uma tênue esperança de sobrevivência política. Quanto ao moribundo PSDB, como sempre fugindo da realidade e mureiro contumaz, prefere se omitir neste segundo turno, numa covardia sem limites, jogando por terra - e no lixo - toda a moralidade e a honradez político-administrativa de que sempre se jactou. Os tucanos perderam o bonde da história, e agora têm de se atrelar a João Doria, para livrarem nosso Estado, líder da Nação, das mãos petistas camufladas de peessebistas.

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

NEUTRALIDADE TORPE

PSDB, PP, Novo e DEM ficarão neutros no segundo turno. Em certas situações, a neutralidade pode ser um ato de bom senso e de coragem. Em outras situações, como na presente quadra eleitoral de 2018, quando se joga com o futuro da Nação, é nada mais nada menos do que uma intolerável torpeza. O PSDB sempre esteve em cima do muro e continua em seu triste, mas merecido, óbito. "Resquiescat in pace." O PP nunca teve moral ou ética. Continua o mesmo, irrelevante e supérfluo. O Novo segue a conduta de seu símile, o PSDB, uma pena. O DEM, sob a influência do neto do Toninho Malvadeza, continua parecido ao falecido PSDB. Os eventuais eleitores simpáticos a esses partidos e com ojeriza pela esquerda saberão escolher em quem votar, malgrado a lamentável frouxidão de suas agremiações de estima.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

MORNOS

A neutralidade na política tem o mesmo mau cheiro da covardia. Os mornos restantes ainda serão vomitados.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

São Paulo 

SEGUNDO TURNO

Não é momento de se manter neutro. Do PSDB já esperávamos essa decisão, pois é a posição preferida da ave que representa a sigla.

Luis Fernando M. Carvalho meirelles@meirellescarvalho.com.br

São Paulo

LAVO MINHAS MÃOS

Os senhores FHC e Alckmin pregam o não apoio a nenhum candidato a presidente. Ao adotarem tal postura, eu perguntaria a ambos: abstenção, anular ou votar em branco? Gostaria de lembrar a estes senhores que foram exatamente os votos democráticos dos brasileiros nas urnas que os colocaram no exercício de seus mandatos. Inclusive reeleições. Estão imitando Pôncio Pilatos. Nós, como milhares de conterrâneos, já fomos (passado) seus eleitores e exigimos uma posição pessoal sobre suas decisões. Partido é uma faceta, a outra é sua conduta. Vários políticos já o fizeram para um ou outro candidato, inclusive a vice de Alckmin nesta eleição, Ana Amélia, pessoa correta e admirada no Brasil, tão carente de pessoas sérias. Infelizmente, a senadora mergulhou na aventura ridícula e pífia de Alckmin. Não lavem, senhores, as mãos, se escondendo no ostracismo da derrota. Coragem a ambos, que tanto falam em democracia. Como o samba "mostra a sua cara, quero ver quem fala (...)". Não venham me dizer que o seu voto é secreto. Aí, então, é a afundada final. Com meus 73 anos, votei nesta eleição e vi pessoas mais idosas sendo ajudadas por seus parentes para votar e cumprir seu dever democrático. Saiam do muro e, agora, perguntem o porquê perderam as eleições. Façam-no em nome do Brasil.

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

CADÊ O PATRIOTISMO?

Segundo o levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 30% dos eleitores foram considerados "ausentes, brancos e nulos" no primeiro turno. Ora, se cumprissem com a obrigação cívica, certamente não haveria segundo turno para presidente da República. Para a frente, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

PIAUÍ, A SUÉCIA BRASILEIRA? 

O Piauí, "terra querida filha do sol e do Equador", tem uma das menores notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Brasil: nota 3,6, abaixo da meta de 4,3, tanto nas escolas públicas como na rede privada (segundo dados divulgados pelo MEC em setembro). Dito isso, fico a me perguntar como o Piauí conseguiu um feito espetacular na eleição 2018 no primeiro turno: ter registrado um dos menores índices, muito abaixo da média nacional, no que se refere a votos brancos, nulos e abstenções. No Piauí, a abstenção, que em 2014 foi de aproximadamente 19%, caiu agora em 2018 para pouco mais de 15%. A maior redução entre os Estados brasileiros. Em votos brancos e nulos, ficou abaixo, por exemplo, daqueles ocorridos em Pernambuco e na Bahia, Estados com Ideb superior ao do Piauí. Estamos diante de uma "Suécia brasileira"? 

Modesto Jacobino mjacobino@gmail.com

Salvador

O QUE ESPERAR DE UM NOVO TEMPO?

No momento da elaboração deste texto, a apuração das urnas eletrônicas ainda não estava concluída. Assim, minha análise se baseará na perspectiva de que, independentemente de ganhar no primeiro ou no segundo turno, Jair Bolsonaro foi o candidato que mais soube canalizar para si o sentimento antilulopetista neste pleito eleitoral. Quando a população saiu às ruas em 2013, ela queria mais do que R$ 0,20 de economia na tarifa de ônibus. O que o brasileiro buscava era mais dignidade, refletida em mais saúde, educação, segurança, emprego, renda e a certeza de um país de todos para todos. Porém veio a velha política, com o seu patrimonialismo, e frustrou o sentimento das ruas. Em lugar de escolas e hospitais, a velha política preferiu superfaturar obras e construir estádios de futebol e arenas olímpicas. E o Brasil do futuro, mais uma vez, foi suplantado por práticas políticas do passado. Por sua vez, os lulopetistas, que vendiam sonhos e defendiam a ética, continuavam entregando pesadelos e escândalos de corrupção com seus "sócios" no poder (PMDB, PP, PCdoB e assemelhados). E o povo, mais uma vez, ficou no esquecimento da demagogia política, das novelas televisivas e das teses acadêmicas de pensadores esquerdistas. Isso resume as razões pelas quais a voz das ruas de 2013 deu uma guinada à direita e preferiu dar um voto de confiança em Jair Bolsonaro. Bolsonaro pode não ser o melhor para o País, mas, em razão da desilusão que a política proporcionou na vida de muitos, ele se tornou a melhor opção para o momento. Ou é Bolsonaro ou serão PT e seus "sócios do poder" PDT (Ciro), Rede (Marina) e centrão (Meirelles e Alckmin). Há quem diga que a democracia está sob risco com Bolsonaro. Pois afirmo o contrário: nunca ela esteve tão forte, na medida em que o mesmo povo que elegeu Bolsonaro é bom o bastante para fiscalizar e, se for preciso e o melhor para o País, destituir seu escolhido. Essa é a essência de nosso Estado Democrático de Direito, segundo o qual todo o poder emana de seu povo. Quanto a Bolsonaro, o povo que o escolheu espera que ele não seja mais do mesmo que Lula, Dilma e Temer. Para começar, urge que ele empregue seu apoio popular para liderar as reformas estruturais de que o Brasil tanto precisa (reformas administrativa, previdenciária, política, trabalhista e tributária) e patrocine o combate à corrupção sistêmica que ousa afrontar o legado da Operação Lava Jato. Caso contrário, ele será cobrado por seus erros e sua demagogia e será saído do poder, como ocorreu com Dilma e Collor. 

Pedro Papastawridis ppapastawridis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

ELEIÇÕES 2018

Saudade de minha tia acenando um bom dia! Saudade de meu amigo postando um prato! Saudade de maquiagem, viagem, bobagem. Hoje é só gritaria. Hoje é só desacato.

Hoje é só adversário, contrário, otário. Ah que saudade!

Érika Terrell Ferreira Laranjeira erika@airzap.com.br

Limeira 

NENHUMA SEMELHANÇA

A jornalista Eliane Cantanhêde, em sua coluna "Fica, Temer" ("Estado", 9/10, A6), faz, como sempre, brilhante análise de nosso agudo problema político. Mas... Ela escreve no último parágrafo: "(...) como combater o déficit do Estado e a crise econômica. Guedes quer pragmatismo e tesoura, mas Bolsonaro é 'estatizante' (grifo meu) e corporativista, logo, gastador. Nisso, sem dúvida, o capitão Bolsonaro e o professor Haddad são bem parecidos". Pergunto: 1) Bolsonaro é estatizante? De tudo o que li a respeito, ele tem todas as características de privatizante (conforme afirma Zeina Latif, economista, por exemplo), ao contrário de Haddad, estatizante (como é seu partido). 2) Acompanhando o noticiário dos principais jornais, o discurso de Haddad é claramente de esquerda, estatizante, enquanto o de Bolsonaro é claramente de direita. 3) Então, o capitão e o professor são bem parecidos? A única semelhança que vejo entre eles é o extremismo, explorado e disfarçado por ambos em sua campanha.

Geraldo Fonseca Marcondes Jr. gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

O QUE FALTA AGORA?

Passamos boa parte do ano vendo alguns jornalistas colocando como empecilho à candidatura de Jair Bolsonaro o fato de ele não ter apoio político. O que será que a mídia golpista vai alegar agora, quando o PSL acaba de eleger a segunda maior bancada do Congresso, com 52 deputados, tendo dentre os eleitos um homem e duas mulheres campeões de votos?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

O 'FANTASMA' BOLSONARO

Cada vez que eu abro meu computador, ligo a TV ou pego um jornal, eu vejo o desespero da mídia com o "fantasma Bolsonaro". Consigo ver ou ler notícias estapafúrdias, algumas sem nenhuma credibilidade, contra ele, mas não encontro nada sobre a situação dos mais de 30 processos contra Fernando Haddad. Silêncio total! Da mesma forma, nada mais soube sobre o comprovante de depósito bancário no valor de R$ 350 mil (?) na conta do assassino autor da facada em Bolsonaro, Adélio Bispo, encontrado no meio dos seus documentos. Silêncio total! No entanto, sou obrigado a ver a cara de um bandido preso, depois de condenado em segunda instância, dando ordens e dirigindo seus comparsas nesta eleição de dentro da cadeia, exatamente como fazem os chefes do crime organizado. É assim mesmo, sempre que os acertos ($) não forem convenientes, vamos continuar lendo e vendo essas atrocidades. Pobre Brasil!

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

MUNIÇÃO DISPONÍVEL

Nos debates neste segundo turno, Jair Bolsonaro precisa explorar o seguinte: 1) perguntar para Fernando Haddad quanto o seu partido recebeu do Fundo Eleitoral e quanto gastou. 2) Perguntar sobre quantos minutos ele teve disponíveis na TV. 3) Enfatizar que é ficha limpa. 4) Mostrar que o PSL é um partido pequeno, mas de patriotas. 5) Mostrar que está conseguindo maioria na Câmara. 6) Gabar-se de a campanha manter-se ativa mesmo sem a sua presença no último mês, enquanto se restabelecia de um covarde atentado a faca. 7) Insinuar que Haddad é dependente de um presidiário e ele, do povo brasileiro. 8) Reafirmar que não vai negociar cargos. 9) Repudiar coligações. 10) Interpelá-lo sobre o seu envolvimento em denúncia no caso UTC.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

PROTESTO EM SHOW

"Em show em SP, Roger Waters é vaiado e aplaudido após citar Bolsonaro" ("Estadão", 10/10). Bastou ser de direita, o cidadão já é categorizado de fascista. A hipocrisia canalha da esquerda é nojenta, mesmo. Afinal, foi o comunismo, cujo socialismo é a nova face, que matou 20 milhões de pessoas. Vinte milhões!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

                     

PRAGMATISMO

Na página A4 do "Estado" de ontem (10/10), ao me deparar com a matéria ostentando o enfático, entusiástico e clamoroso título "Grupo de oficiais coordena programa de Bolsonaro", fiquei extasiado e assenhorado por um sentimento de confiança e firmeza na execução de uma promessa ou de um compromisso. O candidato Bolsonaro, ao escolher um renomado grupo de oficiais, exalta a lucidez, o pragmatismo e a égide. O Brasil que os brasileiros merecem está a um passo de acontecer com a participação altiva, ativa e digna do nosso generalato, por serem pessoas, a rigor, íntegras, competentes, cultas, penitentes, que se disciplinam, que rendem submissão a um regulamento e que respeitam a bandeira brasileira e o lema nela inserido de ordem e progresso. A análise do colaborador Marcelo Godoy, estampada na mesma página, a respeito do tema está um primor. 

Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos

MILITARES E POLICIAIS ELEITOS

O aumento do número de policiais e militares eleitos - 18 em 2014 e 73, agora - é o sinal de um novo tempo. Cansados de ver suas corporações e as instituições enfraquecidas pelos demagogos que povoaram a política e fazem tudo para destruir valores e inverter raciocínios, estes homens e mulheres resolveram agir. Venceram o pleito porque a sociedade, insegura e vitimada pelos desmandos e omissões, clama mudanças. Com sua presença, ficará mais difícil de prosperarem iniciativas estapafúrdias, como a desmilitarização e o desarmamento das polícias, e se tornará possível buscar a recuperação de conceitos e ordenamentos que a demagogia conseguiu reduzir em beneficio dos bandidos e prejuízo do cidadão. Quem comete crime tem de pagar por ele, e não sair pela porta da frente do distrito, rindo dos que o conduziram perante a autoridade. Generais, coronéis, majores, capitães, tenentes, sargentos, cabos, soldados, delegados, agentes de diferentes áreas e até a família de policiais (como a deputada eleita Adriana Borgo, esposa de policial militar) decidiram emprestar sua competência, visão e patriotismo nesta tarefa de salvação nacional. Oxalá consigam reconduzir nossas instituições à regularidade e devolver ao povo a segurança e a tranquilidade. Assim, também salvarão nossa deturpada democracia. 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

                                                                                                     

A CANDIDATURA DO PT

O candidato a presidente da Nação Fernando Haddad (PT) obteve 29% dos votos e vai disputar o segundo turno com Jair Bolsonaro (PSL), que conquistou 46% dos votos válidos. Pois bem, Haddad é marionete de presidiário, no caso, do "poderoso" chefão Lula. O líder da facção vermelha, mesmo preso, articula e comanda os atos ou ações do partido. Um dia após o resultado das urnas, Haddad foi a Curitiba visitar o companheiro na carceragem da Polícia Federal e receber novas ordens/diretrizes. Vale lembrar que a sede da Polícia Federal mais parece sede do PT. Enfim, Lula, mesmo preso, sabe de tudo! E Haddad presidente do Brasil é a continuação do caos. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

VISITA AO GURU

Fernando Haddad certamente ainda crê, como todo discípulo petista hipnotizado pelo idolatrado guru, que Lula é preso político, quando a realidade nos mostra de forma clara que o ilustre molusco não passa de um político preso, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, em segunda instância, com fartura de provas. Será que o cérebro do candidato petista ao cargo mais importante do País conseguirá assimilar essa verdade? Ou precisaríamos desenhar?

Edmea Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

SUBINDO A RAMPA

Perguntem a Haddad, que declarou que subirá a rampa do Planalto com Lula, se ele já está pensando em mandar construir uma rampa na fossa em que se encontra o PT.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

                                          

BEIJA-MÃOS

Como é lindo assistir ao desfile dos mandantes petistas no beija-mão à porta da cadeia de Curitiba! É de encher os olhos ver o máscara Haddad e os governadores da zona do agreste eleitos pelo Bolsa Família, pago por todos nós, se acotovelando na porta da prisão para prestarem dócil e servil vassalagem ao demiurgo de Guaranhuns! Tentarão por todos os modos e meios concretizar a aspiração suprema de "tomar o poder", para, assim, permitir o retorno triunfante das delegações de Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua e outros asseclas ao nosso país, para assentarem aqui as bases definitivas do bolivarianismo do século 21. 

Manuel Marques manuel_apmarques@yahoo.com.br

São Paulo

NÃO VOLTE!

"Campanha anuncia que suspendeu visitas a Lula" ("Estadão", 10/10, A9). Até Lula se cansou de Haddad?

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

VISITAS SUSPENSAS

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, como noticiou o "Estadão" ontem, afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "mandou" um recado ao candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, para que o ex-prefeito se dedique à campanha eleitoral e deixe de visitá-lo em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Afirmou mais a presidente: "Lula me disse 'manda o Haddad fazer campanha, não precisa mais vir aqui". Assim Lula ardilosamente percebeu que a cada visita que Haddad lhe fazia, para pedir orientação para sua campanha, era um ponto negativo em sua vitória eleitoral. Tanto isso é verdadeiro que ensejou o candidato Jair Bolsonaro (PSL), criticando as aludidas visitas, a dizer nas redes sociais que "o Brasil não é facção criminosa para ser comandado de dentro da cadeia". Espero que se confirme a máxima latina "vincit omnia veritas" (a verdade vence todas as coisas).

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

          

O PT É O PT

O PT muda a embalagem (Lula, Dilma, Haddad), jamais sua essência: a mentira e a corrupção.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

PAU QUE NASCE TORTO

A corrupção dos políticos petistas é uma grande nódoa que ficará grudada na bandeira do Brasil para sempre.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

PERSISTINDO NO ERRO

Jair Messias Bolsonaro disse não entender nada de economia e, portanto, apoia o monetarismo de Paulo Guedes, um discípulo da escola liberal de Chicago que, por sua vez, é bem visto pelo mercado. Fernando Haddad, aquele que faz visitas íntimas ao presidiário condenado em regime fechado Lula da Silva, para receber instruções, é um desenvolvimentista, aquela política econômica dos governos petistas que tornou o País terra arrasada. Diz o ditado popular que "errar é humano, mas persistir no erro é burrice".

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

UM BOM PRESENTE

O PT criou bolsas que premiam um exército de inúteis. Apesar de não saberem a que me refiro, pesquisem e lancem a "Bolsa Honestidade".     

Wilson Matiotta  loluvies@gmail.com

São Paulo

DEMOCRACIA?

O candidato Fernando Haddad (PT) em todas as suas declarações e entrevistas fala insistentemente em democracia e usa essa palavra, democracia, como se ela representasse a essência do programa petista. Porém, ao analisar o programa do PT registrado no Tribunal Superior Eleitoral, constata-se que o que menos existe ali é democracia.

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

                                              

CONSELHOS

Três conselhos a Fernando Haddad, se quiser ganhar esta eleição: 1) fuja da autenticidade de caráter, deixe isso para o outro candidato; 2) como está fazendo com seu líder máximo José Dirceu, esconda também, trancados a sete chaves, todo o seu entourage partidário e aliado e toda a sua ideologia vermelha estatizante; 3) participe do horário eleitoral na TV e de todas as manifestações públicas com um olhar angelical, falando manso e vestido com uma pele de cordeiro - assim vai dar a impressão ao povão de que ali não está em corpo presente o velho conhecido lobo mau. Essa farsa sempre deu certo, os 14 milhões de desempregados estão aí para confirmar. 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia 

REMIÇÃO DE PENA

Sobre "A remição da pena pela leitura, mais uma jabuticaba nacional", de Débora Balzan, publicado no "Estadão" em 9/10, que maravilhosa matéria desta grande promotora, sublime prenda gaudéria que fala ao coração de todo os sulistas, contra os abusos existentes na remição de penas nas execuções penais. Fica a curiosidade se o megacriminoso Lula, preso em Curitiba, está ou não sendo submetido a uma alfabetização tardia, pela possível mas talvez fraudada leitura de livros que diminua sua pena?

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

AS RAPOSAS VELHAS

Parece brincadeira, mas o palhaço Tiririca foi eleito novamente. Gleisi Hoffmann e Aécio Neves ficarão protegidos da Operação Lava Jato na Câmara dos Deputados. Alexandre Frota também conseguiu uma boquinha como funcionário público. Alagoas salvou a pele de Renan Calheiros. Os eleitores brasileiros ainda cometem sérios deslizes, como foi observado na Região Nordeste, que deu 50% de seus votos ao candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad. Mais uma vez o poder do dinheiro roubado atrapalhou as eleições, mascarando as reais intenções dos candidatos das raposas velhas da política brasileira.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

O PALHAÇO NA CÂMARA

Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, foi eleito novamente para seu terceiro mandato como deputado. É, como diz a música de Raul Seixas gravada em 1980, só alugando o Brasil...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

PALHAÇADA

Tiririca não é um desconhecido político. Teve quase meio milhão de votos dos paulistas, que devem saber que ele não acrescentou nada em quatro anos de mandato. Não dá para reclamar do caminho que seguem nossas expectativas de melhora de vida. Uma tristeza e uma palhaçada!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

REPROVAÇÃO

Rede, PCdoB (vice na chapa de Fernando Haddad) e mais 12 siglas, entre estas o PSTU e o DC (partido de José Maria Eymael), foram reprovadas nas urnas este ano e correm o risco de extinção, porque não superaram a chamada cláusula de barreira. Já vão tarde!

Lenke Peres 

Cotia

JUSTIÇA

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a protegeu não suspendendo os seus direitos políticos, como manda a Constituição. O povo mineiro sabiamente retificou o gravíssimo erro cometido pelo magistrado da mais alta Corte e não a elegeu senadora nesta eleição.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro 

FALTA DE RESPEITO

A sra. Dilma Rousseff, uma das maiores cabeças deste país, após votar no domingo, não atendeu a um repórter, dizendo-lhe que somente daria entrevista coletiva após a votação. Engraçado como são as coisas, ela, que sempre esteve na liderança nas pesquisas de intenção de voto, deve ter ficado muito aborrecida por não ter sido eleita. Tadinha. Ministro Lewandowski, não adiantou o sr. fatiar o impeachment. 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

A VASSOURA E A PÁ

Kleber Sales, sou leitor assíduo de "Sinais Particulares", e sua charge da indigitada Dilma Rousseff (9/10, A4) lavou a alma de quem a viu. Bem escolhido, afinal, ela é o símbolo da desfaçatez do partido. Foram todos para a lata de lixo da história. Uma sugestão: é melhor um caminhão de lixo.

Luciano Morello Pacheco 973morello@gmail.com

Santana de Parnaíba

ELEIÇÕES E A REPERCUSSÃO INTERNACIONAL 

Foi grande a repercussão internacional das eleições no Brasil. Principalmente se levarmos em consideração a condição de país periférico, distante dos centros decisórios do mundo atual. Como sempre, os grandes veículos de comunicação da imprensa internacional compraram a narrativa petista e não abriram o pacote para conferir. Há alguns anos, um grande jornal norte-americano previu o caos no Brasil após o impeachment de Dilma Rousseff, a mesma coisa após a prisão de Lula. Como sabíamos de antemão, nada disso aconteceu. Desta vez o que se fala é em Haddad contra a extrema-direita, o autoritarismo, o fascismo, etc. e tal. O jornal espanhol "El País" até usou a mesma equação e os mesmos termos empregados por Fernando Haddad no "Jornal Nacional" do dia 8/10/2018. Como, caso Jair Bolsonaro seja eleito, mais uma vez não acontecerá nada do que preveem - pelo contrário, o risco maior para as instituições democráticas existiria justamente em caso de vitória do seu oponente e se ele conseguisse realizar o seu programa de governo registrado no TSE -, estou convencido de que o "The New York Times", o "The Guardian", o "Le Monde", a "The Economist", o "Financial Times", o "El País" e quetais são apenas grifes, na maior parte vazias, principalmente quando emitem opiniões sobre países fora do eixo EUA-Europa Ocidental. Melhor fariam se calados ficassem, ou se viessem aqui ver realmente o que se passa, sem comprar pelo valor de face o que lhes dizem jornalistas engajados.

José Jairo Martins josejairomartins7@gmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.